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Ataque russo destrói igreja e mata líder evangélico na Ucrânia

Igreja Batista, em Zaporíjia, na Ucrânia, destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)
Igreja Batista, em Zaporíjia, na Ucrânia, destruída após ataque da Rússia (Foto: Reprodução/Instagram)

Um novo e devastador ataque russo contra a Ucrânia intensificou o conflito nesta quinta-feira (16), resultando na destruição de um templo na cidade de Zaporíjia e na morte de um líder evangélico. O bombardeio, que utilizou dezenas de mísseis e centenas de drones, atingiu diversas regiões do país, causando um rastro de destruição e perdas significativas.

O missionário Lyubomyr Matveyev, atuante na Ucrânia e ligado à Junta de Missões Mundiais (JMM), relatou a tensão vivida durante a noite em uma mensagem enviada ao pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM. “Tivemos uma noite bem complicada. Estamos bem, graças a Deus, mas na cidade de Zaporíjia um míssil russo atingiu a nossa igreja, destruiu o templo e causou a morte de um dos líderes”, detalhou Matveyev.

A ofensiva russa, descrita por autoridades ucranianas como uma das mais difíceis dos últimos meses, lançou cerca de 700 drones, além de mísseis balísticos e de cruzeiro. O ataque deixou um saldo trágico de ao menos 18 mortos, incluindo uma criança, e mais de 100 feridos. As ações provocaram danos em áreas urbanas e atingiram diferentes cidades ucranianas.

A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado a maior parte dos projéteis, neutralizando a maioria das ameaças aéreas. Contudo, parte dos ataques conseguiu atingir alvos em pelo menos 26 localidades. Cidades como Kherson e Mykolaiv sofreram interrupções no fornecimento de energia em decorrência dos impactos.

Diante da gravidade da situação, o pastor João Marcos reforçou o pedido de intercessão pela Ucrânia, pelo fim da guerra e pela proteção dos missionários que atuam no país. O episódio ocorre enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, busca reforçar os sistemas de defesa aérea em uma agenda internacional pela Europa, visitando Alemanha, Noruega e Itália.

Em declaração pública, Zelensky criticou a resposta internacional, afirmando: “Mais uma noite mostra que não há espaço para flexibilização ou alívio de sanções neste momento”. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo declarou que a ofensiva foi uma retaliação a ataques ucranianos anteriores, com alvos em instalações militares e estruturas de apoio às forças armadas ucranianas. Drones também atingiram a região portuária de Tuapse, no Mar Negro, resultando em mortes, feridos e um incêndio de grandes proporções.

Folha Gospel

Leitura bíblica cai nos EUA, mas interesse aumenta, mostra estudo

Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)
Bíblia Sagrada (Foto: Reprodução)

Um novo estudo nacional divulgado pela American Bible Society aponta para uma tendência paradoxal nos Estados Unidos: enquanto a leitura e o engajamento com a Bíblia diminuíram em relação ao ano anterior, o interesse e a abertura para suas mensagens experimentaram um crescimento significativo. Os dados mais recentes revelam que 9 milhões de americanos a mais demonstraram interesse no conteúdo bíblico desde 2024, sinalizando uma mudança sutil, mas notável, nas atitudes em relação às Escrituras.

Essas descobertas, parte do relatório 2026 State of the Bible, indicam um aumento na parcela da população que se encontra no chamado “Movable Middle” – indivíduos curiosos sobre a Bíblia, mas ainda não profundamente engajados. Este grupo, que representa agora 28% dos adultos americanos, expandiu-se consideravelmente nos últimos dois anos. A pesquisa sugere que esse crescimento no “Movable Middle” advém, em grande parte, de pessoas que antes estavam desengajadas da leitura bíblica, um segmento que encolheu em 5 milhões de adultos desde 2024.

Um cenário em transformação

O cenário atual contrasta com 2025, quando o mesmo relatório havia registrado um aumento surpreendente no engajamento bíblico, especialmente entre homens jovens, alimentando discussões sobre uma possível renovação espiritual. Contudo, a tendência de crescimento naquele ano parece ter se estabilizado. A edição de 2026 foca em um público crescente de americanos que, embora abertos à Bíblia, não participam ativamente de sua leitura regular.

