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Bancada evangélica vai tentar mais diálogo com Lula

Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)

A partir de agosto, a bancada evangélica no Congresso Nacional terá um novo comando, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). Em um acordo firmado no início do ano, Câmara assumirá o comando do grupo substituindo Eli Borges (PL-TO).

Após dificuldades na interlocução com o Planalto nos primeiros 6 meses do ano, a bancada evangélica agora quer buscar mais diálogo com o governo Lula.

Borges, que é ligado ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse recentemente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não entendeu a importância dos evangélicos” no Brasil. A declaração se deu quando o chefe do Executivo decidiu não ir à Marcha para Jesus, em São Paulo (SP).

O deputado Silas Câmara tem um perfil mais independente e afastado do bolsonarismo, e é considerado mais pragmático e negociador, o que deve favorecer uma possível quebra de resistência do segmento em relação a Lula.

Uma pesquisa realizada pelo PoderData, mostrou que a desaprovação dos evangélicos subiu 6 pontos percentuais, de 56% em janeiro para 62% em junho.

Por outro lado, a taxa de aprovação do governo entre os católicos quase dobra em relação ao eleitorado evangélico e supera o percentual (51%) do público geral. A pesquisa mostra que 60% dos católicos dizem aprovar a gestão petista, enquanto 33% desaprovam.

Fonte: Fuxico Gospel com informações de Poder360

Mais de 30 mil cristãos deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso

Cristãos são deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)
Cristãos são deslocados devido à onda de violência em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)

Burkina Faso enfrenta, atualmente, uma das maiores crises de deslocados internos negligenciadas do mundo. A informação é da Missão Portas Abertas, que explica que o ranking é resultado de uma pesquisa anual do Conselho de Refugiados da Noruega. Em 2023, o levantamento traz muitos países da África Subsaariana.

A instituição missionária informa que, nos últimos anos, a população de Burkina Faso vivencia a insurgência da violência. Isso ocorre, principalmente a partir doa ataques de grupos militantes islâmicos, como o Grupo de Apoio ao Islã e Muçulmanos (JNIM, da sigla em inglês).

Assim, o relatório revela que, aproximadamente, 40% do território não está mais sob controle do governo, que sofreu dois golpes políticos em 2022. Por isso, um em cada dez cidadãos de Burkina Faso foi forçado a deixar sua casa, conforme o levantamento norueguês.

    Cristãos: os mais vulneráveis

    “Ataques semelhantes estão acontecendo no Níger, Mali e no Grande Sahel o que torna a situação em Burkina Faso muito séria”, afirma um dos analistas da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, ressaltando que os cristãos são os mais vulneráveis e enfrentam altos níveis de insegurança, com assassinatos e ataques a igrejas.

    Em 2022, a violência na África Subsaariana, aumentou significativamente. As últimas análises do Centro de Estudos Estratégicos da África mostram que 40% dos atos violentos no continente são responsabilidade de grupos militantes islâmicos.

    Os dados explicam a ascensão de Burkina Faso na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, elaborada por Portas Abertas, saindo da 32ª para a 23ª posição entre os 50 países mais perigosos para os cristãos. A organização missionária pontua que os níveis de violência contra “os cristãos são crescentes, cooperando para as estatísticas de perseguição, violência e mortes de cristãos na região”.

    Socorro aos cristãos

    Devido à insegurança, em muitas partes do território de Burkina Faso o acesso é difícil. No entanto, parceiros da Portas Abertas permanecem trabalhando no país. Eles atuam nos cuidados pós-trauma, além de entregarem kits com recursos básicos de sobrevivência, como, por exemplo, alimentos. Há cerca de 30 mil cristãos deslocados, sendo a maioria mulheres e crianças.

    A maioria das nações já estava na lista do Conselho de Refugiados da Noruega desde a primeira pesquisa, há sete anos, segundo Portas Abertas. “Como as doações e a atenção das mídias e agentes internacionais têm priorizado a crise na Ucrânia, não há recursos suficientes para ajudar o número crescente de necessitados na África e em outras nações”, afirma a organização missionária, que acrescenta: “Dessa forma, crises já existentes se agravaram, pois o número de organizações que as socorrem está reduzido”.

    Para ajudar no trabalho que Portas Abertas desenvolve em Burkina Faso, acesse o link.

