O ex-vice-presidente da Indonésia, Muhammad Jusuf Kalla, foi alvo de uma denúncia formal à Polícia Metropolitana de Jacarta em 12 de abril. A ação foi movida pelo Conselho Executivo Central do Movimento da Juventude Cristã Indonésia (DPP GAMKI) e outras organizações.
A controvérsia se originou a partir de um vídeo de uma palestra de Jusuf Kalla na Mesquita da Universidade Gadjah Mada, em 5 de março.
O clipe, que rapidamente se tornou viral em plataformas como Facebook, TikTok e YouTube, mostra o ex-vice-presidente discorrendo sobre conflitos religiosos em Poso e Ambon, ocorridos entre 1998 e 2002. Em sua fala, Jusuf Kalla teria afirmado que tanto muçulmanos quanto cristãos acreditam na (continue lendo em Tribuna Gospel clicando aqui)
Cristãos mortos durante ataques no Domingo de Ramos na Nigéria (Foto: Reprodução/ICC)
Um tribunal federal de Abuja, na Nigéria, condenou 386 pessoas por acusações de terrorismo, em uma das maiores condenações em massa dos últimos tempos. Os condenados tinham ligações com o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) ou com o Boko Haram, um grupo terrorista mortal fundado no norte da Nigéria.
As condenações ocorrem em um momento em que o governo nigeriano enfrenta forte pressão dos Estados Unidos para conter o terrorismo dentro de suas fronteiras e proteger de forma mais eficaz as comunidades cristãs vulneráveis afetadas pela violência perpetrada por essas organizações terroristas islâmicas.
Relatórios indicam que os condenados receberam penas que variam de cinco anos à prisão perpétua. As autoridades acusaram inicialmente 508 pessoas. Duas foram absolvidas, oito receberam baixa e 112 casos foram adiados, de acordo com autoridades citadas pela BBC.
Embora o governo nigeriano negue a ocorrência de violência com motivação religiosa no país, muitos analistas e organizações da sociedade civil relatam há tempos ataques direcionados a locais de culto cristãos, comunidades e líderes religiosos nas regiões central e norte, onde o ISWAP e o Boko Haram realizam a maioria de seus ataques.
Muitos muçulmanos inocentes também perderam suas vidas ou bens para esses grupos. Ainda assim, o extremismo religioso radical que impulsiona o ISWAP e o Boko Haram resultou em violência particularmente severa contra os cristãos.
Em 2025, os Estados Unidos reincluíram a Nigéria em sua lista de Países de Preocupação Especial (CPC, na sigla em inglês), que designa países com padrões particularmente graves de violações da liberdade religiosa.
Longa história de violência
A Nigéria enfrenta uma significativa violência interna há anos, em grande parte perpetrada por grupos terroristas e pastores fulani militantes. Dezenas de milhares de pessoas foram mortas ou sequestradas por esses grupos, e centenas de milhares foram deslocadas internamente.
O mais proeminente desses grupos militantes é o Boko Haram, que foi fundado como uma escola islâmica em 2002. A partir daí, o grupo rapidamente desenvolveu uma agenda de islamismo radical e, em 2009, lançou uma campanha de violência que continua até hoje.
Embora o grupo tenha se fragmentado e mudado de liderança diversas vezes desde a sua fundação — hoje se autodenominando Jama’tu Ahlis Sunna Lidda’awati wal-Jihad (JAS) — ele manteve suas tendências violentas e uma “escala de prioridades” de alvos, com os cristãos no topo, seguidos pelo governo e pelos muçulmanos que não aderiram ao grupo.
Além de grupos terroristas organizados como o Boko Haram, muitas comunidades se radicalizaram ao longo do tempo e contribuem coletivamente para o número total de mortes no país. Frequentemente desencadeadas por questões como conflitos por pastagens ou recursos hídricos limitados, essas disputas podem rapidamente assumir uma dimensão religiosa, levando à violência contra líderes religiosos, locais de culto e comunidades inteiras conhecidas por sua afiliação religiosa.
Segundo um analista da militância local na Nigéria, o ISWAP está financiando militantes fulani em seus ataques contra agricultores cristãos — um conflito em curso que o ISWAP vê como “mais uma oportunidade para atacar cristãos, que eles consideram um obstáculo fundamental para o estabelecimento de um Estado Islâmico na África Ocidental”. Esse envolvimento reforça ainda mais as conotações religiosas até mesmo dos conflitos locais e destaca a necessidade de combater a perseguição religiosa em todos os níveis de violência na Nigéria.
