O pastor Silas Malafaia abraçado com o presidente Jair Bolsonaro
Metade (50%) dos evangélicos diz acreditar que Jair Bolsonaro (PL) segue a mesma religião que eles, segundo pesquisa Genial/Quaest. Na verdade, o presidente é católico.
Apenas 16% dos evangélicos acertadamente identificam o presidente com o catolicismo. E 1% o associam à umbanda ou ao candomblé.
No caso de Lula (PT), 19% dos evangélicos corretamente veem o ex-presidente como católico, 15% acreditam que ele segue religiões de matriz africana, e 3% afirmam que o petista é protestante.
Parte do eleitorado evangélico acredita que tanto Bolsonaro quanto Lula não seguem nenhuma doutrina: no caso do presidente, 10% deles, e no do petista, 12%.
O equívoco sobre a verdadeira religião de Bolsonaro se repete entre os católicos: 32% deles acreditam que o mandatário é evangélico, contra 17% que corretamente o vinculam ao catolicismo. A respeito de Lula, a taxa de acerto é maior no segmento: 32% identificam o petista com a sua religião, contra 2% que pensam que ele é evangélico.
Apesar de cumprir agendas em cultos e ser casado com uma evangélica, Bolsonaro jamais deixou de se reconhecer como católico. Em 2016, antes de chegar à Presidência, o então deputado federal foi batizado de forma simbólica nas águas do rio Jordão, em Israel, por um pastor.
Lula é reconhecidamente católico praticante. Se casou três vezes na igreja, é amigo de diversas lideranças religiosas e pediu uma missa antes de ser preso, em 2018. Além disso, as comunidades eclesiais de base tiveram um importante papel na formação do PT.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 14 deste mês. Seu registro na Justiça Eleitoral tem o número BR-01167/2022.
O atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula
O presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou sua distância para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os evangélicos, segundo pesquisa Ipec contratada pela TV Globo e divulgada nesta segunda-feira. Em 15 de agosto, 18 pontos percentuais separavam os dois candidatos. Agora, são 22.
Lula foi de 29% para 26% das intenções de voto, o que mostra uma possível tendência de queda do ex-presidente no segmento. Bolsonaro, por sua vez, oscilou dentro da margem de erro: passou de 47% para 48% da preferência do eleitorado evangélico.
O aumento da distância entre os dois mais bem colocados na disputa eleitoral ocorre num momento em que o candidato petista tem se recusado a fazer gestos mais assertivos para o segmento. Como mostrou o GLOBO, há três semanas, a coordenação da campanha chegou a negociar a ida do petista à apresentação de um coral evangélico, mas ele resistiu.
Em conversas com aliados, Lula argumenta que não quer parecer oportunista e que, por isso, vai manter a estratégia e apostar num discurso focado na economia para ganhar apoio dos evangélicos. Atrelado a isso, a campanha tem reforçado que foi Lula quem sancionou a Lei da Liberdade Religiosa e a lei que criou o dia da Marcha para Jesus. Bolsonaro, por outro lado, mantém o segmento como prioritário em sua agenda.
Entre os católicos, o cenário se manteve estável. Lula continua com 51% das intenções de voto, e Bolsonaro oscilou para 27%. Em 15 de agosto, 26% tinham preferência pelo capitão.
O Ipec ouviu 2.000 eleitores em entrevistas presenciais entre 26 e 28 de agosto. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais para mais ou menos, para um intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01979/2022.
O cantor gospel Nani Azevedo usou o seu perfil do Instagram para publicar um vídeo e “aconselhar” a nova geração da música gospel.
No vídeo, o músico destacou que é zeloso com a Palavra de Deus, e que tem 40 anos de carreira. Em seguida, ele deixou uma mensagem para os cantores que estão começando a fazer sucesso, e disse que é preciso saber o que é igreja e o que é show.
