Agindo traiçoeiramente, muçulmanos que vivem próximos de uma igreja na República Democrática do Congo entregaram alimentos aos fiéis, no entanto, a comida estava envenenada.
Como resultado, pelo menos cinco pessoas foram mortas, informa a organização A Voz dos Mártires. O caso aconteceu em 2021 e foi divulgado nesta quarta-feira (14).
A igreja é localizada na Península de Ubwari, uma área com grande população muçulmana. Em 2021, os vizinhos muçulmanos ofereceram comida aos membros da congregação, que de boa vontade aceitaram.
Depois de comer a comida, os membros da igreja adoeceram e surgiu então a suspeita de que o alimento havia sido envenenado de forma intencional. Um presbítero, dois obreiros e outros dois membros morreram.
Luuando Yombo, uma sobrevivente, foi diretamente afetada pela tragédia: o presbítero era seu marido, e os obreiros eram seu irmão e sua mãe.
Luuando relatou à organização que os vizinhos que forneceram a comida queimaram sua casa, dizendo: “Vamos acabar com vocês nesta aldeia”.
A viúva deixou a região e teme voltar. Ela é atormentada pelas lembranças do que aconteceu, mas diz que perdoou os assassinos de seus familiares e irmãos em Cristo.
O país apenas carrega um nome democrático, mas na realidade, os cidadãos congoleses não são livres para tomar suas próprias decisões religiosas.
Além dos ataques físicos, os cristãos congoleses sofrem com a opressão islâmica, corrupção e crime organizado, hostilidade etno-religiosa e paranoia ditatorial.
Nessa nação, as mulheres cristãs estão vulneráveis a sequestro, estupro, tortura sexual e trabalho forçado. Elas podem ser casadas, engravidadas ou divorciadas à força. Esses casamentos forçados são frequentemente casamentos precoces, conforme relatos de que homens muçulmanos idosos geralmente preferem meninas cristãs.
Fonte: Guia-me com informações de Voice of Martyrs
Estamos perto do Natal, um momento de muita alegria no Brasil. Mas, com a proximidade das celebrações cristãs, a pressão sobre a Igreja Perseguida aumenta. A Portas Abertas está mobilizando cristãos do mundo todo em oração pela Índia. O país está cogitando tornar nacional a lei anticonversão.
Segundo parceiros locais, caso seja aprovada, essa lei entrará em vigor às vésperas do Natal, permitindo que movimentos extremistas anticristãos e ultranacionalistas organizem ataques contra os cristãos e outras minorias religiosas durante o período de festas natalinas.
Ameaça nacional
No dia 14 de novembro, dois membros da Suprema Corte indiana aceitaram e aprovaram a petição de Ashwini Uppadhyay, líder de uma organização extremista, contra cristãos. Ashwini afirmou no documento que as conversões ao cristianismo na Índia eram compulsórias e que as leis anticonversão deveriam ser ampliadas para “impedir conversões forçadas que são um grande risco à segurança nacional”.
Os juízes pediram uma intervenção nacional rígida que foi atendida. O Ministério de Assuntos Internos da Índia afirmou depois da audiência que a liberdade religiosa não inclui liberdade de conversão. Ou seja, as pessoas podem praticar as religiões em que nasceram, mas não podem se converter para outra religião depois.
Cristãos em risco
Muitos cristãos locais acreditam que a lei será aprovada em caráter nacional. O dr. Yoham Murry, um parceiro da Portas Abertas e especialista da política indiana, afirmou que o movimento é preocupante: “A Constituição indiana afirma que a religião é uma questão de jurisdição estadual, não do governo nacional. Se uma lei anticonversão for aprovada pelo governo central, todos os estados deverão segui-la e, caso aprovada de fato, nenhum estado poderá revogá-la a menos que a lei nacional seja abolida”.
Além disso, Murry alerta sobre o possível aumento da impunidade: “Apesar de no papel a lei defender os direitos das mulheres e das comunidades socioeconomicamente vulneráveis, a aprovação da lei anticonversão permitirá que mais abusos fiquem impunes. A nova lei deverá ser rígida, baseada no modelo do estado de Gujarat, criminalizando a conversão com penas de até dez anos e altas fianças”.
