Início Site Página 41

Arqueólogos encontram uma das mais antigas e preservadas pinturas de Jesus na Turquia

m afresco no interior de um túmulo do século III em Niceia, onde foi descoberta uma rara representação cristã primitiva de Jesus como o "Bom Pastor", em Iznik, Turquia. | Ministério da Cultura e Turismo da Turquia
m afresco no interior de um túmulo do século III em Niceia, onde foi descoberta uma rara representação cristã primitiva de Jesus como o "Bom Pastor", em Iznik, Turquia. | Ministério da Cultura e Turismo da Turquia

Uma descoberta arqueológica na Turquia está chamando a atenção de historiadores e estudiosos do cristianismo primitivo. Pesquisadores anunciaram a identificação de um afresco do século III que retrata Jesus Cristo como o “Bom Pastor”, considerado por especialistas uma das imagens mais antigas e mais bem preservadas de Cristo já encontradas.

A pintura foi localizada em uma câmara funerária subterrânea na necrópole de Hisardere, próxima à cidade de Iznik, na região noroeste da Turquia. A localidade é conhecida pelos cristãos por seu nome antigo, Niceia, onde foi realizado o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C., um dos eventos mais importantes da história da Igreja.

Segundo os arqueólogos, o afresco permaneceu em estado excepcional de conservação graças às condições do túmulo, que ficou selado por séculos em um ambiente com pouco oxigênio. Isso permitiu que as cores e detalhes da pintura sobrevivessem de forma incomum para uma obra com cerca de 1.800 anos.

Jesus aparece sem barba e com vestes romanas

Um dos aspectos que mais despertaram interesse entre os pesquisadores é a forma como Jesus é retratado. Diferentemente da imagem tradicional difundida ao longo dos séculos, o afresco mostra Cristo jovem, sem barba, com cabelos curtos e vestido com roupas típicas da elite romana da época. Sobre os ombros, ele carrega um animal, representando a figura bíblica do Bom Pastor.

Para os estudiosos, a obra oferece uma rara oportunidade de compreender como os primeiros cristãos representavam Jesus antes que modelos iconográficos mais conhecidos se tornassem predominantes na arte cristã.

Símbolo importante da fé cristã primitiva

Nos primeiros séculos do cristianismo, antes que a cruz se tornasse o principal símbolo da fé cristã, a figura do Bom Pastor ocupava papel central na arte religiosa. A imagem representava proteção, cuidado, salvação e orientação divina para os fiéis.

Especialistas observam que exemplos desse tipo de representação são raros na Anatólia, região que corresponde à maior parte do território turco atual. Por isso, a descoberta é considerada um dos achados mais importantes da arqueologia cristã recente.

Túmulo revela detalhes da vida cristã antiga

Além da imagem de Jesus, o local abriga outros afrescos com representações de pássaros, plantas, membros de uma família nobre e seus servos. Os pesquisadores afirmam que o conjunto artístico evidencia um período de transição entre elementos da cultura pagã romana e o surgimento da identidade cristã.

Durante as escavações também foram encontrados restos mortais de cinco indivíduos, incluindo um bebê e jovens adultos, fornecendo novas pistas sobre os costumes funerários das primeiras comunidades cristãs da região.

Descoberta reforça importância da Turquia para a história do cristianismo

Pesquisadores destacam que a descoberta faz parte de uma série de achados arqueológicos recentes que reforçam o papel central da atual Turquia na expansão do cristianismo durante seus primeiros séculos. Igrejas antigas, inscrições, sepulturas e artefatos encontrados nos últimos anos têm ajudado a reconstruir a trajetória da fé cristã após a morte e ressurreição de Jesus.

A professora Candida Moss, especialista em cristianismo primitivo da Universidade de Birmingham, afirmou que o grande número de descobertas recentes demonstra a enorme relevância histórica da região, chegando a descrevê-la como um dos berços do cristianismo.

