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Vídeo de Bolsonaro em templo maçônico viraliza e gera críticas de apoiadores

Print de vídeo onde Bolsonaro discursa em um templo da Maçonaria.
Print de vídeo onde Bolsonaro discursa em um templo da Maçonaria.

Um vídeo antigo que mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no que parece ser um templo maçônico, com os símbolos da Maçonaria, viralizou nas redes sociais. Ontem, o termo “maçonaria” era o mais comentado no Twitter.

Não é possível confirmar a data das imagens, mas Bolsonaro se refere a si próprio como deputado e diz que não estava “candidato a nada”, indicando que a gravação foi anterior a 2018, quando ele era deputado federal.

O vídeo passou a ser disseminado com o objetivo de atingir o público evangélico que apoia a reeleição do presidente, num embate em que a religião ganhou força durante a campanha eleitoral. Apoiadores de Bolsonaro se manifestaram decepcionados no Twitter.
A maçonaria contraria a fé católica. Em um documento de 1983, o Vaticano diz que os princípios da maçonaria sempre foram “considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja”.

“Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”, diz o documento, que foi aprovado pelo Papa João Paulo 2°. O católico que participasse dessas sociedades poderia ser punido até com a excomunhão.

Críticas de apoiadores de Bolsonaro no Twitter

O vídeo gerou críticas entre usuários do Twitter, que colocaram “maçonaria”, “muito grave” e “Bolsonaro satanista” entre os termos mais comentados da rede social na manhã desta terça-feira, 4.

“Estou me sentindo traída. Defendi BOLSONARO do indefensável. Estive sempre ao lado do PRESIDENTE. E agora descubro laços dele com a maçonaria. Lamentável. Infelizmente, votarei no nove dedos neste segundo turno”, disse uma apoiadora de Bolsonaro.

“BOLSONARO também traiu minha fé, depois desse vídeo dele na maçonaria, estarei apoiando Lula nesse segundo turno. DECEPÇÃO!”, disse outra.

“Infelizmente o presidente Bolsonaro foi flagrado em uma maçonaria, onde frequenta como membro. Como cristão e servo do senhor isso me entristece bastante, pois confiei nele. Para quem não sabe aquilo em destaque representa o olho do SATANÁS. Decepção, sou Lula agora…”, disse outra.

“Desculpa gente. Eu como uma mãe cristã não posso aceitar isso! Infelizmente vou ter que votar no LULA que criou a lei da marcha pra Jesus. BOLSONARO TRAIDOR BOLSONARO SATANISTA MAÇONARIA”

O que Bolsonaro diz no vídeo

Na gravação, Bolsonaro diz:

Nós corremos o risco de algo muito sério, tão ou mais grave que a corrupção, que é a questão ideológica.

Temos tudo para sermos uma grande nação. Às vezes, a gente olha para um país pequeno, alguns até menores que o menor estado nosso, que é o estado de Sergipe, que nada tem e são destaque no mundo. Nós, com todo esse potencial que aqui temos, lamentavelmente devemos muito ainda para chegar próximo a essas nações.

Não estou como candidato a nada, há dois anos e meio resolvi andar pelo Brasil, sair da zona de conforto que é o mandato parlamentar, é quase como estar no paraíso para quem não tem responsabilidade. Busquei regiões, fui atrás de problemas e como resolvê-los sem dinheiro, onde é que o calo aperta para nós brasileiros, quais são os problemas que temos que enfrentar.

Respostas, tive junto ao homem do campo, junto ao empresariado do interior de São Paulo. ‘Primeiro, é o seguinte, deputado, precisamos de um presidente que não nos atrapalhe’. Nos últimos 30 anos, lamentavelmente, o Poder Executivo e Legislativo aperfeiçoou-se em criar problemas para vender facilidades. Não preciso entrar em detalhes, lamentavelmente, o histórico do dia a dia da nossa imprensa mostra como nós estamos. A raiz do problema… [corta]

O que é maçonaria

A maçonaria é uma organização fraterna que tem origem na Idade Média, e surgiu como uma irmandade de homens construtores (mason, em inglês, é pedreiro). Uma das características mais marcantes é a de que seus membros protegem uns aos outros, e só é possível entrar no grupo com o consentimento de outros integrantes.

Maçonaria não é religião, apesar de se apresentar como uma instituição religiosa, que “reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de Grande Arquiteto do Universo”.

De acordo com coluna de Rubens Valente de 2020, parte importante da maçonaria apoiou a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Além disso, dois conhecidos maçons integraram o governo, como o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o vice-presidente, o general reformado Hamilton Mourão.

