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Menino cristão é obrigado a jejuar no Ramadã

Menino cristão sofre perseguição por causa da sua fé (Foto representativa/Portas Abertas)
Menino cristão sofre perseguição por causa da sua fé (Foto representativa/Portas Abertas)

Começou ontem, 22 de março, o Ramadã, mês de jejum islâmico. Durante 30 dias é imprescindível que todos os muçulmanos, sejam crianças ou idosos, guardem o jejum. Para muitos cristãos de origem muçulmana, é um mês muito difícil, pois ficam em destaque e são constantemente julgados por não seguirem as leis islâmicas.

É comum ouvir testemunhos de adultos sobre esse período, mas eles não são os únicos impactados. Veja como as crianças cristãs são impactadas pelo Ramadã.

Zahid (pseudônimo) é um menino cristão de sete anos que vive em um país de maioria muçulmana na Ásia Central. Desde que os pais se separaram, ele mora com a mãe, uma cristã. No entanto, o pai, muçulmano, considera o filho muçulmano e exige que ele obedeça a sharia, por isso Zahid vive como cristão secreto.

“Eu moro com minha mamãe. Ela disse que não é seguro contar para outras pessoas que sou cristão. Eu preciso fingir que sou muçulmano. Eu não entendo, mas sei que a mamãe quer o meu bem”, conta o pequeno Zahid.

“A época do Ramadã é a mais difícil para mim”, diz o menino. Para garantir que o filho cumprisse o jejum do Ramadã, o pai de Zahid prometeu que cada dia de jejum seria recompensando com dinheiro. Zahid se empolgou com a proposta e parou de comer e beber água durante o Ramadã.

Nem todas as crianças jejuam. Alguns pais esperam os filhos crescerem para impor o jejum e, assim, poupam os pequenos durante algum tempo. Essa escolha, no entanto, expõe as crianças a discriminação e bullying na escola. Zahid tem esse medo: “Não quero que eles me chamem de nomes feios nem quero passar vergonha na frente dos meus amigos na escola”.

Comendo escondido

Nem sempre Zahid conseguia suportar a fome. A mãe escondia pequenos lanches na mochila para que ele pudesse comer escondido. “Eu só podia comer no banheiro. Ali era tão sujo, mas eu não tinha outra escolha.” Zahid também bebia água da torneira do banheiro e chegou a ficar doente por causa da água, mas preferia a náusea a ser perseguido na sala de aula.

Ainda durante o Ramadã, ele precisou fazer uma prova em jejum. Zahid estava tão concentrado na avaliação que não conseguiu sair escondido e comer. De repente, a visão dele ficou turva, a cabeça começou a girar e, quando voltou a si, estava caído no chão. Ele foi levado ao hospital. O médico disse que estava desidratado demais e que isso nunca mais poderia se repetir.

“Queria parar de me esconder, de fingir. Não gosto do mês do jejum. Sou muçulmano apenas no papel, mas nunca serei muçulmano de verdade. Às vezes fico pensando se existem outras crianças como eu. Espero que elas sejam fortes e continuem acreditando em Jesus, como eu”, conclui Zahid.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos oram pelos muçulmanos durante o mês do Ramadã

Muçulmanos fazendo orações durante o Ramadã
Muçulmanos fazendo orações durante o Ramadã

Começa na quarta-feira (22), o mês do Ramadã para os muçulmanos e vai até o dia 21 de abril. Este é o mês considerado mais sagrado para quem segue o islã, quando todos os seus seguidores devem jejuar.

No total, eles devem cumprir 30 dias de jejum com o objetivo de celebrar a primeira revelação que Maomé recebeu do Alcorão. Embora o propósito do jejum islâmico seja “reexaminar a vida” e manter um sentimento de comunidade, é uma época de grandes conflitos e motivo de violência contra os cristãos.

Em países com governos teocráticos muçulmanos, onde prevalece a sharia (conjunto de leis islâmicas), os cristãos costumam ser atacados durante o Ramadã por não jejuarem como os muçulmanos.

Como a sharia se tornou a lei nacional em algumas nações e o Alcorão praticamente é a Constituição, seguir outra religião é considerado um crime. Muitos cristãos mantêm sua fé em segredo, mas durante o Ramadã acabam se revelando por não seguirem as regras do jejum.