Para os arqueólogos, o afresco de Iznik representa não apenas uma importante obra de arte, mas também uma valiosa janela para a forma como os primeiros cristãos compreendiam e expressavam sua fé em um período em que ainda enfrentavam perseguições dentro do Império Romano.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Governo dos EUA altera classificação das religiões após controvérsia

Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revisou recentemente sua lista de religiões reconhecidas para fins administrativos e de capelania militar, após críticas de membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons). A atualização também removeu a Wicca da categoria de credos oficialmente listados, decisão que gerou repercussão entre grupos religiosos e observadores do tema.

A controvérsia começou quando um documento do Pentágono passou a classificar os mórmons dentro de uma categoria mais ampla de “tradições cristãs”, em vez de mantê-los como um grupo separado. Representantes da comunidade mórmon reclamaram da mudança, argumentando que a denominação possui identidade própria e não deveria ser reorganizada sem consulta prévia.

Mórmons reclamam da reclassificação

Após as reclamações, o Pentágono alterou novamente a lista, restaurando a identificação distinta da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A decisão foi interpretada como uma tentativa de evitar conflitos desnecessários com comunidades religiosas representadas nas Forças Armadas.

Em nota citada pela imprensa americana, o Departamento de Defesa afirmou que o sistema de classificação é utilizado principalmente para fins administrativos e de apoio religioso aos militares, e que ajustes podem ocorrer para refletir melhor a forma como os próprios grupos se identificam.

Wicca deixa de aparecer na lista

Outra mudança que chamou atenção foi a retirada da Wicca da lista de religiões reconhecidas. O documento revisado deixou de incluir a tradição neopagã entre os credos oficialmente listados para fins administrativos.

A medida foi comemorada por setores conservadores e criticada por defensores da liberdade religiosa. A Wicca havia sido reconhecida anteriormente em diferentes contextos governamentais e militares nos Estados Unidos, inclusive em questões relacionadas a capelania e identificação religiosa.

Debate sobre reconhecimento religioso

A revisão reacendeu discussões sobre os critérios usados pelo governo americano para reconhecer grupos religiosos. Especialistas apontam que o reconhecimento administrativo não determina a legitimidade de uma fé, mas pode influenciar políticas internas, registros oficiais e acesso a determinados serviços.

O episódio também evidenciou a sensibilidade do tema dentro das Forças Armadas, onde militares de diversas crenças — cristãos, judeus, muçulmanos, mórmons, budistas, neopagãos e outros — buscam representação adequada em sistemas de apoio religioso.

Repercussão política e cultural

A decisão ocorre em um momento de intenso debate nos Estados Unidos sobre identidade religiosa, pluralismo e papel do Estado na gestão de questões de fé. Enquanto críticos da presença da Wicca em listas oficiais argumentam que o governo deve limitar o reconhecimento a religiões historicamente estabelecidas, defensores da diversidade religiosa afirmam que o Estado não deve privilegiar determinadas tradições em detrimento de outras.

Até o momento, o Pentágono não indicou novas mudanças adicionais na lista de credos reconhecidos, mas o caso continua sendo acompanhado por organizações religiosas e grupos de defesa da liberdade de crença.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Evangelico Digital

Rayssa Leal, skatista que sempre se declarou cristã, assume namoro com influenciadora

Rayssa Leal. (Foto: Reprodução/YouTube/Olympics)
Rayssa Leal. (Foto: Reprodução/YouTube/Olympics)

A skatista brasileira Rayssa Leal, um dos maiores nomes do esporte nacional e medalhista olímpica, que sempre manifestava sua fé cristã na suas apresentações, confirmou publicamente sua bissexualidade e também assumiu o relacionamento com a influenciadora digital Duda Wilken. A revelação aconteceu de forma espontânea nas redes sociais e rapidamente repercutiu entre fãs, seguidores e veículos de entretenimento.

A confirmação ocorreu durante uma interação da atleta com seguidores no TikTok. Ao responder a uma mensagem que fazia referência à bandeira bissexual, Rayssa utilizou uma expressão interpretada como confirmação de sua orientação sexual. A manifestação foi vista como a primeira vez em que a skatista falou publicamente sobre o assunto.