    Fonte: Comunhão com informações de Portas Abertas

    Justiça manda remover vídeos de André Valadão do Youtube e Instagram

    Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)
    Pastor André Valadão (Foto: Instagram/lagoinhaorlandochurch)

    A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a remoção de vídeos do pastor evangélico André Valadão que possam causar “efeito potencial homofóbico e transfóbico”, publicados no Youtube e Instagram.

    A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal em Minas Gerais, apresentado no último dia 6.

    O juiz José Carlos Machado Júnior pede que o Google e a Meta – responsáveis pelo Youtube e Instagram, respectivamente – removam em até 5 dias as publicações apontadas na decisão, sob pena de multa no valor de R$ 1 mil por dia de descumprimento.

    Os conteúdos dizem respeito a cultos religiosos realizados nos dias 4 de junho e 2 de julho.

    Ao todo, a decisão lista 9 links em que o conteúdo foi reproduzido. Também fazem parte da relação reportagens em veículos de comunicação em que o vídeo aparece.

    Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa do pastor disse que Valadão ainda não foi notificado da decisão e cita comunicado em que o líder religioso reforça que não incentivou a violência contra a comunidade LGBTQIAPN+.

    A assessoria de comunicação do Google informou que o Youtube já foi notificado e “está examinando a decisão”. Meta ainda não se posicionou sobre a determinação.

    “O teor das declarações do primeiro requerido nos cultos indicados, mesmo que proferidas em um contexto de manifestação religiosa, excedeu os limites da liberdade de expressão e de crença, oferecendo um risco potencial de incitar nos ouvintes e fiéis, sentimentos de preconceito, aversão e agressão para com os cidadãos de orientação sexual diversa daquela defendida por ele.”, disse o Juiz José Carlos Machado Júnior.

    Fonte: UOL

    Mais de 130 jovens recebem Bíblias na Nigéria

    Jovens cristãs com suas Bíblias novas na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
    Jovens cristãs com suas Bíblias novas na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

    A Nigéria é o sexto país mais violento do mundo para cristãos. A nação ocupa hoje a 6ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2023 e também é uma das regiões de difícil acesso às Escrituras, especialmente no Norte do país, onde os cristãos são minoria.

    Para atender a necessidade de Bíblias, em março deste ano, colaboradores de campo da Portas Abertas entregaram mais de 130 Bíblias para jovens cristãos no Norte da Nigéria. Eles esperam apoiar e encorajar o discipulado e o amadurecimento da fé desses jovens por meio do estudo da palavra de Deus.

    A primeira Bíblia

    Para muitos jovens, essa é a primeira Bíblia para estudo pessoal que recebem. Diariamente, eles são cercados pela violência e discriminação por causa da fé em Jesus, mas não tinham livre acesso às Escrituras.

    Eles são minoria nas comunidades, mas, ainda assim, resistem com grande resiliência à perseguição. Nossos parceiros locais disseram que esses jovens são sal e luz em suas comunidades e que, pelo testemunho deles, muitos vieram a Cristo na região.

    Jovens impactados

    “Estou tão feliz por ter uma Bíblia nova e que é só minha! Para mim, a Bíblia é uma arma para sobreviver e vencer as batalhas da vida. Creio que ela terá um grande impacto em minha jornada espiritual porque é a base na qual devemos construir nossas vidas. Conhecer a Deus e estar firmado em sua palavra é a melhor forma de viver”, testemunha Dorcas, uma das jovens beneficiadas com as Bíblias.

    Matthew, um jovem de 20 anos, ficou maravilhado ao receber sua Bíblia. “Em casa só temos uma Bíblia que é dividida por todos os membros da família. Não posso levá-la comigo ou ler sozinho, no meu próprio ritmo. Ter minha própria Bíblia é… Estou tão grato a Deus. Acredito que ao estudar a Bíblia e obedecer a seus mandamentos, Deus fará muitas mudanças em minha vida, pois a palavra de Deus é luz.”

    Na conversa com o parceiro local, Matthew leu João 3.16, sua passagem favorita da Bíblia. “Amo esse versículo porque mostra que Deus mostrou o quanto nos ama e entregou o seu único filho para morrer por nós. Se ele não tivesse nos amado, não teria feito nada disso por nós, e, se não tivesse feito, não seríamos salvos. Como é grande o amor de Deus.”

    Matthew e Dorcas agradecem as Bíblias e oram para que Deus abençoe todos que contribuem com o trabalho da Portas Abertas. “Oro por todos que contribuíram para que essa Bíblia chegasse a mim e para as pessoas em minha comunidade. Vou compartilhar a palavra de Deus com aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus para que o nome de Jesus seja glorificado”, afirma Dorcas.