‘O Ramadã é um momento oportuno para orar pelos muçulmanos’

Conforme um artigo do Mission Network News, muitos cristãos são desafiados a orar pelos muçulmanos durante o Ramadã.

“Enquanto eles estão jejuando e orando, fazendo o que eles acreditam que precisam fazer para ganhar seu caminho para Deus, estamos nos aproximando e orando para que eles sejam de fato expostos ao único Deus verdadeiro. Oramos para que Deus se revele enquanto eles jejuam”, disse Chris Ruge, diretor do Prayercast — um movimento global de oração.

Ele explica que, todos os dias, os participantes do Desafio de Oração do Ramadã recebem um e-mail do Prayercast e um vídeo informando sobre os motivos de oração.

“O Ramadã é um momento oportuno para orar pelos muçulmanos porque é uma época em que seus corações estão especialmente abertos e buscando a verdade espiritual”, explicou.

‘Deus está se movendo’

Há muitas histórias vindas de cristãos de origem muçulmana que contam como o próprio Jesus apareceu para eles em sonhos e visões durante o Ramadã.

“Nesses encontros, eles conhecem Jesus como mais do que apenas um profeta. Eles aceitam Jesus como seu Senhor e Salvador”, disse Ruge ao destacar que há muçulmanos em diferentes partes do mundo que chegam até eles e compartilham seus testemunhos.

“Um deles escreveu: Eu vi todos os seus vídeos e li as coisas que você enviou. Vejo que a paz de Deus está com você e com pessoas como você. Quero conhecer essa paz em minha vida. O que devo fazer?”, ele compartilhou.

“Uma coisa é certa, Deus está se movendo nos corações muçulmanos. Agora é a hora de orar”, encorajou.

“As maiores necessidades do mundo muçulmano são as mesmas do resto do mundo, ou seja, todos nós precisamos de um Salvador”, lembrou Ruge.

“Todos nós precisamos de alguém fora de nós mesmos que possa vir e dar sentido às nossas vidas perdidas. Isso é verdade em todo o mundo, inclusive no mundo de maioria muçulmana”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de MNN

Jovem canta música de Umbanda para interromper pregação no trem

Jovem atrapalha a pregação no trem (Foto: Reprodução Twitter)
Jovem atrapalha a pregação no trem (Foto: Reprodução Twitter)

Um jovem interrompeu uma pregação que era realizada no vagão de um trem da SuperVia, no Rio de Janeiro e cantou uma música da Umbanda. O objetivo era enfrentar o religioso que falava da Bíblia.

O momento foi gravado e compartilhado nas redes sociais, viralizando e chamando a atenção para o ato considerado por muitos como intolerância religiosa.

Enquanto o pregador falava, o jovem pediu a oportunidade para “dar uma música”. Sem ser respondido pelo pregador, ele começou a cantar mais alto “Diabo velho eu vou cortar seu chifre”. O pregador se calou e depois tentou completar a mensagem.

“Diabo velho eu vou cortar seu chifre, vou cortar seu rabo e dar pra Exu comer… Da sua língua eu vou fazer chicote, pra bater nas costas de quem fala mal de mim… Fala mal de mim, mas só não fala por de trás, fala mal de mim mais só não fala por de trás… Pega ela diabo, pega ela satanás!”, entoava o passageiro.

O próprio rapaz filmou e compartilhou o vídeo para mostrar o que fez. Muitos internautas criticaram a atitude.

  • – Acho que ele ter feito pra afrontar o pastor é desrespeito. Se não tivesse ngm professando sua fé e ele pregasse algo da religião dele, tudo bem, mas não foi o caso. Aí ele fez realmente pra afrontar, não pra exaltar a fé dele – disse um internauta.

– A única intolerância religiosa aceita é contra os evangélicos, isso é fato – escreveu um usuário.

– Cadê a educação? Não segue a religião? Ok, tudo bem! Mas apenas respeite – disse uma internauta.

– Respeito todas as religiões, mas isso foi uma falta de respeito total – escreveu um homem.

– Se fosse o contrário a notícia era: pastor comete intolerância religiosa contra jovem umbandista e ataca com xingamentos e ofensas discriminatórias – disse outra internauta.