A revelação também colocou fim às especulações sobre seu relacionamento. Nos últimos meses, fãs já apontavam indícios de um romance entre Rayssa e Duda Wilken após as duas aparecerem juntas em diversas ocasiões e compartilharem registros semelhantes nas redes sociais. Fotos de encontros, vídeos publicados no TikTok e interações frequentes alimentaram os rumores que circulavam desde o início do ano.

Em maio, a atleta chegou a se pronunciar após surgirem boatos de que o relacionamento teria terminado. Na ocasião, Rayssa afirmou que estava tudo bem entre as duas e explicou que havia apenas reorganizado conteúdos em suas redes sociais, descartando qualquer crise no namoro.

Duda Wilken é influenciadora digital e produz conteúdos voltados para moda, beleza e estilo de vida. Com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, ela já era conhecida do público jovem antes mesmo de ter seu nome associado ao da skatista. Duda também é prima da cantora Vivi Wanderley e ganhou ainda mais visibilidade após os rumores de relacionamento com Rayssa.

Aos 18 anos, Rayssa Leal é considerada um dos maiores fenômenos do esporte brasileiro. Conhecida mundialmente como “Fadinha”, ela se tornou a mais jovem medalhista olímpica da história do Brasil ao conquistar a prata nos Jogos de Tóquio e posteriormente ganhou o bronze em Paris, consolidando-se entre as principais atletas do skate mundial.

Em diversas apresentações, Rayssa Leal sempre deixava uma mensagem bíblica. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, a skatista quase levou uma advertência do Comitê Olímpico Internacional (COI) por fazer, na câmera de transmissão oficial, uma mensagem religiosa em língua de sinais em que dizia: “Jesus é o caminho, a verdade e a vida”.

A revelação da bissexualidade e do relacionamento acontece em um momento de grande destaque profissional para a atleta. Embora tenha optado por não fazer um anúncio formal, a forma espontânea como tratou o assunto foi suficiente para transformar a declaração em um dos temas mais comentados nas redes sociais nos últimos dias.

Folha Gospel com informações de Marie Claire, Fuxico Gospel e UOL

YouTuber é criticado após defender aborto de bebê diagnosticado com síndrome de Down

Casal de influenciadores digital Jesse Ridgway (à direita) e sua esposa, Ashley Ridgway (à esquerda). | YouTube/Jesse Ridgway
Casal de influenciadores digital Jesse Ridgway (à direita) e sua esposa, Ashley Ridgway (à esquerda). | YouTube/Jesse Ridgway

O influenciador digital e youtuber Jesse Ridgway voltou ao centro de uma intensa controvérsia após defender publicamente a decisão dele e de sua esposa, Ashley Ridgway, de interromper uma gravidez depois que exames indicaram uma alta probabilidade de que o bebê nascesse com síndrome de Down. A declaração provocou forte reação de líderes cristãos, ativistas pró-vida e organizações ligadas à defesa de pessoas com deficiência.

O casal revelou que recebeu o diagnóstico de trissomia do cromossomo 21 durante a gestação e, após consultas médicas e pesquisas sobre a condição, optou por interromper a gravidez. Em publicações nas redes sociais, Ridgway afirmou que a decisão foi uma das mais difíceis de suas vidas e disse que o casal considerou questões relacionadas à saúde da criança, à qualidade de vida e aos desafios que poderiam enfrentar no futuro.

Ao justificar sua escolha, o influenciador declarou que inicialmente acreditava que conseguiria lidar com a situação, mas mudou de posição após aprofundar seu conhecimento sobre a síndrome de Down e suas possíveis complicações. Em entrevistas posteriores, afirmou que não queria enfrentar a possibilidade de perder um filho precocemente nem expor a família a sofrimentos que considerava evitáveis.

As declarações geraram forte reação de grupos cristãos e defensores da vida. Diversos líderes pró-vida acusaram o casal de praticar uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência, argumentando que a decisão atribui menor valor à vida de indivíduos com síndrome de Down. Entre os críticos estão influenciadores cristãos e ativistas que classificaram a escolha como moralmente inaceitável.

