Início Site Página 3950

Após denúncia, Pastor Heleno desiste de tentar a reeleição

Deputado Federal Pastor HelenoEm função do envolvimento do seu nome no mais recente escândalo político do país, a Máfia dos Sanguessugas, que apura o desvio de recursos do orçamento da União para a compra de ambulâncias, o deputado federal Pastor Heleno desistiu de sua candidatura. “A minha renúncia não é atestado de culpa”, disse o pastor.

Em entrevista coletiva concedida ontem, segunda-feira, ele garante que sua reeleição estava garantida, mas que por motivos de força maior desistiu de concorrer ao cargo. O deputado, que se emocionou em alguns momentos da coletiva, disse que tem documentos que comprovarão sua inocência.

“Quero dizer ao povo de Sergipe que em nenhum momento me envolvi em roubalheira e desviei dinheiro dos cofres públicos. E eu tenho documentos que vão comprovar isso. Brasília é um lugar cruel, a gente sempre se depara com alguém propondo algo errado. Quem foi, é e será deputado federal, vai saber o que estou dizendo. Cheguei lá inocente e acabei por conhecer o esquema, mas nunca fiz parte de nada daquilo”, declara.

Durante toda coletiva, o deputado tentou não se referir diretamente aos acontecimentos divulgados na imprensa sobre as acusações que o envolvem na CPI da Máfia dos Sanguessugas, mas disse em bom tom e chorando que não suporta mais a pressão sobre sua família e sobre a igreja.

“Essas calunias atingiram a mim, minha família e minha igreja. Com meus irmãos eu teria uma reeleição praticamente garantida, mas na campanha teria que enfrentar as calúnias, as mentiras e as covardias de meus adversários, até entrando dentro das igrejas evangélicas para me difamar”, explica Heleno.

Mais adiante ele admite que seus irmãos evangélicos e muitos pastores da igreja o aconselharam a desistir da candidatura para provar a sua fé.

“Não aceitei Jesus para ser deputado. De que vale ser deputado e perder minha salvação. Não sendo candidato reafirmo minha fé em Deus. Tenho consciência tranqüila, não roubei meus irmãos e vou terminar meu mandato provando minha inocência”, afirma o pastor deputado, suplicando para que os irmãos de sua igreja tenham cuidado na hora de votar.

“O satanás está perto. Eu não vou disputar, mas tem outros que proseguem com a fé. Não vão na conversa da rede Globo, destruidora de lares, nem leiam a Veja, que quer acabar com os evangélicos”, disse Heleno, ao encerrar a coletiva.

Motivos da renúncia

Segundo Heleno, três motivos foram determinantes para a desistência de concorrer ao cargo: sua própria consciência, a família e a igreja e o temor de ter seu nome caluniado por seus adversários.

“Sai porque fui aconselhado, pela minha consciência e pelo meu coração. A minha igreja também me aconselhou. Além disso, minha família não está preparada para enfrentar o que há de pior: calúnias do meu adversário. Quem me conhece sabe que eu não participei disso. Sabem do meu trabalho”, fez sua defesa.

Pastor Heleno afirma que tem documentos do Ministério da Saúde que podem isentá-lo de qualquer culpa e que irá apresentá-los no momento certo, que ele acredita que seja na Comissão de Ética.

“Renúncia não é atestado de culpa”

Questionado se sua renúncia não poderia parecer um atestado se culpa, ele declarou: “A minha renúncia não é atestado de culpa e sim atestado de que eu não preciso de um mandato para provar minha inocência. Vou apresentar todos os documentos que provam que não tenho culpa nenhuma perante o Conselho de Ética. Lá tenho certeza de que vão me ouvir e os argumentos que eu tenho em mãos mostram que eu não tenho envolvimento algum com esse superfaturamento”.

Futuro político

“Amanhã, se Deus quiser e o povo também, eu retornarei à política. Mas na vida pública estarei sempre presente”, disse o deputado que mesmo desistindo de concorrer às eleições permanecerá apoiando as candidaturas de Marcelo Déda ao governo do Estado e de Zé Eduardo Dutra ao Senado.

Substituto

Não existe ainda um nome para substituto do Pastor Heleno. O partido está aguardando a decisão da Justiça Eleitoral para definir uma indicação de novo nome. “Aí sim comunicaremos o novo nome ao povo e sairemos em campanha”, finaliza.

Igreja exigiu que Heleno Silva desistisse da candidatura

Na sexta-feira à noite, o deputado federal Heleno Silva, PL, anunciou que estaria desistindo da candidatura à reeleição. A associação do seu mandato, cada vez mais evidente, com as transações de compra de ambulância por prefeituras com dinheiro público e retorno de propina através da empresa Planam calou fundo no peito da Igreja Universal do Reino de Deus – IURD. Esta instituição é onde Heleno se fez e de onde derivam seu mandato de deputado federal e sua importância social. Heleno tem implicações semelhantes às do deputado Cleonâcio Fonseca, do PPB, de Sergipe.

Ao ‘lacrar’ seu projeto de disputar um novo mandato de deputado federal, Heleno Silva justificou na sexta que não suportou ‘as pressões de todos os lados’, referindo-se ao processo da CPI dos Sanguessugas. Não está explícito no discurso dele, mas em verdade o que Heleno não teve foi como suportar mesmo a pressão aberta e decisiva da IURD, uma instituição ativíssima que fatura hoje R$ 3 bilhões por ano, mistura religião e negócios, é dona da segunda maior TV nacional, a Record, tem ramificações na Europa, Estados Unidos e outras partes do mundo, e não tolera o erro.

Heleno Silva (PL-SE) é acusado de ter recebido R$ 50 mil de adiantamento, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Vedoin reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Rondônia: Igrejas resistem em descartar deputados sanguessugas

A Igreja Assembléia de Deus ainda não decidiu fazer uma censura pública aos deputados Nilton Balbino Capixaba e Agnaldo Muniz, apontados como envolvidos na Máfia das Sanguessugas nos depoimentos prestados pelo empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, tido como o chefão dessa máfia, à Justiça Federal no Mato Grosso. Essa foi a informação transmitida a Imprensa Popular pelo pastor Joel Holden, em entrevista exclusiva que concedeu ao jornal em seu gabinete de pastor presidente, na sede da Assembléia de Deus, em Porto Velho.

