O evangelista Deive Leonardo postou um vídeo em seu Instagram comemorando a realização de um projeto: “É real e oficial, estamos na Netflix e isso é histórico. Pela primeira vez na história do streaming, uma pregação do Evangelho é lançada para 190 países”.
O lançamento da pregação será no dia 29 de novembro: “Essa é uma das notícias mais importantes da nossa trajetória e que o nosso ministério alcançou. Deus é fiel e cumpre suas promessas”, escreveu no post.
Deive explica que, no início, pensou que não daria certo: “Talvez seja um dos projetos mais difíceis de nossas vidas. Hoje, glórias a Deus, ele se torna realidade”.
Emocionado e feliz, Deive comenta que a pregação pode mudar a vida de milhares de pessoas. Com o tema “A Resposta”, a mensagem gravada pelo evangelista se enquadra no gênero “Fé e Espiritualidade”, especificado como “Inspiradores e Comoventes”.
A plataforma se refere a Deive Leonardo como “fenômeno das redes sociais” por ter um canal de pregação no YouTube com mais de 9 milhões de inscritos.
Sobre o conteúdo que será exibido na plataforma, a Netflix diz na sinopse: Reflete sobre o amor de Deus e conta histórias sobre a jornada espiritual do discípulo Pedro”.
A maior universidade cristã dos EUA enfrenta uma multa de 37,7 milhões de dólares do governo federal, resultante de acusações de que a universidade enganou os estudantes sobre o custo dos programas de pós-graduação.
A Grand Canyon University (GCU), uma universidade predominantemente online com mais de 100.000 estudantes, disse que as alegações são “mentiras e declarações enganosas”.
“A Universidade Grand Canyon nega categoricamente todas as acusações contidas na declaração do Departamento de Educação e tomará todas as medidas necessárias para se defender dessas falsas acusações”, disse em um comunicado de cinco páginas.
De acordo com o Religion News Service, o Departamento de Educação descobriu que a Grand Canyon mentiu para cerca de 7.500 alunos atuais e ex-alunos sobre o custo dos programas de doutorado.
“Quando as faculdades mentem para os estudantes, isso lhes custa tempo e dinheiro que nunca mais recuperarão”, disse Aaron Ament, presidente do grupo Student Defense. “Estamos satisfeitos por ver o Departamento de Educação tomar medidas para evitar que as escolas de pós-graduação enganem os estudantes sobre os custos dos seus programas, e esperamos que continuem a reprimir estes tipos de esquemas predatórios.”
A Universidade Grand Canyon supostamente disse aos estudantes que esses programas custam entre US$ 40.000 e US$ 49.000, mas uma investigação descobriu que apenas 2% dos graduados concluíram programas com um custo tão alto. Em vez disso, cerca de 78% dos estudantes de pós-graduação pagaram entre US$ 10.000 e US$ 12.000 por seus programas.
“As mentiras da GCU prejudicaram os estudantes, quebraram a sua confiança e levaram a níveis inesperadamente elevados de dívida estudantil”, disse Richard Cordray, diretor de operações da Federal Student Aid, um escritório do Departamento de Educação. “Hoje, responsabilizamos a GCU por suas ações, protegendo estudantes e contribuintes e defendendo a integridade dos programas federais de ajuda estudantil.”
A universidade tem 20 dias para recorrer da multa e receber qualquer dinheiro federal adicional, e o Grand Canyon terá que atender a novos requisitos, como usar o custo médio pago pelos graduados em sua estimativa para futuros alunos e relatar quaisquer investigações ou ações judiciais ao Departamento de educação.
O Grand Canyon está atualmente em outra batalha legal com o Departamento de Educação. Em 2021, o Grand Canyon processou o departamento depois que este rejeitou o pedido da escola para ser classificada como uma faculdade sem fins lucrativos.
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
Cleodimar e Levi Ferreira de Oliveira foram condenados a mais de 20 anos de prisão pelo estupro de sete crianças, no DF (Foto: TV Globo/Reprodução)
Um pastor evangélico e seus dois filhos enfrentaram a justiça após uma investigação revelar que a denominação de uma “creche da igreja” escondia atos hediondos de abuso infantil em larga escala no Distrito Federal.
As acusações apontam que a esposa do pastor prestava assistência a mães que não tinham onde deixar seus filhos. Enquanto os abusos aconteciam na residência da mulher. Segundo o veredicto judicial, foram identificadas sete vítimas, com idades variando entre 3 e 11 anos. As informações são do Pragmatismo Político.
