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Deputada finlandesa Päivi Räsänen recorre da condenação por “discurso de ódio” ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

Päivi Räsänen, deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia (Foto: Reprodução)
Päivi Räsänen, deputada e ex-ministra do Interior da Finlândia (Foto: Reprodução)

A deputada finlandesa Päivi Räsänen anunciou na quinta-feira (7 de maio) que vai recorrer da condenação por “discurso de ódio” proferida pelo Supremo Tribunal da Finlândia para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).

O recurso surge na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal de 26 de março que anulou duas absolvições anteriores de tribunais inferiores. Numa decisão por 3-2, o tribunal superior considerou Räsänen culpada por expressar as suas opiniões bíblicas sobre o casamento e a ética sexual num panfleto da igreja publicado há 20 anos.

O tribunal também condenou criminalmente o bispo luterano Juhana Pohjola, da Diocese Evangélica Luterana da Finlândia, pela publicação do panfleto de 2004, de acordo com o grupo de direitos humanos Alliance Defending Freedom (ADF) International.

“Vou recorrer da decisão do Supremo Tribunal da Finlândia ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos”, disse Räsänen. “Confio que o TEDH reconhecerá a necessidade de salvaguardar a liberdade de expressão e de religião na Finlândia e em toda a Europa. Espero que em Estrasburgo seja reconhecido que a expressão pacífica de convicções não é crime.”

Räsänen, que foi Ministra do Interior da Finlândia de 2011 a 2015, enfatizou que rotular opiniões como crimes restringe seriamente a liberdade de expressão, observando que outros continuam livres para se opor e criticar seus pontos de vista.

O Supremo Tribunal aplicou multas de vários milhares de euros a Räsänen e Pohjola e ordenou a remoção e destruição das declarações em questão. A multa de Räsänen totalizou 1.800 euros – o equivalente a 20 dias de salário – e ela terá de arcar com as suas próprias custas judiciais.

Pohjola recebeu uma multa semelhante de 20 dias, enquanto sua editora, a Fundação Luterana Finlandesa, deve pagar 5.000 euros. O tribunal baseou as condenações no ato de “tornar e manter disponível ao público um texto que insulta um grupo”.

Räsänen destacou a natureza inédita da decisão, apontando que o tribunal censurou parcialmente o panfleto de 2004, “Homem e Mulher os Criou”, e proibiu sua publicação em sua forma atual. O tribunal considerou legal um tweet separado que Räsänen dirigiu à liderança da Igreja Evangélica Luterana, que fazia referência ao Capítulo 1 da Epístola aos Romanos para criticar o apoio da igreja a um evento do Orgulho Gay.

Embora o Supremo Tribunal tenha admitido que o panfleto não incitava violência nem ameaçava hostilidade, considerou o texto “insultuoso para os homossexuais enquanto grupo”. Räsänen discordou da sentença, afirmando que o tribunal alegou falsamente que ela considerava os homossexuais inferiores.

Ela apontou para um trecho do panfleto que afirmava que “todas as pessoas são iguais e têm o mesmo valor”. Räsänen argumentou que a decisão cria uma “falta de clareza” na lei, observando que nove dos 12 juízes envolvidos em três instâncias judiciais diferentes não viram nada de criminoso no panfleto.

Räsänen atuou como membro do Parlamento por 31 anos. Médica e avó de 12 netos, ela enfrenta processos criminais há sete anos.

“Meus escritos não nascem do ódio, mas da compaixão e do objetivo de encorajar as comunidades da igreja rumo à abertura e ao amor ao próximo”, acrescentou ela.

Ela expressou gratidão à sua equipe jurídica e à ADF International, prometendo continuar a batalha legal com “calma e confiança”.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cristãos pedem proteção para pastores na Colômbia após assassinatos e sequestros

Culto em uma igreja na Colômbia (Foto representativa: Portas Abertas)
Culto em uma igreja na Colômbia (Foto representativa: Portas Abertas)

Uma nova campanha foi lançada com o objetivo de restaurar a proteção especial aos líderes religiosos na Colômbia, após uma série de assassinatos e sequestros cometidos por grupos armados.