“Vamos parar de confundir show gospel com culto. Não vamos tratar igreja igual prefeitura, não. Não vamos tratar os pastores igual produtor de evento, não. Com prefeitura, faça contrato. Com prefeitura, faça agenda. Com igreja, faça aliança”, disse.
Para o cantor, o problema não é fazer sucesso, mas sim a fama, que é como um câncer na vida dos artistas evangélicos.
Nani também destacou que o sucesso do ministério futuro, não depende do sucesso de hoje, e sim do respeito aos pastores e aos líderes evangélicos.
Na Nicarágua, a pressão sobre a Igreja — última instituição civil que sobreviveu à perseguição do governo — continua aumentando a cada dia. Embora o conflito entre Igreja e Estado seja antigo no país, ele se intensificou a partir de 2018.
Conforme a Portas Abertas, as igrejas foram classificadas como “inimigas do Estado” e têm sido atacadas pelos líderes desde então. Entre 2019 e 2022, houve 239 incidentes que afetaram cristãos.
No dia 4 de maio, a Assembleia Nacional, que é controlada pelo presidente Daniel Ortega, ameaçou processar os líderes das igrejas e confiscar suas propriedades. O motivo dessa perseguição é porque “eles ajudaram os manifestantes nos protestos de 2018”.
No discurso político, o governo alega que tais protestos foram uma tentativa de golpe de Estado e que considera a Igreja como cúmplice das manifestações por acolher e ajudar os feridos nas passeatas.
Rádios cristãs fechadas
No dia 1º de agosto a polícia invadiu a igreja Divina Misericordia, localizada em Sébaco, e exigiu que as estações de rádio e os canais de televisão da igreja fossem fechados. Os policiais também confiscaram os equipamentos de transmissão. Alguns cristãos tentaram intervir, mas a polícia atirou no ar para dispersá-los.
Essa medida foi coordenada pela Telecor, órgão regulador das comunicações da Nicarágua, que fechou outras emissoras também. Eles alegaram “irregularidades” na licença das rádios, apesar da garantia e esforços dos diretores em manter os documentos atualizados.
Esse cenário levou igrejas e cristãos a pedirem às autoridades que respeitem a liberdade de expressão e de religião. Organizações internacionais apoiam o mesmo. “A União Europeia condena a interdição arbitrária das sete estações de rádio cristãs e de outras mídias cristãs pelas autoridades na Nicarágua no dia 1º de agosto”, foi a declaração da organização ao portal de notícias BBC.
No dia 4 de agosto, a polícia tentou proibir o líder cristão Rolando Álvares de realizar o culto agendado para essa data, dizendo que Rolando “incita a violência das multidões e apoia movimentos para desestabilizar a nação”. Sob a mesma alegação, muitos líderes foram presos enquanto estavam realizando cultos.
Organizações cristãs também foram proibidas de se reunir em julho e recentemente foram obrigadas a sair do país por causa da perseguição. Em junho, um abrigo para garotas vulneráveis, abusadas ou abandonadas foi fechado sob acusação de falta de detalhes na declaração das doações. O lugar também abrigava idosos e está fechado até agora.
Governo controlador
As autoridades nicaraguenses controlam todos os sistemas produtivos da sociedade, além da mídia e da justiça, e não permitem as manifestações da igreja contra a violência do governo.
Em 2018, a população marchou contra os atos violentos da gestão do presidente Daniel Ortega, pedindo novas eleições. As manifestações foram duramente reprimidas pelos militares e todos que mostraram insatisfação com o governo vivem sob intensa perseguição.
Por meio do partido político FSLN, os governantes têm permanecido no poder na Nicarágua por meios ilegítimos.
Como a Igreja é perseguida na Nicarágua
Os cultos e as pregações são constantemente monitorados e o acesso à saúde pública foi tirado dos cristãos. Templos foram destruídos e líderes cristãos relatam danos psicológicos devido às contínuas ameaças.
Nas escolas, o currículo educacional público oferece conteúdo político alinhado com o regime que nega ou deprecia outras ideologias, como a cristã.
