Representantes da Sony Music assinam contrato com a empresa internacional Double Global, representada pelos sócios Gledson Nunes e Matheus Simões (Foto: Divulgação)
A gravadora Sony Music acaba de assinar com o selo “Double Global”, empresa fundada por Gledson Nunes e Matheus Simões. A empresa é sediada em Miami, EUA, e tem a proposta de gerenciar artistas brasileiros nos Estados Unidos e também de conectar cantores americanos com o Brasil.
Com isso, a Double Global passa a ser também um selo dentro da Sony Music. Sobre os efeitos dessa parceira, a A&R Manager da Sony, Karina Lofti, comenta: “Acredito que uniremos nossas expertises potencializando o alcance de cada lançamento que faremos juntos. Será sucesso, nossa música com certeza tem muito a crescer com esta conexão”.
A iniciativa promete trazer novos artistas, que ainda serão anunciados. Na perspectiva de um dos fundadores da Double Global, Gledson Nunes, essa conexão internacional atenderá a uma busca da parte de jovens talentos. “A disponibilização de um projeto, que envolve uma grande gravadora, para o pessoal que vem do mercado global, é a expansão de um sonho que muitos jovens talentos buscam”, afirma.
Matheus Simões, co-fundador da Double Global, explica como essa parceria vai ajudar a trazer pessoas do cenário independete para o mercado musical. “É urgente a aproximação com talentos que estão no cenário independente na música global”, coloca. “É preciso buscar essas pessoas e trazê-las para dentro do mercado musical. Tenho a certeza de que juntos vamos fazer acontecer na Sony Music”, reitera o empresário. O selo em breve anunciará seus primeiros artistas.
Essa parceria, por um lado, facilita a conexão do Brasil com o mercado global e, por outro, também torna mais viável ações como shows e turnês de artistas americanos no Brasil.
Sobre a Double Global
Matheus Simões e Gledson Nunes são brasileiros que lançaram a empresa Double Global nos Estados Unidos, sendo esta uma instituição cujo foco é o gerenciamento de artistas brasileiros que moram no exterior e de artistas norte-americanos no Brasil. A empresa possui uma visão de mercado global; seu foco é centrado em shows e eventos de alcance internacional. Esse fator expandirá o relacionamento entre os artistas da Sony Music além das fronteiras do Brasil.
Mural na fachada da Primeira Igreja Batista em Aracruz (Foto: Arquivo Pessoal)
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decidiu não aceitar o agravo impetrado pela Primeira Igreja Batista de Aracruz (Pibara), a fim de suspender uma liminar requerida pelo Ministério Público do Estado (MPES), e acatada pelo juízo em Primeira Instância, que proibia a igreja de se manifestar contra a ideologia de gênero e ainda indenizar o movimento ativista.
Com a decisão, que saiu esta semana, o placar permaneceu inalterado em 2 a 1 contra a Pibara. A esperança era de que, quando o colegiado analisasse o voto divergente do desembargador, Fernando Bravin, em relação aos votos do relator, Samuel Meira Brasil Jr., e do presidente em exercício do Tribunal, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, ambos contrários ao pedido de agravo da PIBARA, houvesse a reversão do voto do relator, o que não aconteceu.
Apesar de não citar o nome do pastor André Valadão, o relator Samuel Meira citou o fato da polêmica desta semana para justificar o seu voto em que mantém a decisão contrária ao agravo da Pibara, onde afirma que a liberdade de expressão tem limites.
“Para que todos possam ter a ideia do impacto e da força que uma palavra tem, nós podemos ver no recente episódio em que um pastor fez uma suposta alusão à vontade de Deus e incitou fiéis a matarem a população LGBTQIAP+. Não estou dizendo que isso aconteceu nesse caso (o da Pibara), mas estou demonstrando que não é qualquer expressão que está abrangida pela liberdade constitucional. Nós temos limites para qualquer princípio jurídico que possa ser instituído na nossa Carta Magna”, justificou o relator.