Filho do pregador se manifesta

Gabriel Trindade se apresentou como filho do pregador, Djefferson, e deu sua versão sobre o ocorrido:

– Esse homem que está pregando é meu pai, ele se chama Djefferson. Ele é evangelista da Casa do Senhor e como todos ali no trem ele está vindo de um dia cansativo de trabalho e como sempre pregando a Palavra de Deus, onde antes de começar a pregar ele pergunta a uma boa parte de quem está no vagão se ele pode fazer uma oração e deixar uma palavra. Da parte do jovem é apenas um confronto não contra o meu pai, mas sim com a Palavra de Deus que está sendo anunciada.

ASSISTA:

Fonte: Fuxico Gospel e Pleno News

Cresce o número de projetos de lei contra a ideologia transgênero

Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)

Uma série de leis propostas por parlamentares conservadores, que compõem bancadas ligadas à proteção da vida e com base em valores e princípios cristãos, em sua maioria, visa conter a agenda trans no Brasil, especialmente relacionada a crianças e menores de idade.

De acordo com levantamento feito pelo jornal Folha de SP, ao menos 69 projetos de lei focados na ideologia transgênero foram apresentados nas esferas federal, estadual ou municipal nos primeiros meses de 2023, coincidindo com uma bancada de parlamentares mais conservadores.

A maior parte dos projetos é apresentada por parlamentares do PL, mas há também proposições de legisladores de partidos como União Brasil, Republicanos, Democracia Cristã e MDB, informa a Folha.

Conforme a reportagem, a maior parte dos projetos busca proibir a chamada linguagem neutra em escolas e na administração pública.

Segundo os legisladores, a utilização de neologismos como “todes” e os pronomes neutros “elu/delu” viola as regras gramaticais da língua portuguesa e, por essa razão, devem ser proibidos. Já os defensores desse tipo de linguagem argumentam que a proibição dos termos pode levar à marginalização de pessoas não binárias.

Parte dos projetos foi apresentada após o STF (Supremo Tribunal Federal) declarar a inconstitucionalidade de uma lei semelhante no estado de Rondônia em 6 de fevereiro. A aprovação desses projetos deve testar a disposição de cortes inferiores de seguir o entendimento do Supremo.

Existem outros projetos de lei que visam proibir o acesso de crianças e adolescentes trans a tratamentos médicos de transição sexual, incluindo a utilização de bloqueadores da puberdade e hormônios, seguindo o que muitos países, como a Inglaterra, e alguns estados americanos, como o Mississipi, tem feito.

Os parlamentares justificam sua posição argumentando que os menores de idade não possuem maturidade suficiente para tomar decisões que afetem sua saúde. Especialistas que são contra mudanças de gênero falam, devemos ter matérias sobre isso. Alguns médicos especialistas dizem que há uma falta de pesquisas investigativas sobre os efeitos a longo prazo do tratamento transgênero para crianças. Além disso, há alegações ainda de que a maioria das crianças que lidam com a disforia de gênero não acabem por se tornar de fato, transgêneros.

De acordo com uma resolução de 2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), é autorizado o uso de bloqueadores de puberdade a partir dos primeiros sinais da puberdade, desde que o tratamento seja realizado em instituições credenciadas que possuam um protocolo de pesquisa. Esse tratamento é considerado seguro e reversível, e também é prescrito para pacientes diagnosticados com puberdade precoce. Já a hormonização é permitida apenas a partir dos 16 anos, sendo necessária a autorização dos pais, enquanto cirurgias de modificação corporal são proibidas para menores de 18 anos.

Ideologia de gênero

Além disso, existem projetos de lei que visam proibir a chamada “ideologia de gênero” ou implementar o programa “Escola Sem Partido” em instituições de ensino. Objetivo é impedir professores de abordar temáticas relacionadas à diversidade de gênero em sala de aula.

Outra parte dos projetos de lei diz respeito à participação de trans em competições esportivas na categoria feminina, alegando que mulheres trans e travestis possuem uma vantagem injusta sobre mulheres biológicas devido à testosterona produzida em seus corpos desde o nascimento. Aqueles que se opõem a essa proibição argumentam que a proibição de participação em eventos esportivos só aumenta a exclusão de pessoas trans.

Outras propostas estão relacionadas à proibição de banheiros unissex em estabelecimentos públicos e privados. Os proponentes dessas medidas veem o risco de que homens acessem esses espaços para abusar sexualmente de mulheres.

