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Pastores bolsonaristas se manifestam e pedem oração por Lula

Lula após ganhar o 2º turno da eleições de 2022
Lula após ganhar o 2º turno da eleições de 2022

O triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL) gerou, ao menos num primeiro momento, recuo no tom belicoso de vários pastores que fizeram campanha nas igrejas pela reeleição do presidente.

O pastor Silas Malafaia, um dos cabos eleitorais mais vocais de Bolsonaro, estava num culto de sua Assembleia de Deus Vitória em Cristo quando a derrota do seu candidato foi confirmada.

Puxou, pouco depois, uma oração pelo petista que passou o ano todo chamando de bandido. Não que Malafaia tenha aplaudido a vitória lulista, mas a beligerância refluiu.

“Como eu disse aqui na igreja, a vontade do povo se estabelece, e o povo que vota, que faz escolha, é responsável por suas consequências”, disse e emenda uma risada. “Só isso. A igreja vai marchar triunfante.”

“Qual é o meu papel? Orar pelo presidente que foi eleito”, afirmou. “Nós temos que orar pela autoridade constituída.” O bíblico Livro de Timóteo recomenda “súplicas, orações, intercessões e ação de graças” por “todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”.

Pediu, então, “uma bênção sobre o Lula, sobre governadores, sobre senadores, sobre deputados”. Antes, lembrou que já havia, no passado, apoiado um candidato vencido –o tucano Aécio Neves– e nem por isso deixou de orar pela campeã daquele pleito, Dilma Rousseff (PT).

“Na época da eleição, eu largo o aço”, disse. Depois, a história muda. Malafaia contou que esteve com Dilma oito meses antes de seu impeachment, e por ela orou. “Pedi licença, pode botar a mão na sua cabeça? ‘Pode.’ […] Tem que orar por ela, meu irmãozão.”

O pastor não poupou Lula por completo, contudo. Criticou líderes evangélicos que se omitiram na eleição, o que para ele aconteceu por medo que o PT ganhasse, e disse que a igreja continuou firme e forte mesmo após o comunismo do século 20 e Nero, o quinto e incendiário imperador romano, que governou no século 1. “Não tenho medo de diabo, rapá, vou ter medo de homem?”

O deputado Marco Feliciano (PL-SP), outro aguerrido defensor de Bolsonaro, também suavizou o tom contra Lula. Terminado a fala de vitória do petista, foi ao Twitter: “Vi o discurso de Lula. Começou agradecendo a Deus. Falou de Deus em vários momentos. Reafirmou compromisso pela liberdade religiosa, evitou temas que causam divergências com o segmento evangélico e terminou agradecendo a Deus. Aprendeu a nos respeitar? Tenho dúvidas. O tempo dirá”.

Na manhã desta segunda (31), num esquema morde e assopra, recorreu à Bíblia para sugerir que o PT é um mal a ser combatido. “Bom dia! ‘Mas o Senhor é fiel; ele os fortalecerá e os guardará do Maligno.’ 2 Tessalonicenses 3:3.”

O apóstolo Renê Terra Nova, importante liderança do Norte, disse que domingo havia sido “um dia muito difícil”, mas frisou que votou em Bolsonaro como cidadão, não como igreja. Pediu respeito ao resultado e disse que “os justos não temem as más notícias”, uma passagem bíblica.

“O Brasil não é o Brasil dos evangélicos, tem evangélicos. Não é o Brasil dos cristãos, tem cristãos. O Brasil é o Brasil dos brasileiros.”

Seguido por milhões nas redes sociais, o pastor Cláudio Duarte usou o Instagram para passar sua mensagem, o que fez com a camisa do Brasil, símbolo dos apoiadores de Bolsonaro. Na legenda, uma nota irônica: “Bom dia Brasil!!!! Nada como uma boa noite de sono e uma oração matinal para levantar a cabeça e prosseguir na caminhada. Vem aí o melhor Governo que a esquerda já fez!!!!”

Na fala, um aceno à pacificação. “Obviamente não tô alegre com isso [a derrota], mas se dizer que estou entristecido, não mudo nada.” Duarte também pediu que é preciso “orar para que o Brasil cresça” e “respeitar esse resultado”.

O apóstolo Estevam Hernandes, idealizador da Marcha para Jesus e da igreja Renascer em Cristo, preferiu a camisa do São Paulo, seu time, para uma live em que reforçou nunca ter se levantado “para falar pessoalmente contra A ou B”.

Disse, na sequência, que a postura cristã é a de dar exemplos. “Jesus nos deu o desafio de orar até pelos nossos inimigos. Em caso de política, não temos inimigos, mas sim divergentes.”

Em julho, Hernandes disse à Folha de S.Paulo achar que a reconciliação com Lula era “impossível”. “Creio que [as predileções eleitorais] são caminhos bem definidos, e que obviamente se vai até o final por esse caminho. Agora, claro, a gente tem que aguardar o resultado das urnas para saber aquilo que vai acontecer do governo que virá”, afirmou à época.

Nem todos no meio, no entanto, diminuíram a carga contra Lula. Viralizou em círculos evangélicos uma frase atribuída a João Calvino, um dos próceres da Reforma Protestante: “Quando Deus quer julgar uma nação, Ele lhes dá governantes ímpios”. O apóstolo Agenor Duque, da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, foi um dos que compartilhou a máxima.

O chefe máximo da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo, também dono da TV Record, gravou um vídeo direcionado aos seguidores no qual afirma que “o resultado (da eleição) não foi o que a gente esperava”, mas que foi feita a vontade de Deus.

“Clamamos a Deus para que viesse nos dar um governo de acordo com os nossos princípios. Que são os princípios da família, sobretudo de Deus, e também da pátria. Mas nós também incluímos no nosso clamor que fosse feita a Sua vontade. E a vontade de Deus foi feita. Graças a Deus”, afirma.

E acrescenta. “A minha fé não está no homem, não está no presidente A, B ou C (…) , a minha fé está na palavra de Deus”. E aconselha. “Vamos olhar para a frente, não vamos ficar chorando o leite derramado. Você não vai perder a sua paz por causa de política”, disse.

Outro líder importante da igreja, o seu sobrinho Marcelo Crivella, ex-senador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e também bispo, foi na mesma linha em outro vídeo dirigido aos fiéis para falar sobre o resultado da eleição. “Às vezes, a gente ora, jejua por semanas, implora por uma coisa que a gente acha tão justa, mas o importante é aprendermos que a vontade de Deus é soberana, justa e perfeita. E quando a gente cumpre a vontade de Deus, mais na frente nós vamos entender que é o melhor”, afirma.

