Bandeira da Coreia do Norte (Foto: Portas Abertas)
A Portas Abertas estima que haja 400 mil cristãos na Coreia do Norte. Eles não frequentam igrejas e nem podem se reunir com outros seguidores de Jesus. Caso possuam Bíblias e forem pegos pelas autoridades, serão interrogados, agredidos e até executados instantaneamente.
Aplicar o discipulado nos moldes da igreja livre na Coreia do Norte é uma tarefa impossível. Por isso, a criatividade e o discernimento são essenciais para levar as mensagens bíblicas aos cristãos norte-coreanos.
Por meio de programas de rádio clandestinos transmitidos de países vizinhos, cristãos secretos na Coreia do Norte têm acesso a discipulado, leituras bíblicas, louvores, sermões, testemunhos e treinamento.
Sem barreiras para o evangelho
O regime norte-coreano tentou impedir as transmissões de rádio com bloqueios de sinal e vigilância rigorosa. Mas os rádios ainda conseguem entrar no país. Cada transmissão é um milagre silencioso.
“O governo pode monitorar quase tudo, mas não pode impedir as ondas de rádio na fronteira. As pessoas sempre falam sobre os norte-coreanos fugindo para a China, mas a maioria dos cristãos jamais sairá de seu país de origem. O rádio é uma ligação vital com o corpo de Cristo do outro lado”, explica Simon Lee (pseudônimo), coordenador do ministério da Portas Abertas entre os norte-coreanos.
Um dos cristãos beneficiados pelas transmissões agradece: “Somos muito gratos por suas transmissões. Esperamos que Deus sopre nova vida neste ‘vale de ossos secos’ [Ezequiel 37]”. Outro norte-coreano testemunha: “Vocês nos permitem ouvir a voz de Deus. Temos sede do Espírito Santo, e vocês saciam a nossa sede”.
E um terceiro cristão espera por um futuro cheio da presença do Senhor: “Desejo que, por meio das transmissões, o Reino de Deus se expanda por toda a península coreana, produzindo frutos abundantes no ministério. Tenha certeza de que compartilharemos o que aprendemos com nossos amigos e familiares, mesmo que não sejam cristãos”.
Cristãos norte-coreanos precisam crescer na fé e resistir à perseguição extrema do regime. Neste Natal, mostre que eles podem contar com você. Faça uma doação e fortaleça nossos irmãos por meio de discipulado via programas de rádio clandestinos.
Homem com uma Bíblia na mão em frente a um centro de candomblé (Foto: Reprodução/Folha Gospel/Canva IA)
O mandamento de Jesus “Ame o seu próximo como a si mesmo” (João 15:12) parece ter sido esquecido por alguns cristãos. Isso porque 59% das agressões por racismo religioso seriam cometidas por evangélicos, segundo uma pesquisa divulgada no Seminário Nacional da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro), realizada com a participação da Coordenação de Liberdade Religiosa (CGLIB) e da Secretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Também colaboraram o Grupo de Pesquisa Museologia Experimental e Imagem (MEI) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Instituto Raça e Igualdade. A pesquisa ouviu líderes de 511 terreiros em diversas regiões do país, que relataram ataques físicos, emocionais e simbólicos.
Os evangélicos aparecem como o grupo principal por trás das agressões registradas. O levantamento apontou que 77% dos terreiros entrevistados sofreram racismo religioso e 74% das lideranças relataram ameaças ou destruição de casas sagradas. Apenas cerca de 26% das vítimas conseguiram registrar boletins de ocorrência.
O pastor Helio Carnassale, palestrante e consultor internacional em Liberdade Religiosa e mestre em Ciências da Religião, explica que infelizmente isso ainda acontece por conta da intolerância religiosa, ou seja, muitos crentes acreditam que a sua religião é a certa e que todas as outras crenças estão eradas, por isso devem ser “punidas”.
“Toda manifestação de intolerância religiosa que se consuma com violência verbal, física, emocional, parte de um senso de exclusividade, ou seja, a pessoa pensa que existe apenas uma verdade absoluta e todos aqueles que diferem dessa verdade, não merecem espaço, nem voz, nem o direito de escolher. Se isso acontece, estamos negando o princípio de reconhecer que liberdade religiosa é um direito de todos e pode ser usufruído sem nenhuma restrição ou consequência com respeito à escolha”, ressalta.
Segundo Carnassale, o fato da pessoa não concordar com a escolha da religião do outro não lhe dá o direito de ser violento. “Eu posso discordar completamente dos motivos religiosos de quem quer que seja, mas isso não me dá o direito de partir para agressão ou violência. O mesmo direito que tenho de escolher a minha fé e praticar a minha religião, o outro também tem. Esse princípio está garantido na nossa Constituição Federal e é um princípio importantíssimo que dá dignidade ao ser humano”, alerta.
