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Crescem os casos de perseguição religiosa no Quirguistão

Bandeira do Quirquistão
Bandeira do Quirquistão

O Quirguistão faz parte da Lista de Países de Observação na Ásia Central. Nas últimas semanas, recebemos relatos de novos casos de perseguição na região.

As cristãs Jena* e Relinda* são irmãs e vivem em um pequeno vilarejo no Quirguistão. Desde que os vizinhos descobriram a conversão delas ao cristianismo, começaram a persegui-las.

Relinda é casada com um cristão que tem ajudado as irmãs nesse momento de grande pressão. Há algumas semanas, os vizinhos proibiram que as pessoas falassem com eles e ameaçaram incendiar a casa deles. Eles também estão sendo difamados em chats das redes sociais com falsas informações diariamente.

Os vizinhos estão tentando expulsá-los do vilarejo de todas as formas. Eles afirmam que os cristãos são uma desgraça para a comunidade local. Parceiros locais da Portas Abertas estão acompanhando a família, mas acreditam que eles não aguentarão permanecer no vilarejo por muito tempo.

Expulsa de casa

A cristã Riana também está sob perseguição, no entanto, diferente de Relinda, o marido dela é um muçulmano radical que não crê em Jesus. Ela tem quatro filhos, dois adultos e duas crianças, e está abalada pelas constantes investidas do marido contra ela, com calúnias e agressões, por causa da fé em Jesus. Ela contou que está difícil continuar vivendo dessa forma.

O iman, líder islâmico local, foi à casa de Riana há algumas semanas e exigiu que ela renunciasse à fé em Jesus diante de toda a família. Ela se recusou e foi expulsa de casa com os dois filhos que ainda são menores de idade.

Riana não teve tempo de juntar as roupas ou outros pertences. Saiu apenas com os próprios documentos e sem perspectiva de um lugar para ficar, pois não há casas disponíveis para aluguel na região.

Quando estava sem esperança alguma, a igreja local a encontrou e providenciou um abrigo para a cristã. Quando os parentes descobriram isso, foram atrás de Riana para ameaçar tomar os dois filhos. Os irmãos mais velhos foram ameaçar os pequenos avisando que estão observando-os.

A filha mais nova de Riana está reclusa e deprimida. O filho mais velho também se fechou e não está conversando com ninguém. O objetivo de Riana agora é alugar um apartamento e começar uma nova vida com os filhos. Os cristãos perseguidos no Quirguistão precisam de ajuda em oração para que permaneçam firmes em Jesus. Ore fervorosamente por eles.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Nova lei ameaça segurança de cristãos na Colômbia

Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)
Cristãos na Colômbia (Foto: Reprodução)

Autoridades iniciaram a discussão de um novo projeto de lei que pretende isentar a intervenção policial em “assuntos inconstitucionais” na Colômbia. O objetivo da medida é diminuir a crise penitenciária do país que está com diversas prisões superlotadas, o que viola os direitos humanos.

Apesar do objetivo plausível, o caminho para alcançá-lo preocupa os cristãos, pois alguns grupos pretendem usar a nova medida para garantir a impunidade em casos de perseguição aos cristãos.

A proposta revoga como crimes do Código Penal da Colômbia os artigos 201 a 203, que incluem violação da liberdade de religião; impedir ou perturbar cerimônias religiosas e danos ou lesões a pessoas enquanto realizam cultos.

Crise de impunidade

Ou seja, se aprovada, a pequena base legal que cristãos tinham para se defender quando atacados ou perseguidos será extinta. Com isso, crimes que violam a liberdade religiosa poderão ficar impunes. O governo justifica a decisão afirmando que o número de denúncias desses crimes é muito pequeno.

Um pesquisador da Portas Abertas, no entanto, analisou a situação e afirma que “garantir benefícios para perseguidores aumenta o problema da impunidade. Muitos dos crimes relacionados à perseguição religiosa não podem ser denunciados. Pastores e líderes que já enfrentam insultos, calúnias e pressão em silêncio, agora estarão desemparados pela justiça. A decisão é arriscada e pode gerar o aumento de ataques físicos, verbais e emocionais contra cristãos sem nenhum tipo de punição”.