O pastor Marcos Pereira, deputado federal reeleito e presidente nacional do Republicanos – o partido ligado à Igreja Universal –, também foi na linha de tranquilizar os eleitores da legenda, mas deu um tom mais político à pregação. “Apoiamos o presidente Bolsonaro até o último minuto, trabalhamos, mas, nas urnas, o povo escolheu. E as urnas são soberanas”, disse.

Apontado como sucessor de Edir Macedo na Igreja Universal, seu genro Renato Cardoso afirmou numa live que o momento é de provação.

“Tudo isso aí simplesmente vai fortalecer aqueles que já são da fé. Vamos ver daqui pra frente uma distinção cada vez maior entre o bem e o mal.” Cardoso é o bispo quem assinou um texto, no site da igreja, dizendo que é impossível ser cristão e de esquerda ao mesmo tempo, tese que ajudou a criar uma onda de perseguição nos templos contra pastores e fiéis alinhados ao campo progressista.

André Valadão, o membro mais barulhento do clã à frente da Igreja Batista Lagoinha, não freou sua agressividade contra o presidente eleito. Postou uma montagem do rosto de Lula como dom Pedro 1º. “Dom Preso Primeiro – se for para roubar, diga ao povo que volto!”

Também questionou se Geraldo Alckmin (PSB), vice do petista, seria “mais rápido do que Temer”, alusão ao impeachment de Dilma que colocou Michel Temer (MDB) na Presidência. E publicou em caixa alta: “DESORDEM E RETROCESSO”.

Fonte: MSN, Veja e Folha de São Paulo

Reforma Protestante: “Em 31 de outubro não celebramos os mortos, mas os heróis”, diz pastor

Pastor Rodrigo Mocellin. (Foto: Captura de tela/Vídeo YouTube Pastor Rodrigo Mocellin)
Pastor Rodrigo Mocellin. (Foto: Captura de tela/Vídeo YouTube Pastor Rodrigo Mocellin)

Para que servem os feriados? De acordo com o professor e pastor, Rodrigo Mocellin, da igreja Resgatar Guaratinguetá: “Os feriados servem para retratar a identidade de um povo”.

Ao citar o calendário judaico, o pastor lembra que todas as festas e celebrações apontavam para algo especial na vida do povo. E assim, acontece com os demais povos que não adoravam ao Deus verdadeiro.

Logo, o feriado do Halloween ou Dia das Bruxas não tem nenhuma origem dentro do cristianismo. “Para alguns, participar de um evento de origem pagã, expõe seus filhos a influências demoníacas, outros não veem nenhum mal por não haver uma conotação religiosa”, explicou Mocellin.

‘Participar do Halloween é a perda da identidade cristã’

Na opinião do pastor, o cristão não deve se associar a esse tipo de feriado. Segundo ele, a origem do Halloween não é tão fácil de entender. “Alguns associam a festa ao ‘rei dos mortos’, outros dizem que tem vínculo com a cultura celta, que marcava o início do calendário em 1º de novembro”, continuou.

Logo, o dia 31 de outubro seria o último dia do ano para esse povo que acreditava que “o mundo dos vivos e dos mortos estaria mais próximo, o que abriria a porta do inferno para que os demônios saíssem para assombrar as pessoas”.

“Para conter a fúria desses demônios, os sacerdotes recolhiam oferendas das pessoas para que ficassem mais tranquilos. Desse modo, ‘doces ou travessuras’ das crianças substituiria ‘oferenda aos deuses ou a maldição em sua casa’”, esclareceu.

“Qualquer que seja a origem do Halloween, ela remete a mortos, demônios e espíritos. Participar de um evento desse é a perda da nossa identidade”, resumiu.

Que identidade imprimimos em nossos filhos?

“Em Israel, cada feriado retratava algo. O povo era escravo do Egito e, na noite de fuga da escravidão, Deus ordenou que os judeus celebrassem uma festa com um cordeiro — a Páscoa”, lembrou.

Ele continua explicando que havia um ritual a ser respeitado — cordeiro sem defeito, sangue no batente da porta e o ato de “comer às pressas”. Todos os anos, os judeus deveriam celebrar esse feriado.

E qual a razão disso? “Em Êxodo 12.26, Deus explica: ‘Imprimir uma identidade em seus filhos’. As crianças iriam olhar para aquele ritual e perguntar: ‘Por que estamos fazendo isso?’ E então, os pais contariam sobre os grandes feitos de Deus por Israel”, respondeu.

Feriados eram oportunidades de mostrar às crianças que “a formação daquele povo estava totalmente atrelada ao poder e ao amor de Deus por eles”.

“Este é o objetivo de um feriado — imprimir uma identidade nacional. E quando seu filho perguntar: Por que se vestir de monstro? Por que dizer: doce ou travessura? Você terá que levá-lo à origem ruim dessas coisas”, explicou.

Como explicar o significado do Halloween?

O pastor diz que, se os pais cristãos disserem que “o feriado não significa nada”, será tão ruim quanto participar dele.

“É deixar o paganismo para adotar o materialismo”, explicou Mocellin ao lembrar que o materialismo faz parte da identidade nacional de quase todos os países do Ocidente, onde anjos e demônios, Deus e diabo, podem ser apenas figuras.

“Sendo assim, você pode se vestir do que quiser, e é assim que pensa a maioria. No entanto, nós, protestantes, temos uma identidade e uma origem para o dia 31 de outubro”, mencionou.

Dia da Reforma Protestante

Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou suas 95 teses nas portas da Igreja de Wittenberg e sua iniciativa em protestar contra a doutrina e a prática de indulgências mudou o rumo da história do cristianismo.

“Historiadores, protestantes ou não, concordam que não dá para explicar o Ocidente livre e próspero que surgiu sem falar da Reforma Protestante”, considerou o pastor.

“Se não fosse a Reforma, até hoje estaríamos rezando missa em latim, acendendo vela para morto, pagando indulgências pela nossa Salvação e nos ajoelhando diante de pedaços de gesso”, continuou.

‘Indulgências ou salvação pela graça?’

“Deus usou Moisés para libertar seu povo da escravidão egípcia e Deus usou seu servo Lutero para nos libertar da escravidão católica. Por que não comemorar a Reforma?”, questionou o pastor.

Como sugestão, ele disse que as crianças podem ser vestidas de monges e bater nas portas dos vizinhos, perguntando: “Indulgências ou salvação pela graça?”.

Comparando os dois feriados, Reforma e Halloween, o pastor ainda pergunta: “A Bíblia — que foi atestada por Cristo como palavra de Deus ou Concílios que se contradizem?