    “Que Deus abra mais portas para que vocês cresçam e alcancem mais pessoas que precisam dessa ajuda”, conclui Matthew. Nós também agradecemos a cada pessoa que ofertou para que esse projeto se tornasse realidade. Que Deus derrame as mais ricas bênçãos sobre a vida e família de cada parceiro.

    Fonte: Portas Abertas

    Templo da Assembleia de Deus é vilipendiado por LGBTs no Ceará

    Um integrante se pendurou no muro da Assembleia de Deus em Uruoca, no Ceará, e dançou com gestos obscenos. (Foto: Reprodução/ Instagram/Doutora Silvana).
    Um integrante se pendurou no muro da Assembleia de Deus em Uruoca, no Ceará, e dançou com gestos obscenos. (Foto: Reprodução/ Instagram/Doutora Silvana).

    Uma igreja em Uruoca, no Ceará, foi vilipendiada por integrantes da comunidade LGBT durante uma festa junina na cidade.

    Em vídeo postado pela deputada estadual Doutora Silvana (PL) no Instagram nesta terça-feira (11), é possível ver um integrante pendurado no muro da igreja, dançando com gestos obscenos, enquanto outros zombam e aplaudem em frente ao templo central da Assembleia de Deus.

    Em um perfil de humor no Instagram, o vídeo foi postado em forma de zombaria, com uma música cristã ao fundo.

    “Recebemos nesta manhã, um vídeo repugnante. Um criminoso, repito, criminoso, subiu no muro da Assembleia de Deus Templo Central em Uruoca-CE, e profanou o nosso templo sagrado”, afirmou a deputada cristã.

    Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Silvana denunciou o crime e informou que tomará as providências cabíveis.

    “Eles terão que responder criminalmente. Eu mesma vou pedir providências do secretário de segurança pública deste estado. A fé precisa ser respeitada. As pessoas precisam ser respeitadas como esta deputada respeita quem tem sua opção sexual”, declarou a parlamentar.

    A deputada lembrou que vilipendiar a fé é crime. “A casa de Deus é sagrada. O muro é sagrado, o chão é sagrado, é tudo sagrado. Existe um código penal, artigo 208; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, ressaltou.

    Em nota divulgada no Instagram, a Igreja Assembleia de Deus de Uruoca repudiou o episódio, descrevendo como intolerância religiosa.

    “Percebem-se atos de vandalismo, desrespeito e intolerância religiosa, uma vez que na edição do vídeo, utiliza-se de canção gospel para acompanhar as imagens”, afirmou.

    A igreja também defendeu a liberdade religiosa e pediu respeito à fé cristã. “Os atos ocorridos reforçam pensamentos hostis e intolerantes contra o templo, desrespeitando o sagrado alheio e a liberdade religiosa. Reiteramos que não somos a favor de retaliação, exigimos respeito com a nossa fé. Agradecemos a todos os irmãos que se solidarizaram conosco nesse momento onde nos sentimos atacados”, concluiu.

    Fonte: Guia-me

    Pastor Yousef Nadarkhani, que já foi condenado à morte, enfrenta nova acusação após recente libertação da prisão no Irã

    O pastor Yousef Nadarkhani foi condenado no Irã por plantar igrejas domésticas e promover o cristianismo
    O pastor Yousef Nadarkhani foi condenado no Irã por plantar igrejas domésticas e promover o cristianismo

    O pastor Yousef Nadarkhani, recentemente libertado da detenção como parte da anistia nacional do Irã, está enfrentando novas acusações de minar a segurança do estado junto com outro pastor, de acordo com a instituição de caridade Christian Solidarity Worldwide (CSW), sediada no Reino Unido.

    As acusações contra Nadarkhani e o pastor Matthias (Abdulreza Ali) Haghnejad foram levantadas depois que um casal dentro da denominação da Igreja do Irã foi supostamente pressionado a acusar os pastores de tentar minar a segurança nacional. A CSW relata que eles podem ter sofrido pressão da polícia política.

    Nadarkhani foi intimado a comparecer ao tribunal no sábado por acusações de minar a segurança do Estado. Enquanto isso, o pastor Haghnejad está enfrentando a mesma acusação, mas foi detido por acusações das quais foi absolvido em 2014 e que foram reintegradas.