Após a decisão contrária, o presidente da Pibara, pastor Luciano Estevam Gomes, explica quais serão os próximos passos a serem tomados pelo departamento jurídico da igreja. “Agora teremos que ser julgado em primeira instância aqui em Aracruz, e se perdermos, recorreremos ao STF”, afirma.
Em sua última entrevista, o pastor Luciano já havia demonstrado sua preocupação com o resultado e disse que, para ele, uma derrota no TJES significaria uma derrota para a liberdade religiosa e de expressão. “O que está em jogo? A liberdade religiosa de todas as religiões do Brasil, mas infelizmente a maioria não está atenta a isso”, alertou na época.
Entenda o caso
No dia 9 de junho de 2022, a Primeira Igreja Batista de Aracruz (PIBARA) instalou um outdoor em suas dependências, mas de frente para a rua, com os seguintes dizeres “A Bíblia é a única proteção contra o ativismo LGBTQIA+”.
Imediatamente a foto do cartaz tomou as redes sociais, a imprensa nacional e se espalhou rapidamente pelo Brasil, gerando uma onda de protestos entre ativistas, influenciadores digitais, artistas e políticos.
Um mês depois, a instituição religiosa já acumulava quatro queixas-crime e 33 denúncias de ato criminoso homofóbico perante ao Ministério Público que, aliás, arquivou todas por considerar que não houve crime algum cometido pela igreja e pelo seu líder.
Entretanto, no dia 22 de julho, a juíza Ana Flávia Melo Vello, da 2ª Vara Cível de Família, Órfãos e Sucessões da Comarca de Aracruz, acatou a um pedido feito pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), em ação civil pública contra a igreja, determinando a retirada do outdoor no prazo de até 24 horas, sob pena de multa de R$ 2 mil ao dia caso a decisão não fosse cumprida.
Além disso, determinou que a igreja se abstenha de veicular qualquer mensagem em outdoor que contenha – na visão da juíza – caráter preconceituoso ou discriminatório à comunidade LGBTQIA+, seu movimento ou ativismo.
No final de julho, a igreja recorreu com um agravo para suspender a liminar, alegando que o outdoor era direcionado apenas ao “ativismo” do movimento LGBTQIA+ e não aos seus adeptos.
No dia 6 de junho, o desembargador Fernando Estevam Bravin Ruy deu voto favorável ao agravo impetrado pela Primeira Igreja Batista de Aracruz (PIBARA), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a fim de suspender uma liminar requerida pelo Ministério Público do Estado (MPES), e acatada pelo juízo em Primeira Instância, que proibia a igreja de se manifestar contra a ideologia de gênero e ainda indenizar o movimento ativista.
Com isso, o colegiado se reuniu para analisar o voto divergente do desembargador, Fernando Bravin, em relação aos votos do relator, Samuel Meira Brasil Jr., e do presidente em exercício do Tribunal, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, ambos contrários ao pedido de agravo da PIBARA.
Apesar do placar de 2 a 1 contra a igreja, os argumentos consistentes utilizados no voto do Dr. Bravin fizeram com que o presidente em exercício, Dr. José Paulo – que tinha votado contra o agravo da PIBARA e poderia até promulgar a decisão final – elogiasse e remetesse ao relator, o voto de qualidade a favor do agravo, de modo que os votos contrários pudessem ser revisados.
Mas o placar permaneceu inalterado e o presidente da PIBARA, pastor Luciano Estevam Gomes, afirmou que os advogados da igreja aguardarão o posicionamento da primeira instância de Aracruz para ver se será necessário recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou o projeto de lei (PL 1.096/2019), que proíbe vínculo empregatício ou relação de trabalho entre igrejas e ministros de confissão religiosa. A proposta, que teve a relatoria da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), segue para votação no Plenário em regime de urgência.
