Fernanda Ôliver e Dirlei Paiz foram presos em operação da PF sobre os atos do 8 de janeiro (Foto: Reprodução)
A Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão na manhã desta quinta-feira, 17, contra pessoas responsáveis por convocar nas redes sociais o ato antidemocrático do 8 de janeiro. Entre os alvos estão o pastor evangélico Dirlei Paiz e a cantora gospel Fernanda Oliver. Também foram presos os influenciadores digitais Isac Ferreira e Rodrigo Lima.
Dirlei Paiz é conhecido por suas publicações em redes sociais contrárias ao presidente Lula. A cantora gospel Fernanda Oliver chamou atenção por ter transmitido ao vivo, em suas redes sociais, a invasão ocorrida no dia mencionado.
Esta 14ª fase da operação ocorre em Bahia, Goiás, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal, mirando indivíduos suspeitos de terem incentivado o movimento intitulado “Festa da Selma”, um codinome utilizado anteriormente para fazer referência às ações de invasão.
A ‘festa da Selma’
A convocação para a festa da Selma foi feita por meio de redes sociais e fomentou bolsonaristas a organizar meios de transporte de todo o país para participar do ato antidemocrático do 8 de janeiro em Brasília.
Sob um mapa chamado “Viagem para Praia”, foram listadas 43 cidades no Brasil onde se podia pegar ônibus para a “festa da Selma”.
“O código é festa da Selma, vai acontecer uma festa de aniversário enorme e existe uma organização muito grande para juntar e preparar os convidados (…) a organização antes da festa vai ser em um lugar não conhecido, onde as pessoas estão há mais de 65 dias [referência ao Quartel General do Exército em Brasília]. E de lá..todos sairão para a festa [Praça dos Três Poderes], diz o texto do mapa “Viagem para a Praia”, que organizou o transporte para o 8 de janeiro.
Expressões como “guerra”, “ocupar o Congresso” e “derrubar o governo constituído” eram comumente utilizadas pelo grupo nas comunicações.
As prisões foram decretadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal, que também cumpre 16 mandados de busca e apreensão. Trata-se da 14ª fase da Operação Lesa Pátria.
Mesmo depois de absolvida, a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen terá que enfrentar um novo julgamento por defender as crenças cristãs. Räsänen foi acusada de “discurso de ódio”.
Os legisladores dos EUA decidiram apoiá-la publicamente, já que Räsänen não fez nada além de compartilhar o ensino da Bíblia sobre a homossexualidade.
Em uma carta ao Embaixador Geral dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional e ao Embaixador dos EUA na Finlândia, 16 membros do Congresso denunciaram “a agressão legal” à parlamentar.
No ano passado, o Tribunal Distrital de Helsinque absolveu Räsänen, afirmando que não havia justificativa para censurar seu exercício de liberdade de expressão. Mas, após um recurso, ela foi intimada a comparecer a um novo julgamento a partir das próximas semanas, de acordo com o The Christian Institute.
Liberdade de expressão
Os signatários da carta, incluindo Chip Roy e Debbie Lesko, disseram aos embaixadores que temiam que o sistema legal da Finlândia estivesse sendo “armado para silenciar os cristãos”.
E alertaram que os “direitos naturais à liberdade de expressão e à liberdade de religião em praça pública” dos cristãos finlandeses estavam em perigo.
A carta declara: “Nenhum americano, nenhum finlandês e nenhum ser humano deveria enfrentar assédio legal por simplesmente viver suas crenças religiosas”.
Os membros do Congresso também escreveram expressando seu apoio a Räsänen, que foi igualmente inocentada da acusação de ‘discurso de ódio’, em 2021, por publicar e circular um panfleto em 2004, escrito em defesa do casamento tradicional.
“Não vou recuar”
“Fui submetida a um processo legal que já dura mais de quatro anos pelo suposto ‘crime’ de compartilhar minhas crenças cristãs em público”, disse Räsänen.
Segundo a parlamentar, o tratamento recebido pelas autoridades mais se parece com uma “inquisição moderna e um exame teológico de minhas crenças, que as igrejas têm ensinado por mais de dois mil anos”.