O impacto da lei anticonversão nacional ameaça os cristãos na Índia de três formas:
Intensificação dos ataques a cristãos, tanto em frequência, quanto em proporção de violência e crescente impunidade aos extremistas que fazem esses ataques.
Restrições às comunidades cristãs, possível fechamento de igrejas e silenciamento de evangelismos.
Enfraquecimento e atemorização nas igrejas. Uma vida sob constante tensão, sob ameaça de punição, discriminação e até morte por causa da fé em Jesus.
Eden Reeder Latta escreveu mais de 1.600 hinos. (Foto: Jacob Henry Hall/Wikimedia Commons)
Há mais de 140 anos, o hino “Alvo Mais que a Neve” vem sendo entoado por igrejas ao redor do mundo. Esta semana, porém, uma polêmica surgiu em torno da canção sobre uma suposta mensagem racista que a letra carrega.
A música, no entanto, foi composta por um autor de Iowa, estado que desempenhou um papel significativo durante a Guerra Civil Americana, marcada pela disputa pelo fim da escravidão nos Estados Unidos.
“Alvo Mais que a Neve” (em seu título original: “Blessed Be the Fountain”) foi escrita por Eden Reeder Latta em 1881, com base no texto de Isaías 1:18: “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão.”
Nascido em Haw Patch, Indiana, Eden Reeder Latta era filho de um pastor metodista, de acordo com sua biografia no Hymnary.org, um banco de dados online hospedado pelo Instituto Calvino de Adoração Cristã e Biblioteca Etérea de Clássicos Cristãos da Calvin College.
Durante a Guerra Civil Americana, Eden pregou para a Igreja Metodista de Manchester, em Iowa, e outras congregações (possivelmente como um pregador itinerante preenchendo púlpitos vazios).
No estado de Iowa, ele ensinou nas escolas públicas de Manchester e, posteriormente, em Colesburg. Ele se mudou para Guttenberg na década de 1890 e continuou compondo para vários músicos importantes no meio cristão. Ele escreveu mais de 1.600 canções e hinos em sua vida.
“Alvo Mais Que a Neve” foi composta por Eden para o músico Henry Perkins, que fez os arranjos musicais na época.
Iowa, um estado abolicionista
Um dos abolicionistas da escravidão mais conhecidos dos EUA, John Brown, era evangélico e teve uma grande atuação em Iowa, a terra de Eden Reeder Latta.
Suas viagens por Iowa destacaram a importância do estado na “Underground Railroad” — as rotas secretas e casas seguras que ajudaram os escravos a escapar para a liberdade no século 19.
O autor brasileiro Gutierres Fernandes Siqueira comentou sobre o momento histórico quando Eden Reeder Latta era pregador.
“O hino ‘Alvo mais que a neve’ foi escrito pelo metodista Eden Reeder Latta (1839-1915). Ele foi pregador itinerante durante a Guerra Civil Americana em New Hampshire. Para quem conhece um pouco dos EUA, sabe que no século 19 essa região era o centro do abolicionismo”, disse Gutierres nesta quarta-feira (14) no Twitter.
Gutierres destacou ainda que Latta “nada tem a ver com os batistas sulistas — berço do supremacismo branco odiendo. A tradição dele era outra e a região que ele morava e pregava lutou pela abolição.”
O hino “Alvo mais que a neve” foi escrito pelo metodista Eden Reeder Latta (1839-1915). Ele foi pregador itinerante durante a Guerra Civil Americana em New Hampshire. Para quem conhece um pouco dos EUA, sabe que – no século 19 – essa região era o centro do abolicionismo. +
Segundo o cantor gospel, sua visão sobre a música é que, se algum cristão aceitar Jesus, ficará branco como a neve. Com isso, o músico lamentou que a música seja cantada por muitos brancos e negros com lágrimas nos olhos pelo fato de “ser uma canção lindíssima, de uma memória família e cúltica”.