Já aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei proíbe o vínculo empregatício ou relação de trabalho entre igrejas e ministros de confissão religiosa. De autoria do deputado Vinicius Carvalho, do Republicanos de São Paulo, o texto inicial previa a proibição de vínculo trabalhista entre ministros, pastores, presbíteros, bispos, freiras, padres, evangelistas, diáconos, anciãos ou sacerdotes e as respectivas confissões religiosas, como igrejas, instituições, ordens ou congregações.
A relatora, senadora Zenaide Maia, do PSD potiguar, estendeu os efeitos da proposta para outras instituições religiosas, além das cristãs católica e protestante. Assim, a proposta descaracteriza a existência de contrato de trabalho entre entidades religiosas de qualquer denominação e os seus sacerdotes, pessoas que exerçam funções próximas ao sacerdócio e assemelhados, como explicou Zenaide Maia.
“Não existe vínculo empregatício entre entidades religiosas de qualquer denominação ou natureza e instituições de ensino vocacional com ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, ou a quaisquer outros que a eles se equiparem, ainda que se dediquem parcial ou integralmente a atividades ligadas à administração da entidade ou instituição a que estejam vinculados ou estejam em formação ou treinamento.”
Integrante da Frente Parlamentar Evangélica, a senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, disse que a proposta vai evitar ação de oportunistas.
“A gente recebe um voluntário na Igreja para ser, por exemplo diácono. Ele fica ali 20 anos como diácono, servindo a Santa Ceia, a Eucaristia, e, de repente, alguém coloca na cabeça dele ‘entre com uma ação trabalhista contra a denominação, contra a igreja’. Então este projeto vem inclusive para evitar este tipo de situação. Oportunistas que chegam, se agregam a uma comunidade religiosa e depois querem entrar com uma ação trabalhista. Então, a medida é acertada.”
O projeto agora seguirá ao Plenário para votação em regime de urgência.
O pastor Waldemir Farias, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Pernambuco, teve um vídeo viralizado nas redes sociais, após criticar comportamentos “afeminados” na Igreja.
Na gravação, Waldemir aparece desaprovando a aceitação dos comportamentos, segundo ele, considerados afeminados, como algo normal no meio cristão evangélico, especificamente em sua denominação.
A crítica do pastor se concentrou na normalização de trejeitos normalmente associados ao comportamento feminino. Para Waldemir Farias, homens não devem, por exemplo, sentar cruzando as pernas como se fossem uma “moça”.
“Comece mudando essa calça apertada que você usa. Quando sentar, não sente cruzando as perninhas igual uma moça, não”, disparou o religioso, criticando os membros encaram esses comportamentos como naturais.
Um internauta lembrou que o mais importante é o ser humano ter a consciência do que é pecado, e lutar contra ele, mesmo que não consiga abandonar completamente trejeitos femininos. Este seria o caso de ex-homossexuais, por exemplo.
“Essa palavra matou alguns aí nesse culto, que luta contra a homossexualidade, jovens em construção espiritual”, argumentou um internauta. “O jovem com essa tendência ele vai continuar sentindo atração pelo mesmo sexo, só que não tão aflorado, a libertação é conseguir dizer não ao pecado e sim pra cruz”.
De acordo com a Mission Network News, novos dados do censo nacional do Nepal mostram um rápido crescimento do número de cristãos no país.
O último relatório do censo publicado pelo Bureau Central de Estatísticas, mostrou que 81,19% da população total segue o hinduísmo. O budismo, a segunda religião no Nepal, é seguido por 8,2% da população. O número de seguidores do hinduísmo caiu 0,11% e o do budismo caiu 0,79% no país, nos últimos 10 anos.
Em janeiro de 2023, a OpIndia — site indiano de notícias — informou que a população cristã possivelmente aumentou 68% no Nepal em menos de uma década, graças aos missionários cristãos.
Conforme o relatório, o Nepal tinha 3,7 milhões de cristãos em 2011 e esse número aumentou para 5,4 milhões.
A organização acredita que os missionários sul-coreanos contribuíram muito para a propagação do Evangelho entre os nepaleses.