Patrícia Montenegro, membro do Observatório Pró-transparência e Anticorrupção, afirma: “As igrejas têm sido fundamentais na crise de direitos humanos na Nicarágua e, por isso, tornaram-se alvo da perseguição indiscriminada de Ortega e seus aliados”.
Segundo o advogado do Coletivo de Defesa dos Direitos Humanos, Carlos Guadamuz, “a igreja tem o suporte da população. Em nível nacional, a igreja foi a última instituição sólida que restou. Não há outros grupos civis que tenham escapado da perseguição”.
Folha Gospel com informações de Guia-me e Portas Abertas
Na China, os líderes cristãos estão se preparando para enfrentar uma pressão cada vez maior por parte do governo. Em meio à evidente perseguição religiosa, as autoridades fecharam mais uma igreja por discordar de suas políticas.
No dia 19 de agosto, a igreja histórica conhecida como “Igreja da Abundância”, em Xian, província de Shaanxi, foi fechada porque se negou a fazer parte da “Igreja das Três Autonomias” — um movimento patriótico chinês.
A conhecida igreja já funcionava há 30 anos, mas agora foi apontada pelas autoridades como uma seita e também foi acusada de supostamente recolher doações ilegais.
As autoridades chinesas consideram qualquer igreja livre como uma ameaça ao Estado. Quando uma organização cristã se nega a fazer parte do Partido Comunista Chinês, ela é considerada “ilegal”.
Conforme explica a organização de direitos religiosos Bitter Winter, com sede na Itália, o fechamento da Igreja da Abundância parece fazer parte do apelo do presidente Xi Jinping contra os grupos religiosos.
Desde dezembro de 2021, o líder ditador passou a obrigar todos os cristãos protestantes a fazer parte do sistema conhecido como “Igreja das Três Autonomias” como forma de “legalização da religião”.
Na verdade, a “legalização” é só uma forma de controle e manipulação por parte do governo e também um disfarce para a perseguição religiosa que acontece no país de forma cada vez mais descarada.
Infelizmente, a Igreja da Abundância foi condenada a cessar suas atividades, caso contrário os pastores e membros estariam sujeitos à prisão, de acordo com informações do Morning Star News.
O pastor Lian Changnian e seu filho Lian Xuliang — que também é pastor — foram colocados sob “vigilância doméstica”, num local que as autoridades determinaram.
O grupo de direitos cristãos, China Aid, informou que o Escritório de Assuntos Civis e o Escritório de Assuntos Religiosos anunciaram que as acusações contra os cristãos da Igreja da Abundância foram registradas como “arrecadação ilegal de fundos e registro ilegal”.
Há notícias também que as autoridades chinesas têm como alvo de perseguição a China Gospel Association, que faz parte de uma rede de igrejas domésticas no país.
Abuso físico
A esposa de um dos pastores presos afirmou, de acordo com a China Aid, que o pastor Lian Xuliang tinha uma grande contusão na cabeça, proveniente de uma pancada que levou.
“Seus olhos estavam vermelhos e havia sangue seco no canto dos olhos. Sua máscara facial também tinha manchas de sangue. Seus braços e mãos estavam machucados e inchados. Houve, sem dúvida, abuso físico por esses chamados agentes da lei”, ela relatou.
As esposas dos pastores e alguns membros da igreja também foram presos no mesmo dia, mas somente os pastores permaneceram na prisão. Os demais foram liberados no mesmo dia.
O paradeiro do pregador Fu Juan é desconhecido e sua esposa ainda não recebeu nenhuma notificação oficial de detenção.
Enquanto isso, as autoridades continuam invadindo as igrejas que se recusam a ingressar na “Igreja das Três Autonomias”, desde dezembro de 2021, quando Xi Jinping impôs essa ordem na Conferência Nacional do PCC sobre Trabalho Relacionado a Assuntos Religiosos.