O PL 192/2023, apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), propõe alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para “criminalizar condutas de pessoas que instigam, incentivam, influenciam ou permitem criança ou adolescente” a fazer transição de gênero. Se for aprovada, essa medida poderia levar à prisão pais, professores e profissionais da saúde que acolherem crianças trans.

De acordo com analistas, as chances de muitos desses projetos se tornarem lei são baixas. Mesmo que as iniciativas dos chamados projetos “antitrans” (nomeado assim por aqueles que discordam das iniciativas apresentadas) sejam aprovadas no Congresso, é provável que sejam vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou consideradas inconstitucionais pelo STF.

Fonte: Guia-me com informações de Folha de S. Paulo

Padre Kelmon processa igreja ortodoxa e pede indenização de R$ 500 mil

Padre Kelmon foi candidato a presidente nas eleições de 2022
Padre Kelmon foi candidato a presidente nas eleições de 2022

Candidato do PTB nas eleições presidenciais de 2022, Padre Kelmon processou a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil por danos morais e pediu uma indenização de R$ 500 mil. Na ação, Padre Kelmon também quer direito de resposta contra um comunicado produzido pela entidade, em setembro do ano passado, negando que ele fazia parte da igreja.

Segundo o advogado de Padre Kelmon, Diego Maxwell Medeiros, o documento da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil prejudicou a atuação dele como padre. “Na realidade, isso causou um estresse muito grande. Fez com que alguns dos projetos que ele tinha na área social a nível de Brasil não fossem para a frente pela descrença de algumas pessoas na veracidade do fato de ele ser padre”, disse o advogado ao R7.

Nas eleições de 2022, inicialmente Padre Kelmon foi lançado pelo PTB como vice na chapa de Roberto Jefferson. No entanto, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar o registro de candidatura de Jefferson, o PTB efetivou Padre Kelmon como concorrente à Presidência da República.

Padre Kelmon ganhou mais visibilidade ao participar de debates na televisão com os demais candidatos, que passaram a questionar se ele de fato seria padre. Como resposta, ele afirmou ser sacerdote ortodoxo.

A Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil decidiu se manifestar pelo fato de Padre Kelmon sempre ser visto usando vestimentas e insígnias características da igreja, como um capuz preto bordado com 12 cruzes brancas. Em nota, a instituição afirmou que não tinha “qualquer comprometimento” com Padre Kelmon e tampouco relação “com qualquer um de seus feitos, passados ou presentes”.

“O referido candidato não é membro de nossa Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil em nenhuma de suas paróquias, comunidades, missões ou obras sociais, bem como não é e nunca foi seminarista ou membro do clero de nossa Igreja em nenhum dos três graus da ordem (diácono, presbítero/padre e bispo), quer no Brasil, quer em qualquer outro país, e também não é e nunca foi membro leigo ou clérigo de nenhuma de nossas Igrejas irmãs.”

O padre Caio Queiroz, que faz parte da entidade, disse ao R7 que o processo movido por Padre Kelmon causou estranheza. Segundo ele, a nota da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil serviu apenas para informar que Padre Kelmon não tinha relação com a instituição e em momento algum atingiu a honra dele.

“Durante o período eleitoral, ele foi colocado em xeque pelo país inteiro, e não por nós. Nós não questionamos o sacerdócio dele. Como ele fazia uso de vestes próprias da nossa igreja, publicamos a nota para informar que ele não era membro da nossa igreja e nunca foi clérigo ordenado ou padre na nossa igreja. Causou muita surpresa esse processo.”

Fonte: R7

Missionário americano é liberto de cativeiro no Níger

Missionário Jeffery Woodke foi liberto no Níger (Foto: reprodução)
Missionário Jeffery Woodke foi liberto no Níger (Foto: reprodução)

Oficiais dos Estados Unidos confirmaram a libertação de Jeffery Woodke, conhecido como Jeff Woodke, um missionário norte-americano que foi sequestrado em outubro de 2016, no Níger.

Depois de quase sete anos, o cristão, que liderou o trabalho missionário local e participou de movimentos de ajuda humanitária durante 24 anos, poderá voltar para casa. O secretário de Segurança dos Estados Unidos disse em entrevista: “Agradecemos ao Níger pela ajuda para trazer Jeffery de volta para aqueles que o amam e sentem sua falta”.