A lei ainda está em análise. Os cristãos perseguidos na Colômbia contam com nossas orações para que a melhor decisão tanto para resolver a crise penitenciária quanto para frear a perseguição religiosa seja tomada.

Fonte: Portas Abertas

Maioria diz que não precisa acreditar em Deus para levar uma vida moral ou ter bons valores, mostra estudo

Pessoas caminhando nas ruas (Foto: Reprodução)
Pessoas caminhando nas ruas (Foto: Reprodução)

Um novo estudo mostra que a maioria dos adultos em 16 países diz que não é necessário acreditar em Deus para levar uma vida moral ou ter bons valores.

A Pesquisa Global de Atitudes do Pew Research Center descobriu que a maioria dos entrevistados disse que “não é necessário acreditar em Deus para ser moral e ter bons valores”.

Entre os entrevistados estão pessoas da Austrália (85%), Canadá (73%), Estados Unidos (65%), Suécia (90%), França (77%), Reino Unido (76%), Malásia (22%), Holanda (76%), Cingapura (54%), Espanha (74%), Bélgica (69%), Israel (50%), Itália (68%), Alemanha (62%), Grécia (60%), Hungria (63%) e Polônia (67%).

A Malásia foi o único país onde a maioria dos entrevistados (78%) disse que é necessário acreditar em Deus para ser moral.

Os israelenses estavam quase igualmente divididos sobre se a crença em Deus é necessária para ser moral, com 47% dizendo que é necessário e 50% dizendo que não é.

Entre os protestantes dos EUA, o número foi dividido igualmente sobre a crença de que acreditar em Deus era necessário para viver uma vida moral, com 49% dizendo que é e 49% dizendo que não é.

Cerca de 69% dos protestantes brancos não evangélicos disseram que não é necessário acreditar em Deus para viver uma vida moral, enquanto cerca de 59% dos protestantes negros e 57% dos protestantes evangélicos brancos têm a opinião oposta.

Entre os católicos, 63% disseram que não é necessário acreditar em Deus para viver uma vida moral.

A pesquisa também analisou a crença pelas lentes da política.

Os resultados mostram que os democratas e aqueles que se inclinam para a esquerda são mais propensos do que os republicanos e aqueles que se inclinam para a direita a pensar que uma crença em Deus não é necessária para viver uma vida moral, com 71% e 59% dizendo que não é necessário, respectivamente.

Para outros países pesquisados fora dos EUA, “as pessoas que se colocam na esquerda política são mais propensas do que aquelas na direita política a dizer que a crença em Deus não é necessária para ter bons valores”, disse a pesquisa.

Os americanos com menos de 50 anos também pareciam menos propensos do que os americanos mais velhos a dizer que acreditar em Deus é necessário para viver uma vida moral.

Uma diferença de pontos de vista entre os filiados religiosos e os não afiliados religiosos sobre a necessidade de uma crença em Deus para viver uma vida moral com bons valores se estendeu por todos os países pesquisados, embora em todos os casos, exceto um, as maiorias pertencentes a ambos os grupos não pensassem que a crença em Deus era um requisito para alcançar tal vida.

A diferença entre a parcela dos religiosos não filiados que viam a crença em Deus como desnecessária para uma vida moral com bons valores e os filiados religiosos que concluíram o mesmo variou de 37 pontos percentuais na Grécia a 10 pontos percentuais na Suécia.

A parcela de entrevistados afiliados religiosos que consideravam a crença em Deus necessária para alcançar uma vida moral com bons valores variou de 49% em Cingapura a 86% na Suécia.

A porcentagem de entrevistados sem filiação religiosa que disseram o mesmo variou de 76% em Cingapura a 97% na Austrália.