Outros casos de perseguição a cristãos
No mesmo dia em que a Igreja da Abundância foi invadida e fechada por policiais chineses, cerca de 100 policiais armados em Linfen, província de Shanxi, cercaram 70 membros da “Covenant Home Church” que participavam de um acampamento entre pais e filhos. Na ocasião, vários adultos foram presos.
Os policiais também vasculharam as casas dos membros da igreja Han Xiaodong. Li Jie e sua esposa Li Shanshan tiveram livros e documentos cristãos apreendidos.
No domingo seguinte, dia 21 de agosto, na cidade de Changchun, província de Jilin, a polícia também invadiu um culto de uma igreja doméstica conhecida como Igreja Reformada Changchun Sunshine.
“Como demonstrado pelos vídeos divulgados pelos crentes, aqueles que compareceram ao culto foram espancados pelos agentes”, disse um representante do Bitter Winter.
“Duas mulheres tiveram ataques cardíacos e tiveram que ser hospitalizadas”, continuou. Além disso, os oficiais também prenderam 9 cristãos, incluindo o pastor Guo Muyun, o pastor Qu Hongliang e o irmão Zhang Liangliang, que foram acusados de administrar uma organização religiosa ilegal.
No dia 14 de agosto, em Pequim, uma igreja conhecida como “Igreja de Sião” foi invadida. “Os computadores foram confiscados e o pastor, Yang Jun, junto de 9 membros da igreja foram detidos, embora tenham sido liberados posteriormente”, relatou o Bitter Winter.
A China ocupa o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2022, conforme a Portas Abertas. Vale lembrar que, no dia 1º de janeiro deste ano, entrou em vigor o novo “Regulamento sobre a Construção de Segurança Pública”, em Xinjiang. Este é um alerta de que, por pior que seja a situação, ela ainda pode piorar.
Fonte: Guia-me com informações de Mornig Star News e Bitter Winter
Os dois países que figuram entre as 25 nações com o maior número de cristãos passaram por um processo de colonização europeia, entre eles os Estados Unidos e o Brasil.
Com cerca de 2.2 bilhões de seguidores no mundo, o Cristianismo é a maior religião do planeta.
A evangelização começou com a ordem de Jesus em Marcos 16:15: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”
Com um chamado ministerial específico para pegar aos gentios, o apóstolo Paulo assume essa tarefa, dada a ele por Jesus, segundo relata o livro de Atos, capítulo 9.
Assim, o Cristianismo se espalhou por regiões do Oriente Médio, Ásia e Europa, inclusive em Roma, centro do poderoso império que dominava parte dessas regiões. E depois, para o mundo, por meio de colonizações e missões.
Paulo e a expansão do Evangelho
Claudio Modesto, que trabalha em conexão ao NCMI (New Covenant Ministries International) através da NCMI BRASIL, lembra que o IDE continua.
Em sua próxima viagem obra missionária à África, Modesto irá aos seguintes países: Uganda, Ruanda, Bukavu (na República Democrática do Congo) e Kitale (no Quênia).
Modesto, que também é colunista do site cristão Guiame, lembra que, depois de Jesus, as duas figuras mais significativas do Cristianismo são os apóstolos Pedro e Paulo (antes Saulo). Paulo, em particular, assume um papel de liderança na divulgação dos ensinamentos de Jesus aos gentios (não judeus) no Império Romano.
“Nas décadas após a morte de Jesus, o apóstolo Paulo escreveu muitas cartas que agora fazem parte do Novo Testamento da Bíblia cristã. Paulo era cidadão romano e enviou essas cartas a pequenas comunidades de cristãos que viviam em todo o Império Romano”, explica.
“As cartas nos mostram que Paulo e seus companheiros cristãos ainda estavam descobrindo exatamente o que significava ser cristão e a cada dia se mostravam mais apaixonados por Jesus fazendo com que o evangelho fosse espalhado rapidamente”, declara.
O Brasil e a obra missionária
A evangelização se espalhou pelo mundo através da colonização e da obra missionária, da qual o Brasil passou a fazer parte, levando a Palavra de Deus para diversas partes do mundo.
