Comunidades cristãos são atacadas mortalmente na Nigéria. (Foto representativa: Portas Abertas)
De acordo com o Morning Star News, terroristas Fulani, no estado de Plateau, na Nigéria, mataram mais de 150 cristãos nas primeiras três semanas de junho, incluindo um pastor.
O assassinato de Nichodemus Kim, da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN) em Gana-Ropp, no dia 11 de junho, elevou para 3 o número de pastores mortos em ataques recentes no estado de Plateau.
Conforme o governador Caleb Manasseh Mutfwang, há cerca de 30.000 pessoas espalhadas em vários campos de deslocados internos e o governo terá que dar conta delas.
‘Alguns cristãos foram queimados vivos’
Conforme os moradores dos condados de Mangu, Barkin Ladi e Riyom, os terroristas destruíram dezenas de casas pertencentes a cristãos, junto com um prédio de culto da COCIN, nas primeiras três semanas do mês.
No dia 20 de junho houve um ataque nos condados citados, onde “15 pessoas foram mortas nas comunidades predominantemente cristãs de Bwoi e Chisu”, conforme especificou Bamshak Ishaya, um dos moradores.
Ele também contou que os criminosos são muçulmanos e pastores Fulani: “Eles atacaram as nossas aldeias enquanto dormíamos, por volta das 23hs. Incendiaram nossas casas, uma igreja e os escritórios do Conselho Regional do COCIN em Bwoi”.
“Algumas das vítimas cristãs foram queimadas vivas em suas casas enquanto os extremistas ateavam fogo em tudo”, lamentou.
‘A guerra foi declarada contra os cristãos’
“Tudo o que posso dizer é que a guerra foi declarada contra os cristãos em Mangu”, disse Bala Fwangje, o legislador que representa a área na Assembleia Estadual do Planalto.
“Os terroristas estão apenas atacando e matando cristãos na maioria das comunidades ao redor de Mangu. Os ataques começaram na terça-feira, 20 de junho, na comunidade de Bwoi, e depois se espalharam para a cidade de Mangu e áreas de Sabon Gari. Os cristãos aqui realmente precisam de ajuda”, continuou.
Markus Artu, membro do Conselho do Governo Local de Mangu, confirmou os ataques em um comunicado à imprensa.
A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé em 2022, com 5.014, de acordo com o relatório da Portas Abertas. Também liderou o mundo em cristãos sequestrados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados à força ou abusados física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos.
Como no ano anterior, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e deslocados internos. O país ocupa o 6º lugar na Lista Mundial da Perseguição, liderando entre as 10 nações que mais hostilizam os cristãos.
Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News
Malihe Nazari, Joseph Shahbazian e Mina Khajavi (foto: Article 18)
Em 2022, os cristãos iranianos pastor Joseph Shabazian, de 59 anos, Mina Khajavi, de 60 anos, e Maline Nazari, de 49 anos foram presos e interrogados por agentes da Inteligência Iraniana por participarem de igrejas domésticas. As sentenças somadas totalizavam 22 anos de prisão.
A prisão de Joseph e Mina foi realizada por dez agentes da Inteligência que invadiram a casa onde 30 cristãos estavam reunidos. Os agentes estavam armados e vestiam máscaras. Foi uma invasão violenta e assustadora. Os cristãos foram levados vendados, amordaçados e com as mãos atadas e toda a literatura cristã encontrada no local foi confiscada.
Malihe foi presa no mesmo dia, mas do outro lado da capital iraniana, Teerã. A invasão e confisco aconteceu de modo muito semelhante. No fim, os agentes a levaram para a prisão de Evin para o interrogatório, no qual buscam detalhes da localização e contatos de cristãos.
Sem notícias
As famílias aguardavam ansiosas por notícias sobre os cristãos. Diferente de outros casos, em que os parentes podem procurar os cristãos na prisão, as famílias de Joseph, Malihe e Mina foram proibidas de vê-los. O único contato que tinham eram breves ligações telefônicas.
Já no caso de Joseph, a preocupação era ainda maior, pois o governo queria cobrar 300 milhões de tomãs (moeda iraniana) como fiança, uma quantia inimaginável para a família. Para Malihe, a fiança estabelecida foi de 3 bilhões de tomãs.
