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Magno Malta promete provar inocência no Conselho de Ética

Apesar de estar entre os três senadores que podem perder o mandato por suspeita de participação na máfia das ambulâncias, o senador evangélico, Magno Malta (PL-ES), comemorou nesta quinta-feira o envio das representações ao Conselho de Ética que darão início aos processos de cassação.

O senador disse que, ao contrário da CPI dos Sanguessugas, no conselho terá oportunidade de se defender das denúncias.

‘No conselho poderei dizer as minhas verdades. E a verdade está comigo. Só quem me deu o mandato pode me tirar. Estou esperando a hora de falar’, disse.

Malta disse estar tranqüilo para a escolha do senador que vai relatar o seu processo no Conselho de Ética. O senador Sibá Machado (PT-AC) já sinalizou que vai desistir da relatoria. O presidente do conselho, senador João Alberto (PMDB-MA), está conversando com vários senadores para definir quem será o relator.

Magno Malta subiu hoje à tribuna do Senado para se defender das acusações. Com o plenário vazio, já que o Congresso Nacional está em recesso branco, ele discursou apenas para o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), único presente no plenário naquele momento.

Da tribuna, Malta negou mais uma vez todas as denúncias reveladas por Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam, empresa acusada de operar o esquema de fraudes. Segundo Vedoin, o senador teria feito acordo com a Planam para liberar emenda no valor de R$ 1 milhão para a empresa.

Em troca, teria recebido 10% do total em propina. Malta também é acusado de receber, como adiantamento, um carro Fiat Ducato –que é de propriedade do deputado Lino Rossi (PP-MT), também denunciado pelo Ministério Público.

O senador admite que usou o carro do deputado, mas argumenta que não sabia da origem do veículo. ‘Eu não sou um senador com capacidade de premonição. Eu não sabia de quem era esse carro’, afirmou.

Senadores sanguessugas ainda podem renunciar para escapar da cassação

Os três senadores acusados de participação na máfia das ambulâncias ainda podem renunciar aos mandatos para escaparem dos processos de cassação.

Segundo o advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, mesmo com o envio das representações ao Conselho de Ética na manhã de hoje pela Mesa Diretora do Senado, o regimento da Casa permite a renúncia até que os processos sejam efetivamente instalados.

“Representação é uma coisa, processo é outra. Só quando se dá início ao processo a possibilidade de renúncia fica prejudicada”, disse o advogado.

Para que os processos sejam instaurados, basta o presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto (PMDB-MA), assinar comunicado de que dará início às investigações –o que pode ocorrer a qualquer momento.

O advogado do Senado disse que João Alberto não precisa esperar até a próxima reunião do Conselho, marcada para o dia 5 de setembro, para instaurar os processos de cassação. “Isso se dá por despacho do presidente, sem a necessidade de sessão [do Conselho]. Mas ele precisa enviar ao Senado um documento original, com a assinatura, para não dar brechas à nulidade dos processos”, afirmou.

Cascais não soube esclarecer se os processos podem ser reabertos no ano que vem, caso os senadores decidam renunciar aos mandatos, mas sejam reeleitos ao Senado. “Teria que se estudar essa hipótese”, disse.

Entre os senadores suspeitos de participação na máfia dos sanguessugas, apenas Ney Suassuna (PMDB-PB) é candidato à reeleição. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) é candidata ao governo do Mato Grosso e o senador Magno Malta (PL-ES) não vai concorrer nas eleições de outubro.

Defesa

O advogado saiu em defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que foi acusado de retardar o início das investigações. “Não houve manobra alguma como chegou a se cogitar”, disse.

As críticas sobre Renan ganharam destaque esta semana, quando o Conselho de Ética percebeu que o presidente do Senado tinha enviado denúncias, e não representações contra os senadores, o que atrasou o início da abertura dos processos e forçou a Mesa Diretora a decidir pelo início das investigações.

CNBB vai pedir para eleitor não votar em mensaleiro e sanguessuga

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai alertar os eleitores a não votar em candidatos envolvidos em denúncias de corrupção. O presidente da CNBB, cardeal Geraldo Magella, disse hoje que a instituição não vai se posicionar contra nenhum dos candidatos com exceção dos que são “corruptos declarados”.