De acordo com John Farquhar Plake, Diretor de Inovação da American Bible Society e editor-chefe da série de relatórios, o número de americanos considerados “Scripture Engaged” (profundamente engajados com as Escrituras) retornou a aproximadamente 17%, um patamar similar ao observado há dois anos. “Embora o engajamento com as Escrituras tenha diminuído, o número de americanos interessados e abertos à Bíblia cresceu substancialmente”, comentou Plake.

Oportunidades para o diálogo

Plake destaca que muitos dentro desse grupo “Bible Curious” (curiosos sobre a Bíblia) demonstraram disposição para explorar as Escrituras, desde que recebam orientação. Essa abertura representa uma “oportunidade” para igrejas e para a comunidade de fiéis, segundo ele. A pesquisa buscou entender essa dinâmica, entrevistando 2.649 adultos americanos entre 8 e 27 de janeiro de 2026.

O estudo também confirmou uma familiaridade duradoura com a Bíblia entre os americanos. Cerca de metade dos entrevistados afirmou ter lido pelo menos metade da Bíblia, com um terço relatando ter lido a maior parte ou a totalidade dela. Dezessete por cento declararam ter lido a Bíblia inteira, enquanto apenas 10% confessaram não ter lido nenhuma parte.

Formatos e atitudes

No que diz respeito aos formatos de leitura, a Bíblia impressa continua sendo a preferida, utilizada mensalmente por quase 80% dos leitores. No entanto, os formatos digitais também são amplamente adotados, com 62% dos usuários acessando as Escrituras digitalmente a cada mês. Observa-se que entre as gerações mais novas, como Millennials e Geração Z, o uso digital supera ligeiramente o impresso, embora a maioria declare utilizar ambos os formatos regularmente.

Um dado relevante revelado pelo estudo é a forte correlação entre os hábitos de leitura e as atitudes em relação à Bíblia. Entre os respondentes que afirmam que a Bíblia transformou suas vidas, 64% relataram ter lido a maior parte ou a totalidade dela. Em contrapartida, 60% daqueles que veem a Bíblia como uma ferramenta de controle ou manipulação indicaram ter lido pouco ou nada do conteúdo.

O uso de planos de leitura estruturados também se mostrou associado a um maior engajamento. Quase três quartos dos participantes que seguem um guia ou programa de leitura afirmaram ter lido a maior parte ou a totalidade da Bíblia. Estes achados, coletados pela NORC at the University of Chicago, visam auxiliar líderes religiosos a responderem às mudanças nos padrões de engajamento bíblico.

A American Bible Society planeja lançar o relatório em sete capítulos até novembro, com futuras publicações abordando temas como paternidade, inteligência artificial e propósito de vida, indicando um esforço contínuo para compreender e apoiar o relacionamento dos americanos com as Escrituras em um mundo em constante evolução.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Projeto de lei quer proibir aplicação da Sharia no Brasil

Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Câmara dos Deputados (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados em 2026 visa impedir a aplicação de normas baseadas na Lei Islâmica, conhecida como Sharia, em território brasileiro. A proposta, de autoria do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), busca garantir que as leis nacionais, especialmente a Constituição Federal e os direitos fundamentais, prevaleçam sobre quaisquer preceitos religiosos que possam conflitar com elas. O objetivo principal é proteger direitos básicos, como os de mulheres, crianças e minorias, assegurando a soberania jurídica do país.

A iniciativa surge em um contexto onde a Sharia é aplicada em diferentes graus em países como Irã, Afeganistão, Brunei e Arábia Saudita. Em nações ocidentais, interpretações dessa legislação têm sido associadas a práticas questionáveis, como punições corporais severas e o casamento de menores. O deputado ressalta que o projeto não se trata de restringir a liberdade religiosa, mas sim de evitar que práticas incompatíveis com os valores democráticos e os direitos humanos sejam implementadas no Brasil, mesmo que de forma paralela.