Bíblia é contra a intolerância religiosa
Além disso, o pastor lembra que a intolerância religiosa é totalmente contrária aos princípios bíblicos. Ele cita Mateus 22, quando o Jesus diz, “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento. Esse é o grande e primeiro mandamento. O segundo semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
E também Mateus 5:43, “Ouvistes o que foi dito o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu porém vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o sol sobre bons e maus e vir chuva sobre justos e injusto”. E completa com do Mateus 7:12: “Tudo quanto pois quereis que os homens vos façam, assim fazei vós também a eles, porque esta é a lei dos profetas”.
“Esses três princípios da vida cristã seriam mais do que suficientes para impedir qualquer ato odioso, discurso odioso, perseguição, injúria e violência por qualquer razão e ainda mais especialmente por escolha religiosa. O cristianismo é a religião do amor”, enfatiza.
Cultos são interpretados como nocivos por alguns evangélicos, diz pastor
Já o pastor Amauri Oliveira, presidente da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT), acredita que não faz sentido falar em “racismo religioso”, uma vez que o racismo está relacionado à raça e não à crença. Ele aponta dados do IBGE de 2022, onde mostram que 42,7% dos praticantes de religiões afro-brasileiras são brancos, 33,1% são pardos e apenas 17,1% são pretos.
“Esse dado demonstra que a questão religiosa transcende a racial, e, nesse aspecto, considero que a pesquisa parte de uma premissa equivocada. Além disso, um segundo fator, em uma análise honesta, é possível observar que há um olhar mais agressivo dos evangélicos em relação a essas religiões, pela essência delas”, afirma.
Na visão de Oliveira, os “caboclos” ou orixás, comumente chamados de deuses ou entidades invocadas nas religiões de matriz africana, para os evangélicos, são frequentemente vistas como demônios, e, portanto, tais cultos são interpretados como nocivos tanto para seus praticantes quanto para o país como um todo.
“Na visão dos evangélicos, os demônios são inimigos; assim, seus ‘adoradores’, em associação a essas entidades, também acabam sendo vistos equivocadamente como ‘inimigos’. Dessa percepção surge a agressividade errônea de alguns evangélicos em relação a esses locais e estilos de culto. Entendo que isso não se relaciona ao racismo; o que incomoda os evangélicos não é a cor dos seguidores desses cultos, mas sim as entidades invocadas neles, ou seja, a própria natureza dessas práticas”, justifica.
Por outro lado, o pastor reconhece a necessidade de respeito aos adeptos dessas religiões e a seus espaços sagrados. “Mas grande parte de nós, evangélicos, não compartilha desse entendimento. Em minha percepção, os mais hostis a essas religiões, e que se mostram mais agressivos e desrespeitosos, são o seguimento evangélico neopentecostal, e entre eles em grande parte são ex-praticantes desses cultos”, pontua.
Para o pastor Sandro de Oliveira Lopes, líder da Igreja do Evangelho Quadrangular de Itapuã, em Vila Velha, região da Grande Vitória, como não há detalhes sobre a metodologia da pesquisa, nem a nem como esses dados foram aferidos, é difícil estimar a realidade desse preconceito praticado por evangélicos.
“Não estou dizendo que ele não existe, mas sim que sem sabermos o número de pessoas entrevistadas, sua escolaridade, renda per capita, tempo que frequenta uma igreja, localidade geográfica dentre outros fatores acho vagos esses números. Os fatores podem ser os mais diversos, porém acredito que todos têm o direito de cultuar o que acharem por direito. Vivemos em um estado laico onde o qual a liberdade de culto deve ser livre”, finaliza.
Treze cristãos foram sequestrados por um grupo paramilitar na Nigéria, após um confronto no estado de Kogi.
O incidente começou com um ataque de homens armados à Primeira Igreja Evangélica “Winning All” durante um culto de domingo. Cinco dos atacantes foram mortos quando um grupo de caçadores locais ofereceu resistência armada.
Informações locais sugerem que o grupo militante foi expulso por vigilantes durante uma tentativa de ataque a uma escola há três semanas.
Os serviços de segurança da Nigéria têm sido frequentemente criticados pela sua incapacidade de prevenir adequadamente esses ataques. Muitas vezes ausentes, e mesmo quando presentes, as forças de segurança por vezes mostram-se demasiado mal equipadas para fazerem algo mais do que desviar os militantes de um alvo para outro.
Em resposta ao fluxo constante de ataques, no mês passado o presidente nigeriano Bola Ahmed Tinubu anunciou um aumento de quase o dobro do efetivo policial e declarou estado de emergência de segurança em todo o país.
Os serviços de segurança estão agora trabalhando com os caçadores para encontrar as 13 pessoas que foram sequestradas no ataque. As buscas estão concentradas na floresta de Ejiba.
Desde meados de novembro, ocorreram pelo menos oito ataques, resultando em cinco mortes e mais de 180 pessoas sequestradas, a maioria das quais permanece em cativeiro. Mais de 300 alunos e 12 funcionários foram sequestrados em um único ataque a uma escola católica em novembro. Mais de 150 já foram libertados ou conseguiram escapar.
Há preocupações de que o período natalino possa testemunhar uma escalada da violência. No início deste ano, o bispo católico Wilfred Anagbe afirmou que massacres durante festividades cristãs estavam se tornando ” habituais ” em algumas partes do país. Em 2023, militantes fulani lançaram uma série de ataques devastadores na véspera de Natal, incendiando oito igrejas e matando centenas de pessoas.