Holden afirmou existir na Igreja “uma Comissão” para cuidar desse tipo de problema e ela ainda não se posicionou “porque espera uma manifestação dos deputados”, ambos membros da Assembléia de Deus, “ou então o surgimento das provas do envolvimento” deles com o esquema fraudulento que desviou milhões de reais dos recursos da Saúde, com as negociatas das ambulâncias superfaturadas.

Situação desconfortável

Mas se a Igreja não tomar uma posição oficial contra os dois parlamentares – por insuficiência de provas sobre a culpabilidade de cada um – isso não deverá mudar “a situação desconfortável” em que ambos se meteram diante da comunidade evangélica, como admitiu o próprio pastor Holden. Isto porque “os evangélicos não estão anestesiados e sem capacidade de reagir a estes acontecimentos”.

O presidente das Assembléias de Deus confirmou que a igreja orienta seus fiéis a votar nos candidatos evangélicos, que “estão no projeto da denominação”, mas nem por isso os fiéis “votam em quem a gente indica, porque na cabine de votação, ou seja, na urna cada um é dono de seu voto e o evangelho tem essa vantagem de nos levar à liberdade, já que Deus criou o ser humano com livre arbítrio”.

Pelo que disse à Imprensa Popular, o pastor Joel Holden permitiu entrever que a Igreja Assembléia de Deus não tomará oficialmente nenhuma medida contra os dois parlamentares enquanto eles não forem ouvidos na CPI das Sanguessugas, onde deverão se defender.

Holden admitiu ter existido uma consulta da cúpula da igreja aos deputados, “e eles se mostraram perplexos com a situação que estão vivendo” como qualquer homem público “sujeito às pressões de todos os lados”. O pastor, depois de reafirmar que a situação dos dois parlamentares, membros da Assembléia de Deus, está sendo avaliada pela comissão própria da igreja, não definiu se existe uma data para um posicionamento sobre o caso.

Contra a corrupção

Na visão do pastor Joel Holden o evangélico, especialmente quando membro da igreja, precisa ter “uma boa conduta, tanto na vida secular como na profissional”. O cristão, disse, “tem de ser uma benção, de dar constantemente bom testemunho”. Diante de tudo o que aconteceu, embora a igreja não tenha promovido nenhuma manifestação de censura aos deputados, um eventual apoio aos dois parlamentares só aconteceria num estágio adiantado do processo eleitoral, “quando não existissem mais dúvidas” de que contra Balbino e contra Muniz existiriam “apenas acusações e não provas”.

As afirmativas do pastor Joel Holden deixam a impressão de que a igreja Assembléia de Deus tem preocupação com “a defesa da ética na atividade política e nas instituições públicas, pois esta seria uma recomendação implícita do cristianismo”.

Mas em nenhum momento o pastor da mais importante denominação religiosa protestante do estado afirmou que a Assembléia de Deus faça uma campanha específica quanto a ética, como acontece na Igreja Católica. Ele admitiu entretanto que nas eleições deste ano há uma situação diferenciada na postura política dos eleitores evangélicos, em virtude da eclosão dos dois maiores escândalos da política nacional, o do mensalão e o dos sanguessugas. Os evangélicos rondonienses ficaram surpresos com a denúncia envolvendo os deputados irmãos de fé e poderão resistir aos apelos das lideranças religiosas em favor da reeleição destes deputados.

Final dos tempos

Joel Holden integra o grupo de lideranças que defendem “mudanças na política do Brasil, porque está cada vez mais difícil agüentar a falta de ética na política do país”. Todavia, para ele “a tendência não aponta para melhorias, mesmo sendo esse o grande desejo”, porque “estamos partindo para o fim de nossa era, segundo as afirmações da Bíblia”.

E quando o fim se aproxima, disse o pastor, “os homens irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. Na visão do pastor as coisas estão se dando “como a Bíblia previu” e as catástrofes como as tsunamis, os confrontos bélicos envolvendo Israel são sinais previstos no Livro de Deus.

E assim ele destaca: “A gente gostaria que as coisas melhorassem, mas o que vemos são os homens cada vez mais afastando-se de Deus. Hoje os homens acreditam em tudo, menos em Deus. Eles reverenciam muitas coisas, gastam com muitas coisas, buscam muitas coisas, mas não buscam a Deus, não buscam ao seu filho Jesus. E assim, não podemos nos iludir diante dessa tendência. Vai ser muito difícil as coisas melhorarem. Essa questão da falta de ética é conseqüência do afastamento do homem de Deus. Nunca o povo e as autoridades estiveram tão vulneráveis aos ataques do diabo”.

Confira os nomes dos evangélicos acusados e quanto receberam

João Mendes de Jesus (PSBRJ) — No fim de 2004, recebeu R$ 40 mil, em 2005 mais R$ 45 mil e em 2006 outros R$ 70 mil. Sempre em dinheiro.

Magno Malta(Senador PL-ES) — Fez pessoalmente um acordo com o senador, prometendo 10% sobre uma emenda de R$ 1 milhão. Como “adiantamento”, entregou ao parlamentar um carro Fiat Ducato, mas Magno Malta descumpriu o acordo e não apresentou a emenda.

Marcos de Jesus (PFL-PE) — Ganhou R$ 24 mil, dos quais a metade em dinheiro, no próprio gabinete.

Pastor Amarildo (PSC-TO) — Também falou diretamente com os prefeitos sobre as fraudes. Ganhou um microônibus com palco para usar na campanha. A contabilidade registra dois repasses de R$ 30 mil no total. Tem emendas acompanhadas pelos empresários dos esquemas.

Agnaldo Muniz (PP-RO) — Recebeu R$ 10 mil de propina, na conta de Floripes Santos.

Bispo Wanderval (PL-SP) — Ganhou R$ 50 mil na conta de um assessor. Outros R$ 50 mil foram pagos a uma concessionária em Brasília como parte do pagamento de uma BMW comprada pelo parlamentar.

Almir Moura (PFL-RJ) — Ganhou R$ 20 mil, pagos no estacionamento de um restaurante no Rio. É radialista e ministro evangélico.

Almeida de Jesus (PL-CE) – No livro caixa eletrônico da Planam, é atribuído ao deputado um repasse de R$ 10 mil por intermédio de um terceiro. “Dep. Almeidinha de Jesus – CE”, informa a planilha. Está sob investigação em inquérito no Supremo. Membro e Obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.