A repercussão também mobilizou organizações dedicadas ao apoio de pessoas com síndrome de Down. National Down Syndrome Society, por meio de sua presidente-executiva, Kandi Pickard, contestou a ideia de que a condição seja incompatível com uma vida plena. Ela destacou pesquisas que apontam altos índices de satisfação e bem-estar entre pessoas com síndrome de Down e suas famílias, defendendo que os pais recebam informações equilibradas ao enfrentar esse tipo de diagnóstico.

Ao mesmo tempo, Ridgway afirmou que ele e sua esposa passaram a receber ameaças de morte e mensagens ofensivas após tornarem pública a decisão. O youtuber relatou ter sido chamado de “assassino” e comparado a figuras históricas associadas a atrocidades, além de criticar pessoas que utilizaram argumentos religiosos para atacá-los nas redes sociais.

O caso reacendeu um debate que divide a sociedade há décadas: os limites éticos do aborto em casos de diagnóstico pré-natal de deficiência. Enquanto defensores da escolha argumentam que a decisão cabe exclusivamente aos pais, grupos pró-vida sustentam que a interrupção da gravidez em razão de uma condição genética representa uma forma de exclusão de pessoas com deficiência antes mesmo do nascimento.

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão porque o casal decidiu compartilhar publicamente sua experiência, transformando uma decisão pessoal em um tema de debate nacional. Nas redes sociais, milhares de usuários manifestaram opiniões divergentes, evidenciando a profunda divisão existente em torno de questões relacionadas ao aborto, deficiência e bioética.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Pastor é classificado como terrorista na Rússia

Yuri Sipko, é pastor batista na Rússia (Foto: Reprodução)
Yuri Sipko, é pastor batista na Rússia (Foto: Reprodução)

O pastor batista Yuri Sipko, de 74 anos, está sendo considerado terrorista e extremista pelo Rosfinmonitoring, o Serviço Federal de Monitoramento Financeiro da Rússia.

No site está escrito: “SIPKO, Yury Kirillovich, nascido em 28 de fevereiro de 1952, Tara, Omsk Oblast, Rússia”.

Sipko, ex-líder da União dos Cristãos Batistas Evangélicos da Rússia, é conhecido por se manifestar contra a guerra na Ucrânia nas redes sociais. O Comitê de Investigação da Federação Russa abriu um processo criminal contra ele em agosto de 2023, alegando que ele estava disseminando informações falsas sobre ações militares.

Durante a investigação, a casa de Sipko foi alvo de buscas, mas ele conseguiu escapar.

“Eles estão me procurando para me prender porque eu disse a verdade: a Rússia declarou guerra à Ucrânia”, disse Sipko na época. “Pessoas estão morrendo e tudo está sendo destruído. É criminoso, e eles não deveriam estar fazendo isso.”

O analista da World Watch Research, Rolf Zeeger, comentou sobre a situação em 2023, observando a crescente pressão que o governo da Rússia está exercendo sobre os cristãos.

“Embora, segundo relatos não confirmados, Sipko já tenha deixado a Rússia, seu caso continua a indicar o quão cuidadosos os cristãos na Rússia precisam ser com o que dizem e fazem”, disse Zeeger. “Fazer declarações críticas ou questionar a ‘campanha especial’ (ou seja, a guerra na Ucrânia) pode levar a consequências graves.”

A Rosfinmonitoring supervisiona a regulação financeira na Rússia e é “responsável pelo combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”. Devido ao seu status de terrorista, Sipko está proibido de realizar transações financeiras e de deixar o país.

Em entrevista, Sipko afirmou acreditar que as acusações contra ele têm motivação política e expressou sua gratidão a todos que o apoiaram em sua luta por justiça.

Um seguidor declarou no Facebook: “Yuri Kirillovich, estamos orgulhosos de você, que Deus te abençoe! Mateus 5:10-12: ‘Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois vós quando vos perseguirem e vos caluniarem, e em tudo falarem mal de mim; alegrai-vos e regozijai-vos, porque é grande a vossa recompensa nos céus; assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.’”