“As relações sexuais fora do casamento são contra a vontade de Deus, assim como as relações entre pessoas do mesmo sexo. Não vou recuar deste ponto de vista. Ao mesmo tempo, enfatizei que cada um de nós é pecador diante de Deus. A solução para o pecado não é negar sua realidade, mas aceitar a graça de Deus por meio do sacrifício redentor de Jesus”, disse.
O caso de Räsänen é apoiado pelo grupo de liberdade religiosa Alliance Defending Freedom International (ADF), que já alertou que, se necessário, seu caso será levado ao Supremo Tribunal da Finlândia e ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
Fonte: Guia-me com informações de Christian Institute
Avião da companhia aérea Southwest Airlines. (Foto: Reprodução)
Os advogados de uma companhia aérea dos Estados Unidos que desafiou uma proibição judicial de discriminação religiosa foram obrigados a passar por treinamento corretivo.
O juiz distrital Brantley Starr considerou três advogados da Southwest Airlines responsáveis por violar uma ordem judicial que protege a liberdade religiosa na companhia aérea e os enviou para treinamento com o grupo cristão Alliance Defending Freedom (ADF).
Em 2022, o juíz Starr reintegrou a comissária de bordo da Southwest, Charlene Carter, depois que ela foi demitida por sua oposição religiosa ao aborto. Ele também proibiu a companhia aérea de discriminar os atendentes por suas “práticas e crenças religiosas”.
Em sua última decisão sobre o caso, o juiz Starr criticou a companhia aérea por sugerir aos funcionários que o Tribunal Distrital do Distrito Norte do Texas havia concedido à “Southwest uma medalha de honra por não discriminar”, o que ele afirmou: “o Tribunal não o fez”.
Ele também censurou a Southwest por enviar um memorando a seus comissários de bordo, “declarando que seus funcionários devem cumprir os tipos de políticas pelas quais a Southwest demitiu Carter e que acreditava que a demissão de Carter era justificada por causa dessas políticas”.
Ele concluiu: “É difícil ver como a Southwest poderia ter violado mais a exigência de notificação.”
“No universo em que vivemos – aquele em que as palavras significam algo – a notificação da Southwest não chegou nem perto de cumprir a ordem do Tribunal.”
Falha crônica
O juiz Starr continuou: “A Southwest há muito abriga a visão – durante o julgamento, após o veredicto e (como evidenciado por seu memorando aos comissários de bordo) mesmo após o julgamento – de que suas políticas de civilidade superam as leis federais”.
Ele acrescentou: “se a Southwest continuar a representar para seus comissários de bordo que pode discriminá-los se violarem as políticas de civilidade da Southwest, a Southwest provavelmente se encontrará (mais uma vez) do lado errado da ordem do Tribunal”.
À luz da “falha crônica da companhia aérea em entender o papel das proteções federais para a liberdade religiosa”, o juiz considerou apropriado que três advogados da Southwest recebessem treinamento sobre liberdade religiosa da ADF.
O conselheiro jurídico-chefe da ADF, Jim Campbell, disse que o grupo estava feliz em oferecer o treinamento necessário para ajudar a Southwest a “respeitar a liberdade religiosa e diversos pontos de vista no local de trabalho”. A Southwest vai apelar da sentença.
Folha Gospel com informações de Christian Institute
Vista do telhado da Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém, Israel (Foto: Canva Pro)
A escavação numa área da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém foi concluída, revelando várias descobertas surpreendentes. O trabalho intensivo fez parte de uma reforma que custou US$ 11 milhões (equivalente a mais de 53 milhões de reais).
De acordo com o Israel 365 News, a escavação arqueológica na igreja — que é considerada um dos locais mais sagrados do mundo para os cristãos — foi anunciada pela “Custodia Terrae Sanctae”, um guardião da Ordem dos Frades Menores em Jerusalém, fundada em 1217 por São Francisco de Assis, que supervisiona os locais sagrados cristãos em Israel.
Os trabalhos de escavação na área foram concluídos em 27 de junho e fazem parte do programa de restauração do piso da basílica. As investigações arqueológicas nesta área foram realizadas pelo Departamento de Antiguidades da Universidade Sapienza de Roma, sob a direção de Francesca Romana Stasolla.
A escavação foi realizada em ciclo contínuo, em apenas sete dias e sete noites de trabalho, conforme o veículo e aconteceu na área em frente à Edícula (um pequeno santuário) no centro da Rotunda da igreja.