A soltura do missionário não aconteceu no Níger, mas em uma região na fronteira entre Burkina Faso e Mali. Os responsáveis pelo sequestro são conhecidos por realizar raptos há anos na região, mas as autoridades não divulgaram publicamente o nome do grupo extremista. “Os grupos terroristas estão se aliando e se sobrepondo no Oeste Africano. Eles enxergam os sequestros como uma espécie de negócio, como uma fonte de dinheiro e poder”, disse o secretário.

O Níger ocupa a 28ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2023. Um dos maiores desafios dos cristãos locais são os sequestros e ataques de grupos extremistas islâmicos, como Boko Haram e Estado Islâmico, que dominaram novos territórios no último ano e procuram eliminar a presença cristã no Níger e em todo Oeste Africano com grande violência.

A esposa de Jeff, Els, disse em entrevista que acredita que o grupo Estado Islâmico do Grande Saara (IS-GS, da sigla em inglês) tenha sido o responsável pelo sequestro. O grupo é um braço de outro grupo extremista, o ISWAP, e é afiliado à Al-Qaeda. Els e os dois filhos do missionário precisarão aguardar alguns dias, pois Jeff ainda está sendo transferido para os Estados Unidos, mas a certeza do retorno e da liberdade do cristão já é um consolo para eles.

Os oficiais mantêm sigilo sobre o processo para a libertação de Jeff, mas garantiram que ele receberá cuidados médicos e toda ajuda pós-trauma de que precisar e que o grupo extremista não recebeu nenhum resgate ou outro tipo de benefício para soltar o cristão.

Fonte: Portas Abertas

Professor de teologia é demitido de faculdade cristã após tuíte contra homossexualidade

Professor de teologia, Aaron Edwards, foi demitido do Cliff College (Foto: Reprodução/Twitter)
Professor de teologia, Aaron Edwards, foi demitido do Cliff College (Foto: Reprodução/Twitter)

Um professor de teologia cristã está considerando uma ação legal após sua demissão por uma faculdade bíblica metodista depois de tuitar uma perspectiva evangélica da sexualidade humana.

O Dr. Aaron Edwards foi demitido por má conduta pelo Cliff College, em Derbyshire, Inglaterra, por causa de uma série de tweets compartilhados em 19 de fevereiro, nos quais afirmava: “A homossexualidade está invadindo a Igreja. Os evangélicos não veem mais a gravidade disso, porque estão ocupados se desculpando por sua homofobia aparentemente bárbara, seja verdade ou não.”

“Esta é uma ‘questão do Evangelho’, a propósito. Se o pecado não é mais pecado, não precisamos mais de um Salvador.”

Em outro post, ele disse: “Essa é a visão conservadora. A aceitação da homossexualidade como ‘não pecaminosa’ é uma invasão da Igreja, doutrinariamente. Isso não é controverso. A aceitação é controversa. A maior parte do mundo A Igreja concordaria. Não é homofóbico declarar a homossexualidade pecaminosa.”

Depois de alguma reação a seus comentários, ele escreveu em outro post que seus tweets eram “endereçados a evangélicos” e não pretendiam atacar indivíduos.

“Eu expressei a visão conservadora como uma questão doutrinária, as implicações para o pecado/o Evangelho… Parece que manter a visão de que a homossexualidade é pecaminosa só é bem-vindo se permanecer ‘não expresso'”, disse ele.

Os tweets do Dr. Edwards foram uma resposta ao voto da Igreja da Inglaterra no Sínodo Geral no mês passado para avançar com a introdução de bênçãos para pessoas do mesmo sexo.

Na época, a faculdade pediu que ele removesse as postagens devido a preocupações de que elas violassem sua política de mídia social e emitiu um comunicado dizendo que a linguagem usada pelo Dr. Edwards “é inapropriada e inaceitável e não representa os pontos de vista ou o espírito do Cliff College.”

O Dr. Edwards recusou o pedido da faculdade para remover os cargos por motivos de consciência e foi suspenso enquanto uma investigação era realizada.

Após uma audiência disciplinar, ele foi demitido na semana passada por supostamente “causar má reputação à faculdade”.

De acordo com o Christian Legal Center (CLC), que está auxiliando o Dr. Edwards, a faculdade ameaçou denunciá-lo ao Prevent, o sistema antiterrorismo do governo.

Ele está apelando contra sua demissão e avaliando suas opções legais.