    O pastor Nadarkhani tem apenas um conhecimento vago do casal, identificado como Ramin Hassanpour e sua esposa Saeede Sajadpour, devido à sua recente libertação após anos de detenção, afirma a CSW. O pastor Haghnejad, residente em uma sub-região diferente de Gilan, nunca os conheceu.

    O presidente fundador da CSW, Mervyn Thomas, descreveu isso como uma “longa ladainha de injustiças” vivida pelos dois pastores.

    “Além disso, [essas acusações] supostamente surgiram depois que pressão psicológica foi exercida sobre seus acusadores, que apenas conhecem um dos pastores”, disse Thomas em um comunicado. “Isso por si só deveria tornar essas alegações não confiáveis ​​e inadmissíveis.”

    Acusações dessa natureza raramente são iniciadas por cidadãos comuns e, de acordo com uma fonte da CSW, a família Hassanpour foi supostamente coagida a incriminar os pastores sob a ameaça de que seus filhos fossem levados embora.

    “A ideia é ameaçar e levar as crianças embora”, disse a fonte da CSW, indicando que tais táticas estão sendo usadas por alguns membros da polícia política para suprimir grupos minoritários.

    A CSW está pedindo que o “devido processo” seja observado e as acusações dos pastores sejam retiradas.

    “Esses homens estão claramente sendo submetidos a assédio oficialmente planejado devido a seus papéis de liderança na igreja, em violação de uma decisão da Suprema Corte de novembro de 2021 de que ‘meramente pregar o cristianismo’ não deve ser considerado uma ameaça à segurança nacional”, acrescentou Thomas. “A CSW reitera nosso apelo para que o Irã respeite, proteja e cumpra o direito à liberdade de religião ou crença para todos os cidadãos, conforme articulado no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, do qual é signatário.”

    Nadarkhani, que já foi condenado à morte por apostasia, foi perdoado no início deste ano como parte da anistia anual do governo que marca o aniversário da revolução de 1979. Sua sentença por deixar o Islã, imposta em 2010, foi comutada após sua absolvição de apostasia em setembro de 2012. No entanto, ele foi considerado culpado de evangelizar e condenado a três anos de prisão.

    O pastor foi preso novamente em maio de 2016, quando agentes do Ministério da Inteligência invadiram casas cristãs e igrejas domésticas em Rasht. Nadarkhani foi acusado de “crimes contra a segurança nacional” e rotulado de sionista. Nadarkhani, sua esposa e dois outros cristãos foram posteriormente considerados culpados em junho de 2017 por agir contra a segurança nacional, propagar igrejas domésticas e promover o cristianismo sionista.

    Embora as sentenças anteriores dos pastores tenham sido reduzidas após revisão, esta nova acusação ressalta uma tendência preocupante de supressão da liberdade religiosa.

    Apesar da repressão às igrejas domésticas no Irã, a Lista Mundial da Perseguição de 2023 da organização de apoio cristão Portas Abertas afirma que houve “crescimento fenomenal em seu movimento religioso clandestino”.

    No entanto, os cristãos iranianos enfrentam crescente opressão, especialmente aqueles que se convertem do Islã.

    “Líderes de grupos cristãos convertidos, bem como membros de outras denominações que os apoiam, foram presos, processados ​​e receberam longas sentenças de prisão por ‘crimes contra a segurança nacional’”, afirma o relatório da Portas Abertas.

    O Irã é signatário do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e, portanto, é obrigado a respeitar, proteger e cumprir o direito à liberdade de religião ou crença para todos os cidadãos, disse Thomas, acrescentando, no entanto, que esses eventos recentes levantam sérias preocupações sobre o compromisso da nação com esses princípios.

    Folha Gospel com informações de The Christian Post

    André Valadão diz que acionará a Justiça após ser acusado de incentivar o assassinato de gays

    André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA
    André Valadão é cantor, empresário e pastor da Igreja Lagoinha em Orlando, nos EUA

    O líder da Batista da Lagoinha, André Valadão, voltou a negar nesta segunda-feira, 10, ter insinuado, durante um culto religioso, que membros da comunidade LGBTQIA+ deveriam ser mortos por seus fiéis.

    Valadão passou a ser investigado pela suposta prática do crime de homotransfobia após proferir a fala na Igreja Batista Lagoinha em Orlando, nos EUA, no início deste mês.