Segundo o Secretário-Geral da CNBB, dom Odilo Pedro Scherer, a instituição não vai apontar os nomes dos corruptos; a intenção é alertar os eleitores de que o voto “não tem preço, mas tem conseqüência e não pode ser decidido por uma amizade”.

“Não é necessário que a CNBB diga quem são os corruptos, os sanguessugas e mensaleiros. Não vamos fazer listas, mas orientar que a sociedade escolha as pessoas idôneas”, disse Dom Odilo.

Apesar da orientação, o vice-presidente da CNBB, dom Antônio Celso de Queiroz, disse que nem todos os parlamentares que foram apontados pelo Congresso como mensaleiros ou sanguessugas estão comprovadamente envolvidos com esquemas de corrupção.

“Há casos em que é preciso ficar atento. Não basta [o parlamentar] estar indicado [pelas CPIs]. É preciso averiguar, analisar as provas. É uma pena que [o escândalo dos sanguessugas] tenha aparecido na proximidade da campanha eleitoral”, disse.

Segundo dom Antônio, “não é de hoje que políticos roubam”. “Isso faz parte da cultura política”, disse. Por isso, ele recomenda que os eleitores estejam atentos, mas “não sejam inconseqüentes”.

Na avaliação do vice-presidente da CNBB, dificilmente as denúncias contra os sanguessugas serão julgadas neste ano pelo Congresso. “Não sei se vai haver tempo para esclarecer tudo isso. O importante é que seja dado um alerta claro de que a impunidade não é tão simples como parece”, disse.

Fonte: Folha Online

Assembléia de Deus decide dar apoio a presidenciável tucano

Após dois meses de discussão, o principal ramo da Assembléia de Deus – maior igreja evangélica do país -decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência da República.

O anúncio deverá acontecer em Brasília na semana que vem, segundo informou à reportagem um dos integrantes da cúpula política da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil. Em 2002, a convenção apoiou o PSDB no segundo turno.

A igreja não quis falar oficialmente sobre o apoio porque aguarda o candidato confirmar a data da cerimônia. A idéia é levar à capital federal o presidente da convenção, José Wellington Bezerra da Costa, além de outros 46 representantes do principal ramo da igreja, cuja sede fica em São Paulo. Uma cartilha sobre o apoio será distribuída para os fiéis.

De acordo com o Censo de 2000, os seguidores da Assembléia de Deus somam 8,4 milhões de pessoas. A igreja diz que o número de fiéis já chega a 17 milhões, 70% deles seguidores das orientações da Convenção Geral. O segundo ramo mais importante da igreja, que tem sede no Rio, diz que não irá manifestar apoio a candidatos.

O fato de Alckmin ser um católico praticante, que fazia reuniões semanais com integrantes da Opus Dei -prelazia da Igreja Católica-,não é problema para obter apoio, dizem os pastores. O envolvimento do PT com escândalos de corrupção foi o que levou ao apoio a Alckmin, afirmam.

A última pesquisa do Datafolha, no entanto, aponta que o esforço da igreja terá de ser grande. A maioria dos que se declaram evangélicos pentecostais (45%) -corrente da Assembléia- diz que votará em Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Folha de São Paulo

Igreja Universal é processada por fraude no Chile

Dois ex-fiéis abriram um processo no Chile nesta quinta-feira contra a brasileira Igreja Universal do Reino de Deus, que conta com 35 sedes em todo o país andino, sob a acusação de fraude.

A ação judicial foi apresentada pelo advogado Manuel Córdova, que solicitou que a Justiça investigue uma série de fatos “que comprovarão que essas pessoas estão enganando as pessoas que acreditam em um ser superior”.

Segundo o advogado, os pastores “oferecem às pessoas ‘soluções’ em troca de quantias em dinheiro, o que é uma farsa”. “Eles, aos quais classificamos como uma associação ilícita, pedem elevados valores a pessoas humildes e isso é o que legitima essa ação judicial”, resumiu.

Paralelamente, Córdova anunciou que pedirá que o Ministério do Interior cancele o registro de pessoa jurídica da Igreja Universal. “Queremos que um procurador investigue esses fatos, porque acreditamos que a fé pública também está sendo afetada”, afirmou o advogado.

