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Cristãos sofrem tortura e perseguição diária no Afeganistão, dizem organizações

Afeganistão (Foto: David Mark por Pixabay)
Afeganistão (Foto: David Mark por Pixabay)

Tortura e perseguição fazem parte da rotineira dos cristãos que permanecem no Afeganistão após a tomada do Talibã. Segundo grupos humanitários e de vigilância, eles são vítimas do governo, de seus próprios amigos, famílias e comunidades.

“Ainda há cristãos no Afeganistão”, disse Todd Nettleton, autor e apresentador de rádio que trabalha para a ONG humanitária internacional Voice of the Martyrs. “Acho que durante a tomada do Talibã, há um ano, houve muita cobertura que sugeria que todos os cristãos haviam fugido do país”.

Em entrevista à Fox News Digital, Nettleton explicou que quando o governo afegão caiu ano passado, muitos cristãos fugiram porque conheciam a teologia linha-dura do Talibã e a intolerância em relação aos cristãos, especialmente aqueles que se converteram do islamismo.

Ele contou que muitos que eram conhecidos por terem renunciado ao islamismo pelo cristianismo escaparam para outros países. Mas os potencialmente milhares de cristãos que permanecem enfrentam desafios profundos.

“Essas são as pessoas que tomaram a incrível decisão ousada de permanecer no país”, disse Nettleton. “E a atitude deles foi: ‘Olha, se todos os cristãos fugirem do país, quem estará aqui para compartilhar o Evangelho, quem estará aqui para ser a igreja?’ E então eles tomaram a corajosa decisão de ficar, mesmo sabendo que o Talibã assumiria o controle; sabendo que era uma coisa muito arriscada.”

Restrições severas

Defensora dos direitos humanos dos cristãos perseguidos em todo o mundo, a Voz dos Mártires foi fundada em 1967 por Richard Wurmbrand, um luterano de ascendência judaica que foi preso e torturado pelo regime comunista da Romênia por 14 anos por causa de sua fé.

No guia de oração publicado todos os anos pela Voz dos Mártires, a organização rotulou o Afeganistão como um país “restrito”, onde “espancamentos, torturas e sequestros são rotina” para os cristãos.

Os cristãos também são proibidos de adorar ou evangelizar abertamente no país, onde a população é 99,8% muçulmana e os governos locais e nacionais são “altamente antagônicos” aos crentes cristãos.

Muitos cristãos são martirizados no país, e parte deles geralmente morre “sem conhecimento público”, explica ainda o guia. Já os “conversos do Islã são frequentemente mortos por familiares ou outros muçulmanos radicalizados antes que qualquer processo legal possa começar”.

Nettleton apontou que enquanto as condições para a liberdade religiosa “certamente pioraram” por causa do Talibã, “a primeira linha de perseguição são os membros de sua família, são seus vizinhos”.

Desaparecimentos

A organização diz que ex-muçulmanos que se convertem e depois não aparecem para as orações na mesquita local geralmente enfrentam suspeitas de suas comunidades de que se tornaram cristãos.

Nettleton lembrou de um homem afegão com quem sua organização está em contato e que foi forçado a mudar sua família três vezes por tais razões durante os primeiros oito meses do regime restaurado do Talibã.

No entanto, ele diz que está esperançoso de que o renascimento cristão seja possível no Afeganistão, pois seu povo vê o quão mal o Talibã os está tratando.

Como o Talibã segue os passos de Maomé e adere à interpretação mais pura do Alcorão, Nettleton disse que a opressão do regime pode levar alguns a questionar os méritos do Islã.

“Eles veem uma economia em ruínas, veem pessoas passando fome”, relata Nettleton. “E eles vão começar a se perguntar: ‘Se é assim que os melhores muçulmanos governam um país, eu realmente quero ser o melhor muçulmano? Eu quero seguir o Islã? O Islã tem as respostas que eu quero?’ E é isso que eu espero que aconteça.”

Pedidos de oração

Nettleton conta que os cristãos perseguidos no Afeganistão que falam com sua organização pedem que seus companheiros cristãos em todo o mundo orem por eles.

