Início Site Página 430

ONG evangélica ganhou R$ 872 milhões com programa de saúde indígena do governo Bolsonaro

O ex-presidnte Jair Bolsonaro com lideranças indígenas pró-governo e o presidente da Funai (Foto: Agência Brasil)
O ex-presidnte Jair Bolsonaro com lideranças indígenas pró-governo e o presidente da Funai (Foto: Agência Brasil)

Nos quatro anos do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo os dados do Portal da Transparência, o Programa de Proteção e Recuperação da Saúde Indígena teve um orçamento de R$ 6,13 bilhões. No entanto, foram gastos somente R$ 5,44 bilhões.

De acordo com informações do jornal O Globo, a entidade que mais recebeu recursos foi uma ONG evangélica chamada Missão Caiuá. A ONG, sediada no Mato Grosso do Sul, recebeu R$ 872 milhões nesses quatro anos e diz “estar a serviço do índio para a glória de Deus”.

O presidente da Urihi Associação Yanomami, Júnior Hekurari Yanomami, explica que a ONG Caiuá realiza apenas a contratação de funcionários, a exemplo de médicos e enfermeiros. No entanto, eles não têm entrado nas terras indígenas durante nesse período, ou seja, recebem salários, mas não executam nenhum tipo de trabalho.

O Portal da Transparência ainda mostra que R$ 51 milhões de um orçamento de R$ 59 milhões em 2022 foram executados para as terras indígenas yanomamis. Júnior Hekurari, por sua vez, destaca que a maior parte desses recursos foi utilizada para a contratação de empresas de transporte aéreo.

Ainda segundo o jornal O Globo, uma outra fonte que trabalhou na Funai aponta que muitos dos aviões e helicópteros que levam médicos e funcionários à região, tem como donos os próprios garimpeiros que passaram a diversificar os seus negócios.

“O que houve foi descaso e crime. O dinheiro foi mal gasto e mal planejado. Quase tudo foi gasto com “aéreo”. Avião e helicóptero para levar profissionais dentro do território, mas apenas na hora da emergência, quando muitas vezes já é tarde demais. Como a ambulância do SAMU nas cidades. Não sobra nada para comprar medicamentos. O que a gente precisa é de prevenção, um plano de ação e compromisso com as vidas”, afirmou Júnior.

“Os garimpeiros ficam intimidando, ameaçando profissionais para pegar remédios. Por causa desses problemas foram fechadas seis unidades básicas de saúde. Muitos yanomamis ficaram sem atendimento e morreram sozinhos sem nenhuma ajuda. Com os yanomamis também faltou gestão. Se fosse um trabalho dentro da comunidade, de atendimento, com médicos, não tinha gasto isso tudo”, completou.

Vale destacar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estimulou a invasão de garimpeiros nas terras indígenas e os próprios garimpeiros se tornaram donos das empresas de transporte aéreo e começaram a impedir que profissionais de saúde, antropólogos, sociólogos e agentes públicos frequentassem a região.

Outro lado

O advogado da Missão Caiuá, Cleverson Daniel Dutra, disse, para o jornal O Globo, que o papel da ONG é apenas contratar funcionários da área de saúde, mas explicou que houve falha de gestão do governo federal, que não conseguiu levar os médicos e enfermeiros até as aldeias mais necessitadas.

“O convênio com o governo já existe desde 2019. Anualmente, os valores ultrapassam R$ 40 milhões, até R$ 45 milhões, no caso dos yanomamis. Mas nem tudo é repassado, há contingências. Esse valor exclusivamente é para a entidade contratar profissionais da área de saúde. Ele só dá essa soma maior (R$ 872 milhões) quando entram outras áreas. Posso depois enviar tudo que foi gasto com profissionais. O nosso maior problema é que disponibilizamos esses profissionais para o governo, técnicos de enfermagem, por exemplo, para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e os Distrito Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), que são os órgãos do governo estão no local. Mas o deslocamento do profissional, tirar das cidades e levar até as aldeias onde os indígenas estão, aí é de responsabilidade do governo federal. Eles que precisam contratar aeronaves ou terceirizar empresas. É responsabilidade deles.”