Neuton Lima (PTB-SP) – Nos grampos, Luiz Antônio informa a seu pai que mandou “dez” (R$ 10 mil) para o deputado. Foi coordenador da bancada Parlamentar da Igreja Assembléia de Deus (1999-2002).

Jefferson Campos (PTB-SP) – Em novembro de 2005, o deputado liga para Darci Vedoin marcando um encontro. Outros empresários do esquema demonstram, nas escutas, conhecer o deputado. É radialista, advogado, e Ministro do Evangelho. Foi secretário de Ação Política do Estado de São Paulo.

Edna Macedo (PTB-SP) – As escutas mostram contato constante e direto da deputada com a quadrilha. Luiz Antônio pede (e obtém) os dados bancários de Otávio Bezerra, filho de Edna, preso na Operação Sanguessuga. É irmã do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.

João Batista (PP-SP) – Há referência, nas escutas, a um suposto pagamento de R$ 5 mil para “Marcelo do João Batista”. De fato, o deputado tem em seu gabinete funcionário com esse nome. Os grampos mostram que Darci teria agendado encontros com o deputado e que acompanhava de perto suas emendas. Está em seu primeiro mandato político.

Lino Rossi (PP-MT) – Conforme a planilha contábil da Planam, teria recebido R$ 26,6 mil. Nas escutas da PF, o deputado ajuda o esquema: indica Darci Vedoin a dirigentes da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, que deseja comprar ambulâncias. “Um negócio bom”, diz ele. É investigado em inquérito do STF. É radialista e apresentador de televisão.

Isaías Silvestre (PSB-MG) teria recebido R$ 82 mil, segundo Vedoin

Vieira Reis (PRB-RJ) – Teve um funcionário seu __ Cristiano de Souza Bernardo _- preso da Operação Sanguessuga. Conforme os documentos da PF, os integrantes do esquema tinham as senhas pessoas do deputado para acompanhar emendas na Saúde. Reis é radialista está em seu primeiro mandato político.

Carlos Nader (PL/RJ) – Vedoin conta que ele exigiu propina até de um negócio que não deu certo, com um hospital do Rio. Foram R$ 32 mil,em espécie, no gabinete. Depois, recebeu R$ 40 mil de adiantamento por emendas, mas “revendeu-as” a um concorrente de Vedoin.
Embolsou mais R$ 72 mil.

Paulo Baltazar (PSB-RJ) – Na contabilidade da Planam, os repasses para o deputado e alguns assessores somam R$ 87,5 mil somente entre 2001 e 2002. Está sob investigação formal no STF. 42. Deputado Paulo Feijó (PSDB-RJ) – Contabilidade registra R$ 15 mil em repasses ao deputado, que também tem o nome de um assessor registrado nas planilhas das empresas do esquema. Enfrenta investigação em inquérito aberto no STF. Está em seu terceiro mandato como deputado federal.

José Divino (PTB-RR) – Os grampos indicam contato direto do deputado com o empresário Darci Vedoin. O número da conta corrente de Divino no Banco do Brasil estava registrado nos arquivos da Planam. Radialista, exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Foi vice-líder do PMDB em 2004 e 2005.

Zelinda Novaes (PFL-BA) – Nos grampos, empresários do esquema comentam que falaram com a deputada e eu ela “faz fazer (emendas) também”. Em 2004, o esquema tinha senha para acompanhar pelo menos uma emenda de sua autoria. A deputada foi integrante do Conselho de Ética e presidiu o PFL Mulher

Adelor Vieira (PMDB/SC) – Líder da bancada evangélica. Teria destinado, em 2005, R$ 560 mil para compra de cinco ambulâncias e uma unidade móvel à Sociedade de Assistência Social e Educação Deus Proverá, entidade ligada à sua igreja, a Assembléia de Deus. A verba foi proveniente de emenda individual do orçamento. (Fonte: Tribuna Catarinense)

Nilton Capixaba (PTB-RO) – Na contabilidade da Planam, constam repasses de pelo menos R$ 437 mil atribuídos ao deputado e a seus assessores. Ajudaria a expandir o esquema dentro da Câmara. Tem inquérito aberto no STF. Nilton foi afastado das funções de integrante da Mesa Diretora da Câmara. PPS, PV e PSOL pediram ao Conselho de Ética abertura de processo de perda de mandato por envolvimento no esquema dos sanguessugas.

Heleno Silva (PL-SE) — Recebeu R$ 50 mil de adiantamente, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Pastor Jorge Pinheiro (PL/DF)No depoimento prestado à Justiça Federal, Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, afirmou que fez um acordo com Jorge Pinheiro para pagar 10% sobre o valor das emendas que o parlamentar apresentasse na área de saúde. Apresentou emenda ao Orçamento da União de 2004, no valor de R$ 750 mil, visando a destinação de recursos para aquisição de unidades móveis de saúde nos municípios do Entorno. O parlamentar também apresentou uma emenda ao Orçamento de 2005 destinando R$ 510 mil para a aquisição de equipamentos e material hospitalar para a prefeitura de Padre Bernardo (GO).

Cabo Júlio (PMDB-MG) — Fazia reuniões em sua chácara com os prefeitos e a Planam. Recebeu 14 pagamentos na própria conta bancária. Recebeu R$ 83 mil. Outro depósito, de R$ 2 mil, foi para “comprar um presente de aniversário para o deputado”. (Fonte: Globo Online)

Gilberto Nascimento (PMDB-SP) — Reclama que o deputado não cumpriu o combinado. Por isso, não pagou nada. (Fonte: Globo Online)

Josué Bengston (PTB-PA) – Não tinha percentual fixo de propina, mas recebia “ajuda”. Dois pagamentos de propina, no total de R$ 39 mil foram feitos em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular para “construção de um templo”.Também recebeu dinheiro na
própria conta.

Marcos Abramo (PP – SP) – Ganhou R$ 54 mil em dinheiro, numa reunião no Hotel Meliá

Raimundo Santos (PL – PA) – Fez um acordo pessoal para receber 10% do valor das emendas. Parte do pagamento da propina teria sido paga a Ubiratan Lovelino Filho, um “agiota do Pará a quem o parlamentar estaria devendo”. Para disfarçar, quem fez os depósitos foi um motorista de Vedoin. O deputado indicou contas de assessores para os outros depósitos. Reclama que pagou R$ 104,6 mil a mais que o combinado e que o deputado não devolveu o “empréstimo”.