Para o colunista do Guiame, Ediudson Fontes, as histórias de missões é algo que nos faz refletir sobre o desafio que temos ainda pela frente. “A obra da evangelização é de nossa responsabilidade”, afirma.
“Os nossos irmãos batistas, presbiterianos, congregacionais, metodistas e outros, possuem histórias na área missionária que merecem ser destacadas. Todavia, no século XX, são os pentecostais que aparecem no cenário evangélico da evangelização global”, diz.
O continente africano é alvo de trabalhos missionários ligados à igreja americana e europeia, e mais recentemente, também recebe missionários do Brasil, como a Missão Mãos Estendidas.
A MME atua há mais de 22 anos na África com um trabalho extenso em campo: são mais de 350 igrejas em 4 nações, localizadas principalmente no interior da África. Só em Moçambique, são mais de 200 igrejas.
“Temos aqui cerca de 200 pastores de aldeias de Moçambique e Zimbabwe. São pastores que estão em lugares bem diferentes da realidade que conhecemos”, afirma o pastor Elias Caetano, presidente da MME.
Povos não alcançados
A definição de povos não alcançados se refere ao grupo de pessoas onde há menos de 2% de evangélicos entre eles. Isso pode compreender quase 42% da população mundial, segundo o East-West, um ministério de evangelismo global.
Os grupos de pessoas considerados “menos alcançados” somam mais de 3 bilhões, segundo a organização Joshua Project, que atua no alcance maior do evangelismo global.
Par ajudar a transformar essa realidade, evangelistas se esforçam e enfrentam riscos reais de vida para expandir o Evangelho nessas localidades.
Evangelista norueguês, Leif Hetland tem chamado missionário para pregar ao mundo muçulmano. Em entrevista exclusiva ao Guiame, ele disse que chegar a países como Afeganistão e Iraque para levar o Evangelho é como entrar em uma tempestade, mas o esforço vale a pena.
“Somos uma família de famílias apaixonadas pela busca e expansão do Reino de Deus. Estamos comprometidos em construir uma família global através do amor, enquanto buscamos apresentar um Deus que se parece com Jesus”, explica Hetland.
A seguir, os três países das Américas com o maior número de cristãos.
Estados Unidos: 230 milhões de cristãos
No país vivem 230 milhões de cristãos. O Cristianismo é a religião mais popular, com a maioria sendo do segmento protestante/evangélico. O Cristianismo se fixou no país ainda sob o domínio britânico, com alguns estados, como a Pensilvânia, sendo estabelecidos como refúgios cristãos.
Com a independência política, também veio a independência religiosa. Isso trouxe a proliferação das igrejas protestantes, que resistiam à influência da igreja católica nos EUA.
Denominações como Batistas, Metodistas, Presbiterianas, Assembleia de Deus e um grande número de outras independentes estão espalhadas e enraizadas por todo o país, que também se dedicaram a enviar missionários às nações.
Deus é visto como um ser supremo em todas as denominações, e a Bíblia é considerada como um livro sagrado. Os Estados Unidos não possuem uma religião estatal, e a constituição garante liberdade de culto a todos.
O número de cristãos no país tem se reduzido, e o número de pessoas não afiliadas a nenhuma religião organizada está crescendo.
Brasil – 180 milhões de cristãos
O Brasil tem a maior população de cristãos na América Latina, entre católicos e evangélicos, mas o país deve passar a ser majoritariamente evangélico ainda este ano, segundo demógrafo.
“O Vaticano está perdendo o maior país católico do mundo – é uma perda enorme, irreversível”, disse José Eustáquio Diniz Alves, um importante demógrafo brasileiro e pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falando ao Wall Street Journal.
A constituição brasileira garante liberdade de culto no país, e há muitas igrejas protestantes reconhecidas e históricas, que incluem luteranos, batistas, metodistas e assembleianos.
México – 107 milhões de cristãos
Ainda na América Latina, dentre os países com o maior número de cristãos se encontra o México, onde a maioria são católicos. A prevalência de todas as formas de Cristianismo, no México, é de 92%. A religião tem sua origem na colonização espanhola.