O texto do Projeto de Lei 824/2026 estabelece claramente que nenhuma prática, contrato ou organização poderá impor regras religiosas que contrariem a legislação brasileira. A proposta proíbe de forma explícita medidas que resultem em discriminação ou subjugação de mulheres, crianças e minorias. Entre os pontos que o projeto busca vetar estão:

  • Punições corporais;
  • Casamentos forçados;
  • Coerção e intimidação;
  • Contratos que impliquem renúncia de direitos fundamentais;
  • Criação de sistemas jurídicos paralelos no país.

Conforme declara o parlamentar, o objetivo é “impedir a criação de jurisdições paralelas e reforçar que, no Brasil, apenas o ordenamento jurídico nacional tenha validade, preservando a soberania, o Estado Laico e os direitos fundamentais”.

Adicionalmente, o projeto propõe alterações na Lei de Migração. O intuito é impedir a concessão de visto ou residência a estrangeiros que defendam ou promovam a imposição do sistema jurídico-religioso da Sharia, caso este seja incompatível com a Constituição brasileira. Se tal promoção ocorrer após a entrada no país, o estrangeiro poderá ter seu visto revogado e ser expulso, sempre com garantia de ampla defesa. É importante ressaltar que o projeto reafirma a intenção de não restringir a fé islâmica nem a prática religiosa individual, preservando a liberdade de crença, mas focando na impossibilidade de aplicação de práticas que desrespeitem o ordenamento jurídico nacional.

O projeto está disponível para consulta pública através de uma enquete no portal da Câmara dos Deputados, permitindo que os cidadãos expressem seu apoio ou preocupação com a proposta. Após a etapa inicial, o projeto aguarda designação de relator e deverá ser analisado por diversas comissões, incluindo Direitos Humanos e Minorias, Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Relações Exteriores e Defesa Nacional, e, por fim, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Folha Gospel

Orações perto de clínicas de aborto são autorizadas pela justiça da Alemanha e da Áustria

Grupo pró-vida austríaco Jugend Für Das Leben. (Foto: JFDL)
Grupo pró-vida austríaco Jugend Für Das Leben. (Foto: JFDL)

Decisões judiciais recentes na Alemanha e na Áustria reabriram o debate sobre a liberdade de expressão e manifestação pacífica. Tribunais nesses países autorizaram a realização de vigílias e orações em prol da vida nas proximidades de clínicas de aborto, após tentativas de autoridades locais de impor restrições a essas atividades. A justificativa central das cortes é que expressões pacíficas de opinião e oração não devem ser automaticamente equiparadas a assédio contra mulheres que buscam interromper a gravidez.

Essa inversão de entendimento legal ocorre em um cenário europeu onde, nos últimos anos, diversos países têm implementado medidas para impedir que pessoas tentem dissuadir mulheres de realizar abortos. Um dos casos mais notórios é o do Reino Unido, que estabeleceu “zonas de exclusão” ao redor de clínicas, resultando em denúncias e multas para indivíduos que oravam em silêncio nessas áreas. Governos com diferentes inclinações políticas têm aplicado restrições semelhantes em contextos públicos.

Na Alemanha, especificamente no estado da Renânia do Norte-Vestfália, uma proibição imposta em 2024 impedia um grupo pró-vida de se aproximar a menos de 100 metros de clínicas de aborto. As autoridades basearam a restrição na Lei de Conflito da Gravidez, que veta atos de “assédio ou intimidação” a gestantes. Contudo, um tribunal em Aachen determinou que a lei foi aplicada de maneira incorreta.

Segundo a decisão judicial, o grupo, com duas décadas de atuação na promoção de alternativas ao aborto, limitava-se a exibir imagens de Jesus ou de crianças, sem abordar diretamente as mulheres nem tentar qualquer tipo de contato. Os magistrados enfatizaram que a legislação não proíbe a manifestação de opiniões de forma geral, nem a exposição de gestantes a opiniões divergentes.

Na Áustria, um tribunal administrativo em Viena também se pronunciou a favor da liberdade de reunião. O grupo Jugend Fürs Leben (“Juventude Pela Vida”) havia planejado uma “oração silenciosa e pacífica pela proteção, dignidade e preservação da vida humana” próximo a clínicas de aborto. A iniciativa chegou a ser inicialmente proibida e denunciada à polícia, mas a decisão foi revertida.