As mães das vítimas revelaram que os abusos ocorriam na localidade de Vila do Boa, em São Sebastião, onde a comunidade da igreja se tornou uma extensão de suas famílias. Quando as mães não dispunham de alternativas para deixar seus filhos, a esposa do pastor assumia a responsabilidade na ‘creche da igreja’.
Enteados dessa mulher, que eram filhos biológicos do pastor, foram acusados de abusar das crianças dentro de casa, conforme alegações.
Outra mãe compartilhou relato de ter precisado viajar devido ao falecimento de um parente, deixando sua filha na casa do pastor por 20 dias. Na época, a criança tinha apenas 7 anos e sofreu abusos durante todo esse período.
Levi Ferreira de Oliveira, filho do pastor, desempenhava o papel de sonoplasta na igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira, situada em São Sebastião, e recebeu uma condenação de 26 anos de prisão por estupro de crianças vulneráveis.
Cleodimar Ferreira de Oliveira, também filho do pastor, foi sentenciado a 25 anos de prisão por crimes de estupro de vulneráveis e pela posse de conteúdo pornográfico envolvendo crianças.
Já o pastor Fernando Guedes de Araújo foi condenado a seis meses de prisão por negligência em prestar socorro. A Justiça concluiu que ele tinha conhecimento dos abusos e nada fez para impedi-los. Até o momento, tanto a igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira quanto os condenados se mantêm em silêncio a respeito do caso.
A polícia acredita que os homens podem ter causado danos a muitas outras vítimas ainda não identificadas.
Uma mulher de 35 anos, cuja identidade não foi revelada, procurou uma igreja local para confessar ao pastor que teria assassinado um homem com marretadas na cabeça, dentro de sua casa, na última sexta-feira, 3 de novembro. O líder religioso a convenceu a se entregar.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima era apontada como um gerente do tráfico de drogas, e os dois envolvidos estavam na casa da mulher consumindo cocaína. Em determinado momento, o homem teria tentado assediá-la, o que a levou a reagir violentamente, golpeando-o na cabeça com uma marreta e continuou a agressão com mais 12 golpes. Em seguida, ela escondeu o corpo sob uma escada em sua residência, na tentativa de ocultar o crime.
Movida pelo remorso, a mulher buscou refúgio na igreja e procurou o auxílio espiritual do pastor, a quem ela confessou o terrível crime. O líder religioso, ciente da gravidade da situação, tomou a decisão de acionar a Polícia Militar imediatamente.
As autoridades policiais chegaram à residência da mulher e encontraram o corpo da vítima em estado avançado de decomposição, evidenciando a brutalidade do crime. Além das marretadas, o corpo da vítima apresentava perfurações de faca no tórax, na altura do coração, revelando a dimensão da violência.
Diante das evidências, a mulher foi presa em flagrante por homicídio consumado e conduzida à Delegacia de Polícia, onde aguarda as medidas judiciais cabíveis. As armas utilizadas no crime, tanto a marreta quanto a faca, foram apreendidas pelas autoridades.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a mulher relatou aos policiais que tanto ela quanto o marido eram usuários de drogas e teriam convidado a vítima para consumir cocaína e bebidas alcoólicas em sua residência. Em determinado momento, seu companheiro teria proposto a ideia de um encontro sexual a três como forma de quitar uma dívida relacionada ao tráfico que mantinha com o traficante.
Ainda na versão dela, o homem teria se apoderado de uma marreta e atacado violentamente a vítima, desferindo vários golpes enquanto estavam na cama. Após o brutal episódio, o casal fugiu para a Rodoviária de Belo Horizonte, no Centro da cidade, na tentativa de vender os celulares da vítima para obter dinheiro e escapar.
Entretanto, o plano fracassou, e os dois passaram a noite na rodoviária junto a moradores em situação de rua. Contudo, uma discussão entre o marido e outros moradores levou ao desencontro do casal, deixando a mulher sozinha.
Ela então, decidiu procurar a igreja e confessar o crime, assumindo total responsabilidade por seus atos. Ela alegou que o marido já tinha enfrentado problemas com a lei anteriormente e que cumpriria pena novamente. Até o momento, as autoridades não conseguiram localizar o paradeiro do marido.