A Pesquisa Global de Atitudes é baseada em respostas coletadas de 3.581 adultos nos Estados Unidos de 21 a 27 de março de 2022 e 18.782 adultos de outros 16 países de 14 de fevereiro a 3 de junho de 2022.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Pastores são condenados a 21 anos de prisão por morte de adolescente

Cadeia
Cadeia

Os pastores Fernando Aparecido da Silva e Joel Macedo foram condenados a 21 anos de prisão pelo assassinato de Lucas Vargas Terra, adolescente que foi estuprado, morto e teve o corpo carbonizado há 22 anos em Salvador.

O julgamento começou na terça-feira (25) no Fórum Ruy Barbosa, no centro da capital baiana, e durou três dias. Na noite de quinta-feira (27), foi divulgado o veredito do tribunal do Júri que considerou culpados os dois pastores, que pertencem à Igreja Universal do Reino de Deus.

Fernando Aparecido da Silva e Joel Macedo foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.

Procurados na quinta e sexta, os advogados dos pastores, Nestor Nerton Fernandes Távora Neto e Nelson da Costa Barreto Neto, ainda não se manifestaram sobre a condenação. Os pastores condenados ainda podem recorrer da decisão e seguem em liberdade.

Durante o processo, os dois acusados negaram os crimes.

Nos últimos três dias, testemunhas e réus foram ouvidos durante o julgamento conduzido pela juíza Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto. Sete jurados acompanharam as oitivas e foram os responsáveis pelo veredito nesta quinta-feira.

Este é a segunda vez que os dois pastores são julgados pelo caso. O primeiro julgamento aconteceu em novembro de 2013 e ambos foram inocentados em decisão monocrática.

A família de Lucas Terra recorreu da sentença e, dois anos depois, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu que eles deveriam ir a júri popular.

Lucas Terra tinha 14 anos e era frequentador da Igreja Universal do Reino de Deus quando crime aconteceu, em março de 2001.

Na época, as investigações apontaram que o estudante tinha sido visto pela última vez em um templo da Igreja Universal do Reino de Deus, no bairro do Rio Vermelho, conversando com um pastor.

A acusação aponta que o adolescente teria sido abusado sexualmente após ter flagrado os então pastores Joel e Fernando tendo relações sexuais. Após o estupro, ele teria sido colocado em um caixa de madeira e queimado vivo em um terreno baldio na avenida Vasco da Gama com o auxílio do também pastor Sílvio Galiza.

Lucas Terra, vítima dos pastores Foto: Reprodução

Galiza foi o primeiro suspeito por participação no crime a ser identificado. Ele foi julgado em 2004 e condenado a 23 anos de prisão. Depois, a pena foi reduzida para 18 anos -dos quais ele cumpriu 7 em regime fechado.

Já na prisão, em 2007, Galiza afirmou que os pastores Joel Miranda e Fernando Aparecido da Silva tiveram envolvimento no crime.

Fernando Aparecido da Silva chegou a ser preso em 2008 pela Polícia Civil de Pernambuco em uma operação em parceria com a polícia baiana. Meses depois, foi liberado para responder à acusação em liberdade.

Em nota divulgada antes do veredito, a Igreja Universal do Reino de Deus destacou o “comportamento irretocável” dos pastores e informou que “está completamente convicta” quanto à inocência de ambos.

“A Universal reforça que continua acreditando na Justiça brasileira e tem a convicção de que será restabelecida a justa decisão à época da juíza de 1ª instância, de não os levarem a júri popular, por absoluta ausência de provas contra os mesmos”, informou.

Até a realização do julgamento, Fernando Aparecido da Silva e Joel Macedo seguiam atuando como pastores da Universal nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Fonte: MSN

Cristãos realizam culto em igreja sem teto e queimada, na Nigéria

Culto na igreja queimada por militares Fulani. (Foto: Reprodução/International Christian Concern)
Culto na igreja queimada por militares Fulani. (Foto: Reprodução/International Christian Concern)

Uma comunidade agrícola cristã esteve reunida em oração, na Semana Santa, após ter sido atacada por militantes na Páscoa em 2021 e 2022, na Nigéria. A comunidade de fé está localizada no estado de Plateau, no centro-norte do país, que ocupa a 6ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023, que elenca os 50 países onde é mais difícil para o seguidor de Jesus viver.

