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Igreja pode ser excluída da Convenção Batista por ordenar pastora lésbica

Ordenação de pastora lésbica na Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda. (Foto: Reprodução)
Ordenação de pastora lésbica na Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda. (Foto: Reprodução)

A Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda (PE), ordenou Adriana Carla Alves e Silva, que se identifica como lésbica, ao ministério pastoral, no último dia 28 de fevereiro. O momento foi acompanhado pelo pastor Paulo Cesar Pereira, líder da igreja.

A ordenação de Adriana Carla, nas redes sociais, foi anunciada com linguagem neutra. “Com imensa alegria e gratidão, compartilhamos com todas e todos o convite para o Concílio da nossa amada irmã Adriana Carla Alves e Silva”, postou a igreja, que é associada ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), além de outras entidades nacionais.

No Brasil, a iniciativa da igreja repercutiu. Uma parte dos evangélicos repudiou a ordenação. Muitos pastores e líderes evangélicos, inclusive, explicaram que a Primeira Igreja Batista em Bultrins não faz parte do movimento evangélico tradicional.

O pastor batista João Flávio Martínez, que é presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP), esclareceu, em vídeo, que a igreja permanece ligada à Convenção Batista em Pernambuco. No entanto, a instituição deve iniciar os trâmites legais para declarar a exclusão da igreja do quadro, embora esta já esteja há tempos afastada devido à sua posição.

Segundo ele, o processo é demorado. No entanto, uma posição será tomada. Martinez lembrou o caso da Igreja Batista do Pinheiro (IBP), em Maceió. Em 2016, foi excluída da Convenção Batista Brasileira (CBB) por realizar vários batismos de membros assumidamente homossexuais.

Fonte: Comunhão com informações de JM Notícias

Vítimas de pedofilia na Igreja Católica são indenizadas na França

Padre durante celebração de missa
Padre durante celebração de missa

Um grupo de 190 vítimas de pedofilia na Igreja recebeu uma compensação financeira, na França, até 1° de março deste ano. A informação foi revelada no primeiro relatório anual da Autoridade Nacional Independente de Reconhecimento e Reparação (Inirr, na sigla em francês), divulgado nesta quinta-feira (9).

O valor médio das indenizações é de € 37 mil, sendo a reparação máxima fixada pela Inirr em € 60 mil. Cerca de 80% das decisões são superiores a € 20 mil.

Ao todo, 1.186 vítimas entraram em contato com a instituição, principal órgão responsável pelas indenizações por atos de pedofilia na Igreja na França, criado em 24 de fevereiro de 2022. Até agora, 201 pessoas obtiveram uma decisão por parte da Inirr, após o tratamento e acompanhamento de cada caso. De acordo com o órgão, 68% dessas vítimas são homens, com mais de 60 anos, agredidos sexualmente quando tinham entre 6 e 15 anos.

O relatório da Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja (Ciase, na sigla em francês), publicado em 5 de outubro de 2021, relatou 330 mil vítimas de violência sexual cometida por membros da Igreja na França entre 1950 e 2020.

Para a Inirr, o reconhecimento da condição de vítima é tão importante quanto a compensação financeira. “A reparação total é difícil ou mesmo impossível”, explica Marie Derain de Vaucresson, presidente da instituição.

Cerca de 500 solicitações foram apresentadas à Inirr apenas nos seus três primeiros meses de atividade, com o ritmo se desacelerando gradualmente.

Quanto à natureza da violência sexual, 60% das situações estudadas pelo colégio Inirr, formado por 12 voluntários, dizem respeito a um ou mais estupros. E 58% das situações submetidas à análise duraram muitos anos: 21% duraram mais de 5 anos. Já para 54% das vítimas, a violência sexual começou entre 11 e 15 anos de idade.

Além disso, 24% das violências sexuais “ocorreram em ambiente escolar (incluindo internatos)”, 17% em catequese e 16% em movimentos juvenis. “No relatório da Ciase, havia, em grande parte, crianças em período de pré-puberdade”, destaca Vaucresson.

A Inirr também oferece às vítimas uma “reparação simbólica: mediação restauradora, arteterapia, bibliocriatividade”, entre outras, acrescenta a presidente da instituição.