Entretanto, o governo — sob o presidente cristão Goodluck Jonathan, o presidente muçulmano Muhammadu Buhari e agora Bola Tinubu — há muito tempo falha em fornecer uma resposta eficaz à violência ou proteção adequada para as comunidades vulneráveis que são regularmente alvo de ataques por causa de sua religião, como as do estado de Kaduna, no sul do país, onde certas comunidades cristãs têm sofrido repetidos ataques de extremistas muçulmanos.
Se Tinubu está mesmo empenhado em conter a violência na Nigéria, um fator que ele precisa abordar é a religião. Embora não seja o único fator em jogo — a falta de oportunidades econômicas é outro —, trata-se de um fator crucial que ele não pode se dar ao luxo de ignorar.
Seja por meio de programas para combater o extremismo religioso ou por meio de esforços direcionados para fornecer segurança a comunidades cristãs vulneráveis em áreas assoladas pela violência, Tinubu só poderá avançar significativamente rumo à paz se estiver disposto a abordar as tensões religiosas presentes em seu país.
Folha Gospel com informações de International Christian Concern
A Índia propôs a criação de um Conselho Nacional de Bem-Estar Cristão para tratar de questões que afetam os cristãos, particularmente aquelas relacionadas ao direito pessoal e às práticas comunitárias.
Embora a mídia tenha anunciado a proposta na semana passada, nenhum pronunciamento oficial do governo foi feito.
A proposta já gerou debates entre organizações cristãs e políticos sobre seu alcance e intenções, com alguns argumentando que ela poderia prejudicar a autonomia da igreja.
O governo do BJP ocasionalmente tenta atrair os cristãos minoritários com tais propostas, mas não tomou medidas claras e visíveis contra o discurso de ódio e a violência contra os cristãos em todo o país.
Consequentemente, alguns membros da comunidade cristã encaram essas propostas do BJP com cautela.
A proposta do Conselho Nacional de Bem-Estar Cristão está ligada às próximas alterações na Lei de Regulamentação de Contribuições Estrangeiras (FCRA). Essas mudanças permitem que as autoridades, possivelmente o conselho, controlem os ativos de organizações que perderem ou não renovarem suas licenças da FCRA.
A organização International Christian Concern (ICC) relatou anteriormente que os cristãos indianos consideram que as emendas à FCRA concedem controle governamental excessivo sobre organizações minoritárias que recebem fundos estrangeiros.
Alguns críticos descreveram as alterações da FCRA como restritivas e levantaram preocupações constitucionais.
Os críticos também veem a proposta do conselho de assistência social cristã como parte de um plano mais amplo relacionado à concessão do status de “microminoria” aos cristãos. O conselho funcionaria como um órgão quase judicial com representantes do governo estadual.
As áreas de atuação incluem os direitos relacionados ao casamento e ao funeral, a proteção da escolha religiosa de crianças nascidas em casamentos inter-religiosos e a garantia de acesso ao culto religioso.
Os críticos afirmam que vincular o Conselho à gestão de ativos da FCRA poderia expandir consideravelmente o controle do Estado sobre os bens e operações da igreja.
Jose K. Mani, líder do Congresso de Kerala, classificou a proposta como uma tentativa de minar a autoridade da igreja, que opera sob o Cânon Cristão.
Folha Gospel com informações de International Christian Concern
Ser mãe hoje parece exigir da mulher um desempenho impecável em todas as áreas, da carreira à criação dos filhos. E isso faz com que muitas se sintam insuficientes, como se nunca fossem o bastante ou do jeito que o mundo idealizou. No livro Maternidade sem apuros, da editora Mundo Cristão, a autora Renata Veras conversa diretamente com esse coração sobrecarregado e oferece uma solução libertadora: abrir mão da ideia de autossuficiência e acolher a própria vulnerabilidade.
Com especialização em Psicopedagogia, Renata une preparo acadêmico e a vivência prática de quem educa as filhas Valentina e Carolina. Ao longo da obra, ela retrata temas que percorrem desde a gestação até a primeira infância: a exaustão física, o peso da responsabilidade e o “tribunal domiciliar de pequenas causas”. O livro também mergulha em águas profundas e pouco visitadas, como a culpa pela infertilidade e consolo para o luto gestacional.