Os juízes austríacos deixaram claro que a oração pacífica é considerada uma assembleia protegida pela Constituição. Consequentemente, manifestações dessa natureza não devem ser proibidas no futuro, reafirmando o direito à livre expressão pacífica.

Apesar dessas decisões favoráveis à liberdade de expressão pacífica, o debate sobre o tema permanece aceso. Em 2026, o parlamento austríaco discute uma nova legislação que aborda o assédio em vias públicas, o que pode representar novos desafios para grupos pró-vida. No entanto, com base nas garantias constitucionais de liberdade de expressão e reunião existentes em muitos países europeus, encontros de oração e manifestações públicas que não envolvam abordagem indesejada dificilmente poderão ser vetados.

Ainda assim, organizações pró-vida relatam hostilidade em diversas partes da Europa. Em Portugal, durante a Marcha Pela Vida de março de 2026, um coquetel molotov foi lançado contra o evento. Na Suíça, confrontos com a polícia ocorreram devido a tentativas de interrupção de festivais pró-vida por grupos anarquistas. Paralelamente, observam-se tendências de liberalização das leis de aborto em vários países europeus, como a Inglaterra, que deixou de processar abortos realizados em casa após o prazo legal. O cenário, portanto, continua complexo e em constante evolução.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Cristãos na Nigéria e Síria enfrentam massacres e ameaças à extinção

Funeral de cristãos mortos em 28 de agosto de 2025, no Condado de Kauru, estado de Kaduna, Nigéria. (Foto: Iliya Tata para o Christian Daily International-Morning Star News)
Funeral de cristãos mortos em 28 de agosto de 2025, no Condado de Kauru, estado de Kaduna, Nigéria. (Foto: Iliya Tata para o Christian Daily International-Morning Star News)

Cristãos na Nigéria e na Síria estão enfrentando um cenário de mortes brutais, com ataques direcionados por militantes islâmicos que ameaçam a existência de comunidades milenares. Em algumas regiões nigerianas, professar a fé cristã pode significar uma sentença de morte. Durante a Semana Santa, uma onda de terror perpetrada por homens armados resultou na morte de mais de 60 fiéis em vilarejos, negócios e igrejas, transformando dias de celebração em momentos de horror.

Em Jos, na Nigéria, militantes invadiram um bairro predominantemente cristão no Domingo de Ramos, abrindo fogo contra moradores e matando pelo menos uma dúzia de pessoas. Todd Nettleton, Vice-Presidente da Voice of the Martyrs, destacou a motivação religiosa nos ataques. “Os atiradores gritavam ‘Allahu Akbar’ enquanto (continue lendo em Tribuna Gospel clicando aqui)

Zé Bruno critica pastores com camarim e tratamento exclusivo

Zé Bruno é pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate. (Foto: Reprodução)
Zé Bruno é pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate. (Foto: Reprodução)

O pastor da igreja A Casa da Rocha e líder da banda Resgate, Zé Bruno, causou burburinho no meio eclesiástico ao proferir críticas contundentes sobre a estrutura de algumas igrejas. Em uma palestra que gerou debates, ele atacou o que chamou de “elitização” do ministério pastoral, argumentando que essa tendência transforma líderes em figuras isoladas e distantes de seus fiéis, com tratamentos que beiram o luxo.

A discussão central gira em torno de privilégios como camarins, salas reservadas e atendimentos diferenciados para líderes religiosos. Zé Bruno questiona a necessidade dessas “bolhas” que separam o pastor do restante da congregação, defendendo uma maior proximidade e igualdade. Ele sugere que essas práticas incentivam uma cultura superficial, mais voltada para o espetáculo do que para a essência da fé.

O fim do camarim e a valorização da simplicidade

Zé Bruno utilizou sua própria experiência na Casa da Rocha para exemplificar seu ponto de vista. Ele mencionou que, em sua igreja, ele próprio estaciona o carro longe se não houver vaga, enfrenta filas na cantina e compra seu próprio ingresso, atos que contrastam com a imagem de um líder servido e intocável. Essa atitude visa desconstruir a ideia de um pastor “pachá”, abanado por servos, e resgatar a figura do líder como parte integrante da comunidade.