David Curry, um comissário da Comissão Federal dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), que também atua como CEO da Portas Abertas americana, reforça as afirmações de Nettleton. Ele transmitiu à Fox News Digital a história de um cristão afegão chamado Saad, que confirmou que o Talibã tinha uma lista de cristãos que eles distribuíram no ano passado na tentativa de caçá-los.

“Muitos cristãos fugiram do Afeganistão quando o Talibã assumiu”, disse Curry. “Alguns ficaram porque querem ser ‘sal e luz’ em um sentido teológico naquele país, embora tenha se tornado mais hostil.”

“Então, eles querem fazer parte da comunidade”, acrescentou. “Eles amam seu país. É totalmente compreensível porque muitos fugiram, mas ainda hoje existe uma comunidade cristã em apuros no Afeganistão.”

A USCIRF alertou na época da retirada dos EUA no ano passado que o Talibã estava indo de porta em porta procurando cristãos convertidos, aliados dos EUA, ex-funcionários do governo e ativistas de direitos humanos.

Em um relatório divulgado em agosto, a comissão reiterou que a liberdade religiosa no Afeganistão “se deteriorou drasticamente” desde que o Talibã retomou o poder.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News Digital

Rádio propaga o amor de Jesus e distribui centenas de Bíblias na Bielorrússia

Crianças ouvindo rádio (Foto: Ministério TWR)
Crianças ouvindo rádio (Foto: Ministério TWR)

Após a Bielorrússia, que é aliada da Rússia, declarar que seus aviões foram aperfeiçoados para carregar armas nucleares, as tensões aumentaram, tendo em vista a guerra que envolve russos e ucranianos. O presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, na última sexta-feira (26), ameaçou os aliados ocidentais da Ucrânia.

“Tudo está pronto (referindo-se às modificações feitas nos aviões de guerra bielorrussos para transportar armas nucleares). Não é uma boa ideia escalar as coisas com a Bielorrússia porque isso seria uma escalada com o Estado da União (Rússia) que tem armas nucleares. Se eles começarem a criar problemas, a resposta será imediata”.

Dentro desse cenário de insegurança, uma rádio cristã passou a transmitir mensagens evangelísticas de paz e esperança com o objetivo de tranquilizar a população. “Sempre há uma mensagem clara do Evangelho na programação para que as pessoas possam ter a chance de conhecer o Salvador. Sempre há pregação e material de estudo bíblico”, detalhou Alenka Stephenson, da TransWorld Radio Europe (TRE).

Regularmente, a equipe da TransWorld na Bielorrússia transmite sete programas cristãos, inclusive para crianças. Os frutos da iniciativa de evangelização já surgiram.

“Até agora, eles têm feito um trabalho realmente incrível e têm muitas respostas chegando: mensagens encorajadoras e [as pessoas] os vendo como uma fonte de verdade e luz em suas circunstâncias”, frisou Alenka.

Rendidos a Jesus

Após ouvirem a mensagem do Evangelho na rádio, alguns ouvintes testemunharam arrependimento dos pecados e aceitaram Jesus como Senhor e Salvador. Há ainda aqueles que enviaram perguntas sobre o Cristianismo, mensagens de agradecimento e também pedidos de Bíblias. Atendendo às solicitações, a TransWorld já distribuiu centenas de exemplares das Sagradas Escrituras e ainda milhares de materiais cristãos.

Para que os trabalhadores da rádio na Bielorrusia e na Rússia tenham segurança, Alenka Stephenson pediu oração. “Temos amigos de ministério na Rússia e contatos na Bielorrússia também. As circunstâncias são realmente desafiadoras; a situação é difícil em cada país”, contou e frisou: “Ore também por sabedoria para nossos contatos na Rússia. Eles precisam ter muito cuidado com a forma como expressam suas mensagens para que não tenham problemas”.