Edwards chamou sua demissão de “injusta”.

“O que aconteceu comigo demonstra que as visões bíblicas conservadoras sobre a sexualidade humana não são mais ‘toleradas’ na Igreja Metodista no Reino Unido. Pelo contrário, está claro que essas crenças devem ser silenciadas e eliminadas”, disse ele.

“Minha opinião expressa não foi recebida com respeito, tolerância ou caridade. Em vez disso, foi recebida com assédio e difamação pessoal por muitos.

“Parece que a faculdade é um lugar seguro para quem é pró LGBTQ+, mas não para evangélicos conservadores. O que aconteceu expõe que viver com convicções contraditórias não é possível para um cristão evangélico.”

Ele acrescentou: “Qualquer pessoa preocupada com a liberdade acadêmica, liberdade cristã e liberdade de expressão deve estar profundamente preocupada com o que aconteceu comigo.”

Andrea Williams, diretora-executiva do CLC, disse: “Um teólogo cristão que trabalha para uma faculdade bíblica cristã, tuitando sobre o ensino bíblico cristão sobre a sexualidade humana, foi demitido e rotulado como um potencial ‘terrorista’.

“É triste e muito preocupante ver a Igreja Metodista, e uma outrora renomada faculdade bíblica, perder seu rumo por não mais defender o casamento como Deus o define, ou apoiar aqueles que o expressam”.

Ela acrescentou: “Esta história estabelece um precedente sombrio para a Igreja Metodista daqui para frente e também serve como um aviso para a Igreja da Inglaterra”.

Toby Young, secretário-geral da União pela Liberdade de Expressão, disse: “Exprimir crenças cristãs ortodoxas não deve ser motivo para demissão de uma organização supostamente cristã. Estou ansioso para que Alastair Campbell defenda o direito de Aaron Edwards à liberdade de expressão, assim como fez Gary Lineker.

“Defender a liberdade de expressão significa defender o direito das pessoas de expressar pontos de vista com os quais você não concorda, não apenas aqueles com os quais você concorda.”

O Cliff College foi contatado para comentar mas não retornou.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Ministério Público orienta professores a evitar expressões religiosas em Taubaté

Sala de aula com cruz (Foto: Reprodução)
Sala de aula com cruz (Foto: Reprodução)

Uma circular emitida em fevereiro pela Prefeitura de Taubaté (SP) orientou os professores de escolas públicas a evitar expressões “de caráter religioso” com os alunos.

Com a repercussão negativa do documento, a Secretaria de Educação de Taubaté publicou uma nota afirmando que “não foi emitida ordem impedindo a manifestação de crença a de convicções pessoais para os docentes”, apenas uma orientação para que a religião não seja imposta aos estudantes.

Tudo começou com uma denúncia anônima enviada ao Ministério Público (MP), a qual dizia que “em uma escola de Taubaté alguns professores rezavam com os alunos nas salas de aulas, mas, os professores que não rezavam eram chamados de ‘macumbeiros’ e estigmatizados pelos demais funcionários”, relatou o presidente da Câmara de Taubaté, o vereador Alberto Barreto.

No entanto, a denúncia não apresentou nenhuma prova de que o fato teria realmente acontecido. Na última quinta-feira (16), no Twitter, Barreto criticou a forma como o caso foi conduzido: “O MP deveria movimentar-se no sentido de apurar o fato criminoso, por meio de um inquérito criminal. Mas não fez isso…”

Então a Promotoria de Justiça Cível de Taubaté orientou a Secretaria de Educação a emitir o documento, que foi publicado em 3 de fevereiro. A circular orienta os docentes a respeitar a pluralidade, zelar pela laicidade do ensino e direcionar palavras aos estudantes de encorajamento e virtudes sem qualquer referência religiosa.

Os professores entenderam que poderiam ser punidos ao utilizar frases como “fica com Deus” ou “Deus te abençoe”.

O vereador Alberto Barreto relatou ainda que, poucos dias depois, um professor da rede pública de Taubaté foi fotografado com um guarda-chuva da bandeira LGBT e o boneco do presidente Lula em sala de aula. “Mas, estranhamente, nenhuma movimentação do MP sobre esse fato ocorreu”, observou o parlamentar.

