O aplicativo de devocional cristão Glorify, lança conteúdos gratuitos sobre o cuidado com a saúde mental. Durante as quatro semanas de setembro, mês do Dia Mundial de Combate ao Suicídio, instituído no dia 10, serão ofertados conteúdos especiais aos usuários.
No aplicativo, usuários terão acesso a meditações, orações, passagens bíblicas e dicas exclusivas sobre cuidados com a mente e o corpo, para fortalecer a fé de forma integral.
“Queremos mostrar a importância de ter a saúde mental em dia, e como o devocional pode ser um aliado para essa busca do equilíbrio. O Glorify é uma ferramenta de conteúdos relevantes e que aproximam as pessoas de Deus, fortalecendo ainda mais a fé”, explica Débora Costa, Líder do Conteúdo do Glorify.
Segundo dados divulgados pelo relatório do Global Mind Project, os brasileiros estão no ranking dos países com os piores níveis de saúde mental do mundo pós-pandemia. Os jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.
O Glorify é um aplicativo cristão de devocional diário que cria espaço e estrutura para que todas as pessoas se conectem com Deus, todos os dias. Ele oferece leituras diárias da Bíblia, meditação guiada, música de adoração e espaço para reflexão e oração.
No contexto pastoral, pode ser desenvolvida devido ao papel multifacetado dos líderes religiosos. Com frequência eles enfrentam uma carga excessiva de responsabilidades, incluindo aconselhamento espiritual, gestão administrativa e financeira, organização de eventos e serviços, além da necessidade constante de estar disponível para a congregação.
Essa ampla gama de tarefas pode levar a um estresse constante e, eventualmente, à chamada síndrome de burnout – um quadro de exaustão que impossibilita a continuidade do exercício profissional (ou, no caso, pastoral).
O estudo The State of Pastors (A Situação dos Pastores, em tradução literal), realizado pela Visão Mundial Internacional e Instituto Barna Group, mostra que 56% dos líderes religiosos sofrem com depressão e 65% se sentem solitários e isolados. Além disso, um em cada três pastores corre risco de esgotamento. Ainda que apenas 24% de todos os pastores afirmem não conhecer nenhum colega afetado por burnout, três em cada quatro (76%) dizem que sabem de pelo menos um colega cujo ministério terminou devido ao esgotamento.
“A síndrome de burnout vem crescendo no meio eclesiástico. Ainda não temos um entendimento sobre como reduzir este impacto”, pondera o psiquiatra Roberto Aylmer, especialista no assunto e também em Gestão da Pressão e Desenvolvimento de Liderança.
Ele acrescenta, no entanto, que é humanamente impossível que uma pessoa seja capaz de pregar com profundidade e fervor, que administre as finanças com compaixão e assertividade, que atue com seus liderados com paciência, tempo e mentoriamento, que tenha tempo para todos os enterros, batizados e casamentos de sua congregação e ainda seja um bom marido, pai presente e cuide de sua saúde física e mental. “O que pedimos dos pastores não parece razoável para um ser humano, mas sim para a Liga da Justiça”. Confira a entrevista:
O que é a síndrome de burnout? É importante separar a expressão burnout (quase uma gíria americana para exaustão, estafa, cansaço) da síndrome de burnout, que foi redefinida no Código QD85 do CID como doença ocupacional, e não como doença mental. CID é uma abreviação para Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, uma convenção médica global, coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS reconhece o burnout como a “condição resultante de uma equação onde o estresse crônico no local de trabalho não foi gerenciado da forma adequada” e o colaborador adoeceu por fatores ligados ao trabalho, não ao próprio trabalhador, ou seja: um problema da gestão e da empresa (ou instituição), e não do empregado.
Também é importante diferenciar a síndrome de burnout do cansaço: este melhora com férias, descanso e coisas que alegram a vida, como encontro com amigos, celebrações e momentos significativos com pessoas que amamos. No caso da síndrome, o indivíduo não consegue descansar nas férias. Ele fica preocupado com o trabalho e tenta mostrar que tem valor, embora sinta, em seu íntimo, que não vai dar conta (situação também conhecida como síndrome do impostor).
Quais as causas mais comuns da síndrome de burnout? Ela acontece quando a empresa/instituição pede mais do que o indivíduo pode dar e oferece menos recursos do que ele precisa para superar os desafios propostos. Nas igrejas, a redução dos quadros de pastores, com aumento das demandas da responsabilidade por diferentes áreas, faz com que a pressão sobre eles cresça mais do que o suporte e a sua condição real de entrega, criando uma equação perigosa.
Considere o que aconteceu desde a pandemia: o Brasil já tinha sido apontado pela OMS como o país mais ansioso do mundo em 2019 e veio uma grande pressão, por um longo tempo. Durante o lockdown, ou os pastores migravam para as mídias digitais ou não teriam qualquer contato coletivo com o rebanho, ou seja: todos foram obrigados a pregar, falar, conversar com uma tela de celular (de baixa qualidade), com uma internet lenta, mas acabaram automaticamente comparados com pastores influencers no ambiente evangélico, que têm alta experiência em falar nas mídias, equipes técnicas bem preparadas e materiais prontos para isso. Foi um “combate desigual”.