“Você tem uma salinha onde fica enquanto as pessoas chegam? Eu não tenho”, disparou.

A crítica se estende àqueles que, segundo ele, criam um ambiente de bajulação ao oferecer regalias exclusivas. “Você está ensinando que o puxa-saco prospera”, alertou, destacando a importância de um ambiente onde a lealdade e a fé sejam genuínas, e não motivadas por privilégios. Ele defende que os próprios líderes devem tomar a iniciativa de “autossabotar” essas barreiras institucionais para promover uma igreja mais unida e autêntica.

A fé como um empreendimento: uma crítica à superficialidade

O pastor lamentou o que percebe como uma transformação da fé em um “empreendimento”, onde os objetivos institucionais parecem se sobrepor à vivência cristã genuína. Ele reconhece que seu discurso direto e polêmico pode atrair críticas na internet, mas reafirma a importância de expor a verdade, mesmo diante de possíveis repercussões negativas. Seu posicionamento se apresenta como um contraponto a um mercado gospel cada vez mais inclinado a hierarquias de luxo e performances exageradas.

Zé Bruno apela para um retorno à simplicidade e à essência da mensagem religiosa, desafiando líderes a refletirem sobre suas práticas e o impacto que elas causam na comunidade que lideram. A busca pela autenticidade e pela proximidade com os fiéis emerge como um chamado importante em meio às complexidades do cenário religioso contemporâneo.

Folha Gospel

Ex-pastor da Lagoinha é investigado por suspeita de assédio contra adolescentes

Fachada da Lagoinha Church em Orlando, EUA (Foto: Reprodução)
Fachada da Lagoinha Church em Orlando, EUA (Foto: Reprodução)

Um ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha, de 37 anos, está sob investigação em Belo Horizonte por suspeita de crimes contra a dignidade sexual de dois fiéis adolescentes. Os jovens, atualmente com 16 e 17 anos, teriam sido vítimas de aliciamento e atos libidinosos praticados por Lucas Tiago de Carvalho Silva, que liderava o grupo de adolescentes na unidade do bairro São Geraldo.

A 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da capital mineira determinou medidas protetivas urgentes, amparadas pela Lei Henry Borel. A investigação aponta que o ex-pastor teria se valido de sua posição e “eloquência pastoral” para manipular os jovens e seus familiares, mascarando intenções sexuais sob o disfarce de amizade e aconselhamento espiritual. A notoriedade e a confiança depositada na figura religiosa foram ferramentas utilizadas nesse suposto esquema.

As informações são da Folha de S.Paulo.

Investigação revela métodos de manipulação

De acordo com o documento judicial, os métodos empregados pelo investigado variavam. Em um dos casos, a aproximação teria se iniciado com a criação de um grupo de estudos cristãos. As conversas evoluíram para o envio de conteúdo sexual explícito, incluindo fotos e vídeos íntimos do próprio pastor. Relatos indicam que ele alegava estar em “crise no casamento” para ganhar a confiança do adolescente, utilizando mensagens de visualização única para dificultar rastros.

No outro caso, as supostas investidas teriam ocorrido em espaços da igreja, como a cozinha e tatames. O ex-pastor teria praticado toques abusivos, beijos no pescoço e sexo oral. O depoimento de uma das mães à Polícia Civil descreve como Silva “usava sua lábia” para persuadi-la a enviar o filho à igreja, demonstrando a pressão psicológica exercida.

Os adolescentes, em seus depoimentos, descreveram a progressão das interações. Um deles relatou que o que começou como “abraço e carinho” evoluiu para o que considerou “abuso e pedofilia”, com momentos de ser pressionado contra a parede. O outro jovem mencionou ter sido exposto a “conteúdo impróprio no celular” dentro de um carro, sem ter sido abordado pessoalmente.

Medidas protetivas e posicionamento da igreja

Diante das denúncias, a Justiça determinou que Lucas Tiago de Carvalho Silva mantenha uma distância mínima de 500 metros das vítimas e seja proibido de contatá-las por qualquer meio. A proibição se estende à frequência das proximidades da unidade da Lagoinha São Geraldo. O descumprimento dessas ordens pode acarretar prisão preventiva imediata.