    “Não admito, nunca admiti e não autorizo que nossos fiéis agridam, firam, ofendam ou causem qualquer tipo de dano, físico ou emocional, a qualquer pessoa que seja. Repudio o uso de violência física ou verbal a pessoas por conta da orientação sexual”, afirma o pastor, em manifesto publicado nesta segunda nas suas redes sociais.

    No texto, Valadão se declara contrário ao crime de ódio e à incitação à violência —e diz que, como cristão, defende “que Deus ama o pecador”. “E pecadores somos todos, como diz o apóstolo Paulo”, escreve.

    O pastor ainda afirma que sua vida e seus familiares foram expostos após o episódio, e promete acionar na Justiça aqueles que supostamente distorceram a sua pregação.

    Sobre o caso

    Durante o culto, na Igreja Batista Lagoinha em Orlando, nos EUA, o pastor expressou sua opinião sobre o casamento homossexual: “Essa porta foi aberta quando nós tratamos como normal aquilo que a Bíblia já condena. Agora é hora de tomar as cordas de volta e dizer: ‘não, pode parar, reseta’. Aí Deus fala, ‘não posso mais, já meti esse arco-íris, se eu pudesse, eu matava tudo e começava tudo de novo. Mas já prometi para mim mesmo que não posso, então, agora está com vocês’. Você não pegou o que eu disse: agora está com você.”

    Após a repercussão, Valadão passou a afirmar que sua declaração foi tirada de contexto e culpou “a grande mídia” pela situação em que se encontrava.

    Segundo ele, a intenção era instigar os cristãos a voltarem à essência da vontade de Deus e a viverem de acordo com seus princípios.

    “O que nós estamos dizendo, eu repito, é uma maneira muito clara. É preciso resetar. Levar a humanidade à sua essência, levar a humanidade a ter os olhos de volta pra Deus”, disse. O que nós vamos fazer? Vamos nos calar ou vamos como cristãos genuínos? Nos levantar nesse dia e nos posicionar diante daquilo que cremos. Não podemos ser censurados. Não podemos nos calar. É tempo de voz, é tempo de falar”, declarou.

    Ações na Justiça

    O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar suposto ato de homotransfobia do pastor André Valadão, durante pregação na sua igreja nos Estados Unidos, com transmissão pelo YouTube.

    A Aliança Nacional LGBTI+ também acionou o Ministério Público Federal, citando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que “condutas homofóbicas e transfóbicas são formas de racismo e puníveis como tais na forma da lei”.

    A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), primeira deputada federal trans eleita no país, apresentou duas ações contra o pastor evangélico André Valadão pelo crime de homotransfobia. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também entrou com uma representação criminal.

    Em uma das ações movidas contra Valadão, o Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais solicitou ao Google a remoção das pregações em que o pastor André Valadão faz declarações contra a prática homossexual. A empresa responsável pelo YouTube disse que “o vídeo foi revisado e não será removido por violação das Diretrizes da Comunidade”, sem apresentar outras justificativas.

    “Ódio contra cristãos”

    No comunicado desta segunda, o pastor voltou a responsabilizar a imprensa pelas reações ao culto e falou de ódio contra cristãos.

    “Preciso dizer que nenhum dos nossos fiéis interpretou o que eu disse da forma como a imprensa divulgou. Não há qualquer relato de agressão ou ameaça”, destaca o líder religioso.

    “Não fiz nada além do que repetir o que está escrito na Bíblia. Ademais, minha pregação como pastor foi dirigida apenas a fiéis e está protegida pela liberdade de culto, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos. Aproveitadores estão usando o episódio de maneira distorcida para destilar seu ódio contra cristãos”, diz Valadão.

    No texto publicado nas suas rede sociais, Valadão deixou o seguinte comentário: “O nível da deturpação, ataque e cancelamento tem sido indizível. Tomaram uma fala minha fora de um contexto, a cortaram e espalharam em mídias adversas, ah, como isso tem causado em mim e minha família um dano terrível, porém minha justiça vem de #Deus e minha paz Nele está. Avanço e prossigo com minha fé em #Jesus e Sua sagrada Palavra. Deus é justo, fiel e poderoso.”

    Leia, abaixo, a íntegra do texto publicado por André Valadão:

    “Queridos irmãos e amigos,

    Estive introspectivo e em oração para entender a avalanche de acontecimentos dos últimos dias. Minha vida e da minha família foram expostas, mentiras e interpretações distorcidas se espalharam. Mas hoje encontrei paz e quero colocar as coisas nos devidos lugares.