Lindsay Smith é uma ex-feiticeira que teve um encontro com Jesus. (Foto: Reprodução/YouTube/Delafé Testimonies).
Lindsay Smith, de 24 anos, nasceu no Alabama, Estados Unidos, fruto de uma gravidez indesejada de um casal adolescente.
Sua mãe biológica escolheu dar o bebê para adoção e Lindsay foi adotada por uma família cristã.
A menina cresceu indo à igreja com seus pais e frequentando a escola bíblica dominical. Porém, como era uma denominação tradicional, sua congregação não conseguiu lhe ajudar quando Lindsay passou a ter experiências com o reino espiritual.
“Eu estava vendo fantasmas, eu não sabia que eram demônios, eu não sabia que poderia repreendê-los em nome de Jesus”, contou ela, ao canal do YouTube Delafé Testimonies.
“Eu estava vendo todas essas coisas espirituais e não entendia… eles apenas me diziam que era minha imaginação. Eles não tinham explicação para mim e isso me fez pensar: ‘Ok, minha resposta não está na igreja. Minha resposta não tem nada a ver com o cristianismo. Devo seguir uma religião diferente’”.
Buscando respostas no ocultismo
Enquanto crescia, Lindsay rejeitou Jesus e passou a buscar respostas no ocultismo. Ela tentou preencher o vazio que sentia com astrologia, bruxaria, Nova Era, cristais e maconha.
“Acabei odiando Jesus e zombando dele, dizendo a todos que Ele era um personagem fictício”, confessou ela.
Por não se sentir compreendida e não conseguir encontrar paz para sua alma, a jovem lutou contra a depressão, ansiedade e pensamentos suicidas. Lindsay buscou sentido até mesmo em um relacionamento homoafetivo, mas nada adiantou.
Durante a faculdade, a jovem foi discípula de um feiticeiro, que a ensinou sobre astrologia e mapas astrais.
Mãe e bisavô em oração
Entretanto, sua família não desistiu de interceder por ela. “Minha mãe e minha bisavô estavam orando por mim. Então, suas orações realmente atingiram a sala do trono do Céu”, observou ela.
Após ser discipulada em astrologia, o Senhor começou a agir na vida de Lindsay. Ela foi convidada para um estudo bíblico na universidade, onde aprendeu quem era Jesus e conheceu a verdade na Bíblia.
Até que certo dia, a feiticeira pesquisou “Jesus” no YouTube, buscando saber mais sobre a fé cristã e encontrou diversos testemunhos de pessoas que deixaram o ocultismo para seguir Cristo.
“Nenhuma outra coisa apareceu, nenhuma pregação apareceu. Comecei a assistir esses vídeos por uma semana inteira”, lembrou.
Ela foi impactada pela verdade do Evangelho e decidiu se render a Jesus. Lindsay jogou todos seus itens de bruxaria e maconha fora, e iniciou uma transformação radical com Deus.
“Jesus abriu meus olhos. Era a verdade que eu sempre procurei. Eu pensei: ‘Jesus, você é real. Eu não pensei que você fosse real esse tempo todo e agora você é tão real para mim’”, testemunhou.
“Me arrependi, fui salva e nasci de novo”, concluiu Lindsay Smith.
A International Christian Concern (ICC) divulgou o seu relatório anual destacando as 10 nações onde os cristãos sofrem a pior perseguição pela sua fé.
São eles Nigéria, Coreia do Norte, Índia, Irã, China, Paquistão, Eritreia, Argélia, Indonésia e Azerbaijão.
Na Nigéria, o ICC cita inúmeras “atrocidades horríveis” cometidas contra cristãos por supostos terroristas muçulmanos, incluindo um ataque mortal a um seminário católico no estado de Kaduna, no qual um jovem seminarista foi morto.
Em dezenas de ataques entre 4 de março e 6 de julho, cerca de 549 cristãos foram mortos, de acordo com relatórios recolhidos apenas pelo ICC.
Depois de um ataque a uma aldeia no estado de Kaduna, em abril, foi realizado um enterro coletivo para 33 cristãos.
O relatório acusa o governo nigeriano de fechar os olhos e até de “encorajar o genocídio em curso”.
“A Nigéria é um país dilacerado por décadas de violência. Desde grandes grupos terroristas organizados até pequenas milícias comunitárias desconectadas, a violência na Nigéria é endêmica”, afirma o relatório.