Além deles, Kassio Nunes Marques, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) apontado por Bolsonaro em 2020, declarou ser mestre da maçonaria em 2010, um grau considerado elevado na organização.

Fonte: UOL

PT reage a vídeo espalhado por bolsonaristas e nega qualquer relação com “satanista do TikTok”

O influencer Vicky Vanilla se apresenta como “sacerdote da igreja luciferiana”
O influencer Vicky Vanilla se apresenta como “sacerdote da igreja luciferiana”

O vídeo de um influencer que se intitula satanista “prevendo” a vitória de Lula no primeiro turno causou um rebuliço nas redes bolsonaristas e colocou o PT na defensiva. A campanha do ex-presidente divulgou na noite desta segunda-feira uma nota afirmando que não há “qualquer relação” entre o petista e o satanismo.

O comunicado publicado nas redes de Lula e no site oficial de sua campanha, veio à tona após um vídeo do TikTok se espalhar em grupos a favor de Jair Bolsonaro como um rastilho de pólvora.

Nele, o influencer Vicky Vanilla, que se identifica como “sacerdote da igreja luciferiana”, descreve diante de uma bandeira de Lula uma suposta união de diferentes religiões com segmentos satanistas e do ocultismo para, de alguma forma, garantir a vitória do petista no primeiro turno.

O conteúdo foi publicado na última sexta-feira no perfil de Vicky, que tem quase 1 milhão de seguidores, e começou a se espalhar em grupos bolsonaristas no Telegram já na noite de domingo, quando o segundo turno já havia sido matematicamente confirmado, com recortes e abordagens descontextualizadas. Apoiadores de Bolsonaro, em forte tom religioso, passaram a denunciar uma suposta conspiração “das trevas” contra o presidente.

A repercussão foi tão intensa ao longo da madrugada e manhã desta segunda-feira, 3, que o senador eleito Cleitinho (PSC-MG), um dos integrantes da “bancada Bolsonaro” que saiu das urnas no último domingo, gravou um vídeo para apelar aos eleitores cristãos que não compareceram ao pleito ou votaram nulo ou em branco que votem pela reeleição de Bolsonaro.

“Cristão, se levanta! Não fique em cima do muro. O Estado é laico mas mais de 90% da população é cristã”, esbravejou o mineiro. “Viraliza esse vídeo no WhatsApp, chama aquela pessoa que está em dúvida, que para presidente é Bolsonaro, o presidente é um homem temente a Deus, é um homem cristão”.

A campanha de Lula sentiu o estrago. No comunicado desta segunda, intitulado “A verdade sobre Lula e o satanismo”, a campanha lulista enfatiza que o ex-presidente é cristão (Lula é católico) e reitera que o petista “não tem pacto nem jamais conversou com o diabo”. Foi produzida, ainda, uma imagem para ser compartilhada em aplicativos de mensagem.

A campanha de Lula justificou o posicionamento oficial sobre a fake news por conta do alcance do material. “O vídeo circulou em muitos canais do Telegram e grupos de WhatsApp e comprova como os apoiadores de Bolsonaro abusam da boa-fé de das pessoas”, diz trecho da nota.

Mas era tarde. No grupo B-38, que reúne quase 60 mil pessoas, bolsonaristas orientavam seus pares a compartilharem o vídeo de Vicky nos grupos de suas igrejas e famílias a fim de desmotivar o voto no PT no segundo turno. O tom era de chamamento, como se estivessem em uma espécie de batalha final do bem contra o mal.

“Deus desmantela e destrói toda obra de feitiço arquitetada do mal contra nossa nação”, escreveu uma bolsonarista horrorizada. “Acabamos de ver um satanista falando que eles estavam este tempo todo fazendo trabalhos fortes para nos derrubar, mandou-nos para aquele lugar e falou que vamos ter que aguentá-los agora. Oremos forte, o mal e as portas do inferno não prevalecerão”, disse outra apoiadora do presidente.

No PT, há o temor de que o vídeo tenha circulado em aplicativos de mensagem entre sexta-feira e domingo, justamente na reta final antes do primeiro turno, trazendo prejuízos a Lula no eleitorado evangélico.

O segmento, que apoia majoritariamente Bolsonaro, é um dos calcanhares-de-aquiles do petista nesta eleição.

Após a repercussão, Vicky, o influencer satanista, gravou outro vídeo afirmando não votar em Lula. Ele diz ser alvo de ameaças após a divulgação de seu vídeo em grupos bolsonaristas e acusa os militantes do presidente de tirá-lo do contexto. “O vídeo está sendo espalhado como uma fake news tanto a meu respeito quanto a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual”, declarou.