Em junho de 2022, Joseph, Mina e Melihe foram indiciados e presos. Os cristãos e seus advogados foram ameaçados, intimidados e ridicularizados pelo juiz, Iman Afshari, e foram chantageados a abandonar a fé em Jesus para reduzir as sentenças.
Liberdade
Para Malihe, o processo foi ainda mais doloroso, pois o filho dela tem leucemia e, na prisão, ela não pode acompanhar e cuidar dele. Pela graça de Deus, em abril deste ano, ela foi liberta, dois dias antes do aniversário de 25 anos do filho que enfrenta a leucemia há cinco anos.
Um mês depois, a sentença de Joseph foi reduzida de dez para dois anos de prisão, pois não havia evidências suficientes para incriminá-lo. Apesar da condenação, um médico atestou que pelas condições de saúde, Mina não poderia cumprir a sentença agora. Ela é a única entre os três cuja condenação não foi revogada, persistindo a ameaça de que ela vá para a prisão.
Pedidos de oração
Agradeça a Deus pela libertação de Malihe e pela redução da sentença de Joseph.
Ore para que a condenação de Mina seja revogada.
Interceda pelos cristãos iranianos que continuam presos e sob torturas nos interrogatórios.
Ore para que a igreja no Irã não se enfraqueça por causa da perseguição, mas esteja firme e protegida em Cristo.
O pequeno Ariful (nome fictício por razões de segurança), de 8 anos, foi perseguido por causa da fé em Jesus em Bangladesh, de acordo com informações de Portas Abertas.
Nascido numa comunidade muçulmana rígida que não aceita a conversão da família ao cristianismo, Ariful foi alvo de ataque de vizinhos muçulmanos radicais.
Jahangir (nome fictício), pai de Ariful, foi o primeiro a ser perseguido. Por causa da fé em Jesus, ele teve muita dificuldade para encontrar emprego no vilarejo.
As pessoas sabiam que ele tinha deixado o islã e que toda a família também seguia a Jesus e, por esse motivo, buscavam prejudicá-lo de todas as formas.
Proteção à família
Pensando na proteção de todos, Jahangir deixou o vilarejo com sua família e se mudou para Daca, capital de Bangladesh.
Porém, não demorou muito para que a perseguição recomeçasse. Provocações e ofensas eram despejadas sobre a família diariamente.
Até que, no final de maio, vizinhos invadiram a casa da família e jogaram água quente na cabeça de Ariful, que estava sozinho enquanto os pais trabalhavam.
Enquanto os perseguidores fugiam, alguns vizinhos socorreram o menino que ficou internado por 10 dias sob tratamento intensivo para as queimaduras na cabeça, no rosto, no peito e nas costas.
‘Nenhum suspeito interrogado’
Quando souberam do ocorrido, Jahangir e a esposa denunciaram o ataque à polícia, mas os agressores permaneceram escondidos e nenhum suspeito foi interrogado até o momento.
Jahangir continua trabalhando para alimentar a família e pagar os remédios de que Ariful precisa para se recuperar.
A organização pede orações pelo garoto e pela situação de perseguição que a família está enfrentando. Bangladesh ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2023, onde os cristãos enfrentam restrições, discriminação e ataques violentos.
Inspiradas nas florestas, nos bailes e nos príncipes encantados das fábulas, Arlene, Queren, Thaís e Maria apresentam quatro garotas comuns, mas com coração de princesa.
Por meio das aventuras e desventuras dessas jovens, as autoras transmitem princípios de vida e mostram que Deus é o roteirista de nossa história, ainda que o dia a dia não seja um conto de fadas.
“Corajosas veio ao encontro de um público sedento por ficção que fosse também alimento para a alma”, confidencia Queren Ane.
De forma cuidadosa, as escritoras, profissionais graduadas em diferentes áreas da Educação, retratam questões de identidade, autoestima, abuso, relacionamento, luto e superação, entre outros temas interessantes para o público adolescente e jovem.
Ao somarem seus diferentes repertórios, elaboraram uma obra que também oferece amplas possibilidades de uso aos pais e docentes, seja como recurso para a prática de contação de histórias, leituras coletivas, peças teatrais e demais atividades que visam o desenvolvimento de habilidades de dissertação e criatividade.