Folha Gospel com informações de ICC

Obra de A. W. Tozer, “A Vida Crucificada” chega em nova edição com coleção de clássicos

Livro A Vida Crucificada (Foto: reprodução)
Livro A Vida Crucificada (Foto: reprodução)

Em um momento em que leitores cristãos buscam aprofundamento espiritual e experiências de fé mais autênticas, a Editora Vida apresenta uma nova edição de A Vida Crucificada, um dos títulos mais conhecidos do escritor A. W. Tozer. O lançamento faz parte da nova coleção com 14 clássicos do autor em acabamento premium.

A partir da passagem bíblica em que o apóstolo Paulo afirma ter sido “crucificado com Cristo”, Tozer desenvolve uma análise profunda sobre o verdadeiro significado de seguir a Jesus até a cruz para ser ressuscitado em uma nova vida. Resultado de anos de pregações em seminários, igrejas e conferências, a obra reúne alguns dos principais ensinamentos do pastor sobre fé na prática e rendição.

Estar morto, mas ainda vivo, é uma das estranhas inconsistências da vida estabelecida para nós pela morte de Jesus na cruz. Mas ah, como são benditas essas aparentes inconsistências!
(A vida crucificada, p. 27)

A Coleção A. W. Tozer da Editora Vida chega ao mercado com proposta editorial que une tradição teológica e projeto gráfico sofisticado. Os 14 volumes contam com capa dura, hot stamping e miolo colorido, valorizando a experiência de leitura e o apelo colecionável. Entre os outros títulos estão sucessos como Em Busca de Deus, Os Atributos de Deus (vol. 1 e 2), O Tamanho da Alma, Maturidade Espiritual e Ausência de Dons.

Sobre o autor: A. W. Tozer (1897–1963) foi pastor, escritor e profeta moderno, reconhecido como uma das vozes mais influentes do cristianismo do século 20. Autodidata, escreveu mais de 40 livros e pregou com ousadia sobre santidade, adoração, presença de Deus e vida profunda no Espírito. Foi editor da Christian and Missionary Alliance e permanece como referência em espiritualidade cristã, impacto profético e devoção radical a Deus. Suas obras continuam moldando gerações, atravessando décadas com vigor e relevância. 

Ficha técnica 
Título: A vida crucificada (Coleção A. W. Tozer) 
Autor: A. W. Tozer 
Editora: Editora Vida 
Gênero: Vida cristã 
Onde encontrar: Amazon (clique aqui)

Jogador Estevão Willian testemunha cura surpreendente de grave lesão muscular

Estevão Willian. (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Visão Do Evangelho)
Estevão Willian. (Foto: Reprodução/Instagram/Igreja Visão Do Evangelho)

O jogador cristão Estevão Willian, do Chelsea, testemunhou ter sido curado de uma grave lesão muscular sem necessidade de cirurgia, um feito que deixou os médicos perplexos. Durante um culto na Igreja Visão do Evangelho, em Franca (SP), o atleta relatou que um novo exame não revelou mais sinais da contusão que afetava 80% de seu bíceps femoral. A recomendação médica, inclusive por parte de dirigentes do Chelsea, era pela realização do procedimento cirúrgico.

Estevão optou por não passar pela cirurgia, declarando à congregação que acreditava no controle divino sobre o processo. A decisão foi tomada com o forte apoio familiar. “Sempre falo que o mais importante é ter as pessoas que você ama ao seu lado, porque numa decisão dessa, é muito difícil você tomar sozinho. Porque você está cercado de muitas pressões, de muitas coisas”, compartilhou o jogador.

Confiante em sua fé, Estevão viu sua recuperação progredir de forma mais rápida do que o esperado. Duas semanas após o diagnóstico inicial, uma nova ressonância magnética apresentou resultados surpreendentes. Ao ser questionado pelo médico sobre dores ou desconforto, o atleta respondeu que se sentia “super tranquilo, acho que dá até para jogar já”.

O médico, ao analisar as novas imagens, expressou seu espanto. “Ele me mostrou a imagem do exame e falou que não via mais nenhuma lesão. Ele falou que não sabe o que aconteceu, porque no prazo que está, não deveria estar daquele jeito, tão bem estruturado. Ele falou que nem sabia por que os médicos queriam que eu fizesse a cirurgia”, relatou Estevão.