A disseminação do material nos grupos pró-Bolsonaro foi um sinal para que conteúdos antigos e descontextualizados envolvendo encontros de Lula com representantes de religiões afrobrasileiras, que não têm ligação com o satanismo, começassem a ser espalhados nesta segunda.

Em um deles, muito compartilhado nos grupos pró-Bolsonaro, uma mulher relata ao petista um ritual sagrado dedicado a Exu, entidade da Umbanda e do Candomblé. Na legenda, em claro sinal de intolerância religiosa, uma eleitora do presidente denunciou a comunhão de Lula com “demônios”.

Fonte: O Globo

Bolsonaro é recebido na Assembleia de Deus aos gritos de “mito”; imprensa foi expulsa de culto

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante culto na Assembleia de Deus ministério Belém, em São Paulo, no dia 4 de outubro.
O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante culto na Assembleia de Deus ministério Belém, em São Paulo, no dia 4 de outubro.

“A batalha final será no dia 30 de outubro, em nome do senhor Jesus”. Foi na presença do presidente Jair Bolsonaro (PL) que o pastor José Wellington pediu votos durante culto evangélico na AD Belém (Assembleia de Deus Ministério de Belém) na tarde desta terça-feira, 4. O encontro, na zona leste de São Paulo, teve a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de outros parlamentares.

Bolsonaro chegou ao local por volta de 17h45. O evento durou cerca de uma hora. Além de Michelle, ele estava acompanhado pelo filho, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelo candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo senador eleito Marcos Pontes (PL-SP).

Boa parte dos fiéis levantou assim que o Bolsonaro e Michelle entraram. No vídeo abaixo, é possível ver o momento em que Bolsonaro está subindo ao púlpito e a igreja em peso faz um coro e o ovaciona chamando de “mito”.

Antes que o chefe do Executivo pudesse se pronunciar, o hino nacional tocou. Na sequência, o pastor-presidente da AD Belém, José Wellington, pediu aos fiéis que conversem com suas esposas porque mulheres “têm facilidade” de pedir votos. Antes que a primeira-dama subisse ao púlpito, só havia homens ali.

“Aqui o senhor [Bolsonaro] tem representantes de todas as cidades do estado de São Paulo. Desde manhã venho falando com eles do trabalho, que quando voltarem para suas igrejas, que falem com suas famílias, suas mulheres. Elas têm uma facilidade muito grande de pedir votos”, disse Wellington.

Wellington também pediu que os deputados presentes no culto se levantassem para que os fiéis pudessem orar por eles. “Se Deus quiser estaremos no dia 30 de outubro votando 22 e 10”, disse, em referência aos números de Bolsonaro e Tarcísio nas urnas.

“Estamos bem próximos da vitória. Temos uma batalha, e a batalha final será no dia 30 de outubro em nome do senhor Jesus.”, disse o pastor José Wellington da AD Belém.

Abstenção

Uma das grandes preocupações da campanha do presidente é manter a militância motivada para ir votar em 30 de outubro — a taxa de abstenção neste ano foi de 20,95%. No culto desta noite, Bolsonaro abordou o assunto ao falar da vitória de Gabriel Boric, político de esquerda, na última eleição presidencial do Chile.

“Lá quem decidiu a eleição não foi quem foi as urnas, foi quem não foi as urnas”, disse Bolsonaro.

Em discurso que antecedeu o de Bolsonaro, Michelle pediu que os fiéis conversem com aqueles “que ainda não sabem em quem votar”.

“As pessoas ainda não têm esse entendimento pela cegueira espiritual, pelo espírito da mentira”, declarou a primeira-dama.

Imprensa expulsa

O bispo Samuel Ferreira, da igreja evangélica Assembleia de Deus, indicou nesta terça-feira (4) que a imprensa não era bem-vinda em culto que fez parte de agenda de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes de Bolsonaro subir ao púlpito para falar aos fiéis que lotavam a igreja no bairro do Brás, na zona central de São Paulo, o bispo ameaçou de processo veículos de comunicação que registrassem o culto sem autorização.

“Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui”, afirmou o bispo.

“Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. […] Esse é um assunto de família”, completou.

No momento em que Bolsonaro subiu ao púlpito, seguranças da igreja pediram aos fiéis que desligassem os celulares.

Uma fotojornalista da agência Reuters foi expulsa do culto. Depois, uma equipe da Globo foi vaiada por apoiadores de Bolsonaro e teve de deixar o local escoltada por seguranças.