O advogado Cleverson Daniel Dutra informou que de 2019 a 2022 o orçamento previsto para a Caiuá atuar nas áreas yanomamis foi de R$ 182,28 milhões, sendo R$ 147,91 milhões executados. Ele reafirma que a entidade não tem qualquer responsabilidade relativa ao transporte dos profissionais e que, “eventualmente”, pode ter havido algum tipo de falha por órgãos federais. Ele também informa que não há documentos oficiais que mostram que houve a reclamação por parte da ONG dessas falhas de transporte, e que as questões relacionadas à precariedade são antigas, vêm desde 2011.

“Queremos destacar que os valores disponibilizados ao convênio não ficam com a entidade. Os recursos são depositados em conta da CEF e ficam vinculados via SICONV (portal de convênios) ao convênio firmado e são movimentados apenas com a apresentação de documentos comprobatórios de despesas e saem desta conta vinculada diretamente ao credor via SIAFI. As despesas são executadas em conformidade com o objetivo e etapas do convênio, não havendo possibilidade de movimentação para os outros fins. Deste modo a entidade apenas paga salários e encargos da contratação de profissionais (FGTS/INSS, férias 13º salário), ajuda de custos e diárias”.

“A entidade junto com a SESAI contratou 108 profissionais para compor uma força-tarefa de atendimento especial dos Yanomamis. A força-tarefa foi mantida para reforçar as equipes já existentes. O que atrapalhou as atividades foi a questão do garimpo e a violência contra profissionais dos garimpeiros”, afirmou.

Fonte: Diário do Centro do Mundo e O Globo

Extremistas islâmicos matam 12 cristãos no estado de Benue, na Nigéria

Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)
Mapa da Nigéria (Foto: Canva Pro)

Depois que as autoridades na Nigéria ignoraram os avisos de que milhares de pastores criadores de gado estavam chegando ao estado de Benue, supostos pastores fulani, que são extremistas islâmicos, atacaram duas aldeias e mataram 12 cristãos, disseram fontes.

Os assaltantes atacaram as aldeias de Ichembe e Mbaigbe no município de Kwande e feriram dezenas de outras, além de destruírem casas, plantações e quintas, disse Michael Aondohemba, coordenador-geral da Assembleia Popular de Turan (TUPA).

“Antes de estes agressores lançarem as suas presas de terror nas nossas comunidades até então pacíficas, havíamos lançado alarmes de alerta precoce sobre o afluxo de milhares de extremistas que são criadores de gado às margens do rio Benue, onde se situam as nossas comunidades”, disse Aondohemba. “Pedimos a intervenção das agências de segurança, mas nenhuma ajuda veio, deixando assim nosso povo indefeso, pobre e inocente vulnerável.”

O residente da área, Joseph Asawa, enviou ao Morning Star News uma mensagem de texto afirmando que as 12 pessoas mortas eram cristãs.

“Os 12 cristãos foram horrivelmente massacrados por supostos extremistas islâmicos”, disse Asawa. “Muitos outros cristãos foram deslocados das duas comunidades e atualmente estão se refugiando na cidade de Jato-Aka”.

Aondohemba, da TUPA, disse que a destruição infligida às duas aldeias não deixa dúvidas de que os assaltantes planejam mais derramamento de sangue nas comunidades.

“Estamos profundamente aflitos por estes supostos extremistas islâmicos continuarem a aterrorizar as nossas comunidades, apesar do alarme levantado pelos cristãos na área”, disse Aondohemba. “Vemos o novo ataque contra nossas comunidades como um esquema destinado a nos dizimar e gradualmente consolidar a anarquia em nossas comunidades.”

Ele pediu ao governo nigeriano que venha em seu auxílio com urgência.

Aondohemba identificou cinco dos mortos como Tersugh Iorliam, Tersoo Samu, Ngolo Ndera, Ternenge Asaku e Udoji Penda.

“Sete outros cristãos mortos tiveram seus cadáveres evacuados para o necrotério de um hospital da região”, disse ele.

Um membro da Assembleia Nacional da Nigéria, Bob Tyough, disse que comunidades cristãs inteiras estavam sendo destruídas por extremistas islâmicos armados e outros terroristas, enquanto o governo parecia incapaz de reduzir a carnificina.