Entre adultos, crianças e idosos, cerca de 300 pessoas participaram do culto de celebração, que aconteceu em uma igreja queimada e sem teto. Este ano, os militantes não atacaram a aldeia. “Os militantes Fulani queimaram nossa igreja e nossas casas, incluindo a casa do pastor”, relembrou um líder da igreja após o culto.

Em 2021, os agressores queimaram mais de 500 casas em um vilarejo, onde morava cerca de dois mil cristãos. Eles foram deslocados para a cidade de Jos, como também para a área principal de Miango.

Em 2022, quando houve novo ataque dos militantes, destruíram mais casas e plantações na aldeia. “Perdemos tudo na comunidade e o governo se recusou a ajudar porque somos cristãos”, revelou o líder da igreja.

Desafios enfrentados

O pastor contraiu hepatite e não conseguiu arcar com as despesas do hospital, mesmo recebendo ajuda de amigos e familiares. “Ainda estou em tratamento médico, mas sou apaixonado por pregar o Evangelho de Cristo”. Anteriormente, ele teve pneumonia devido ao frio.

Na pregação, o pastor leu o texto da passagem bíblica de Marcos 15. Ele encorajou os membros da congregação a perdoar os agressores por causa do sacrifício de Cristo por seus pecados.

A igreja precisa de ajuda para fazer reparos no telhado, reconstruir a casa do pastor. É necessário ainda capacitar as mulheres da aldeia. Muitas delas consideram difícil ajudar a igreja, porque os meios de subsistência foram destruídos. Após os ataques, o número de membros diminuiu a as contribuições financeiras foram afetadas.

“Enfrentamos constantes ameaças às nossas vidas, mesmo enquanto o gado Fulani pasta em nossas fazendas e destrói nossas plantações”, compartilhou uma líder da igreja, referindo-se à tensão entre a comunidade agrícola local e os criadores de gado da área.

Nos últimos anos, militantes atacaram mais de 45 comunidades cristãs agrícolas na Rigwe, em Plateau. Eles destruíram muitos edifícios, incluindo 13 igrejas do condado de Miango.

Comunhão com informações de International Christian Concern

Eli Soares gravará o DVD “Vida” durante show em BH

Eli Soares (Foto Reprodução)
Eli Soares (Foto Reprodução)

Eli Soares se apresentará, no dia 13 de maio, sábado, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, MG. Durante o show, o cantor e compositor gravará o seu novo DVD, chamado “Vida”.

O evento terá participação especial de quatro convidados: Alexandre Pires, Mumuzinho, Ed Motta e Felipe Vilela. “Estou realizando um grande sonho em gravar com quatro grandes cantores que eu admiro e respeito muito. A qualidade e excelência musical de cada um é inexplicável. Será emocionante ter a presença deles nesse dia louvando a Deus ao meu lado”, diz Eli Soares.

A escolha do local não foi em vão e é explicada pelo artista mineiro. “O Palácio das Artes faz parte da minha história. Na época que eu era office boy, sempre passava em frente a ele. Nunca imaginei que eu gravaria o projeto da minha vida nesse lugar tão especial, ainda mais aqui em Belo Horizonte, na minha cidade natal. Estou muito feliz e com o coração cheio de expectativas para esse projeto e tudo o que Deus vai fazer através dele”, afirma o cantor.

Projeto Vida

O projeto Vida terá seu início logo após a conclusão o projeto “Nós“, cujo último lançamento estreou nesta sexta-feira (28): a regravação do seu sucesso “Minha oração”, pela gravadora Universal Music.

O DVD “Vida” agrega músicas inéditas e sucessos consagrados dos seus mais de 12 anos de carreira, como “Me Ajude a Melhorar”, “Aonde Está Deus?”, “Promessa”, “Veraneio”, entre outros.

O show na capital mineira acontecerá às 20h do sábado, 13 de maio. Para participar, é necessário adquirir ingresso. Clique aqui para acessar!