Sobre os últimos ultrajes, o CEO da Christian Solidarity Worldwide, Scot Bower, disse: “É lamentável que, mesmo enquanto o governo da Nigéria demonstra ter os recursos e a capacidade de ajudar a pôr fim a um golpe de Estado no vizinho Benin, tenha dificuldades em fornecer uma intervenção e proteção igualmente rápidas aos seus cidadãos.
“Embora a CSW acolha e faça coro com o apelo da Assembleia Nacional para o destacamento de segurança em estradas vulneráveis, instamos as autoridades nigerianas a irem ainda mais longe, garantindo a segurança das igrejas em áreas que têm registado um aumento de ataques à medida que o Natal se aproxima.”
“Os governos, tanto a nível estadual como federal, devem trabalhar em conjunto para garantir a proteção dos cristãos e das suas comunidades, particularmente em zonas de conflito de longa data como Benue, Plateau, Taraba e o sul de Kaduna, e em zonas emergentes como os estados de Kogi e Kwara.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Igreja Tal Tawil atingida por bombardeios em 2015, quando o Estado Islâmico atacou aldeias assírias no Vale do Khabur. (Foto: Portas Abertas)
Com raízes de dois milênios, a presença cristã na Síria sofreu uma redução alarmante: 80% desde 2011, segundo relatório divulgado pela organização “Oeuvre d’Orient” (Obra do Oriente, em português).
Essa tradição remonta aos primeiros séculos do Cristianismo. A região é considerada um dos berços da fé cristã, mencionada no Novo Testamento como parte das rotas missionárias dos apóstolos.
Cidades como Antioquia, hoje no território sírio, foram centros fundamentais para a difusão da mensagem cristã e para a formação das primeiras comunidades.
Essa longa história confere à presença cristã na Síria um valor cultural e espiritual único, tornando sua redução atual um marco preocupante para a diversidade religiosa e para a preservação de um patrimônio histórico milenar.
Esse cenário histórico contrasta de forma dramática com a realidade atual: restam hoje cerca de 300 a 400 mil cristãos, em sua maioria idosos, o que indica risco de desaparecimento da comunidade no país.
Prisões, torturas e abusos
A violência atingiu todos os sírios, mas a comunidade cristã parece ter sido a mais afetada. Bairros cristãos como Midan, em Aleppo, situados na linha de frente, foram especialmente vulneráveis.
Junto a outras minorias, sofreram nas mãos de grupos terroristas islâmicos.
Vincent Gélot, gerente de projetos da Oeuvre d’Orient na Síria e no Líbano, relata o drama vivido em Raqqa, onde o Estado Islâmico impôs taxas aos cristãos e praticou prisões arbitrárias, tortura e outros abusos.
Ele também menciona, por exemplo, o sequestro de 230 civis, incluindo cerca de 60 cristãos siríacos, 45 mulheres e 19 crianças em Al-Qaryatayn, em 2015.
O patrimônio cristão também sofreu grandes perdas. Durante a guerra, locais de culto foram danificados e alguns foram alvos deliberados.
Êxodo cristão
O êxodo foi impulsionado por guerra civil, perseguições religiosas, sanções internacionais, serviço militar obrigatório e o terremoto de 2023. Ataques contra igrejas e sequestros por grupos extremistas agravaram a situação.
Em Deir Ezzor, hoje 75% destruída, restam apenas quatro cristãos – um número que contrasta com os 7 mil antes da guerra iniciada em 2011.
O conflito já tirou mais de 520 mil vidas, gerou 7 milhões de refugiados e deslocou outros 6 milhões. Dezenas de milhares continuam desaparecidos.
Embora tenha se apresentado como protetor das minorias religiosas, o regime de Bashar al-Assad não conseguiu evitar o êxodo cristão durante a guerra civil.
A prolongada instabilidade, somada à repressão política e às sanções internacionais contra o governo, agravou a crise econômica e social, tornando a permanência das comunidades cristãs cada vez mais difícil. Além disso, a falta de garantias de segurança e liberdade religiosa em áreas sob controle estatal contribuiu para que muitos buscassem refúgio no exterior.
Rede de apoio
Embora as estatísticas sejam limitadas em um país que sai de 14 anos de guerra, dados fornecidos pelas próprias comunidades indicam que cerca de 2 milhões de pessoas são beneficiadas pela rede de associações cristãs, segundo a organização.
No campo humanitário e social, incluindo o apoio a pessoas com deficiência e a promoção da reconciliação, os cristãos atuam por meio de uma ampla rede de organizações.
Muitas delas surgiram durante a guerra, destacou Gélot, em videoconferência.
A Oeuvre d’Orient, em parceria com o Hope Center Syria, ressalta que cerca de 117 mil sírios de diferentes religiões recebem atendimento todos os anos em quatro hospitais cristãos localizados em Damasco e Aleppo, considerados “entre os melhores do país pela qualidade e capacidade de serviço”, segundo Gélot.