“A vida humana é sagrada e somente Deus, que é o Criador supremo, tem o direito de receber livremente o que Ele dá”, disse Tyough. “Acredito que aqueles que atacam os inocentes não têm um único átomo de piedade em seus corações e, portanto, não devem esperar misericórdia do Criador supremo.”

Ele pediu ao governo que ordene às agências de segurança que encerrem os ataques com urgência e condenou o aumento de tais atrocidades no estado de Benue.

“Tenho empatia pelas famílias das vítimas cristãs pela morte de seus entes queridos e quero que se consolem com o fato de que os caídos apenas foram descansar com seu Criador e, no tempo determinado, certamente ressuscitarão com Jesus Cristo no dia do julgamento”, disse Tyough.

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé em 2022, com 5.014, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição (LMP) de 2023 da Portas Abertas. Também liderou o mundo em cristãos sequestrados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados ​​à força ou abusados ​​física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos. Como no ano anterior, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e pessoas deslocadas internamente.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2023 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou do 7º lugar no ano anterior para o sexto lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos.

“Militantes do Fulani, Boko Haram, Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e outros conduzem ataques a comunidades cristãs, matando, mutilando, estuprando e sequestrando para resgate ou escravidão sexual”, observou o relatório da LMP. “Este ano também viu essa violência se espalhar para a maioria cristã ao sul da nação… O governo da Nigéria continua a negar que isso seja perseguição religiosa, então as violações dos direitos dos cristãos são realizadas com impunidade.”

Contando com milhões na Nigéria e no Sahel, os Fulani predominantemente muçulmanos compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não possuem visões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG) observou em um relatório recente.

“Eles adotam uma estratégia comparável ao Boko Haram e ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir os cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques de pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são inspirados por seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, já que a desertificação tornou difícil para eles sustentar seus rebanhos.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

Justiça penhora automóveis de Valdemiro Santiago e autoriza uso da polícia

Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)
Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de três automóveis de Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus.

A decisão ocorre em um processo aberto por um credor que cobra da Igreja Mundial uma dívida de cerca de R$ 718 mil em aluguéis de um imóvel na cidade de Amparo, no interior paulista, entre os anos de 2017 e 2018. O valor inclui correção monetária e juros.

O mandado de penhora e avaliação dos automóveis foi expedido no dia 10 de janeiro e atendeu à solicitação da empresa Rio Negro Empreendimentos Imobiliários, que alugou o imóvel de 7.816 metros quadrados para a igreja. No local funcionava um templo da Mundial.

A juíza Fabíola Brito do Amaral autorizou que o oficial encarregado de fazer a penhora utilize força policial no caso de haver alguma dificuldade para o cumprimento da medida.

Os carros penhorados são: um Troller (2009); um Rover (2011); um Rover Discovery (2017).

Houve também determinação para o bloqueio de uma aplicação bancária em renda fixa de Valdemiro no Bradesco.

Na defesa apresentada à Justiça, o réu afirmou que não deveria ser o alvo da cobrança, “pois não faz parte do estatuto social da Igreja Mundial do Poder de Deus”. Disse também que não assinou o contrato de locação com a empresa como fiador.

Ao incluir Valdemiro no processo de execução da dívida, o juiz Armando da Silva Júnior disse considerar que tudo leva a crer que a igreja “oculta seu patrimônio na pessoa do réu [o apóstolo]” com o objetivo de dificultar as ações de cobrança.

O apóstolo afirmou no processo que não há confusão entre o seu patrimônio e o da igreja. Declarou que o pedido foi instaurado “com base em suposições construídas pela mídia”.

Não cabe mais recurso em relação à dívida e em relação à inclusão do apóstolo na ação de cobrança. Valdemiro pode questionar apenas a penhora dos veículos e o bloqueio da conta, bem como o cálculo da atualização da dívida.

Fundada em Sorocaba em 1998 por Valdemiro, um dissidente da Igreja Universal, a Mundial passa por uma grava crise financeira, que foi agravada pela pandemia do coronavírus.

A Igreja Mundial, que afirma em seu site ter 6.000 templos, disse à Justiça ser uma instituição religiosa sem fins lucrativos, “que se mantém apenas com a ajuda dos fiéis mediante contribuições voluntárias e esporádicas”.