“Pais, mães, professores e líderes encontrarão em Corajosas uma ficção que preserva a cosmovisão cristã e que não lhes trará más surpresas”, argumenta Thaís. “É um livro que aporta importantes ensinamentos, mas de modo sutil e contextualizado, sem ser dogmático”.
Com ilustrações coloridas, lições sobre fé, esperança e comunhão com Deus, Corajosas tem uma escrita leve, saudável e bem-humorada, que pode ser lida por leitores a partir dos dez anos.
Arlene Diniz, Queren Ane, Thaís Oliveira e Maria S. Araújo são autoras de ficção cristã. Em 2018, elas se uniram com um propósito: escrever um livro juvenil inspirado nas princesas clássicas dos contos de fadas. Corajosas é o resultado de três anos e meio de conversa, planejamento, escrita e oração.
A guerra entre Ucrânia e Rússia quebrou conexões geográficas, linguísticas, culturais e de relacionamento na população.
Os cristãos, porém, permanecem em ambos os lados e têm a cidadania no reino de Deus, como principal ponto em comum.
Seja como for que a guerra termine, a reconciliação entre ucranianos e russos será um obstáculo depois de tantas perdas.
A missão Trans World Radio (TWR) transmite uma programação gospel para os países em guerra.
Lauren Libby, presidente e CEO da organização, informou:
“Realmente precisamos orar para que o Senhor comece a trabalhar nos corações, não apenas na Ucrânia, mas também na Rússia”.
Há possibilidade de haver ressentimento e amargura entre crentes, no entanto, líderes cristãos demonstraram exemplo ao se reconciliar após os conflitos.
Exemplo de reconciliação
Segundo a Mission Network News, os líderes da TWR já estão superando as diferenças de seus países.
Em uma reunião recente, Lauren informou que o líder russo da organização e o líder ucraniano saíram em um canal de vídeo separado, oraram e passaram um tempo juntos.
“E eu pensei: ‘Onde no mundo você veria isso?’”, contou ela.
E acrescentou: “Jesus disse que temos que amar nossos irmãos e irmãs, e às vezes isso é uma questão de apenas decidir obedecer”.
Lauren Libby explicou que os cidadãos estão buscando em Jesus esperança em meio às tensões.
“O interesse ultrapassou o esperado. É incrível quantas pessoas estão querendo alguma esperança em meio a essa situação”, afirmou ela.
“Ore para que Deus levante líderes mais corajosos para construir pontes e criar um caminho de reconciliação para os outros seguirem”, concluiu ela.
Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News
Milhões de pessoas agora têm acesso à Palavra de Deus. Isto graças ao “Bible App Lite”, aplicativo que não requer conexão com a internet. Ele oferece aos usuários os principais recursos da plataforma YouVersion, como Bíblias em áudio, versículos do dia e orações. Vale salientar ainda que a ferramenta não consome espaço de armazenamento do telefone.
“Nosso desejo é alcançar todas as pessoas, em todas as partes do mundo, com a Palavra de Deus em sua linguagem do coração. Este novo aplicativo nos permite alcançar dezenas de milhões de novas pessoas com o aplicativo da Bíblia rico em mídia”, afirmou Bobby Gruenewald, o fundador da YouVersion, desenvolvido pela Life.Church em Oklahoma, que fez parceria com o ministério bíblico global “Bíblica” para criar o novo aplicativo.
A plataforma foi desenvolvida com foco aos usuários da África Subsaariana e do Sudeste da Ásia. Mais de quatro milhões de pessoas já baixaram o “Bible App Lite”, que já foi lançado na Índia, Nepal, Paquistão, Mianmar e Bangladesh.
Há planos de expansão para outros países nos próximos meses. Desde a criação, o aplicativo alcançou o top 10 na Google Play Store em 17 países africanos. O “Bible App Lite” alcançou o primeiro lugar no Quênia, Uganda e República Democrática do Congo.
Difícil acesso à internet
Um relatório publicado pela Alliance for Affordable Internet, em 2020, aponta que mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à Internet de banda larga. No entanto, mesmo com a diminuição dos custos, a África continua sendo a região com menos acesso.
“Para a maioria de nós no mundo desenvolvido, dados sempre ativos são um fato da vida. Mal pensamos na quantidade de dados que um determinado aplicativo consome ou se teremos uma conexão de celular confiável”, disse Mark Finzel, vice-presidente de inovação digital da “Biblica”.