Educar as crianças
A educação é “uma grande prioridade”. As Igrejas estão profundamente envolvidas na educação, administrando 57 escolas que educam 30 mil alunos em todo o país.
Crianças de diferentes religiões estão matriculadas, promovendo o aprendizado de valores de paz e tolerância, além das disciplinas tradicionais.
Estão em curso negociações para recuperar 30 das 67 escolas que foram confiscadas pelo Partido Baath.
Em áreas devastadas pela guerra, como Deir Ezzor e Suwayda, recuperar uma escola seria crucial para “reacender a atividade missionária” e “restabelecer conexões entre a pequena minoria cristã local e o restante da população”.
O relatório alerta para sinais de islamização e discriminação nos materiais escolares, pedindo mecanismos de justiça e fundos internacionais para garantir diversidade religiosa.
Um decreto ministerial, aplicável ao ano letivo atual, propõe uma reinterpretação da história síria; “os nomes de deuses que remontam ao período pré-islâmico foram removidos”, relata seu chefe de missão no país.
Declínio econômico e demográfico brutal
A comunidade cristã ainda paga o preço da guerra ainda hoje.
Segundo Gélot, eles perderam propriedades, terras e sofreram um declínio social.
“Atualmente, 90% da população síria vive abaixo da linha da pobreza, e os cristãos fazem parte dessa população empobrecida. É também uma comunidade que sofreu um declínio massivo. 80% da comunidade cristã, que estava presente há 2.000 anos, desapareceu em apenas quatorze anos. É brutal”, relata.
Em Aleppo, apenas um sexto dos cristãos que viviam na cidade antes da guerra permanece.
Homens carregam bebês em meio aos escombros, após ataque aéreo na Síria
Mas “entre os 20% de cristãos que permanecem, estamos lidando com uma comunidade bastante idosa. Mais de 50% dos membros dessa comunidade têm mais de 50 anos”.
“Portanto, estamos diante de uma pirâmide etária invertida, com um declínio acentuado no número de jovens em relação aos idosos”, explica o chefe da missão da Oeuvre d’Orient na Síria.
Ataques a igrejas
Concluído em setembro, o relatório também aborda os primeiros meses sob as novas autoridades sírias.
O país ganhou fôlego econômico com o fim das sanções internacionais, mas antigas divisões voltaram à tona após 54 anos de ditadura da família Assad e anos de guerra.
A violência comunitária explodiu em março, no litoral, contra os alauítas e, em junho, contra os cristãos, durante o ataque à igreja de Mar Elias.
“Nunca durante a guerra uma igreja havia sido atacada durante a Missa”, destacou Vincent Gélot, que, para enfatizar a raridade desse tipo de violência, lembrou os atentados contra igrejas ortodoxas coptas e seus fiéis no Egito em 2016 e 2017, além do ataque à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Bagdá, em 2010.
Mais recentemente, a comunidade drusa também passou a ser alvo de ataques, com populações deslocadas. De Homs a Latakia, passando por Hama, foram registrados problemas de segurança.
Mulheres alauítas chegaram a ser sequestradas por grupos isolados, e, segundo relatos, “as novas autoridades permitiram que isso acontecesse”.
Atualmente, há um diálogo aberto entre as Igrejas e o presidente de transição em Damasco. Reuniões já foram realizadas com o presidente Al-Sharh, nas quais patriarcas e bispos apresentaram suas perspectivas sobre “o que está funcionando e o que não está”.
Muçulmanos na província de Java Ocidental, na Indonésia, estão exigindo o fechamento de uma igreja católica, alegando que as reformas para o Natal não têm autorização, disseram fontes.
Um grupo de 20 muçulmanos, denominado Agência Islâmica de Empoderamento e Desenvolvimento (BP2UI), exigiu em 6 de dezembro a demolição do prédio da Igreja Católica de São Vicente A. Paulo, na vila de Tlajung Udik, distrito de Gunung Putri, regência de Bogor, segundo relatos da mídia local.
Os manifestantes desfraldaram faixas com os dizeres: “Fechem e derrubem as igrejas ilegais”.
“Fechem e desmantelam igrejas que manipulam regulamentos”, “Fechem e desmantelam igrejas que traem a comunidade”, “Fechem e desmantelam igrejas que espalham calúnias”, “Fechem e desmantelam igrejas que incitam conflitos” e “Fechem e desmantelam igrejas que dividem a nação”.
O porta-voz da BP2UI, Anhari Sulthoni, disse à imprensa que a construção da igreja, há quase 25 anos, foi realizada sem a devida coordenação com a comunidade local e que, portanto, as obras de renovação devem ser interrompidas até que a licença seja obtida, informou o NetralNews.com.
O chefe do Departamento de Assuntos Religiosos da Regência de Bogor, Ahmad Sjukri, disse à imprensa no local do protesto que lamentava a manifestação, pois os manifestantes haviam participado de uma reunião do Conselho Nacional de Unidade e Política da Regência de Bogor ( Kesbangpol ) em 17 de novembro, que confirmou a conclusão do processo de autorização para a igreja.