A hipnoterapeuta Laure de Balincourt presta serviço de apoio e acompanhamento às vítimas desde a criação da Inirr. “O sofrimento é único, você tem que se adaptar, essa é a base! Uma pessoa traumatizada nunca para de se adaptar ao mundo, o processo de reparação, portanto, passa pela inversão desse processo […] vamos pensar a história com a pessoa e pôr ordem no seu caos”.

Hugues de Villepin não quer contar em detalhes a violência sexual que sofreu: “Eu tinha 10 anos, tentei falar sobre isso, não acreditaram em mim”.

Desde maio ele é acompanhado por um profissional de apoio da Inirr, que o ajuda a verbalizar e escrever sobre a agressão que sofreu.

Devido ao pequeno número voluntários e o longo período de processo, as vítimas que procuram a Inirr chegam a esperar um ano antes de serem atendidas pelos profissionais de apoio.

Fonte: G1

Igreja Evangélica da Alemanha perdeu mais de 380 mil membros em 2022

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

Os números mais recentes de membros da principal linha protestante da Alemanha, a Evangelische Kirche Deutschland (Igreja Evangélica da Alemanha, EKD) confirmam seu declínio.

A perda de filiação dos últimos anos só se acelerou em 2022, com 380 mil saídas da EKD – um aumento de 35,7% em relação a 2021.

É a primeira vez que o número de membros da EKD que morreram ao longo do ano (365.000) não é superado por aqueles que deixam a Igreja ativamente. Em 2021 os que morreram foram 360.000, e os que deixaram a igreja foram 280.000 membros.

O aspecto positivo das estatísticas é que o número de batismos (principalmente de bebês) cresceu para 165.000 em 2022, um aumento de mais de um terço em relação ao ano anterior, voltando aos níveis pré-pandêmicos.

A contagem final mostra que a Igreja Evangélica da Alemanha perdeu 575.000 pessoas em 2022, 2,9% de seus membros.

A Igreja Evangélica da Alemanha tem agora 19,1 milhões de membros, cerca de 23% da população alemã. Em 2022 tinha 19,7 milhões, e em 2007, a Igreja tinha 24,8 milhões de membros.

A Igreja Católica Romana na Alemanha tem um número maior de membros, apesar de também passar por uma crise profunda. Cinco anos atrás, as duas maiores igrejas institucionais ainda representavam mais da metade da população alemã.

Mudanças na liderança para interromper o declínio

Como em todos os anos anteriores, a direção da Igreja Evangélica da Alemanha lamentou os números negativos e disse que trabalharia mais para mudar a tendência. A chefe da Igreja Protestante Alemã, Annette Kurschuss, defendeu o papel da igreja principal: “Sem o cuidado pastoral e a diaconia, e sem o culto e as ofertas congregacionais nas cerca de 20.000 igrejas e capelas, o clima social seria diferente”.

Kurschuss foi eleita em 2021, quando a crise de adesão já era uma realidade alarmante para a Igreja Evangélica da Alemanha. Alguns meses antes, outra mulher, a estudante de teologia de 25 anos, Anne-Nicole Heinrich, foi eleita presidente do sínodo da Igreja.

Alemanha é um dos menos religiosos do mundo

Alemanha, berço da Reforma Protestante, é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias, abaixo apenas da China nesse quesito. O apontamento é de uma pesquisa da Statista Global Consumer Survey.

Segundo a Medien Magazine, pessoas de oito países foram questionadas sobre suas crenças religiosas. De acordo com isso, a religião tem a maior influência sobre a população da Índia.

Segundo a pesquisa, 23% da população alemã se descreve como não religiosa. Onze por cento dizem que ser ateus. 

Uma teologia liberal

Em contraste com as igrejas evangélicas livres (incluindo batistas, pentecostais, carismáticos, irmãos e outros), o ensino na maioria das igrejas e seminários da EKD é teologicamente liberal. A frequência à igreja entre os membros da EKD também é muito menor do que entre os cristãos evangélicos livres.