“Nós temos algo a celebrar no dia 31 e não é o Dia dos Mortos, é o Dia dos Heróis. Nós sabemos da nossa origem e identidade. Nós descendemos de homens dispostos a morrer por sua fé, pois sabiam que ‘1 mais Deus é maioria’”, concluiu.

Fonte: Guia-me

Bíblias e literatura cristã são distribuídas na Malásia

Caixa com Bíblias e literaturas para a Malásia
Caixa com Bíblias e literaturas para a Malásia

Recentemente, parceiros da Portas Abertas conversaram com um cristão local que oferece estudos bíblicos para cristãos na Malásia. O trabalho permite que Bíblias em áudio e literatura cristã cheguem às mãos dos participantes dos estudos. O foco do projeto é apoiar cristãos que atuam na polícia e não tinham acesso às Escrituras.

O projeto começou há seis meses, fortalecendo a fé dos cristãos. Os materiais oferecidos foram traduzidos para o idioma local e alguns foram enviados em inglês. Parceiros da Portas Abertas enviaram 78 kits contendo um livro devocional e um aparelho com Bíblia em áudio. Desse modo, diversos cristãos têm sido abençoados com a palavra de Deus em língua materna.

Os participantes dos estudos bíblicos mostram a cada dia que estão aprofundando o conhecimento sobre a palavra de Deus e desenvolvendo o relacionamento com o Senhor. “Receber a Bíblia me ajudou a progredir na leitura das Escrituras e a firmar a minha fé em Jesus Cristo”, disse Tommy, um dos policiais que participa do projeto.

O número de interessados continua crescendo, por isso o cristão local responsável pelo projeto já solicitou outro lote de Bíblias em áudio para formar uma nova turma de estudos. Louvamos a Deus por cada cristão abençoado até agora e contamos com o apoio da igreja brasileira em oração para que outras vidas sejam transformadas pela palavra de Deus.

Fonte: Portas Abertas

Batalhas bíblicas são comprovadas por campos geomagnéticos em Israel

Arqueólogo israelense. (Foto: Captura de tela/YouTube TAUVOD)
Arqueólogo israelense. (Foto: Captura de tela/YouTube TAUVOD)

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU) e da Universidade Hebraica de Jerusalém (HU) lideraram a equipe que desenvolveu uma nova ferramenta científica confiável para datação arqueológica.

Através da reconstrução do campo magnético da Terra, registrado em restos de rochas queimadas ou peças arqueológicas, foi possível analisar 21 camadas de destruição arqueológica em todo Israel.

Pesquisadores israelenses verificaram vários relatos que são citados na Bíblia, como campanhas militares de egípcios, arameus, assírios e babilônicos, contra os reinos de Israel e Judá.

Descobertas geomagnéticas

Os achados indicam, por exemplo, que o exército de Hazael — rei de Aram-Damasco — foi responsável pela destruição de várias cidades, entre elas Tel Rehov, Tel Zayit e Horvat Tevet, além de Gate dos Filisteus.

Outras descobertas geomagnéticas mostram que sítios no sul de Judá foram destruídos pelos edomitas, que se aproveitaram da destruição de Jerusalém e do Reino de Judá pelos babilônios.

Ao mesmo tempo, o estudo refuta a teoria predominante de que Hazael foi o conquistador que destruiu Tel Beit She’an.

Descrito como um “avanço científico”, o esforço envolveu 20 pesquisadores de diferentes países e especialidades que dataram com precisão as 21 camadas de destruição, em 17 sítios arqueológicos em Israel.

Campo magnético na destruição do Primeiro Templo

O estudo interdisciplinar foi publicado no PNAS — Publicação Oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA — e foi baseado na tese de doutorado de Yoav Vaknin, que foi orientado pelos professores Erez Ben-Yosef, Oded Lipschits e Ron Shaar.

Os pesquisadores disseram que os geofísicos, que buscam entender o mecanismo do campo magnético da Terra, acompanham as mudanças ocorridas ao longo da história.

Para isso, usaram achados arqueológicos contendo minerais magnéticos que, quando aquecidos ou queimados, registram o campo magnético no momento do incêndio.

Através de um estudo de 2020, os pesquisadores reconstruíram o campo magnético de 586 a.C., data em que o Primeiro Templo e a cidade de Jerusalém foram destruídos por Nabucodonosor e seu exército babilônico.

“Com base na semelhança ou diferença de intensidade e direção do campo magnético, podemos corroborar ou refutar hipóteses que afirmam que locais específicos foram queimados durante a mesma campanha militar”, disse Vaknin.

“Além disso, construímos uma curva de variação da intensidade de campo ao longo do tempo, que pode servir como uma ferramenta de datação científica, semelhante ao método de datação por radiocarbono”, continuou.

Sobre os últimos dias do Reino de Judá

Uma das descobertas mais interessantes reveladas pelo novo método de datação tem a ver com o fim do Reino de Judá. “Os últimos dias do Reino de Judá são amplamente debatidos”, disse Ben-Yosef.

“Alguns pesquisadores, confiando em evidências arqueológicas, argumentam que Judá não foi completamente destruída pelos babilônios. Enquanto Jerusalém e as cidades fronteiriças no sopé da Judéia deixaram de existir, outras cidades no Negev, nas montanhas do sul da Judéia e no sopé do sul da Judéia permaneceram quase inalteradas”, explicou.

Agora, os resultados magnéticos apoiam esta hipótese, indicando que os babilônios não foram os únicos responsáveis ​​pela morte final de Judá”, prosseguiu.

Várias décadas depois de terem destruído Jerusalém e o Primeiro Templo, os locais do Negev, que sobreviveram à campanha da Babilônia, foram destruídos, provavelmente pelos edomitas que se aproveitaram da queda de Jerusalém.

“Esta traição e participação na destruição de cidades sobreviventes podem explicar por que a Bíblia hebraica expressa tanto ódio pelos edomitas, por exemplo, na profecia de Obadias”, observou ainda.

Arqueomagnética e História

O sucesso da nova ferramenta de datação se dá porque os dados geomagnéticos apontam para datas exatas das destruições, que já são conhecidas a partir de fontes históricas.

“Ao combinar informações históricas precisas com pesquisas arqueológicas avançadas e abrangentes, fomos capazes de basear o método magnético em cronologia ancorada de forma confiável”, disse Ben-Yosef.

Outro artigo sobre os princípios científicos do novo método de datação “arqueomagnética” está em preparação pelo Journal of Geological Research.