Fonte: Folha Online

Igreja argentina não consegue impedir aborto autorizado

Apesar da forte pressão de organizações católicas argentinas, foram interrompidas ontem a gravidez de duas jovens com problemas mentais, vítimas de estupro, que haviam sido autorizadas pela Justiça.

Segundo as agências Diarios y Noticias e Noticias Argentinas, as mulheres, moradoras de um bairro do subúrbio de Buenos Aires e da cidade de Mendoza, 1.000 quilômetros a oeste da capital, encontravam-se em bom estado de saúde após a prática do aborto.

O caso das duas jovens, ambas em torno de 20 anos, mas com “idades mentais” de cinco ou seis anos, chamou a atenção dos argentinos principalmente depois que a Igreja Católica entrou na Justiça para impedir os abortos.

O aborto não é legalizado na Argentina, mas o Código Penal autoriza a prática se a mulher foi vítima de estupro e se tem um quadro de demência mental. Ambos requisitos se davam no caso das duas mulheres em questão e elas tinham o direito de ser atendidas em hospitais públicos.

Os católicos alegavam que a disposição do Código Penal fica anulada graças a tratados internacionais assinados pela Argentina, que garantem a preservação da vida “desde a concepção”.

As Cortes Supremas de Justiça de Buenos Aires e Mendoza rechaçaram as demandas judiciais e reiteraram a legalidade dos abortos nos casos previstos pelo Código Penal. A Igreja Católica, a qual pertencem mais de 80% dos argentinos, é um culto sustentado pelo Estado. Mas pesquisas recentes indicam que uma ampla maioria da população é partidária da legalização do aborto e do controle da natalidade.

Também ontem, na Colômbia, uma menina de 11 anos que engravidou por meio de estupro será submetida a um aborto, após uma batalha legal para fazer valer a legislação referendada recentemente pela Corte Constitucional, que permite a prática em casos excepcionais.

Fonte: Último Segundo

Ministra britânica defende escolas religiosas no Reino Unido

A ministra para as Comunidades britânica, Ruth Kelly, defendeu nesta quinta-feira, em Londres, o papel das escolas religiosas frente aos que as acusam de aumentar a segregação de pessoas de credos diferentes.

No discurso de lançamento da nova Comissão sobre Integração e Coesão, Kelly – católica e membro declarado do Opus Dei – antecipou que este novo órgão não estudará se essas escolas são algo positivo porque, disse, é preciso permitir que os pais escolham para que tipo de centro enviarão os filhos.

O Governo de Tony Blair quer promover as escolas religiosas apesar do número crescente de críticos a esse tipo de centro de ensino, como o prêmio Nobel de Economia Amartya Sen.

Em seu último livro – “Identidade e Violência” -, Sen coloca em questão o multiculturalismo como é praticado no Reino Unido.

Sen considera como uma idéia errônea sobre o que deve ser uma sociedade multiétnica o fato de estimular a criação de escolas islâmicas, siques ou hindus financiadas com recursos públicos, para complementar as católicas ou protestantes já existentes.

Isso equivale, diz Sen, a ver o Reino Unido como “uma federação de comunidades” e não uma coletividade de cidadãos.

Diante desse e de outros críticos, Kelly disse hoje que os colégios da Igreja Anglicana praticam a diversidade interna.

Ao mesmo tempo, disse que não se podia negar aos pais muçulmanos a mesmas oportunidades já oferecidas aos cristãos ou judeus, de enviar a seus filhos a uma escola de sua confissão religiosa.

A Comissão sobre Integração e Coesão começará seus trabalhos em setembro, e seus integrantes percorrerão o Reino Unido para preparar um relatório sobre como as comunidades enfrentam problemas como a segregação ou as divisões socioeconômicas entre diferentes grupos étnicos.

Fonte: EFE

Menina disse que era ameaçada por padre

Uma menina de 14 anos apontada em processo como suposta vítima de corrupção de menor e atentado violento ao pudor prestou depoimento na terça-feira sobre o caso ao juiz Sidiney José Brzuska, da 3ª Vara Criminal no Rio Grande do Sul.