A frustração foi devastadora porque as comparações aumentaram muito. Se o membro da igreja decide, em um clique, se ouve o seu pastor local ou o pastor superstar, qual você acha que ele prefere?
De volta à pergunta: as principais causas da síndrome de burnout são a carga excessiva de trabalho (maior do que o indivíduo pode atender), a pressão crescente (expectativas) por resultados, a falta de autonomia para gerenciar o tempo e a tarefa e, principalmente, o ambiente tóxico, onde não existe um suporte emocional para que o indivíduo se sinta apoiado em seus desafios.
Como é feito o diagnóstico e quais os sintomas da síndrome de burnout? O diagnóstico refere-se apenas aos fenômenos no contexto ocupacional e não deve ser aplicado em outras áreas da vida, isto é: uma pessoa não desenvolve essa síndrome porque tem conflitos com a esposa ou com o marido. Sendo uma doença ocupacional, ela aponta para a responsabilidade direta e indireta que a empresa ou instituição tem sobre a saúde integral dos seus colaboradores. Assim, quando um pastor adoece e é diagnosticado com síndrome de burnout, a responsabilidade pelos seus proventos e tratamento é da igreja. Não é sinal de fraqueza moral ou espiritual, mas sim de que o contexto do seu trabalho foi tão adoecedor que ele sucumbiu. Agora, precisa ser tratado.
A síndrome pode ser reconhecida pela perda progressiva de capacidade de entrega, ou seja, no contexto de uma igreja, um pastor que era reconhecido como um bom líder, depois de um tempo, pelo aumento da cobrança de um Conselho ou Assembleia, vai vendo sua performance decair até adoecer e ter que se afastar. Além do esgotamento e perda progressiva da capacidade laboral, cresce o distanciamento entre o que a pessoa fala e o que ela vive, ou seja, instala-se um cinismo que vai corroendo seus valores até que ela saia da função ou seja demitida por algum escândalo.
Como prevenir a síndrome do burnout? O primeiro ponto é entender que é um problema da cultura da empresa ou instituição. E cultura não é o que se lê nas paredes ou nos versículos bíblicos escritos e falados por todos, mas o que acontece na vida real, nos bastidores.
O segundo ponto é que não tratamos pneumonia com aspirina nem síndrome do burnout com “sessões de descarrego”. Sem tratar o problema real, as igrejas serão vistas da mesma forma que algumas empresas: como “máquinas de moer gente”. A questão mais grave para a igreja é que o seu “produto” é a Palavra de Deus e Seus princípios. Como podemos tratar das ovelhas e matar os pastores? Tem algo errado neste contexto.
O terceiro ponto é que não se trata problemas complexos com ações simples. Cada empresa ou igreja tem uma realidade particular e um grau de limitação. As pessoas não querem muito: elas querem o básico, que é voltar para casa melhores do que estavam quando saíram para o trabalho. Em outras palavras, faz parte do compromisso central de uma empresa, e mais ainda de uma igreja, melhorar o meio ambiente, melhorar a sociedade e melhorar a vida dos seus colaboradores. Isso é compromisso e uma demanda legal, não um favor ou uma benevolência.
Na medicina e na vida, quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples (e barato) o tratamento.
1. Diagnóstico precoce: pesquisas podem apontar para um desequilíbrio importante entre as demandas e a capacidade de entrega do grupo. 2. Estudo sobre a demanda de trabalho comparada com a capacidade de entrega dos colaboradores – no caso das igrejas, os seus pastores. 3. Aumento da participação dos colaboradores/pastores sobre seu trabalho: fator que mostra a confiança da empresa no colaborador e favorece o seu amadurecimento. 4. Segurança psicológica: ambiente onde se pode errar, aprender e crescer sem medo do “fogo amigo”. Isso, nas igrejas, é muito raro. Lamentável, mas podemos ser mais humanos nas empresas do que nas igrejas. Espera-se dos pastores uma vida inoxidável, mas isso não é para homens, e sim para máquinas. 5. Flexibilidade no trabalho: o trabalho flexível se mostrou uma necessidade e uma vantagem competitiva. O que antes era motivo de preconceito, hoje é um imperativo e fator de decisão de permanência para muitos colaboradores. Na igreja temos algumas práticas que defino como hipócritas, como por exemplo, a “folga do pastor” é na segunda-feira.
Se todos trabalham de segunda a sexta, por que os pastores trabalham de terça a domingo? E você já viu algum pastor que realmente desconecta na segunda-feira? Você já viu algum pastor que teve férias de 30 dias e, se conseguiu tirar 30 dias, conhece algum que não foi interrompido por crises, enterros de pessoas importantes ou casamentos já marcados?