Reginaldo Germano (PP –BA) – Recebia 10%. Sua assessora, Suelene, falava com as prefeituras para direcionar os contratos. Entre os pagamentos,um de R$ 15 mil foi feito na conta do deputado, em 23/12/2005.

Fonte: Infonet, Cinform. Imprensa Popular de Porto Velho, Estadão, Agência Norte de Notícias, Globo Online e Amarribo.org.br

Hitler queria reescrever a Bíblia, diz imprensa alemã

Adolf Hitler tentou reescrever a Bíblia com o objetivo de eliminar as referências ao judaísmo e à cultura judaica, segundo informou o jornal alemão Bild.

Em maio de 1939, um grupo de teólogos fundou, em Eisenach, uma instituição para “limpar os textos sagrados da influência não-ariana”, afirma o Bild. Segundo o periódico, um dos frutos dessa operação foi o livro “Os alemães com Deus. Um livro de fé alemão”.

No livro estão acrescidos dois mandamentos sobre os dez tradicionais, além de um livro paralelo de hinos religiosos, intitulado: “Grande Deus, nós te louvamos”.

O diretor da instituição, Walter Grundmann, chegou até mesmo a ser elogiado e chamado “professor” pro Hitler, que ficou entusiasmado com o trabalho de “limpeza” realizado.

Fonte: Folha Online

TRE aumenta multa de candidato que distribuiu marcador de livros em culto

Em sessão plenária realizada nesta segunda-feira (7/8), o TRE aumentou para R$ 50 mil a multa aplicada pelo juiz auxiliar, Percival Nogueira, ao candidato a deputado estadual Lelis José Trajano, do PSC (Partido Social Cristão), por propaganda antecipada. Cabe recurso da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Trajano distribuiu marcadores de livros e cartões com nome, foto, lema de campanha e número do candidato, em local de culto religioso, nos meses de maio e julho.

A decisão de primeira instância, dada por Nogueira, havia determinado o pagamento de R$ 21.282 pela conduta irregular, mas a corte concluiu que a distribuição de marcadores de livros e de cartões caracterizaram duas condutas distintas, punindo em R$ 25 mil cada uma delas.

Fonte: Última Instância

Para Igreja, padres e pastores devem apenas orientar os fiéis

Padres e pastores não deveriam se envolver na política partidária, sejam como candidatos ou, até mesmo, como militantes de um partido. A opinião é compartilhada pelo arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, e o titular da 1ª Igreja Batista, pastor Estevam Fernandes.

Para os dirigentes, a Igreja, seja ela católica ou evangélica, tem que acompanhar e participar deste momento com muita atenção e responsabilidade, orientando os ‘fiéis-eleitores’ sobre o papel que exercem dentro do processo eleitoral.

Para o pastor Estevam, é fundamental a participação ativa da Igreja na vida política da sua comunidade, do seu Estado. Para ele, os líderes evangélicos têm o dever de alertar os seus fiéis para a importância da eleição, orientando como proceder na escolha e, sobretudo, evidenciar o mérito da participação cívica.

“Como eleitores, somos convocados a participar. O futuro do País e do Estado onde moramos está em questão e a escolha de seu melhor caminho depende de todos. Este também é um momento em que os cidadãos se candidatam e são apresentados pelos seus partidos à sociedade. Um exaustivo trabalho se inicia, sob intenso esforço, para expor planos do governo, estratégias de ação e, especialmente, alternativas para os grandes problemas coletivos. E a Igreja não pode ficar alheia a tudo isso”, afirma o pastor.

O titular da 1ª Igreja Batista enfatiza que os membros da Igreja devem participar ativamente do processo eleitoral. “O pleito de outubro é uma eleição importantíssima, porque estaremos escolhendo quem faz as leis e quem as executa. Por isso, temos a obrigação de orientar e preparar os nossos fiéis para esse processo”, comentou o pastor.

O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, disse que o primeiro desafio do pastor é ser pastor da vida, do ser, ajudando o outro a ser pessoa, porém, a Igreja deve cumprir seu papel e participar ativamente das discussões eleitorais. Agora, não pode se posicionar sobre os candidatos. “A Igreja, como instituição, não indicará candidatos nem estará neste ou naquele partido. No entanto, os cristãos são membros da sociedade e, enquanto cidadãos, são sujeitos políticos e não deixam de fazer política”, comentou o arcebispo.

Dom Aldo ainda afirmou que a missão da Igreja, no campo político, é ajudar a fornecer critérios éticos para as escolhas e a ação política. “A Igreja ensina que a política não deve ser o processo de afirmação dos grandes egoísmos, nem das discriminações. Por outro lado, é papel da Igreja a formação da consciência ética e o estímulo para que os cristãos participem ativamente da política, como cidadãos deste mundo”, declara.

Fonte: Jornal da Paraíba

Igreja Católica não aceita intervenção estrangeira, diz cardeal

A Igreja Católica de Cuba não apoiaria jamais, nem aceitaria nenhuma intervenção estrangeira, declarou o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega Alamino, no domingo, em diálogo com a imprensa.

O cardeal Ortega recusou-se a comentar a situação cubana, seis dias depois que o presidente Fidel Castro viu-se obrigado a passar, temporariamente, todos os poderes ao seu irmão Raúl e a dirigentes do Partido Comunista, por causa de complicações gastrointestinais.

Ortega leu na catedral de Havana a mensagem dos bispos católicos. A mensagem diz que o delicado estado de saúde do presidente Castro constitui um momento especialmente significativo para o povo, e exortou-o a orar “para que Deus acompanhe o presidente em sua enfermidade”.

O religioso reconheceu que os bispos estão preocupados e isso se reflete na Carta da Conferência Nacional dos Bispos. “Pedimos às nossas comunidades oração pelo presidente enfermo, pelos que o sucedem no poder transitoriamente e, ao mesmo tempo, por Cuba”. “É nossa forma de pôr o futuro nas mãos do Senhor; nesse momento, é o que corresponde à Igreja”, agregou.