A maternidade, para Renata, passa longe das idealizações românticas. Em vez disso, escreve sobre a experiência como ela é, cheia de falhas, limites e aprendizados constantes. Ao questionar a ideia da “mãe perfeita”, a escritora defende que mães reais criam filhos reais: não é preciso carregar o mundo nas costas o tempo todo. Existe valor também nos erros, no inacabado e no que ainda está sendo construído. “Talvez o primeiro passo seja admitir que somos imperfeitas, limitadas e que, sozinhas, não damos conta de tudo”, assume.
Com uma narrativa direta e íntima, a autora compartilha as próprias cicatrizes para criar uma conexão real com a leitora. Ao final de cada capítulo, a seção “Para reflexão” funciona quase como uma pausa para trazer o conteúdo na prática para o cotidiano. Maternidade sem apuros não pressiona, dita regras ou aumenta a cobrança, mas ajuda cada mãe a recalcular a rota e curtir essa experiência, especialmente quem está começando ou já se sente cansada da rotina.
Sobre a autora: Renata Veras é mãe da Valentina e Carolina, casada com Valberth Veras. Mestre em Teologia Sistemática e formada em Teologia e em Educação com especialização em Psicopedagogia, desenvolve seu ministério como membro da Igreja Batista Maanaim e como coordenadora e professora no Seminário e Instituto Bíblico Maranata
Ficha técnica Título: Maternidade sem apuros Subtítulo: A graça suficiente de Cristo para mães insuficientes Editora: Mundo Cristão Autora: Renata Veras Onde encontrar: Amazon (compre aqui)
Uma operação policial deflagrada nesta sexta-feira (17/4) em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, Maranhão, resultou na prisão do líder da igreja Shekinah House Church. O falso pastor, investigado há dois anos, foi detido sob acusações graves que incluem estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.
A ação, denominada “Falso Profeta”, foi conduzida pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) com o apoio da Polícia Militar (PMMA). A prisão ocorreu no bairro Recanto do Poeta, em um espaço vinculado à igreja onde residiam entre 100 e 150 fiéis. O pastor foi encontrado em seu quarto, acompanhado de outro dirigente da instituição. As investigações já identificaram, até o momento, entre cinco e seis vítimas dos crimes investigados.
Pastor comandava fiéis em ambiente de abuso
Segundo o delegado Sidney Oliveira, titular da Delegacia de Paço do Lumiar, o pastor, que é casado, é suspeito de ter abusado sexual e psicologicamente de fiéis, incluindo homens, mulheres e até mesmo menores de idade. As investigações revelaram práticas de castigo físico dentro da comunidade religiosa. Vídeos apreendidos pela polícia mostram fiéis sendo espancados como medida punitiva.
Documentos encontrados no local também indicam um controle rígido sobre os fiéis. Papéis foram apreendidos com frases escritas à mão, como “Eu preciso aprender a respeitar o meu líder”, repetida dezenas de vezes por diferentes indivíduos. Celulares e cartões de crédito dos fiéis também foram recolhidos pela polícia, levantando suspeitas sobre a prática de estelionato e controle financeiro.
Relatos de ex-fiéis confirmam abusos
A gravidade das acusações é reforçada por relatos de ex-membros da igreja. Em depoimento nas redes sociais, um homem detalhou sua experiência na igreja em 2013, afirmando ter sofrido severos abusos. Ele relatou ter sido agredido fisicamente, junto com seu primo, e submetido a choques elétricos. De acordo com o relato, o falso pastor afirmava que eles possuíam demônios que precisavam ser retirados. Mesmo após conseguirem deixar a congregação, o ex-fiel mencionou que foram alvo de pragas lançadas pelo líder religioso.
A operação “Falso Profeta” demonstra o desfecho de uma investigação que se estendeu por dois anos, expondo uma rede de abusos que operava sob o manto da liderança religiosa. As autoridades continuam os trabalhos para identificar todas as vítimas e reunir provas contra o pastor e outros envolvidos.