Mais do que qualquer estratégia ou iniciativa, os colaboradores e pastores trazem uma pergunta silenciosa para seus líderes ou para a igreja: vocês se importam comigo ou estão apenas me usando? A primeira resposta que vem à mente deles determina se o ambiente onde passam grande parte de sua vida é um fator de saúde e desenvolvimento ou de coação e adoecimento.
Como deve ser a relação do crente com o trabalho? A relação do crente com o trabalho deve ser a mesma da sua relação com todo o resto: tudo começa a partir da relação com Deus e, dali, ser fiel no pouco. A vida não é o que queremos ou devemos, mas o que conseguimos por enquanto. Medimos com uma medida que não queremos ser medidos. Não podemos esperar dos nossos pastores algo que nós mesmos não estamos dispostos a fazer ou a viver.
O pastor não é um funcionário, que tem um salário. Ele é um missionário e tem uma missão, que não é agradar as pessoas e atender expectativas. Se ele fizer isso, vai se transformando cada vez mais em um mercenário, que luta pelo seu salário e a sobrevivência de sua família ou deixa a igreja e vai trabalhar no que for possível – mas, geralmente, ele não é preparado para isso. Hoje, tenho um pastor trabalhando numa pequena obra aqui na minha casa? Por que ele não está pastoreando a igreja? Porque não bateu a meta de arrecadação e perdeu o emprego e entrou em depressão. São situações assim que ouço no consultório ou nas igrejas por onde passo pelo Brasil.
Qual é o tratamento para a síndrome de burnout? O tratamento é longo e complexo, mas uma vez que a causa-raiz é o contexto do trabalho, o afastamento é obrigatório e isso muitas vezes não é possível. Mas posso dizer, a partir da minha experiência, que a igreja precisa de arrependimento: não temos honrado nossos pastores como a Palavra de Deus nos orienta. Eles são missionários, não funcionários.
No contexto da igreja, faço um grande esforço de convidar as lideranças de Conselhos, Presbitérios, Diaconia ou qualquer outra liderança que influencie os pastores a considerarem que, se eles tivessem mais apoio e menos cobrança, não teríamos tantos casos de síndrome de burnout entre pastores. Lembrando que os casos são subnotificados, ou seja, o número de pessoas acometidas é bem maior do que as que foram diagnosticadas corretamente e afastadas para tratamento. Uma frase que tem diferentes autores, mas traz uma verdade impactante é: ‘a igreja cristã é o único exército que abandona seus soldados feridos no campo de batalha’.
Plenário do Senado Federal. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) publicaram na segunda-feira, 2 de setembro, uma nota sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 192/2023 que está tramitando no Senado e propõe alterações significativas na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135, de 2010), uma das mais importantes conquistas democráticas da sociedade brasileira, resultado de uma ampla mobilização popular coordenada pelas duas organizações.
No documento, a CNBB e o MCCE apontam que o projeto de lei ameaça desfigurar os principais mecanismos de proteção da Lei da Ficha Limpa, beneficiando especialmente aqueles condenados por crimes graves, cuja inelegibilidade poderá ser reduzida ou mesmo anulada antes do cumprimento total das penas.
A CNBB e o MCCE afirmam não ser “possível que uma das únicas leis de iniciativa popular de nosso país seja alterada sem um diálogo com todos os setores da sociedade brasileira” e exige um amplo debate com participação de todos sobre o PLP.
As organizações convidam os senadores a refletirem cuidadosamente sobre as consequências dessa proposta, que será debatida no plenário do Senado Federal em vista do “compromisso com a ética e a justiça, valores fundamentais para a construção de um Brasil mais justo, democrático e solidário.”
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Foto: Divulgação)
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) rejeitou o uso político do Natal, um dia depois de o Presidente Nicolás Maduro decretar, como fez em anos anteriores, uma “antecipação” desta época para 01º de outubro.
“O Natal é uma celebração universal. O modo e o tempo da sua celebração são da competência da autoridade eclesiástica. Esta festividade não deve ser utilizada para fins propagandísticos ou políticos”, refere a CEV num comunicado publicado na rede social Instagram.
A instituição recorda que as datas a considerar para o Natal incluem o dia 1º de dezembro, quando se inicia o ‘Advento’ ou a preparação para a comemoração do nascimento de Jesus, e o início do “tempo litúrgico”, que começa em 25 de dezembro e termina no dia 06 de janeiro.
Esta segunda-feira, durante o seu programa semanal de televisão, Nicolás Maduro anunciou que iria antecipar o início das celebrações natalícias para 1º de outubro “em homenagem” e ” gratidão” ao “povo trabalhador” venezuelano.
“Estamos em setembro e cheira a Natal, cheira a Natal. E é por isso que este ano, em homenagem a vocês, em gratidão a vocês, vou decretar que o Natal será antecipado para o 1º de outubro”, disse Maduro.
“Setembro está chegando e, graças ao fato de termos fechado o mês de agosto com boas perspectivas econômicas, podemos dizer, e eu já disse: cheira a Natal”, afirmou ainda, agradecendo aos compatriotas os esforços desenvolvidos em face aos ataques “fascistas”.