Segundo uma pesquisa de 2019, 33% dos membros da Igreja “não acreditavam em Deus”. Uma pesquisa da Pew Research também descobriu que mais protestantes auto-identificados na Alemanha acreditam em astrologia (33%) e reencarnação (24%) do que aqueles que oram diariamente (9%).

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Governo da Nicarágua fecha duas universidades cristãs

Universidade Juan Pablo II, na Nicarágua. (Foto: Reprodução)
Universidade Juan Pablo II, na Nicarágua. (Foto: Reprodução)

O governo ditatorial da Nicarágua ordenou o fechamento de duas universidades ligadas à Igreja Católica, na terça-feira (7), acusando-as de “descumprimento” das leis. A decisão ocorre em um contexto de perseguição e detenção de religiosos no país pelo regime de Daniel Ortega.

O Ministério do Interior publicou no jornal oficial La Gaceta a dissolução da Universidade Juan Pablo II. A instituição possui unidades em Manágua e em outras quatro cidades. A Universidade Autônoma Cristã da Nicarágua (Ucan), com operação em León e outras cinco cidades, também foi fechada.

Segundo a resolução assinada pela ministra do Interior, María Amelia Coronel Kinloch, o cancelamento foi decretado “por descumprimento de suas obrigações decorrentes das leis que as regulam”. O documento destaca ainda que as universidades dificultaram “o controle e fiscalização da Direção-Geral de Registo e Controle de Entidades Sem Fins Lucrativos”,

O Ministério do Interior indicou ainda que as autoridades da Universidade Juan Pablo II “não reportaram demonstrações financeiras para o período de 2021 a 2022” e que o conselho de administração expirou desde 17 de agosto de 2020. Sobre a Ucan, o governo argumentou que a instituição “não reportou demonstrações financeiras relativas ao período de 2020 a 2022” e que o conselho de administração tinha caducado desde 11 de outubro de 2022.

Ambas terão de entregar ao Conselho Nacional de Universidades (CNU) toda a “informação sobre alunos, docentes, carreiras, planos de estudos, bases de dados de matrículas e habilitações (Registo Acadêmico)”, segundo a resolução apresentada na terça-feira (7).

Fonte: Comunhão

Somália é o segundo país mais perigoso para cristãos

Na Somália, muitos vivem em comunidades nômades e não aceitam cristãos. (Foto: Portas Abertas)
Na Somália, muitos vivem em comunidades nômades e não aceitam cristãos. (Foto: Portas Abertas)

A Somália é um dos países mais pobres e frágeis do mundo. Mais de dois terços dos somalis vivem em pobreza extrema e o país, que fica na região conhecida como Chifre da África, tem um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo. Além da grave crise humanitária, com destaque para a fome, a Somália é o segundo país mais perigoso para um cristão viver segundo a Lista Mundial da Perseguição 2023.

Vários fatores contribuem para a crise que afeta toda a população somali: oportunidades econômicas limitadas, conflitos internos, o clima quente e seco e desastres naturais. A instabilidade administrativa também é um agravante. Clãs somalis disputam poder e territórios há anos.

Com a queda de um dos governos mais duradouros que o país teve, em 1991, disputas sangrentas tomaram o país, causando inúmeras mortes e deslocados internos. Nem mesmo órgãos internacionais, como a ONU, conseguiram ajudar a Somália a formar um governo centralizado.

A perseguição

Apenas esse contexto já gera desafios para a comunidade cristã, no entanto, a perseguição de grupos extremistas muçulmanos e dos clãs é o que mais limita e prejudica as igrejas locais. De acordo com o Artigo 2 da Constituição do país, “o islã é a religião oficial do Estado; nenhuma outra religião além do islamismo pode ser propagada no país”.

Os cristãos que vivem nas áreas rurais são os mais vulneráveis, pois essas regiões estão fora do controle do governo. Nesses territórios, grupos extremistas, como Al-Shabaab, assassinam líderes cristãos. O objetivo é eliminar a presença cristã na Somália. Não há qualquer tipo de proteção para os cristãos contra esses ataques.