A Igreja Batista da Lagoinha informou que agiu “imediata e responsável” ao tomar conhecimento das denúncias no final de janeiro. Silva foi afastado do cargo e proibido de frequentar a unidade assim que as acusações chegaram ao conhecimento da liderança. A igreja afirmou que as famílias foram ouvidas em menos de 24 horas e orientadas a procurar as autoridades, disponibilizando apoio pastoral, psicológico e jurídico.

A instituição repudiou “de forma absoluta qualquer prática contra a dignidade e integridade de crianças e adolescentes” e declarou confiar na responsabilização dos envolvidos. O caso segue em fase de inquérito policial, com a igreja se colocando à disposição para colaborar com as investigações.

É importante ressaltar que a Folha de S.Paulo optou por não identificar os jovens e seus pais, protegendo a identidade das vítimas menores de idade. Um relato de uma das mães descreveu um cenário de isolamento e pressão após a revelação dos fatos, com questionamentos de membros da congregação que a fizeram sentir-se “como se nós fôssemos os errados”.

Fonte: Folha de S.Paulo

Projeto de lei pode bloquear ajuda externa a missionários e confiscar propriedades da igreja na Índia

Bandeira da Índia nas mãos de uma mulher (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
Bandeira da Índia nas mãos de uma mulher (Foto: Reprodução/Portas Abertas)

O financiamento estrangeiro para missões cristãs na Índia pode ser prejudicado por uma proposta de alteração da lei que regulamenta o financiamento externo.

O projeto de lei de alteração do Regulamento de Contribuições Estrangeiras permitiria ao governo indiano confiscar os ativos de qualquer organização que tenha sua licença FCRA bloqueada ou que tenha uma licença vencida.

A licença FCRA é o que permite que ONGs na Índia aceitem financiamento estrangeiro.

O Dr. Joseph D’Souza, chefe do Conselho Cristão de Toda a Índia, disse: “Esta é uma crise perigosa e profundamente alarmante, com consequências imediatas e potencialmente irreversíveis.”

Os críticos da nova lei temem que ela seja usada por nacionalistas hindus para confiscar propriedades cristãs, especialmente aquelas destinadas ao benefício de dalits e outros grupos marginalizados na Índia.

A Release International acusou o governo indiano de tentar exercer controle sobre organizações beneficentes e missionárias cristãs, limitando seu acesso a financiamento estrangeiro.

O grupo observou que, desde que o BJP chegou ao poder em 2014, mais de 20.000 licenças FCRA expiraram ou foram canceladas, cortando as fontes de financiamento estrangeiro para os afetados.

O debate sobre a proposta de emenda foi adiado para a sessão parlamentar de junho a agosto. A Release International fez um apelo aos cristãos, tanto locais quanto internacionais, para que fizessem todo o possível para se oporem ao projeto de lei.

O parceiro local do grupo afirmou em comunicado: “Esta legislação é um esforço deliberado para permitir que o Estado assuma o controle de propriedades eclesiásticas, instituições educacionais e instalações de saúde construídas ao longo de décadas de filantropia global, marcadas por sacrifícios.

“Há mais de 50 anos, as ofertas sacrificiais de fiéis comuns — do Brasil e da África do Sul ao México e à Austrália — têm sido a base da ascensão social dos mais marginalizados da Índia.”

Paul Robinson, CEO da Release International, afirmou que a emenda proposta reflete um ambiente cada vez mais hostil para os cristãos na Índia.

Ele apontou, em particular, para as leis anticonversão em vigor em vários estados. Essas leis, embora oficialmente destinadas a proteger as pessoas de conversões forçadas, muitas vezes parecem servir como pretexto para perseguir cristãos e outras religiões minoritárias que ameaçam a hegemonia hindu. Ninguém jamais foi processado por usar força ou coerção para converter alguém ao hinduísmo.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristãos pedem ao governo britânico que ajude a pôr fim à guerra no Sudão

Cristãos reunidos no Sudão do Sul. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos reunidos no Sudão do Sul. (Foto: Portas Abertas)

Grupos cristãos fizeram parte de uma coalizão mais ampla que entregou uma petição ao governo esta semana, exigindo que este tome medidas em relação à guerra civil em curso no Sudão.