Não é a primeira vez que Maduro antecipa o Natal para outubro e intensifica durante esse período ao final de dezembro a distribuição de ajuda e sacos de alimentos nos bairros, através dos chamados Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).
A tomada de posse de Nicolas Maduro está agendada para depois do Natal e do Ano Novo, para dia 10 de janeiro.
A Venezuela, país que conta com uma expressiva comunidade de portugueses e de lusodescendentes, realizou eleições presidenciais no passado dia 28 de julho, após as quais o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) atribuiu a vitória a Maduro com pouco mais de 51% dos votos, enquanto a oposição afirma que o seu candidato, o antigo diplomata Edmundo González Urrutia, obteve quase 70% dos votos.
A oposição venezuelana e diversos países da comunidade internacional denunciaram uma fraude eleitoral e exigiram que sejam apresentadas as atas de votação para uma verificação independente, o que o CNE diz ser inviável devido a um “ciberataque” de que alegadamente foi alvo.
Os resultados eleitorais têm sido contestados nas ruas, com manifestações reprimidas pelas forças de segurança, com o registro de cerca de duas mil detenções e de mais de duas dezenas de vítimas mortais.
Autoridades da Regência de Jombang, na Indonésia, com uma multidão de cerca de 50 moradores da área, arrastaram um pastor de seu local de culto e fecharam a loja onde sua igreja se reunia. O fato ocorreu no dia 18 de agosto, disseram fontes.
O fechamento do local de culto foi parte de um esforço do governo de Jombang para recuperar dezenas de lojas que o governo diz possuir em um complexo comercial na área de Weru, na vila de Mojongapit, província de Java Oriental.
O pastor Herri Soesanto descreveu a apreensão governamental da loja de dois andares usada por sua Igreja do Bom Deus (Gereja Gembala Baik, ou GAB) no Complexo Comercial Simpang Tiga, cerca de 80 quilômetros (50 milhas) a oeste de Surabaya, como “violenta e anárquica”.
“Fui assediado e arrastado por uma multidão que estimei ter cerca de 50 pessoas”, disse o pastor Herri em uma entrevista de podcast com Gus Aan Anshori, filho de um importante clérigo muçulmano. “O que foi decepcionante foi que as pessoas que fecharam minha igreja eram meus amigos.”
Exibindo os hematomas quase curados em suas mãos da multidão que o puxava, o pastor Herri disse: “Este é o ato anárquico que envergonha a cidade de Jombang. A cidade de Jombang é sábia. Mas as ações do regente são violentas e anárquicas.”
O fechamento da igreja ocorreu sob o comando do regente interino de Jombang, Teguh Narutomo, disse ele.
“Nunca imaginei a violência que os agentes do governo fizeram, causando transtornos na congregação”, disse o pastor Herri, acrescentando que foi ameaçado de prisão.
Propriedade
As autoridades também fecharam dezenas de lojas no complexo empresarial, alegando que o terreno pertencia ao governo da cidade.
Respondendo à pergunta de Gus Aan Anshori sobre o status do edifício comercial, o pastor Herri disse que quando ele e outros proprietários de edifícios comerciais compraram seus terrenos, a imobiliária não os informou que estava trabalhando com o governo local de Jombang para desenvolver o complexo comercial.
“O desenvolvedor não nos contou nada sobre isso”, disse ele, acrescentando que eles tinham um certificado de direitos de uso de construção de 2016 que continuaram usando, embora tenha expirado em 2016, já que é comum na Indonésia adiar questões legais enquanto os pagamentos são feitos.
A igreja tentou estender o período de validade do certificado de direitos de uso do edifício, mas as autoridades negaram e exigiram que eles pagassem o aluguel e os aluguéis atrasados, disse ele.
“Em 2022, o governo local pediu a nós, compradores, que pagássemos o aluguel de 2016 a 2021, com um pagamento de 19.105.000 rupias [1.228 USD] por ano”, disse ele.
Assim, embora a igreja tenha comprado a propriedade e pago impostos sobre a terra e a construção sem que o incorporador os informasse sobre os planos conjuntos com o governo para desenvolvê-la, os incorporadores e autoridades exigiram que eles pagassem aluguel, disse ele.
A igreja realizou cultos na varanda da frente do local isolado nos dias 18 e 25 de agosto, onde o membro da congregação Anania Budi Yanuari Hidayat falou ao meio de comunicação KBR.
“É claro que, como crentes, nos sentimos magoados, chocados, nos sentimos como enteados, sentimos que nossa riqueza não vale nada aos olhos deles”, disse Anania à KBR em 25 de agosto, acrescentando que há esperanças de que o governo local de Jombang reconsidere e deixe a congregação realizar atividades no local.
O pastor Herri disse que não houve solução para o problema.
“Qual é a atitude do governo em relação à tolerância religiosa se a igreja está fechada agora?”, ele disse. “Peço sabedoria ao governo da Regência de Jombang. O que acontecerá com nossa congregação?”