A campanha centra-se nos Decretos 1066 e no Sistema Nacional de Proteção (SNP). Em 2023, o governo retirou os líderes religiosos da lista de pessoas consideradas particularmente vulneráveis ​​a ataques, o que significa que já não têm acesso a programas especiais de segurança e proteção.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), responsável pela campanha, afirmou que, desde dezembro de 2024, 11 líderes religiosos foram mortos, desapareceram ou foram sequestrados.

Entre eles estava o pastor José Otoniel Ortega, que foi morto a tiros por homens armados enquanto comemorava o Ano Novo em um evento.

Em outro caso, foi descoberta uma vala comum contendo os restos mortais de oito líderes religiosos e sociais. O Ministério Público colombiano alegou que os mortos foram assassinados por um grupo chamado Frente Armando Ríos, um braço das FARC.

Os seis homens e duas mulheres teriam sido convocados para uma reunião pelo grupo, que queria investigar rumores de que uma milícia rival poderia estar instalando uma célula na região.

Líderes religiosos são frequentemente alvos desses grupos, que podem percebê-los como um foco de oposição às suas atividades.

A campanha da CSW está intimamente ligada a uma petição que será entregue ao vencedor da eleição presidencial, marcada para 31 de maio.

Anna Lee Stangl, Diretora de Advocacy e Líder da Equipe das Américas da CSW, afirmou: “Nos últimos dois anos, a Colômbia retornou a níveis de violência que lembram os dias mais sombrios do conflito interno que assola o país há décadas.

“Como vozes de paz, justiça e liberdade em suas comunidades, os líderes religiosos são alvos óbvios para os grupos armados ilegais e criminosos que continuam a espalhar o medo por todo o país.”

“Quem quer que vença as próximas eleições presidenciais na Colômbia deve priorizar ao máximo as promessas de ‘paz total’ com as quais o atual governo foi eleito, inclusive reconhecendo a vulnerabilidade específica dos líderes religiosos e restaurando seu acesso aos programas de proteção e mecanismos de segurança do governo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Refugiados norte-coreanos estudam a Bíblia em abrigos pela primeira vez

Cristãos da Coreia do Norte estudam a Bíblia. (Foto: Portas Abertas)
Cristãos da Coreia do Norte estudam a Bíblia. (Foto: Portas Abertas)

Em rotas de fuga clandestinas e repletas de riscos, refugiados norte-coreanos que conseguem deixar seu país frequentemente chegam a abrigos seguros mantidos pela Portas Abertas e parceiros locais. Nestes locais, o primeiro contato com a Bíblia representa um choque cultural e ideológico profundo, confrontando anos de doutrinação estatal que demoniza o cristianismo.

As Escrituras, antes tidas como perigosas e proibidas sob pena de morte, tornam-se acessíveis pela primeira vez em suas vidas, em espaços ocultos que oferecem proteção física e um encontro espiritual significativo.

A jornada para fora da Coreia do Norte, o país mais perigoso para cristãos, é marcada por travessias ilegais ou subornos para obtenção de vistos. A segurança nas fronteiras foi intensificada nos últimos anos, tornando as fugas mais arriscadas e menos comuns. Aqueles que logram sucesso encontram nos abrigos não apenas alimento, abrigo e cuidados médicos, mas também um ambiente onde a fé cristã é apresentada sem medo de perseguição imediata.

A exposição à Bíblia em casas seguras, longe do controle estatal, leva muitos a questionar as narrativas oficiais sobre cristãos serem inimigos do regime. A leitura das Escrituras, para aqueles que cresceram em um sistema que associava fé a veneno, provoca uma reavaliação de conceitos como verdade, autoridade e propósito. Essa confrontação entre propaganda e realidade pode ser desorientadora, com alguns refugiados abraçando a fé cristã e outros permanecendo em um estado de incerteza, mas todos impactados pela experiência.

No entanto, o conhecimento adquirido em segurança pode se tornar uma arma perigosa. Caso sejam detidos, seja em trânsito ou ao retornar à Coreia do Norte, refugiados enfrentam interrogatórios padronizados com perguntas diretas sobre envolvimento com igrejas, missionários e leitura da Bíblia. Informações obtidas através do estudo das Escrituras podem ser usadas contra eles, resultando em severas punições como prisão, tortura, campos de trabalho forçado ou execução, mesmo que a detenção inicial não esteja relacionada à fé.