Fonte: UOL – Coluna de Rogério Gentili

Universidade em Londres cancela feriados religiosos por serem “cristãos demais”

London School of Economics. (Foto: Wikimedia Commons)
London School of Economics. (Foto: Wikimedia Commons)

Feriados como Natal, Quaresma e Páscoa foram praticamente cancelados do calendário da London School of Economics (Escola de Economia de Londres). A universidade fez uma campanha para remover termos cristãos.

O argumento é que “os termos eram muito tradicionais e devem ser mais internacionais”. Por conta disso, a instituição de ensino foi criticada por sua banalidade na preocupação em descartar feriados que são referências no calendário da Igreja.

O Natal passará a ser identificado como “férias de inverno”, a Quaresma como “período de inverno” e a Páscoa, por sua vez, será chamada de “férias de verão”.

Mas a partir do próximo ano eles serão renomeados como “período de outono”, “período de inverno” e “período de primavera”, afastando-se do calendário seguido pelas principais universidades, incluindo Oxford e Cambridge.

‘Decisão absurda e ridícula’

Para a universidade, excluir as terminologias cristãs “reflete melhor a natureza global da comunidade”. Não passou despercebido, porém, que as mudanças de nomes só foram feitas em relação às festas cristãs, conforme o The Telegraph.

Simon Calvert, vice-diretor do The Christian Institute, disse que os valores tradicionais estão sendo “silenciados ou intimidados”, dizendo que a decisão foi absurda e ridícula.

Ele disse ao The Telegraph: “Temos alertado há anos que os cristãos estão sendo expulsos da praça pública, mas o problema está piorando”.

“Os cristãos e as pessoas com visões tradicionais, muitas vezes, são silenciadas. É particularmente irônico quando isso acontece em instituições originalmente fundadas em princípios cristãos e com doações de benfeitores cristãos”, disse ainda.

“Não parece que eles pensaram na mensagem que isso envia a seus funcionários e alunos cristãos, especialmente em um setor que se tornou um ambiente hostil para eles”, continuou.

‘Muito cristocêntrico’

Calvert também alertou para o fato de as universidades britânicas serem escravas de uma “nova religião”.

No mês passado, a Universidade de Brighton aconselhou os funcionários a não dizerem “Natal” e, em vez disso, chamá-lo de “período de fechamento do inverno”, pois o título festivo é considerado muito “cristocêntrico”.

Os cristãos agora representam menos da metade da população da Inglaterra e do País de Gales, pela primeira vez na história do censo, com 46,2% da população em 2021 (cerca de 27,5 milhões de pessoas). Esse número equivale a 13,1% abaixo do número do censo de uma década antes.

Fonte: Guia-me com informações de The Telegraph

Coreia do Norte: cristãos cantam sussurrando e Bíblias ficam escondidas

Cristãos lendo a Bíblia na Coreia do Norte (Foto representativa)
Cristãos lendo a Bíblia na Coreia do Norte (Foto representativa)

Simon (nome fictício por motivos de segurança) é um cristão que atua na Coreia do Norte há mais de 30 anos. Ele é um colaborador da Portas Abertas e revelou como está a situação dos cristãos por lá.

O país esteve no topo da Lista Mundial da Perseguição durante 20 anos seguidos e, em 2023, voltou a ocupar a 1ª posição. Somente em 2022, a Coreia do Norte deu lugar ao Afeganistão.

De acordo com Simon, os agentes secretos norte-coreanos já tentaram capturá-lo várias vezes, mas não conseguiram. Ele explica que aquele que insiste em seguir a Cristo é considerado “inimigo número 1 do Estado”.

‘Ser torturado por ser cristão é o mínimo’

O colaborador conta que, no começo de 2022, um grupo de cristãos que estava se reunindo há algumas semanas foi denunciado por um espião: “Imediatamente a polícia prendeu e matou todos eles”.

“Ser torturado durante meses na prisão é o mínimo. A maioria dos cristãos é enviada para campos de presos políticos e poucos sobrevivem aos trabalhos forçados, outros são executados”, revelou.

“A igreja só está sobrevivendo pela graça de Deus”, disse Simon ao explicar que a pressão sobre os cristãos aumentou ainda mais depois da Lei do Pensamento Anti-Reacionário.