Autoridades de Jombang disseram que o fechamento da igreja era necessário para garantir terras do governo local.
“O que está claro é que nós garantimos o lugar”, disse um alto funcionário de Jombang identificado apenas como Syaiful à KBR em 26 de agosto. “Nós garantimos os ativos da loja. Se ela for usada como um local de culto, então está automaticamente além do nosso poder. Essa é uma loja para negócios. Nós a consideramos como uma loja. Nós não a consideramos o local de culto.”
Dizendo que a apreensão foi legal, Syaiful disse que aqueles que se opõem podem tomar medidas legais. Mesmo assim, o governo da Regência de Jombang prometeu encontrar uma solução para a congregação, de acordo com a KBR.
Ilham Rohim, funcionário do Gabinete do Ministério de Assuntos Religiosos de Jombang, acrescentou que a igreja nunca solicitou uma licença para usar o local para culto, de acordo com o Jatimnews.com.
O coordenador da Anti-Discrimination Islamic Network (JIAD) pediu ao governo local para ajudar a fornecer à congregação um local de culto. O coordenador da East Java JIAD Aan Anshori disse que os oficiais poderiam fornecer um local para culto até que a congregação encontrasse um local permanente.
Os muçulmanos representam 83,3% da população da Indonésia, enquanto 11,43% se identificam como cristãos, com a população evangélica estimada em 3,23%, de acordo com o Projeto Joshua.
A Indonésia ficou em 42º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024, da organização de apoio cristão Portas Abertas, que mostra os 50 países onde é mais difícil ser cristão. A sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em evangelismo correm o risco de serem alvos de grupos extremistas islâmicos, de acordo com o relatório da WWL.
Folha Gospel com informações de The Christian Post e artigo publicado originalmente pelo Morning Star News
Raro selo de pedra datado do período do Primeiro Templo. (Foto: Eliyahu Yanai, Cidade de Davi)
Arqueólogos no Parque Nacional da Cidade de Davi, em Israel, descobriram um raro selo de pedra datado do período do Primeiro Templo.
Essa é uma das descobertas mais antigas desde o início das escavações no país, confirmando o papel bíblico de Jerusalém há 2.700 anos.
“O selo, feito de pedra negra, é um dos mais belos já descobertos em escavações na antiga Jerusalém e foi elaborado com o mais alto nível artístico”, disseram o Dr. Yuval Baruch e Navot Rom, diretores das escavações, em um comunicado à imprensa.
Baruch elogiou a peça como evidência de habilidades de leitura e escrita mais avançadas do que se imaginava para a época.
“Contrariamente ao que se pode pensar comumente, parece que a alfabetização neste período não era exclusiva da elite da sociedade”, argumentou Baruch. “As pessoas sabiam ler e escrever – pelo menos no nível básico, para atender às necessidades do comércio.”
“A figura de um homem alado em um estilo neo-assírio distinto é única e muito rara nos estilos gráficos do final do período do Primeiro Templo,” acrescentou. “A influência do Império Assírio, que havia conquistado toda a região, é claramente evidente aqui.”
Império Neo-Assírio
O selo retrata um gênio alado no estilo do Império Neo-Assírio, o que, segundo a equipe de escavação, demonstra a influência do império na região nos séculos VII e VIII. O comunicado à imprensa informa que a figura “ergue um braço para frente, com a palma aberta, talvez para sugerir algum objeto que está segurando. De ambos os lados da figura, uma inscrição está gravada em escritura paleo-hebraica – ‘LeYehoʼezer ben Hoshʼayahu’.”
O comunicado continua: “O nome Yehoʼezer é familiar para nós da Bíblia (1 Crônicas 12:7) em sua forma abreviada – Yoʼezer, um dos combatentes do rei Davi.” Também menciona que “no livro de Jeremias (43:2), que descreve os eventos deste mesmo período, é citado um indivíduo com um nome paralelo, ʼAzariah ben Hoshʼaya.
As duas partes de seu primeiro nome estão escritas na ordem inversa em relação ao nome do proprietário do selo, e seu segundo nome é o mesmo, aparecendo em sua forma abreviada. Esse formato de escrita no texto corresponde ao nome no selo recém-descoberto e é, portanto, apropriado para este período.”
‘Descoberta única’
Ze’ev Orenstein, diretor de Assuntos Internacionais da Fundação Cidade de Davi, disse ao Fox News Digital que “essa descoberta única se junta à lista de inúmeras descobertas arqueológicas na Cidade de Davi – o local histórico de Jerusalém bíblica – afirmando o legado bíblico de Jerusalém.”
“Da mesma forma, serve como mais uma confirmação do vínculo de milênios que une o povo judeu a Jerusalém – não apenas como questão de fé, mas como questão de fato”, afirmou ele.
O arqueólogo e assiriólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel, Dr. Filip Vukosavovic, declarou que a descoberta é “extremamente rara e incomum” e marca a primeira vez que um artefato desse tipo é encontrado em escavações em Israel e na região.