Apesar dos riscos, muitos escolhem retornar ao seu país para reencontrar familiares deixados para trás. Eles não carregam Bíblias físicas, mas levam consigo o aprendizado adquirido, um conhecimento que não pode ser confiscado, mas que representa um grande perigo em caso de interrogatório. “Cada vez que alguém estuda a Bíblia em uma casa segura, está fazendo uma escolha sobre o que levará consigo. Essa é a parte mais difícil do nosso trabalho”, relata um parceiro local da Portas Abertas, evidenciando o paradoxo doloroso entre a oferta de segurança e o potencial custo futuro da fé.

A Portas Abertas apoia esses refugiados por meio de casas seguras e cuidado integral, um trabalho dependente do engajamento da igreja global, que pode contribuir com orações e doações para sustentar o refúgio e o apoio espiritual a estes indivíduos em sua jornada de fé e sobrevivência.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Crise agrava perseguição a cristãos em Cuba

Cristãos durante culto em Cuba (Foto: Portas Abertas)
Cristãos durante culto em Cuba (Foto: Portas Abertas)

A já difícil situação humanitária em Cuba atingiu novos patamares de severidade, afetando de maneira desproporcional comunidades cristãs. A falta de alimentos básicos, prolongados períodos sem energia elétrica, carência de medicamentos essenciais e uma vigilância constante por parte das autoridades moldam o cotidiano de milhares de cubanos.

O pastor Edgar, que atua no país, expressou o sentimento de muitos ao dizer “Pedimos a Deus que tenha misericórdia da nossa nação. Pedimos forças para suportar”, refletindo a crescente dificuldade enfrentada no país. Com o agravamento da crise, as igrejas tornam-se um dos poucos refúgios, onde famílias buscam auxílio básico para sobreviver, mesmo com os recursos das instituições sendo extremamente limitados.

Agravamento da insegurança alimentar e do racionamento

A carência de comida se manifesta como um dos sinais mais evidentes da crise nacional. Uma combinação de restrições econômicas, inflação galopante e instabilidade no fornecimento de energia elétrica reduziu drasticamente o acesso a alimentos. Relatos locais indicam que o cenário atual supera a gravidade vivenciada durante o “Período Especial” nos anos 1990.

“Não temos o que comer. Tudo está extremamente caro. Os preços dobraram”, relatou Edgar. Em algumas localidades, itens fundamentais como o pão são distribuídos apenas para crianças. O sistema de racionamento se mostra incapaz de suprir a demanda, e os produtos frequentemente chegam incompletos. Segundo o Observatório Cubano de Direitos Humanos, sete em cada dez cubanos não conseguem realizar três refeições diárias.

Apagões constantes comprometem serviços básicos e vida no campo

A crise energética é generalizada, impactando quase todas as esferas da vida cubana. Desde 2025, os apagões ocorrem diariamente, com durações que variam entre 12 e 20 horas. O pastor Ferney, de uma região rural, descreveu a situação afirmando “A energia fica desligada quase o dia inteiro. Quando volta, é por poucas horas e não é suficiente. Cozinhamos com lenha. Parece que voltamos no tempo”.

Essa falta de eletricidade afeta diretamente o acesso à água e outros serviços essenciais, especialmente fora dos grandes centros urbanos. “A água chega apenas uma vez a cada quinze dias”, acrescentou.

Repressão estatal e vigilância intensificada contra cristãos

Paralelamente à crise humanitária, a repressão do Estado cubano tem se intensificado. As autoridades monitoram e punem indivíduos que expressam descontentamento, incluindo líderes cristãos e seus familiares. Somente em um mês recente, o Observatório Cubano de Direitos Humanos registrou mais de 200 atos repressivos, que incluem ameaças, assédio, detenções arbitrárias e vigilância.

O pastor Luis relatou a sensação de constante observação: “Eles monitoram o que digo. Sinto que estou sendo observado o tempo todo, mesmo quando falo apenas sobre Deus”.