Fonte: Comunhão com informações de Mission Network News

Cerca de 1.500 Bíblias são enviadas para cristãos na Malásia

Diversas Bíblias foram distribuídas para cristãos na Malásia e em Brunei
Diversas Bíblias foram distribuídas para cristãos na Malásia e em Brunei

A Malásia completou 65 anos de independência nesta quarta-feira, 31 de agosto. O país foi dominado pelo Japão e pelo Reino Unido até que em 1957 conseguiu a autonomia. A maioria religiosa no país é muçulmana e, pela Constituição, tornar-se cristão é um crime. A família e a sociedade pressionam especialmente os cristãos de origem muçulmana a voltarem para o islamismo.

Entre muitos desafios, nas áreas rurais, os cristãos tribais carecem de Bíblias traduzidas para as línguas nativas e de remédios. Recentemente, parceiros locais da Portas Abertas se mobilizaram para fortalecê-los nas comunidades nativas.

Bíblias em áudio

Voluntários das igrejas locais ajudaram os parceiros a distribuir um total de 1.500 Bíblias em áudio traduzidas. Mil foram entregues em 2021 e outras 500 entre janeiro e abril deste ano. Os cristãos tribais ficaram muito felizes pela possibilidade de ouvir a palavra de Deus na língua deles. Eles também relataram problemas de saúde: “Muitas crianças ficam doentes nas comunidades e não conseguem se recuperar completamente ou com rapidez pela falta de remédios”.

Sam (pseudônimo), um parceiro local, testemunhou que “Deus tem respondido as orações deles e encheu o coração de voluntários das igrejas com compaixão. Eles aceitaram o desafio de escalar montanhas carregando grandes caixas com remédios e Bíblias para os cristãos tribais. A maioria das vilas onde os nativos vivem ficam nas áreas rurais e só podem ser acessadas escalando montanhas. Os voluntários têm um grande coração disposto a servir os nativos”.

O ministério se expandiu este ano, com a entrega de leite em pó, ovos e vitaminas para as mães e as crianças. “Começamos a distribuir em abril deste ano e conseguimos oferecer recursos suficientes para atender 32 mães e 27 crianças durante quase quatro meses. Esperamos ver o crescimento e a melhora da saúde deles com esses recursos. Graças às doações de parceiros do mundo todo é possível manter esses projetos ativos. Obrigada!”, concluiu Sam.

Fonte: Portas Abertas

Especialista alerta sobre sexualização de crianças: “Saiba o que seus filhos assistem”

Criança assistindo a televisão
Criança assistindo a televisão

A especialista em mídia Melissa Henson está alertando sobre conteúdo cada vez mais sexualizado em programas infantis.

Diretora de programa do Parents Television and Media Council, uma organização de monitoramento de mídia dedicada a proteger crianças e famílias, ela disse ao Faithwire da CBN que acredita que duas tendências convergentes estão no centro desse fenômeno preocupante.

“Uma é a infantilização dos adultos e a outra é a sexualização das crianças, e essas se encontraram em um lugar desconfortável”, disse Henson.

“Ao mesmo tempo, estamos vendo redes produzindo programas animados que afirmam ser para o público adulto. Eles são classificados para adultos, mas os temas e os personagens envolvidos geralmente são menores”.

A discussão vem na esteira de programas infantis com suas agendas de ideologia de gênero em atividade, como a série animada da Netflix “Jurassic World: Acampamento Jurássico”, que exibe beijo entre pessoas do mesmo sexo.

Melissa diz que “estamos olhando para programas como ‘Big Mouth’ ou ‘Recursos Humanos’ na Netflix, que sexualizam as crianças de maneiras muito preocupantes”.

Para a especialista, algumas dessas séries têm classificadas que indicam que o conteúdo é para “públicos maduros”, mas invoca personagens ou temas mais jovens.

“Ou eles estão mentindo sobre quem é o público-alvo desses programas, ou estão incentivando os espectadores adultos a sexualizar e ver crianças – de 12, 13 anos – como objetos sexuais. De qualquer forma, é bastante perturbador.”

Alavancados pela pandemia

Para Melissa, essas questões se tornaram cada vez mais preocupantes durante a pandemia da Covid-19, à medida que famílias e indivíduos se voltavam cada vez mais para plataformas de streaming para consumir entretenimento.