Ortega qualificou de importante o pedido dos bispos de que “nada rompa a harmonia e nada perturbe a paz entre os cubanos”.

Fonte: ALC

Prefeitura não tem controle sobre a instalação de igrejas

Sem a menor preocupação quanto ao cumprimento de protocolos, o número de igrejas evangélicas sobe expressivamente em Cuiabá.

Definir uma quantidade exata de templos que já existentes é quase impossível, tendo em vista que nem a prefeitura, responsável por autorizar o funcionamento de cada um dos estabelecimentos abertos, tem controle sobre a atividade.

Para se ter uma idéia, em 2006 foram concedidos 205 alvarás para funcionamento de entidades de organização religiosa no município, expedidos pela Secretaria de Meio Ambiente (Smades). O número envolve todas as religiões. Acontece que apenas a igreja Assembléia de Deus, uma das que registra maior presença nos diversos bairros da Capital, tem cerca 300 templos em Cuiabá.

O secretário adjunto da Smades, Gilson Nunes dos Santos, alega que o descontrole sobre o número de igrejas pode partir do fato de “teoricamente, igreja não fazer barulho nenhum. Pelo contrário, é um lugar de paz, tranqüilidade, que não traz transtorno. Por isso, é bem-vinda em qualquer lugar”, pondera.

Mas ainda segundo Santos, há um desconforto trazido por entidades evangélicas nos últimos tempos: o barulho produzido em alguns cultos. Em 2005, pelo menos 3% das denúncias recebidas pelo órgão partiram de pessoas insatisfeitas com a barulheira. “Neste ano, já diminuiu muito, caiu para menos de 1%”.

O sub-secretário informa que, para ter controle sobre o número de igrejas em funcionamento na Capital é preciso haver uma operação específica do órgão com esse fim, tarefa que alega não fazer parte das prioridades da Smades. “Quando houve a questão do som, aproveitamos para notificar os pastores sobre todas as irregularidades existentes nos templos. E eles prontamente realizaram as adequações”.

Todas as igrejas são isentas do pagamento de alvará de funcionamento. Mas ainda assim, precisam ter o documento para estar na legalidade. Com esse benefício, as entidades deixam de gastar R$ 0,78 por metro quadrado do prédio. No caso da Assembléia de Deus, cujos templos têm aproximadamente 500 metros quadrados, o valor a ser poupado é de cerca de R$ 400 por unidade.

De acordo com o Código de Posturas do município, todos os prédios que abrigam entidades religiosos precisam ter habite-se, seja ele próprio ou alugado, condição essencial para a retirada do alvará. Isso implica na construção ter que estar adequada conforme a atividade fim. Dependendo da quantidade de pessoas que freqüentam o espaço, precisa estar previsto inclusive um espaço destinado ao estacionamento, para não causar transtorno na via pública. “Tudo isso tem que estar no projeto e no alvará”, salienta Santos, lembrando outros quesitos a serem cumpridos, como plano de combate a incêndio, acessibilidade, permeabilidade, entre outros.

Não há distinção na legislação municipal para abertura de entidades religiosas diante dos demais estabelecimentos. “Não há diferença para igreja, farmácia ou padaria. A lei é genérica”, informa o secretário adjunto. Para ele, a maior irregularidade que pode ser cometida por uma igreja, é retirar o alvará como entidade religiosa e praticar outro tipo de atividade, o que merece denúncia por parte da população. “É como no caso do Cine MT, cujo alvará era para locação de fitas, e lá dentro várias outras coisas eram feitas”, compara.

Fonte: Diário de Cuiabá

Homem que estuprou nove meninos fazia rituais

Um homem acusado de abusar sexualmente de nove garotos com problemas físicos ou mentais em Cleveland, no Estado de Ohio (Estados Unidos), disse para um juiz que fazer sexo com crianças é um ritual sagrado protegido por leis de direito civil.

Phillip Distasio, que diz ser líder de uma igreja chamada Arcadian Fields Ministries, foi acusado de 74 crimes, que incluem estupro, mostrar conteúdo impróprio para menores e corrupção com drogas.

No tribunal, Phillip teria confessado ser um pedófilo há 20 anos. Dentre as acusações, estão a de molestar dois meninos com deficiência que ele ensinava em casa e estuprar sete meninos autistas em uma escola especial em Cleveland.

Uma condenação envolvendo quaisquer dos oito meninos mais novos já definiria uma sentença de prisão perpétua sem direito a condicional, de acordo com a promotoria.

Fonte: Bonde News

Dois indígenas mexicanos são detidos por serem evangélicos

Dois indígenas de uma comunidade do estado de Chiapas, no sudeste do México, foram detidos por serem evangélicos e não católicos, informaram hoje fontes oficiais.

O pastor Alonso González, coordenador de assuntos religiosos de San Cristóbal de las Casas, denunciou em entrevista coletiva que na comunidade de Mitzíton “os católicos, apoiados pela autoridade rural, mantêm Roberto Vicente Pérez e Carlos Jiménez López presos na casa comunitária desde domingo”.

González afirmou que na localidade reina “a intolerância religiosa contra um grupo de evangélicos, que é proibido de participar das assembléias, perdeu seus direitos agrários e nem pode enterrar seus mortos no cemitério”.

Ele acrescentou que os católicos exigem o pagamento de 6 mil pesos (US$ 545) para soltar os dois indígenas evangélicos, apesar de eles “não terem cometido nenhum delito”.

González denunciou que os católicos destruíram na semana passada um templo evangélico em Majomut, em San Juan Chamula, e “agora os dois irmãos foram presos de forma ilegal”.

As organizações evangélicas decidiram não pagar a taxa cobrada e processar a comunidade católica por seqüestro, para exigir a intervenção do Governo, disse o pastor.

Fonte: Último Segundo

CPI dos Sanguessugas: Evangélicos no olho do furacão

Plenário da Câmara dos Deputados em BrasíliaNa lista de 90 parlamentares notificados na semana passada pela CPI dos Sanguessugas, acusados de envolvimento com esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, tem de tudo: de promotor de justiça a pecuarista, de militar reformado a médico. Chama a atenção, no entanto, a presença dos parlamentares da chamada frente parlamentar evangélica.

E há três razões para isso.