Segundo ele, “esta não é a realidade para grande parte do mundo em desenvolvimento. As velocidades e os custos da Internet variam significativamente de um país para outro”. Mark detalhou ainda que objetivo da instituição era oferecer aos usuários o máximo de recursos possível sem a necessidade de dados móveis. “A liberdade da funcionalidade off-line é fundamental”.
Fonte: Comunhão com informações de Christianity Today
Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual críticas a um “culto específico para homossexuais”, de uma famosa igreja evangélica do Brasil está viralizando nas rede sociais.
Apesar de não ter mencionado o nome do “Movimento Cores” da Igreja Batista da Lagoinha, os internautas rapidamente associaram suas declarações ao referido grupo.
O parlamentar questionou o apelido de “coloridos” dado aos homossexuais e expressou sua preocupação com a glamorização do pecado com esse tipo de abordagem.
“Nikolas, isso aí é de onde? Foi o Jean Wyllys que fez isso? Foi o PSOL, foi o Lula? Não, o Lula não deve nem saber escrever o ‘Jesus pra todos’, né? Mas não foi ele. Isso aqui é de uma igreja gigantesca daqui do Brasil, eles têm um culto específico para homossexuais”, afirmou ele em sua pregação.
Ele enfatizou que a igreja deve receber todas as pessoas, independentemente de seu pecado, porém, criticou a forma como essa recepção está sendo conduzida.
Para o deputado, chamar os homossexuais de coloridos é uma forma de colocar “pompom no pecado” e glamourizar algo que, segundo sua perspectiva, pode levar ao inferno.
Segundo Nikolas, atrair pessoas com entretenimento e emoções superficiais pode até funcionar inicialmente, mas a permanência delas na igreja dependerá do verdadeiro evangelho.
“O evangelho realmente precisa ir lá nas suas entranhas, assim como o Espírito Santo vai lá na divisão da tua alma e do teu espírito, e te convence do pecado, da justiça, do juízo. Ele precisa de confronto. Porque no mesmo lugar que tem conforto não vai ter crescimento”, afirmou.
O “Movimento Cores” foi fundado pela pastora Priscila Coelho, e ocorre em uma das filiais da Igreja Batista Lagoinha, no Centro de Belo Horizonte.
O foco do encontro é o acolhimento de diversas “tribos sociais”, principalmente a comunidade LGBT. Vale destacar que a igreja agora é liderada pelo pastor André Valadão, que está realizando uma série de cultos criticando o movimento LGBTQIA+.
Igreja vandalizada na Índia (Foto: Christian Solidarity International)
Em um relatório que circula entre os políticos no Reino Unido, a violência no conturbado estado de Manipur, na Índia, foi destacada como tendo “uma clara dimensão religiosa” com a queima de centenas de igrejas e aldeias cristãs desde o início do mês passado.
O relatório, de autoria do jornalista David Campanale e apresentado à International Religious Freedom or Belief Alliance (Aliança Internacional de Liberdade Religiosa ou Crença), foi divulgado pela parlamentar britânica Fiona Bruce, Enviada Especial do Primeiro Ministro para Liberdade Religiosa ou Crença.
O relatório de 21 de junho analisa as razões por trás da violência que começou em 3 de maio no estado do nordeste da Índia, levando a mais de 100 mortes e forçando dezenas de milhares a fugir de suas casas.
A violência ocorreu predominantemente no Vale Imphal, onde vive a maioria dos hindus Meiteis, e no distrito de Churachandpur, lar das tribos cristãs Kuki-Zomi, iniciando pelo menos quatro dias de tumulto. Essa turbulência foi seguida por incidentes quase diários com armas de fogo em todo o estado.
As conclusões do relatório são baseadas em depoimentos de testemunhas oculares de sobreviventes de ataques étnicos contra cristãos.
O pastor T., que representava a Kuki Christian Church e um seminário em Churachandpur, relatou um evento traumático em 4 de maio, quando uma multidão de mais de 500 pessoas atacou e queimou o campus.
Identificada como pertencente aos grupos extremistas Arambai Tenggol e Meitei Leepun, a multidão destruiu a igreja, a sede da igreja, a gráfica offset, a livraria e 12 bairros residenciais.