“Figuras de demônios alados são conhecidas na arte neo-assíria dos séculos IX a VII a.C., e eram consideradas um tipo de demônio protetor,” disse Vukosavovic sobre o objeto.
Contexto cultural
Os especialistas concluíram que o proprietário do selo escolheu essa representação específica como insígnia porque acreditava que ela se “encaixava no contexto cultural mais amplo”.
“Nos últimos anos, as evidências arqueológicas têm aumentado – especialmente nas escavações da Cidade de Davi e na base do Monte do Templo – fornecendo informações sobre a extensão da influência da cultura assíria em nossa região, e especialmente em Jerusalém”, disse Baruch.
Os pesquisadores acreditam que o objeto foi usado como um amuleto pendurado no pescoço de um homem de posição sênior na administração do Reino de Judá. Essa conclusão é baseada no furo na peça, provavelmente para fixá-la a uma corda, e no alto nível artístico exigido para sua produção.
O ninistro do Patrimônio de Israel, Rabino Amichai Eliyahu, elogiou a peça como uma “descoberta espetacular e única” que “abre uma nova janela para os dias do Reino de Judá… e atesta as conexões internacionais da administração.”
“Isso demonstra a importância e a centralidade de Jerusalém já há 2.700 anos”, disse Eliyahu. “É impossível não se emocionar com um encontro tão direto e imediato com um capítulo do nosso passado, uma época em que o Primeiro Templo estava em toda a sua glória.”
A equipe da Cidade de Davi exibirá o selo ao público na próxima semana, em Jerusalém, durante dois dias da conferência anual de pesquisa, nos dias 4 e 5 de setembro.
Igreja Metodista Unida (UMC) nos Estados Unidos (Foto: University United Methodist Church)
A Igreja Metodista Episcopal Africana rejeitou uma proposta para revogar sua proibição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na 52ª Sessão Quadrienal da Conferência Geral da Igreja AME, realizada de 21 a 28 de agosto no Greater Columbus Convention Center em Columbus, Ohio, a denominação historicamente negra votou contra uma emenda às suas regras.
“Foi notado que uma moção foi apresentada para excluir. O raciocínio foi declarado que a proposta tem o potencial de coibir a AMEC, e a exegese é uma complicação, mesmo sob grandes sensibilidades”, relatou The Christian Recorder , o órgão oficial de notícias da Igreja AME.
“Em contraste, foi argumentado que deletar a legislação criaria uma cultura de opressão teológica. Uma moção foi colocada no plenário por Frederick Sherrod para encerrar o debate.”
Os delegados da Conferência Geral votaram 896 a 722 a favor da exclusão da emenda para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto outra votação permitiu que o trabalho contínuo do Comitê Ad Hoc de Discernimento de Ética Sexual da AME continuasse seu trabalho.
Os bispos da Igreja AME emitiram uma declaração por escrito à Conferência Geral que aparentemente questionou se um comitê poderia fazer mudanças aceitáveis nos ensinamentos da Igreja sobre questões LGBT.
“Argumentos racionais sobre sexualidade, orientação sexual, casamento entre pessoas do mesmo sexo, estrutura familiar e significado de masculino e feminino não resolverão a controvérsia porque as questões têm profundas raízes teológicas e psicológicas”, declararam os bispos, conforme citado pelo Religion News Service.
O livro de regras da Igreja AME, conhecido como Doutrina e Disciplina, afirma que “a Igreja AME acredita que uniões de qualquer tipo entre pessoas do mesmo sexo ou gênero são contrárias à vontade de Deus”.
Os críticos das regras denominacionais sobre o casamento incluem John Thomas III, editor do The Christian Recorder, que escreveu uma coluna antes da votação incentivando a remoção da proibição.
“Este projeto de lei não obriga os pastores a realizar casamentos gays, mas permitiria que aqueles que desejam fazê-lo, onde for legalmente permitido, tenham a liberdade de seguir sua consciência sem medo de retaliação”, escreveu Thomas.
“Embora a Connectional Church não tenha uma opinião unânime sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, todo domingo, nós nos lembramos de que devemos amar a Deus e amar nossos vizinhos como a nós mesmos. É nesse espírito de amor por todo o povo de Deus nesta igreja que esta discussão deve continuar.”
Nas últimas décadas, muitas denominações cristãs têm lutado com suas posições sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, com algumas redes tradicionais votando para afirmar os casamentos LGBT e a homossexualidade, e se fragmentando como resultado.
No início deste ano, a Igreja Metodista Unida votou esmagadoramente para remover a proibição de clérigos realizarem cerimônias de casamento entre pessoas do mesmo sexo, bem como permitir a ordenação de homossexuais não celibatários.
A mudança ocorreu depois que aproximadamente 7.500 congregações, em sua maioria conservadoras, deixaram a UMC, e levou muitas outras igrejas a se desfiliarem da denominação desde que a mudança foi feita.