Descobertas arqueológicas
A Edícula tem duas salas, a primeira contendo a Pedra do Anjo, que se acredita ser um fragmento da grande pedra que selava a tumba de Jesus, que foi rolada por anjos na manhã de Páscoa.
A segunda câmara é o “Túmulo de Cristo”, que contém a laje de mármore onde se acredita que o corpo de Jesus foi colocado.
A escavação também revelou que o layout cristão primitivo da Edícula era acessado por meio de dois degraus de mármore branco. Em frente aos degraus havia um piso de lajes de pedra lítica, que se estendia por aproximadamente 6 metros para leste até se juntar a um plano de grandes blocos líticos brancos e lisos dispostos na direção norte-sul. Este arranjo representou a aparência final da Rotunda no final do século IV.
Sob o piso de laje, os pesquisadores encontraram um tesouro de moedas do período do imperador cristão romano Valens (364-378). Seções de alvenaria que datam de antes do final do século IV também foram descobertas.
Um fragmento de revestimento de parede, provavelmente da Edícula, também foi descoberto. O revestimento foi coberto por demarcações datadas do século 18 em várias línguas, incluindo grego, latim e armênio. Dentro da tumba, uma seção foi revelada, mostrando um piso de mármore anterior da Idade Média.
Tradição cristã
Segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado pelos romanos fora dos muros de Jerusalém há mais de 2.000 anos e enterrado em uma caverna próxima. Embora existam opiniões divergentes sobre onde esses eventos ocorreram, a maioria das opiniões sustenta que a Igreja contém o local da crucificação, conhecido como Calvário ou Gólgota (“o lugar da caveira”), e um túmulo vazio, onde se acredita que Jesus foi enterrado e ressuscitado.
A tumba em si é cercada por um santuário do século XIX chamado “Aedicule”. A igreja tem sido um local de peregrinação para o cristianismo desde o século IV. Antes da igreja ser construída em 330 d.C., era um templo pagão construído pelo imperador Adriano e dedicado a Vênus.
O imperador romano Constantino I, convertido ao cristianismo, mandou demolir o templo para dar lugar a uma igreja. A Igreja do Santo Sepulcro foi construída depois que a mãe de Constantino, Helena, viajou para a Terra Santa para identificar locais ligados a Jesus. A igreja foi originalmente chamada de Igreja da Anastasis.
A igreja foi destruída em 614 pelos invasores persas e novamente em 1009 pelo califa al-Hakim. Os cruzados restauraram a igreja no século XII. As autoridades israelenses fecharam a Edícula em 2015, depois que a estrutura de calcário e mármore havia se deteriorado em um grau perigoso.
Durante a restauração, os conservacionistas alegaram ter encontrado o leito de calcário original em que Jesus foi colocado após sua morte. Atualmente, a Igreja do Santo Sepulcro é controlada por várias denominações cristãs diferentes, através de um decreto religioso otomano de 1757.
Desde o século 12, as portas da Igreja do Santo Sepulcro são controladas pela família Nuseibeh, a família muçulmana mais antiga de Jerusalém, e pela família Joudeh. Ambas as famílias continuam a deter essa autoridade até hoje, tendo as chaves da igreja que supostamente abriga o túmulo de Jesus.
Pastor e deputado federal Silas Câmara. (Foto: Agência Câmara)
O pastor e deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), novo líder da Frente Parlamentar Evangélica, mais conhecida como bancada evangélica, disse, em entrevista, que não é “amigo do Lula [PT] nem da esquerda”, mas negar diálogo com a trupe petista iria contra sua “formação cristã”. A entrevista foi concedida para a Folha de S. Paulo.
No sétimo mandato, o pastor que faz parte de um clã poderoso nas Assembleias de Deus do Norte brasileiro já chefiou a bancada em 2019 e 2020, primeiro biênio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aliás, ainda é o favorito da bancada —apoio, segundo ele, intacto em meio a reveses judiciais e acusações de corrupção.
Na entrevista, Câmara disse que simpatiza com a ideia de restringir ainda mais o aborto e também defende o “eixo da maioria” para impor visões conservadoras, como o veto a direitos LGBTQIA+.
Governo Lula
Câmara minimiza o receio de que a bancada, agora sob sua liderança, será afável demais com o governo petista. Mas também não quer rupturas com o Executivo. “Não faz sentido [ser acusado de ser próximo do PT] porque não sou amigo do Lula nem da esquerda, só sou uma pessoa de diálogo”, diz.