Dallas Jenkins, criador da série ‘The Chosen’ e sua esposa Amanda Jenkins (Foto: Reprodução)
Amanda Jenkins, esposa de Dallas Jenkins, criador da popular série de TV ‘The Chosen’, enfrentou uma batalha contra o câncer, submetendo-se a uma mastectomia dupla após ser diagnosticada com a doença. A notícia foi compartilhada pelo próprio Dallas Jenkins durante uma conversa no podcast “No Limbs No Limits”, apresentado pelo evangelista Nick Vujicic.
Foto publicada por Franklin Graham no início de abril. (Fonte: IG @franklin_graham.)
O evangelista e CEO da Samaritan’s Purse, Franklin Graham, divulgou um comunicado na manhã de quinta-feira, 16, minimizando a reação negativa à publicação, agora excluída, do presidente Donald Trump nas redes sociais, na qual ele aparece como uma figura semelhante a Cristo, vestida com uma túnica, com luz emanando de suas mãos.
“Não acredito que o presidente Trump tenha se retratado conscientemente como Jesus Cristo; isso certamente seria inapropriado ”, disse Graham. “Aprecio que o presidente tenha deixado bem claro que não acreditava que as imagens geradas por IA representassem isso; ele pensou que se tratava de um médico ajudando alguém e, quando soube das preocupações, apagou a publicação imediatamente.”
No último domingo, o presidente publicou o controverso retrato na plataforma Truth Social, e ao meio-dia de segunda-feira ele já havia sido removido. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca naquele dia, o presidente dos EUA disse: “Sim, eu o publiquei, e pensei que fosse eu como médico e que tivesse algo a ver com a Cruz Vermelha… Havia um funcionário da Cruz Vermelha ali, o que apoiamos.”
Na quarta-feira, Trump publicou outra imagem mostrando Jesus o abraçando em um pódio em frente a uma bandeira americana. A legenda, publicada por uma conta chamada Irish for Trump, sugeria que “Deus poderia estar jogando sua carta na manga”. O presidente acrescentou à publicação: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!”. A imagem foi compartilhada por usuários do X que consideraram a ação mais uma ofensa.
Ao ver essa nova imagem, Graham expressou sua aprovação e acusou os detratores de Trump de serem motivados por más intenções. “Acredito que seus inimigos estão sempre ansiosos para aproveitar qualquer oportunidade para fazê-lo parecer mal”, escreveu ele.
Ele também afirmou: “Devo dizer que gosto da imagem de Jesus sussurrando em seu ouvido, ou pelo menos com a mão em seu ombro, guiando-o. Todos nós precisamos disso; todos nós precisamos ouvir Jesus”, disse ele.
A primeira publicação de Trump gerou condenação de vários ex-apoiadores do presidente nas redes sociais, incluindo o influenciador Riley Gaines, que comentou: “Sinceramente, não consigo entender por que ele postaria isso. Ele está buscando uma resposta? Ele realmente pensa isso? De qualquer forma, duas coisas são certas: 1) Um pouco de humildade lhe faria bem; 2) Deus não se deixa escarnecer.”
Franklin Graham e o Vaticano
A defesa de Trump feita por Graham ocorre em meio à disputa pública em curso entre o presidente e o Papa Leão XIV sobre a guerra no Irã, que Graham defendeu no mês passado citando o exemplo bíblico do Rei Davi.
Em sua declaração de quinta-feira, Graham expressou a esperança de que o representante da Igreja Católica pudesse um dia se encontrar com Trump para agradecê-lo por seus esforços na proteção da liberdade religiosa.
Ele também escreveu: “Não sou católico, sou evangélico, mas valorizo a forma como o presidente Trump defendeu a liberdade religiosa de pessoas de todas as crenças, incluindo milhões de evangélicos e católicos nos Estados Unidos e em todo o mundo. Ele é o presidente mais cristão e pró-vida que já conheci, e não faz segredo disso.”
Graham, pastor e apoiador de longa data do presidente, tem aparecido repetidamente nas notícias nas últimas semanas. No Domingo de Ramos, Trump divulgou uma carta particular que o evangelista lhe enviou em outubro passado, na qual o instava a considerar seriamente seu destino eterno, aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e parar de confiar em suas próprias obras se quisesse ir para o Céu.
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Especulações sobre um possível renascimento religioso nos EUA foram contraditas por uma nova pesquisa nacional que sugere que pouca coisa mudou nos hábitos ou identidades religiosas dos americanos no último ano.