“A reunião também concluiu que a licença da igreja estava completa e que não havia mais problemas”, disse Ahmad, de acordo com o Indonews.id.
Ao mesmo tempo, ele afirmou que, em uma democracia, os manifestantes tinham a liberdade de entrar com uma ação judicial no Tribunal Administrativo do Estado em relação à licença de construção da igreja.
A Igreja Católica rejeitou as alegações dos manifestantes. O advogado da Igreja, Siprianus Edi Hardum, disse ao Morning Star News que o prédio da igreja tinha situação legal regularizada, com Alvará de Construção (IMB) nº 645.8 /182TRB/2000 emitido em 21 de dezembro de 2000.
A fundação da Igreja de São Vicente A. Paulo, disse Edi, baseou-se no Decreto Conjunto do Ministro dos Assuntos Religiosos e do Ministro do Interior nº 01 /BER/MDN-MAG/1969, referente à Implementação dos Deveres dos Funcionários do Governo na Garantia da Ordem e na Boa Implementação do Desenvolvimento Religioso e do Culto por seus Fiéis.
Assim, os requisitos de licença para a renovação da Igreja de São Vicente Paulo em Gunung Putri não se aplicavam aos Regulamentos Conjuntos de 2006 do Ministro dos Assuntos Religiosos e do Ministro do Interior, números 9 e 8, referentes às Diretrizes para a Implementação dos Deveres dos Chefes Regionais/Chefes Regionais Adjuntos na Manutenção da Harmonia Inter-religiosa, porque a licença de construção ( Ijin Mendirikan Bangunan , IMB) foi emitida em 2000, disse Edi.
O artigo 28.º, parágrafo (1) do Decreto Conjunto de 1969 dos dois Ministros estabelece: “As licenças de construção para locais de culto emitidas pelo governo regional antes da entrada em vigor do presente Regulamento Conjunto são declaradas válidas e permanecem em vigor”, observou ele.
O parágrafo (2) do decreto de 1969 diz: “As renovações de locais de culto que já possuem uma licença de construção (IMB) para locais de culto serão processadas de acordo com as disposições da IMB, desde que não haja mudança de localização”, disse ele.
“Portanto, embora tenhamos realizado reformas de acordo com nosso IMB, continuamos a seguir as normas antigas como base para a emissão do nosso IMB”, disse Edi.
Esta disposição, disse ele, está em conformidade com o artigo 346, parágrafo (1), do Decreto Governamental nº 16 de 2021, relativo ao Regulamento de Implementação da Lei nº 28 de 2002 sobre Edifícios, que afirma: “Os edifícios que obtiveram licenças emitidas pelo governo distrital/municipal antes da entrada em vigor deste Decreto Governamental permanecerão válidos”.
Kurnia Indra, chefe do subdistrito de Gunung Putri, e outros também expressaram seu pesar online pela manifestação, pedindo ao governo e às forças de segurança que não se deixem influenciar por grupos muçulmanos que se opõem à igreja.
O site oficial da Diocese de Bogor, keuskupanbogor.org, que serve como organização matriz da igreja católica local, observou que a Igreja Católica de São Vicente A. Paulo era anteriormente uma capela da Paróquia da Sagrada Família em Cibinong, Bogor, Java Ocidental. A capela da capela foi construída em um terreno de 1.000 metros quadrados doado pela PT. Ferry Sonneville em 1996.
Após um longo processo, a modesta igreja foi construída em 1º de setembro de 2001, com o apoio integral da comunidade local.
Com a aproximação do Natal deste ano, a igreja, que agora conta com mais de 1.800 membros, iniciou reformas em seu prédio.
“No entanto, no início de outubro de 2025, enquanto as reformas da nossa igreja estavam em andamento, surgiram rumores de que a construção da nossa igreja era ilegal”, disse Edi ao Morning Star News.
Ao ouvir os rumores, Yusuf Ibrahim, chefe da aldeia de Tlajung Udik, convidou o reverendo Eko, pároco da igreja de São Vicente A. Paolo Gunung Putri, juntamente com vários funcionários da igreja, para uma reunião no escritório da aldeia de Tlajung Udik em 10 de outubro, disse Edi.
Em 6 de novembro, o governo local autorizou a igreja a prosseguir com as reformas. Em 8 de novembro, o chefe da aldeia de Tlajung Udik, Yusuf Ibrahim, prometeu à igreja que proporcionaria segurança e conforto a todas as comunidades religiosas, incluindo a congregação católica da Igreja de São Vicente Paulo. Ele então anunciou que uma reunião seria realizada no escritório da aldeia de Tlajung Udik.
No dia 13 de novembro, a igreja recebeu uma cópia digital de uma carta da Agência para o Desenvolvimento e Empoderamento da Comunidade Muçulmana (BP2UI) endereçada ao Prefeito de Bogor, intitulada “Estabelecimento de uma Igreja Ilegal”.
“Acreditamos que o conteúdo da carta é excessivo e provocativo”, disse Edi.
