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Declínio cristão impulsiona igrejas traçarem plano evangelístico na Austrália

Austrália (Foto: Caleb Russell/Unsplash)
Austrália (Foto: Caleb Russell/Unsplash)

Recentemente, uma pesquisa demográfica revelou um declínio na fé cristã na Austrália. Em resposta, as igrejas locais uniram esforços para evangelismo e plantação de novas congregações. A rede, denominada Reach Australia, conta com mais de 260 igrejas e está implementando um plano para alcançar os australianos com o Evangelho.

Durante a conferência nacional da rede deste ano, Derek Hanna, diretor da Plant e defensor de líderes de igrejas centrados no Evangelho, discutiu a importância de manter uma visão positiva sobre o evangelismo nos tempos que se aproximam. Em sua palestra “Estado da Nação na Plantação de Igrejas”, Hanna apresentou uma meta ambiciosa: plantar 300 igrejas na Austrália até 2030. Até agora, 145 igrejas foram estabelecidas, restando a necessidade de iniciar 155 nos próximos seis anos, o que exigirá 800 novos líderes.

Hanna abordou os desafios psicológicos que podem fazer essa visão parecer impossível: “Vocês podem pensar que isso é inviável, mas estamos em uma sala onde todos acreditamos que Deus ressuscitou Jesus dos mortos”, disse aos participantes da conferência em maio. “Isso é impossível! Cada um de nós estava morto, mas agora está vivo em Cristo”, enfatizou, conforme reportado pelo portal Christian Daily.

Ele destacou a taxa de multiplicação da rede nos últimos 20 anos como um fator motivador, com uma média de crescimento de 4% ao ano. Se essa tendência continuar, a meta de 300 novas igrejas será alcançada.

“A mentira é: ‘Acreditamos em um Deus que pode, mas provavelmente não vai’. Olhem ao redor: temos 1.300 pessoas aqui esta semana, de diversas denominações, unidas pela convicção de alcançar a Austrália com o Evangelho. Isso é a obra de Deus. Não se trata de triunfalismo, mas de reconhecer o que Deus está fazendo neste momento histórico”, declarou Derek Hanna.

Censo Australiano 2021

De acordo com o Censo Australiano de 2021, menos da metade da população (44%) se declara cristã, uma queda de 8% em relação a 2016. Ao mesmo tempo, 10 milhões de australianos, equivalente a um quarto da população, não se identificam com nenhuma religião.

Os grupos etários mais jovens são mais propensos a não ter afiliação religiosa ou a seguir crenças espirituais ou seculares alternativas. Essa tendência é evidenciada pelo aumento dos casamentos civis, que agora superam as cerimônias religiosas. Um relatório sobre o censo observou que, enquanto as tradições cristãs estão em lento declínio, há um crescimento constante de outras religiões, como o islamismo, hinduísmo e budismo, na Austrália.

Fonte: Comunhão com informações Christian Daily

São Paulo possui 25% de jovens sem religião, revela pesquisa

Cidade de São Paulo (Foto: Reprodução)
Cidade de São Paulo (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa recente do Datafolha revela que 25% dos jovens da capital paulista, com idades entre 16 e 24 anos, afirmam não ter religião, um índice bem acima da média nacional. Entre a juventude, os evangélicos são maioria (30%), seguidos pelos católicos (23%) e umbandistas (6%).

Entre pessoas de 25 a 34 anos, o percentual se mantém em 25% sem religião. Esse índice indica um afastamento crescente das religiões tradicionais entre os mais jovens na cidade.

De acordo com o levantamento, a proporção de católicos e evangélicos em São Paulo é inferior à média nacional. No estado, os evangélicos representam 23% dos eleitores paulistanos, enquanto a média no Brasil é de 27%. Já os católicos somam 41% na capital, em comparação com 49% em todo o país.

A pesquisa também destaca que São Paulo possui uma quantidade maior de pessoas que se declaram sem religião do que a média nacional. Enquanto no Brasil 10% da população se identifica como sem religião, esse número na capital chega a 16%.

Além disso, a cidade abriga um número maior de adeptos de religiões como o espiritismo e a umbanda. No Brasil, 2% da população é espírita, enquanto em São Paulo esse número sobe para 5%. Os seguidores da umbanda representam 4% na capital, o dobro da média nacional.