O pastor T. estava servindo na igreja por dois anos. Ele afirma ter testemunhado a inação dos comandos e paramilitares da polícia de Manipur no portão de entrada, que não conseguiram impedir ou controlar a destruição. A polícia estava preocupada em evitar que o fogo se alastrasse para as áreas vizinhas, apesar de essas áreas não serem vulneráveis ao fogo. À distância, o Pastor T. observou as chamas que se alastravam.
A comunidade cristã Meitei, presa em meio a conflitos religiosos e étnicos, também enfrenta severa perseguição, com mais de 250 igrejas vandalizadas ou destruídas por uma multidão violenta, de acordo com um pastor batista que falou com o painel de audiência.
Suas propriedades, especialmente as dos cristãos, são visadas, muitas vezes saqueadas antes de serem queimadas. Eles encontram hostilidade da comunidade Meitei por sua fé cristã e da comunidade Kuki por sua identidade Meitei.
Segundo o pastor batista S., igrejas foram queimadas em pelo menos três distritos. Ele ouviu relatos em primeira mão de cristãos Meitei e começou a compilar uma lista.
“A sede da associação batista de Manipur, do Sínodo Presbiteriano Meitei e da Igreja de Deus, Manipur, foi destruída”, disse o pastor S. “Outra campanha dos extremistas é converter terrenos de igrejas em centros comunitários, ginásios de vilarejos e outros edifícios.”
Ele disse que os cristãos estão “vivendo em constante medo de serem atacados a qualquer momento”.
“Parte de nossa identidade e de nossas igrejas estão sendo destruídas”, disse o pastor.
“Nossas igrejas estão sendo incendiadas e não conseguimos nos reunir para adoração ou oração desde 3 de maio de 2023. Nos sentimos como estranhos em nossa própria terra e, na verdade, estamos sendo obrigados a escolher entre nossa fé ou nossa terra.”
As tensões foram provocadas por uma ordem de abril de 2023 do Supremo Tribunal de Manipur, que instruiu o governo do estado a considerar a inclusão da comunidade Meitei na lista de tribos agendadas. Isso concederia aos Meiteis privilégios constitucionais semelhantes aos das comunidades tribais, incluindo a capacidade de comprar terras nas regiões montanhosas, uma medida que gerou medo entre os grupos tribais.
Em 3 de maio, estudantes tribais organizaram uma manifestação em todo o estado, principalmente em Churachandpur, contra a demanda dos Meiteis por status tribal. A violência começou após a manifestação.
O painel de audiência foi presidido por David Campanale, ex-jornalista da BBC e membro do Conselho de Especialistas que assessora Bruce. Campanale visitou a área de Imphal por três dias e as colinas de Churachandpur por três dias.
Associações de igrejas em Manipur relatam a destruição de mais de 400 igrejas, escolas cristãs, casas e seminários pertencentes às comunidades Meitei e Kuki.
“Os Meiteis temem que os membros de sua comunidade se convertam ao cristianismo e por isso estão sendo violentos”, disse o pastor batista ao painel. “Pedimos à comunidade em todo o mundo que levante a voz em nosso nome para nossa segurança.”
O relatório foi encomendado pela Liberdade Religiosa Internacional ou Aliança de Crenças no mês passado, a pedido do Conselho de Especialistas.
De acordo com suas conclusões, a violência resultou no deslocamento de cerca de 50.000 pessoas, na devastação de centenas de aldeias e na perda de mais de 100 vidas.
David Landrum, diretor de defesa da Portas Abertas do Reino Unido e Irlanda, comentou o relatório, dizendo que “as tensões tribais foram cooptadas por extremistas radicais do Hindutva”.
Hindutva refere-se à ideologia nacionalista hindu, que vê a Índia como uma terra pertencente apenas aos hindus.
Landrum disse ao Premier que espera que o relatório destaque o papel das “forças hindus” em alimentar a violência. Ele expressou preocupação com a falta de responsabilização e justiça por esses ataques, com as autoridades locais e as forças policiais sendo frequentemente vistas como cúmplices.
“Queremos ver a comunidade internacional pedir uma comissão de inquérito sobre a Índia em geral, sobre o que está acontecendo, sobre as leis anticonversão, que são espetacularmente discriminatórias, e sobre os ataques que estamos vendo agora em diferentes partes da Índia”, disse Landrum.
Ao visitar a região, Campanale alertou que a velocidade da violência é notável.