No entanto, segundo ele, trata-se de um discurso “nefasto” e “de dominação”. “Porque o sangue de Jesus me torna branco. As ideias de embranquecimento estão no hino”, disse ele.
Para Kleber Lucas, “há um distanciamento, um caminho a ser percorrido”. Ele ainda explicou, com base nele mesmo, que o Brasil precisa de uma “teologia preta”, que segundo ele, chegou no País recentemente e foi deixado de lado pela Igreja. Ele citou, por exemplo, os ensinamentos de James Cone, um teólogo americano conhecido por sua defesa da teologia negra e da teologia da libertação negra.
Hino vira trend na web
Após a declaração polêmica do cantor gospel e pastor progressista Kleber Lucas, que classificou a música como racista, em uma entrevista com o cantor Caetano Veloso, anônimos e famosos do meio evangélicos fizeram com que o hino da Harpa Cristã, “Alvo Mais Que a Neve”, virasse trend nas redes sociais.
O ex-diretor da Sony Music, Maurício Soares, até brincou com a situação, dizendo que, se o compositor da música ganhasse direitos autorais, teria um fim de ano bem especial, pois ela está sendo executada sem moderação.
Torre Eiffel em Paris, capital da França (Foto: Canva Pro)
Na França, existe uma igreja evangélica para cada 25.000 cidadãos. É o que revelam as últimas estatísticas do CNEF (Conselho Nacional dos Cristãos Evangélicos).
De acordo com o relatório Les Églises Protestants Évangéliques en France 2023 (Igrejas Evangélicas Protestantes na França 2023), o país tem mais de 2.700 locais de culto evangélico. Este número não inclui grupos evangélicos que se reúnem em residências ou outros ambientes informais.
Os departamentos (regiões) com mais igrejas evangélicas são Seine-Saint Denis, Paris, Nord , Bouches-du-Rhone e os territórios franceses da Guiana e Martinica, todos com mais de 70 locais de culto registrados.
A maioria dos departamentos regionais do país tem menos de 0,4 igrejas para cada 10.000 pessoas. Ter pelo menos uma igreja evangélica para cada 10.000 cidadãos é o próximo objetivo dos membros do CNEF, órgão que representa os evangélicos na França.
Em números totais, existem pelo menos 745.000 cristãos evangélicos que são ativos em sua fé e frequentam uma igreja regularmente.
Em 1950, as estatísticas diziam que eram apenas 50.000, o que significa que houve um crescimento de 15 vezes nos últimos 70 anos.
A maior denominação evangélica na França é a Assembleia de Deus da França (Assemblies of God, com 350 igrejas), seguida pela Missão evangélica dos ciganos da França (igrejas étnicas ciganas, 222), as Comunidades e Assembleias Evangélicas da França (117) e a Federação das Igrejas Batistas Evangélicas da França (Federação Batista, 115).
Cerca de 70% das igrejas que pertencem a um grupo denominacional ou federação são membros da CNEF, que representa os cristãos evangélicos em escala nacional e na Aliança Evangélica Mundial.
Baixe o livreto estatístico 2023 completo da CNEF aqui (francês).
Marcel Klemm (Diretor Geral da Warner Chappell Brasil) e Maurício Soares - Foto: Divulgação
Para se aproximar do segmento da música Gospel no País, a Warner Chappell Music Brasil acaba de firmar parceria com Maurício Soares, executivo com mais de 20 anos de experiência que acumula passagens por grandes empresas. A expectativa da Editora Musical é expandir a atuação nesse importante mercado brasileiro.
O Brasil aparece como o segundo maior mercado cristão do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. A informação é da Associação das Empresas e Profissionais Evangélicos (Abrepe). Segundo o levantamento, é estimado que a música gospel responda por aproximadamente 20% da receita do mercado fonográfico brasileiro, gerando R$ 2 bilhões por ano em vendas.
Ao celebrar a parceria, Maurício Soares, da Target, destaca que o mercado é bastante promissor. “Temos grandes talentos deste estilo no Brasil. Somos realmente uma referência em composições no cenário musical gospel para outros países”, ressalta e emenda: “Queremos orientar e proteger os direitos dos autores cristãos. Já temos 800 obras editadas, e a perspectiva é de chegarmos a milhares”.