As declarações complicaram a vida do réu, o padre Miguel Ângelo Danette. Ela e o religioso, que teriam uma vida amorosa, tiveram seus passados vasculhados em investigação policial que culminou com o indiciamento do padre, que pertencia à direção da Escola Pão dos Pobres, local onde a suposta vítima é aluna até hoje. O depoimento da menor foi dado sem a presença do réu, que foi retirado da sala de audiências.

Antes do depoimento dado em juízo pela menor os fatos apurados indicavam que ela e o religioso teriam mantido relação consensual. No entanto, a adolescente deu ontem depoimento com detalhes não revelados durante o inquérito policial. Disse que cedia aos apelos do religioso, pois era ameaçada. Em momento algum afirmou que o relacionamento seria consensual e disse que nunca manteve relações sexuais com o réu, que apenas o beijava e “deixava ele passar as mãos nos seios”.

Outras doze testemunhas também foram intimadas para prestar depoimento ontem na última audiência de instrução do processo antes da abertura de prazo legal para manifestação do Ministério Público (MP) e defesa. Apenas uma não compareceu. Três policiais que participaram da prisão do religioso, em maio, durante evento na Cidade dos Meninos, prestaram depoimento.

Já a mãe da vítima disse que nada sabia a respeito do relacionamento da filha com o religioso. Um tio da menina afirmou que desconfiava do comportamento de ambos e que chegou a compartilhar esta desconfiança com a mãe da adolescente.

Um casal que trabalha como caseiros da Cidade dos Meninos, afirmou que nada sabia a respeito do suposto relacionamento entre a adolescente e o religioso. Quatro pessoas da direção e funcionários do Pão dos Pobres também falaram em juízo e abonaram o passado e a conduto do religioso, que estava preso foi solto logo após prestar depoimento em juízo em 14 de junho. Durante a audiência de ontem, o Ministério Público esteve representado pelo promotor Celso de Assis Remonti.

Fonte: Jornal A Razão (Santa Maria/RS)

Iraque: um milhão de dólares para libertar sacerdote

O arcebispo de Kirkuk, Líbano, Dom Louis Sako, lançou um pedido urgente, em favor da libertação de Pe. Saad Sirop Hanna, seqüestrado no último dia 15.

Pe. Hanna retornava a casa, depois de ter celebrado a santa missa, na Igreja de São Tiago, em Bagdá, quando o veículo em que viajava, foi interceptado por três homens armados. Quase uma semana após o seqüestro, crescem os receios quanto à sua segurança.

Dom Louis Sako participou de uma transmissão televisiva, na qual pediu a libertação de Pe. Hanna e, posteriormente, numa entrevista à fundação “Ajuda à Igreja que Sofre”, contou que o seqüestro afetou toda a comunidade cristã.

As declarações do arcebispo foram feitas depois que Bento XVI fez um apelo pela libertação de Pe. Hanna. Dom Sako afirmou que os seqüestradores exigiram um resgate de cerca de um milhão de dólares. Nos dias passados eles telefonaram ao patriarca Emmanuel III Delly, da Igreja Caldéia em Bagdá, informando que tinham o sacerdote em seu poder.

O seqüestro de Pe. Hanna ocorreu num momento em que a vida dos cristãos no Iraque vem-se deteriorando rapidamente. Duas semanas atrás, outro sacerdote caldeu de Bagdá _ Pe. Raad Washan, da Igreja Caldéia da Sagrada Família _ foi seqüestrado, tendo sido libertado 48 horas depois.

Fonte: Radio Vaticano

Debate reúne candidatos católicos

Igreja e política, direitos humanos, ética, aborto, ensino religioso: alguns dos temas principais da campanha eleitoral foram discutidos na mesa-redonda promovida pela Arquidiocese do Rio, reunindo quatro candidatos católicos a deputado federal.

Mais de 200 pessoas – especialmente professores e leigos ligados a instituições de ensino – acompanharam o debate no auditório do Edifício João Paulo II. “A Igreja não tem candidato, mas acredita ser importante abrir espaço para que os católicos na política exponham suas propostas e idéias”, explicou o bispo-auxiliar do Rio, Dom Dimas Barbosa, que intermediou o encontro.