“A dificuldade é… esta é uma indústria não regulamentada”, disse ela. “A transmissão de televisão estava sujeita aos regulamentos de indecência da FCC. Mesmo a programação original a cabo, embora não sujeita aos regulamentos da FCC, foi controlada pelos anunciantes.”

Com os serviços de streaming predominantemente apoiados pela receita dos assinantes, Melissa disse que “vale tudo” quando se trata de conteúdo, lamentando os temas sexuais e adultos emergentes em uma escala “que você nunca teria visto na televisão aberta ou a cabo”.

Mas, para a especialista em mídia, as preocupações mais consistentes dizem respeito à inclusão de personagens mais jovens nessas histórias.

“Estamos vendo, por exemplo, ‘Euphoria’ na HBO Max, que deveria ser ambientada no ensino médio, e então eles estão mostrando esses personagens em idade escolar nus”, disse ela. “Eles estão mostrando esses personagens em idade escolar envolvidos em atos sexuais. Isso é, até onde eu sei, sem precedentes.”

Ideologia de gênero

O cenário “Jurassic World: Acampamento Jurássico” é o mais recente a surgir em torno de temas adultos jogados entre personagens menores.

“Jurassic World: Acampamento Jurássico, da Netflix, é a mais recente série de TV voltada para crianças que inclui conteúdo sexual”, escreveu recentemente o Movieguide. “Depois de cinco temporadas, a série animada culmina em um beijo apaixonado entre duas meninas.”

De acordo com o canal, a Netflix não incluiu nenhum aviso ou isenção de responsabilidade para os pais sobre o conteúdo do episódio, deixando em vigor sua classificação TV-PG. O show é classificado para crianças com idades acima de 7 anos.

A cena está criando polêmica em lugares como a Hungria, onde a Autoridade Nacional de Mídia e Comunicações do país investiga se o episódio violou uma lei de 2021, que proíbe a exibição de conteúdo transgênero e homossexual para crianças, informou o Politico.

Controvérsias

As controvérsias em relação a conteúdo voltado para crianças não são novas, mas tem escalado para temas cada vez mais preocupantes.

Melissa disse que uma reclamação de longa data foi a inclusão de temas sobre namoro de crianças no conteúdo do Disney Channel e outros programas infantis.

“Acho que isso é apenas uma extensão, onde eles estão mostrando essas crianças, crianças muito novas, que no mundo real provavelmente nem estariam interessadas em namorar”, disse ela.

“De repente, eles estão se envolvendo em relacionamentos e se envolvendo em um comportamento sexual que está muito além da experiência da criança comum”, afirma.

Alerta aos pais

Melissa alerta aos pais para estarem cientes sobre essas questões e não assumirem que as empresas que anteriormente eram adequadas para crianças ainda continuem assim. Muitas mudaram.

“Temos que acabar com a suposição de que muitos de nós nos apegamos por muito tempo a isso, ‘Ah, é a Disney. É seguro’ ou, ‘Ah, é esta marca. É segura’”, disse ela. “Acho que temos que assumir que estamos operando em um ambiente hostil e que a maioria da mídia direcionada aos nossos filhos é hostil aos nossos valores, e temos que operar com essa suposição.”

Melissa incentivou os pais a assistirem o conteúdo antes das crianças. Em uma era em que crianças e pais estão todos em dispositivos individualizados em salas separadas, esse é um chamado convincente para alguns pais e famílias – mas necessário.

“Saiba o que seus filhos estão assistindo e que tipo de mensagens eles estão absorvendo da mídia que estão consumindo”, disse ela.

Fonte: Guia-me com informações de Faithwire

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Ministério Público irá apurar distribuição dos devocionais ‘Pão Diário’ na polícia

Policiais com um exemplar do devocional Pão Diário (Foto: Reprodução / Pão Diário)
Policiais com um exemplar do devocional Pão Diário (Foto: Reprodução / Pão Diário)

A distribuição de devocionais dos Ministérios Pão Diário na Polícia Rodoviária Federal (PRF) será apurada pelo Ministério Público Federal, após uma reportagem da GloboNews.