Nos últimos anos, a sociedade indonésia adotou um caráter islâmico mais conservador, e as igrejas envolvidas em atividades evangelísticas correm o risco de serem alvo de grupos extremistas islâmicos, segundo o grupo de apoio cristão Portas Abertas.
Nas últimas semanas, vários prisioneiros foram libertos pelo governo da Eritreia. Fontes confiáveis informaram à Portas Abertas que entre os libertos estão vários cristãos, empresários e políticos. O motivo da libertação não foi informado, mas a possibilidade de esses cristãos estarem com suas famílias neste Natal é recebida com grande alegria.
Especialistas da Portas Abertas relatam que os prisioneiros muitas vezes são soltos por razões de saúde. Cristãos eritreus que conseguiram escapar do país depois de serem libertos relatam que a longa detenção e as condições que enfrentam frequentemente levam a problemas de saúde, como pressão alta e diabetes. Quando não tratados, essas alterações clínicas podem ser fatais.
“Embora estejamos imensamente gratos, permanecemos apreensivos quanto à condição física, emocional e espiritual daqueles que foram libertos. Também estamos observando cuidadosamente o que acontecerá a seguir”, disse a porta-voz da Portas Abertas na África Subsaariana.
Por que a Eritreia é conhecida como Coreia do Norte da África?
A Eritreia é frequentemente chamada de “Coreia do Norte da África”, pois não tolera qualquer dissidência às autoridades. O governo, que tem uma autocracia absoluta, exerce pressão extrema sobre as comunidades cristãs. O país é o 6º lugar onde os cristãos são mais perseguidos e é conhecido por manter alguns prisioneiros em contêineres de transporte, em condições sub-humanas.
Em agosto de 2025, a Portas Abertas Internacional junto a outras organizações solicitou a libertação de sete líderes cristãos presos há 20 anos na Eritreia:
Rev. Dr. Tekleab Menghisteab
Rev. Million Gebreselassie
Rev. Pastor Kidane Weldou
Rev. Gebremedhin Gebregiorgis
Dr. Kuflu Gebremeskel
Dr. Futsum Gebrenegus
Rev. Haile Naizge
A ação começou no Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença e teve como nome do movimento “Voices 4 Justice”. Até agora não há indícios de nenhum desses sete líderes entre os cristãos que foram soltos recentemente.
Desde a prisão, alguns membros da família morreram enquanto outros foram forçados a fugir da Eritreia. Os homens foram presos em batidas matinais, em postos de controle policiais ou abordados na rua.
Segundo a Diretora Global de Advocacy da Portas Abertas Internacional, “eles não tiveram representação legal e suas famílias não puderam visitá-los. A situação deles resume o sofrimento de milhares de prisioneiros de consciência atualmente detidos sem acusação formal ou julgamento na Eritreia. Pedimos a libertação imediata deles”.
De acordo com a pesquisadores da Portas Abertas Internacional, entre janeiro e maio de 2024, mais de 120 cristãos foram detidos sem nenhuma acusação e em abril de 2024, mais de 35 cristãos foram presos em suas casas durante operações noturnas coordenadas nas cidades de Agordat, Barentu e Teseney, no Oeste e Centro da Eritreia.
Neste Natal, erga sua voz pela Igreja Perseguida. Assine a petição Desperta África, envie sua oração e compartilhe a campanha com sua igreja e seus amigos. Em apenas dois minutos você pode fazer a diferença na vida de milhões de cristãos perseguidos na África Subsaariana. Assine agora!
Sóstenes Cavalcante. (Foto: Arquivo Câmara dos Deputados)
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19 de dezembro de 2025), a Operação Galho Fraco. A ação mira o núcleo da liderança do PL na Câmara dos Deputados.
O principal alvo é o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Durante as buscas em sua residência, no Rio de Janeiro, os agentes encontraram e apreenderam mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Sóstenes, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também é alvo de mandados de busca e apreensão.
A apreensão do montante em espécie é considerada o fato mais impactante desta fase. O dinheiro estava guardado em maços na casa do parlamentar e foi levado para contabilização oficial.
Os celulares de Sóstenes e Jordy também foram recolhidos pela PF. A perícia busca mensagens que detalhem como funcionava o repasse de valores desviados da cota parlamentar.
Investigadores afirmam que a presença de grandes quantias de dinheiro vivo é um indício clássico de ocultação de patrimônio. Agora, o parlamentar terá que comprovar a origem legal do valor.
A investigação aponta para um esquema sistemático de desvio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). O grupo utilizava empresas de locação de veículos de fachada.
Essas empresas emitiam notas fiscais por serviços que nunca foram prestados. Segundo a PF, o dinheiro pago pela Câmara retornava aos envolvidos de forma oculta.
O inquérito detalha crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A suspeita é que agentes públicos e assessores atuavam em conjunto para simular os contratos.
A Galho Fraco é uma continuação direta da Operação Rent a Car, ocorrida em dezembro de 2024. Naquela época, apenas assessores dos deputados foram alvo de buscas.
Há um ano, Sóstenes Cavalcante negou qualquer irregularidade. Em declarações públicas, o deputado afirmou que “poderiam revirar tudo, que não achariam nada” em seu mandato.