Shaar, que liderou os aspectos geofísicos do estudo, bem como o desenvolvimento do método de datação geomagnética, disse: “O campo magnético da Terra é fundamental para a nossa existência. A maioria das pessoas não percebe que, sem ele, não poderia haver vida na Terra, pois nos protege da radiação cósmica e do vento solar”.

“O campo geomagnético é gerado pelo núcleo externo da Terra, a uma profundidade de 2.900 quilômetros, por correntes de ferro líquido. Devido ao movimento caótico deste ferro, o campo magnético muda ao longo do tempo”, continuou.

Até recentemente, os cientistas acreditavam que ele permanecia bastante estável por décadas, mas a pesquisa arqueomagnética contradiz essa suposição ao revelar algumas mudanças extremas e imprevisíveis na antiguidade.

“Nossa localização aqui em Israel é particularmente propícia à pesquisa arqueomagnética, devido a uma abundância de achados arqueológicos bem datados”, disse ainda

“Na última década, reconstruímos campos magnéticos registrados por centenas de itens arqueológicos. Ao combinar esse conjunto de dados com os dados da investigação de camadas de destruição histórica de Yoav Vaknin, fomos capazes de formar uma curva de variação contínua mostrando mudanças rápidas e acentuadas no campo geomagnético”, afirmou.

“Esta é uma notícia maravilhosa, tanto para os arqueólogos que agora podem usar dados geomagnéticos para determinar a idade de materiais antigos, quanto para os geofísicos que estudam o núcleo da Terra”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Jerusalém Post

“Sequestro da Fé”: A onda de fake news que assola igrejas evangélicas em 2022

Uma mulher, indignada, em frente à câmera de seu smartphone questiona “De onde foi que vocês tiraram isso que para poder servir a Jesus tem que votar em Bolsonaro? Que absurdo é esse? Que absurdo é esse, Igreja? Acorda!”. “Eu estou com vergonha de dizer que sou cristã para não ser confundida […] com uma pessoa que está sendo enganada por pastores”, desabafou. O relato – que já soma mais de 736 mil visualizações no TikTok – é de Paloma Gomes, 35.

A professora de Geografia, que agora trabalha com vendas em Mossoró (RN), frequentava a Igreja Universal do Reino de Deus há quase 15 anos, mas deixou de ir há cerca de um mês porque se cansou do que ela chamou de “sequestro da fé”.

Nas últimas vezes em que foi ao culto, Paloma lembra de ver no telão da igreja, diferentes leis, supostamente tramitando no Congresso Nacional, uma delas, lembrou afirmaram que igrejas seriam proibidas de atrair novos fiéis. Desconfiada, no próprio culto, ela usou seu celular para conferir no Google e viu que se tratava de uma informação falsa. A suposta lei das igrejas é do Rio de Janeiro e, na verdade, trata sobre assédio religioso em repartições públicas.

Influência pastoral

Na semana do primeiro turno, 57% dos eleitores evangélicos que votariam em Bolsonaro acreditavam que Lula fecharia igrejas, caso fosse eleito. O dado é de uma pesquisa da Genial/Quaest. Para Vinicius do Valle, cientista político e ​​curador do Observatório Evangélico, essa aderência se deve à confiança que existe dentro da comunidade religiosa. “Quando você tem um membro que está espalhando esse tipo de coisa, há um acolhimento maior”, afirmou.

Outro fator relevante é a chamada “influência pastoral”. Essa influência é maior entre evangélicos, uma vez que eles frequentam mais as igrejas do que outros grupos religiosos: “O grau de influência pastoral entre os evangélicos é, portanto, ligeiramente mais elevado, o que não significa que os evangélicos se comportam como gado, como rebanho, mas existe uma confiança dentro dessa relação. Portanto, uma fake news ali dentro é mais fácil de ganhar aderência do que se fosse dita por um desconhecido, por outro canal que não tem a mesma confiança, a mesma relação”, sustentou.

Essas informações, porém, muitas vezes não surgem nas igrejas. Magali Cunha, doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião, detalhou como funcionam essas redes de desinformação que, muitas vezes, partem de lideranças e figuras no poder:

“Muito desse conteúdo falso mentiroso calunioso vem de lideranças religiosas, […] personagens com muito destaque, pastores midiáticos, personagens do mundo político, Ministros de Estado ligados à fé cristã”.

A partir daí, esses conteúdos se difundem por sites gospels e portais de notícias do mundo evangélico e passam a ser repercutidos mais amplamente.

A demonização do opositor

Nos últimos meses, Paloma viu aumentar o número de cultos em que versículos da Bíblia eram tirados de contexto com o objetivo de “demonizar” o voto em Lula e “santificar” o voto em Bolsonaro: “Tentam encontrar uma forma de colocar aquilo ali dentro da palavra de Deus”.

Em um telão, mais de uma vez, Paloma assistiu nos cultos a vídeos com informações falsas sobre aborto, fechamento de igrejas, banheiros unissex, tais quais os que têm circulado nas redes sociais. “Todas essas fake news, a Igreja também coloca lá dentro”, afirmou. “Pegaram um vídeo de Lula fora de contexto, Lula dizendo que o Deus de Bolsonaro não era o mesmo Deus dele e colocaram lá na Igreja”, contou ela, que passou a ver os conteúdos também nos grupos de evangelização no WhatsApp e nos perfis de pastores nas redes sociais.

Magali Cunha explicou ao Yahoo! Notícias que essa demonização de candidatos é utilizada, sobretudo, por mexer com as crenças e com a fé dos eleitores. “Isso tem um efeito muito profundo porque as pessoas, há muitos anos nas igrejas, em especial as evangélicas, assimilam muito conteúdo associado à cultura gospel do inimigo, das músicas que falam de guerra espiritual, de combate ao inimigo, e agora os inimigos ganham nome nas eleições, […] então vai ser um partido político, vai ser um candidato, tudo isso personificado nessas mentiras que circulam”, detalhou.

Paloma viu a situação ficar insustentável após perceber que a política não saía da pauta das celebrações, o que a fez se sentir “praticamente expulsa” de sua igreja. Mesmo frequentando hoje outra denominação onde não se fala sobre o assunto, ela sente saudades de como as coisas eram: “O que mais me dói mesmo é que eu sinto falta da igreja, de como era antes. Dos trabalhos sociais, dos momentos bons que eu passei lá dentro. Eu cheguei doente na igreja, fui curada. Eu me sinto desamparada hoje”, compartilhou. “Foram anos e anos naquele lugar e de repente você não tem mais. E não tem mais como, eu não tenho mais cara para ir. É muito difícil, é um sequestro da fé”, lamentou.