De acordo com a GloboNews, servidores da PRF relataram incômodo com a distribuição dos livros, indicando que pode haver uma “violação de liberdade religiosa”, uma vez que não são contempladas todas as religiões.

A reportagem também avaliou que a ação faz parte de um “projeto de fé” do governo de Jair Bolsonaro.

O procurador Enrico Rodrigues de Freitas, da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, argumenta que o Estado é laico e que pode ter havido o descumprimento do Artigo 19 da Constituição, que diz:

“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; recusar fé aos documentos públicos; criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.”

A PRF informou que não registrou queixas na Ouvidoria sobre a distribuição dos livros.

Na apuração, o Ministério Público pediu uma manifestação oficial do diretor-geral da PRF, detalhes sobre a parceria entre o Departamento da Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Pão Diário, entre outras informações relacionadas aos eventos religiosos.

Entenda o caso

Em celebração aos 94 anos de existência da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a instituição lançou o projeto Capelania Policial, que busca promover a saúde integral dos servidores, incluindo a espiritual.

Como parte do programa, estão sendo distribuídos exemplares dos Ministérios Pão Diário, em uma publicação especial que celebra os 94 anos da PRF. Os livros, com reflexões e orações diárias, estarão disponíveis em todas as superintendências estaduais da instituição, para aqueles que desejarem lê-los.

Representantes das comunidades católicas, evangélicas e espíritas estiveram presentes em um ato ecumênico em Ação de Graças aos 94 anos da PRF na semana passada, em Brasília.

Na ocasião, o Diretor-Geral da instituição, inspetor Silvinei Vasques, afirmou que a proposta de capelania “faz parte dos projetos estratégicos da PRF, pois o pilar espiritual é também muito importante na proteção e defesa da vida do policial que atua diariamente na defesa do cidadão”, informa o site dos Ministérios Pão Diário.

Já o Ministério da Justiça destacou que a distribuição dos livros é justificada pela “atenção à saúde integral dos policiais” em razão do estresse da atividade.

Fonte: Guia-me com informações do G1

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Jornalista Vera Magalhães diz que vai processar pastor Silas Malafaia

Pastor Silas Malafaia e a jornalista Vera Magalhães
Pastor Silas Malafaia e a jornalista Vera Magalhães

A jornalista Vera Magalhães disse que vai processar o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Segundo informações do UOL, a jornalista irá processar o evangélico após ele mentir ao afirmar que ela recebe R$ 500 mil por ano de uma fundação sustentada pelo governo de São Paulo.

“[O ex-governador] Doria começou a bancar a jornalista que ataca o presidente em todo o tempo. Vamos parar com o mimimi que Bolsonaro é contra as mulheres! A casa caiu, Vera!”, escreveu o pastor no Twitter.

“O senhor vai levar um processo e ter de provar que eu ganho R$ 500 mil por ano, pastor. Se prepare para receber a notificação do meu advogado. Mentir usando a religião como escudo é ainda mais vil e torpe”, respondeu a jornalista.

Fake News

A fake news sobre o suposto salário de Vera Magalhães começou a circular em março de 2020, quando políticos bolsonaristas espalharam a falsa informação de que ela recebia R$ 500 mil por ano para apresentar o Roda Viva, da TV Cultura.

Na época, a jornalista divulgou o contrato com a Fundação Padre Anchieta, que administra a emissora, provando que recebe um salário de R$ 22 mil.

De qualquer forma, ainda que o salário da profissional fosse mais alto, afirmar que o valor é pago pelo governo de São Paulo é distorção da realidade.

Como publicado pela Aos Fatos, parte da verba da TV Cultura é pública, mas esse dinheiro é determinado pela LOA (Lei Orçamentária Anual), que deve ser aprovada pelos deputados estaduais. A Fundação Padre Anchieta é uma entidade de direito privado.

Vera foi atacada por Bolsonaro em debate do UOL

A jornalista foi atacada pelo candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL) durante o primeiro debate presidencial promovido no domingo pelo UOL, Band, Folha e TV Cultura. A profissional recebeu apoio de colegas mulheres, que condenaram a atitude do presidente.