Os parceiros da “Bibles For The World no Nepal” disseram que pretendem continuar com seus trabalhos nesta obra.
‘Urgência de pregar o Evangelho’
Conforme o presidente e CEO do Bibles For The World, John Pudaite, depois dos bloqueios da pandemia por Covid-19, os missionários e cristãos no país sentiram a urgência de pregar o Evangelho.
“A pandemia serviu como um lembrete sombrio do que está em jogo. Os crentes em todas as comunidades perderam alguém que conheciam. E a maioria das pessoas morreram sem sequer ouvir o nome de Jesus”, observou.
No início deste ano, os líderes do Bibles For The World e os parceiros nepaleses se encontraram pessoalmente pela primeira vez, desde 2019. Os crentes tiveram um encontro muito mais produtivo pessoalmente do que pelos encontros virtuais pelo Zoom.
‘Há um caminho aberto para nós’
Pudaite disse que durante o último reencontro, os missionários planejaram suas próximas ações de olho nas oportunidades que iriam surgir: “Hoje, os parceiros nepaleses estão colocando os planos em ação”.
Ele pede orações por todos aqueles que estão em campo colocando em prática os projetos que Deus depositou em seus corações.
“Todo mundo saiu desta pandemia em chamas [queimando por dentro] e compartilhando as novas oportunidades. Há um novo caminho aberto para nós”, ele disse.
“Isso nos inspira, por isso procuramos equipar e acompanhar os missionários. Queremos estar ao lado deles, face a face e passar tempo juntos em oração e comunhão. Tudo isso é muito importante”, concluiu Pudaite.
John Pudaite é filho de um dos maiores evangelistas da atualidade, Christian Rochunga Pudaite (1927-2015), fundador do Bibles For The World. Ele era conhecido como “homem da tribo de Deus” e foi responsável por levar a Bíblia para milhões de pessoas em todo o mundo através de seus esforços evangelísticos.
Fonte: Guia-me com informações de de Mission Network News
Haroon Shahzad, um cristão de 45 anos que vive no Paquistão, foi acusado de blasfêmia na última sexta-feira (30), por postar em sua página do Facebook o versículo bíblico de 1 Coríntios 10.18-20 que fala de sacrifícios oferecidos a ídolos e que os pagãos sacrificam aos demônios e não a Deus.
A postagem foi feita na quinta-feira, ocasião em que os muçulmanos davam início ao 4º Festival de Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), que envolve o abate de um animal e a partilha da carne.
Ao ver o post, um aldeão muçulmano fez uma captura de tela e enviou para vários grupos de suas redes sociais, acusando Shahzad de “desrespeitar a tradição abraâmica de sacrifício de animais” e de “comparar muçulmanos a pagãos”.
Eid al-Adha é uma festa que relembra a ocasião em que Deus forneceu um cordeiro para Abraão sacrificar, em vez de matar seu filho Isaque.
Sobre a postagem que “insultou” os muçulmanos
Tahir Naveed Chaudhry, morador de Sargodha, um cristão e ex-legislador, disse que Shahzad não fez nenhum comentário no post.
“A postagem se espalhou nos círculos muçulmanos, mas a situação ficou tensa após as orações de sexta-feira, quando foram feitos anúncios pelos alto-falantes da mesquita pedindo às pessoas que se reunissem para um protesto”, disse Chaudhry ao Morning Star News.
Chaudhry disse que ele e outros líderes cristãos locais começaram a monitorar as tensões na noite de quinta-feira e que estavam em contato com a administração distrital e as autoridades policiais.
Quando souberam que multidões de outras aldeias começaram a se reunir após os anúncios da mesquita, eles informaram a polícia do distrito de Sargodha, que enviou um grande contingente para proteger as quase 300 famílias cristãs na aldeia.