Posteriormente, no centro de treinamento do Chelsea, o atleta recebeu uma nova avaliação positiva. Um médico o parabenizou pela decisão, afirmando que ele estava “caminhando bem” e que voltaria aos gramados mais rápido do que o previsto. O pastor presente na ocasião exibiu as imagens dos exames que confirmavam a cura, emocionando a igreja.

A lesão ocorreu em 18 de abril, durante uma partida contra o Manchester United pela Premier League, afastando Estevão dos gramados e, consequentemente, da Copa do Mundo de 2026 pela Seleção Brasileira. No entanto, seu testemunho de fé e recuperação tem impactado positivamente milhares de pessoas nas redes sociais.

A página da igreja destacou nas redes sociais que, apesar da perda da Copa, o propósito de Deus permaneceu na vida do jogador. “Quando tudo parecia perdido, Deus mostrou que o fim de um sonho não significa o fim da promessa. A dor, o processo e a espera fizeram parte da caminhada, mas o propósito permaneceu de pé. Deus transforma perdas em testemunhos. O que parecia o fim, era só o começo de algo maior”, publicaram.

Fonte: Guia-me

Nova Comunhão Anglicana Global rompe com Canterbury para retornar à fidelidade bíblica

A Comunidade Global de Anglicanos Confessantes reuniu-se em Abuja (Nigéria) em março de 2026. (Foto: GAFCON)
A Comunidade Global de Anglicanos Confessantes reuniu-se em Abuja (Nigéria) em março de 2026. (Foto: GAFCON)

O anglicanismo está passando por profundas mudanças ao longo das décadas, que levaram à formação da Global Fellowship of Confessing Anglicans (Fraternidade Global de Anglicanos Confessantes – Gafcon).

A nova rede anglicana tem como objetivo restaurar os fundamentos do anglicanismo e permanecer firme nos ensinamentos bíblicos.

De acordo com a liderança da organização, ela surgiu em resposta à perda de confiança na Comunhão Anglicana sob a liderança de Canterbury e na orientação da Igreja da Inglaterra.

Entre 3 e 6 de março, 347 bispos anglicanos de 27 províncias, juntamente com 127 líderes leigos e clérigos, deram um passo significativo em Abuja, na Nigéria. Eles adotaram uma declaração conhecida como a “Afirmação de Abuja” nesta conferência de fundação realizada na capital nigeriana.

Este é um dos passos mais significativos na crescente divisão interna do anglicanismo mundial , particularmente no que diz respeito a questões doutrinárias, à autoridade das escrituras e à posição sobre a sexualidade humana.

Rejeição explícita de Canterbury

O texto afirma que as estruturas históricas da Comunhão Anglicana “falharam” em defender a doutrina bíblica e a disciplina da igreja nas últimas décadas.

Portanto, rejeita abertamente os chamados “Instrumentos de Comunhão” ligados a Canterbury, nomeadamente o Arcebispo de Canterbury , a Conferência de Lambeth, o Conselho Consultivo Anglicano (ACC) e a Reunião dos Primazes.

Segundo a Gafcon, esses órgãos têm promovido a coexistência institucional com províncias e líderes que “estão se afastando da verdade do Evangelho e dos ensinamentos de Jesus”.

“É agora necessário reorganizar a Comunhão Anglicana”, dizia o documento, porque “um número significativo de províncias que se dizem anglicanas abandonaram a autoridade das Escrituras”.

Embora a controvérsia sobre a bênção de casais do mesmo sexo pareça ser uma das questões centrais, a declaração insiste que o problema é mais amplo, afetando a própria compreensão da autoridade bíblica e da doutrina cristã.

Ensinamentos errados

A declaração critica explicitamente a recente liderança da Igreja da Inglaterra, liderada por Justin Welby até outubro de 2025 e, posteriormente, pela Arcebispa Sarah Mullally .