Fonte: Comunhão

Situação dos cristãos piora em todo o mundo, diz relatório de fundação católica

Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

A Fundação de direito pontifício Ajuda à Igreja que Sofre (ACN, sigla em inglês) publica o relatório “Perseguidos mais do que nunca – Relatório sobre os cristãos oprimidos pela sua fé 2022-24”. Os dados são referentes ao período entre o verão de 2022 e 2024.

São 18 países analisados ​​no total, desde a Nicarágua na América Latina, até Mianmar no Extremo Oriente e Burkina Faso na África Ocidental.

África Ocidental

O relatório destaca que a perseguição aos cristãos piorou significativamente em todo o mundo. Nos países africanos examinados, o Islã extremista foi responsável pelo aumento das perseguições . E é precisamente a África Ocidental o novo “epicentro da violência islâmica militante”, e não mais o Oriente Médio.

“A migração em massa das comunidades cristãs, desencadeada por ataques de militantes islâmicos, desestabilizou-as e privou-as dos seus direitos, levantando interrogações em relação à sobrevivência a longo prazo da Igreja”, afirma o documento.

Nicarágua

A perseguição contra os cristãos também aumentou em grandes nações como China, Índia e Nigéria. Uma novidade introduzida, depois de 18 anos, é a análise da situação dos cristãos na Nicarágua. Isto é uma consequência das medidas repressivas extremas implementadas, em particular, contra representantes do clero local, vítimas de detenções em massa e expulsões do país.

Testemunhos

O relatório traz ainda testemunhos de sobreviventes dos ataques anticristãos e detalhes sobre os incidentes. Outros temas analisados ​​são o deslocamento de comunidades cristãs na sequência de ataques de grupos extremistas, a violência contra mulheres e meninas – em particular casamentos e conversões forçadas -, o sequestro e a intimidação de sacerdotes e a publicação em livros de textos escolares com conteúdo depreciativo ao cristianismo.

O Paquistão e a Índia são analisados ​​em particular no que diz respeito ao aumento vertiginoso dos ataques violentos desencadeados por acusações de suposta blasfêmia, no primeiro país, e à detenção de mais de 850 pessoas com base nas leis anti-conversão, no segundo.

O Vietnã é o único país para o qual foi registada uma ligeira melhoria no relatório, principalmente devido às “medidas tomadas para restabelecer os laços diplomáticos com o Vaticano”.

Fonte: Vatican News

Restam apenas 650 cristãos em meio à guerra na Faixa de Gaza

Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)
Escombros de um prédio em Gaza derrubado por míssil israelense (Foto: Reprodução)

A comunidade cristã está diminuindo nos Territórios Palestinos, segundo a Missão Portas Abertas.

Desde que o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas se intensificou após o ataque de 7 de outubro de 2023, ao menos 33% dos cristãos palestinos morreram ou fugiram da região.

Em entrevista ao Portas Abertas, Elias Najiar, um cristão de Gaza, afirmou que teme pelo futuro da Igreja no país e em todo o Oriente Médio.

“Havia mais de mil cristãos em Gaza antes da guerra. Agora, um ano depois, restam apenas 650”, relatou ele.

Deslocados

De acordo com estimativas, mais de 300 cristãos fugiram para o Egito ou para outros países para escapar da guerra.

“É muito difícil. Quase todos os cristãos deixaram suas casas na segunda semana de outubro de 2023 e se refugiaram nas igrejas locais”, afirmou Elias.

O cristão nasceu em Gaza, mas se mudou com a família para Belém em 2007. Ele trabalha na Sociedade Bíblica e tem contato próximo com cristãos nas zonas de conflito da Faixa de Gaza.

“A situação é muito perigosa. As pessoas estão morando em salas de aula, duas a três famílias em um único espaço. Elas ficam assustadas quando ouvem aviões, foguetes ou tiros, porque lembram de toda a morte e destruição. Elas sabem que suas casas foram destruídas e esperam por um futuro que desconhecem”, comentou.

Em meio a guerra, há escassez de itens básicos, as pessoas estão sem trabalho e renda, e os preços aumentaram.

“Um quilo de tomate corresponde a 30 dólares. Apesar de tudo, quando converso com eles, tenho esperança. É importante para nós entendermos quão difícil é a situação e que apenas pela fé eles podem resistir. Creio que Deus está trabalhando na Igreja que restou em Gaza”, observou Elias.