Por exemplo, a Conferência UMC da Costa do Marfim, que tinha aproximadamente 1 milhão de membros, votou para deixar a denominação no final de maio em resposta à decisão da Conferência Geral.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
A Christian Solidarity Worldwide (CSW) disse que as organizações afetadas incluem dezenas de igrejas protestantes e a Associação Cultural Latino-Islâmica.
Eleva o número total de organizações que perderam seu status legal desde 2018 para 5.552. Muitas delas são igrejas ou afiliadas a igrejas. Elas incluem grandes instituições como a Igreja Episcopal da Nicarágua e a Igreja Morávia da Nicarágua, que têm presença no país há séculos.
A chefe de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, disse que o cancelamento do status legal foi “arbitrário” e deixou os membros sem um lugar para se reunir.
Stangl estava especialmente preocupado com as crianças atendidas por escolas e hospitais afiliados à igreja.
“Muitas das associações afetadas formam uma parte essencial do tecido social e da cultura de suas localidades. Continuamos a nos solidarizar com aqueles que dedicaram suas vidas à melhoria de suas comunidades apenas para ver tudo arbitrariamente tirado por um governo totalitário interessado apenas em sua própria sobrevivência”, disse ela.
Ela disse que as ações do governo nicaraguense devem ser condenadas pela comunidade internacional.
“Mais uma vez, a CSW condena veementemente o cancelamento arbitrário pelo governo nicaraguense do status legal de outras 169 organizações independentes da sociedade civil. Apelamos à comunidade internacional para que faça o mesmo”, disse ela.
Outra instituição cristã afetada é a Primeira Igreja Batista de Manágua, fundada na capital nicaraguense em 1917, que administrava escolas, um seminário, um hospital e uma estação de rádio.
A Primeira Igreja Presbiteriana Shalom da Nicarágua, a Igreja Adventista da Mensagem Eterna do Evangelho dos Três Anjos e a Igreja Cristã Reformada da Nicarágua perderam seu status legal.
O Vatican News relata que as “medidas repressivas” foram usadas para atingir a Igreja Católica e suas organizações afiliadas.
“Em geral, essas organizações são acusadas de não fornecer relatórios financeiros transparentes e de desviar fundos para minar o regime sandinista”, relata.
“A partir de agora, se eles quiserem continuar operando, precisarão fazê-lo em estreita colaboração com órgãos estaduais e governamentais.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
A esposa de Laxman* estava doente. Morrendo. Em desespero, Laxman, um hindu devoto na Índia, a levou para uma igreja e pediu para alguém orar. Isso foi o começo de uma história extraordinária – e o momento que a vida dele mudou para sempre. “Minha esposa foi curada com apenas uma oração. Eu entendi o poder desse Deus, e fiquei determinado a espalhar essa mensagem”, disse.
Laxman estudou Teologia e começou uma igreja, e coisas incríveis começaram a acontecer. “Pessoas vinham aos cultos e eram libertas de seus vícios, como álcool e cigarro”, conta. Outros, incluindo o filho recém-nascido de Laxman, eram curados de doenças. A igreja passou de três para centenas de pessoas. Mas essa vibrante e frutífera comunidade estava sendo observada.
A Índia é a maior democracia no mundo, e a nação mais populosa no planeta. Mas é o 11º lugar mais perigoso para ser um cristão, e há uma tendência preocupante de piora na perseguição e violência. Por todo o país, extremistas hindus veem o cristianismo como uma ameaça. Eles acreditam que indianos devem ser hindus, e ameaçam cristãos e outras minorias com intolerância, discriminação e violência. (A ideologia nacionalista radical de extremistas hindus é conhecida como hindutva).
Leis anticonversão
No estado onde Laxman vive, existem leis para impedir a conversão forçada para outra religião que não seja o hinduísmo. Essas leis anticonversão são amplamente mal utilizadas, então cristãos que compartilham sua fé são muitas vezes acusados de um crime.
“Os extremistas me acusaram de enganar as pessoas para se converterem usando dinheiro. Eu ouvi que se continuasse meu ministério, seria enterrado vivo”, disse Laxman. Um membro da igreja dele foi coagido a assinar um papel em branco. Isso foi usado para criar uma declaração falsa, dizendo que o cristão foi enganado para se converter ao cristianismo. Essa “evidência” era justamente o que os extremistas precisavam.
“Eu estava conduzindo um culto de oração e a polícia veio. Eles me agrediram, me pegaram pelo colarinho e me atingiram com bastões. Eu pensei que os moradores da vila me salvariam, mas ninguém apareceu. A polícia me colocou na prisão, me torturou e zombou de mim. Eu pedi ao Senhor: ‘O que eu farei agora?’”, relembra Laxman, com lágrimas nos olhos.
Após seis dias na prisão, o pastor foi solto. O prédio da sua igreja estava em ruínas, destruído pelos extremistas. Os cristãos estavam assustados, com muito medo para se encontrarem. Sem reuniões na igreja, Laxman perdeu sua renda. Agora, ele está sob constante vigilância, e a polícia invade a casa dele sempre que quer. É uma situação desesperadora, mas Laxman persiste. Ele se encontra secretamente com uma porção de outros cristãos, e ele confia no Senhor. “Deus prometeu que estaria comigo.”