O protestantismo se enraizou entre o século XIX e XX. No país, o cristianismo é geralmente tolerante, e as diferentes religiões convivem em harmonia. A constituição do México estabelece a separação entre o estado e a igreja, e há liberdade de culto no país.
O crescimento do secularismo está reduzindo o número de cristãos. O cristianismo evangélico está crescendo, e o católico diminuindo.
Outros países de grande população cristã são: Filipinas (86 milhões), Rússia (entre 66 e 99 milhões), Congo (63 milhões), Etiópia (52 milhões), Itália (53 milhões) e Alemanha (47 milhões).
O diretor de sucessos religiosos como “Quarto de Guerra”, “Corajosos” e “À Prova de Fogo” disse que os estúdios de Hollywood se recusaram a distribuir seu último filme, “Lifemark” , devido à sua mensagem pró-vida e ao retratar o assunto do aborto.
“Eles disseram: ‘Não estamos lançando este porque estamos com medo da resposta'”, disse Alex Kendrick ao Christian Headlines.
“Lifemark“, que estreia nos cinemas dos EUA por uma semana a partir de 9 de setembro, conta a história de um adolescente de 18 anos, David, que se depara com um dilema quando sua mãe biológica tenta conhecê-lo. O filme segue sua jornada e a de sua mãe biológica, Melissa, que escolheu a adoção ao invés do aborto. O filme é baseado em uma história real.
É estrelado por Kirk Cameron, Rebecca Rogers, Raphael Ruggero, Dawn Long, Justin Sterner, Marisa Hampton e Kendrick.
Embora os filmes anteriores de Kendrick tenham tido sucesso de bilheteria – “Quarto de Guerra” (2015) foi o filme número 1 nos EUA em seu segundo fim de semana de lançamento – os estúdios se afastaram de “Lifemark”, disse ele. Kendrick é produtor executivo e co-roteirista de “Lifemark”. Kevin Peeples dirigiu.
“Foi interessante quando filmamos este filme, vários dos estúdios que nos cortejaram no passado e queriam que fôssemos com eles como distribuidores, todos recusaram este filme”, disse Kendrick ao Christian Headlines. “… E então nós dissemos – está tudo bem, então nós iríamos para um segundo e um terceiro estúdio, e todos eles disseram, ‘Nós queremos qualquer coisa que você tenha, menos este.’ Porque eles estão dizendo que este é um assunto tão delicado e um campo de batalha. E nós dissemos: ‘Bem, não podemos ter vergonha ou medo de compartilhar a verdade sobre esse assunto, de compartilhar uma história verdadeira.’ É difícil argumentar com uma história verdadeira. E então dissemos: ‘Vamos fazer isso com graça, vamos fazer isso com amor, mas com verdade'”.
O filme está sendo lançado cerca de dois meses depois que a Suprema Corte anulou Roe v. Wade, a decisão de 1973 que legalizou o aborto em todo o país.
Embora o tema principal do filme “Lifemark” seja a adoção, ele faz referência ao aborto. Uma cena se passa no local de uma antiga clínica de aborto.
Kendrick disse que era importante que o filme contasse a história através dos olhos dos pais biológicos e dos pais adotivos.
“A realidade deste tema nesta edição é que é um tema muito sensível. Tornou-se um campo de batalha política em nosso país”, disse Kendrick. “E estamos reconhecendo os dois lados, estamos reconhecendo a difícil decisão de escolher colocar seu bebê para adoção, mas é a melhor decisão. E também estamos mostrando aos pais adotivos que bênção e alegria – e a jornada que eles têm que passar por isso.
“Todo esse caminho nem sempre é fácil. Muitas vezes é difícil, mas é lindo. E então essa história verdadeira foi um exemplo perfeito de mostrar como poderia ser – não quer dizer que sempre será assim, mas como poderia ser.”