Vale destacar que o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial de uso de streaming. Cerca de 70% da receita da indústria fonográfica brasileira é proveniente desse tipo de serviço. O Spotify Brasil aponta que o Gospel brasileiro está entre os Top 50 gêneros musicais que mais cresceu na plataforma em 2022.
Diante de contexto bastante promissor, a Warner Chappell deseja sinalizar ao mercado gospel o comprometimento e o investimento no setor. “A parceria com o Maurício chega para fazer a diferença na nossa atuação neste mercado e reforçar o interesse e compromisso da Warner Chappell em investir na diversidade de estilos, é um novo e importante passo para a editora”, detalha Marcel Klemm, diretor-geral da editora no Brasil.
Já Filippe Siqueira, A&R da Warner, analisa que a música gospel tem um público crescente, que não só é exigente como também bastante diversificado. “Não existiria melhor maneira de entrar neste segmento, do que através da parceria com o Maurício, que além de um profundo conhecedor do estilo, é reconhecido e respeitado por autores, artistas e gravadoras”.
A Lei de Respeito ao Casamento (RMA) foi assinada na terça-feira (13) pelo presidente Joe Biden, concluindo uma legislação que redefine o casamento nos EUA. A sanção presidencial aconteceu de forma rápida: cinco dias após o Congresso americano concluir a aprovação.
Com a promulgação do projeto de lei por Biden, o casamento entre pessoas do mesmo sexo passa a ser considerado legal na jurisdição em que ocorreu, com reconhecimento federal e estadual.
Embora a nova lei não exija que os estados legalizem o casamento gay, ela revoga a Lei de Defesa do Casamento (DOMA). Ao promulgar o DOMA em 1996, o governo federal definiu o casamento apenas entre um homem e uma mulher e protegeu o direito de um estado de não reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo que ocorrido em outra jurisdição, informa o Baptist Press.
As preocupações dos congressistas democratas de que a Suprema Corte dos EUA atual, mais conservadora, pudesse reverter a decisão de 2015 Obergefell v. Hodges que legalizou o casamento gay, alimentaram o esforço para promulgação do RMA.
Para não correr riscos, o Congresso deu a aprovação final ao projeto de lei três semanas antes de o controle da Câmara dos Representantes ser transferido para o Partido Republicano.
Risco para a liberdade religiosa
Para a Alliance Defending Freedom (Aliança de Defesa da Liberdade), um importante grupo legal cristão conservador que ganhou vários casos de liberdade religiosa perante a Suprema Corte dos EUA, acredita que a nova lei colocará em risco a liberdade religiosa.
O vice-presidente sênior de iniciativas estratégicas da ADF, Ryan Bangert, disse em comunicado que “o presidente e o Congresso ameaçaram intencionalmente a liberdade de expressão e a liberdade religiosa com a promulgação da ‘Lei do Respeito ao Casamento’, continuando um padrão de hostilidade flagrante contra pessoas de fé”.
“Infelizmente, o presidente escolheu a sinalização de virtude em vez de proteger milhões de americanos, igrejas e organizações religiosas que falaram por meses sobre os danos inegáveis desse projeto de lei desnecessário”, afirmou.
“Esta lei é uma solução em busca de um problema que não oferece nenhuma proteção ou benefício adicional para casais do mesmo sexo. No entanto, ela fere as liberdades constitucionais que pertencem a cada um de nós.”
Valores tradicionais ameaçados
A National Religious Broadcasters (NRB), uma associação de organizações de mídia cristã evangélica, denunciou a assinatura do ato.
O presidente e CEO da NRB, Troy A. Miller, disse em comunicado que a nova lei é “uma reação a um problema fabricado que não existe”.
“A capacidade de obter um casamento entre pessoas do mesmo sexo não está em risco na América hoje, e este projeto de lei não faz nada para mudar o status legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo em qualquer lugar”, afirmou Miller.