O mais recente Censo de Religião Americana de 2025 do Instituto de Pesquisa de Religião Pública (PRRI) constatou que a filiação religiosa permaneceu amplamente estável, sem evidências claras de um retorno generalizado à vida religiosa nos EUA.
Conforme afirma o relatório: “Apesar das notícias em contrário veiculadas pela mídia, a afiliação religiosa entre os americanos mudou pouco no último ano.”
O estudo se baseia em uma amostra aleatória de cerca de 40.000 adultos em todos os 50 estados, utilizando amostragem por endereço projetada para refletir a população dos EUA. Os pesquisadores afirmam que a escala e a metodologia fornecem um dos retratos mais detalhados da religião na América hoje.
Embora algumas discussões na mídia e em círculos políticos tenham apontado para um renovado interesse pela fé, particularmente entre os homens mais jovens, os dados sugerem o contrário.
A frequência semanal à igreja não se recuperou. Cerca de 26% dos americanos disseram que frequentavam cultos religiosos pelo menos uma vez por semana em 2025, o mesmo percentual do ano anterior e uma queda em relação aos 31% registrados em 2013.
Entretanto, o número daqueles que afirmaram frequentar as aulas raramente ou nunca frequentá-las aumentou drasticamente, chegando agora a 53%, em comparação com 42% há uma década.
O panorama religioso geral também parece estável.
Dois terços dos americanos (66%) se descrevem como cristãos, enquanto 28% dizem não ter nenhuma afiliação religiosa – um número que se estabilizou após anos de crescimento.
Os principais grupos cristãos, incluindo protestantes evangélicos brancos (13%), protestantes tradicionais brancos (13%) e católicos brancos (12%), não apresentaram mudanças desde 2024.
As religiões não cristãs e os cristãos não brancos também permaneceram estáveis.
A estabilização no índice de desfiliação religiosa é notável, mas os pesquisadores alertam que isso não deve ser confundido com uma reversão das tendências de longo prazo.
A proporção de americanos sem identidade religiosa aumentou significativamente na última década, passando de 21% em 2013 para 28% em 2025, embora esse crescimento tenha diminuído agora.
Entre os americanos mais jovens, frequentemente no centro das narrativas de renascimento religioso, não houve nenhuma mudança significativa, indica o estudo.
Os americanos mais jovens continuam significativamente menos religiosos do que as gerações mais velhas, tanto em termos de identidade quanto de prática religiosa – quase 40% dos adultos entre 18 e 29 anos se descreveram como não religiosos.
Uma crescente desigualdade de gênero também está surgindo.
Embora os níveis de afiliação religiosa entre os jovens do sexo masculino tenham permanecido estáveis, as jovens do sexo feminino estão cada vez menos propensas a se identificar com uma religião, com 43% delas se descrevendo como não afiliadas, enquanto o número para os jovens do sexo masculino é de 35%.
O relatório destaca diferenças marcantes na identidade religiosa entre os diferentes espectros políticos.
Os republicanos são muito mais propensos a se identificar como cristãos brancos (68%), enquanto os democratas são mais diversos religiosamente, com proporções maiores de cristãos não brancos (34%), crentes não cristãos (8%) e pessoas sem filiação religiosa (34%).
A identidade religiosa também se cruza com a sexualidade.
Menos de 40% dos americanos LGBTQ se identificam com o cristianismo, enquanto entre os americanos heterossexuais esse número chega a 69%.
Indivíduos LGBTQ também são significativamente mais propensos a dizer que não têm nenhuma afiliação religiosa – 51% em comparação com apenas 25% dos americanos heterossexuais.
Embora alguns observadores tenham apontado sinais de um renovado interesse espiritual nos EUA, os dados sugerem uma interpretação mais cautelosa. A identidade religiosa não está diminuindo no mesmo ritmo que nos anos anteriores, mas também não está se recuperando.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Show de fogos de artifício no Magic Kingdom, Disney World. (Foto: Jaime Creixems/ Unsplash)
A Disney World parece ter dado um passo atrás em sua política de linguagem neutra, retomando a tradicional saudação “senhoras e senhores” em seus parques temáticos. A mudança, percebida por fãs e que rapidamente repercutiu nas redes sociais, marca um possível retorno a uma comunicação mais familiar após anos de adaptações para promover a inclusão.