Contudo, a quebra de sigilo bancário e as mensagens obtidas nos celulares dos assessores em 2024 forneceram as provas necessárias para que a PF chegasse aos parlamentares hoje.
O outro lado e manifestações
O deputado Carlos Jordy classificou a operação como uma “perseguição covarde”. Em suas redes sociais, ele negou irregularidades e criticou a atuação do STF no caso.
A defesa do deputado Sóstenes Cavalcante informou que ainda está tomando ciência do conteúdo integral do inquérito. O parlamentar mantém a postura de que suas contas são regulares.
Quem é Sóstenes Cavalcante
Deputado federal em terceiro mandato, Sóstenes Cavalcante nasceu no dia 16 de janeiro de 1975, em Maceió.
Ao longo do seu tempo na Câmara, onde é líder do PL, o político já presidiu a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional e a Comissão do Estatuto da Família.
Além da carreira política e de ser teólogo de formação, Sóstenes é pastor e parte da igreja evangélica Assembleia de Deus.
Sóstenes e Jordy integram o núcleo bolsonarista da Câmara dos Deputados e são membros do PL, que atualmente possui a maior bancada na casa.
Quando os assessores de Sóstenes e Jordy foram alvos de busca e apreensão da PF, o líder do PL na Câmara afirmou que o órgão poderia “revirar tudo”, porque não achariam nada.
A PF encontrou cerca de R$ 400 mil em espécie na casa de Sóstenes na operação desta sexta-feira.
Em setembro, um tribunal no Paquistão absolveu um cristão acusado de blasfêmia, mas seus apoiadores só revelaram o fato neste mês devido a preocupações com a segurança, disse seu advogado.
Em 27 de setembro, o magistrado de Sargodha, Syed Faizan-e-Rasool, absolveu Haroon Shahzad, de 47 anos, da falsa acusação de blasfêmia feita por Muhammad Imran Ladhar em 30 de junho de 2023, após o denunciante muçulmano retratar-se da alegação, informou a advogada cristã Aneeqa Maria.
Ladhar fez a acusação depois que Shahzad publicou versículos bíblicos no Facebook. Shahzad, que recebeu liberdade sob fiança em 6 de novembro de 2023 e está foragido desde então, não tornou pública a absolvição anteriormente por questões de segurança, acrescentou Maria.
“Embora a queixosa, que também era a principal testemunha de acusação, tenha inocentado Shahzad da acusação, o Ministério Público insistiu que as provas restantes da acusação eram suficientes para condenar o réu”, disse ela ao Christian Daily International-Morning Star News. “No entanto, o magistrado observou que o interrogatório da principal testemunha pelo Ministério Público também não favoreceu a acusação e que o caso ficou irremediavelmente comprometido.”
O veredicto também observou que a Bíblia era indiscutivelmente reverenciada pelos muçulmanos e que o Alcorão também exortava os muçulmanos a não julgarem aqueles que creem no evangelho. O magistrado então absolveu Shahzad das acusações formuladas sob as seções 295-A e 298 dos estatutos de blasfêmia do Paquistão, disse o advogado.
A Seção 295-A refere-se a “atos deliberados e maliciosos destinados a ultrajar os sentimentos religiosos de qualquer classe, insultando sua religião ou crenças religiosas” e é punível com pena de prisão de até 10 anos e multa, ou ambas. A Seção 298 prevê pena de prisão de até um ano e multa, ou ambas, para quem ferir sentimentos religiosos.
“O veredicto expõe a profunda fragilidade da própria justiça”, disse Maria. “Revela um sistema em que a liberdade, a dignidade e todo o futuro de um indivíduo podem ser mantidos reféns por um processo falho, onde uma mera acusação pode desencadear tumulto, virar vidas de cabeça para baixo e deixar famílias destruídas.”
Ela observou que o tribunal destacou corretamente a injustiça neste caso.
“No entanto, somos compelidos a perguntar: quantas outras pessoas, sem uma retratação tão clara, passam pelo mesmo sofrimento?”, disse Maria. “Quantas vidas ficam marcadas por um processo que deveria proteger, e não punir, os inocentes?”
Shahzad, um pintor, publicou em sua página do Facebook, no dia 29 de junho de 2023 , uma citação de 1 Coríntios 10:18-21 sobre alimentos sacrificados a ídolos, no início do festival de quatro dias do Eid al-Adha , que envolve o abate de um animal e o compartilhamento da carne. Um morador muçulmano fez uma captura de tela da publicação, enviou para grupos locais de redes sociais e acusou Shahzad de comparar muçulmanos a pagãos e de desrespeitar a tradição abraâmica do sacrifício de animais.
Embora Shahzad não tenha feito nenhum comentário na postagem, nem mesmo inflamatório, a situação ficou tensa após as orações islâmicas de sexta-feira, quando anúncios foram feitos pelos alto-falantes da mesquita convocando as pessoas para um protesto. Temendo a violência à medida que as multidões cresciam na aldeia, a maioria das famílias cristãs fugiu de suas casas, deixando tudo para trás.