Mais cedo, em outro culto na unidade Belém da Assembleia de Deus, onde Bolsonaro também discursou, parte da imprensa foi impedida de entrar pelos seguranças da igreja. A justificava é que se tratava de um evento fechado.

Participaram dos cultos a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador recém-eleito Marcos Pontes (PL), a senadora recém-eleita Damares Alves (Republicanos), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), além do candidato ao Governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da deputada federal Carla Zambelli (PL).

Fonte: UOL e Folha de S.Paulo

Plano de governo de Lula não prevê perseguição a religiosos ou legalização de drogas

Fake News
Fake News

Não é verdade que o plano de governo do presidenciável do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, traga propostas como a legalização das drogas e a perseguição a religiosos, como sustenta um vídeo que circula nas redes. Nenhum dos oito itens citados na gravação constam no documento entregue pelo petista ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A assessoria de Lula também desmentiu a veracidade da alegação.

As postagens enganosas contam com ao menos 25 mil compartilhamentos no Facebook até a tarde de sábado, 1º de outubro, véspera do 1º turno das eleições e também circulam no WhatsApp, onde não é possível estimar o alcance.

Circula nas redes sociais um vídeo enganoso que lista oito propostas que Lula estaria “escondendo” dos eleitores e que estariam no programa de governo do petista, o que é falso. A gravação inventa promessas e distorce falas do ex-presidente para fazer crer, por exemplo, que o petista pretende acabar com a família, legalizar drogas e perseguir religiosos.

As diretrizes do programa de governo da chapa publicado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contradizem a peça de desinformação, como por exemplo:

  • Não consta nos planos do petista liberar entorpecentes. Lula, no item 34 do documento, defende uma nova política sobre drogas “focada na redução de riscos, na prevenção, tratamento e assistência ao usuário” e “enfrentamento e desarticulação das organizações criminosas”;
  • O petista também não prometeu adotar um “descontrole fiscal”. O item 52 explica que a chapa pretende derrubar o teto de gastos e adotar um novo regime fiscal, mais flexível e que “garanta a atuação anticíclica, que promova a transparência e o acompanhamento da relação custo-benefício das políticas públicas”;
  • Também não é verdade que Lula pretenda perseguir religiosos. No item 99 consta que a campanha “defende os direitos civis, garantias e liberdades individuais, entre os quais o respeito à liberdade religiosa e de culto e o combate à intolerância religiosa, que se tornaram ainda mais urgentes para a democracia brasileira”. A assessoria do ex-presidente também destacou a Lei da Liberdade Religiosa, aprovada no governo Lula, e destacou que ele é contrário à perseguição religiosa “em qualquer país e de qualquer forma”, se referindo ao caso da Nicarágua.

Outros pontos citados no vídeo são frutos de distorções das falas do ex-presidente ou de outras pessoas.

  • A gravação, por exemplo, usa uma declaração de Lula feita em abril deste ano durante um evento em São Paulo para afirmar que ele pretende “acabar com a classe média”. Em sua fala, no entanto, o petista criticava o padrão de consumo dessa faixa de renda, não dizia querer acabar com ela;
  • Lula também não disse que pretende “impugnar” roubos de celulares. A frase distorce uma declaração dada por ele em novembro de 2019, quando o ex-presidente disse “eu não posso ver mais jovens de 14, 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”;
  • E a mulher que diz no vídeo que “quer acabar com a família” não tem relação com a chapa de Lula. O nome dela é Amanda Palha, que era filiada ao PCB e, em outubro de 2019, defendeu em um evento que movimento LGBTQIA+, e não o PT, deveria assumir a bandeira da “destruição da família”.

Outros dois argumentos citados na gravação foram descontextualizados. No trecho que diz que o petista quer “legalizar o aborto”, por exemplo, o vídeo relembra uma fala feita em abril deste ano de que o procedimento “deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito”. Em momentos posteriores, no entanto, Lula disse que pessoalmente é contra a liberação do aborto, mas que o assunto que deveria ser discutido pelo Congresso. Essa posição foi reafirmada pela assessoria ao Aos Fatos em nota.

Print de vídeo falso sobre plano de governo de Lula

Também foi retirada de contexto a promessa de Lula de regular as mídias sociais. O petista de fato defende uma regulação que, segundo a sua assessoria, “não tem relação com controle de conteúdo, mas com medidas contra monopólios e de regulação de propriedade e direitos de respostas em meios eletrônicos e digitais, dominados por poucas empresas”. No item 118, a chapa defende que o direito de acesso aos meios de comunicação “é essencial numa sociedade democrática, orientada pelos direitos humanos e para a soberania”, e defende os marcos legais previstos na Constituição de 1988.