Sobre a Lei do Pensamento Anti-Reacionário

A nova lei da Coreia do Norte proíbe o contato com qualquer material estrangeiro e considera um crime grave possuir uma Bíblia.

Por isso, cristãos encontrados com Bíblias e outras literaturas cristãs, impressas ou em aparelhos eletrônicos, são presos imediatamente.

A lei passou a prevalecer a partir de 2021 e pune qualquer pessoa que reaja contra o governo ou que se oponha às mudanças propostas pelas autoridades.

Pensamentos e produtos externos são expressamente proibidos na Coreia do Norte. Esse é o tipo de lei que tira o mínimo da liberdade que a Igreja clandestina poderia ter ao organizar seus cultos e reuniões de oração.

Para o governo, o termo “reacionário” aponta para pessoas que se posicionam contra o espectro político de esquerda, no caso, o comunismo e a ditadura.

‘Eles louvam sussurrando’

Agora, segundo Simon, todos estão tomando o dobro de cuidado, apenas os próprios familiares sabem que eles são cristãos. “Eles louvam sussurrando e as Bíblias ficam escondidas”, conta Simon.

Os pais não contam sobre a fé às crianças pequenas para evitar que sejam descobertos pelo governo. “Se uma delas recitar um versículo bíblico na escola ou cantarolar um hino de louvor, toda a família é condenada”, destacou.

“Por isso, muitos esperam que eles estejam mais velhos para que saibam manter a fé em segredo”, ele acrescentou.

Como evangelizar num ambiente assim?

“Nós temos abrigos na China. Ajudamos e discipulamos quase 100 mulheres norte-coreanas que viviam na China como vítimas do tráfico humano”, explica Simon.

“Temos um programa de rádio que está frutificando. Transmitimos aconselhamento para pais cristãos e sermões bíblicos”, ele continua.

Apesar dos enormes desafios, o cristão disse que Deus tem abençoado a igreja norte-coreana com a provisão de que precisam.

“Ele nos dá muitas bênçãos. Nossa oração é para que Deus abra portas para que a igreja secreta continue unida e crescendo. Precisamos de ajuda em intercessão por nossa equipe e contatos. Ore para que os cristãos secretos norte-coreanos não sejam encontrados pelas autoridades”, pediu ao concluir.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Cristã torturada na prisão diz que viu outros renunciando a fé para serem libertados, na Eritreia

Cristãos são presos na Eritreia (Foto: Fundação ACN)
Cristãos são presos na Eritreia (Foto: Fundação ACN)

Dezenas de cristãos eritreus foram presos em mais uma onda de prisões. A Release International relata que 44 cristãos – 39 mulheres e cinco homens – foram presos enquanto se reuniam em suas casas.

Eles estão detidos na prisão de Mai Serwa, nos arredores de Asmara, capital da Eritreia. Acredita-se que o número total de cristãos nas prisões da Eritreia seja de mais de 400.

“A Eritreia é como uma prisão gigante”, disse o Dr. Berhane Asmelash, sócio da Release International.

“O país está cheio de prisões. É como a Coreia do Norte.”

A Eritreia é um dos lugares mais desafiadores para ser cristão depois que o governo fechou a maioria das igrejas em 2002.

O país permite o islamismo sunita, ortodoxo eritreu, catolicismo romano e a igreja luterana, mas todas as outras religiões são ferozmente perseguidas e consideradas “inimigas do estado”.

Cristãos que não pertencem a essas denominações têm sido rotineiramente presos por sua fé, alguns sendo mantidos em contêineres no deserto que fervem durante o dia e congelam à noite.

Uma mulher cristã que não pode ser identificada por razões de segurança foi libertada recentemente após 16 anos de prisão. Durante esse tempo, ela foi mantida em um contêiner na prisão de Mai Serwa e torturada.

Ela se lembra da pressão exercida sobre ela e outras pessoas para desistir de sua fé.

“Muitos crentes, principalmente adolescentes, entravam e saíam da prisão, renunciando à sua fé para serem libertados”, disse ela.

“Estes incluíam pastores. Então os guardas da prisão me pressionaram, dizendo: ‘Faremos você [renunciar à sua fé] à força. Se você não obedecer, você morrerá.”