A primeira é o volume: foram arrolados 29 nomes de bispos, pastores e obreiros de igrejas evangélicas, o que representa quase metade da frente de 62 parlamentares. A segunda razão é o fato de tais parlamentares terem sido eleitos brandindo a bandeira da moralização. “A maioria vêm de igrejas pentecostais que apontam a política como espaço demoníaco e defendem a eleição de homens de Deus, indicados por elas, para exorcizá-la”, observa o pesquisador Leonildo Silveira Campos, da área de ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

Um deles dos acusados, o bispo João Mendes de Jesus (PSB-RJ), que teria recebido em espécie do esquema dos sanguessugas, até escreveu um livro nessa área, com o título Servindo a Deus na Vida Pública. O livro foi lançado pela editora da igreja à qual ele pertence, a Universal do Reino de Deus.

Fundada e dirigida por Edir Macedo, essa igreja de inspiração neopentecostal é a que mais investe na política. Curiosamente, também é a mais envolvida nas denúncias: 17 dos 18 deputados da Universal estão na lista.

Em segundo lugar aparece a Assembléia de Deus, com 9 deputados sob suspeita. As outras são as Igrejas do Evangelho Quadrangular, com dois nomes, e a Internacional da Graça e a Batista, cada uma delas com um parlamentar citado.

O envolvimento dos evangélicos também chama a atenção por causa da freqüência com que isso vem acontecendo. Em 1993, quando emergiu o escândalo dos deputados que enriqueciam manipulando emendas orçamentárias, na CPI do Orçamento, descobriu-se que um dos artífices do esquema, Manoel Moreira (PMDB-SP), representava a Assembléia de Deus na Câmara.

No ano passado, ao explodir o escândalo do mensalão, o bispo Carlos Rodrigues (PL-RJ) foi apontado como um dos articuladores do esquema. Acuado, ele renunciou antes de enfrentar a cassação.

O nome de Rodrigues, que perdeu o título de bispo e o cargo de coordenador político da Universal, também apareceu nas CPIs dos Bingos e dos Correios. E agora em maio, no arrastão que a Polícia Federal promoveu para prender os envolvidos no esquema dos sanguessugas, ele foi um dos primeiros.

Freqüentemente, ao serem acusados, os evangélicos reagem com a afirmação de que são vítimas de perseguição religiosa. Foi o que disse Rodrigues quando o então deputado Roberto Jefferson denunciou a participação dele no mensalão. Agora também se repetem comentários deste tipo.

Afirma-se que o alto número de arrolados seria vingança do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), da CPI dos Sanguessugas. Defensor de propostas liberalizantes na área dos costumes, como a regulamentação da profissão de prostituta e a parceria entre homossexuais, Gabeira sempre foi atacado pelos evangélicos.

O deputado Pastor Reinaldo (PTB-RS), vice-presidentes da frente evangélica, não descarta a hipótese de perseguição de Gabeira; e insiste que o fato de o parlamentar ter sido incluído na lista não significa que seja culpado. Por outro lado, acredita, o escândalo pode estimular igrejas a reforçar suas comissões de ética: “Esses episódios nos entristecem. A maioria dos evangélicos que vieram para cá tinha o propósito de trabalhar com ética e moralidade. Infelizmente a carne fraquejou. É lamentável, mas aconteceu.”

Apesar do escândalo, os evangélicos mantêm a meta de dobrar o número de deputados este ano. De acordo com estudioso Ari Pedro Oro, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, algumas igrejas, especialmente a Universal, costumam dizer aos fiéis que a presença do demônio é tão forte no Congresso que até homens enviados por Deus sucumbem: “Em seguida dizem que é preciso reagir ao demônio, enviando homens mais fortes e em maior quantidade.”

João Batista, o das malas, é um dos citados

A Igreja Universal do Reino de Deus foi atingida de várias maneiras pela CPI dos Sanguessugas. Além de reunir quase todos os representantes daquela denominação religiosa na Câmara, a lista de notificados pela CPI inclui alguns notáveis.

Lá encontra-se o presidente da igreja, deputado João Batista – o mesmo que foi preso pela Polícia Federal em julho do ano passado, num hangar da TAM, quando tentava embarcar num avião com sete malas cheias dinheiro. Afastado na época do PFL, hoje ele está filiado ao PP de São Paulo.

A lista também inclui a irmã do fundador da igreja, a deputada Edna Macedo (PTB-SP). Ela aparece no grupo dos parlamentares que teriam recebido em dinheiro do esquema de superfaturamento de ambulâncias. O filho dela, Otávio Bezerra, foi preso no início da Operação Sanguessuga, acusado de corrupção passiva e formação de quadrilha. Ao defendê-lo na Câmara, Edna chorou.

Evangélico lamenta atitude de colegas de bancada

Integrante da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Walter Pinheiro (PT-BA), que não se envolveu no caso, lamentou que parlamentares que se dizem evangélicos tenham participado de um esquema de corrupção. Pinheiro acredita que o fato de parlamentares apontados como cabeças do esquema — caso de Lino Rossi — serem evangélicos facilitou a abordagem à bancada:

“A tendência era atrair as pessoas mais próximas deles. Claro que isso também não justifica. Por que nunca me procuraram? Sabiam que jamais eu entraria numa dessa”.

Os deputados evangélicos fazem culto toda quarta-feira mas apenas metade da bancada, cerca de 30, participa. Pinheiro comentou essa relação da política com a religião:

“Muitos desses políticos encostam na igreja e a transformam num curral eleitoral, o que é inadmissível. Eles não mancham apenas o Evangelho, mas toda a igreja, que é quem vai pagar pelos seus atos”.

Ambulância sai de garagem apenas duas vezes por mês

Além de superfaturamento, há ociosidade na utilização das ambulâncias adquiridas por entidades filantrópicas. O Reencontro Obras Sociais, de Niterói, comprou três ônibus equipados para tratamento médico e odontológico e três ambulâncias com dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde, mas a frota só sai da garagem duas vezes por mês.

“Não temos dinheiro para contratar médicos e dentistas”, afirma o presidente da instituição, Samuel Fiúza. Ele diz que assumiu a direção no ano passado e encontrou os veículos lá. A entidade recebeu R$ 809,9 mil do Fundo Nacional de Saúde de 2002 a 2004.