“Em apenas 2-3 dias, pelo menos 3.000 casas e 290 igrejas foram danificadas, destruídas e queimadas – e esta é uma estimativa conservadora porque o número real pode dobrar isso. A estimativa conservadora de números equivale a 60 casas vandalizadas a cada hora durante esses dias violentos, ou uma casa por minuto.”
O relatório defende a implantação do Exército Indiano em aldeias tribais vulneráveis para restabelecer a paz. Aconselha ainda fornecer aos trabalhadores humanitários acesso às regiões afetadas e aos indivíduos deslocados, principalmente em campos remotos, para atender efetivamente às suas necessidades.
O relatório também afirma a importância de permitir que jornalistas investigativos, líderes inter-religiosos e especialistas em liberdade religiosa entrem nessas áreas para coletar informações confiáveis, aliviar tensões e avaliar o impacto.
Os pesquisadores recomendam o estabelecimento de números de linha de apoio e a restauração da conectividade com a Internet. Eles sugerem aumentar a disponibilidade de voos enquanto introduzem limites de tarifa e estabelecem uma comissão de reivindicações para compensação das vítimas. Além disso, o relatório destaca a necessidade de facilitar a reabilitação das vítimas de volta às suas casas originais.
O relatório também pede que os tribunais examinem as raízes da violência, a utilização da mídia para disseminar desinformação e as repercussões sobre a liberdade religiosa.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
É possível fazer parte do tráfico de drogas e ser evangélico? Para algumas facções criminosas do Rio de Janeiro, sim. Aliás, favelas cariocas como Parada de Lucas, Vigário Geral, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau (chamados de Complexo de Israel) não só têm igrejas bancadas pelo tráfico, como também líderes religiosos que comandam o crime na região.
Um desses líderes de facção é Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão. Há oito anos ele comanda o tráfico e também se identifica como pastor evangélico. Essas organizações criminosas que adotam narrativas evangélicas também são chamadas por alguns pesquisadores como “narcopentecostalismo”.
A pastora e cientista da religião, Viviane Costa, autora do livro “Traficantes evangélicos: Quem são e a quem servem os novos bandidos de Deus”, afirmou em uma entrevista à Agência Brasil, que Álvaro Malaquias diz receber “instruções divinas” por meio de revelações e visões com estratégias para dominar o tráfico na região.
“Isso, a partir de leituras bíblicas e de instruções espirituais que diz receber no monte ou nas orações feitas em casa. Ele traz essa experiência religiosa e a aplica na estrutura, dinâmica, ética e estética do Complexo de Israel”, diz Viviane, que passou anos pesquisando essas comunidades cariocas para escrever o seu livro.
Para ela o termo correto para esse movimento seria “narcorreligião” e não “narcopentecostalismo”, visto que o uso da força por meio da religião não é algo novo nas favelas cariocas.
“A presença da religião na estrutura do crime não é algo novo. Eu prefiro usar ‘narcorreligião’ para pensar de forma mais ampla o papel das identidades religiosas no tráfico de drogas do Rio de Janeiro”, justifica.
Inspiração nos guerreiros do Antigo Testamento
A pastora e pesquisadora também explica o porquê do livro do Antigo Testamento ser o mais utilizado por essas facções criminosas. Segundo ela, as histórias de guerreiros como Davi e Josué, designados por Deus para libertar o povo escolhido da opressão inimiga, é a narrativa perfeita para estimular as ações do tráfico.
“Nos textos do Antigo Testamento, são invocadas imagens de Davi, de Josué, dos guerreiros conquistadores de terras e de promessas dadas por Deus. São homens fortes que invadiram territórios, mataram pessoas e estabeleceram a vitória do Deus de Israel sobre as outras cidades e povos do Antigo Testamento”, justifica.
Em situações críticas, criminosos buscam “homens de Deus”
Contudo, apesar der haver igrejas que aceitam o dinheiro do tráfico e compactuam com o erro, há também pastores e denominações sérias, que não se envolvem com o crime, que possuem a chamada “blindagem moral”, termo utilizado para se referir aos que são considerados os verdadeiros “homens de Deus”.