“Ser de diálogo não é ser aliado. Conversar não é ceder. Minha formação cristã me ensina assim, e é o que diz a Bíblia: Sempre que possível, devemos ter paz com todos. Quem parla, conversa.”
Silas Câmara faz questão de realçar que ele até topa dar o benefício da dúvida, mas não encara Lula como um aliado natural. O petista, diz, “tem pautas completamente na contramão do que eram as pautas do governo passado”. O horizonte permanece nublado “por não conseguirmos ainda ler completamente o que pretende o governo em diversas áreas preciosas para a frente”.
“Acho que ele está construindo um caminho para ter esse diálogo restabelecido através de políticas públicas que de fato alcançam majoritariamente a comunidade evangélica”, diz.
“É bom lembrar que temos no Brasil uma população extremamente forte nas classes C, D e E, que têm um elo forte com as igrejas evangélicas. Num gesto em que fortalece a distribuição de renda, com o tempo pode se construir o diálogo.”
Reconstruir pontes entre Lula e o campo evangélico, que o abraçou em suas duas primeiras incursões no Palácio do Planalto, pode até ser possível, mas não necessariamente provável. “Acho muito desafiador em função de que o governo reafirma sua posição contra princípios que acreditamos.”
Saca como exemplo uma resolução do Conselho Nacional de Saúde anunciada em julho. Ela estabelece diretrizes indigestas para vários evangélicos, em temas como aborto, LGBTQIA+ e maconha. Uma delas propõe reduzir para 14 anos o início da terapia hormonal em quem se reconhece transgênero. O piso no SUS, hoje, é de 18 anos.
Sobre o aborto
O tema é ponto de honra para evangélicos, e um projeto de lei que restrinja ainda mais o procedimento contaria com a boa vontade da bancada, diz seu líder. “Nós, cristãos, estaremos sempre a favor da vida e contra o aborto, seja ele qual for.”
A reportagem questiona se isso significa endossar uma proposta para afunilar as hipóteses previstas na lei atual: risco à vida materna, estupro e anencefalia. Câmara diz que sim. “Sempre que a frente tiver que optar entre vida ou assassinato, seja a circunstância que for.”
LGBTQIA+
Em relação aos direitos de homossexuais e transgêneros, Câmara afirma que terão vida difícil no que depender do bloco evangélico.
“Fazemos nosso trabalho, que é respeitar a representatividade da população brasileira. Um país que tem 96% da sua comunidade cristã [na verdade, em torno de 80%, segundo pesquisas], que acredita que o casamento deve ser entre homem e mulher, como está no princípio bíblico, vai se posicionar sempre contra qualquer tipo de iniciativa que tire esse eixo da maioria.”
Sua versão de democracia implica numa “maioria que obviamente se coloca com suas convicções”.
Bolsonaro
“Não acredito que seja um incômodo. Enquanto não transitado em julgado, condená-lo ou julgá-lo por antecipação é algo que os evangélicos não costumam fazer”, disse Câmara sobre os os oito anos de inelegibilidade, determinados em junho pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para Jair Bolsonaro.
Para o deputado, nada mais orgânico do que as afinidades entre o ex-presidente e o segundo maior grupo religioso do país, atrás dos católicos.
“As principais lideranças enxergaram na proposta de Bolsonaro a segurança dos princípios nos quais acreditamos, que mesmo sendo espirituais trazem para o mundo material bênção e prosperidade para a nação. Outro fator importante foi a própria atenção que ele deu, nas agendas, em demonstrar carinho e presença no segmento.”
Bancada evangélica em 2023
A prioridade, segundo o parlamentar, será manter a “presença fortíssima nas comissões” do Congresso Nacional e sofisticar “a estrutura de monitoramento da tramitação de pautas legislativas” que possam ferir brios evangélicos.
A ideia é marcar posição em todos os colegiados da Câmara dos Deputados e impor um “obstáculo forte” a projetos que desagradem o grupo. Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), por exemplo, estão os pastores Marco Feliciano (PL-SP) e Eli Borges. Na Comissão de Educação, Gilberto Nascimento (PSD-SP), decano da bancada.