Jovens cristãos e menores de idade são alvos de perseguição

Jovens cristãos também têm sido alvo preferencial das autoridades. Após manifestações recentes contra o governo, a perseguição a este grupo, incluindo menores de idade, aumentou. Jonathan Muir foi detido após comparecer a uma convocação oficial. Seu pai, o pastor Elier Muir Ávila, foi liberado, mas Jonathan permanece preso sob a acusação de “sabotagem”.

Casos semelhantes envolvem criadores de conteúdo digital e jovens que se manifestaram nas redes sociais. Em algumas situações, residências foram inspecionadas e equipamentos apreendidos, enquanto os detidos aguardam julgamentos sob acusações graves e sem definição clara. Uma jovem de 20 anos pediu “Orem por mim e por minha mãe. A repressão é constante, e sem comunicação ficamos ainda mais vulneráveis”.

Apelo por orações diante da incerteza

Diante deste cenário desolador, líderes cristãos emitiram um apelo por orações. “Cuba precisa de mudança, mas não esperamos isso do governo. Confiamos somente em Deus. Mesmo sem quase nada, continuamos confiando no Senhor”, afirmou Ferney. Pastores solicitam que cristãos ao redor do mundo intercedam pela nação, pedindo por força para perseverar e por uma melhora na situação que assola o país.

Folha Gospel com informações de Portas Abertas

Mãe influencia fé dos filhos por meio de exemplo e oração

Mãe e filha orando com uma Bíblia na mesa (Foto: Canva Pro)
Mãe e filha orando com uma Bíblia na mesa (Foto: Canva Pro)

A influência de uma mãe na vida espiritual dos filhos transcende palavras, manifestando-se no cotidiano através de exemplos, orações e da forma como conduz a família. Desde a infância, a mãe é uma figura central na transmissão de fé, amor e valores, espelhando para as novas gerações a percepção sobre Deus, o perdão e o amor. Essa dinâmica, essencial na formação de fundamentos duradouros, é destacada pela psicanalista Raquel Boccaletti.

A especialista ressalta que a fé vivida diariamente pela mãe tem um impacto mais significativo do que discursos religiosos formais. “Uma mãe que caminha com Deus não transmite apenas palavras sobre fé; ela espelha Cristo dentro de casa”, afirma. Segundo Boccaletti, os filhos aprendem sobre o amor divino ao observar atitudes de acolhimento, correção e perseverança no ambiente familiar. A experiência pessoal da mãe com a espiritualidade, incluindo cura e transformação, reverbera diretamente nos filhos.

Valores espirituais são comunicados através de situações simples do dia a dia. Pedir perdão aos filhos, reconhecer erros e corrigir sem humilhação são atitudes que exemplificam princípios do Evangelho. “Nossos filhos aprendem sobre graça quando experimentam graça dentro de casa”, declara Raquel Boccaletti. A coerência entre a fé professada e a fé vivenciada confere credibilidade ao ensino, demonstrando que a fé é uma força que sustenta a vida real.

Diante de dúvidas ou resistência dos filhos em relação à fé, a psicanalista defende uma abordagem pautada no amor, paciência e oração. “A fé não deve ser imposta pelo medo, mas apresentada com amor, verdade e testemunho”, pontua. Questões e dúvidas são vistas como parte natural do amadurecimento espiritual, podendo levar a uma fé mais consciente e pessoal. A oração materna, por sua vez, tem o poder de transformar não apenas os filhos, mas principalmente a própria mãe, alinhando seu coração, renovando esperanças e fortalecendo sua capacidade de amar.

A disciplina bíblica, conforme Boccaletti, deve equilibrar firmeza e acolhimento. “Não existe disciplina verdadeira sem amor, assim como não existe amor verdadeiro sem disciplina”, argumenta. A presença de Deus no lar se manifesta nas conversas, decisões e na forma como conflitos são geridos. “A mãe não ocupa o lugar do Espírito Santo, mas tem grande influência na construção do ambiente espiritual da casa”, observa.

O ensino espiritual deve adaptar-se a cada fase da vida dos filhos. Crianças necessitam de segurança no amor de Deus, enquanto adolescentes requerem diálogo e espaço para questionamentos. Na vida adulta, a influência materna continua importante, não como controle, mas como presença, bênção e testemunho vivo da graça divina.