‘Caso injustificado’
“A polícia chegou ao vilarejo a tempo e impediu qualquer ataque aos cristãos ou danos à propriedade. Porém, a presença da polícia não impediu que as multidões levantassem slogans inflamatórios. Temendo que a situação pudesse sair do controle, a maioria das famílias fugiu de casa, deixando tudo para trás”, relatou.
Chaudhry, advogado e chefe de seu próprio partido político, disse que Shahzad precisou se esconder junto com sua esposa e seis filhos. A polícia registrou o caso que é “injustificado” segundo o advogado, já que o cristão apenas postou um versículo bíblico e não fez nenhum comentário pessoal que pudesse ser considerado blasfemo.
Conforme a Morning Star News, a acusação de blasfêmia contra Shahzad decorre de ressentimentos pessoais por parte do reclamante, Ullah. Chaudhry disse que Ullah se envolveu em batalhas legais com Shahzad por causa de um terreno cedido pelo governo para a construção de uma igreja.
Ainda segundo informações obtidas pelo veículo, Ullah tentou de tudo para suspender a obra realizada pelos cristãos, mas depois de 4 anos de batalha judicial, ele não conseguiu prevalecer, daí o motivo de sua ira.
Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News
Famílias cristãs são deslocadas na África (Foto: Portas Abertas)
Em meio à disseminação da violência no Sahel, muitos não veem o Níger, o 28° país na Lista Mundial da Perseguição 2023. As fronteiras frágeis da nação permitem a circulação frequente de grupos jihadistas dos países vizinhos, o que tornou o Niger o 5° país mais afetado pela violência e terrorismo em 2021.
O ataque mais recente de extremistas aconteceu no Sudoeste do país, perto de Burkina Faso, e deslocou toda a comunidade cristã da região. As ameaças constantes dos grupos jihadistas fizeram com que não restasse um cristão sequer na região.
Famílias em fuga
Fontes locais confiáveis disseram que os jihadistas foram para o vilarejo no dia 10 de junho e deram um ultimato de 72 horas para que os cristãos locais saíssem do vilarejo ou se convertessem ao islã.
“Quarenta porcento da população no vilarejo era composta de cristãos. Nesse momento, 69 famílias fugiram da região para a cidade em busca de refúgio, onde a comunidade cristã é maior. Os deslocados internos estão vivendo sob árvores e, como estão na época de chuvas, a vida tem sido muito difícil para eles”, conta um parceiro da Portas Abertas.
O aumento da influência de vários grupos jihadistas aliados do Estado Islâmico no Grande Saara (ISGS, da sigla em inglês), sendo a maioria radicais fulanis, se tornou tão intenso que todos os cultos públicos das igrejas cristãs nas áreas rurais foram suspensos.
Cultos suspensos
Um pastor que faz parte dos deslocados internos disse a parceiros locais que “os cristãos são os alvos da perseguição dos militantes na região”. Em outro vilarejo próximo, os militantes disseram aos cristãos que eles não tinham permissão para tocar música nos cultos, que as mulheres devem usar hijabs (véu islâmico) e os homens devem vestir uma túnica modesta.
Os extremistas também exigiram que os homens deixem a barba crescer e proíbam as mulheres de fazer as atividades diárias, para que elas fiquem apenas em casa cumprindo os mandamentos do Alcorão. Um líder cristão local também contou que “qualquer que seja o vilarejo pelo qual os militantes passem, eles pedem aos líderes das comunidades que reúnam todas as pessoas para que eles possam anunciar suas ordens”.
Eles dizem às pessoas que querem que todos se tornem muçulmanos e que aqueles que se recusarem a obedecê-los serão aniquilados. “Essa região constitui uma das maiores comunidades cristãs no Niger, há muitas igrejas no vilarejo, mas, por causa das ameaças dos extremistas, todas as igrejas na zona rural foram fechadas. Ore pelos cristãos que estão sendo perseguidos”, ele pede.
A violência extrema priva mais de 360 milhões de cristãos perseguidos de direitos básicos como alimentação, remédios e direito a defesa em julgamentos. Sua doaçãopermite que a Igreja Perseguida seja socorrida em suas necessidades mais urgentes. Ajude!