    Primeiro: não admito, nunca admiti e não autorizo que nossos fiéis agridam, firam, ofendam ou causem qualquer tipo de dano, físico ou emocional, a qualquer pessoa que seja. Repudio o uso de violência física ou verbal a pessoas por conta da orientação sexual. Sou contra o crime de OD1O e incitação à violência e, como cristão, defendo que Deus ama o pecador. E pecadores somos todos, como diz o apóstolo Paulo em Romanos 3:23. Dependemos, sem exceção, do perdão, da misericórdia e da graça de Deus por meio de Jesus Cristo.

    Apesar da repercussão sobre o culto do dia 2 de julho, preciso dizer que nenhum dos nossos fiéis interpretou o que eu disse da forma como a imprensa divulgou. Não há qualquer relato de agressão ou ameaça.

    Não fiz nada além do que repetir o que está escrito na Bíblia. Ademais, minha pregação como pastor foi dirigida apenas a fiéis e está protegida pela liberdade de culto, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos. Aproveitadores estão usando o episódio de maneira distorcida para destilar seu ódio contra cristãos.

    Também jamais saiu da minha boca a expressão “e Deus deixou o trabalho sujo para nós”, que maldosamente inúmeras pessoas espalharam por aí. Essas responderão judicialmente. Basta assistir ao vídeo do culto para ver que essa frase nunca foi dita.

    Ao me referir à história do dilúvio e de Noé, quis lembrar das consequências que o pecado pode ter sobre todos nós. “Porque o salário do pecado é a morte”, diz Romanos 6:23. Hoje, a morte é espiritual, é a separação completa de Deus. Cabe a nós cuidarmos para que nossos filhos não caiam em armadilhas que os distanciem de Deus.

    Foi isso o que quis dizer por tomar as cordas de novo, “resetar a máquina” e recomeçar. Precisamos ser mais firmes no nosso ensinamento da fé e da Palavra. Mas sempre levando o Amor à frente de tudo.”

    Interferência do Estado em conteúdo teológico

    “A liberdade religiosa inclui a liberdade de manifestar a religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular”. A afirmação é do Conselho Diretivo Nacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE), que em nota pública, divulgou o posicionamento da instituição após mensagem do pastor André Valadão durante culto na Igreja Batista da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, no último domingo (2).

    Segundo a ANAJURE, “a liberdade religiosa é um direito fundamental assegurado por diversos instrumentos legais e tratados internacionais, e deve ser protegida e respeitada em uma sociedade democrática”. No entanto, a instituição destacou que a liberdade religiosa não deve ser usada como justificativa para promover o discurso de ódio, a discriminação ou a violência contra qualquer grupo social.

    Para a associação, o Estado não deve interferir no conteúdo teológico-doutrinário das declarações de fé dos grupos religiosos. No entanto, a ANAJURE enfatizou a importância de um diálogo respeitoso e inclusivo na sociedade.

    Leia a íntegra da nota da ANAJURE, clicando aqui.

    Fonte: Comunhão, Folha de S. Paulo, CNN e Guia-me

    Líder cristã denuncia perseguição religiosa no Irã

    Bandeira do Irã e mãos postas em cima de uma Bíblia (montagem)
    Bandeira do Irã e mãos postas em cima de uma Bíblia (montagem)

    A proporção da perseguição contra os cristãos iranianos está crescendo de maneira alarmante. Há relatos frequentes de repressão da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, da sigla em inglês) contra atividades cristãs pacíficas no 9º país da Lista Mundial da Perseguição 2023.

    Guly Francis, uma líder cristã que tem dupla nacionalidade (britânica-iraniana) pediu ajuda ao Reino Unido para que os cristãos tenham uma “rota de fuga” segura para se protegerem da perseguição. Ela compartilhou a preocupação quanto ao tratamento violento imposto às minorias religiosas e aos protestos pacíficos, que têm resultado em prisões arbitrárias.

    Em defesa da Igreja Perseguida

    Guly também alertou sobre a interferência da IRGC nos julgamentos de cristãos que terminam com penas maiores do que outros crimes. Ela destaca a necessidade de posicionamento de outras nações para proteção e apoio daqueles que sofrem perseguição por causa da fé em Jesus.