“Lifemark” será distribuído em mais de 1.400 cinemas, disse Kendrick. Fathom é o distribuidor.
“Achamos que esta é uma bela imagem de como seria mostrar compaixão, perdoar, ministrar e dar esperança”, disse Kendrick.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Shafqat Emmanuel e sua esposa Shagufta Kausa. Foto: Reprodução / ADF International.
Antes de encontrar refúgio na Europa, uma mulher cristã, e seu marido, que sofre de paralisia, estavam no corredor da morte no Paquistão, acusados de blasfêmia. Dessa forma, eles dão uma visão pessoal sobre o livramento, antes de enfrentar o possível enforcamento.
“Embora sintamos falta do nosso país, estamos felizes por finalmente estar em um lugar seguro”, disse Shafqat Emmanuel em entrevista.
Com sede na Áustria, o movimento ADF International, ajudou Emmanuel e a esposa, Shagufta Kausar, a escaparem do Paquistão em meio ameaças de morte, em agosto do ano passado.
Crime de blasfêmia
“Eu vi a polícia batendo no meu pai. Ele está paralisado da cintura para baixo, então não sentiu dor nas pernas, mas eles também bateram na cara dele e bateram nele com coronhadas nas costas. Eles o forçaram a dizer que ele havia cometido blasfêmia”, disse o filho do casal, Zahmat Akhtar, refletindo sobre o momento da prisão de seus pais em junho de 2013, em entrevista parte de um documentário divulgado pela ADF International.
O casal católico foi acusado por um imã local de cometer blasfêmia ao enviar-lhe uma mensagem de texto, que segundo a autoridade religiosa, foi ofensiva.
Maulvi Mohammed Hussain, líder de uma mesquita local, afirmou que Emmanuel usou o celular de sua esposa para enviar uma mensagem de texto anti-islâmica. Mais tarde, ele afirmou que outras mensagens se seguiram.
Emmanuel era o vigia de uma escola na área de Gojra, no distrito de Toba Tek Singh, na província de Punjab, no Paquistão, no momento da prisão do casal.
O clérigo muçulmano teria mostrado a mensagem de texto a dois outros imãs antes de abordar seu advogado para procedimentos legais. Ele e seu advogado alegaram mais tarde que ambos receberam mensagens blasfemas subsequentes.
Emmanuel foi torturado para fazer uma confissão falsa. A polícia o espancou e ameaçou despir sua esposa e fazê-la atravessar a cidade. Os filhos do casal presenciaram e choraram. “Isso partiu meu coração”, disse Emmanuel.
“Na hora da minha prisão, havia muitos policiais. Eles me jogaram no chão e me espancaram muito. Depois me levaram para um quarto e me enforcaram de cabeça para baixo”, acrescentou Emmanuel, descrevendo a tortura e a humilhação como “apocalipse” para sua família.
Pena de morte
Em 2014, um tribunal de sessão condenou o casal à morte por enforcamento sob as leis de blasfêmia do Paquistão. Logo depois, quando o casal foi absolvido, em junho do ano passado, eles enfrentaram ameaças de morte por extremistas.
Os cristãos são frequentemente alvos das leis de blasfêmia do Paquistão, destinadas a proteger as sensibilidades islâmicas, e de radicais que praticam violência e mataram dezenas de cristãos nos últimos anos.
“Estamos muito satisfeitos que Shagufta e Shafqat foram, finalmente, liberados e estão em segurança”, disse Tehmina Arora, diretora de Advocacy, Ásia da ADF International.
“Infelizmente, o caso deles não é um incidente isolado, mas testemunha a situação que muitos cristãos e outras minorias religiosas vivem no Paquistão hoje. Embora o direito à liberdade religiosa seja protegido pela constituição paquistanesa, muitos enfrentam severa perseguição e negação de seus direitos fundamentais. à liberdade de expressão e reunião”, completou Arora.
Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post.