Este ano marcou o 70º aniversário da independência do Sudão. Durante 42 desses anos, o Sudão esteve imerso em uma guerra civil ou outra, sem contar outros conflitos, como a crise de Darfur.

Nesta quarta-feira, completam-se três anos desde o início da atual guerra civil. Trata-se essencialmente de uma batalha entre dois senhores da guerra que antes eram aliados. Acredita-se que ambas as facções, as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF), estejam recebendo apoio de diversos governos estrangeiros.

Anneliese Dodds, deputada e presidente do Grupo Parlamentar Multipartidário para o Sudão e o Sudão do Sul, liderou a entrega da petição em Downing Street.

Ela disse: “Esta situação ultrapassou os limites da catástrofe, e o povo do Sudão não pode esperar mais. O governo do Reino Unido deve usar sua posição como responsável pela redação das decisões no Conselho de Segurança das Nações Unidas para demonstrar a liderança que esta crise exige. Isso significa agir agora para proteger os civis e garantir que a ajuda chegue àqueles que mais precisam.”

A petição, que já foi assinada por mais de 40.000 pessoas, exige que o governo britânico use toda a influência que possui para conseguir um cessar-fogo e faça tudo o que for possível para garantir a segurança dos civis e o fornecimento seguro de ajuda humanitária.

As organizações cristãs que apoiam o apelo são a CAFOD, a Christian Aid, a Tearfund e a Visão Mundial.

As Nações Unidas estimam que o conflito será uma das principais causas dos 4,2 milhões de casos de desnutrição aguda previstos para o Sudão este ano.

Em uma carta aberta, o bispo Yunan Tombe Trille, da diocese de El Obeid, no Sudão, reconheceu o imenso sofrimento enfrentado pelo povo sudanês.

“O que começou como uma luta política e militar transformou-se numa das piores crises humanitárias do mundo. Milhões foram deslocados… comunidades que antes viviam lado a lado em paz agora enfrentam fome, medo e incerteza”, disse o bispo.

“Serviços essenciais como escolas, instalações de saúde e mercados foram paralisados. O rico tecido social do Sudão — tecido a partir da cultura, da fé e da diversidade — foi profundamente ferido.”

“A paz no Sudão não virá por meio de armas ou interesses estrangeiros, mas sim por meio de um processo deliberado, inclusivo e justo, enraizado na dignidade de cada sudanês.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Estudo revela por que jovens estão abraçando o cristianismo na Finlândia

Centro de Helsinque, capital da Finlândia (Foto: Canva Pro)
Centro de Helsinque, capital da Finlândia (Foto: Canva Pro)

Um novo estudo revisado por pares sugere que, em um dos países mais seculares da Europa, um número crescente de jovens está achando o cristianismo atraente porque ele oferece o que os pesquisadores descrevem como uma estrutura mais completa para identidade, significado, estabilidade e pertencimento.

Publicado no periódico Journal for the Scientific Study of Religion, o artigo dos teólogos Kati Tervo-Niemelä e Pietari Hannikainen examina por que os jovens na Finlândia aparentemente estão demonstrando maior interesse pela fé cristã.

Com base em entrevistas com 30 jovens, a pesquisa aponta para uma possível inversão dos padrões de gênero consolidados na religiosidade, com os jovens se envolvendo mais com o cristianismo.

Os autores argumentam que isso desafia duas suposições amplamente aceitas: que a religião está em declínio constante entre as gerações mais jovens e que as mulheres historicamente têm sido mais religiosas do que os homens.

Segundo eles, descobertas recentes sugerem que os jovens finlandeses do sexo masculino podem agora demonstrar um comprometimento religioso mais forte em algumas medidas do que as jovens do sexo feminino e os jovens do sexo masculino de anos anteriores.

Tendências semelhantes também foram observadas em outras pesquisas finlandesas.

Em fevereiro de 2025, a Universidade da Finlândia Oriental afirmou que seus dados mostravam que o compromisso dos meninos com a fé cristã havia se fortalecido nos últimos anos, com a crença em Deus se tornando “claramente mais comum entre os meninos do que entre as meninas”.