A força dos extremistas cresceu com a instabilidade política. A Somália se tornou um centro para atividades de militantes, incluindo as cortes islâmicas, que usam a sharia (conjunto de leis islâmicas) como critério para julgamentos. Isso prejudica especialmente os cristãos de origem muçulmana, considerados traidores por causa da conversão a Jesus.

No interior do país, a força dos clãs também é maior. Por isso, apenas a suspeita de conversão ao cristianismo é suficiente para que os anciãos e familiares monitorem cada passo do indivíduo. Os poucos cristãos que sobreviveram no país vivem a fé de maneira secreta e, quando descobertos, enfrentam um nível extremo de violência.

Fonte: Portas Abertas

Ataque a tiros em igreja deixa 8 mortos na Alemanha

Carro da polícia (Foto: Canva Pro)
Carro da polícia (Foto: Canva Pro)

Um tiroteio em um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, em Hamburgo, na Alemanha, deixou ao menos oito pessoas mortas, incluindo o atirador, na noite desta quinta-feira (9).

O caso aconteceu por volta das 21h no horário local (17h de Brasília) e há “um ou mais atiradores desconhecidos”, disse a polícia de Hamburgo em um comunicado.

Um porta-voz da polícia declarou que as autoridades estão investigando se o atirador está entre as várias pessoas encontradas mortas no prédio.

“Não temos indícios de um suspeito em fuga”, explicou o porta-voz, acrescentando que os investigadores têm “indicações de que alguém pode ter estado no prédio e pode até estar entre os mortos”.

As ruas ao redor da igreja foram isoladas e a polícia alertou sobre “perigo extremo” na área, acrescentou o porta-voz.

Não há “nenhuma informação confirmada sobre o motivo do crime”, revelou a polícia no Twitter, ao pedir às pessoas que não compartilhem suposições não confirmadas.

Segundo o representante, a polícia está tratando o tiroteio como um acidente isolado.

O prefeito de Hamburgo, Peter Tschentscher, expressou sua “mais profunda simpatia” pelos parentes das vítimas, chamando os relatos do incidente de “chocantes” no Twitter.

Fonte: CNN

Nikolas Ferreira é acusado de transfobia após discurso polêmico na Câmara dos Deputados

Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Nesta quinta-feira (09), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), usou as redes sociais para se defender das acusações de transfobia após utilizar uma peruca em discurso na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (08), em um discurso que gerou grande repercussão e dividiu opiniões.

O deputado federal disse, na nota, que a intenção foi alertar a sociedade sobre a redução do espaço das mulheres em razão da inserção de pessoas trans nos esportes. Ele salienta ainda que “não houve, em momento algum da fala, o crime de transfobia ou discurso de ódio, mas sim o direito constitucional do parlamentar em expressar opinião sobre um determinado tema”.

“Defendi o direito das mulheres de não perderem seu espaço nos esportes para trans – visto a diferença biológica – e de não ter um homem no banheiro feminino. Não há transfobia em minha fala. Elucidei o exemplo com uma peruca (chocante). O que passar disso é histeria e narrativa”, disse o deputado.

Sobre as notícias divulgadas a respeito do pedido de cassação de seu mandato por parte do PSB, Nikolas Ferreira diz que não recebeu qualquer notificação. O parlamentar afirma que, com tranquilidade, aguarda já que entende que não cometeu crime.

Entenda a polêmica

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), causou polêmica nesta quarta-feira (08/3), ao discursar na tribuna da Câmara usando uma peruca loira para ironizar as mulheres transexuais.

Foto: Reprodução

“Hoje, no Dia Internacional das Mulheres, a esquerda disse que eu não poderia falar, pois eu não estava no meu local de fala. Então, solucionei esse problema. Hoje, eu me sinto mulher. Deputada Nikole”, afirmou.

No discurso, o parlamentar disse as mulheres biológicas estão perdendo espaço. “Tenho algo aqui muito interessante para poder falar. As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. E para vocês terem ideia do perigo de tudo isso, vocês podem perguntar, qual o perigo disso, deputada Nikole. Sabe por quê? Por que eles estão querendo colocar uma imposição de uma realidade que não é a realidade”.