A volta da expressão “Ladies and gentlemen” foi notada em anúncios internos, especificamente no monotrilho expresso do Magic Kingdom, em Orlando. Um perfil dedicado a parques temáticos no X, chamado “Theme Park Cheetah”, compartilhou um vídeo registrando o momento, celebrando o retorno da saudação que havia sido descontinuada por volta de 2021.
Em 2021, a Disney Parks havia anunciado uma estratégia de comunicação mais inclusiva, buscando que os visitantes se sentissem representados. O objetivo era cultivar um ambiente onde todas as pessoas se sentissem bem-vindas e valorizadas por suas identidades únicas. Na época, a empresa substituiu saudações como “Ladies and gentlemen, boys and girls” (Senhoras e senhores, meninos e meninas) por frases mais abrangentes, como “Good evening, dreamers of all ages” (Boa noite, sonhadores de todas as idades).
Vivian Ware, gerente de diversidade e inclusão da Disney, comentou sobre essas mudanças em uma videoconferência em março de 2022. Ela destacou o desejo da companhia de celebrar a aliança, o apoio mútuo e a busca por visões e ideias diversas como contribuições essenciais para o sucesso coletivo. A intenção era clara: criar um ambiente onde todos se sentissem acolhidos e valorizados.
Até o momento, a Disney não emitiu um comunicado oficial confirmando se a retomada da saudação “senhoras e senhores” representa uma mudança geral de política ou se trata de uma alteração pontual em comunicações específicas. A repercussão nas redes sociais sugere que os fãs estão atentos a essas alterações.
A adoção inicial da linguagem neutra visava refletir a diversidade do público e garantir que todos se sentissem representados nas experiências oferecidas. O retorno da saudação tradicional pode indicar uma reavaliação das estratégias de comunicação da empresa, buscando um equilíbrio entre a inclusão e a preservação de elementos clássicos que fazem parte da identidade da marca há décadas. A forma como a Disney continuará a navegar por essas questões definirá a experiência de seus visitantes nos próximos anos.
Folha Gospel com informações de Guia-me e Fox Business
Igreja Batista, em Zaporíjia, na Ucrânia, destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)
Um novo e devastador ataque russo contra a Ucrânia intensificou o conflito nesta quinta-feira (16), resultando na destruição de um templo na cidade de Zaporíjia e na morte de um líder evangélico. O bombardeio, que utilizou dezenas de mísseis e centenas de drones, atingiu diversas regiões do país, causando um rastro de destruição e perdas significativas.
O missionário Lyubomyr Matveyev, atuante na Ucrânia e ligado à Junta de Missões Mundiais (JMM), relatou a tensão vivida durante a noite em uma mensagem enviada ao pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM. “Tivemos uma noite bem complicada. Estamos bem, graças a Deus, mas na cidade de Zaporíjia um míssil russo atingiu a nossa igreja, destruiu o templo e causou a morte de um dos líderes”, detalhou Matveyev.
A ofensiva russa, descrita por autoridades ucranianas como uma das mais difíceis dos últimos meses, lançou cerca de 700 drones, além de mísseis balísticos e de cruzeiro. O ataque deixou um saldo trágico de ao menos 18 mortos, incluindo uma criança, e mais de 100 feridos. As ações provocaram danos em áreas urbanas e atingiram diferentes cidades ucranianas.
A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado a maior parte dos projéteis, neutralizando a maioria das ameaças aéreas. Contudo, parte dos ataques conseguiu atingir alvos em pelo menos 26 localidades. Cidades como Kherson e Mykolaiv sofreram interrupções no fornecimento de energia em decorrência dos impactos.
Diante da gravidade da situação, o pastor João Marcos reforçou o pedido de intercessão pela Ucrânia, pelo fim da guerra e pela proteção dos missionários que atuam no país. O episódio ocorre enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, busca reforçar os sistemas de defesa aérea em uma agenda internacional pela Europa, visitando Alemanha, Noruega e Itália.
Em declaração pública, Zelensky criticou a resposta internacional, afirmando: “Mais uma noite mostra que não há espaço para flexibilização ou alívio de sanções neste momento”. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo declarou que a ofensiva foi uma retaliação a ataques ucranianos anteriores, com alvos em instalações militares e estruturas de apoio às forças armadas ucranianas. Drones também atingiram a região portuária de Tuapse, no Mar Negro, resultando em mortes, feridos e um incêndio de grandes proporções.