Supremo Tribunal Federal
Para o deputado, a tendência do STF (Supremo Tribunal Federal) em descriminalizar a maconha reforçou a visão, na cúpula evangélica, de um Judiciário que age como trincheira progressista.
“Prova disso é o atropelo [dos magistrados] sobre o Legislativo. Falava-se tanto, no governo passado, sobre a forma indevida de relacionamento entre Poderes, e agora fica provado que, na verdade, o STF avança sobre a pauta tanto do Executivo quanto do Legislativo, o que é inconstitucional e lamentável.”
Câmara não desmerece a oportunidade de ganhar mais um representante da sua religião na corte –o ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), batista, é cotado para a vaga que Rosa Weber desocupará ao se aposentar.
“Ter um evangélico em todos os lugares desta nação sempre é importante, mas a indicação é prerrogativa do presidente.”
O pastor André Mendonça se tornou, em 2021, o segundo protestante no STF. Antes dele veio Antônio Martins Villas Boas, batista nomeado em 1957.
Multidão ataca igreja no Paquistão. (Foto: Reprodução)
A situação dos cristãos no Paquistão continua sendo de perigo latente, diante de um país no qual, apesar de reconhecer o direito dos cristãos de se reunir e praticar sua fé, continua a sofrer episódios de abuso e violência.
É o caso do que aconteceu nesta quarta-feira em Faisalabad, na área de Jaranwala, onde uma multidão islâmica atacou uma igreja e vários locais próximos pertencentes a famílias cristãs. As primeiras informações e vídeos vistos nas redes sociais mostram a violência com que centenas de pessoas, armadas com paus e pedras, se manifestaram contra os cristãos.
🔴 #BREAKING Pakistani Muslim extremists chant religious slogans as they burn down a Church & homes of Christians in Faisalabad.
Attacks come after local Muslims accused a Christian family of blasphemy.
O ataque causou grande temor entre os cristãos que viviam na área, o que levou ao fechamento do mercado local. De acordo com as primeiras testemunhas, a multidão foi mobilizada das mesquitas onde foi relatado que dois cristãos residentes na área teriam profanado o Alcorão.
Embora um forte contingente de policiais tenha chegado à área e assegurado à crescente multidão que os suspeitos seriam detidos e enfrentariam ações legais, a multidão passou a atacar a colônia.
A multidão também tentou vandalizar a Igreja do Exército de Salvação, que é um dos templos mais antigos da região.
Cristãos no Paquistão
No Paquistão, os cristãos são considerados “cidadãos de segunda classe”, explica a organização Portas Abertas em seu relatório sobre a perseguição de cristãos em todo o mundo. “As notórias leis de blasfêmia do Paquistão visam as minorias religiosas (incluindo os muçulmanos), mas afetam particularmente a minoria cristã: cerca de um quarto de todas as acusações de blasfêmia são dirigidas contra os cristãos, que representam apenas 1,8% da população”.
“Além da hostilidade social, os cristãos também sofrem com a apatia das autoridades que deveriam protegê-los ”, explica Portas Abertas.
O caso de Asia Bibi, que foi libertada de uma injusta sentença de morte por uma falsa acusação de blasfêmia, era bem conhecido. No entanto, desde então a situação não melhorou em um país com quase 4 milhões de cristãos.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Multidões no norte da Indonésia neste mês impediram uma igreja de realizar o culto de domingo em uma cidade e danificaram um prédio de culto em construção em outra, disseram fontes.
Na província das Ilhas Riau, cerca de 30 pessoas na quarta-feira (9 de agosto) usaram martelos e porretes para abrir enormes buracos nas paredes da igreja em construção no vilarejo de Kabil, distrito de Nongsa, cidade de Batam, no endereço RT 004, RW 21, de acordo com a mídia local. O local pertence à Igreja Missionária Pentecostal na Indonésia (Gereja Utusan Pantekosta di Indonesia , ou GUPdI).
Em um vídeo nas mídias sociais mostrando o ataque, um homem do grupo afirmou que a igreja não tinha permissão para construir um prédio de culto, uma tática comum dos muçulmanos linha-dura na Indonésia, onde os pedidos de permissão são ignorados ou negados e carregam requisitos onerosos . O pastor Sham Jack Sean Napitupulu da GUPdI teria dito que a igreja tinha uma carta permitindo a construção da Autoridade da Zona Franca de Batam.