“Situada entre o sul, de maioria cristã, e o norte, de maioria muçulmana, a região central do Cinturão Médio é o lar de grande parte da violência.
“Lá, as comunidades entram em conflito todos os dias por causa de recursos, animosidade étnica e religião. Os cristãos sofrem uma parte desproporcional dos assassinatos e sequestros que transformam o país num lugar perigoso para se viver.”
Na Coreia do Norte, há cerca de 400 mil cristãos, mas eles são forçados a praticar a sua fé em segredo ou correm o risco de serem presos, torturados ou mesmo executados.
Não são apenas aqueles que são apanhados que são punidos, mas todos os que estão associados a eles, uma “situação de pesadelo” que tornou a prática do cristianismo na Coreia do Norte “incrivelmente perigosa” e levou muitos a tentarem fugir, embora isso também lhes pudesse custar a vida.
Num incidente angustiante, o relatório diz que no início deste ano “uma criança de dois anos e os pais da criança foram condenados à prisão perpétua depois de uma Bíblia ter sido encontrada em sua casa”.
“O regime de Kim Jong Un tem sido consistentemente uma ameaça para os cristãos que, tal como os dissidentes políticos, representam uma ameaça à estabilidade do Estado e do regime. Sob a ideologia Juche do Estado, que endeusa o Líder Supremo Kim, Pyongyang continua a ser o auge da perseguição patrocinada pelo Estado”, afirmou a ICC.
“A prática do Cristianismo passou a ser vista como uma lealdade divergente do Líder Supremo e sob a influência do imperialismo americano; esta paranoia começou cedo na criação de um Estado do Norte, quando procurava centralizar o poder do seu primeiro líder, Kim Il Sung.
“Portanto, ser cristão é muitas vezes considerado um crime político, punível com penas severas, incluindo prisão, tortura e até execução”.
Na Índia, uma “onda de nacionalismo religioso radical representa uma grave ameaça para os cristãos, com a escalada de incidentes violentos e a inação do primeiro-ministro Modi exacerbando a situação”.
A Índia é o lar de 26 milhões de cristãos. De acordo com o relatório do ICC, a violência contra a minoria cristã continuou “a um ritmo recorde” em 2023 e está no caminho para atingir ou ultrapassar os 600 incidentes ocorridos no ano passado.
“Os observadores dos direitos humanos também notaram um aumento na dimensão dos incidentes violentos que afetam os indianos cristãos”, afirma o relatório.
“A violência em massa em Chhattisgarh e Manipur no final de 2022 e 2023 fornece exemplos assustadores do que o futuro pode reservar para a população cristã da Índia se o nacionalismo hindu radical não for controlado.”
O presidente da ICC, Jeff King, disse que deveria haver mais protestos sobre a extensão da perseguição global contra os cristãos.
“A perseguição religiosa é uma crise maioritariamente oculta. As massas sabem, até certo ponto, que ela existe ‘em algum lugar’, mas seria difícil citar quaisquer exemplos”, escreveu ele no prefácio do relatório.
“Infelizmente, estima-se que existam entre 200 e 300 milhões de cristãos que sofrem perseguição em todo o mundo. Servi este grupo-alvo durante mais de duas décadas e ainda me pergunto por que não há protestos ou indignação generalizada em seu nome”.
Ele continua: “Nossos irmãos e irmãs são assassinados, presos ou torturados em todo o mundo, simplesmente por se identificarem como seguidores de Jesus.”
“Depois de 20 anos à frente da International Christian Concern (ICC), sinto-me inspirado pela coragem destes cristãos nas periferias geográficas da nossa fé.”
“Esses crentes se apegam e até prosperam em sua fé enquanto suportam dores inimagináveis. Eles são o motor espiritual, a igreja em constante expansão em lugares como China, Irã e Coreia do Norte”.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
O Supremo Tribunal do Nepal manteve a decisão do Tribunal Superior de pena de prisão de um ano e multa para um pastor, mesmo depois de não haver testemunhas para estabelecer a alegação de proselitismo, de acordo com o pastor.
Keshab Raj Acharya, 35 anos, da Igreja Abundant Harvest em Pokhara, Nepal, foi condenado a um ano de prisão e multado em 10.000 rúpias nepalesas (75 dólares) ao abrigo da lei de proselitismo do país, que entrou em vigor em agosto de 2018.