Igrejas como oásis

O cristão local ainda destacou o papel das igrejas no socorro à população. “A região se tornou um exemplo do papel da Igreja. Quando as casas das pessoas não eram mais seguras e não havia outras opções, elas ficaram abertas à igreja, a receberem ajuda e conhecerem a Jesus”, testemunhou ele.

“Os complexos das igrejas se tornaram verdadeiros ‘oásis no deserto’ quando a guerra se agravou. Elas ficaram abertas 24 horas por dia, permitiam que as pessoas descansassem e ofereceram cuidado médico, espiritual e mostraram as mãos de Deus estendidas para socorrer a população em Gaza”, acrescentou.

Para Elias, mais cristãos vão deixar a Palestina, principalmente famílias com crianças. “Imagine alguém que perdeu tudo e terá que recomeçar do zero. É provável que prefira recomeçar em um novo país do que no lugar em que pode perder tudo de novo”, observou.

“Não podemos abandoná-los. Eles passarão por necessidades, precisamos estar perto, para ajudá-los a se reerguerem. Mantenham o Oriente Médio em suas orações e clamem pelo fim da guerra”, pediu Elias.

Israel e os Territórios Palestinos estão na Lista de Países em Perseguição da Missão Portas Abertas, que correspondem aos 28 países que dão continuidade à Lista Mundial da Perseguição.

Nesses países, de colocação de 51ª a 78ª, os cristãos enfrentam perseguição severa e alta. Israel está em 78º lugar e os Territórios Palestinos ocupam a 60ª colocação.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Mais de 30 cristãos ameaçados de expulsão no México

Bandeira do México (Foto: reprodução)
Bandeira do México (Foto: reprodução)

Há um ano, 32 cristãos em três comunidades diferentes em Oaxaca, estado ao sul do México, têm sofrido ameaças de expulsão e repressão de seus direitos básicos por causa da fé em Jesus. De acordo com as autoridades locais, os cristãos estão “perturbando a harmonia” por praticarem uma religião diferente da estabelecida nos vilarejos mexicanos.

De acordo com Gonzalo Hurtado*, líder de um dos grupos afetados, o conflito começou em outubro de 2023, quando um pastor de fora das comunidades organizou uma campanha evangelística na região. Essa ação levou as autoridades religiosas e municipais a procurar os cristãos nas diferentes comunidades da região e forçá-los a renunciar à fé.

“Antes, os cristãos viviam em paz em suas comunidades, embora alguns tivessem que sair dos vilarejos para fazer os cultos. Ainda assim, eles podiam viver sua fé sem muita preocupação, mas agora a situação é diferente porque eles estão sendo atacados e pressionados por toda a população”, explica Jorge Jiménez*, pesquisador da Portas Abertas.

No início de novembro de 2023, as autoridades decidiram por consenso privar as comunidades cristãs de seus direitos. Elas proibiram os cristãos de trabalhar nas próprias terras, restringiram o acesso das crianças à educação e ameaçaram a comunidade em geral com uma multa de 80 dólares para qualquer pessoa que fornecesse alimentos ou suprimentos básicos aos seguidores de Jesus.

Permanecendo Firme através da Tempestade

Diante dessa situação, as vítimas começaram a buscar defesa pela lei, o que provocou ainda mais a ira da comunidade. Três cristãos ficaram presos durante uma noite na cadeia municipal em uma das comunidades afetadas e só foram libertos na manhã seguinte sob pressão para assinar um acordo renunciando à fé. Se não assinassem, teriam oito dias para deixar a comunidade.

Depois de ouvir sobre a situação, a equipe da Portas Abertas foi às comunidades para ministrar e orar pelos irmãos e irmãs em Cristo afetados. O treinamento “Permanecendo Firmes através da Tempestade” foi compartilhado com eles. O pastor Lauro Nuñez, colaborador da organização, tem visitado os cristãos para continuar motivando-os durante esse difícil processo. “Nós os encontramos não desanimados, mas confiantes de que Deus pode estender sua mão e sua misericórdia para ajudá-los. Eles estão felizes por termos vindo visitá-los”, diz Lauro.

Ao todo, 32 cristãos, incluindo adultos e crianças, foram ameaçados de expulsão em três comunidades. No vilarejo de San Agustín*, eles foram privados de serviços básicos como água e eletricidade. Por isso, em dezembro do ano passado, 16 deles deixaram voluntariamente a comunidade na presença das autoridades regionais, que se mostraram cada vez mais violentas.