Endereço: Av. Afonso Pena, 1537 – Centro, Belo Horizonte – MG, 30130-004.

Assista ao clipe de “Minha Oração”:

Fonte: Comunhão

PL das Fake News: relator nega censura de versículos da Bíblia

Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), é o relator do PL das Fake News (Foto: Câmara dos Deputados)
Deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), é o relator do PL das Fake News (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do PL das Fake News (PL 2630/20), decidiu deixar explícito no texto que as medidas não atingirão a liberdade religiosa.

O objetivo do relator é buscar consenso para aprovar o projeto que regulamenta a atividade de redes sociais do país.

Mesmo não tendo qualquer previsão de restrição religiosa, Orlando Silva frisou que não haverá interferência após parlamentares contrários à proposta disseminarem a informação falsa sobre a possibilidade de vedação a versículos bíblicos.

Em um vídeo gravado ao lado do deputado Cezinha da Madureira (PSD-SP), ex-coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como bancada evangélica, Orlando afirmou que “a Bíblia é intocável”. Segundo o relator, a ideia é alterar trechos do projeto que falam de discurso de ódio. O objetivo é evitar qualquer interpretação que possa dificultar a livre prática religiosa. O texto deve ser votado pelo plenário da Câmara na próxima semana.

“A Bíblia é um livro intocável, não se pode mexer com esse assunto que tem a ver com a fé, a crença e a cultura brasileira. É do brasileiro o respeito à Bíblia. É fake news imaginar que se possa mexer com o texto sagrado”, declarou o deputado do PCdoB.

O relator do projeto de lei afirmou ainda que a liberdade religiosa já é garantida pela Constituição e que o texto que regulamenta as redes não vai alterar isso.

Além disso, logo em seu primeiro artigo da versão mais recente do relatório, Orlando inclui que as vedações e condicionantes previstos na lei não irão restringir o ” livre desenvolvimento da personalidade individual, à livre expressão e à manifestação artística, intelectual, de conteúdo satírico, religioso, político, ficcional, literário ou qualquer outra forma de manifestação cultural”.

Mudanças no texto

Reforçando que a “Bíblia é intocável”, Orlando anunciou que vai mudar o texto do relatório para deixar isso ainda mais explícito.

“A reunião (com a bancada evangélica) indicou que temos que trabalhar um texto que deixe explícito, não apenas o óbvio, que é a liberdade religiosa, mas que nós tenhamos cuidado com algumas palavras chave. Às vezes quando você fala de discurso de ódio, alguns interpretam que teria restrição a textos históricos, textos dogmáticos, textos religiosos e passagens da Bíblia. Não, não pode. A Bíblia é intocável”, explicou.

Após conversar com Orlando Silva, parte dos opositores adotaram outro tom em relação ao texto. Cezinha da Madureira aparece no vídeo com o deputado dizendo que o projeto vai garantir a “liberdade de expressão”.

“Inclusive a liberdade de expressão de fato está sendo garantida nesse projeto de lei, justamente nesse texto para não termos ativismo judicial”, declarou o deputado do PSD.

Cezinha disse ainda que trabalha para que o texto saia do Congresso de uma “forma que seja positiva para todos”.

Liberdade religiosa

Novo presidente da bancada evangélica, o deputado Eli Borges (PL-TO) afirmou que não houve acordo para votação. Borges foi ao Plenário nesta quinta-feira (27) criticar a proposta, que chamou de “PL da Censura”.

“A igreja, que não é partido político, diga-se de passagem, mas que tem a bandeira da família, tem a bandeira da vida, tem a bandeira da liberdade religiosa, não pode permitir que um PL seja mais forte no sentido de criminalizar a livre opinião”, disse.

Ele afirmou ainda que a bancada não está negociando votos, já que cada parlamentar tem autonomia no voto. “Não existe essa história que estão dizendo por aí de que a Frente Parlamentar Evangélica está negociando voto. A frente trabalha, luta e defende a sua base com todas as forças que tem, mas voto é uma questão individual. Nós queremos apenas que respeitem a nossa liberdade religiosa”, disse.