Mas o novo estudo vai além das estatísticas para questionar o que realmente atrai esses jovens. A resposta é complexa e os pesquisadores afirmam que a atração é impulsionada por “múltiplos motivos que se sobrepõem”.

Eles explicaram: “Dizer que se trata apenas de conservadorismo é simplificar demais o fenômeno. Em suma, a atração do cristianismo para os jovens parece multifacetada: oferece comunidade e segurança, estabilidade por meio da tradição e esperança em tempos de crises pessoais e globais, além de proporcionar uma identidade contracultural e um modelo de masculinidade responsável.

“Os rituais e a profundidade teológica conferem à fé tanto seriedade intelectual quanto presença concreta, tornando-a mais do que uma visão de mundo abstrata.”

Em vez de apresentar o cristianismo principalmente como uma declaração política ou ideológica, o estudo o descreve como uma força estabilizadora em uma cultura fragmentada.

Os autores afirmam que muitos dos homens entrevistados viam a fé como oferecendo “estrutura, responsabilidade e modelos estáveis”, em oposição ao que consideravam “relativismo e individualismo” na sociedade em geral.

A discussão analítica do artigo enquadra esse desenvolvimento em três níveis.

Em nível pessoal, a fé muitas vezes surgiu como resposta a crises, questionamentos pessoais e à busca por uma identidade mais saudável, especialmente em relação a debates sobre masculinidade e papéis de gênero.

No âmbito comunitário, as igrejas, a teologia e a cultura da confirmação ofereciam não apenas apoio e comunhão, mas também um forte senso de pertencimento.

Em um nível social mais amplo, o cristianismo era frequentemente visto como uma âncora moral e uma resposta contracultural às rápidas mudanças, à instabilidade e ao que os participantes percebiam como uma crise de significado mais ampla.

Os autores argumentam que isso não é uma repetição de padrões antigos de renascimento religioso, mas reflete influências distintamente contemporâneas.

Esses fatores incluem a crescente insegurança em um mundo instável, a confusão em torno da masculinidade em uma sociedade polarizada, a influência crescente das mídias sociais e o desejo de alguns jovens de se conectar com a identidade finlandesa e europeia por meio do cristianismo.

O artigo também destaca a importância da influência digital.

Os pesquisadores descobriram que o conteúdo religioso online e as redes sociais não apenas reforçavam as crenças existentes, mas muitas vezes ajudavam a despertar o interesse pelo cristianismo.

Nesse sentido, a fé está sendo encontrada não apenas por meio de igrejas e da vida familiar, mas também por meio de podcasts, plataformas de vídeo, influenciadores e expressões públicas de crença online.

No cerne do estudo está o argumento de que o cristianismo está sendo abraçado por alguns jovens não simplesmente como um conjunto de doutrinas, mas como o que os autores chamam de “uma estrutura holística para identidade, significado e crescimento” em uma era de incertezas.

Ainda assim, eles alertam que suas conclusões são baseadas em uma amostra qualitativa de 30 jovens finlandeses e não devem ser consideradas estatisticamente generalizáveis.

A publicação do estudo ocorre em um momento marcante da vida pública finlandesa. Apenas alguns dias antes da publicação do estudo, a Suprema Corte da Finlândia condenou a ex-ministra do Interior, Päivi Räsänen, e o bispo luterano Juhana Pohjola por incitação ao ódio contra um grupo populacional devido a material disponibilizado online a partir de um panfleto da igreja publicado pela primeira vez em 2004. O tribunal também ordenou a remoção de trechos ilegais da publicação online.

Ao mesmo tempo, o tribunal absolveu Räsänen por unanimidade de uma acusação separada relacionada a uma publicação de um versículo bíblico de 2019.

Segundo o Supremo Tribunal, a condenação dizia respeito a material que se manteve publicamente disponível entre novembro de 2019 e janeiro de 2022.

O tribunal impôs multas de vários milhares de euros aos réus, incluindo a Fundação Luterana da Finlândia, que havia publicado o panfleto com Räsänen e Pohjola.

Räsänen disse estar “chocada e profundamente desapontada” com a decisão e que estava considerando recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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