“Estávamos muito esperançosos por parte da Suprema Corte e o julgamento foi um choque para nós. Ainda não somos capazes de entender o motivo de tal julgamento”, disse Junu Acharya, esposa do pastor Keshab Acharya, ao falar ao Christian Today.
Acharya pode ser preso a qualquer momento, disse Junu.
A decisão do Supremo Tribunal veio em 6 de outubro de 2023, quando rejeitou o novo pedido de Acharya e manteve a decisão do Tribunal Superior de 1 ano de prisão pronunciado em 13 de julho de 2023.
“A Suprema Corte, na primeira audiência, rejeitou nosso pedido sem sequer ver os documentos”, disse o pastor Keshab Acharya ao Christian Today. “Eles disseram que a decisão do Tribunal Superior seria final e que não discutiriam mais o caso. Simplesmente rejeitaram o nosso apelo sem sequer o considerarem. Demorou 2 a 3 minutos para rejeitar o caso”, lamentou Acharya.
O Tribunal Distrital de Dolpa condenou anteriormente o pastor Acharya a dois anos de prisão e uma multa de 22.244 rúpias nepalesas (aproximadamente 167 dólares americanos) em 30 de novembro de 2021, que foi contestada no Tribunal Superior e a sentença reduziu a pena de prisão para um ano junto com multar.
Junu afirmou: “Ele não forçou ninguém a mudar de religião.”
Ela acredita que a acusação do seu marido foi um esforço deliberado do governo para dar o exemplo e dissuadir a comunidade cristã do Nepal de espalhar a sua fé. Ela enfatizou que os extremistas hindus se sentem ameaçados pelo crescimento do cristianismo no Nepal.
Apesar da falta de provas substanciais, o Pastor Acharya foi condenado com base no testemunho de uma pessoa. Nenhuma testemunha se apresentou para corroborar a alegação.
“As testemunhas disseram que Keshab não está envolvido em nenhum tipo de conversão religiosa e que simplesmente distribuiu panfletos de papel que eles leram e descartaram”, disse Junu.
Ela afirmou ainda que quando lhes perguntaram se o pastor deveria ser condenado por conversão religiosa? “Eles disseram ‘Não’. Os depoimentos das testemunhas ainda estão nos autos do tribunal”, afirmou Junu.
Junu e o Pastor Acharaya pastoreiam esta igreja há 9 anos e têm dois filhos – 5 anos ou mais e 4 anos de idade.
Saga jurídica
A provação do pastor Acharya começou em 23 de março de 2020, quando ele foi preso em sua casa em Pokhara, província de Gandaki Pradesh. A prisão ocorreu após a circulação de um vídeo no YouTube, onde ele era visto oferecendo orientação espiritual contra o novo coronavírus durante um culto religioso.
A desinformação logo se espalhou, alegando que o pastor Acharya havia afirmado: “Se você se tornar cristão, não poderá ser infectado pelo COVID”. Junu esclareceu que tal declaração não foi feita.
Inicialmente concedida fiança de 5.000 rúpias nepalesas (aproximadamente US$ 41) pelo Escritório de Administração do Distrito de Kaski em 8 de abril de 2020, a libertação do Pastor Acharya durou pouco. Ele foi preso novamente momentos depois sob a acusação de “sentimentos religiosos ultrajantes” e “proselitismo”, conforme declarado em documentos judiciais.
O valor da fiança foi então aumentado drasticamente para 5.00.000 rúpias nepalesas (cerca de 4.084 dólares) pelo juiz distrital de Pokhara Kaski em 19 de abril de 2020. Ao ser libertado sob fiança novamente em 13 de maio de 2020, ele foi imediatamente preso novamente no tribunal, desta vez enfrentando um terceiro conjunto de acusações. Ele foi então transferido por 400 milhas para uma prisão no distrito de Dolpa, uma viagem de três dias.
As acusações foram apresentadas pelo Procurador Distrital de Dolpa em 21 de maio de 2020, invocando a Seção 158 (1) e a Seção 158 (2) do Código Penal do Nepal, que proíbem, respectivamente, converter alguém de uma religião para outra e minar a religião de alguém com a intenção de converter outra pessoa.
Depois que o pedido de fiança do pastor Acharya foi inicialmente rejeitado em 22 de maio de 2020, o valor da fiança foi finalmente reduzido para 3.00.000 rúpias nepalesas (aproximadamente 2.500 dólares americanos), levando à sua libertação em 3 de julho de 2020.