A pressão continuou quando ela foi transferida para outra prisão na costa do Mar Vermelho e colocada em uma cela subterrânea onde ela e os outros presos, muitos deles cristãos, recebiam apenas um copo de água por dia.

Uma noite, ela e outras prisioneiras foram obrigadas a correr descalças em um terreno espinhoso e espancadas na tentativa de fazê-las renunciar à sua fé.

Em vez disso, ela disse a seus torturadores: “Deus me deu a vida; dar a Ele minha vida é uma coisa pequena.”

Certa vez, a surra foi tão forte que ela se lembra de ter visto sua alma separada de seu corpo e ouvido o canto dos anjos.

Deus a sustentou durante a tortura e lhe deu uma bela visão de estar nos braços de Jesus.

“Um homem, que se parecia com Jesus, estava segurando uma menina em seus braços. A menina estava feliz e se divertindo, mas o homem estava profundamente angustiado, porque a estava protegendo do espancamento”, ela compartilhou.

“As varas não caíam sobre mim, mas sobre Jesus, por isso pude suportar a surra. Ele sempre esteve comigo no sofrimento, de modo que até nisso somos vitoriosos.”

Ela disse que foi sua fé que a ajudou a superar isso.

“Recebi graça para suportar a dor e, quando olhei para as pessoas que me batiam, percebi que, embora eu estivesse sofrendo agora, isso me levaria à glória”, disse ela.

“Meus torturadores estavam rindo, mas eu sabia que o fim deles seria a perda, então comecei a amá-los. Naquele momento, um versículo da escritura veio ao meu coração e eu orei: ‘Perdoe-os, porque eles não sabem o que estão fazendo. .’ Eu terminei aquela noite com vitória.”

Ela também credita o poder sustentador da oração pelos crentes em todo o mundo.

“Suas orações me salvaram. Esta vitória é uma vitória para todos nós”, disse ela.

“A graça de Deus tornou tudo possível. Sinto-me tão abençoado por participar do sofrimento de Cristo. Mesmo agora, não tenho nenhum ódio contra aqueles que me colocaram na prisão e tentaram tornar minha vida miserável. Eu os amo.”

A Eritreia é um dos países de preocupação no relatório anual de Tendências de Perseguição da Release International.

O CEO da Release International, Paul Robinson, está pedindo aos cristãos que fiquem com seus irmãos e irmãs na Eritreia “enquanto continuam a passar por esta noite escura da alma”.

“Eles precisam de nossas orações”, disse ele.

“A liberdade de fé é a pedra angular de todas as liberdades humanas. A Release International continua a apelar à Eritreia para libertar todos os prisioneiros cristãos e permitir plena liberdade de fé mais uma vez no seu país.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Igreja Universal gasta milhões e compra horário nobre da Gazeta

Edir Macedo (Foto: Site da Igreja Universal)
Edir Macedo (Foto: Site da Igreja Universal)

A Igreja Universal do Reino de Deus, liderada por Edir Macedo, fechou um acordo milionário com a Gazeta. Desde a semana passada, a instituição religiosa passou a ocupar quase todo o horário nobre da emissora que pertence à Fundação Cásper Líbero.

A IURD já ocupava a faixa das 20h às 22h. Agora, está no ar entre 20h e 2h.

Informações apuradas pela equipe do Notícias da TV concluíram que a Igreja Universal desembolsou o valor de R$ 1,2 milhão por mês, com contrato válido até o fim de 2023.

O acordo pode ser renovado por mais um ano, caso seja do interesse de ambas as partes. A Gazeta vai faturar quase R$ 15 milhões.

Vale lembrar que a faixa que a Igreja Universal comprou exibia o Gazeta Shopping, atração de televendas que expõe pequenas empresas. Como o faturamento não era tão bom, a direção do canal não pensou duas vezes e decidiu topar a proposta feita pela instituição religiosa liderada por Edir Macedo, que também é dono da Record.

Fonte: TV Foco

Morre sogro da cantora Cassiane

Jairinho, seu pai e Cassiane (Foto: Reprodução)
Jairinho, seu pai e Cassiane (Foto: Reprodução)

Neste domingo (29/01), o pastor Jairo Manhães, esposo de Cassiane, usou as redes sociais para comunicar o falecimento do seu pai, Benedicto Guimarães Rodrigues Saudades. A cantora gospel também lamentou a morte do sogro. A causa do falecimento não foi revelada.