“No entanto, a capacidade de fazer negócios ou falar em praça pública, mantendo os valores tradicionais sobre vida, casamento e família, está muito ameaçada. Essas são parte integrante das liberdades da Primeira Emenda que o NRB existe para defender.”
Miller também acredita que a nova lei “coloca os americanos movidos pela fé em risco legal por praticarem suas crenças e, em vez disso, dá sinal verde aos interesses de ativistas radicais que buscam penalizar e prejudicar aqueles que discordam de seus pontos de vista”.
“Isso expõe grupos cristãos de serviço social e outras entidades a litígios predatórios com uma cláusula ampla de ‘direito privado de ação’ e põe em risco a capacidade de organizações religiosas sem fins lucrativos de obter status de caridade e isenção de impostos do IRS”, continuou ele.
“Um dos maiores ataques à liberdade religiosa”
Tony Perkins, presidente da organização ativista cristã conservadora Family Research Council (Conselho de Pesquisa da Família), com sede em Washington, disse que a assinatura do projeto de lei marcou “um dia sombrio”, chamando o projeto de “um dos maiores ataques à liberdade religiosa na história moderna”.
“Os princípios de nossa Primeira Liberdade, garantidos em nossa Constituição, que [o presidente] jurou ‘preservar, proteger e defender’, estão agora em perigo ainda maior”, disse Perkins em um comunicado.
“Ao assinar a Lei de (des)respeito ao casamento, Biden sucumbiu às forças temporais da cultura, e não aos princípios transcendentes da Constituição de nossa nação”.
Perkins argumentou ainda que o casamento tradicional “é uma instituição criada por Deus para o bem-estar de homens, mulheres, crianças e da sociedade como um todo – não pode ser redesenhado sem empobrecer a todos”.
Os críticos reclamaram que a lei não vai longe o suficiente para proteger as consciências religiosas dos empresários – como padeiros, floristas, fotógrafos e outros que prestam serviços relacionados a casamentos – considerando que as batalhas legais envolvendo essas empresas chegaram ao Supremo Tribunal nos últimos anos.
Enquanto três propostas de emendas à liberdade religiosa foram rejeitadas no Senado, os senadores concordaram em adicionar uma emenda ao projeto de lei que protege os direitos de liberdade religiosa de organizações explicitamente religiosas. Alguns senadores conservadores acreditam que as proteções à liberdade religiosa adicionadas ao projeto de lei são “lamentavelmente insuficientes”.
Folha Gospel com informações de Baptist Press, Guia-me e The Christian Post
Pastor Márcio Valadão, de joelhos, orando durante culto na Igreja Batista da Lagoinha
Após 50 anos de ministério, o pastor Márcio Valadão, de 74 anos, anunciou, no último domingo (11), que está deixando a liderança da Igreja Batista da Lagoinha. Emocionado, mas sem entrar em detalhes quanto ao motivo da decisão, o líder religioso, que é referência no meio evangélico, afirmou saber que “tudo tem um começo, um meio e um fim”. Ao lado da esposa, Renata Valadão, ele ministrou a última Santa Ceia na sede da denominação em Belo Horizonte (MG).
Diante da novidade, alguns líderes destacaram a importância do pastor Márcio Valadão para a propagação do Evangelho no País, como também em outras partes do mundo.
“O pastor Márcio Valadão deu uma das mais significativas contribuições para o trabalho evangélico no Brasil. Não apenas por causa do seu longo e frutífero ministério à frente da Igreja Batista da Lagoinha, mas também pelas pregações que abençoaram vidas nos mais diversos arraiais. Destacou-se pela integridade com que conduziu os seus passos ao longo dos anos, tornando-se um referencial para muitos. Louvamos a Deus por sua vida, e lhe desejamos as mais ricas bênçãos dos céus”, ressalta o pastor Marcelo Aguiar, da Igreja Batista da Mata da Praia em Vitória, no Espírito Santo.