Numa carta datada de 18 de julho de 2020, a Mesa Redonda Internacional sobre Liberdade Religiosa instou o procurador-geral do Nepal a reconsiderar a prisão do Pastor Acharya, considerando-a “arbitrária” e “discriminatória”. Este apelo foi repetido no relatório de 2020 do Departamento de Estado dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional.
Apesar de garantir a fiança, o Pastor Acharya suportou a árdua tarefa de comparecer perante o tribunal três vezes por mês, uma para cada caso, para cumprir obrigações oficiais, revelou a sua esposa. Este processo não foi apenas desgastante financeiramente, mas também fisicamente exigente.
O remoto distrito de Dolpa, situado num canto isolado da província de Karnali, na fronteira com o Tibete, apresentou desafios adicionais. Sem ligações diretas a outros distritos, carece de acesso rodoviário. Os viajantes não têm outra escolha senão embarcar numa viagem complexa que envolve um veículo, uma bicicleta e, finalmente, uma caminhada de três dias, particularmente desafiante dadas as duras condições meteorológicas.
O presidente do grupo de defesa Voice for Justice, Joseph Jansen, disse à AsiaNews que “é ilegal e antiético obrigar alguém a mudar a sua fé através de ameaça ou coerção; no entanto, o pastor Keshav Acharya não recorreu à coerção para converter ninguém ao cristianismo”. “O pastor apenas exerceu o seu direito à liberdade religiosa e não cometeu qualquer ofensa. É lamentável que as leis anticonversão do Nepal sejam redigidas e aplicadas de tal forma que também possam ser aplicadas como medidas antiblasfêmia.”
A comunidade cristã no Nepal tem enfrentado uma perseguição crescente desde 2018, com casos de violência, falsas acusações e propaganda contra os cristãos. Ao criminalizar as conversões, o Nepal tem sido criticado por violar as liberdades fundamentais de religião ou crença.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Novo visual da ex-cantora gospel Priscilla Alcantara, que agora é só Priscilla (Foto: Reprodução)
A ex-cantora gospel Priscilla Alcantara resolveu enterrar de vez o seu passado para anunciar que uma “nova era” vai começar na sua carreira. Para isso, ela decidiu abandonar o sobrenome “Alcantara”, que a acompanha desde a infância.
As informações são do site Fuxico Gospel.
A cantora também apagou todas as publicações do seu perfil e iniciou novas publicações com um novo visual. Na última terça-feira (31/10) ela escreveu: “Aos fãs de ‘Priscilla Alcantara’, o meu muito obrigada. Bem-vindos a nova era. Que comece PRISCILLA. Capítulo 1 – O reset (quarta, 11h); Capítulo 2 – O Sample (quinta, 11h); Capítulo 3 – A Priscilla (sexta, 11h)”.
Na carta, está escrito que a artista vai iniciar um novo caminho após amadurecer ao longo dos anos, e que vai adotar apenas Priscilla.
“Tenho muito orgulho da minha trajetória, cada detalhe dela me trouxe até aqui, sempre movida pelo novo, pelo diferente, por aquilo que ainda não vi, não vivi… Nunca me contentei com ‘o mesmo de sempre’, acho que por Isso, quando olho pra trás, vejo CORAGEM, coragem de tentar, errar, amadurecer, coragem de MUDAR.”
A mudança serve para dividir o período em que cantou gospel com o atual. A partir de agora, suas músicas seculares serão distribuídas em uma nova conta nas plataformas digitais. Já os antigos sucessos enquanto cantora gospel permanecerão nas plataformas como Priscilla Alcantara.
Igreja evangélica bombardeada no Sudão. (Foto: CSW)
A maior igreja evangélica em Omdurman, no Sudão, foi alvo de bombardeios pelas Forças Armadas Sudanesas (SAF). O ataque, que destruiu o templo, aconteceu na quarta-feira (1º), segundo informa o Morning Star News.
A igreja, usada pelas denominações episcopal e evangélica, remonta ao início de 1900 e era a segunda mais antiga igreja em Omdurman, depois da Igreja Copta.
Muitos dos edifícios associados à Igreja Evangélica na região foram confiscados durante o governo de Omar al-Bashir, cujo mandato terminou em 2019.