A comunidade cristã de San Agostin foi acolhida nas casas de cristãos em um estado vizinho. Além do treinamento, parceiros locais da Portas Abertas continuam acompanhando o caso judicial em outras duas comunidades ameaçadas para evitar que a liberdade religiosa dos mesmos seja violada.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Fome e guerra afetam cristãos no Iêmen

Vista da cidade de Jiblah, no Iêmen (Imagem Canva Pro)
Vista da cidade de Jiblah, no Iêmen (Imagem Canva Pro)

Nos últimos anos, devido à crise e às guerras no Oriente Médio, a economia do Iêmen deteriorou-se. O país já estava desgastado por causa da guerra civil de dez anos e agora a crise humanitária se agravou. Muitas pessoas no Iêmen se preocupam se terão comida no dia seguinte.

“Os salários não estão sendo pagos e a comida — mesmo no mês do Ramadã — não é acessível. Vejo mais homens mendigando nas ruas e mulheres dispostas a vender seus corpos por uma refeição”, lamenta Saleh, evangelista ousado que é um dos homens mais procurados no Iêmen.

Mas os desafios não pararam o trabalho de Deus no Iêmen. “Ainda assim, o ministério continua online e offline, apesar de tudo o que está acontecendo por causa das crises. A perseguição levou a igreja a ter mais sabedoria e maturidade em assuntos espirituais, assim como em outros aspectos da vida”, afirma o evangelista.

A rede de igrejas que Saleh iniciou está amadurecendo espiritualmente. Os líderes na igreja secreta discipulam pessoas tanto online quanto offline, dependendo da área onde os cristãos perseguidos vivem. “Notei o quanto meus irmãos e irmãs em Cristo amadureceram na fé. Eles estão dominando melhor a palavra de Deus e conseguem conduzir estudos bíblicos poderosos que se aplicam as suas vidas”, testemunha.

Por meio de diferentes programas de discipulado e escolas de liderança, a igreja no Iêmen está amadurecendo, ficando mais forte e mais influente em um país tão difícil e hostil ao evangelho, a ponto de ocupar a 5ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2024.

Ousadia perigosa

Saleh ora por sabedoria na forma como as reuniões devem ser realizadas e para encorajar os cristãos locais a crescerem em sua fé. “Somos gratos pelas mensagens de encorajamento que vocês nos enviam. Essas orações nos levantam em tempos difíceis e nos asseguram que não estamos sozinhos e que somos apoiados por irmãos e irmãs de todo o mundo.”

Embora Saleh saiba que sua ousadia pode ser perigosa, ele realmente acredita que seu dom espiritual é compartilhar as boas-novas com quem quer que encontre. “Alguns acreditam que minhas ações são imprudentes, mas me recuso a acreditar que o que estou fazendo é errado”, conta Saleh e reafirma que nunca parará de seguir o chamado de Deus.

“Acho que me tornei o homem que anda sozinho porque as pessoas têm medo de estar ao meu redor. Como disse, se ficarmos em casa e não fizermos nada, estaríamos seguros, mas que tipo de cristãos seríamos se não arriscássemos nossa vida para que outros conhecessem a vida?”, conclui Saleh após a última conversa com contatos da Portas Abertas. A rede de igrejas de Saleh e seus diversos ministérios para fortalecer e equipar os cristãos no Iêmen continuam a receber o apoio da Portas Abertas e contam com as orações da igreja global.

Fonte: Portas Abertas

Pesquisa revela que evangélicos são 29% dos que apostam em bets; Malafaia critica

Jogo de bets (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
Jogo de bets (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

A pesquisa PoderData, realizada entre 12 e 14 de outubro de 2024, revela que os evangélicos têm uma propensão maior a apostar online em comparação com os católicos.

De acordo com o estudo, 29% dos evangélicos afirmam já ter participado de apostas em sites de jogos, enquanto esse percentual é de 22% entre os católicos.

O crescimento das apostas em “bets”, como são conhecidas essas operadoras, tem preocupado não apenas as autoridades do país, mas também o segmento evangélico, especialmente em relação ao vício promovido por essa modalidade de jogo.

‘Algo nebuloso’

Fundador e líder da “Confraria Escuta & Reflexão”, cujo objetivo é promover saúde mental no meio cristão, Caroliv diz que quando falamos das plataformas de apostas esportivas online, estamos diante de algo nebuloso.