“Os reconhecidos assim são os que dão bom testemunho, não se envolvem e não aceitam o dinheiro do tráfico, não escondem armas, não participam da dinâmica do crime. Esses são muito respeitados. São esses ‘homens de Deus’ que eles procuram para orar pela vida deles e pedir proteção para não morrer em um confronto”, ressalta a pastora.
Saiba mais em:
Livro:Traficantes evangélicos: Quem são e a quem servem os novos bandidos de Deus Autora: Viviane Costa Editora: Thomas Nelson Brasil Páginas: 176 Onde comprar:Amazon Brasil (Clique aqui) Sinopse: Traficantes evangélicos é resultado de uma pesquisa que investiga o fenômeno da associação entre traficantes de drogas e a fé evangélica nas comunidades do Rio de Janeiro. Esse fenômeno narcorreligioso carioca instiga perguntas provocantes, como: é possível ser traficante e evangélico? É possível dizer quem são os traficantes evangélicos? Existe um perfil evangélico comum entre os que se autodeclaram cristãos? Qual é a relação da igreja com os traficantes evangélicos? Como o nome de Deus pode ser usado em contextos de violência? Quais textos bíblicos sustentariam essa estrutura?
Essas e outras questões começaram a ser respondidas por pesquisadores no campo religioso na última década e vivenciada por líderes religiosos locais. É a eles que Viviane Costa se une ao aprofundar-se no fenômeno investigado neste livro ― uma obra que convida a conhecer a fé e as lutas de quem vive e trabalha na favela e serve a um Deus que se revela, ali, um com eles.
Igreja Metodista Unida vandalizada nos EUA. (Foto: Facebook/Igreja Metodista Unida de Eastport)
Uma igreja em Maryland, um estado da região do Médio Atlântico dos Estados Unidos, está tentando se recuperar de um ataque de vandalismo que deixou aproximadamente US $ 100.000 (cerca de R$ 400 mil) em danos, incluindo uma grande cruz derrubada e Bíblias rasgadas.
No início deste mês, a Igreja Metodista Unida (UMC) de Fowler, uma congregação predominantemente afro-americana em Annapolis, foi vítima de um ataque de vandalismo. A polícia do condado de Anne Arundel está investigando o ato como um possível crime de ódio.
O pastor sênior da UMC de Fowler, Jerome Jones, disse ao Capital Gazette, com sede em Annapolis, em uma entrevista publicada no sábado que “nunca viu uma igreja profanada a ponto de você sentir o ódio”.
“E foi tão perturbador para a minha alma. E foi um peso, eu diria, que nunca imaginei que teria que carregar”, disse Jones. “A dor do que a cruz representa e ver alguém profaná-la com essa capacidade.”
As autoridades do condado de Anne Arundel foram informadas do vandalismo em 9 de junho. A grande cruz presa à parede do santuário foi derrubada e jogada nos bancos.
Além disso, centenas de páginas de Bíblias e hinários pertencentes à igreja foram arrancadas e jogadas por todo o chão do santuário. Os cabos do equipamento de som foram cortados e cinco televisores foram destruídos.
A Eastport United Methodist Church, também localizada em Annapolis, postou em sua página do Facebook em 16 de junho que estava trabalhando para ajudar Fowler UMC a se recuperar.
“Na semana passada, seu pastor e eu estivemos em contato, discutindo maneiras de apoiar sua congregação. Até agora, conseguimos apoiá-los com algum equipamento de som, enquanto outras igrejas os apoiaram com hinários e bíblias”, afirmou Eastport UMC.
“Eles ainda precisam de apoio financeiro adicional para cobrir as necessidades audiovisuais restantes, então no domingo coletaremos uma oferta de amor para apoiá-los durante esse período. Você pode doar com antecedência on-line em eastportumc.org/give e selecionar ‘Oferta Missionária’.”
Fowler UMC postou informações no Facebook no domingo descrevendo maneiras de doar, com a congregação agradecendo antecipadamente às pessoas por sua generosidade.
De acordo com um relatório de Arielle Del Turco, do Family Research Council, publicado em abril, os ataques a igrejas nos Estados Unidos “têm aumentado continuamente nos últimos anos e o primeiro trimestre de 2023 continuou a tendência ascendente”.
“Os primeiros três meses de 2023 viram aproximadamente três vezes o número de atos de hostilidade perpetrados contra igrejas no mesmo período do ano passado”, escreveu Del Turco.
Folha Gospel com informações de The Christian Post