Da pressão ao afastamento

A irmã de Paloma, Maria Gomes, 37, há pouco mais de 15 dias deixou a Igreja Batista da Lagoinha, que já frequentava há dois anos em Mossoró (RN). Assim como sua irmã, Maria se sentiu constrangida com a pressão sobre o voto.

A Igreja Batista da Lagoinha tem unidades nos Estados Unidos e Canadá comandadas por André Valadão, que, na quarta-feira passada (19), publicou um vídeo mentindo sobre ter recebido uma intimação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinando que ele se retratasse a respeito de mentiras contadas sobre Lula.

Ao resgatar o período anterior às eleições, Maria contou que “era normal, não se falava de política”. Antes do primeiro turno, porém, os cultos passaram a falar sobre política. Segundo ela, “induzindo a gente a votar em Bolsonaro”.

Vinicius considera que esse aumento, especialmente quando comparado com outras campanhas eleitorais, se deve à maior relação de algumas lideranças das principais denominações pentecostais com Jair Bolsonaro. “O conjunto dessas coisas faz com que a gente tenha uma campanha com uma importante é muito forte dos temas religiosos e uma procura muito grande por esses evangélicos que vêm mostrando uma relação muito próxima com o bolsonarismo”, avaliou.

Certa vez um pastor usou o púlpito para falar sobre a suposta ideologia de gênero, contou Maria: “Disse que o PT tinha mais de 70 ideologias de gêneros”. Nesse momento, ela sentiu raiva e quis se levantar, mas acabou ficando até o final. No dia seguinte, Maria voltou à igreja, apenas para cuidar das crianças com as quais fazia atividades, e, então, parou de frequentar a denominação.

O Yahoo! Notícias solicitou esclarecimentos a Igreja Universal do Reino de Deus, que afirmou que “nenhum fato semelhante a esses” ocorreu em seus templos em Mossoró (RN). Já a Igreja Batista da Lagoinha, citada nesta reportagem, não retornou até a publicação desta matéria. O texto será atualizado caso algum posicionamento seja encaminhado.

Contra a instrumentalização da fé

“Em 2018, a gente percebeu claramente a força das fake news, mas não havia essa interferência direta no voto das pessoas”, observou Valéria Zacarias, coordenadora nacional da Frente de Evangélicos. Hoje, porém, “a gente percebe que pastores comprometidos com o Bolsonaro, não são todos os pastores, […] começaram a entrar em uma rota de colisão e de opressão”, completou.

Desde 2016, a Frente atua no campo da política e dos direitos humanos, contra a instrumentalização da igreja e da fé evangélica. Dentre as diversas frentes de atuação nas eleições, Valéria explicou que o grupo também atua no combate às fake news: “A gente tem um programa de rádio, que passa em quase 40 estações do país. Nesse programa, a gente tem um quadro para desmontar fake news”.

Magali defende que os conteúdos informativos devem trabalhar com uma linguagem específica dos grupos religiosos, assim como faz o Coletivo Bereia, o qual ela integra. Isso porque isso possibilita que o conteúdo atinja o público-alvo. Além disso, ela identifica como essencial trabalhar com um processo educativo, que alcance essas comunidades e que possa explicar o que são fake news.

Em outra linha de atuação, a Frente de Evangélicos também conta com um observatório de crimes eleitorais em igrejas, criado em parceria com o Pacto pela Democracia. O observatório recebe as denúncias de fiéis e, com o apoio de um escritório de advocacia, as encaminha para o TSE. Em igrejas, é proibido qualquer tipo de campanha eleitoral, conforme a Lei das Eleições, nº 9.504, de 1997.

Valéria afirmou que o grupo recebe casos de lideranças religiosas usando o púlpito para disseminar fake news, mas que há também pastores que denunciam a perseguição de suas denominações. O grupo também recebe e encaminha essas denúncias.

O Yahoo! Notícias questionou a assessoria de imprensa do TSE sobre as medidas que o Tribunal vem tomando para combater a disseminação de fake news em espaços religiosos, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Fake news a contragosto

No interior de São Paulo, João*, evangélico há mais de 20 anos, frequenta uma Igreja Batista onde não se fala sobre política. Para evitar problemas, o grupo de WhatsApp era bloqueado e apenas administradores poderiam enviar mensagens: “Ele era basicamente um grupo de avisos, […] justamente porque, no passado, a gente já teve problemas com o envio de muita mensagem muito duvidosa”.

Na pandemia, porém, o cenário mudou. O grupo de Whatsapp que era fechado, foi aberto para que as pessoas pudessem trocar apoio. O pastor da igreja de João – que também é servidor da Justiça Eleitoral – não entra em questões políticas e desincentiva os fiéis a tratarem sobre isso no grupo da igreja. Os pedidos reiterados, contudo, não evitaram situações de mal-estar: “Várias vezes durante este ano houve atos falhos, principalmente por parte dos mais idosos, que eu acho que, como eles fazem disparo de mensagens em massa, em grupos de transmissão, eles também acabam mandando para a igreja por engano”.

Além de vídeos com falsos argumentos sobre fraude nas urnas, João classificou alguns dos conteúdos enviados como “muito ofensivos”. Ele se recorda de um que dizia: “Ah, agora eu quero ver o que essa cambada de vagabundo vai fazer com os nossos votos”. Houve, até mesmo, mensagens falando sobre prender servidores da Justiça Eleitoral. “Isso gerava constrangimentos óbvios, porque o pastor dessas pessoas era um desses que eles estavam xingando”, constatou.

João acredita que mesmo em sua igreja, onde não há pressão política para votar em determinado candidato, “as pessoas estão, de alguma forma, enfiadas em bolhas cristãs bolsonaristas em geral”.

O fim do diálogo

Ana* compartilhou que há mais de 30 anos frequenta uma Igreja Batista em Paulo Afonso (BA). Embora nenhum pastor tenha abordado questões políticas diretamente, ela se incomoda com o comportamento de membros e obreiros. Diariamente, Ana recebe mensagens privadas em seu WhatsApp com conteúdos associando a esquerda ao satanismo, ao fechamento de igrejas e a banheiros unissex para crianças.

Nas últimas eleições, ela lembra de ter recebido fake news, “mas de forma moderada”. Em 2022, sente que, ao rebater qualquer informação, sua fé é questionada: “É colocar em xeque a sua fé, no que você crê. E te induzindo a mudar de voto, mudar o que você pensa”, queixou-se.