“Primeiro ponto de tudo: o Estado é laico e não laicista. Não somos um Estado ateu”, destacou Barreto. “Os professores tem a liberdade de conversar sobre religião nas salas de aula, desde que não pratiquem discriminação com as demais religiões e que respeitem as escolhas individuais dos alunos.”

Foi o que determinou o, em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou constitucional o ensino religioso confessional na rede pública de ensino brasileira, contanto que seja facultativo.

Barreto informou que está atuando para que a circular seja revogada e que em seu lugar uma nova seja feita, “indicando que os professores são obrigados a respeitar as demais religiões, mas que em hipótese alguma serão punidos por professar respeitosamente sua fé.”

Na quinta-feira (16), a Prefeitura de Taubaté publicou uma nota nas redes sociais, orientando que “não deve ser imposta a participação dos alunos, o constrangimento à aceitação dessa ou daquela fé e/ou a tentativa de convencimento para arregimentar fiéis, desrespeitando a neutralidade do Estado, o pluralismo e a liberdade de consciência.”

Veja a nota na íntegra:

Fonte: Guia-me com informações de Gazeta do Povo

Eritreia: mais de mil cristãos foram presos por causa da fé

Cristãos são presos na Eritreia (Foto: Fundação ACN)
Cristãos são presos na Eritreia (Foto: Fundação ACN)

Localizada no Chifre da África e cercada pelo Mar Vermelho, a Eritreia é composta por diversos grupos étnicos, tradições culturais e línguas nativas. Apesar da grande riqueza sociocultural, a nação está desgastada depois de anos em guerra contra a vizinha, Etiópia, e faz parte dos 11 Países Mais Perigosos para os Cristãos.

A Eritreia ocupa o 4° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2023 e, segundo dados da pesquisa mais recente, a pressão em todas as esferas da vida dos cristãos eritreus é extrema. A igreja e a vida pública são os ambientes em que os cristãos sentem a perseguição com maior intensidade.

A desconfiança e a desunidade são incentivadas pelas autoridades, e o governo é considerado um dos mais repressivos do mundo. Os cristãos são monitorados por todos os lados e, quando suspeita-se de que as regras do governo sobre religião não são obedecidas, eles podem ser presos ou sofrer ataques e outros tipos de retaliações.

O protecionismo denominacional também intensifica os desafios da igreja no país. Há 20 anos, a Eritreia reconhece apenas três denominações cristãs oficiais: ortodoxa, católica e luterana. Todos as outras denominações cristãs são consideradas ilegais e seus membros são tratados como criminosos.

Prisões e novos desafios

Relatórios internacionais indicam que milhares de cristãos foram presos arbitrariamente nos últimos dez anos por causa da fé em Jesus na Eritreia, ou seja, não tiveram direito a defesa e a um julgamento adequado. Em muitos casos, o preço para a liberdade é renunciar a Cristo. Aqueles que permanecem firmes em Jesus enfrentam tortura, fome e escassez de medicação nos presídios, pois são considerados cidadãos de segunda classe.

A opressão islâmica é outro tipo de perseguição aos cristãos. A comunidade islâmica começou a crescer por volta do século 7 d.C. e hoje corresponde à metade da população eritreia. Muitos muçulmanos buscam uma convivência pacífica, no entanto, entre eles há extremistas que acreditam que aqueles que não seguem o islã devem ser eliminados, o que levou os cristãos a viverem no interior do país.

Apesar das dificuldades, a igreja continua crescendo na Eritreia com cristãos que enfrentam a oposição com coragem e amor em Cristo.

Fonte: Portas Abertas

Apenas metade dos pastores estão ‘muito satisfeitos’ com suas vocações, revela estudo

Pastor pregando (foto: reprodução)
Pastor pregando (foto: reprodução)

De acordo com os resultados de um estudo feito pelo Barna Group nos EUA, apenas 52% dos pastores estão “muito satisfeitos” com seu trabalho, em comparação com 72% em um estudo semelhante realizado em 2015.

A pesquisa foi realizada com 584 pastores protestantes entre 6 e 16 de setembro de 2022, examinando o fenômeno dos líderes da igreja que se sentem “esgotados, solitários ou indispostos”.

A proporção de pastores com alto nível de satisfação em relação à sua vocação caiu 20 pontos desde 2015, quando 72% dos pastores se caracterizaram como “muito satisfeitos”.