    O subsecretário de Estado do Reino Unido afirmou que recebeu as denúncias e está avaliando o que pode ser feito. Nos últimos anos, muitas igrejas iranianas tiveram os bens confiscados e vendidos ou foram invadidas e completamente destruídas em ataques.

    Os cristãos locais continuam solicitando a atenção do governo iraniano para injustiças contra as minorias religiosas. Em 2023, alguns avanços foram feitos com ao menos sete libertações e o reconhecimento de um erro judicial, no entanto, centenas de cristãos iranianos permanecem sob perseguição extrema.

    Fonte: Portas Abertas

    “Nossa existência está ameaçada”, diz líder cristão sobre os jovens nas igrejas do Iraque

    Daniel é jovem e acredita que sua missão é permanecer no Iraque para reconstruir o país (Foto: Portas Abertas)
    Daniel é jovem e acredita que sua missão é permanecer no Iraque para reconstruir o país (Foto: Portas Abertas)

    Rapazes e moças são o vigor também das igrejas e muitos deles tornam-se os futuros líderes da comunidade cristã. No entanto, em países como Iraque e Síria, a presença deles está cada vez menor. Ambas as nações foram destruídas pela invasão do Estado Islâmico, enfrentam uma crise econômica severa e, no caso da Síria, houve ainda terremotos em fevereiro de 2023.

    A cidade iraquiana de Mossul, por exemplo, dominada durante anos pelo Estado Islâmico, completou seis anos de libertação ontem. A presença e os vestígios da presença dos extremistas permanecem desafiando a igreja a se reerguer e sobreviver à perseguição.

    Por isso, entre 2015 e 2022, a Portas Abertas trabalhou na campanha Esperança para o Oriente Médio, para que os cristãos locais fossem acolhidos em suas principais necessidades e se tornassem relevantes onde estão. Mas ainda há muito a fazer pelos seguidores de Jesus na região e agora é hora de apoiar a campanha Faça a esperança durar.

    Força para recomeçar

    “Queremos fortalecer a igreja e o que resta, para que o testemunho de Cristo permaneça e o evangelho avance”, explica Thomas (pseudônimo), diretor de campo da Portas Abertas no Oriente Médio e no Norte da África.

    Um dos desafios atuais é manter os jovens nos países para que eles ajudem a reconstruir a nação. Porém, Thomas explica que a maioria deles só continua na região por falta de opção, seja porque a Europa fechou as fronteiras, porque não têm dinheiro ou porque têm responsabilidades com os pais. “A maioria não tem um futuro brilhante aqui e eles sabem disso. Precisamos investir nos que ficam. Eles precisam crescer em fé para sobreviver à desesperança e à falta de perspectiva”, relata.

    Desde que o trabalho começou na região, os jovens cristãos foram beneficiados com diversos projetos de discipulado. E uma das maneiras de fazer isso é por meio do esporte. “Vemos uma mudança de caráter. Muitos dizem que encontraram propósito na vida por meio desse projeto. Esse é um resultado direto da leitura e da aplicação da Bíblia em suas vidas”, garante Thomas.

    Entretanto, muitos jovens cristãos sentem-se abandonados e sem esperança. Eles precisam entender que o Senhor tem um propósito maior para eles naquele local e que são como Neemias, chamados para restaurar o país e resplandecer a luz de Cristo no meio de seu povo.

    Fé em ação

    “Nossa existência está ameaçada. Muitos dos jovens só pensam em sair do Iraque”, revela o líder cristão Daniel. Assim como ele, outros líderes cristãos lutam para que os jovens permaneçam e ajudem a construir um novo futuro tanto para a igreja, como para a sociedade. Para isso acontecer, as igrejas se tornaram Centros de Esperança e agora apoiam rapazes e moças em suas diversas necessidades.

    De acordo com Daniel, várias atividades nos Centros de Esperança envolvem os jovens cristãos e vão desde cuidados pós-trauma a cursos profissionalizantes. Além disso, eles participam de um treinamento sobre liderança. “Uma das coisas principais em que estamos focando é despertar novos líderes de jovens para a comunidade. Para que exijam seus direitos, lutem por sua comunidade e resolvam os muitos problemas que ela enfrenta”, explica.

    O líder cristão de 32 anos sabe que as oportunidades profissionais no exterior são mais vantajosas tanto para ele como para os jovens de sua igreja. No entanto, ele acredita que a presença cristã no Iraque depende de a nova geração ficar no país. “Estamos trabalhando muito para preservar nossa existência. Meu grande sonho é que os jovens fiquem e tornem-se sal e luz neste país. Precisamos deles no futuro para levar nossa comunidade a um lugar melhor.”