Os temas escolhidos para a apresentação inicial dos candidatos foram pinçados da Doutrina Social da Igreja. Ex-secretário de Justiça e Direitos do Cidadão, Hugo Leal falou de Direitos Humanos e Diálogo, caminhos para a Paz; a defesa da vida foi o assunto do ex-deputado estadual Carlos Dias; o deputado federal Antônio Biscaia discorreu sobre ética na política; e João Batista teve como tema o ensino religioso. “É importante que a sociedade tenha consciência que só a multiplicação de debates como esse pode transformar a política. O voto é apenas um momento do processo democrático. É preciso participar sempre”, afirmou Hugo Leal, candidato a deputado federal pelo PSC.

Fiel à sua formação de advogado, Hugo destacou o combate à discriminação durante sua exposição sobre os direitos humanos, lembrando que a Doutrina Social da Igreja prega a defesa intransigente da dignidade humana e o acolhimento a todos. Membro da União dos Juristas Católicos e da Pastoral dos Católicos na Política, ele lembrou o líder africano Nelson Mandela ao encerrar sua palestra. “Mandela dizia que a criança nasce sem odiar ninguém por sua raça, sua cor, suas idéias e sua condição social. Quem ensina o ódio é a sociedade. Quem aprende a odiar, também pode aprender a amar. Cabe a nós, cristãos, a construção dessa civilização do amor onde todos queremos viver”, afirmou Hugo Leal.

Após as palestras dos quatro candidatos, o público pôde fazer perguntas aos candidatos. Legalização do aborto, das drogas e da prostituição, as denúncias contra o Governo Lula, reforma política, fidelidade partidária, crise econômica, a polêmica sobre o ensino religioso nas escolas públicas e outras temas foram abordados pelos candidatos católicos. “A dignidade do ser humano é um princípio cristão e deve ser defendida em todos os aspectos. Projetos pela legalização da prostituição, do aborto ou das drogas serão sempre repudiadas pelos católicos”, resumiu Hugo Leal ao responder sobre um projeto em tramitação no Congresso sobre a prostituição.

O encontro foi encerrado por Dom Edney Gouvêa Mattoso, bispo-auxiliar e bispo para a educação da Arquidiocese do Rio, que voltou a lembrar que a Igreja não tem candidato, mas convocou os candidatos católicos a deputado federal a formarem o Partido do Brasil. “Precisamos da união de todas as pessoas de boa vontade para transformarmos nosso país, para construirmos um Brasil mais justo e solidário, usando a educação como forma de promoção e valorização do ser humano”, afirmou Dom Edney.

Fonte: Panorama Regional

Eleições 2006: Candidatos caçam voto de protestantes

A caça ao voto evangélico é praticada pela maioria dos políticos brasileiros. Os evangélicos na política já não têm a pureza dos pioneiros, mas há quem queira preservar a boa imagem. De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 20 milhões de evangélicos distribuídos entre as Pentecostais, Históricas e as Neo-Pentecostais.

Preocupado com a presença de nomes da chamada bancada evangélica em escândalos como os do mensalão e dos sanguessugas, o grupo Cristãos Reformados, que reúne membros de várias congregações, defende fidelidade aos valores pregados por Lutero.

“Lamentamos que, assim como o cristianismo do século XVI estava em decadência, as igrejas evangélicas brasileiras padeçam, hoje, de males semelhantes ou até piores,” afirma o manifesto do grupo. Os candidatos, porém, pensam mais na urna do que na Bíblia.

De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 20 milhões de evangélicos – dos quais 400 mil estão em Guarulhos –, distribuídos entre as Pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil), Históricas (Batista, Presbiteriana, Metodista) e as Neo-Pentecostais (Universal do Reino de Deus, da Graça e Renascer).

Para o diretor acadêmico da Faculdade Latino-Americana de Teologia, teólogo Ariovaldo Ramos, o aumento do número de candidatos evangélicos é proporcional ao crescimento dos evangélicos. “O problema é que eles (candidatos) estão numa fase pré-Revolução Francesa, onde o Estado ainda está ligado às ações da igreja. “

Pastor e vereador por São Paulo, o candidato do PDT ao governo do Estado, Carlos Apolinário, ressalta que a fé não é fator determinante na campanha. “Sou evangélico, da Assembléia de Deus, e espero contar com os votos e as orações de todos os meus irmãos”.