“Essas apostas online carregam um enorme potencial de causar desestabilidade tanto no âmbito da economia brasileira, como no emocional dos envolvidos, onde uma teia de aranha se forma na mente, trazendo prejuízos existenciais a médio e longo prazo”, afirmou.

Caroliv compartilhou que diversas pessoas que se envolveram com as bets alegam que começaram com um joguinho simples, esporádico, e quando deram conta, estavam afundados em dívidas e sem saber como chegaram a esse ponto crítico.

E alertou pais e pastores a falaram mais abertamente sobre a questão preocupante:

“O pastor ou líder religioso precisa estar antenado às questões sociais mais relevantes e que trazem impacto a seus membros e comunidade de fé. … Esse tema deve ser pauta da educação cristã de qualquer denominação que preze pela saúde mental e espiritual de seus seguidores.”

Já para os pais, Caroliv disse:

“Entenda, seu filho não pedirá para jogar numa bet, mas a porta de entrada poderá ser um campeonato de games, por exemplo, e você só saberá disso estando próximo, buscando compreender o universo da criança. Acredito que a força maior que arrasta um filho é o exemplo dos pais, se houver diálogo e consenso, os resultados serão positivos.”

Dados surpreendentes

Os dados que revelam evangélicos como mais apostadores em bets é surpreendente, uma vez que todas as denominações condenam a prática de jogos de azar. Por outro lado, entre os católicos, a restrição em relação a essa atividade é um pouco mais aceitável.

O PoderData também questionou, apenas aos entrevistados que relataram ter feito algum tipo de aposta online, se já haviam contraído dívidas em decorrência dos jogos.

Os resultados mostram que o endividamento entre os evangélicos é quase o dobro do observado entre os católicos: 21% dos evangélicos afirmaram ter se endividado, em comparação com 12% dos católicos.

Os dados foram coletados entre 12 e 14 de outubro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos, totalizando 2.500 entrevistas em 181 municípios de todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%.

Para atingir um total de 2.500 entrevistas que reflitam proporcionalmente os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData realiza dezenas de milhares de telefonemas.

Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que os entrevistados que representam fielmente a população sejam encontrados, diz o Poder360.

Malafaia critica evangélicos que apostam

O pastor Silas Malafaia, líder da Advec (Assembleia de Deus Vitória em Cristo), criticou os evangélicos que apostam, pois avalia que a prática é “contra” o que é pregado. O líder religioso, porém, negou que o grupo religioso seja maioria entre os apostadores. A declaração se deu ao Poder360 em resposta à pesquisa do PoderData.

“Acredito que tenham evangélicos entre os apostadores, sim, mas de maneira alguma somos a maioria dos que apostam […] Eu questiono aos fiéis que trazem isso à igreja: ‘Que tipo de cristãos vocês são? Que evangelho é esse que vocês seguem? A Bíblia é contra isso”, disse Malafaia.

Metodologia

As entrevistas foram realizadas por telefone, tanto para linhas fixas quanto para celulares, utilizando um sistema de URA (Unidade de Resposta Audível).

Nesse sistema, o entrevistado escuta perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.

Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Devido a esse processo, o somatório de alguns resultados pode não totalizar 100.

Além disso, diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem ocorrer devido a respostas não fornecidas.

Segundo o PoderData, pertencente ao grupo Poder360 Jornalismo, a pesquisa mencionada neste texto foi realizada utilizando recursos próprios.

Fonte: Guia-me e PoderData

Dove Awards 2024: CeCe Winans e Forrest Frank são premiados “artistas do ano”

Cece Winans e Frank Forrest. (Foto: Reprodução / 55° Dove Awards)
Cece Winans e Frank Forrest. (Foto: Reprodução / 55° Dove Awards)

O maior prêmio da música gospel norte-americana, organizado pela Associação de Música Gospel Dove Awards, designou seus dois maiores artistas em uma cerimônia de premiação, nesse mês de outubro. A cantora gospel CeCe Winans foi nomeada “Artista do Ano”. Junto com a artista, Forrest Frank foi nomeado “Novo Artista do Ano”, e sua música “Good Day” ganhou como melhor Canção Pop / Contemporânea Gravada do Ano”.

Cece também recebeu o prêmio de Álbum de Adoração Gospel do Ano por seu álbum “More Than This”. A artista de 59 anos e que canta desde a adolescência, agradeceu a Deus, por Sua bondade.