Folha Gospel texto adaptado do original em Comunhão

Mães prosperam quando a igreja se faz presente em uma comunidade amorosa

Mãe e filho em uma igreja (Foto: Canva Pro)
Mãe e filho em uma igreja (Foto: Canva Pro)

Mães em todo o mundo, independentemente de seu privilégio aparente, atravessam períodos de grande dificuldade. Nos Estados Unidos, a solidão e o esgotamento são sentimentos prevalentes, com a participação de mães solteiras em igrejas registrando quedas significativas, muitas delas relatando sentir-se julgadas em suas escolhas parentais.

A pressão de ser criticada em decisões sobre amamentação, fórmula, creche, educação ou até mesmo a alimentação e cuidados médicos de seus filhos pode criar tensões, levando a um cenário onde muitas mães se sentem incapazes de expressar honestidade ou de se sentir bem-vindas, um fato considerado trágico especialmente dentro de comunidades religiosas que deveriam proporcionar o acolhimento e a comunidade que tanto necessitam.

Globalmente, mães em situação de pobreza enfrentam desafios ainda maiores, incluindo a dificuldade em alimentar seus filhos e a experiência da gestação e dos primeiros dias pós-parto, bem como a complexidade médica e a necessidade de cuidados de saúde para seus bebês, muitas vezes em isolamento. Nesses cenários, o desenvolvimento saudável das crianças durante o primeiro ano de vida é severamente comprometido.

Contudo, a presença de uma igreja que oferece uma comunidade amorosa pode ser um divisor de águas. Quando as mães florescem, seus filhos também prosperam, e elas são a força vital da igreja, essenciais tanto quanto precisam de apoio. A passagem bíblica de Atos 2 é frequentemente citada como um modelo histórico do que a igreja foi e pode ser: uma comunidade dedicada ao ensino, comunhão, partilha de refeições e oração, onde os bens eram compartilhados para atender às necessidades de todos, sem julgamentos ou isolamento.

Este modelo de comunidade, onde as necessidades são atendidas e a solidão e as dificuldades da vida são aliviadas, possui o poder de elevar mães em dificuldades e seus filhos, integrando-os como partes fundamentais da vida e do trabalho eclesial. Essa missão já é uma realidade em diversas partes do mundo.

Um exemplo inspirador vem da República Dominicana, onde mães participantes do programa Nurturers da Compassion International demonstraram resiliência e apoio mútuo. Apesar de muitas enfrentarem dificuldades com alimentação de alta qualidade, conseguiram permanecer unidas, com acesso a cuidados pré-natais e nutrição adequada. A história de uma avó que, após a morte da filha em um parto, cuidou de seu neto desnutrido com água de macarrão por quatro meses, até que ele pudesse ser integrado ao programa e receber os cuidados necessários, ilustra a profunda necessidade de suporte e a capacidade de transformação que tais iniciativas oferecem.

A igreja local se configura como a fonte de ajuda mais importante para mães, seja lidando com o esgotamento ou a desnutrição severa. O suporte a elas requer um esforço contínuo, que vai além do Dia das Mães. Encorajar rotineiramente, oferecer apoio comunitário através de refeições, orações e cuidados infantis, além de defender suas causas por meio de organizações, conscientização e oração, são ações cruciais. Caminhar ao lado de mães em dificuldade, fornecendo ajuda, recursos, mentoria e discipulado, garante que elas saibam que são amparadas, que possuem relacionamentos confiáveis e conselhos úteis. Ao construir esses relacionamentos, promove-se o florescimento das mães, de seus filhos e, consequentemente, da igreja, testemunhando sua antiga missão de vida comunitária e amorosa.

Este artigo tem como base o texto originalmente escrito em Christian Daily por Crystal Wilson, Diretora de Estratégia Global de Captação de Recursos na Compassion International, cofundadora do THRIVE!, o Grupo de Recursos para Funcionários da Compassion voltado para mães — criado para apoiar, conectar e empoderar mães que trabalham dentro da organização.

Homem tem mãos decepadas por parentes muçulmanos após ser tornar cristão em Uganda

Cristãos durante culto em Uganda.
Cristãos durante culto em Uganda.