Essa é a terceira peça de desinformação sobre o plano de governo de Lula que circulou nas redes na semana da eleição. Aos Fatos desmentiu uma lista de falsas propostas e também que o petista defenderia um projeto para que pessoas compartilhassem quartos com integrantes de movimentos sociais.

Fonte: Aos Fatos

Assembleias legislativas e Câmara dos Deputados têm recorde de pastores evangélicos eleitos

Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas estaduais terão, a partir de 2023, um número recorde de parlamentares que usaram termos de identificação evangélica, como “pastor”, “bispo” e “missionário”, em disputas eleitorais.

Levantamento do GLOBO com base em dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até segunda-feira, 3, aponta que ao menos 28 deputados federais, estaduais e distritais eleitos se apresentaram ao eleitorado com denominações evangélicas, sendo 16 como pastores.

Até então, os maiores índices de sucesso de candidatos pastores e de outras nomenclaturas evangélicas haviam aparecido nas eleições de 2002 e de 2014, com 27 eleitos em cada uma. Nas duas ocasiões, 16 candidatos se apresentaram como pastores.

O número de candidaturas com identidade religiosa aumentou cerca de 25% neste ano, atingindo o maior patamar na série histórica desde 2002, de acordo com levantamento do GLOBO, que considerava candidatos que apresentaram alguma nomenclatura ou ocupação religiosa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo aqueles ligados ao catolicismo e a religiões de matriz africana. O número de pastores candidatos neste ano, de 476, foi cerca de 20% superior ao registrado em 2018.

Para considerar o número de pastores e outros tipos de identidade evangélica entre os eleitos em 2022 (veja a lista ao fim da reportagem), O GLOBO considerou o uso dessa nomenclatura na atual eleição ou em disputas anteriores, mesmo critério adotado para todos os anos da série histórica. Em 2006, apenas nove candidatos com essa identificação foram eleitos para a Câmara e para as Assembleias Legislativas. O número de eleitos saltou para 18 em 2010, patamar semelhante ao da eleição de 2018, com 21 candidatos bem sucedidos.

Em meio a uma disputa presidencial marcada por seguidos acenos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT) ao eleitorado evangélico, parte dos candidatos mudaram a estratégia de disputas anteriores e passaram a adotar termos e expressões ligados ao meio evangélico que não apareciam até então.

No Rio, por exemplo, os irmãos Marcos e Filipe Soares, eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, ambos pelo União Brasil, incluíram as iniciais do pai, o líder evangélico Romildo Ribeiro Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Com isso, o sobrenome que levaram às urnas passou a ser “RR Soares”, forma pela qual o pai se popularizou entre fiéis.

O expediente de associar o nome do candidato à igreja é adotado também por parlamentares ligados à Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Neste ano, além do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), ex-presidente da bancada evangélica na Câmara, dois deputados estaduais ligados à igreja se elegeram à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O número de evangélicos eleitos é ainda maior, já que também há parlamentares que, mesmo sem termos como “pastor” ou “bispo” junto ao nome, possuem o “carimbo” religioso em suas trajetórias.

Um desses casos é o do ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e que se elegeu deputado federal. A candidatura de Crivella teve suporte da Catedral de Del Castilho, principal templo e sede da Universal no Rio, onde santinhos do ex-prefeito foram distribuídos nas últimas semanas na entrada de cultos. Outro nome que teve apoio da Universal, e que tampouco usa nomenclaturas religiosas na urna, foi o deputado estadual e pastor licenciado Danniel Librelon (Republicanos), reeleito à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Há ainda pelo menos uma centena de pastores e outros candidatos com identidade evangélica que figuram como suplentes de deputado federal, e podem ocupar cadeiras vagas no decorrer da próxima legislatura. A “lista de espera” inclui nomes como o pastor Junior Trovão (Republicanos), no Rio, e o cantor gospel e pastor Jairinho (União), de Pernambuco.