Para ela, qualquer mensagem deve ser conferida, independentemente de quem a envie: “pode ser do meu grupo de igreja, pode ser do meu marido, pode ser dos meus filhos, eu vou lá e pesquiso a fonte para ver se realmente isso acontece”. Esse senso crítico não a deixou se enganar pelas fake news que tem recebido de companheiros da igreja. Ao rebater as informações falsas, porém, ela passou a ser vista de maneira diferente.

Essa impossibilidade de se contrapor incomodou Ana. “Você não pode hoje mais dizer o que tá certo, o que tá errado. Você não pode ter voz. Você, muitas vezes, tem que silenciar para não arrumar confusão. Isso começou a me preocupar”.

Ela defende o diálogo e a democracia com base no que aprendeu em sua vida espiritual:

“Cristo é minha referência de amor […] quando ele esteve aqui, ele acolheu, ele pôde sentar, ouvir, dialogar, acolher as pessoas e deixar que as pessoas tomassem a decisão. Ele não forçou a nada, ele fez refletir”. “A gente tem que ir atrás desse espírito de comunhão, de democracia, de liberdade”, concluiu.

Como denunciar assédio e perseguição nas igrejas?

É possível relatar o assédio eleitoral diretamente ao TSE por meio do aplicativo Pardal disponível para em aparelhos Andoid ou IOS. As denúncias também podem ser acompanhadas online, sem a necessidade de baixar qualquer aplicativo.

Já a Frente de Evangélicos, recebe denúncias por meio de seu WhatsApp. Os contatos tanto para fiéis quanto para pastores são disponibilizados em suas redes sociais.

*Nomes alterados a pedido dos entrevistados

Fonte: Yahoo! Notícias – Camila Xavier

57% dos eleitores evangélicos de Bolsonaro acham que Lula vai fechar igrejas

Fake News
Fake News (notícia falsa)

A desinformação de cunho religioso tem sido uma aposta de grupos políticos nestas eleições. Em janeiro deste ano, a pesquisadora Magali Cunha antecipou que a perseguição religiosa seria uma pauta relevante durante a campanha eleitoral e, na semana das eleições, uma pesquisa Genial/Quest mostrou que 34% dos eleitores evangélicos e 14% dos católicos acreditam na informação falsa que “Lula pretende fechar igrejas”.

Os pesquisadores fizeram a sondagem entre eleitores declarados de Bolsonaro, Lula, outros candidatos e indecisos. Dentro do universo dos entrevistados evangélicos e que declararam voto em Bolsonaro, 57% deles dizem ser verdade a afirmação “Lula pretende fechar igrejas”.

O número cai para menos da metade entre os eleitores de outros candidatos, 25% deles creem na desinformação. Entre os eleitores de Lula, apenas 4% acreditam na afirmação e entre os indecisos 22% acham que é verdade que ex-presidente vai fechar igrejas.

“Este tema da perseguição religiosa afeta profundamente as pessoas porque foge da pauta mais racional ligada à sobrevivência. É ligada ao imaginário de resistência dos cristãos e remonta a um período distante da história”, afirma Magali Cunha, doutora em Ciências da Comunicação e editora geral do coletivo Bereia.

Segundo ela, esta fakenews foi usada pelo ex-presidente Fernando Collor na campanha de 1989 contra Lula, que representaria o comunismo que fecharia igrejas. Depois da ascensão do PT ao poder, o tema desapareceu dando lugar à pauta moral, que foi crucial nas eleições de 2018. Em 2020, segundo Cunha, a desinformação sobre fechamento de igrejas foi trazida para as eleições municipais e se fortaleceu ainda mais neste pleito de 2022.

“O impacto desta desinformação é maior na base fiel ao atual presidente porque há uma liderança nas grandes corporações religiosas e também influenciadores digitais que estão com este discurso desde o ano passado. Usam este viés da liberdade religiosa e sabem construir esta abordagem”, analisa Magali Cunha.

A pesquisa do Ganiel/Quest também questionou os entrevistados sobre a afirmação “Bolsonaro pretende intervir no STF”. No geral, 28% responderam acreditar na afirmação, não havendo grande diferença no recorte religioso: 28% dos católicos, 27% dos evangélicos e 32% das pessoas com outra religião ou sem religião classificaram a questão como “verdade”. Entre os evangélicos especificamente, 36% dos que declararam voto em Lula acreditam na intervenção.

Fonte: Desinformante

Terceira temporada de “The Chosen” estreia em novembro nos cinemas dos EUA

“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.
“The Chosen” é uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. (Foto: Divulgação”.

A terceira temporada da série cristã “The Chosen” vai estrear nos cinemas em 18 de novembro. Os dois primeiros episódios da nova temporada serão lançados em mais de 2 mil salas nos Estados Unidos e em países de língua inglesa.

“O tema da terceira temporada é ‘Venham a mim, todos vocês que estão cansados ​​e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso’”, adiantou o diretor Dallas Jenkins.

“A fase de lua de mel acabou, agora todos os personagens têm que lidar com os custos e confusões ocasionais de seguir o Messias”.

The Chosen” será exibido pelo menos 10 vezes por cinema durante cinco dias, no Reino Unido, Irlanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além dos EUA. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Após atrasos devido à condições de tempo, pandemia e construção do estúdio de gravação, as filmagens da terceira temporada foram concluídas em setembro.

O trailer da nova temporada foi divulgado na última segunda-feira (17) e alcançou o top 1 do YouTube de vídeos mais vistos, por dois dias.

Enredo da 3ª temporada

Dallas Jenkins deu uma prévia do que o público pode esperar da terceira temporada de “The Chosen”, em entrevista anterior ao Eternity News.

A próxima temporada continuará mostrando a crescente fama de Jesus, mas agora com a popularidade do Messias começando a perturbar algumas pessoas.

“Agora que as multidões o seguem, as multidões estão vindo para Cafarnaum, onde vivem Jesus e alguns dos discípulos, e isso está começando a perturbar muito a construção social e governamental”, explica Jenkins.

“Os romanos estão começando a se envolver e a dizer: ‘Tudo bem, isso está começando a ficar um pouco fora de controle’. Os fariseus estão ficando ainda mais chateados”.

O diretor também revelou que a série continuará mostrando a luta pessoal dos discípulos em dedicar sua vida para Cristo, como os altos e baixos do casamento de Pedro e Eden. Além disso, os escolhidos começaram a proclamar o Evangelho.

“Nos evangelhos está escrito que os discípulos saem dois a dois, e eles começam a se juntar ao ministério e curar pessoas e expulsar demônios. E então, é claro, temos algumas das grandes e famosas histórias e milagres que introduziremos lá também”, acrescenta Dallas.