    Fonte: Portas Abertas

    Atriz de ‘Quarto de Guerra’ fala sobre o caráter de Deus: “Ele é imutável”

    Karen Abercrombie no trailer de sua nova série cristã. (Foto: Reprodução/YouTube/Pure Flix).
    Karen Abercrombie no trailer de sua nova série cristã. (Foto: Reprodução/YouTube/Pure Flix).

    Desde o sucesso do filme cristão “Quarto de Guerra” em 2015, a atriz Karen Abercrombie, que interpretou Clara, está em uma missão para realizar projetos que honram a Deus.

    Sua última série, “Eleanor’s Bench”, não é exceção.

    A produção conta a história de Eleanor, uma advogada que retorna ao seu bairro de origem e se dedica a lutar por uma causa infantil.

    À medida que a advogada enfrenta novos desafios, seu relacionamento com Deus evolui. A série oferece uma narrativa poderosa sobre a fé, a esperança e os desafios da vida.

    “Eleanor’s Bench” estreou no dia 30 de junho e é transmitida na plataforma de streaming Pure Flix, nos Estados Unidos.

    O caráter de Deus

    Em uma entrevista ao Christian Post, Karen contou que a série aborda questões que muitas pessoas enfrentam atualmente, incluindo uma crise de fé e um senso de distância de Deus durante tempos difíceis.

    “Há pessoas que se afastaram de sua fé quando as coisas estão ficando difíceis. Tudo tem sido difícil e está ficando mais difícil, e as pessoas estão apenas sentindo que Deus está distante ou que Ele não se importa mais quando de fato Ele se importa”, disse ela.

    “Mas vivemos na Terra, é um lugar caído, e vamos ter nossas lutas. À medida que eles assistem a Eleanor se voltar para esse amor e essa direção, esse relacionamento com Deus, acho que vai impactar muitas pessoas”, acrescentou Karen.

    A atriz compartilhou alguns de seus momentos de dúvida onde questionou a bondade de Deus. Contudo, ela informou que aprendeu que o amor do Senhor permanece constante, apesar da fragilidade humana.

    “Deus é um Deus imutável. Ele é o mesmo ontem, hoje e amanhã. Ele sempre nos olha com um amor que nunca muda. Ele não poderia amar nenhum de nós uma gota a mais. Então é por isso que Ele deu livremente seu único Filho, o Cordeiro puro e imperfeito, por nós”, declarou ela.

    “Estamos indo e voltando. Somos falhos. Mas Ele é sempre constante”, acrescentou ela.

    Aprendendo mais sobre Jesus

    De acordo com o Christian Post, Karen explicou que a partir do momento que abriu sua casa para acolher crianças adotivas, aprendeu mais sobre Jesus:

    “Haverá altos e baixos, e você tem que ter a paciência que só Deus pode lhe dar. Especialmente quando é alguém fora da sua unidade, você quer que o Senhor lhe ajude a moldar seu coração para que você ame e vá além. Não teríamos aprendido essas coisas se não tivéssemos aberto nossa porta para ser uma família adotiva”.

    A atriz tem esperança de que o público também abra o coração para a adoção de crianças. Segundo ela, a prevalência de crianças no sistema de adoção é provocada por fatores como abuso de substâncias, abandono parental e instabilidade financeira.

    Recentemente, Karen participou do filme “Guardiões da Galáxia” ao lado de Chris Pratt. Ela também está por trás da produtora “Earth Mother Entertainment”.

    Karen afirmou que independente do papel que interprete em uma produção cinematográfica, ela se esforça para honrar a Deus com seus dons e revelou que “em oração” considera todos os projetos.

    “A vida é real, a vida é corajosa, é suja, é bagunçada, mas não vou promover nada que não honre a Deus”, declarou ela.

    Karen encorajou o público que luta com questões de fé e dúvida a se aprofundar na Bíblia e na oração, alertando que um relacionamento mais sólido com Deus levará a uma compreensão mais consciente de seu propósito e identidade.

    “Se apenas nos abrirmos e permitirmos que Ele trabalhe através de nós, se lhe dermos o manto de nossos corações, entenderemos melhor quem somos porque nossa verdadeira identidade está Nele”, concluiu ela.

    Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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