Metade dos alemães (52%) tem uma Bíblia em casa, mas a maioria não a lê.
Uma nova pesquisa publicada pela Universidade de Leipzig (leste da Alemanha ) mostra que apenas 1,6% da população lê uma parte da Bíblia todos os dias. Em 2014, eram o dobro (3,1%).
3,2% dizem ler a Bíblia uma vez por semana, e um em cada dez abre o ‘livro dos livros’ uma vez por ano.
A pesquisa descobriu que mais homens do que mulheres lêem a Bíblia. O primeiro contato com a Escritura costuma acontecer em contextos de igreja ou no ensino religioso na escola. É difícil encontrar população que começa a ler a Bíblia pela primeira vez depois dos 14 anos.
Esses números parecem confirmar a percepção do chefe do governo alemão, Olaf Scholz, que recentemente disse ser “um dos poucos na Alemanha que leu toda a Bíblia”. O chanceler Scholz então disse que não se sentia à vontade para falar em público sobre sua fé pessoal ou a falta dela.
Baixo interesse entre as principais igrejas
Na Alemanha, cerca de metade da população ainda é membro da Igreja Católica Romana ou da Igreja Protestante Luterana ( Evangelische Kirche Deutschland ). Com isso em mente, “é surpreendente o baixo uso da Bíblia entre católicos e protestantes”, afirmam os pesquisadores.
Uma pesquisa em 2019 descobriu que apenas 67% dos autodenominados protestantes acreditavam na existência de Deus.
As minorias religiosas, como os cristãos evangélicos membros de igrejas livres, mostram um maior compromisso com os ensinamentos da Bíblia e frequentam mais a igreja.
Não lido, mas ainda influente
Aqueles que não leem a Bíblia disseram aos pesquisadores que não consideram os temas da Bíblia relevantes para sua vida pessoal (80% disseram que sim). No entanto, os pesquisadores concluem que a Escritura Cristã ainda é vista como “um importante legado social” na Alemanha.
90% dos leitores da Bíblia e 63% dos que não a lêem acreditam que a Bíblia transmite normas e valores centrais para a sociedade. Entre os que o leem com frequência, 46% acreditam que a política e a vida pública devem ser fundamentadas em valores bíblicos.
Usos digitais e criativos da Bíblia
Gert Pickel, um dos pesquisadores, sugeriu a ampliação dos serviços digitais existentes relacionados à Bíblia, cada vez mais utilizados pelos mais jovens. Ele também poderia imaginar sessões conjuntas de leitura da Bíblia em casas de repouso da igreja, por exemplo.
No entanto, por enquanto, os formatos digitais não estão substituindo a Bíblia impressa. Segundo o estudo, cerca de 11% dos leitores da Bíblia costumam usar a Bíblia como um e-book, como um aplicativo ou em sites na internet. A Bíblia em áudio é utilizada com frequência, principalmente pelos entrevistados mais velhos (9%).
Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o direito dos evangélicos de pregarem a Palavra de Deus, em vídeo no Instagram, nesta segunda-feira (3). A postagem ocorreu após o pastor e cantor André Valadão ter sido acusado de homofobia. Isso aconteceu depois dele pregar na Igreja Lagoinha, em Orlando (EUA), no último domingo (2), uma palavra que faz parte da série de mensagens “Censura Não”.
“Eu nasci para ver comunista ensinar a como ler a Bíblia. Gente que nunca abriu um versículo, pessoas que não têm comunhão nenhuma com Deus. Tive que ouvir um ‘pastor da Shopee’ e a sua ‘igreja invisível’ dizer que o pastor André Valadão queria matar homossexuais”, ressaltou.
No vídeo, o deputado continua: “Para de inventar isso! Ao contrário, sabe quem matava homossexuais? O Fidel Castro, que falou para a Folha de São Paulo que matava e perseguia homossexuais em Cuba. Vocês mataram nossos irmãos! E agora querem colocar como se nós cristãos estivéssemos incitando o ódio”.