Familiares de um homem no leste de Uganda cortaram suas mãos depois que ele se converteu do islamismo ao cristianismo.

Kalegeya Faruku, de 40 anos, está se recuperando de ferimentos graves após ter sido mutilado no ataque à casa de sua família em Jinja.

“Entreguei minha vida a Jesus no início de março, e meus familiares não ficaram felizes”, disse Faruku a um contato do Morning Star News . “Eles ficaram muito zangados e começaram a me enviar mensagens ameaçadoras dizendo que iriam tirar minha vida.”

Faruku disse que voltou brevemente para casa na noite de 17 de abril para pegar seus pertences pessoais antes de se mudar para um lugar mais seguro. Ele pretendia viajar para o município de Busembatia, no distrito de Bugweri, onde reside um amigo que havia compartilhado o Evangelho com ele. Mas, segundo ele, parentes o emboscaram ao chegar.

“Encontrei meus irmãos me esperando, como se já tivessem sido avisados”, disse Faruku. “Meu irmão mais velho se aproximou e fingiu perguntar onde eu estava. De repente, ele me agarrou e os outros me cercaram.”

Eles o levaram para dentro de casa e cortaram suas mãos enquanto recitavam escrituras islâmicas, disse ele. O Morning Star News teve acesso a fotos de seus membros decepados. Os parentes o transportaram por cerca de 5 quilômetros e o abandonaram perto de um cruzamento, gravemente ferido, disse Faruku.

“Agradeço a Deus por um estranho ter me encontrado e dado o alarme”, acrescentou. “As pessoas vieram e me levaram às pressas para uma clínica próxima para receber atendimento médico.”

Ele estava recebendo tratamento médico em uma unidade de saúde cujo nome está sendo omitido por motivos de segurança.

Um pastor auxiliar de uma igreja evangélica no distrito disse que Faruku frequentava os cultos naquele local. Os nomes da igreja e do pastor auxiliar também estão sendo mantidos em sigilo por motivos de segurança.

Faruku ainda está recebendo tratamento no centro médico.

Seu pai, Lubega Issa, justificou o ataque dizendo: “É isso que a Sharia [lei islâmica] nos instrui a fazer com aqueles que negam a religião de Alá”, segundo o pastor auxiliar.

Até o momento desta reportagem, a polícia não havia divulgado nenhum comunicado sobre o incidente, e permanecia incerto se alguma prisão havia sido efetuada.

Membros e líderes da comunidade cristã pediram uma investigação completa e uma ênfase renovada na coexistência pacífica e na liberdade de crença.

A Constituição de Uganda e outras leis garantem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e de se converter de uma religião para outra. Os muçulmanos representam não mais que 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas regiões orientais do país.

Folha Gospel – Artigo publicado originalmente em Morning Star News

Gabriela Rocha se torna a cantora mais ouvida do Brasil

Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)
Gabriela Rocha (Foto: Reprodução/Youtube)

A cantora gospel Gabriela Rocha alcançou o posto de maior nome da música brasileira na última meia década, ultrapassando artistas pop como Anitta e Luísa Sonza. A artista, que acumula 27 milhões de seguidores nas redes sociais e números expressivos no YouTube, demonstrou a força da mensagem religiosa em seu alcance massivo. Sua presença no programa “Encontro com Patrícia Poeta”, exibido pela TV Globo, não só atraiu uma grande audiência, mas também chamou atenção pelo assédio de fãs e funcionários da emissora nos bastidores, evidenciando seu carisma.

Os números de Gabriela Rocha são impressionantes, com 6 bilhões de visualizações no YouTube, quase 10 milhões de inscritos em seu canal oficial e uma média mensal de 5 milhões de ouvintes nas plataformas de streaming. Questionada sobre a liderança, a cantora expressou humildade. “Eu quero ser um bom mordomo com aquilo que Deus me deu. A voz não é minha, foi Ele quem me deu”, declarou, atribuindo sua conexão com o público à sua autenticidade e imperfeições.