Deputados federais eleitos
Paulo Freire da Costa (PL-SP) (concorreu como “PR. Paulo Freire” em eleições anteriores)
Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
Pastor Eurico (PL-PE)
Pastor Gil (PL-MA)
Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
Marcos RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)
Pastor Diniz (União-RR)
Gilberto Abramo (Republicanos-MG) (concorreu como “Bispo Gilberto” em eleições anteriores)
Cezinha de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Clarissa Tércio (PP-PE) (nome de urna faz referência ao marido, Pastor Junior Tércio)

Deputados estaduais eleitos
Adalto Santos (PP-PE) (concorreu como “Presbítero Adalto” em eleições anteriores)
Alex de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos-CE)
Bispo Alves (Republicanos-ES)
Cantora Mara Lima (Republicanos-PR)
Carlos Cezar (PL-SP) (concorreu como “PR. Carlos Cezar” em eleições anteriores)
Carlos Henrique (Republicanos-MG) (concorreu como “Pastor Carlos Henrique” em eleições anteriores)
José de Arimateia (Republicanos-BA) (concorreu como “Pastor José de Arimateia” em eleições anteriores)
Oseias de Madureira (PSD-PS) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Pastor Cleiton Collins (PP-PE)
Pastor Daniel de Castro (PP-DF)
Pastor Junior Tércio (PP-PE)
Pastor Oliveira (Republicanos-AP)
Pr. Alcides Fernandes (PL–CE)
Ricardo Arruda (PL-PR) (concorreu como “Missionário Ricardo Arruda” em eleições anteriores)
Sérgio Peres (Republicanos -RS) (apresentou-se como “PR. Sergio Peres” em eleições anteriores)
Filipe RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)

Fonte: O GLOBO

Após a morte de Mahsa Amini, cristãos condenam opressão e discriminação no Irã

À medida que a morte de Mahsa Amini continua a provocar protestos globais, os cristãos iranianos estão somando suas vozes à condenação expressa sobre o tratamento das mulheres e o uso forçado do hijab, véu que cobre os cabelos e o corpo das mulheres muçulmanas, no Irã.

Protestos furiosos foram realizados no Irã, no Reino Unido e em outros países depois que a jovem de 22 anos morreu sob custódia da polícia iraniana. Amini foi presa em 13 de setembro por supostamente usar um hijab “impróprio”.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, tentou culpar os EUA e Israel pelos protestos sem precedentes.

A instituição de caridade anti-perseguição Article18 emitiu uma declaração conjunta com o Conselho de Igrejas Iranianas Unidas de Hamgaam e o Centro Teológico Pars elogiando os manifestantes por sua “coragem incomparável” e pedindo o fim das leis “discriminatórias” sobre o uso do hijab.

“Nós, como muitas pessoas no Irã que protestaram nas ruas da cidade com coragem incomparável após a morte de Mahsa, consideramos a imposição do hijab obrigatório ao povo do Irã – representando uma série de identidades religiosas, étnicas e culturais – uma violação óbvia dos direitos humanos e exigimos o fim desta e de outras leis discriminatórias”, disseram as três organizações.

“‘Somos todos Mahsas’ e ‘Mulheres, Vida, Liberdade’ estão entre os slogans dos bravos homens e mulheres do Irã, lembrando-nos que estamos todos juntos, independentemente de etnia, religião, idioma ou crença, nesta luta contra a dor compartilhada da injustiça, opressão e ditadura religiosa, bem como nossa esperança de vida, liberdade e igualdade”.

Seus apelos são apoiados pela instituição de caridade Portas Abertas, que defende cristãos perseguidos em todo o mundo, incluindo aqueles no Irã.

A CEO da Portas Abertas do Reino Unido e da Irlanda, Henrietta Blyth, disse que os cristãos têm participado dos protestos dentro e fora do Irã.

Para os cristãos dentro do Irã, isso representa um risco considerável para eles mesmos, pois já são fortemente perseguidos por sua fé.

Muitos frequentam igrejas domésticas e vivem sob a ameaça constante de batidas, prisões e torturas. Alguns só se encontram com outros cristãos online por causa do risco de represálias.

Tão grave é o nível de perseguição no Irã que o país é o número nove na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas, um ranking anual dos 50 países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais extrema.

“O regime iraniano tem um dos piores registros de direitos humanos de perseguição estatal no mundo”, disse Blyth.

“Os cristãos no Irã só poderão desfrutar de seus direitos religiosos se os direitos de toda a população do Irã forem honrados.

“Cristãos dentro e fora do país estão se juntando às manifestações. Todos estão apoiando a luta do Irã pela liberdade. Estamos esperançosos por uma mudança.”

Como resultado do desligamento da internet no Irã, os cristãos do país estão pedindo ao corpo global de Cristo que seja sua voz neste momento sem precedentes.

“A perseguição está aumentando no Irã, mas, apesar disso, também vemos o crescimento da igreja”, acrescentou Blyth. “Os cristãos iranianos não estão sozinhos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristãos dizem que precisam de mais exemplares da Bíblia, na China

Bíblia sobre a bandeira da China
Bíblia sobre a bandeira da China

“Precisamos de Bíblias”, compartilham os cristãos chineses de várias igrejas, conforme Kurt Rovenstine, do Bibles for China — ministério que fornece a Palavra de Deus aos cristãos que vivem na China rural.