O diretor concluiu que a terceira temporada “é apenas mais de ‘Isso está crescendo!’ Isso está ficando maior agora; todo mundo sabe disso agora. Eles estão vindo para ouvir mais, e isso não deixa todo mundo feliz”.

Uma réplica em tamanho real da cidade bíblica de Cafarnaum foi construída no Texas para as gravações da terceira temporada.

Fenômeno mundial

Com mais de 420 milhões de visualizações em todo o mundo, “The Chosen” se tornou a maior série de TV produzida de forma independente com financiamento coletivo.

A produção baseada nos evangelhos de Jesus já foi traduzida para 62 idiomas e elogiada por críticos e fãs devido a precisão bíblica e drama emocionante.

“The Chosen passou de um projeto experimental para um fenômeno mundial e os fãs têm grandes expectativas para o próximo capítulo”, afirmou o diretor de conteúdo da Angel Studios, Jeffrey Harmon.

A produção é independente e pode ser assistida gratuitamente através do aplicativo da própria série.

Fonte; Guia-me com informações de Religion News Service

TV de R.R. Soares é acusada de assédio eleitoral para favorecer Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro entre o missionário R. R. Soares e seu filho, o deputado federal David Soares, em cerimônia de celebração de 40 anos da Igreja Internacional da Graça de Deus (Foto: Carolina Antunes/PR)
Presidente Jair Bolsonaro entre o missionário R. R. Soares e seu filho, o deputado federal David Soares, em cerimônia de celebração de 40 anos da Igreja Internacional da Graça de Deus (Foto: Carolina Antunes/PR)

Funcionários da RIT (Rede Internacional de Televisão), emissora a serviço do missionário R.R. Soares, dizem ter recebido orientações para favorecer o governo de Jair Bolsonaro (PL) na programação. As informações são da Folha de S. Paulo.

Afirmam ainda os funcionários, escutar que, se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar o pleito, correm sério risco de ficar sem emprego. Seus superiores, segundo eles, usam a fake news de que o petista teria planos de fechar igrejas para justificar a possível demissão em massa. O canal é ligado à Igreja Internacional da Graça de Deus.

As denúncias chegaram ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral.

Um funcionário disse que existem orientações para dar roupagem positiva a notícias potencialmente danosas ao presidente, que tenta se reeleger com apoio de R.R. Soares e praticamente toda a liderança evangélica graúda do Brasil.

Por exemplo: os jornalistas não poderiam dizer que a gasolina aumentou pela décima vez seguida ou que a inflação está nas alturas. A informação teria que ser embalada para minimizar danos eleitorais, afirmam eles. Melhor falar que o preço da gasolina subiu após ficar três meses em estabilidade ou que a inflação desacelerou nos últimos dias, e a queda foi percebida no leite, no óleo e no arroz.

A procuradora regional do Trabalho Adriane Reis de Araújo, da Coordigualdade (Coordenadoria de Promoção da Igualdade no Trabalho), diz que a ameaça velada de desemprego caso um candidato ganhe configura assédio eleitoral.

Com sede em São Paulo, a RIT funciona como uma concessão pública concedida a partir de Dourados (MS). Em seu site, apresenta-se como uma emissora “totalmente baseada em valores cristãos”, que “sempre direcionou sua grade de programação para boas notícias através de seu núcleo jornalístico”. Segundo o mesmo texto, ela está disponível em 289 canais abertos pelo país, em operadoras de TV por assinatura e por streaming na internet.

Família e política

A família do missionário é representada pelos filhos David Soares e Marcos Soares, eleitos deputados federais pelos diretórios de São Paulo e Rio do União Brasil.

Em 2021, David, que já é parlamentar, apresentou a emenda que concedeu anistia em tributos devidos por igrejas, uma dívida bilionária. Dados da Procuradoria-Geral da Fazenda mostravam na época que a Igreja da Graça devia cerca de R$ 160 milhões.

A equipe econômica do governo havia recomendado barrar o perdão tributário. Bolsonaro afirmou, na ocasião, que era obrigado a dar o veto presidencial à proposta, pois caso contrário poderia sofrer um impeachment por desrespeitar as leis de Diretrizes Orçamentárias e Responsabilidade Fiscal. Num aceno a aliados evangélicos, ele próprio, contudo, estimulou o Congresso a derrubar seu veto, o que acabou sendo feito.

R.R. Soares é aliado de Bolsonaro e também já recepcionou, em culto, o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa o governo de São Paulo.

Em setembro uma reportagem mostrou que a FIC (Fundação Internacional de Comunicação, braço midiático da igreja de R.R. Soares) é alvo de ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho, que traz acusações de violência psicológica, discriminação por idade, gênero, raça e orientação sexual, imposição de padrões de beleza a funcionárias e diversas outras infrações trabalhistas.

Fonte: Folha de S. Paulo

Extremistas islâmicos matam 15 cristãos na Nigéria

Cristãos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na Nigéria (Foto: Portas Abertas)

Extremistas Fulani e outros terroristas mataram dois cristãos no centro-norte da Nigéria na sexta-feira (21 de outubro) depois de matar 13 outros em dois ataques anteriores, disseram fontes.

Os agressores atacaram a vila de Gidan Ityotyev, condado de Obi, matando Moses Saaku e Aondofa Saaku e ferindo uma mulher cristã, todos membros da Igreja Cristã Reformada Universal (NKST na Nigéria), disse o líder da comunidade local Ukpuu Abaa em mensagem para Morning Star News.

“Uma mulher cristã chamada Kwaghdoo Saaku ficou ferida quando os extremistas cortaram um de seus seios”, disse Abaa. “Os pastores durante a invasão de nossa aldeia atiraram aleatoriamente em nosso povo que estava dormindo em suas casas.”

Na vila predominantemente cristã de Gidan Sule, no condado de Keana, na noite de 8 de outubro, os terroristas mataram 10 cristãos, deslocando centenas de outros, disse Peter Ahemba, presidente da Tiv Development Association. A maioria dos cristãos mortos eram mulheres, crianças e idosos que não conseguiram escapar do ataque, disse ele em uma mensagem de texto.

“Dez cadáveres de cristãos mortos durante o ataque à comunidade de Gidan Sule foram encontrados na manhã de domingo, 9 de outubro, por sobreviventes da comunidade”, disse Ahemba. “Os agressores, que acreditamos fortemente serem extremistas Fulani e terroristas, atiraram esporadicamente em cristãos que dormiam em suas casas”.

Ahemba teria dito que os agressores provavelmente foram mobilizados também para deslocar cristãos de etnia Tiv antes das eleições gerais na Nigéria em fevereiro.