A polícia local e o presidente do Fórum de Comunicação Inter-religiosa de Batam (Fórum Kerukunan Umat Beragama , ou FKUB), Chabullah Wibisono, negaram motivos religiosos para a destruição, dizendo que o conflito estava enraizado apenas no desejo dos moradores de usar o local como uma instalação pública, informou a mídia local.
Os líderes da igreja apresentaram uma queixa sobre os danos à Polícia das Ilhas Riau.
O presidente da Associação de Igrejas e Instituições Evangélicas da Indonésia (Persatuan Gereja dan Lembaga-Lembaga Injili Indonesia , ou PGLII) nas Ilhas Riau, pastor Jimmy Loho, denunciou a destruição como anarquista e inaceitável, segundo a mídia local.
Um administrador do GUPdI na sexta-feira (11 de agosto) se reuniu na sede da polícia da área com os líderes muçulmanos de Batam City, o representante do Ministério da Religião da Indonésia, Proverbs Yowei, e os residentes da área e chegaram a um acordo estipulando que a construção do prédio da igreja seria interrompida até que uma licença fosse concedida. emitido, de acordo com Keprionline.co.id .
O processo judicial contra os que danificaram o prédio da igreja em construção continua em andamento.
Na vizinha província de Sumatra do Norte, manifestantes muçulmanos na vila de Tanjung Morawa em 6 de agosto protestaram contra a congregação da Igreja Mawar Sharon ( Gereja Mawar Sharon , ou GMS) usando um depósito para seu culto de domingo e disseram aos membros que abandonassem os planos de construir um prédio de culto em um local próximo, de acordo com um vídeo postado por Aktualonline.com.
O vídeo mostra os manifestantes com faixas dizendo: “ Nós, os residentes da sub-aldeia 1, vila de Tanjung Morawa, recusamos as atividades de não-muçulmanos nesta vila” e “os residentes da sub-vila 1, vila de Tanjung Morawa, recusar severamente atividades de adoração que violem os regulamentos do governo”.
Alguns dos manifestantes eram residentes locais, enquanto outros vieram de fora da área, de acordo com Emmy Marlina, secretária do pastor sênior e fundador da igreja, Philip Muntofa.
Um membro da igreja que possui um armazém o disponibilizou para a igreja usar como um local temporário de culto, mas as manifestações impediram a igreja de adorar lá, disse Marlina ao Morning Star News.
“Para locais de culto temporários, nenhuma permissão é necessária”, observou ela.
A divisão local da regência de Deli Serdang iniciou esforços para encontrar uma solução para o conflito, disse Marlina.
“Consideramos a atitude do governo muito acomodatícia”, disse ela ao Morning Star News. “O diretor geral da Orientação da Comunidade Cristã, bem como o Ministro da Religião, estão levando a sério incidentes como esse. Agradecemos a eles por seus esforços para trazer justiça a todos os grupos.”
A Indonésia ficou em 33º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2023 da organização de apoio cristão Portas Abertas dos 50 países onde é mais difícil ser cristão. A sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em atividades evangelísticas correm o risco de serem alvo de grupos extremistas islâmicos, de acordo com o relatório da Portas Abertas.
“Se uma igreja é vista pregando e espalhando o evangelho, ela logo se depara com a oposição de grupos extremistas islâmicos, especialmente em áreas rurais”, observou o relatório. “Em algumas regiões da Indonésia, as igrejas não tradicionais lutam para obter permissão para edifícios religiosos, com as autoridades muitas vezes ignorando sua papelada.”
Folha Gospel com informações de Christian Headlines
O cristão ex-gay Dane Erik. (Foto: Reprodução/Facebook/Dane Erik)
O ex-gay Dane Erik foi rejeitado quando criança por gostar de coisas de “menina”, mas atualmente, ele testemunhou que Jesus restaurou sua identidade.
“Lembro-me de pensar que, se eu fosse mulher, as pessoas me aceitariam”, disse Dane Erik.
Dane contou que as pessoas o influenciaram dizendo que ele havia nascido sendo homossexual, e então, deveria aceitar esses comportamentos.
No entanto, ele afirmou que abraçar o pecado não trouxe a felicidade que lhe prometeram.