Nikolas levantou ainda a hipótese de ser preso devido a sua postura. “Eu, por exemplo, posso ir para a cadeia, deputado, caso seja condenado por transfobia. E por quê? Por que xinguei, pedi pra matar? Não. Pois no Dia Internacional das Mulheres, há dois anos, eu parabenizei as mulheres XX. Ou seja, é uma imposição. Ou você concorda com o que eles estão dizendo, ou caso contrário você é um transfóbico, homofóbico e preconceituoso”.

Fonte: Fuxico Gospel e Comunhão

Silas Malafaia defende pastor americano que disse que homossexuais vão para o inferno

Pastor Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo
Pastor Silas Malafaia pregando na sua igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), defendeu a liberdade de culto do pastor norte-americano David Eldridge, que está sendo investigado por LGBTfobia, após pregar que “todo homossexual tem uma reserva no inferno”, no Congresso Geral da União de Mocidades das Assembleias de Deus de Brasília (UMADEB).

A pregação ocorreu durante um dos dias do evento, que aconteceu no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília/DF, no Carnaval, em fevereiro. O trecho desta pregação chegou a viralizar em várias mídias sociais com muitos xingamentos vindos dos internautas.

Como resultado, um inquérito para apurar o caso foi aberto pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) da Polícia Civil do Distrito Federal.

No culto do último domingo (05/03), Silas Malafaia defendeu o pastor Eldridge. Silas citou o artigo 5º da Constituição para lembrar aos fiéis que o pastor estava coberto por ela, e por essa razão, não deveria ser investigado por qualquer fala feita durante o congresso em questão.

Em seguida, Malafaia leu 1º Coríntios 6.10-11 para confirmar que a fala do pregador norte-americano teve respaldo bíblico.: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”.

“Isso é: essa cambada toda aqui vai para o inferno. Eu não ponho ninguém no céu, e não ponho ninguém no inferno. É a Bíblia, o livro que eu creio que, segundo minha convicção religiosa, é quem diz quem é que vai para o inferno”, pregou Silas.

Segundo o pastor, o versículo bíblico é claro ao dizer que efeminados e sodomitas vão para o inferno. Em sua visão, são os homens que têm relações com outros homens.

O pastor também pregou Apocalipse 21.8 que diz: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”.

Malafaia prossegue dizendo que as pessoas podem denunciá-lo ao Ministério Público por essas falas, mas afirmou que está baseado no artigo 5º, incisos 4, 6 e 8. “Não tem ministro do STF, não tem senador, não tem deputado, não tem governador e nem presidente, ninguém neste país pode impedir a pregação religiosa da nossa convicção”, declara.

Assista:

Fonte: Portal do Trono

China exige registro online para cristãos participarem de cultos

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

Cristãos na província de Henan, na China, terão que se registrar online e receber autorização do governo para participar de cultos.

Segundo a China Aid, a nova regra foi imposta pelo departamento religioso provincial, mas sem nenhuma base legal.

A partir de agora, os moradores que quiserem participar de qualquer atividade religiosa deverão preencher um formulário no aplicativo “Smart Religion” para frequentar igrejas, mesquitas e templos budistas.

No app, os moradores precisam preencher informações pessoais, incluindo nome, número de telefone, número de identificação, residência permanente, ocupação e data de nascimento.

Aos que receberem permissão do governo, também terão sua temperatura medida e deverão apresentar um código do registro feito no aplicativo.

Quando questionados sobre como os cristãos idosos, que não sabem acessar aplicativos, irão se registrar, as autoridades afirmaram que uma equipe os ajudaria.

De acordo com cristãos locais, o número de frequentadores nas igrejas em Henan diminuíram devido ao complicado procedimento.

O aplicativo “Smart Religion” foi desenvolvido pela Comissão de Assuntos Étnicos e Religiosos da Província de Henan e foi lançado oficialmente em algumas partes da província.

O app conta com tecnologias para vigilância precisa, como big data, inteligência artificial e mapas.

A China Aid denunciou que a nova medida do governo comunista não tem o objetivo de proteger os direitos religiosos dos moradores, mas para ser usada com fins políticos.