Já o pastor Uri Barros, da Assembleia de Deus – Ministério do Belém, no bairro da Lapa, em São Paulo, afirma que o “pastor Márcio Valadão é obreiro de uma geração que amava almas, desde que ele assumiu como pastor titular a Igreja Batista, no bairro da Lagoinha, em MG, na época com cerca de 300 cristãos. Nesse tempo de trabalho – 50 anos – abriu centenas de novas igrejas no Brasil e no mundo, além de criar canal de TV e fazer uso da mídia para propagação do Evangelho”. Uri ressalta ainda que o líder mineiro é um “pastor que tem seus ensinos baseados nas Sagradas Escrituras e que não precisava de muitas técnicas para juntar o povo. Que Deus levante novos ‘Valadões’, que amem vidas e apresentem o Reino com simplicidade”.
Igreja Batista da Lagoinha
A Igreja Batista da Lagoinha foi fundada em Belo Horizonte (MG), em 1957, pelo pastor José Rêgo do Nascimento. Em 1972, ela passou a ser liderada por Márcio Valadão.
De acordo com o site da igreja, o foco é promover e contribuir com o desenvolvimento pessoal e social, por meio de projetos que se destinam à ressocialização, ao atendimento jurídico gratuito, à capacitação profissional, assistência espiritual, psicológica e familiar. Esses projetos são viabilizados pelos mais de 200 ministérios que funcionam ligados à matriz. Atualmente, são mais de 700 unidades espalhadas pelo Brasil e no exterior.
Casado com a pastora Renata Valadão, Márcio Valadão tem três filhos. André Valadão, que vai assumir a presidência da Lagoinha Global no lugar do pai, atualmente é pastor da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos. No país também está a segunda filha do religioso, Ana Paula Valadão, líder do grupo musical Diante do Trono. Lá, ao lado do marido, está à frente de uma igreja em Miami, também nos EUA. Já a filha caçula de Márcio, Mariana Valadão, e o marido, Felipe Valadão, lideram uma filial da Lagoinha em Niterói, no Rio de Janeiro.
Pastor Levi Araújo de Sousa foi baleado e morreu após reagir a assalto em sua casa (Foto: Reprodução)
Um pastor faleceu após ser baleado na cabeça durante um assalto em sua residência que aconteceu na madrugada desta terça-feira (13) na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.
Levi Araújo de Sousa, 36 anos, atuava na Igreja da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP-HT) na cidade e se preparava para assumir o templo Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) em Itapeva, também no interior de São Paulo.
A Polícia Militar informou que recebeu um chamado de atendimento por volta das 3h36 por causa do disparo com arma de fogo. O criminoso que assaltou a casa e atirou no pastor foi preso em flagrante após as testemunhas, a esposa, Elaine, e duas filhas, Emanuela e Maria Clara, passarem detalhes de como era o assaltante.
Preso, o homem de 28 anos confessou o crime e disse que a vítima tentou reagir ao assalto e, por isso, ele atirou.
A Associação Paulista Sudoeste comunicou o falecimento do pastor no início da tarde. Ele estava internado em estado grave, mas não resistiu.
O pastor Levi Araújo de Sousa atuava na Igreja da Universidade Adventista de São Paulo (UNASP-HT) na cidade e se preparava para assumir o templo Central da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) em Itapeva, também no interior de São Paulo.
O cerimonial acontecerá nesta quarta-feira (14), às 16h00, na igreja do UNASP-HT. Em seguida, o corpo de Levi seguirá para sepultamento em Guarulhos (SP).
Cantor Delino Marçal ao lado da mãe, Odete (Foto: Arquivo Pessoal)
O Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu a absolvição do assassino da mãe do cantor Delino Marçal, argumentando que o jovem foi “incapaz” de saber o que estava fazendo quando espancou a pastora até a morte na igreja, em Goiânia.
O MP pediu a dispensa de oitiva das vítimas e testemunhas listadas na denúncia e defendeu a tese de “absolvição pela inimputabilidade do acusado”, em um Termo de Deliberação em Audiência de Instrução e Julgamento, do dia 1º de novembro.
O juiz acolheu o pedido do MP de dispensa de oitiva das vítimas e testemunhas listadas na denúncia e determinou que a defesa seja intimada para se manifestar em cinco dias, informou o g1.