“Fui ridicularizado regularmente e excluído dos grupos. Algumas meninas não queriam ficar perto de mim porque eu era um menino e os meninos não gostavam de mim porque eu era muito ‘afeminado’. Isso me fez chorar e me senti muito sozinho”, contou ele.
Dane informou que era “fascinado por mulheres e meninas”, pois elas lhe davam conforto e carinho que homens ou meninos não davam.
Tentando se encaixar
Querendo desesperadamente ser aceito no colégio, ele inventou que tinha uma namorada “para que as pessoas parassem de me assediar”.
A música, a arte e o cinema foram estratégias que ele adotou para lidar com a solidão que sentia.
Anos depois, ele se interessou pela psicologia que o ajudou a reconhecer:
“As palavras que foram ditas sobre mim, minha sexualidade e quem eu era se tornaram aquilo com que me identifiquei. Um falso rótulo de Satanás, e ele usou outros para reafirmar suas mentiras”.
“Deus esperou muitos anos para me curar do meu transgenerismo e do meu desejo de me envolver no estilo de vida gay, até que eu estivesse desesperado para mudar”, relembrou ele.
O ex-gay acredita que Deus usou todas as suas experiências para que ele tivesse empatia por todos os tipos de pessoas e mostrar aos outros o caminho para a liberdade.
A Palavra de Deus o libertou do engano
Atualmente, Dane tem 38 anos, e mora em Wisconsin, nos Estados Unidos. E contou que é um “homem de Deus”.
“Comecei a ler as Escrituras e isso me mostrou que Deus me amava e me procurou mesmo em minha confusão”, disse ele.
E continuou: “Eu lutava para entender minha identidade, até que me vi como Deus me criou”.
Hoje, Dane luta para que as pessoas não sejam influenciadas pela ilusão do diabo. Para ele, a cultura LGBT nunca é uma solução.
“O Senhor me revelou que minha verdadeira identidade era como filho de Cristo, depois de anos tentando me encaixar em algo que eu não era”, acrescentou ele.
Ele alertou: “O diabo fará qualquer coisa para distorcer a realidade e para fazer alguém se autodestruir se afastando de Deus. Eu me afastei de Jesus lentamente ao longo do tempo ao aceitar o que outras pessoas falavam”.
“Nunca deixe alguém forçá-lo a ser alguém que você não é, apenas para se encaixar, pois Deus o criou com esse gênero por uma razão”, concluiu ele.
Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família no México. (Foto: ADF Internacional)
A Câmara Superior do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) do México ratificou a sentença contra Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família (FNF), por dizer que Salma Luévano, deputada pelo partido governista Morena, é “um homem que se identifica como mulher”.
Esta é a última instância judicial mexicana a que pode recorrer Cortés, que no passado avisou que levaria seu caso perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com assistência jurídica da organização ADF International.
A sentença inclui multa de 19.244 pesos mexicanos (cerca de US$ 1.135 ) e a obrigatoriedade de Cortés publicar diariamente, por 30 dias, a decisão e o pedido de desculpas que vem sendo elaborado pelo TEPJF.
O líder da defesa da vida, família e liberdades fundamentais no México também é obrigado a fazer um curso sobre “violência política de gênero” e seu nome será registrado no Registro Nacional de Pessoas Sancionadas em Matéria Política contra Mulheres por Razão de Gênero.
Salma Luévano, de 55 anos, ingressou na Câmara dos Deputados do Congresso da União, órgão legislativo federal do México, pelas mãos do partido Morena, liderado pelo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, após as eleições de meio de mandato de 2021.
Luévano promoveu a denúncia contra Rodrigo Iván Cortés e a FNF após receber críticas por comparecer, em 21 de setembro de 2022, com trajes semelhantes aos de um bispo na Câmara dos Deputados, para apresentar um projeto legislativo que, segundo indicou, busca fazer com que líderes religiosos, incluindo bispos e padres, “vejam a razão” para conter o que chamou de “discurso de ódio”.
Em resposta, a Frente Nacional pela Família e a plataforma Iniciativa Ciudadana denunciaram através das redes sociais que “a deputada transexual Salma Luévano” com seu ato “insulta não só os crentes de uma religião, mas insulta todo o cristianismo”.
Por sua vez, Rodrigo Iván Cortés afirmou, em um vídeo, que Luévano é “um homem que se descreve como mulher, que exige respeito, mas exatamente o que pede, não dá; pede o que não dá, com tremendo desrespeito”.