Anteriormente, Shahzad disse ao Morning Star News que o denunciante, Ladhar, supostamente membro do partido extremista islâmico Tehreek-e-Labbaik Pakistan, agora proibido, e também alegadamente ligado ao grupo terrorista Lashkar-e-Jhangvi, apresentou a queixa por rancor.
Segundo Shahzad, ele e sua família haviam obtido um valioso terreno do governo e o destinaram à construção de uma igreja. Ladhar e outros entraram com vários processos contra a destinação do terreno, mas perderam todos após uma batalha judicial de quatro anos.
Em relação à publicação nas redes sociais, Shahzad afirmou que não tinha intenção de ferir os sentimentos dos muçulmanos ao compartilhar o versículo bíblico em sua página do Facebook.
“Publiquei o versículo uma semana antes do Eid al-Adha [Festa do Sacrifício], mas não fazia ideia de que seria usado para me atacar e à minha família”, disse ele. “Na verdade, quando soube que Ladhar estava incitando os moradores contra mim, apaguei a publicação e decidi me encontrar com os anciãos da aldeia para explicar minha posição.”
O Paquistão, cuja população é composta por mais de 96% de muçulmanos, ficou em oitavo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão.
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta a punição pelo crime de ultraje a culto e impedimento ou perturbação de atos religiosos.
A proposta aprovada é a versão do relator, deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), para o Projeto de Lei 1804/15, do ex-deputado Rogério Rosso (DF). Além do texto principal, o relator analisou outras 37 iniciativas que tramitam em conjunto.
Principais mudanças
O texto altera o Código Penal e transforma a pena atual, de detenção de um mês a um ano, em reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Desta maneira, esse tipo de crime deixa de ser considerado de menor potencial ofensivo.
O substitutivo também prevê que, se houver emprego de violência durante o crime, a pena será aumentada em dois terços, sem prejuízo da punição correspondente à própria violência praticada.
Para o relator, as mudanças na lei são necessárias porque as penas atuais são “demasiado brandas”. Na justificativa do projeto original, Rogério Rosso disse que a intenção é proteger a crença religiosa e os objetos de culto dos cidadãos.
Manifestação religiosa
O texto altera ainda a Lei 7.716/89, que define os crimes de preconceito. A nova redação determina que não constituirá crime a manifestação de crença, sermões, pregações ou ensino religioso em eventos litúrgicos.
Essa garantia de não criminalização se aplica inclusive às transmissões pela internet ou outros meios de comunicação. Segundo o relator, a medida visa assegurar a liberdade de consciência e de crença prevista na Constituição.
O parecer do relator foi aprovado por 41 votos a 15. Um destaque da Federação Psol-Rede que retirava a mudança na Lei 7.716/89 acabou rejeitado por 44 a 14.
A proposta ainda será analisada pelo Plenário. Para virar lei, a versão final tem de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Humorista cristão Jonathan Nemer (Foto: Reprodução)
O humorista cristão Jonathan Nemer comunicou, nos últimos dias, a perda de seu bebê, notícia que comoveu seguidores, amigos e membros da comunidade cristã. A informação foi compartilhada pela família por meio das redes sociais, onde pediram orações e respeito neste momento de luto e recolhimento.
”Nossa gratidão a Deus, que nos permitiu viver esse sonho ao longo desses meses… aos familiares e amigos que tem chorado conosco nos últimos dias… e aos seguidores que demonstraram carinho e se alegraram conosco desde o 1º dia. Contamos com as orações de vocês”, declarou na legenda do post.
A notícia gerou repercussão, com manifestações de solidariedade vindas de seguidores, líderes religiosos e artistas. Mensagens de apoio destacaram a importância da fé e da união da comunidade diante da dor causada por uma perda inesperada.
“Que Deus conforte vocês nesse momento. Sonhos inacabados sao uma dor imensa”, escreveu a influenciadora Fabiola Melo. A cantora gospel Nívea Soares comentou: “Que o nosso Pai Celestial abrace vocês queridos!”.
O casal pediu que continuem em oração, especialmente para que encontrem força, consolo e serenidade para atravessar este período delicado.
Jonathan Nemer é humorista cristão, palestrante e evangelizador, conhecido por utilizar o humor como instrumento para transmitir valores humanos e cristãos. Integrante do grupo Desconfinados, ele alcança milhares de pessoas nas redes sociais, levando mensagens de fé, reflexão e esperança, sempre com sensibilidade e compromisso com o Evangelho.
Nos últimos anos, observa-se o crescimento de influenciadores cristãos nas plataformas digitais, que têm utilizado a comunicação online como meio eficaz para a proclamação do Evangelho. Esse movimento tem ampliado o alcance da mensagem cristã, especialmente entre os mais jovens.
Jonathan Nemer se destaca por utilizar o humor como ferramenta de evangelização, transmitindo mensagens de forma leve, acessível e reflexiva, sem perder os princípios bíblicos. Seu trabalho demonstra como a criatividade e a comunicação responsável podem contribuir para fortalecer a fé e aproximar mais pessoas da mensagem cristã.