O sucesso de Gabriela Rocha representa uma transformação significativa para a indústria musical, elevando o gênero de adoração (worship) para além do ambiente religioso, tornando-se trilha sonora do cotidiano de muitos brasileiros. A cantora revelou que sua maior satisfação não vem dos rankings, mas sim dos testemunhos de restauração emocional e espiritual que recebe. “Pessoas com o coração quebrado sendo restauradas pelo amor de Deus é o que me deixa feliz”, compartilhou.

Com uma mensagem clara e consistente mantida no topo das paradas por cinco anos, Gabriela Rocha consolida seu impacto na cultura pop brasileira, abrindo caminho para uma nova fase na música nacional, onde a espiritualidade assume um papel central.

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel

Silas Malafaia rebate Helena Raquel sobre acusações de abuso em igrejas evangélicas

Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)
Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para refutar as afirmações da pastora Helena Raquel, que recentemente ganhou notoriedade ao defender que mulheres vítimas de violência e abuso não deveriam ser silenciadas no ambiente eclesiástico. A declaração de Raquel, feita durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora, desencadeou um amplo debate entre lideranças evangélicas, influenciadores cristãos e membros de diversas denominações.

Malafaia, embora sem nomear diretamente Raquel em boa parte de sua manifestação, rotulou como “acusações genéricas” as críticas direcionadas às igrejas evangélicas e seus pastores em relação a casos de violência doméstica e abuso sexual. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) se posicionou de forma enfática, declarando que não concorda com a ideia de que as igrejas estariam protegendo agressores ou incentivando o silêncio de vítimas.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, questionou o pastor. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores de pesquisa, de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito.”

Para reforçar sua argumentação, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião realizada em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros foram instruídos sobre como proceder em casos de pedofilia e agressão contra mulheres dentro da igreja. O material foi apresentado como um contraponto às críticas que circulam nas redes sociais.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, alertou. Em seguida, Malafaia orientou sobre a necessidade de denúncias imediatas às autoridades competentes.

“Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não.” Sobre violência doméstica, o posicionamento foi similarmente direto: “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, afirmou.

Silas Malafaia sustentou que qualquer pastor ou membro que tente ocultar crimes dessa natureza está equivocado e deve ser responsabilizado. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado.”

O líder religioso também buscou ressaltar o histórico papel da igreja evangélica na recuperação de indivíduos em situações de vulnerabilidade e em comportamentos destrutivos. “Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, disse.

Segundo Malafaia, crimes como abuso sexual e agressão contra mulheres são fenômenos sociais presentes em todos os âmbitos da sociedade e não devem ser atribuídos exclusivamente ao meio religioso. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora.”

O pastor argumentou ainda que existe uma tentativa de criar preconceito contra igrejas evangélicas e líderes cristãos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir.”

A fala de Helena Raquel que gerou a polêmica ocorreu durante sua ministração no evento Gideões, quando ela apelou para que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão não se calassem em suas comunidades religiosas. Ela criticou a orientação dada por alguns líderes religiosos, que sugeriam apenas “orar e suportar”. As declarações foram recebidas com aplausos por parte do público e suscitaram debates sobre acolhimento e denúncia de casos de violência familiar.

Malafaia, em concordância com a declaração da pastora Marinês Coimbra, afirmou: “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho.”

O episódio se insere em um contexto de discussões crescentes no meio evangélico brasileiro sobre temas como autoridade pastoral, violência doméstica e o papel social da igreja, cada vez mais presentes no debate público.

A repercussão das declarações também se deu em paralelo à divulgação de dados do estudo “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, que apontou que 42,7% das mulheres evangélicas relataram ter sofrido violência doméstica ao longo da vida, e 38,7% nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Jornalista Peninha indiciado por crime de discriminação religiosa contra evangélicos

Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)
Jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. (Foto: Reprodução/redes sociais)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, por crime de discriminação religiosa contra evangélicos em maio deste ano.

A investigação policial se concentrou em declarações feitas pelo comunicador em um vídeo divulgado em janeiro. Nele, Eduardo Bueno teria sugerido que pessoas evangélicas não deveriam ter o direito ao voto, além de se referir ao grupo religioso de forma depreciativa.

A apuração do caso foi conduzida pela… (Leia a íntegra clicando aqui)

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