Em 14 de janeiro, a pastora Odete Rosalina Machado da Costa, de 79 anos, foi morta a pancadas na porta da Igreja Assembleia de Deus, no Residencial Kátia, em Goiânia.
De acordo com a Polícia Civil, Matheus Macaubas Lima Santos invadiu a igreja e começou uma briga com um homem. Em seguida, agrediu Odete com um objeto de metal e fugiu.
Matheus foi preso em flagrante, poucas horas após o crime e foi indiciado por homicídio doloso, lesão corporal e desacato.
Justificativa do laudo médico
Em 11 de abril, um laudo emitido pela junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) apontou que Matheus foi considerado “incapaz” de entender e determinar o que estava fazendo no momento do crime.
Na época do homicídio, o delegado André Veloso disse que Matheus teve um surto psicótico e tentou matar a própria esposa e a enteada horas antes de invadir a igreja. Depois, saiu correndo nu e chegou a ser filmado por uma pessoa que dirigia próximo ao local.
Na avaliação dos médicos, Matheus tem uma forma de esquizofrenia, com pensamentos persecutórios, alucinações auditivas, vínculos afetivos prejudicados, inteligência adequada para os padrões socioculturais e juízo crítico prejudicado.
O cantor Delino Marçal ainda não se pronunciou publicamente sobre o andamento do caso.
Em entrevista ao lado de Caetano Veloso, Kleber Lucas criticou o hino ‘Alvo Mais Que a Neve’ (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
O cantor Kleber Lucas voltou a causar polêmica nas redes sociais ao compartilhar um trecho de sua participação no Mídia Ninja. Na conversa, onde ele aparece sendo entrevistado pelo cantor Caetano Veloso, o pastor da Batista Soul fala sobre o racismo, e diz que o hino “Alvo Mais Que a Neve”, da Harpa Cristã, é de uma conotação racista.
Segundo o cantor gospel, sua visão sobre a música é que, se algum cristão aceitar Jesus, ficará branco como a neve. Com isso, o músico lamentou que a música seja cantada por muitos brancos e negros com lágrimas nos olhos pelo fato de “ser uma canção lindíssima, de uma memória família e cúltica”.
No entanto, segundo ele, trata-se de um discurso “nefasto” e “de dominação”. “Porque o sangue de Jesus me torna branco. As ideias de embranquecimento estão no hino”, disse ele.
Para Kleber Lucas, “há um distanciamento, um caminho a ser percorrido”. Ele ainda explicou, com base nele mesmo, que o Brasil precisa de uma “teologia preta”, que segundo ele, chegou no País recentemente e foi deixado de lado pela Igreja. Ele citou, por exemplo, os ensinamentos de James Cone, um teólogo americano conhecido por sua defesa da teologia negra e da teologia da libertação negra.
Nas redes sociais, Kleber reforçou sua fala sobre o assunto: “O cristianismo teve papel fundamental na implementação de um projeto de dominação racial na colonização. Hoje no Brasil, tardiamente, há correntes de pensamentos, encontros, discussões sobre uma “Teologia Preta”.
Críticas sobre a fala de Kleber Lucas
A página Cante Escrituras no Instagram (@canteescrituras) criticou a fala do cantor e pastor Kleber Lucas. No vídeo onde rebate os comentários do cantor, são citados os versículos de Isaías 1:18 e Salmos 51:7.
“Vinde então, e argui-me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”, diz em Isaías 1:18.
“Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve”, diz o Salmos 51:7
O site Fuxico Gospel disse que “o músico não levou em consideração que o hino de número 39 da Harpa Cristã estava se referindo a alvo no sentido de limpeza, ou seja, que o sangue de Jesus nos lava e nos torna limpos, sem pecado.
O site Gospel Prime disse que “o cantor tentou usar o louvor para inserir uma divisão racial na Igreja” e “que a tentativa de dividir a sociedade é uma tática bastante usada pela extrema esquerda e tudo indica que o alvo da vez são justamente os evangélicos, onde a ideologia é bastante combatida.”
Fonte: Portal do Trono com informações de Fuxico Gospel e Gospel Prime