Kurt disse que esteve em contato com vários líderes cristãos chineses e que todos estão compartilhando a mesma mensagem. Mas, por que está faltando Bíblias para os crentes na China?

Para Kurt, existem algumas teorias: “Por um lado, a imposição de regulamentos durante a pandemia fez com que as autoridades não permitissem o registro de igrejas novas — menos igrejas registradas significam menos Bíblias impressas”.

Isso porque as gráficas acham que não há mercado ou porque o número de Bíblias impressas é determinado pelo que o governo acha necessário. Por outro lado, porém, ele aponta para os obstáculos mais tradicionais, como as dificuldades na distribuição e no transporte.

“O mercado está realmente se esgotando? Absolutamente não. Na verdade, os cristãos estão tão desesperados pela palavra de Deus como sempre”, Kurt explicou.

“Não há nenhuma província em que trabalhamos que tenha dito: ‘Não precisamos de Bíblias’ ou ‘não queremos Bíblias’. A necessidade continua forte”, continuou.

Por isso, o líder do Bibles for China explica que está buscando novas estratégias que devem ajudá-los a levar Bíblias para as igrejas necessitadas: “Espero que, nos próximos dois meses, tenhamos uma boa ideia de como fazer isso”.

Kurt pede orações pelos cristãos chineses que buscam mergulhar mais fundo na palavra de Deus. “Eles têm familiares e querem compartilhar com eles as Escrituras para que cresçam em sua fé e que possam agregar valor espiritual à Igreja na China”, enfatizou.

Embora haja muitas frustrações pela situação do país, Kurt disse que acredita que as orações podem transformar os obstáculos em oportunidades.

Fonte: Guia-me com informações de MNN

Eleições 2022: Campanhas de última hora nas igrejas evangélicas podem ter ampliado votos de Bolsonaro

Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados
Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados

O desempenho do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições pode ter sido influenciado por campanhas de última hora realizadas dentro de igrejas evangélicas, afirma a brasilianista e cientista política americana Amy Erica Smith, da Universidade Estadual de Iowa.

“É possível que a campanha dentro das igrejas ou nas redes sociais direcionada aos fiéis evangélicos tenha tido um papel relevante nos resultados”, diz a professora, que é autora do livro Religion and Brazilian Democracy: Mobilizing the People of God (Religião e Democracia Brasileira: Mobilizando o Povo de Deus, em tradução literal).

Segundo a cientista política, é comum que nos dias que antecedem o pleito ou no próprio domingo de votação, líderes religiosos defendam candidatos em seus sermões ou nas redes sociais.

As informações são da BBC Brasil.

“Com isso, pode haver mudanças de última hora em favor do candidato apoiado pelas igrejas”, afirmou à BBC News Brasil.

“Alguns chamam isso de clientelismo, mas não é bem por aí, porque não há necessariamente compra de votos. O que acontece é que muitas pessoas ainda estão indecisas e acabam tomando a decisão no último dia, influenciadas pelas igrejas”.

A polêmica das pesquisas

Pesquisas divulgadas nos dias anteriores à eleição mostram Bolsonaro com ampla vantagem sobre Lula entre eleitores evangélicos.

Na pesquisa Datafolha divulgada em 29 de setembro, o presidente ampliou sua vantagem numérica entre o grupo. Ele manteve os 50% registrados no levantamento anterior, mas viu Lula cair de 32% para 30% – uma diferença de 20 pontos porcentuais.

Nas redes sociais também são muitos os líderes e personalidades religiosas que apoiaram o atual mandatário.

Os evangélicos correspondem a cerca de 25% da população brasileira, de acordo com pesquisas de intenção de voto do Ipec.

Amy Erica Smith ressalta ainda a forma como as pesquisas de opinião não foram capazes de mensurar corretamente o apoio de Bolsonaro entre os eleitores brasileiros.

Na véspera do pleito, pesquisas Datafolha e Ipec mostravam Lula com ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro nos votos válidos.

Na pesquisa Ipec, o petista tinha 51% dos votos válidos e o atual presidente, 37%. No Datafolha, Lula tem 50% dos votos válidos, contra 36% de Bolsonaro.

“Bolsonaro em vários momentos pregou certa desconfiança em relação às pesquisas. Isso pode ter feito com que alguns de seus eleitores não respondessem aos questionários e pesquisadores”, diz Smith.