“Sou conhecida por minha música em todo o mundo”, disse Winans ao receber o Dove de Artista do Ano.

“As pessoas me conhecem pela minha música. Deus me conhece pelo meu relacionamento com Ele. Então todos nós aqui esta noite, os artistas com quem eu estava concorrendo na categoria, eu vim aqui para torcer por eles esta noite. Não pensei que isso fosse acontecer, mas Deus é fiel. Toda a minha vida Ele tem sido fiel. Toda a minha vida Ele tem sido bom. Com cada respiração que puder, cantarei a bondade de Deus”, disse a artista. 

O cantor e compositor Forrest Frank, que ganhou o prêmio de Novo Artista do Ano, e o prêmio Dove de Canção Pop e Contemporânea Gravada do Ano – com a música “Good Day”, também expressou sua gratidão a Deus. Em ascensão na carreira, seus últimos lançamentos, levaram a Billboard, a o nomear como artista cristão favorito de 2023. 

“Eu me sinto tão indigno deste prêmio”, disse Frank ao receber o prêmio de “Novo Artista do Ano”. “Na verdade, eu estava curioso para saber se iria a uma premiação de música cristã, porque é tudo para Ele. Tudo o que faço é para o Senhor”, completou.

“Por alguma razão, Ele escolheu me dar algumas músicas que se relacionam com algumas pessoas. Eu quero continuar a dar glória a Jesus. Meu nome desaparecerá como todos os nossos um dia, mas no fim dos tempos e por toda a eternidade, um nome permanecerá – Jesus Cristo”, finalizou Frank. 

Uma lista completa dos vencedores do Prêmio Dove 2024 pode ser encontrada no site oficial do evento, aqui! 

Ouça os vencedores:

Fonte: Comunhão

Cristãos praticantes se desenvolvem melhor em várias áreas da vida

Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)
Jovens adorando a Deus (Foto: Reprodução)

Um novo relatório da American Bible Society, parte do estudo “State of the Bible” (Estado da Bíblia) EUA 2024, revela que cristãos praticantes experimentam níveis mais altos de “florescimento humano” em comparação com outras pessoas.

Utilizando o Índice de Florescimento Humano da Universidade de Harvard, o estudo demonstrou que os cristãos que frequentam a igreja regularmente e têm sua fé como essencial em suas vidas pontuam 7,6 no índice, destacando-se em áreas como propósito, relacionamentos e satisfação com a vida, superando nominalmente cristãos e os não religiosos, chamados “nones”.

A pesquisa dividiu os cristãos não praticantes em três subcategorias e descobriu que os “cristãos praticantes” que frequentam os cultos religiosos pelo menos uma vez por mês se identificam como cristãos e descrevem sua fé como “muito importante para eles” têm pontuação mais alta do que todos os três grupos de “não praticantes”.

“Cristãos praticantes” têm uma pontuação média de 7,6 no domínio “felicidade e satisfação com a vida”, seguidos por “casuais” (7,3), “nominais” (6,7) e “não cristãos” (6,4).

Para Harvard, “Florescimento humano” refere-se a um estado de bem-estar, no qual uma pessoa vive de forma saudável e significativa em várias áreas da vida. É um conceito que abrange felicidade e satisfação, saúde física e mental, relacionamentos sociais próximos, virtudes morais e a sensação de propósito ou sentido na vida. Em estudos, ele é medido por índices que avaliam esses aspectos, mostrando como diferentes grupos experimentam esse florescimento em níveis variados.

A pesquisa, realizada em janeiro de 2024, analisou esse florescimento em cinco áreas principais: saúde física e mental, propósito, felicidade, virtude e relacionamentos. Enquanto os cristãos praticantes registraram os melhores resultados, os “nones” mostraram pontuações menores, especialmente em sentido e propósito de vida.

Segundo John Plake, diretor da American Bible Society, há oportunidades para a igreja alcançar esses grupos menos engajados, promovendo uma conexão mais profunda com Jesus e a comunidade cristã. Embora muitos “nones” não frequentem igrejas, cerca de 10% deles já tiveram um compromisso pessoal com Cristo, sugerindo que há espaço para reconectar essa parcela da população.

“A igreja poderia ajudá-los a florescer atraindo-os para uma conexão mais profunda com Jesus, a Bíblia e a comunidade da igreja?”, questionou Plake. A divulgação de mais capítulos é esperada para acontecer em breve, e a organização State of the Bible mostrará mais informações sobre o impacto da fé na sociedade moderna.