O recente bombardeio, que ocorreu cerca de três semanas após ataques semelhantes direcionados à Escola Comercial Evangélica e à Escola Secundária Evangélica, amplia a série de incidentes.
Ataques direcionados a igrejas
No dia 3 de novembro, um prédio pertencente à ordem missionária católica comboniana em Cartum El-Shajara foi alvo de um ataque aéreo. O bombardeio contra o Mariam deixou cinco freiras e várias crianças feridas.
Segundo fontes da CSW, os ataques direcionados às igrejas são considerados propositais, e há receio de que ocorram outros à medida que as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido (RSF) negociam um cessar-fogo em Jeddah, na Arábia Saudita.
De acordo com essas fontes, “a terra é valiosa e será mais fácil aproveitá-la se os edifícios forem destruídos pela guerra”.
Desde 15 de abril de 2023, a RSF e a SAF entraram em conflito quando a violência irrompeu após a fusão das duas forças, conforme estipulado por um acordo-quadro internacional para a transição democrática.
Durante esse período, centenas de civis perderam a vida, enquanto inúmeros relatos abundantes descrevem incidentes de violência sexual, saques, ocupações de casas e prédios públicos, execuções sumárias, descobertas de valas comuns e aldeias queimadas.
Organização cristã condena os ataques
O presidente fundador da CSW, Mervyn Thomas, expressou firmemente a condenação da organização sobre os ataques às igrejas em Omdurman e Cartum El-Shajara.
“A CSW condena nos termos mais fortes os ataques às igrejas e às suas propriedades em Omdurman e Cartum El-Shajara. Desejamos aos feridos uma recuperação rápida e completa e reiteramos que o ataque intencional a locais de culto não só viola o direito humanitário internacional, mas também constitui um crime de guerra”, disse.
“Continuamos apelando por um cessar-fogo total e abrangente e a exortar a comunidade internacional a responsabilizar ambas as partes em conflito pelas violações e abusos que cometeram contra os cidadãos sudaneses, tanto durante este conflito como antes dele”, finalizou.
A perseguição aos cristãos se intensificou nos últimos dias em Bangladesh. Radicais islâmicos aumentaram a intolerância religiosa com discursos anticristãos em jornais e em redes sociais, como Facebook e Youtube.
Mais do que nunca, cristãos que já se sentiam sozinhos estão ainda mais excluídos, especialmente os que deixaram o islã para seguir a Jesus. Suportar a pressão sem uma rede de apoio não é fácil.
Perseguição porta a porta
No Norte de Bangladesh, alguns grupos de radicais visitaram a casa de cristãos, porta a porta, para ameaçá-los. Eles exigiram que muitos cristãos de origem muçulmana abandonassem a fé ou seriam atacados e expulsos de casa.
Parte das retaliações são resultado da confusão dos cristãos como aliados de Israel na guerra e, consequentemente, inimigos da Palestina. Apesar das explicações de que há cristãos dos dois lados e que eles não estão diretamente envolvidos, as ameaças e a pressão continuam.
Em 24 de outubro, “um grupo de muçulmanos me encontrou e perguntou por que eu tinha me tornado cristão e o que eu tinha ganhado com a conversão. Eles pediram que abandonasse a fé em Cristo, mas me recusei”, conta um pastor local.
Planejamento de ataques em massa
Após a recusa do cristão, “eles deixaram claro que planejam se vingar do que está acontecendo na Palestina. Eles pretendem organizar uma grande procissão no mercado central da comunidade e atacar os cristãos. Eles têm como lema sangue por sangue, vida por vida”, conclui o pastor.
O pastor também contou que há aproximadamente 40 famílias cristãs na região que estão com medo da perseguição. “Eles podem nos atacar a qualquer momento. Por favor, ore por nossa proteção”, ele conclui.
Um dos nossos parceiros locais também enfrentou uma situação difícil recentemente na região. O imã (líder muçulmano) disse “vocês, cristãos, estão matando os muçulmanos [palestinos] um após o outro. Então nós também vamos matar os cristãos no nosso país. Assim os cristãos vão parar de matar os muçulmanos”.
O imã fez a ameaça em um hotel durante o café da manhã onde um dos nossos parceiros locais estava. Muitos muçulmanos se juntaram ao líder e queriam atacar o cristão. Mas nosso parceiro conseguiu fugir da multidão irada.