Esse grupo é contrário à criação de uma entidade autônoma para fiscalizar a aplicação da lei, que, entre outros pontos, obriga redes sociais, sites de busca e aplicativos de mensagem a sinalizar, eliminar ou diminuir o alcance de conteúdo denunciado como ilegal por usuários.

O deputado Pastor Marco Feliciano afirmou ainda que os deputados devem ficar mobilizados até o final da tramitação do projeto, inclusive no Senado. “Caso haja a modificação que nós queremos aqui nesta Casa, sabemos que o PL não termina aqui, porque ele nasce no Senado, então ele vai voltar para o Senado, e lá o texto pode voltar a ser como era”, disse.

Defesa

Nas redes sociais, o relator do projeto de lei das fake news destacou que mais de 100 entidades da sociedade civil já manifestaram apoio ao projeto. “Temos a necessidade de mudar o regime de responsabilidade das plataformas para combater as fake news e o discurso de ódio nas redes”, disse.

A aprovação da proposta foi defendida pelos deputados governistas. O deputado Welter (PT-PR) afirmou que as notícias falsas precisam ser combatidas em razão do custo social. “Isso não ajuda o povo brasileiro, isso dividiu as famílias brasileiras, isso dividiu o Parlamento brasileiro, isso dividiu a sociedade brasileira. A sociedade não suporta mais isso”, disse.

Para o deputado Ivan Valente (Psol-SP), a aprovação da proposta é fundamental para o Parlamento. “Nós precisamos acabar com a ideia de distorcer a verdade e de inverter a narrativa com base em mentiras produzidas por impulsionamento em massa nas redes sociais, o que foi denunciado em 2018”, disse. Ele afirmou ainda que é preciso coibir crimes realizados por meio da internet. “Ninguém quer limitar a opinião de qualquer pessoa que seja, mas não pode haver a liberdade de praticar crimes”, disse.

Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), a organização de ataques às escolas por redes sociais impulsionou a necessidade de legislação específica. “Querem permitir que continue nas redes esta barbárie, inclusive com neofascistas fazendo ataque e implantando o terror nas redes sociais? Isso não pode”, destacou.

Entre os principais pontos previstos estão a responsabilização das plataformas por conteúdo ilegal disseminado em seus meios, a determinação de que relatórios de transparência sejam divulgados semestralmente e a criação de um entidade autônoma para fiscalizar o cumprimento das determinações. O PL também estabelece o “dever de cuidado”, que determina que as plataformas, antes mesmo de serem notificadas, fiscalizem os conteúdos veiculados em suas redes para impedir propagação de conteúdo ilegal.

Fonte: O Globo e Agência Câmara de Notícias

Mais de 80 cristãos são mortos em 10 dias de terror no Congo

Os esforços de grupos terroristas para islamizar a República Democrática do Congo têm levado cristãos à morte no país. (Foto: World Watch Monitor)
Os esforços de grupos terroristas para islamizar a República Democrática do Congo têm levado cristãos à morte no país. (Foto: World Watch Monitor)

A Igreja na República Democrática Oriental do Congo (RDC) está enfrentando uma batalha contínua do terrorismo perpetrado pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF), um dos vários grupos armados operando em toda a região, que se comprometeu a matar mais cristãos em nome de Alá.

Nos últimos dez dias, mais de 80 pessoas foram mortas e centenas foram sequestradas pelo grupo extremista ADF, que alega ter aliança com o Estado Islâmico, na província de Kivu do Norte.

Durante décadas, o ADF tem promovido assassinatos, mutilações, sequestros e forçado deslocamentos de milhões de pessoas em Kivu do Norte, apesar da presença de forças de paz, bem como tropas locais e regionais na região conturbada.