Para o parlamentar mineiro, o Evangelho não deve ser considerado crime. “Combater o pecado não quer dizer incitação ao ódio. Dizer que nós não queremos que o homossexualismo continue como prática bela e moral é direito nosso. Eu digo: homossexualidade é pecado”.
Na visão de Nikolas Ferreira, a liberdade de expressão está sendo ameaçada no país. “Querem dizer que a gente não pode chamar pecado de pecado. Querem dizer para os cristãos de todo o Brasil: ‘ignorem a Bíblia’. Não vão calar os cristãos, não vão tachar o pastor André Valadão de homofóbico”.
O deputado afirmou ainda que “hoje, se pudessem, amordaçariam os cristãos, colocariam os cristãos na cadeia porque não aguentam ouvir o contraditório. Querem usar o nome de Cristo para calar outras pessoas”.
Para finalizar, Nikolas Ferreira salientou que querem tirar a liberdade do cristão de dizer o que acredita ser correto. “Essa é a liberdade de vocês? Enquanto estivermos de pé, não tem ninguém que nos cale, nem mesmo o inferno. Nós vamos resistir”.
O serviço memorial nacional foi realizado na Nieuwe Kerk (nova igreja) em Amsterdã. / Nieuwe Kerk
Entre julho de 2023 e 2024, ocorre na Holanda o Ano da Memória do Passado da Escravidão .
O comércio de escravos foi formalmente abolido há 160 anos e, na prática, terminou 10 anos depois.
As igrejas holandesas, incluindo a Igreja Protestante, realizaram um serviço memorial nacional na Nieuwe Kerk (Nova igreja) em Amsterdã em 30 de junho, que também foi transmitido online.
O tema do serviço, que foi organizado pelo Conselho de Igrejas da Holanda, foi ‘Passado compartilhado, futuro compartilhado’.
Um passado vergonhoso, um futuro promissor
O Conselho de Igrejas reuniu 19 igrejas e denominações que juraram culpa pelo papel dos cristãos no passado da escravidão e enfatizaram o sofrimento infligido aos escravos nas colônias.
“Como igrejas, contribuímos para a perpetuação da escravidão, por meio de nossa teologia justificamos o abuso de pessoas”, disse René de Reuver, secretário da Igreja Protestante da Holanda (PKN) durante o serviço fúnebre.
De acordo com Reuver, as igrejas ainda têm muito trabalho a fazer para se tornarem comunidades inclusivas, enfrentando o racismo e a discriminação. Há esperança para o futuro, pois as igrejas podem ajudar no processamento benéfico do passado da escravidão.
A pastora Rosaliene Israël, do PKN em Amsterdã, concordou que “as igrejas devem assumir a responsabilidade, o que vai além de pedir desculpas e perguntar se as coisas estão bem novamente”.
Desculpas institucionais
No dia 1º de julho, a Holanda celebra o Dag der Vrijheden, também conhecido como Keti Koti (correntes quebradas), um festival para comemorar a abolição da escravatura no Suriname e nas Antilhas Holandesas.
Durante as cerimónias deste ano, o rei Willem-Alexander desculpou-se pelo papel do país no tráfico internacional de escravos e pediu perdão pelo papel dos seus antepassados neste “crime contra a humanidade”, num discurso transmitido em direto, não só na Holanda, mas também no Suriname e no Caribe Holandês.
O rei também encomendou um estudo sobre o papel da família real na escravidão na Holanda. Espera-se que os resultados sejam publicados em 2025.
Em dezembro passado, o primeiro-ministro holandês Mark Rutte também se desculpou, em nome do governo holandês, em holandês, inglês, sranan tongo e papiamentu, afirmando que “milhões de pessoas sofreram e a Holanda deve enfrentar sua parte nisso. Os números são inimagináveis, o sofrimento ainda mais inimaginável”.