No debate, Vera questionou sobre a cobertura vacinal do Brasil e perguntou se as desinformações sobre o imunizante contra a covid-19 podem ter impacto a queda vacinal no país.

Bolsonaro, que tinha um minuto para responder, usou seu tempo para atacar a jornalista.

“Vera, eu acho que eu não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim. Não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro”, disse o candidato e chefe do Executivo.

Folha Gospel com informações de TV Jornal e UOL

China não concede licença para aplicativo cristão continuar funcionando

Xi Jinping é o ditador da China. (Foto: Twitter)
Xi Jinping é o ditador da China. (Foto: Twitter)

Um aplicativo cristão foi encerrado na China, na semana passada, em mais um caso de repressão ao cristianismo pelo Partido Comunista Chinês.

De acordo com a International Christian Concern (ICC), o CathAssist, um app para cristãos católicos, não conseguiu obter uma licença do governo para continuar funcionando, após a nova lei que tornou ilegal conteúdos religiosos na internet.

“Desde a implementação de [novas regras] em 1º de março, fizemos vários esforços para solicitar uma Licença de Serviço de Informações Religiosas da Internet. Tomamos várias ações, incluindo suspender o compartilhamento, alterar nosso nome, ajustar o conteúdo, mas obter uma licença requer uma redução muito maior na funcionalidade e no conteúdo”, afirmou a equipe do CathAssist.

Um católico de uma província do norte da China relatou que usava o aplicativo há muito tempo e que ele parou de funcionar na última quarta-feira (24).

“[Eles] trabalharam duro por vários meses [para obter a licença], mas no final falharam, então foi encerrado”, disse.

E acrescentou: “Eu usei o CathAssist para ouvir o padre explicando a Bíblia todos os dias, bem como muitos outros conteúdos espirituais católicos. Senti que estava perdendo muito quando descobri que não estava mais disponível”.

Segundo o ICC, o encerramento do aplicativo cristão faz parte dos esforços do governo chinês em infiltrar os pensamentos comunistas na Igreja Católica.

Recentemente, Wang Yi, uma autoridade de alto escalão que chefia o órgão consultivo parlamentar, afirmou aos líderes da Igreja Católica que sua fé deveria “se adaptar melhor a uma sociedade socialista”.

Aumento da repressão ao cristianismo

Em março, uma nova lei chinesa entrou em vigor, tornando ilegal a criação ou compartilhamento de qualquer conteúdo religioso online.

Dessa forma, todo tipo de encontro online de cunho religioso, desde uma simples reunião até uma pregação são atos considerados “fora da lei”.

Para postar ou compartilhar qualquer conteúdo online é necessário uma ‘Permissão de Serviço de Informação Religiosa da Internet’. Na prática, estes só serão disponibilizados para as igrejas já ‘legalmente estabelecidas’.

Mesmo assim o conteúdo será examinado de perto, para garantir que a mensagem esteja de acordo com os ensinamentos do Partido Comunista Chinês. Todas as outras igrejas clandestinas estão efetivamente sendo expulsas da internet.

Em maio de 2021, aplicativos da Bíblia e sites cristãos foram fechados na China. As autoridades também retiraram as contas públicas do Christian WeChat.

Enquanto os aplicativos bíblicos foram removidos da App Store, as Bíblias impressas não estão mais disponíveis para venda online.

Fonte: Guia-me com informações de International Christian Concern

Mais de três mil cristãos estão desaparecidos

Ser sequestrado ou “desaparecer do nada” é uma realidade tão presente e desafiadora que a Organização das Nações Unidas escolheu uma data para destacar esse problema, o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados. Em apenas um ano, 3.829 cristãos foram sequestrados ou desapareceram em contexto de perseguição, de acordo com os dados da Lista Mundial da Perseguição 2022.

No mundo todo, cristãos simplesmente “somem” por causa da fé em Jesus. Esposas e filhos ficam desamparados e famílias angustiadas esperam a volta dos entes queridos. Os principais responsáveis pelos desaparecimentos forçados são o Estado e os grupos extremistas que atacam repetidamente e escondem o paradeiro das vítimas.