O aplicativo Glorify auxilia cristãos na rotina de adoração através de reflexões, orações e passagens bíblicas. (Foto: Glorify)
Tanto para os novos cristãos como os de longa data, estabelecer uma rotina devocional pode ser uma dificuldade do dia a dia. Seja pela falta de tempo ou por dúvidas de como iniciar a leitura da palavra de Deus.
Por isso, o aplicativo Glorify, que disponibiliza diariamente citações, passagens bíblicas, reflexões, meditações guiadas, orações e músicas, traz livros da Bíblia em formato de áudio, com narração de diversas personalidades cristãs.
Com um livro sendo narrado por mês, a nova categoria da plataforma tem início em Salmos. A ideia é que o projeto incentive a leitura bíblica como um hábito, sendo um facilitador para esse processo.
De acordo com o CEO da empresa, Ed Beccle, os áudios garantem que as pessoas tenham um fácil acesso às Escrituras Sagradas em sua rotina diária, ajudando o usuário a desenvolver a sua caminhada de fé.
“Com o formato de áudio, o cristão vai poder escutar a palavra de Deus em todos os lugares, desde na tranquilidade do lar até no carro no momento de buscar os filhos na escola. É uma maneira de alimentar a sua alma”, afirma.
Recentemente, o Glorify realizou uma pesquisa com os usuários do aplicativo que comprova que mostra que a Bíblia é o principal hábito devocional dos usuários, 68% o fazem utilizando o livro físico e 54%, aplicativos. Para ler ou ouvir mensagens devocionais, o meio mais utilizado são aplicativos devocionais (57%).
O estudo também concluiu que 53% dos entrevistados começaram a usar tecnologia para promover seu tempo a sós com Deus. Segundo Lu Alone, os dados mostram como as ferramentas tecnológicas podem ser aliadas da religião cristã.
“Nossa intenção é criar uma comunidade para que todas as pessoas de fé possam se conectar a Deus e ter uma rotina de bem-estar. Para isso, estamos em um constante processo criativo de soluções tecnológicas que sejam inovadoras e conversem com aqueles que querem fortalecer suas crenças”, conclui Alone.
A esposa e o filho de um evangelista, o único cristão convertido em sua família de maioria hindu na Índia, ajudou os vizinhos a queimá-lo até a morte por causa de sua fé, informou a Christian Solidarity Worldwide na terça-feira (23).
A polícia descreveu o crime como um “assunto de família” e se recusou a investigar o assassinato do homem, identificado como Madhavan.
“A Christian Solidarity Worldwide (CSW) condena veementemente o horrível assassinato do evangelista Madhavan. É profundamente lamentável ver que os policiais nem registraram uma queixa, muito menos tomaram qualquer ação em resposta a esse ato flagrante”, disse o fundador e presidente da organização, Mervyn Thomas.
“Instamos o governo de Bengala Ocidental e o governo central da Índia a garantir que a justiça seja feita neste caso e que os perpetradores não gozem da impunidade que muitas vezes envolve esses crimes na Índia”, Thomas acrescentou.
Os cristãos representam 2,4%, ou 68,9 milhões, dos 1,4 bilhão de habitantes na Índia, que está no 10º lugar do mapa de perseguição da missão Portas Abertas.
De acordo com a CSW, a esposa e o filho de Madhavan o espancaram enquanto ele participava de um culto em 14 de agosto, em uma igreja em Bankura. Em seguida, o levaram para casa e ajudaram a comunidade a arrastá-lo para uma floresta próxima. Lá, jogaram gasolina nele e o queimaram vivo.
No início de agosto, quando Madhavan visitou sua família para o casamento de um parente, seus filhos destruíram sua Bíblia e o atacaram verbalmente, disseram fontes à CSW.
A família de Madhavan já o havia pressionado a deixar sua fé, mas ele recusou.
Madhavan morava na vila de Gobindapur, no distrito de Jhargram, em Bengala Ocidental, uma região no nordeste da Índia. Ele havia trabalhado em parceria com outro evangelista local, chamado Tanmoy Shaikh, no distrito de Bankura.