Os signatários consideram que Canterbury legitimou posições contrárias ao ensinamento bíblico histórico ao acolher o fornecimento de recursos litúrgicos para abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo e ao apresentar essas diferenças doutrinárias como “boa discordância” dentro da comunhão anglicana, e “não o que realmente são: falso ensinamento”.

“A autoridade moral e espiritual da Sé de Agostinho foi gravemente comprometida”, acrescentam.

Gafcon também acusa as estruturas oficiais anglicanas de “normalizarem o pluralismo hermenêutico”, o que compromete a autoridade das Escrituras.

Uma “comunhão confessional”

Em contraste com o modelo institucional atual, esta nova Comunhão Anglicana Global se define como uma comunidade “confessional”, baseada na fé compartilhada em vez de estruturas históricas ou administrativas.

A Declaração de Jerusalém, adotada pela Gafcon em 2008, será sua principal referência doutrinária, juntamente com as formas clássicas da Reforma Anglicana, como os Trinta e Nove Artigos e o Livro de Oração Comum de 1662.

“Não existem duas comunhões, mas sim duas definições incompatíveis de comunhão: uma confessional e outra institucional”, afirma o documento.

Os participantes afirmam que a nova Comunhão Anglicana Global não é uma “comunhão alternativa”, mas sim “a Comunhão Anglicana histórica reorganizada internamente”.

Liderança do Sul Global

O encontro em Abuja também confirmou a crescente influência do Sul Global .

Laurent Mbanda, de Ruanda, foi confirmado como presidente do novo Conselho Anglicano Global, Miguel Uchôa, do Brasil, como vice-presidente, e Paul Donison, do Canadá, como secretário-geral.

A Gafcon afirma representar uma parte significativa do anglicanismo ortodoxo global, particularmente na África, Ásia e América Latina, regiões onde as igrejas anglicanas geralmente mantêm posições doutrinárias conservadoras.

Desvinculação progressiva de Canterbury

Os bispos em Abuja pediram uma “separação baseada em princípios” de Canterbury.

A nova comunhão não deve participar de futuras reuniões convocadas por Canterbury , nem colaborar dentro das estruturas oficiais da atual Comunhão Anglicana.

Além disso, as províncias e dioceses são encorajadas a emendar suas constituições para remover qualquer referência à comunhão com a Sé de Cantuária, embora reconheçam que esses processos podem levar anos e envolver mudanças canônicas complexas.

A Gafcon reafirma também o seu apoio tanto aos anglicanos que permanecem em províncias consideradas “revisionistas” como àqueles que estabeleceram “jurisdições autenticadas pela Gafcon”, incluindo a Rede Anglicana na Europa , presente no Reino Unido e na Europa .

Um cisma de longa data

As tensões dentro do anglicanismo global remontam a mais de duas décadas, especialmente após a consagração de Gene Robinson como o primeiro bispo abertamente gay da Comunhão Anglicana nos Estados Unidos, em 2003.

A criação da Gafcon em Jerusalém, em 2008, consolidou a coordenação internacional dentro do setor anglicano, em consonância com as visões tradicionais sobre sexualidade, o que desde então tem desafiado a autoridade do Arcebispo de Canterbury.

Você pode ler a afirmação completa de Abjuja aqui.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Irã registra fechamento de 50 mil mesquitas enquanto cristianismo cresce

Comunidade cristã subterrânea no Irã. (Foto: Iran Alive Ministries via Uncharted)
Comunidade cristã subterrânea no Irã. (Foto: Iran Alive Ministries via Uncharted)

Uma transformação espiritual está em curso no Irã, onde milhares de mesquitas fecham suas portas e o regime islâmico perde força. O país, que por décadas foi doutrinado com narrativas de martírio e morte, agora testemunha um declínio acentuado do Islã, enquanto a igreja subterrânea cristã emerge fortalecida. A informação foi trazida à tona por Mohamad Faridi, presidente da Iranian Christians International, em entrevista ao podcast “No Longer Nomads”.