O massacre ocorreu após um ataque semelhante na semana anterior na vila de Antsa, no distrito de Kwara, no condado de Keana, onde três cristãos foram mortos, disse ele.

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé no ano passado (1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021) em 4.650, acima dos 3.530 do ano anterior, de acordo com o relatório da Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500, acima dos 990 do ano anterior, de acordo com o relatório.

A Nigéria ficou atrás apenas da China no número de igrejas atacadas, com 470 casos, segundo o relatório.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2022, dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou do 9º lugar no ano anterior para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos.

Folha Gospel com informações de Mornig Star News

“Comemorar o Halloween é trair Jesus”, diz ex-satanista

John Ramirez é um cristão ex-satanista
John Ramirez é um cristão ex-satanista

Para o ex-satanista John Ramirez celebrar o Halloween é o mesmo que trair Jesus: “Os cristãos não veem os satanistas indo à igreja”.

Atualmente, Ramirez que é de Porto Rico, atua na Igreja como evangelista, em Nova York e também é autor de livros. Mas, no passado esteve muito envolvido com ocultismo e satanismo.

Agora ele se empenha em alertar os cristãos para que não se envolvam em eventos que podem abrir a porta para as forças das trevas.

Embora muitas comemorações sejam atraentes e até pareçam inocentes, elas são perigosas, explica Ramirez ao revelar que foi possuído por demônios por mais de 20 anos.

Agora ele leva a sério a missão de “expor a escuridão”. Quando era satanista, disse que seu foco era atacar Jesus Cristo e o cristianismo, não outras religiões.

“Ninguém tem como alvo Buda ou Maomé, porque budismo ou o islamismo não são religiões vistas como uma ameaça ao ocultismo ou às práticas da Nova Era”, explicou.

“O diabo não está perseguindo essas coisas porque elas estão em seu quintal de qualquer maneira”, disse durante uma entrevista ao Christian Post, onde fez uma citação de Anton Lavey, fundador da Igreja de Satanás.

“Ele diz em suas próprias palavras: ‘Quero agradecer a todos os pais cristãos que permitem que seus filhos celebrem o diabo, numa noite do ano’ — que é o Halloween”, advertiu Ramirez.

De acordo com o evangelista, o diabo agradece aos pais cristãos por vestirem seus filhos, mudar sua identidade e fazer esse sacrifício espiritual.

Guerra espiritual

Ramirez tem sido reconhecido como um cristão que trabalha para expor os esquemas do inimigo. “O diabo está trabalhando e espreitando nas sombras, visando os cristãos. Há guerra espiritual”, enfatizou.

Aos 8 anos de idade, Ramirez já frequentava cultos satânicos. Introduzido ao ocultismo pela família de seu pai, ele aprofundou-se nessas práticas até se especializar em feitiços, maldições e projeção astral.

Hoje, ao lado dos cristãos, ele alerta sobre a importância do discernimento e diz que é preciso estar equipado de conhecimento bíblico para entender que o diabo é real.

“Muitas pessoas que seguem a Cristo não parecem levar a sério a guerra espiritual, e isso é preocupante. Jesus nunca encarou o diabo de forma suave como vemos nas Escrituras, Ele o confrontou”, mencionou.

“Toda vez que Jesus confrontou o diabo, seja no deserto ou por meio de Pedro, ele disse: ‘Para trás de mim, Satanás’. Então, por que não podemos seguir os passos de Jesus?”, questionou.

‘Comemorar o Halloween é trair Jesus’

No passado, quando Ramirez era ativo no mundo da bruxaria, ele disse que “sabia que os cristãos eram espiritualmente anêmicos”.

“Eu sabia que eles tinham a unção, a autoridade e o poder para destruir o reino das trevas, mas eles não sabiam como usá-lo. Eles não sabiam executar. Eles podem vencer uma luta, mas não conquistam nada”, observou.

“Essa é a informação mais triste sobre os cristãos em geral. Não há nada de errado com Jesus porque Jesus é todo poderoso, não confunda isso. Estamos falando sobre os vasos na igreja, sobre as pessoas”, continuou.

“Precisamos colocar o diabo em seu lugar”, disse também ao citar sobre luta que os cristãos devem travar contra os demônios e suas enfermidades, sobre os tipos de escravidão em nossas casas e famílias.

Após lamentar as estatísticas que mostram a alta taxa de divórcio entre os casais cristãos, ele reforçou para que a Igreja não se envolva com o Halloween e que não tenham um “caso de uma noite”.

“Comemorar o Halloween é semelhante a passar uma noite na cama com o diabo. Para mim isso é como trair Jesus. Mas Jesus nunca nos traiu”, continuou.

Do satanismo ao cristianismo

Durante os 25 anos de Ramirez no satanismo, ele foi aclamado como o “guardião das trevas” por outros satanistas de alto escalão. Porém, em 1999, ele teve um encontro com a morte, durante um sono profundo.

Ele conta que “foi para o inferno” e descreve o medo que sentiu. “Deus me encontrou lá e quando voltei decidi entregar minha vida a Jesus”, disse.

Mas, sua transição do ocultismo para o cristianismo foi uma experiência muito difícil. Primeiro ele se desfez de todas as estátuas e símbolos satânicos, avaliados em cerca de 100 mil dólares (equivalente a 530 mil reais).

Ramirez foi atormentado pelos demônios durante 30 dias: “Eles [os satanistas] dizem que se abandonarmos o diabo pagaremos o preço, que algo vai acontecer com você, que haverá punição porque eles querem manter as pessoas em cativeiro”.

“Eu passei por 30 dias de tormento. Eu dormia durante o dia e os demônios vinham à noite. Havia satanistas fazendo feitiçaria contra mim de Nova York, Miami, Haiti e Cuba, na tentativa de me destruir”, compartilhou.

“Os demônios me sufocavam e eu não podia gritar: ‘Jesus’. Sentia como se estivesse paralisado. Dava para ver minha cama afundar, mas não havia ninguém lá e o clima ficava muito gelado”, descreveu.

Segundo o evangelista, Deus permitiu isso como um teste da nova fé, já que ele havia passado muito anos servindo ao inimigo. Depois dos 30 dias, tudo acabou e ele perguntou: “Por que isso aconteceu? Por que Jesus permitiu?”

“No final, o Senhor respondeu: ‘Eu queria ver o quanto você confia em mim e o quanto você me ama. Eles nunca mais tocarão em você”, lembrou.

“E eles nunca mais apareceram porque agora Jesus é o Senhor da minha vida. Seja um vencedor e deixe Jesus Cristo orgulhoso por ter escolhido você para a batalha”, ele concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

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