A situação para a Igreja na China teve uma piora desde o ano passado. O país subiu uma posição na Lista Mundial da Perseguição em 2023, passando do 17º para o 16º lugar.

Isso significa que mais cristãos estão sendo presos, torturados e hostilizados por causa de sua fé. O Partido Comunista da China (PCC) está se tornando cada vez mais totalitário.

Conforme os críticos, o intenso controle das pessoas por parte das autoridades através de monitoramento de alta tecnologia não passa de “medo de perder o poder político”.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Igreja Deus é Amor pode estar envolvida em possível estelionato

Igreja Deus É Amor
Igreja Deus É Amor

A Igreja Pentecostal Deus é Amor, uma das maiores igrejas evangélicas do Brasil, está sendo acusada por um ex-integrante de comprar um imóvel com o dinheiro de ofertas de fiéis e depois revendê-lo para a própria instituição por R$ 4 milhões.

O advogado Francisco Tenório, ex-membro da instituição religiosa, fez a denúncia ao The Intercept Brasil.

De acordo com o relato de Tenório, a Igreja Deus É Amor fez campanha para pedir ofertas aos seguidores durante seus cultos para comprar um imóvel onde funciona um templo da igreja, localizado na avenida Mateo Bei, 2567, no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo.

O prédio foi adquirido no dia 17 de janeiro de 2000, por R$ 350 mil e registrado em nome de David Oliveira de Miranda (filho do pastor David Martins de Miranda, líder e fundador da Deus é Amor, morto em 2015) e de sua então esposa, Raquel Borges de Miranda, conforme registra a escritura.

Entretanto, sete anos depois, em dezembro de 2017, após a separação do casal, o imóvel foi vendido novamente à Deus é Amor por R$ 4 milhões, como comprova o registro do cartório. Segundo Tenório, ele assinou um termo de compromisso de compra como testemunha.

“O imóvel foi comprado com dinheiro de ofertas para ser uma sede regional. E a igreja dizia que era um templo próprio. Eles ‘venderam’ o templo próprio para a própria Deus é Amor por R$ 4 milhões. Foram R$ 2 milhões para o David Filho e R$ 2 milhões para a Raquel Borges. Eu assinei um termo de compromisso de compra, como testemunha, com a data de 6 de dezembro de 2016”, afirmou Tenório, hoje consultor de instituições religiosas e autor do livro “O Direito da Igrejas” (edição independente). Ele explicou que não ficou com cópia do documento de compra do imóvel.

“Como esse bem foi incorporado ao patrimônio do David Filho, em 2000, isso configura estelionato, pois o bem foi adquirido com dinheiro da igreja e o próprio missionário David Miranda dizia que era templo próprio da instituição. Mas pôs no nome do filho para proteger a família”, afirmou o advogado.

David Oliveira de Miranda, ou David Filho, não integra mais os quadros da Deus é Amor. Desde 2017, possui a sua própria denominação, a Igreja Pentecostal Santificação no Senhor, no bairro do Brás, na região central de São Paulo.

Francisco Tenório contou que assinou o documento de preferência de compra do imóvel como testemunha quando estava na sede da igreja à espera de uma reunião. “Eu assinei lá na hora porque não tinha outra pessoa, e eles não queriam chamar os membros que trabalham no prédio nem empregados, para que ninguém soubesse. Esse contrato ia ser levado para o cartório de registro de imóveis para passar para o nome da igreja em definitivo”, detalhou.

“Depois da reunião, a Ereni Miranda, presidente da igreja e viúva de David Miranda, pediu para eu aguardar. E o próprio David Filho veio me cumprimentar. Eles queriam ver minha cara”, contou.

“Eu era apenas um membro, mas tinha boa relação com a direção, e era próximo da cúpula”, explicou. Depois de ter se desligado da igreja, em 2004, ele atuou também como advogado de Sérgio Sora, ex-pastor e ex-vice-presidente da denominação, que foi casado com Leia Miranda, também filha do fundador David Miranda.

O Intercept enviou à Igreja Pentecostal Deus é Amor na sexta-feira, 3, uma série de questões sobre as denúncias apresentadas. Não houve resposta até o fechamento da reportagem.

Fonte: The Intercept Brasil

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