As Congregações negam usar qualquer tipo de persuasão. “Na nossa igreja, aconselhamos que prestem atenção nos planos de governo dos candidatos, apesar de termos preferência por evangélicos”, conta o pastor Reginaldo Santos, da Assembléia de Deus de Guarulhos.

Muitos eleitores evangélicos, porém, preferem separar a fé e o voto, como a dona de casa Orodina Basile, 52, de Guarulhos. “Não acredito muito que um político possa ser evangélico. Na política tem muita mentira e Deus é sempre verdadeiro.”

Revista VEJA: Envolvidos em escândalos buscam votos apostando que o eleitor é bobo ou não tem memória

O horário eleitoral gratuito trouxe de volta à TV rostos e nomes de políticos que ganharam fama nos últimos tempos por terem se envolvido em escândalos de corrupção. Só entre mensaleiros e sanguessugas há pelo menos 68 deles apostando na falta de memória dos eleitores e se arriscando nas urnas neste ano.

As desculpas para se dirigir ao eleitor e pedir votos são as mais variadas. Uns apelam para discursos humildes – em que o candidato, no melhor estilo “Madalena arrependida”, ao menos admite que errou. Outros partem para a clássica tentativa de desqualificar a acusação que lhes é feita e apelar para uma suposta relação de intimidade com o eleitor – é o estilo “Se colar, colou”.

VEJA selecionou trinta exemplos de candidatos que se viram envoltos no mar de lama que tomou conta da vida política e (embora na maioria dos casos as investigações ainda estejam em andamento) sentem-se à vontade para subir num palanque novamente.

Por incrível que pareça, são grandes as possibilidades de essa turma chegar (ou, na maioria dos casos, voltar) ao Congresso. E não simplesmente por um daqueles motivos que o senso comum explica com clichês como “brasileiro não sabe votar”. Claro que miséria e baixa escolaridade, presentes nos grotões, ajudam a formar currais eleitorais dominados por políticos assistencialistas, mas há outro fator fundamental.

A cientista política Lucia Hippolito explica que o voto proporcional, formado pela combinação de legenda partidária, coligação e sobras eleitorais, gera uma distorção no sistema eleitoral, pois infla os candidatos com votos que no fundo eles não receberam. Para se ter uma idéia, na atual legislatura apenas 33 dos 513 deputados federais (menos de 6,5% da Câmara) foram eleitos com os próprios votos, ou seja, atingiram quociente eleitoral. “O eleitor pode até saber em quem votou, mas não sabe que acabou elegendo outros com seu voto. Essa distorção do nosso sistema aumenta o risco de eleger um Congresso entupido de mensaleiros e sanguessugas”, diz Lucia.

No caso do mensalão, onze dos dezenove deputados implicados acabaram absolvidos na Câmara – com direito a uma comemoração emblemática, a dança da pizza, da petista Angela Guadagnin –, mas o prejuízo aos cofres públicos foi de 100 milhões de reais, só no caso dos Correios. Já no escândalo da máfia das ambulâncias foram desviados mais de 110 milhões de reais em recursos da Saúde.

Casos como esses contribuíram para deixar a atual legislatura tristemente conhecida como a mais corrupta da história e fizeram aumentar a lista de parlamentares sob suspeita de ter cometido algum crime. Entre os 594 deputados e senadores, pelo menos 130 estão sob investigação, o equivalente a 22% do Congresso. Na lista de crimes, há casos de formação de quadrilha, peculato, escravidão, lavagem de dinheiro, seqüestro e estelionato, entre outros.

Para evitar que a próxima legislatura repita (e até piore) os descalabros da atual, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) encaminhou consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propondo que candidatos comprovadamente envolvidos em crimes sejam impedidos de tomar posse. Ainda em discussão, a iniciativa já gerou ao menos um resultado positivo.

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, enviou a todos os procuradores regionais eleitorais pedido do deputado para que se comece a colher provas para a eventual impugnação do mandato de políticos envolvidos em escândalos. É uma medida bem-vinda. No entanto, o arsenal mais eficiente para mudar o atual quadro estará sempre nas mãos do eleitor. É ele que, com seu voto, pode consagrar ou contribuir para banir determinadas práticas da vida pública do país.