Faridi relatou que, desde a Revolução Iraniana em 1978, as crianças eram criadas com histórias de martírio, onde a morte por Alá era o maior feito. No entanto, essa devoção era permeada por um sentimento de terror, intensificado por experiências como a de Mohamad, que ainda jovem foi forçado a permanecer em uma sepultura islâmica durante seu treinamento militar, sendo ensinado a temer a morte e o pós-vida.

A busca por um sentido para além dos rituais e do medo levou Mohamad a questionar sua fé. Uma conversa com um amigo apresentou-lhe a figura de Jesus Cristo, que, segundo o relato, oferecia a vida eterna através de seu sacrifício, uma mensagem radicalmente diferente daquela que ele conhecia, onde a paz com Deus só viria através do autossacrifício. Este encontro o fez abandonar o Islã e aderir ao cristianismo, passando a integrar a igreja underground do país.

““O ISLà ESTÁ MORRENDO DE UMA FORMA QUE VOCÊ NUNCA VIU NADA MORRER TÃO RÁPIDO DENTRO DO IRÔ, AFIRMOU FARIDI. “A RELIGIÃO ESTÁ MORTA NO IRÔ”

Segundo Faridi, relatórios indicam que 50 mil das 75 mil mesquitas do país foram fechadas recentemente. Durante protestos em 2026, cenas de iranianos queimando santuários islâmicos e rejeitando publicamente a ideologia do regime foram observadas, evidenciando a desilusão da população com décadas de opressão, corrupção e violência.

Apesar do afastamento do Islã, muitos iranianos não abandonam a espiritualidade, mas buscam respostas em outras crenças. Relatos de organizações que monitoram a perseguição religiosa apontam o Irã como lar de uma das igrejas subterrâneas de crescimento mais rápido per capita no mundo. Iranianos têm relatado encontrar Jesus através de sonhos, visões ou encontros milagrosos, antes mesmo de conhecerem um cristão.

A conversão do Islã para o cristianismo no Irã é perigosa, sujeita a prisões, vigilância, perseguição e execuções. Mesmo assim, milhares de pessoas se reúnem em igrejas domésticas secretas. A situação expõe a ironia de um regime que tentou controlar a nação através do medo, mas que, inadvertidamente, gerou uma geração sedenta por verdade e graça, e que agora encontra nova vida em Jesus.

O ministério Iranian Christians International, liderado por Faridi, dedica-se à evangelização, discipulado, distribuição de Bíblias e ao fortalecimento da igreja subterrânea no Irã e em todo o mundo muçulmano.

Fonte: Tribuna Gospel

Lula justifica ausência na Marcha para Jesus: “Não quero tirar proveito político de uma coisa sagrada”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo federal, sob a gestão de Lula, decidiu evitar riscos de ser apontado por abuso de poder religioso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como resultado, a participação na Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, foi marcada por uma abordagem mais reservada.

O ministro Jorge Messias, da Advocacia Geral da União, presente no evento, limitou-se a acompanhar o trajeto em um trio elétrico, sem realizar discursos, um comportamento distinto do observado em edições anteriores.

A ausência de manifestações políticas do representante federal alinhou-se à orientação do presidente Lula. Em contato telefônico com o apóstolo Estevam Hernandes, um dos organizadores do evento, o presidente justificou sua própria ausência alegando a intenção de não misturar política com um momento considerado sagrado. Essa estratégia contrasta com declarações de outras figuras políticas, como Flávio Bolsonaro, que em seu discurso, na Marcha para Jesus, prometeu “expulsar o mal do governo do Brasil”.

A discussão sobre abuso de poder religioso ainda é objeto de debate no TSE. Embora a corte já tenha negado a criação de um tipo penal autônomo para essa prática, decisões anteriores indicam que o conceito pode ser considerado como um elemento na caracterização de abuso de poder político em um sentido mais amplo.

Um exemplo recente dessa linha interpretativa ocorreu em 24 de maio, quando o TSE manteve a cassação da prefeita de Votorantim (SP) à época, Fabiola Alves da Silva. A medida foi justificada pela recepção de apoio explícito da Igreja do Evangelho Quadrangular durante sua campanha eleitoral em 2024.

Com informações de Folha de S. Paulo e Rede TVT

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-