Fonte: Comunhão com informações Christian Today

Nações são requisitadas a proteger a liberdade religiosa em meio à crescente intolerância

Placa que simboliza a intolerância religiosa contra os cristãos.
Placa que simboliza a intolerância religiosa contra os cristãos.

Os países ocidentais estão sendo requisitados a proteger a liberdade religiosa, inclusive para as pessoas de fé que têm opiniões tradicionais sobre casamento e sexualidade.

Reunidos recentemente em Berlim, especialistas em liberdade religiosa de todo o mundo manifestaram preocupação com a “crescente intolerância” em relação às pessoas de fé na Europa e na América do Norte.

O clima hostil está fazendo com que muitos fiéis escondam suas crenças, alertou Anja Hoffmann, diretora executiva do Observatório sobre Intolerância contra Cristãos na Europa, um dos coorganizadores do evento.

“É muito preocupante que a expressão pacífica de crenças religiosas pessoais em assuntos relacionados ao casamento e à família tenha se tornado o possível fim de uma carreira política ou de um emprego, ou até mesmo o início de um processo judicial”, disse ela.

“Essa é uma séria ameaça à liberdade religiosa e leva a uma autocensura generalizada entre os crentes tradicionais no Ocidente.”

O evento ocorreu à margem da Conferência Ministerial Internacional de 2024 sobre Liberdade de Religião ou Crença, que reuniu representantes de 38 estados membros da Aliança Internacional de Liberdade Religiosa ou Crença (IRFBA) em Berlim no início deste mês. Os estados membros da IRFBA incluem o Reino Unido, os EUA, a Austrália, a Holanda e a Alemanha.

A reunião foi coorganizada pela Comissão das Conferências Episcopais Católicas da União Europeia, pela Secretaria de Estado da Hungria para a Ajuda aos Cristãos Perseguidos e pelo Religious Freedom Institute em Washington DC.

O Religious Freedom Institute disse: “As instituições que monitoram e promovem a liberdade religiosa na UE e em todo o mundo se reuniram em resposta a uma preocupação comum: os crentes religiosos no Ocidente estão sendo cada vez mais visados, marginalizados e, às vezes, até processados por expressarem pacificamente suas convicções religiosas tradicionais sobre família, casamento e natureza humana.

“Esse problema precisa ser resolvido para proteger as sociedades pluralistas das democracias ocidentais.”

O Dr. José Luis Bazán, das Conferências Episcopais Católicas da União Europeia (COMECE), disse: “Esse fenômeno, que o Papa Francisco descreveu apropriadamente como ‘perseguição educada’, pode ser entendido como políticas e legislações convincentes, bem como pressão social, que minam e restringem a possibilidade de os cristãos expressarem e viverem de acordo com seus princípios morais e religiosos nas sociedades liberais contemporâneas”.

A reunião também ouviu como as nações ocidentais estão tentando impor ideologias liberais no exterior. Marcela Szymanski, da Ajuda à Igreja que Sofre e membro do Conselho de Especialistas do IRFBA, descreveu como os países do Sul Global podem ser punidos materialmente se adotarem medidas locais que sejam contrárias às crenças predominantes nas nações ocidentais ou se não concordarem com cláusulas de condicionalidade ideológica.

Os organizadores enviaram uma declaração aos estados membros do IRFBA solicitando que afirmem a liberdade religiosa para todos, incluindo aqueles com visões tradicionais sobre o casamento, a família e a natureza humana.

Todd Huizinga, membro sênior para a Europa do Religious Freedom Institute, disse: “Acreditamos que essa declaração pode ter um efeito real não apenas na proteção da liberdade religiosa para todos, mas também no aumento da compreensão mútua, da tolerância e da paz em nossas sociedades pluralistas”.

David Trimble, presidente do Religious Freedom Institute, expressou preocupação com os esforços generalizados no Ocidente para marginalizar e até erradicar as verdades fundamentais sobre Deus, a família e a sexualidade humana que são essenciais para as tradições de fé abraâmicas.

“Quando a acomodação significa a falta de vontade de reconhecer essas verdades duradouras, então a liberdade de religião para todos deixa de ser liberdade de religião”, disse ele.

Folha Gospel com texto original de The Christian Today

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