Não é a primeira vez que a Câmara Superior do TEPJF falha dessa forma. Em meses anteriores, sentença semelhante recaiu sobre o deputado federal Gabriel Quadri, do opositor Partido Ação Nacional (PAN), que criticou em suas redes sociais que pessoas “trans” ocupam os espaços reservados às mulheres no Congresso da União, o órgão federal legislativo do México.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
A mando do Partido Comunista Chinês, policiais interrompem culto em igreja doméstica na China. (Foto: China Aid)
O governo da China prendeu mais de 1.000 cristãos durante uma megaoperação contra a Igreja de Deus Todo-Poderoso (CAG), em junho. A denominação é uma das mais perseguidas pelo Partido Comunista Chinês (PCC).
De acordo com a Bitter Winter, revista cristã que cobre a perseguição no mundo, no dia 15 de junho, 1.043 membros da igreja foram detidos, na província de Zhejiang.
Fontes do governo de Zhejiang afirmaram à Bitter Winter que a prisão em massa foi parte de uma operação planejada há um ano.
Na noite de 14 de junho, a Secretaria de Segurança Pública da província emitiu uma ordem de prisão com uma lista de nomes aos departamentos da Secretaria de Segurança Pública em várias cidades.
A operação conjunta mobilizou a segurança nacional, polícia armada e polícia de forças especiais. Na cidade de Hangzhou, 189 cristãos foram presos, 170 foram detidos em Wenzhou, e mais de 100 pessoas foram presas nas cidades de Jinhua e Quzhou.
Líderes da igreja torturados
A maioria dos presos eram líderes ou trabalhadores ativos na Igreja de Deus Todo-Poderoso. A operação alvejou a liderança na tentativa de erradicar a denominação.
Um dos membros, que já foi solto, revelou que um líder foi torturado e abusado durante cinco dias, em uma sala ao lado de sua cela. Mais tarde, outro líder também foi submetido a tortura.
“Eu podia ouvir seus gritos”, contou o membro, que não teve sua identidade revelada por motivos de segurança.
Um cristão de 60 anos morreu após três dias na prisão. As autoridades alegaram que ele se enforcou. Porém, a família afirmou que não haviam marcar de enforcamento no corpo do idoso, mas havia marcas de tortura, incluindo ferimentos na cabeça e sangue em seus olhos.
Hoje, 408 cristãos ainda estão detidos e enfrentam processos e sentenças.
Membros já eram vigiados há dois anos
Fontes de dentro do governo revelaram à Bitter Winter que muitos dos cristãos presos estavam sob vigilância do PCC há um ou dois anos, em uma operação lançada pelas autoridades das províncias de Zhejiang e Fujian.
Os membros foram rastreados através de alta tecnologia, os deixando sem possibilidade de se esconderem. A polícia ainda usou agentes secretos para se infiltrar em igrejas da CAG, fingindo interesse nos seus ensinamentos.
Durante um interrogatório, um policial afirmou: “Onde você foi, onde você entra e sai de um lugar, tudo é perfeitamente transparente para nós. Você acha que está sendo muito cauteloso, mas podemos ver através de todos vocês”.
E continuou: “O governo adquiriu muitos equipamentos avançados de vigilância apenas para capturar pessoas como você. Podemos identificá-lo mesmo com seus chapéus e máscaras”.
Outro membro libertado também relatou: “Desta vez, quando fui preso, percebi que a polícia havia usado drones de vigilância para me prender e depois prendeu todos os irmãos e irmãs com quem tive contato”.
Submetidos à doutrinação forçada
Conforme relatos, a maioria dos cristãos detidos foram submetidos à doutrinação forçada na prisão, com especialistas em doutrinação e professores de psicologia. Os membros foram obrigados a assistirem vídeos com ideias ateístas e do PCC.
“Eles nos forçaram a assistir a esses vídeos todos os dias, relatar nossos pensamentos e amaldiçoar o Deus Todo-Poderoso todos os dias!”, disse um dos membros.
De acordo com informações de um oficial de segurança pública à Bitter Winter, o governo comunista ainda fará mais duas operações para prender membros da Igreja de Deus Todo-Poderoso, neste ano.
A denominação foi classificada como uma “seita” e como uma ameaça à segurança nacional pela China e vem sendo perseguida nos últimos anos.