No depoimento que deu à Justiça Federal, Luiz Antonio Vedoin, proprietário da Planam, empresa que fornecia as ambulâncias superfaturadas, disse que pagou comissão de R$ 12 mil ao presidente da Reencontro, no começo de 2005, e que o dinheiro foi entregue, em mãos, pelo representante da empresa no Estado do Rio, Nylton Simões.

Segundo Samuel Fiuza, o presidente da entidade, na época, era o pastor batista Nilson do Amaral Fanini. O conhecido pastor teve um canal de TV no Rio de Janeiro, que hoje pertencente à Rede Record.

O advogado do pastor Nilson do Amaral Fanini, Silva Neto, negou a acusação de Vedoin de que seu cliente teria recebido R$ 12 mil na compra de ambulâncias. Segundo o advogado, Fanini estava em tratamento médico nos Estados Unidos no período apontado pelo empresário.

Condenação do TCU

Outra entidade filantrópica do Rio de Janeiro acusada por Vedoin de receber comissão na compra de ambulâncias é o Sase –Serviço de Assistência Social ao Evangélico, dirigido pelo pastor presbiteriano Isaias de Souza Maciel.

Essa entidade foi condenada pelo TCU, em 1999, por desvio de dinheiro recebido do extinto Ministério da Ação Social. No processo,consta que ela recebeu o equivalente a US$ 348,54 mil, mas não comprovou a aplicação de um quarto dos recursos. O processo está em fase de execução de cobrança, segundo o TCU.

Nos últimos dois anos, o Sase recebeu do Fundo Nacional de Saúde R$ 1 milhão para compra de ambulâncias e R$ 400 mil para equipamentos hospitalares. Em depoimento, Vedoin citou nominalmente o pastor Isaias como tendo recebido R$ 12 mil de comissão.

O pastor marcou entrevista com a Folha de São Paulo no escritório da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil, no centro do Rio, mas não compareceu ao encontro.

O assessor executivo do Sase, pastor Carlos Cortes, negou que a acusação de Vedoin contra o presidente da entidade tenha fundamento. Ele disse que várias empresas disputaram as licitações das ambulâncias e que o Sase é uma entidade com tradição na área médica, com cerca de 4.000 atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por dia.

Confira os nomes dos evangélicos acusados e quanto receberam

João Mendes de Jesus (PSBRJ) — No fim de 2004, recebeu R$ 40 mil, em 2005 mais R$ 45 mil e em 2006 outros R$ 70 mil. Sempre em dinheiro.

Magno Malta(Senador PL-ES) — Fez pessoalmente um acordo com o senador, prometendo 10% sobre uma emenda de R$ 1 milhão. Como “adiantamento”, entregou ao parlamentar um carro Fiat Ducato, mas Magno Malta descumpriu o acordo e não apresentou a emenda.

Marcos de Jesus (PFL-PE) — Ganhou R$ 24 mil, dos quais a metade em dinheiro, no próprio gabinete.

Pastor Amarildo (PSC-TO) — Também falou diretamente com os prefeitos sobre as fraudes. Ganhou um microônibus com palco para usar na campanha. A contabilidade registra dois repasses de R$ 30 mil no total. Tem emendas acompanhadas pelos empresários dos esquemas.

Agnaldo Muniz (PP-RO) — Recebeu R$ 10 mil de propina, na conta de Floripes Santos.

Bispo Wanderval (PL-SP) — Ganhou R$ 50 mil na conta de um assessor. Outros R$ 50 mil foram pagos a uma concessionária em Brasília como parte do pagamento de uma BMW comprada pelo parlamentar.

Almir Moura (PFL-RJ) — Ganhou R$ 20 mil, pagos no estacionamento de um restaurante no Rio. É radialista e ministro evangélico.

Almeida de Jesus (PL-CE) – No livro caixa eletrônico da Planam, é atribuído ao deputado um repasse de R$ 10 mil por intermédio de um terceiro. “Dep. Almeidinha de Jesus – CE”, informa a planilha. Está sob investigação em inquérito no Supremo. Membro e Obreiro da Igreja Universal do Reino de Deus.

Neuton Lima (PTB-SP) – Nos grampos, Luiz Antônio informa a seu pai que mandou “dez” (R$ 10 mil) para o deputado. Foi coordenador da bancada Parlamentar da Igreja Assembléia de Deus (1999-2002).

Jefferson Campos (PTB-SP) – Em novembro de 2005, o deputado liga para Darci Vedoin marcando um encontro. Outros empresários do esquema demonstram, nas escutas, conhecer o deputado. É radialista, advogado, e Ministro do Evangelho. Foi secretário de Ação Política do Estado de São Paulo.

Edna Macedo (PTB-SP) – As escutas mostram contato constante e direto da deputada com a quadrilha. Luiz Antônio pede (e obtém) os dados bancários de Otávio Bezerra, filho de Edna, preso na Operação Sanguessuga. É irmã do bispo Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus.

João Batista (PP-SP) – Há referência, nas escutas, a um suposto pagamento de R$ 5 mil para “Marcelo do João Batista”. De fato, o deputado tem em seu gabinete funcionário com esse nome. Os grampos mostram que Darci teria agendado encontros com o deputado e que acompanhava de perto suas emendas. Está em seu primeiro mandato político.

Lino Rossi (PP-MT) – Conforme a planilha contábil da Planam, teria recebido R$ 26,6 mil. Nas escutas da PF, o deputado ajuda o esquema: indica Darci Vedoin a dirigentes da Assembléia Legislativa de Mato Grosso, que deseja comprar ambulâncias. “Um negócio bom”, diz ele. É investigado em inquérito do STF. É radialista e apresentador de televisão.

Isaías Silvestre (PSB-MG) teria recebido R$ 82 mil, segundo Vedoin

Vieira Reis (PRB-RJ) – Teve um funcionário seu __ Cristiano de Souza Bernardo _- preso da Operação Sanguessuga. Conforme os documentos da PF, os integrantes do esquema tinham as senhas pessoas do deputado para acompanhar emendas na Saúde. Reis é radialista está em seu primeiro mandato político.

Carlos Nader (PL/RJ) – Vedoin conta que ele exigiu propina até de um negócio que não deu certo, com um hospital do Rio. Foram R$ 32 mil,em espécie, no gabinete. Depois, recebeu R$ 40 mil de adiantamento por emendas, mas “revendeu-as” a um concorrente de Vedoin.
Embolsou mais R$ 72 mil.