Em um comunicado, o vigário da paróquia de Babwisi, onde dezenas de cristãos foram mortos, relatou:

“Abril acabou sendo um mês de derramamento de sangue, irônico da expectativa de paz depois de celebrar a morte e a ressurreição de Cristo Jesus. De 7 a 18, foram numerosos os assassinatos de cristãos nas seguintes entidades: Mavete, Musandaba, Katere e Mamungelesi, todas na Oicha Oeste.”

“Na sexta-feira, 7 de abril, e no sábado, 8 de abril de 2023, 26 pessoas foram mortas pelos rebeldes das ADF nas aldeias de Mavete e Musandaba, território do Beni. Entre eles estavam membros da paróquia de Babwisi, que é a diocese de Beni, onde oito homens foram mortos deixando viúvas e filhos”, explicou.

“Na terça-feira, 18 de abril de 2023, 45 pessoas foram mortas por esses mesmos rebeldes do ADF, desta vez em Katere e Mamungelesi, em uma noite de horror insondável, onde homens, mulheres e crianças foram massacrados como galinhas. Durante seu ataque, perdemos um de nossos evangelistas junto com sua esposa. O nome dele é Emmanuel Kambale. A freguesia está devastada. Além disso, mais de 30 pessoas foram sequestradas e seu paradeiro é desconhecido.”

Ele acrescentou: “Dois dias após o ataque de Katere e Mamungelesi, nove corpos foram descobertos a vários quilômetros de Katere e foi estabelecido que eles foram vítimas dos sequestros de terça-feira pelo ADF. Isso elevou o total de cristãos mortos em Katere e Mamungelesi para 54.”

De acordo com um sobrevivente do ataque em Katere, durante estes últimos dez dias de abril, oitenta pessoas foram mortas e várias outras foram sequestradas. Além disso, há suspeitas de que algumas das vítimas tenham sido jogadas no rio Samboko e ainda estejam desaparecidas.

Os ataques de abril forçaram milhares de pessoas a fugir de suas aldeias e entrar nas cidades mais seguras de Oicha, Mbau e Beni como refugiados. O líder paroquial pediu às pessoas de bem que ajudassem as muitas viúvas e órfãos que vivem como refugiados em Oicha.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Fé em Deus aumentou entre os jovens após a pandemia, diz pesquisa

Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)

De acordo com uma pesquisa recente realizada com jovens americanos entre 18 e 25 anos, há um aumento no número de pessoas que acreditam em Deus ou em um poder superior.

Realizada em dezembro pelo Springtide Research Institute e anotada no domingo pelo Wall Street Journal, a pesquisa descobriu que cerca de um terço dos entrevistados acredita em um poder superior, apontando um aumento de um quarto no número de pessoas que afirmaram isso em 2021.

Em entrevista ao Wall Street Journal, vários jovens adultos, líderes da igreja e teólogos atribuíram o aparente aumento dos problemas advindos da pandemia de Covid-19.

Alguns dos jovens que foram entrevistados pelo Springtide Research indicaram que a crença em um poder superior não está necessariamente associada a uma religião organizada.

“Estamos vendo uma abertura para a transcendência entre os jovens que não víamos há algum tempo”, disse Abigail Visco Ruusert, reitora associada do Seminário Teológico de Princeton.

O Wall Street Journal observou que outras pesquisas, como a realizada pela Gallup em 2022, apontam para um declínio na crença em Deus.

Embora a grande maioria dos entrevistados ainda acredite em Deus, a pesquisa da Gallup mostrou que esse número caiu de 87% em 2017 para 81% em 2021. Segundo a Gallup, mais de 90% dos americanos acreditavam em Deus entre 1944 e 2011.

Em março, uma pesquisa do Wall Street Journal-NORC descobriu que apenas 31% dos americanos com idades entre 18 e 29 anos afirmaram que a religião era muito importante para eles, o que representa a porcentagem mais baixa entre todas as faixas etárias adultas, de acordo com o veículo.

Um relatório publicado em setembro pelo Pew Research Center e pelo General Social Survey descobriu que há uma tendência de adultos deixando o cristianismo e se tornando ateus, agnósticos ou não afiliados a nenhuma religião específica.