Sumiço repentino

O pastor Raymond Koh, por exemplo, desapareceu em fevereiro de 2017 na Malásia. Tudo que Susanna, a esposa dele, sabe é que Koh foi raptado por 15 homens mascarados envolvidos com o governo. Ela ainda mantém a esperança de reencontrar o marido, apesar da falta de novidades no caso.

Além do pastor Koh, outros cristãos malaios desapareceram da mesma forma. Isso mobilizou a população a pressionar o governo com marchas e cartazes solicitando uma resposta sobre o paradeiro das vítimas.

Na Síria, a cristã Jina não sabe onde está o marido, Rober. Ele foi abordado por extremistas a caminho do trabalho, em março de 2013. Quando se recusou a abandonar Jesus, ele foi sequestrado. Um colega que estava com Rober contou essa história para Jina e é tudo que ela sabe.

Por causa dos muitos anos sem notícias, Jina foi considerada viúva e precisa cuidar sozinha do filho, Apo, que tinha apenas um ano quando tudo aconteceu. Jina e Apo são beneficiários de projetos do Centro de Esperança na Síria e, apesar da falta de Rober, conseguiram o apoio e a orientação de que precisavam.

Cristãos fizeram cartazes pressionando as autoridades na Malásia a descobrir onde estão o pastor Koh e outros cristãos desaparecidos

Violência

Os ataques de extremistas na Nigéria também causam o desaparecimento de cristãos. O exemplo mais conhecido são as meninas de Chibok. Em abril de 2014, 275 meninas foram raptadas pelo Boko Haram. Oito anos depois, ainda não se sabe o paradeiro nem o estado de 111 delas. Algumas meninas foram libertadas, outras foram resgatadas em 2018, mas a dúvida sobre a situação das meninas persiste.

Em Bangladesh, a família do cristão Jashim também ficou desaparecida por quase duas semanas quando parentes muçulmanos atacaram a casa deles. A recuperação de Jashim após as agressões físicas foi muito difícil sem notícias sobre a esposa e os filhos. Parceiros locais da Portas Abertas se mobilizaram e conseguiram encontrar e resgatar a família, que, apesar da perseguição, continua confiando em Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Ucrânia aprova sanções contra patriarca ortodoxo russo

Patriarca Ortodoxo de Moscou, Kirill, ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Reprodução/Twitter)
Patriarca Ortodoxo de Moscou, Kirill, ao lado do presidente da Rússia, Vladimir Putin (Foto: Reprodução/Twitter)

O governo ucraniano aprovou nesta terça-feira (30) medidas para introduzir sanções contra o primaz da Igreja Ortodoxa da Rússia, Cirilo, e outros sete membros da instituição.

O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura de Kiev, Oleksandr Tkachenko, citado pelo jornal Kiev Independent.

“A Igreja Ortodoxa Russa apoia a guerra contra o povo ucraniano e abençoa diariamente os crimes de guerra de Moscou. Todos os envolvidos nisso devem ser responsabilizados. As atividades desses oficiais da Igreja contradizem os valores cristãos. Os criminosos não devem se esconder atrás de véus”, declarou.

Além de Cirilo, a proposta prevê a aplicação de sanções por 10 anos contra outros sete religiosos, incluindo os líderes do departamento de Relações Externas da Igreja Ortodoxa Russa, o arcebispo de Syktyvkar e Komi-Zyryan, e o teólogo russo Osipov Oleksiy Ilyich.

As punições incluem o bloqueio de bens, suspensão de trânsito de recursos, voos e transporte pela Ucrânia, suspensão de obrigações econômicas e financeiras, proibição de participação em privatizações e arrendamentos de propriedades do Estado, suspensão de intercâmbios e cooperação culturais, além de cancelamento de visitas oficiais.

Apesar de ser pressionado constantemente por representantes de outras religiões a condenar a guerra na Ucrânia, o patriarca de Moscou já mostrou várias vezes que está alinhado com o regime de Vladimir Putin.