Paulo Baltazar (PSB-RJ) – Na contabilidade da Planam, os repasses para o deputado e alguns assessores somam R$ 87,5 mil somente entre 2001 e 2002. Está sob investigação formal no STF. 42. Deputado Paulo Feijó (PSDB-RJ) – Contabilidade registra R$ 15 mil em repasses ao deputado, que também tem o nome de um assessor registrado nas planilhas das empresas do esquema. Enfrenta investigação em inquérito aberto no STF. Está em seu terceiro mandato como deputado federal.

José Divino (PTB-RR) – Os grampos indicam contato direto do deputado com o empresário Darci Vedoin. O número da conta corrente de Divino no Banco do Brasil estava registrado nos arquivos da Planam. Radialista, exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Foi vice-líder do PMDB em 2004 e 2005.

Zelinda Novaes (PFL-BA) – Nos grampos, empresários do esquema comentam que falaram com a deputada e eu ela “faz fazer (emendas) também”. Em 2004, o esquema tinha senha para acompanhar pelo menos uma emenda de sua autoria. A deputada foi integrante do Conselho de Ética e presidiu o PFL Mulher

Adelor Vieira (PMDB/SC) – Líder da bancada evangélica. Teria destinado, em 2005, R$ 560 mil para compra de cinco ambulâncias e uma unidade móvel à Sociedade de Assistência Social e Educação Deus Proverá, entidade ligada à sua igreja, a Assembléia de Deus. A verba foi proveniente de emenda individual do orçamento. (Fonte: Tribuna Catarinense)

Nilton Capixaba (PTB-RO) – Na contabilidade da Planam, constam repasses de pelo menos R$ 437 mil atribuídos ao deputado e a seus assessores. Ajudaria a expandir o esquema dentro da Câmara. Tem inquérito aberto no STF. Nilton foi afastado das funções de integrante da Mesa Diretora da Câmara. PPS, PV e PSOL pediram ao Conselho de Ética abertura de processo de perda de mandato por envolvimento no esquema dos sanguessugas.

Heleno Silva (PL-SE) — Recebeu R$ 50 mil de adiantamente, mas Vedoin só ganhou R$ 9,6 mil com suas emendas. Reclama que o deputado andava “esquivando-se dele” para não devolver o dinheiro.

Pastor Jorge Pinheiro (PL/DF)No depoimento prestado à Justiça Federal, Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, afirmou que fez um acordo com Jorge Pinheiro para pagar 10% sobre o valor das emendas que o parlamentar apresentasse na área de saúde. Apresentou emenda ao Orçamento da União de 2004, no valor de R$ 750 mil, visando a destinação de recursos para aquisição de unidades móveis de saúde nos municípios do Entorno. O parlamentar também apresentou uma emenda ao Orçamento de 2005 destinando R$ 510 mil para a aquisição de equipamentos e material hospitalar para a prefeitura de Padre Bernardo (GO).

Cabo Júlio (PMDB-MG) — Fazia reuniões em sua chácara com os prefeitos e a Planam. Recebeu 14 pagamentos na própria conta bancária. Recebeu R$ 83 mil. Outro depósito, de R$ 2 mil, foi para “comprar um presente de aniversário para o deputado”. (Fonte: Globo Online)

Gilberto Nascimento (PMDB-SP) — Reclama que o deputado não cumpriu o combinado. Por isso, não pagou nada. (Fonte: Globo Online)

Josué Bengston (PTB-PA) – Não tinha percentual fixo de propina, mas recebia “ajuda”. Dois pagamentos de propina, no total de R$ 39 mil foram feitos em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular para “construção de um templo”.Também recebeu dinheiro na
própria conta.

Marcos Abramo (PP – SP) – Ganhou R$ 54 mil em dinheiro, numa reunião no Hotel Meliá

Raimundo Santos (PL – PA) – Fez um acordo pessoal para receber 10% do valor das emendas. Parte do pagamento da propina teria sido paga a Ubiratan Lovelino Filho, um “agiota do Pará a quem o parlamentar estaria devendo”. Para disfarçar, quem fez os depósitos foi um motorista de Vedoin. O deputado indicou contas de assessores para os outros depósitos. Reclama que pagou R$ 104,6 mil a mais que o combinado e que o deputado não devolveu o “empréstimo”.

Reginaldo Germano (PP –BA) – Recebia 10%. Sua assessora, Suelene, falava com as prefeituras para direcionar os contratos. Entre os pagamentos,um de R$ 15 mil foi feito na conta do deputado, em 23/12/2005.

Fonte: Estadão, Agência Norte de Notícias, Globo Online e Amarribo.org.br

Igreja deve desocupar imóvel, decide Justiça mineira

Uma igreja de Belo Horizonte tem 15 dias, após o prazo de recurso, para desocupar o imóvel em que está exercendo suas atividades. Caso contrário, será despejada compulsoriamente.

A decisão é do juiz Wanderley Salgado de Paiva, da 30ª Vara Cível de Belo Horizonte, que também condenou a igreja ao pagamento dos aluguéis vencidos e que estão por vencer, acrescidos de multa e declarou também rescindido o contrato. Cabe recurso da decisão.

Consta do processo que a autora locou o imóvel para a igreja pelo período de 12 meses, iniciando-se em 17 de março de 2005, com aluguel mensal de R$ 364,21. Ela afirma que a igreja deixou de pagar os aluguéis, o IPTU e as contas de luz e de água, a partir de fevereiro de 2006. A igreja deixou de pagar também a multa moratória de 10% sobre o débito e juros mensais de 1%, mesmo tendo sido notificada para o pagamento do débito. Segundo a autora, o valor devido seria de R$ 4.370,52.

Para o juiz, os documentos apresentados no processo provam a existência do contrato de locação e a inadimplência da igreja. Ele lembra também que a revelia da mesma, isto é, o não comparecimento da igreja no decorrer do processo para apresentar defesa e a não apresentação dos recibos de pagamento comprovaram a pretensão da autora, conduzindo à presunção de veracidade dos fatos alegados.

“Estes fatos significam grave violação aos direitos obrigacionais, eis que a ré deixou de pagar os aluguéis e seus encargos, donde a conseqüência jurídica lógica é o acolhimento da pretensão”, considerou o juiz.

Fonte: Última Instância

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-