Fonte: Olhão.com e Revista Veja

Mulher diz que vai morrer em nome de Jesus Cristo

Em uma carta, Valéria Cristina de Souza, 38 anos, levada pelos líderes da seita “Jesus a Verdade que Marca”, investigada pela polícia sob suspeita de manipular os fiéis, diz que vai morrer em nome de Jesus Cristo.

“Eu só fiz uma opção de vida. Eu quero e vou, em nome de Jesus, morrer junto com Cristo”. Este é o trecho de uma carta enviada por Valéria Cristina de Souza, 38 anos, filha de dona Valdete Ferreira da Silva, levada pelos líderes da seita “Jesus a Verdade que Marca”, investigada pela polícia sob suspeita de manipular os fiéis.

A carta de Valéria preocupa sua mãe, que teme por uma tragédia. Ontem, em sua casa, no jardim Santo Antônio, Valdete Ferreira chorava ao ouvir um CD gravado por sua neta Driele Karina de Souza Pereira, 18 anos, também levada pela seita, enquanto lia a carta da filha.

Ela estava incontrolável e chorava pedindo para a volta de seus nove familiares que estão nas fazendas do movimento, no sul de Minas Gerais, “não suporto mais essa situação. Não é possível que nenhuma autoridade assista a tudo o que está acontecendo sem fazer nada”, reclamava.

A carta foi postada em Andrelândia (MG) no dia 22 de julho, mas chegou às mãos de Valdete nas última horas. No texto, Valéria afirma que decidiu levar a vida em comunidade, morando numa das fazendas da seita, “um dia, eu tenho certeza que a senhora vai entender tudo o que está acontecendo agora”, diz.

Em outro trecho da carta, a filha de Valdete explica que fez uma opção de vida. O trecho que mais preocupa a mãe, é onde Valéria afirma que “eu quero e vou, em nome de Jesus, morrer com Cristo, pois Jesus pagou um preço muito caro pela minha vida e pela sua também”.

Outro ponto da carta que chama a atenção é quando ela diz para a sua mãe: “ Jesus diz que os seus caminhos não são os caminhos de Deus e seus pensamentos, não são os pensamentos de Deus”.

Um teólogo que não quer ser identificado alertou, para o risco de uma tragédia. Segundo ele, quando a mulher afirma: “quero e vou, em nome de Jesus, morrer com Cristo…”, sinaliza que os ensinamentos da seita seguem essa linha de pensamento.

O estudioso de seitas disse ainda que, “é preciso que as autoridades façam algo, bem rápido, para evitar o pior”. Ele acredita que os líderes devam manipular a mente dos fiéis. Para o pesquisador de seitas, as doutrinas pregadas por Cícero Vicente Araújo são radicais e perigosas, “totalmente fora do contexto bíblico e social”, disse.

Os nove familiares de Valdete deixaram Rio Preto no final de novembro do ano passado, seguindo orientações do suposto pastor Cícero Vicente de Araújo, líder da igreja “Jesus a Verdade que Marca”.

Segundo Valdete, sua filha vendeu uma casa por R$ 22 mil e teria dado todo o dinheiro para o pastor cuidar, “eles pegam o dinheiro os bens das pessoas e dizem que é da comunidade”, denuncia a mulher.

Investigações

A Polícia de Andrelândia ainda não encerrou os nove inquéritos abertos para apurar crimes atribuídos ao líder da seita “Jesus, a Verdade que Marca”, pastor Cícero Vicente de Araújo. Ele é acusado de manter trabalho escravo nas fazendas de propriedade do grupo religioso que dirige.

No Ministério Público de Minas Gerais, também há investigações em andamento. Araújo, que é visto circulando em carros importados, também é acusado de estelionato contra os fiéis que mantém sob seu controle.

Segundo familiares de pessoas que seguiram o movimento para cidades localizadas no sul de Minas, bens foram vendidos e o dinheiro teria sido entregue ao líder. A micro-empresária Valdete Ferreira da Silva, que tem nove pessoas da família na seita disse que sua filha Valéria Cristina de Souza vendeu uma casa por R$ 22 mil, “o dinheiro foi todo entregue para os dirigentes da seita”.

Fonte: Rio Preto News

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