“Mas as agências de pesquisa certamente passarão as próximas três semanas tentando entender o que deu errado – esse será o grande desafio”

Na opinião da cientista política, Lula ainda é favorito no segundo turno, mas a também ampla base de apoio de Bolsonaro pode representar problemas para o petista.

“O cenário atual é justamente o que Lula queria evitar”, diz.

“Muitas pessoas já diziam que se os resultados [dos dois candidatos] fossem próximos, seria mais fácil para Bolsonaro dizer que as eleições foram fraudadas. O fato das pesquisas terem subestimado o apoio a ele, pode fortalecer esse discurso.”

Fonte: BBC Brasil

Nikolas Ferreira é eleito o deputado federal mais votado de Minas Gerais

Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado de Minas Gerais
Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado de Minas Gerais

O vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), de 26 anos, foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil, com 1.492.047 votos. Apoiador do presidente Bolsonaro, o jovem defende a bandeira conservadora e tem suas redes sociais como principal ferramenta de divulgação. No Instagram, por exemplo, Nikolas possui mais de 3 milhões de seguidores.

Com a eleição deste domingo (2), Nikolas é terceiro deputado federal mais votado na história do país. Ele fica atrás de Enéas Carneiro (Prona-SP), eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito em 2018 com 1,84 milhão de votos.

“Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta. É mostrar que o jovem, ele pode ser conservador e não simplesmente pensar no final de semana e ser escravo de suas vontades”, disse Nikola ao jornal O Estado de Minas. “Essa vitória para mim representa que o Brasil tem esperança de que a gente está plantando aqui sementes para um Brasil com futuro muito melhor”, completou.

Nikolas ganhou notoriedade em 2021 ao gravar um vídeo em que foi impedido de visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por não apresentar o comprovante de vacinação contra covid-19. Ele se apresenta como “cristão, conservador e defensor da família”. No seu estado, ele coordena o movimento Direita Minas. “A gente não pode deixar de mandar um recado aqui para a esquerda: vai ter que engolir o Nikolas federal”, disse Nikolas neste domingo (2) após saber do resultado das urnas.

Nikolas Ferreira foi criado na comunidade Cabana do Pai Tomás. O local é conhecido por ser um dos mais violentos da cidade Belo Horizonte. O parlamentar é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e já afirmou que foi hostilizado na faculdade por suas pautas conservadoras – como o combate ao feminismo, ao que ele chama de “ideologia” de gênero e as críticas à esquerda. Para ele, os estudantes pobres são vítimas da “doutrinação ideológica”. Ele defende bandeiras neoliberais na economia.

Em 2020, Nikolas foi eleito vereador por Belo Horizonte, sendo o segundo mais votado da capital mineira. Nos últimos dois anos, o político tem se destacado principalmente nas redes sociais, se tornando um dos apoiadores mais influentes de Bolsonaro na web.

Além disso, o jovem é considerado um dos principais nomes da juventude cristã. A vitória de Nikolas Ferreira reforça o grupo bolsonarista eleito para a Câmara Federal e o Senado.

Folha Gospel com informações de Congresso em Foco e Fuxico Gospel

Eleições 2022: Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e Lauriete não conseguem ser eleitos

Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e a cantora Lauriete
Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e a cantora Lauriete

O cantor gospel Samuel Mariano não conseguiu ser eleito deputado estadual pelo estado da Paraíba. Ele conseguiu apenas 5.804 votos.

Muito popular pessoalmente e nas redes sociais, Samuel Mariano chegou a ser apontado como um dos favoritos a uma vaga na Assembleia Legislativa de João Pessoa.

O artista agora irá focar em usar a sua influência para conquistar votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição.

O pastor Anderson Silva, líder da Vivo Por Ti, em Brasília, concorreu ao cargo de deputado distrital, mas não conseguiu ser eleito. Ele teve 9.067 votos e ficou como suplente.

Anderson Silva é um pastor muito conhecido nas redes sociais por se envolver em muitas polêmicas. E tem sido um perseguidor assíduo dos líderes religiosos que praticam crimes sexuais, principalmente no âmbito religioso.

A cantora gospel Lauriete (PSC), que disputava a reeleição ao cargo de deputada federal pelo estado do Espírito Santo, não conseguiu se reeleger.

Em 2018, ela foi eleita para a Câmara Federal, com 51.983 votos. No entanto, não conseguiu o mesmo feito no último pleito.

Nesta eleição, a atual deputada federal obteve apenas 25.586 votos, totalizando 1,29% dos votos válidos.

Folha Gospel com informações de TSE e Fuxico Gospel

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