Dra. Giseli Lima, escritora e terapeuta de casais. Foto: Divulgação.
Com mais de 15 anos como terapeuta de casais e 36 anos de casada, a Dra. Gisele Lima, que é escritora e terapeuta, compartilha seis atitudes para manter um relacionamento conjugal forte, saudável e duradouro no livro “Casamento de Sucesso”, pela Hagnos.
Ao site cristão Comunhão, Gisele contou sobre o processo de escrita do livro e disse que o leitor não encontrará soluções fáceis. “Ele não é um livro apenas para leitura, mas é um manual prático para renovar, restaurar, reestruturar ou mesmo curar o casamento”, conta.
Ela diz que sua obra é destinada para àqueles que querem “conhecer mais sobre como construir um casamento feliz e duradouro”.
Ela falou dos problemas que atingem casamentos no Brasil, como o divórcio, e a contribuição da fé e da igreja na manutenção do casamento, além de dicas para viver um matrimônio de sucesso.
Comunhão – Qual o principal fator que contribui para o alto índice de divórcios no Brasil? Gisele Lima – Atendo casais de forma profissional e ministerial, na sua maioria, pessoas que dizem ter uma convicção cristã e tenho percebido um processo gradativo de mudança na visão sobre casamento e sobre o divórcio. Parece que os conceitos distorcidos, que são disseminados nas mídias, tem influenciado. Com isso, as pessoas se casam com a porta do divórcio aberta, com uma visão de casamento no modo contratual e em um compromisso frágil. Com as crises, que fazem parte da vida, acabam considerando o divórcio como a melhor opção. O projeto de Deus é o caminho certo para o sucesso, se for seguido à risca! O segredo está na execução do projeto, que se mau executado, leva ao fracasso. Na falta de clareza sobre o projeto, muitos tem deixado de acreditar que é possível permanecer casados, satisfeitos, felizes e apaixonados. Você não tem como alcançar o que não acredita, pois não terá isso como alvo e por isso, não agirá para alcançar.
Se o casal precisar focar em um pilar para a manutenção do casamento, por qual deveria começar? Apresento seis atitudes que precisam ser assumidas, diariamente, de forma intencional, para conquistar um casamento de sucesso. Essas atitudes são pilares que sustentarão o casamento até que a morte os separe. Atitudes diárias que manterão o nosso jardim verde e florido para que tenhamos sempre prazer de estar nele. Mas, considero a primeira, decisiva, trata-se do relacionamento com Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). Trazer Deus para dentro de sua vida, fazendo Dele o alicerce inabalável. Ser imitador de Cristo, é dar e servir primeiro, é ter disposição para perdoar diariamente com os frutos do Espírito Santo: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Isso, vai manter o casamento forte até que a morte os separe.
Como o livro “Casamento de Sucesso” se diferencia de outras abordagens sobre relacionamento conjugal? A forma interativa e didática com aplicações práticas dos conteúdos ao final de cada capítulo e QR codes que levam para vídeos meus com conteúdos complementares, é um grande diferencial. Com uma base Bíblica sólida, juntamente com fundamentos da psicologia comportamental, com o foco principal na prevenção e manutenção, o livro é uma ferramenta poderosa que vem somar às outras existentes. Ele, sem dúvida, é o manual prático que todo ministério de família precisa ter! Pode ser aplicado de forma individual, no aconselhamento de um casal, pequenos grupos de casais e inclusive para noivos.
De que maneira acredita que a igreja possa colaborar para a manutenção e fortalecimento da instituição casamento no Brasil e no mundo? Existe uma urgência em um posicionamento da igreja frente as estatísticas cada vez mais estarrecedoras sobre divórcio no meio cristão. Tenho tido a graça e privilégio de, junto com meu esposo Neymar, conhecer muitas igrejas, em que os ministérios de casais estão com uma demanda “decrescente”, pois a demanda real é crescente e por isso, o cenário não faz sentido. Talvez, seja o reflexo de ministérios de casais, voltados para eventos esporádicos e foco principal na cura, quando os casamentos estão a beira do divórcio, devido a um processo de anos, que não tem como ser resolvido em um encontro de três dias.
Liste o que pode ser feito para reverter estas estatísticas? – Estruturar ministérios de família focados na prevenção e manutenção. – Programas para casais na igreja são para todos, não apenas aos que estão em crise. – Realizar programas regulares, classes, grupos, para um casamento saudável. – Priorizar o investimento em casais, pois o casamento refletirá em tudo.
Dicas práticas para viver um casamento de sucesso? – Ter um relacionamento genuíno com Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). – Decidir agir e persistir agindo, sem esperar ou depender do outro. – Desejar, acreditar que é possível permanecer casados e satisfeitos. – Ser um cônjuge saudável. – Manter o cônjuge sempre no topo da lista de prioridades. – Estar pronto a ouvir, servir e cuidar. – Compreender as diferenças. – Investir na vida sexual.