A pesquisa de Barna atribui o crescente descontentamento entre os pastores à pandemia de coronavírus e aos bloqueios em andamento que levaram a convulsões sociais e restrições ao culto religioso.

“Nossa pesquisa mostra que os pastores de hoje estão lutando profundamente com seu senso de chamado após o COVID.” Em 2020, dois terços (67%) dos pastores entrevistados se consideravam “muito satisfeitos”.

A porcentagem de pastores que “se sentem muito satisfeitos com seu ministério em sua igreja atual” também caiu no mesmo período, de 53% em 2015 para 47% em 2020 e 38% em 2022. Enquanto dois terços dos pastores afirmaram que se sentiam “ mais confiantes sobre seu chamado em comparação com quando entraram no ministério” em 2015, esse número caiu para 35% em 2020 e permanece inalterado em 2022.

Pesquisa por subgrupo demográfico

Ao dividir os resultados por subgrupo demográfico, a pesquisa mostra que uma queda no número de pastores protestantes seniores que se autodenominam “muito satisfeitos” é impulsionada por pastores jovens. Apenas 35% dos pastores com menos de 45 anos disseram estar “muito satisfeitos” com sua vocação em 2022, enquanto a maioria (52%) disse estar apenas “um pouco satisfeito”. Onze por cento disseram aos pesquisadores que não estavam “muito satisfeitos” com sua vocação, e os 2% restantes estavam “nada satisfeitos”.

Por outro lado, 58% dos entrevistados com 45 anos ou mais relataram sentir-se “muito satisfeitos” com suas vocações, enquanto 37% estavam “um pouco satisfeitos”. A parcela de pastores mais velhos que estavam “não muito satisfeitos” (13%) e “nem um pouco satisfeitos” (2%) foi quase idêntica à porcentagem de pastores mais jovens que disseram o mesmo.

Dois terços dos pastores (66%) com menos de 45 anos passaram por um período em que “duvidaram significativamente” de seu chamado, enquanto 31% indicaram que não tiveram essa experiência. Entre os pastores mais velhos, pouco mais da metade (51%) sentiu dúvidas sobre seu chamado, enquanto 45% não.

A esmagadora maioria dos pastores que consideraram desistir (72%) experimentou dúvidas sobre seu ministério, enquanto 25% não. Uma estreita maioria (52%) dos pastores que não pensaram em desistir não teve dúvidas, enquanto 44% disseram que sim.

Pastores e pastoras

A pesquisa também observou diferenças na satisfação entre pastores e pastoras. A maioria dos pastores do sexo masculino (52%) disse que se sentia “tão confiante” sobre seu chamado em comparação com quando entrou no ministério, junto com uma pluralidade de pastoras (42%).

Uma parcela maior de pastoras (25%) se consideravam “menos confiantes” sobre seu chamado do que seus colegas do sexo masculino (12%). Parcelas aproximadamente iguais de pastores homens (35%) e mulheres (33%) afirmaram que seu nível de confiança em seu chamado aumentou ao longo dos anos.

Desistir ou não

Cerca de metade dos pastores que pensaram em desistir (48%) mantiveram o mesmo nível de confiança em seu chamado ao longo dos anos, enquanto 29% viram sua confiança diminuir. Por outro lado, apenas 5% dos pastores que não contemplaram uma mudança de carreira testemunharam um declínio em sua confiança em seu chamado, enquanto a maioria (52%) viu seu nível de confiança permanecer estável. Parcelas substanciais de pastores que consideraram desistir (22%) e daqueles que não o fizeram (43%) viram sua confiança aumentar.

Mesmo 57% dos pastores que pensaram em desistir estavam “um pouco satisfeitos” com seus empregos, enquanto 26% daqueles que contemplaram uma mudança de carreira estavam “nada satisfeitos”. A esmagadora maioria dos entrevistados que não considerou desistir (69%) estava “muito satisfeita” com suas vocações, já que 30% estavam “um pouco satisfeitos”. Um adicional de 1% que estava “não muito satisfeito” com suas vocações não pensou em desistir, enquanto nenhum dos que estão “nada satisfeitos” relatou que não havia pensado em abandonar o cargo.

Dados divulgados anteriormente também coletados pelo Barna Group em setembro mediram a proporção de pastores que haviam “considerado seriamente deixar o ministério de tempo integral no ano passado” em 42%.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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