Jairo Manhães fez questão de ressaltar o legado que o seu pai deixou para a família e toda a comunidade evangélica.

O homem mais nobre que conheci. Que me instruiu a seguir nos Caminhos do Senhor. Me ensinou a ser homem. Ser Esposo e Pai. Me ensinou a ser temente a Deus , quando desde muito cedo me colocava em seu “fusca verde” e me mentoriava sobre a vida!
Homem íntegro… respeitoso. A primeira pessoa que acreditou em mim… me chamava de Filho e Pastor”, iniciou ele, em um post no Instagram.

“Toda semana me ligava para pedir conselhos mas, na verdade eu que era aconselhado por sua sabedoria. Se hoje sou pai , esposo, amigo, irmão , é porquê eu aprendi com esse grande homem. BENEDICTO GUIMARÃES RODRIGUES SAUDADES foi promovido ontem aos céus… sentado em casa tranquilo nos seus 94 anos assistindo Flamengo e palmeiras”, disse.

“Isso não é uma homenagem pela morte mas, um registro de um homem que deixa grande legado”, finalizou ele.

Fonte: Fuxico Gospel

Confeiteiro cristão, processado por se recusar a fazer bolo gay, vai apelar no Tribunal

Jack Phillips, confeiteiro cristão (Foto: Alliance Defense Freedom)
Jack Phillips, confeiteiro cristão (Foto: Alliance Defense Freedom)

Advogados da Alliance Defense Freedom (ADF) informaram que o confeiteiro cristão Jack Phillips, que enfrenta uma batalha judicial por se recusar a fazer um bolo gay, vai apelar de uma decisão do Tribunal de Apelações Estadual que tenta forçá-lo a expressar mensagens que violam sua fé.

Depois de mais de uma década no tribunal, o proprietário da Masterpiece Cakeshop ainda está sendo processado.

“Todo americano deve ter a liberdade de viver e trabalhar de acordo com suas crenças, sem medo de punição do governo”, defendem os advogados do profissional.

Quando Jack se recusou a fazer um bolo com tema homossexual, em 2012, ele deixou claro que sua decisão não tinha a ver com um ato de discriminação ou homofobia.

Luta pela liberdade de expressão e religião

Desde o início, Jack e sua esposa concordaram que já havia muitas coisas que eles não faziam por causa de sua fé e consciência, inclusive bolos com temas de halloween, que defendem o uso de drogas ou que depreciam as pessoas, inclusive aquelas que se identificam como sendo da comunidade LGBT.

O profissional questiona os rótulos e acusações que foram lançados contra ele pela Comissão de Direitos Civis do Colorado, após determinar que “sua liberdade de religião não lhe dava o direito de recusar fazer o bolo em questão”.

“A liberdade de expressão é para todos. Ninguém deve ser forçado a expressar uma mensagem que viole suas crenças fundamentais”, disse o conselheiro sênior da ADF, Jake Warner, que argumentou perante o tribunal em nome de Phillips.

Ditadura LGBT

De acordo com os advogados da ADF: “Vivemos em um país onde a liberdade de expressão e religiosa são protegidas. Embora possamos discordar em certas questões, todos devemos ser livres para viver e trabalhar de acordo com nossas crenças”.

“Jack Phillips, assim como todo profissional criativo, tem o direito de se recusar a usar suas habilidades artísticas para expressar mensagens ou celebrar eventos dos quais discorda”, continuam.

“Mas ao longo da batalha legal de Jack, uma coisa ficou bem clara: alguns nunca vão aceitar educadamente aqueles que discordam de suas ideias”, apontam.

A organização explica que, para Autumn Scardina, o homossexual que entrou com uma ação contra Jack, não bastou que o profissional perdesse grande parte de seus negócios, desde que o Colorado o perseguiu pela primeira vez.

Scardina não se contentou em ver Jack ter que defender sua liberdade religiosa na Suprema Corte dos Estados Unidos, nem em ver sua família suportando anos de assédio e até ameaças de morte.

“Para alguns, não será suficiente até que a Masterpiece Cakeshop feche suas portas. Eles querem que Jack, um empresário americano médio, pague um preço alto, tudo porque ele quer viver de acordo com sua fé”, alertou a ADF.