De acordo com o líder ortodoxo, a ofensiva na Ucrânia é “parte da estratégia geopolítica em larga escala desenvolvida, em primeiro lugar, para enfraquecer a Rússia”.

Cirilo acredita ainda que a russofobia está se disseminando no mundo ocidental em ritmo sem precedentes, tendo em vista às sanções econômicas impostas à Rússia pelos líderes ocidentais.

Fonte: Portal Terra

Igreja Universal ataca Lula em editorial: ‘Finge que não aprendeu o que é facção criminosa’

Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus
Edir Macedo é líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus

Um texto publicado este domingo no site da Igreja Universal faz duras críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vem liderando as pesquisas na disputa pela chefia do Executivo.

O editorial, que também foi veiculado no jornal semanal da entidade, distribuído gratuitamente a fiéis, faz menção a uma entrevista concedida pelo petista há pouco mais de dez dias. Na ocasião, em declaração à Rádio Super, de Minas Gerais, Lula respondeu, ao ser questionado sobre a baixa intenção de voto entre evangélicos, que não é “candidato de uma facção religiosa”.

“O ódio do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva contra os cristãos é notório. O ex-presidiário não consegue conter a mágoa que sente das igrejas cristãs, por não conseguir o apoio delas para o seu projeto de retorno ao poder”, inicia o texto da igreja fundada e liderada por Edir Macedo, que em seguida lembra a fala recente do petista. “No mais recente discurso para seus minguados adoradores em São Paulo, ele defendeu o Estado laico, ou seja, com a igreja fora das decisões políticas do Estado”, acrescenta a Universal.

“Ele tenta disfarçar o preconceito que nutre contra os evangélicos e cristãos católicos e fala que se ganhar as eleições vai tratar todos os credos religiosos de forma igualitária. Lula e todos os seus seguidores sempre desprezaram os evangélicos”, pontua o texto, que frisa que os evangélicos são “o fiel da balança nas eleições”. Ainda assim, argumenta o editorial, “os cristãos foram deixados de lado das políticas de Estado, mesmo totalizando cerca de 55 milhões de eleitores”.

O artigo passa, então, a subir ainda mais o tom sobre o ex-presidente. “Lula passou uma temporada na cadeia, porém finge que não aprendeu o que é facção criminosa, mas vamos refrescar a memória do ex-presidiário e de quem já não lembra mais de um emblemático caso de atuação de uma facção criminosa”. Na sequência, são lembrados detalhes do escândalo do mensalão, ainda no primeiro mandato de Lula, e da Operação Lava-Jato, que resultou na prisão do petista, em condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Agora vamos fazer um comparativo com a instituição que Lula chamou de facção: as igrejas. O trabalho espiritual das Igrejas é incontestável. A Palavra de Deus que é pregada no Altar atinge a alma das pessoas e conforta e liberta o aflito e amargurado de espírito. O Evangelho de Jesus Cristo revela ao homem a força e o poder que ele tem de mudar graças à fé de qualquer situação e resolver qualquer problema”, discorre o texto.

“Além disso, as igrejas cumprem um relevante trabalho social. Somente os programas sociais da Igreja Universal distribuíram gratuitamente 53 mil toneladas de alimentos desde o início da pandemia para socorrer as populações mais afetadas pela crise sanitária”, acrescentam os autores do artigo, que perguntam: “A quem o trabalho da Igreja prejudica? Quem é a verdadeira facção?”. “O povo brasileiro vai saber retribuir nas urnas essa afronta que o ex-presidiário está fazendo a quem só faz bem à sociedade”, conclui o editorial, que traz ao fim a mensagem “com suporte de Denis Farias, advogado, professor e consultor jurídico”.

A pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira mostrou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou a distância para Lula entre os evangélicos. Em 15 de agosto, 18 pontos percentuais separavam os dois candidatos. Agora, são 22.

Lula foi de 29% para 26% das intenções de voto, o que mostra uma possível tendência de queda do ex-presidente no segmento. Bolsonaro, por sua vez, oscilou dentro da margem de erro: passou de 47% para 48% da preferência do eleitorado evangélico.

Fonte: O Globo

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