O relatório previu que se o ritmo atual de cristãos com menos de 30 anos abandonando sua fé acelerar, os adeptos da religião historicamente dominante nos EUA podem se tornar uma minoria até 2045.

A pesquisa do Springtide Research Institute foi realizada em um momento em que movimentos de reavivamento têm ocorrido em alguns campi universitários, como na Asbury University em Wilmore, Kentucky, que atraiu a atenção nacional em fevereiro, quando os alunos realizaram cultos na capela por 24 horas por dia, durante vários dias consecutivos.

Movimentos semelhantes se espalharam para outras faculdades cristãs em todo o país.

“Se você olhar para o mundo e observar o que está acontecendo e o que a Geração Z está enfrentando, acho que eles estão absolutamente desesperados por algo diferente do que o mundo está dando a eles agora”, disse Abby Laub, diretora de comunicações da Asbury University, à Fox News Digital na época, acrescentando que a Geração Z sofreu muito nos últimos anos.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News

Mais de 100 estudantes universitários cristãos foram presos na Eritreia

Preso lendo a Bíblia na cadeia
Preso lendo a Bíblia na cadeia

No início deste mês, a polícia da Eritreia invadiu um local onde estava um grupo de estudantes universitários cristãos que se reuniram para adorar e gravar videoclipes para as redes sociais.

A Release International informou que 103 cristãos, principalmente estudantes, foram presos na repressão que ocorreu na capital, Asmara, e os detidos foram levados para a prisão de Mai Serwa.

Existem agora mais de 1000 prisioneiros cristãos detidos indefinidamente sem julgamento na Eritreia. A prisão para onde os estudantes foram levados, Mai Serwa, é conhecida por suas duras condições, superlotação e mau tratamento aos internos. Muitos prisioneiros foram presos por motivos políticos.

Conhecido como o pior violador governamental da liberdade religiosa na África, a Eritreia há muito opera como um estado pária por seu flagrante desrespeito aos direitos humanos. Embora ocasionalmente liberte prisioneiros, sabe-se que mantém muitos cristãos e outras minorias religiosas em condições abismais. Sobreviventes de vários campos de prisioneiros da Eritreia relatam os piores abusos imagináveis, incluindo tortura severa e alojamentos grosseiramente desumanos.

Em 2021, a União Europeia sancionou a Eritreia por suas “ graves violações dos direitos humanos, em particular prisões arbitrárias, execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados de pessoas e tortura cometida por seus agentes”.

A Eritreia tem uma história bem documentada de tratamento desumano de seus prisioneiros e de direcionar tratamentos particularmente severos para minorias religiosas. Os Estados Unidos não aderiram à União Europeia em suas sanções à Eritreia, de acordo com sua política de conciliação de anos, em vez de confronto, embora designassem a Eritreia como um país de preocupação particular por violações particularmente graves da liberdade religiosa em um anúncio de novembro de 2021.

Prisões e novos desafios

Relatórios internacionais indicam que milhares de cristãos foram presos arbitrariamente nos últimos dez anos por causa da fé em Jesus na Eritreia, ou seja, não tiveram direito a defesa e a um julgamento adequado. Em muitos casos, o preço para a liberdade é renunciar a Cristo. Aqueles que permanecem firmes em Jesus enfrentam tortura, fome e escassez de medicação nos presídios, pois são considerados cidadãos de segunda classe.

A opressão islâmica é outro tipo de perseguição aos cristãos. A comunidade islâmica começou a crescer por volta do século 7 d.C. e hoje corresponde à metade da população eritreia. Muitos muçulmanos buscam uma convivência pacífica, no entanto, entre eles há extremistas que acreditam que aqueles que não seguem o islã devem ser eliminados, o que levou os cristãos a viverem no interior do país.

A Eritreia ocupa o 4° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2023.

Apesar das dificuldades, a igreja continua crescendo na Eritreia com cristãos que enfrentam a oposição com coragem e amor em Cristo.

Folha Gospel com informações de International Christian Concern e Portas Abertas

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