Provocações

Autumn Scardina, advogado transgênero que processou Jack. (Foto: Reprodução/Facebook Scardina Law)

Embora Scardina, que é advogado, tenha entrado com uma ação contra Jack, em 2012, ele perdeu. Em 2018, o confeiteiro finalmente recebeu a vitória tão esperada, em uma decisão de 7 a 2 em favor do profissional.

A Suprema Corte dos EUA considerou que o Estado agiu como “hostilidade clara e inadmissível” em relação às crenças religiosas de Jack, violando a Primeira Emenda.

O caso deveria ter acabado por aí, mas então veio a perseguição por parte do Estado, pela segunda vez, poucas semanas após a decisão da Suprema Corte. Isso porque Scardina não se deu por satisfeito e ligou para a confeitaria de Jack pedindo um bolo personalizado.

Dessa vez, o advogado que é transgênero, pediu um bolo desenhado em azul por fora e rosa por dentro para celebrar e refletir a transição de homem para mulher. A loja recusou o pedido porque a mensagem do bolo contradiz a crença religiosa de Jack.

Meses depois, Scardina pediu outro bolo, especificando que queria a imagem de Satanás fumando maconha. Jack processou o Estado por atacá-lo e a ADF descobriu mais evidências demonstrando a hostilidade estatal anti-religiosa das autoridades do Colorado.

‘A liberdade de expressão é fundamental’

Scardina precisou desistir da reclamação, mas sua insistência em prejudicar e perseguir Jack o levou a recomeçar em outro tribunal. As reivindicações são semelhantes às levantadas no caso contra Jack que o Colorado já rejeitou.

Um tribunal de primeira instância decidiu contra Jack, então a ADF recorreu do caso ao tribunal de apelações estadual. Esse tribunal também decidiu contra Jack em uma decisão que o forçaria a expressar mensagens que violassem suas crenças. Jack vai apelar dessa decisão.

“Os ventos culturais podem mudar, mas a liberdade de expressão é fundamental para nosso autogoverno e para a busca livre e destemida da verdade”, concluiu a organização.

Fonte: Guia-me com informações de Alliance Defense Freedom

Pastores são indiciados por construir igrejas em área ecológica em Goiás

Igreja construída no Morro da Serrinha em Goiás (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Igreja construída no Morro da Serrinha em Goiás (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Três pastores evangélicos construíram duas igrejas na área verde do Morro da Serrinha de forma irregular. Segundo a Polícia Civil (PC), a área, localizada em Goiânia, abrange uma área de mais de 100 mil metros quadrados e virou centro das investigações após a invasão do terreno.

Luziano Carvalho, chefe do Departamento Nacional de Combate a Crimes Ambientais (Dema), disse que já detectou forte atividade humana no local após o incêndio de junho de 2021.

“Fizemos investigações, e os indícios eram de que o fogo começou na parte interna do Morro. No entanto, não foi possível atribuir responsabilidade”, afirmou

A Dema confirmou ter recebido denúncias de crimes ambientais e de perturbação no ambiente, oriundas de uma atividade de invasão com destruição da flora, uso de fogo e construção de barracas.

Segundo o delegado, a situação decorreria de um processo irregular de assentamento de líderes religiosos na localidade. As autoridades narram que os indiciados autodenominados pastores ergueram tendas para servir de igrejas e moradia, denominadas “Tenda 1º é Deus” e “Instituto Grupo de Resgate de Almas para Cristo (Igrac)”.

Os suspeitos disseram que já faziam atividades religiosas e sociais no local, só que passaram a residir no local há cerca de três anos. O delegado do caso afirma que todos possuem residência própria em outra região, e um deles possui uma casa nas proximidades do Morro, de onde ele puxaria energia elétrica para a tenda.

Segundo Carvalho, houve tentativa de negociação com os acusados para a desocupação do local, mas sem sucesso.

O delegado relatou ter identificado ao menos 13 pontos de irregularidades no Morro da Serrinha, o que inclui descarte irregular de lixo, erosão e degradação da fauna, em decorrência da invasão irregular. Uma grande parte já foi corrigida, contudo as tendas-igrejas continuam.

Fonte: Diário do Estado

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-