A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen, durante entrevista à ADF.
A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen está enfrentando um novo julgamento, um ano após sua absolvição unânime pelo Tribunal Distrital de Helsinque.
Segundo a ADF International, que defende Päivi, o promotor pediu que seu caso fosse reaberto e apelou do veredito de inocência em abril do ano passado.
Em 2019, a política cristã foi acusada de discurso de ódio e processada por defender o ensinamento bíblico sobre sexualidade.
Paivi foi investigada pela polícia por um livreto intitulado “Homem e mulher, Ele os criou”, publicado por ela 15 anos antes, e comentários feitos em um programa de rádio.
Ela também enfrentou acusações criminais por um tweet, onde criticou a liderança da Igreja Luterana Finlandesa por apoiar o mês do orgulho LGBT.
Em nota publicada na semana passada, a ADF afirmou que a parlamentar corre o risco de ter que pagar multas milionárias, após seu processo ser reaberto pelo Tribunal de Apelações de Helsinque.
Ameaça à liberdade de expressão
O diretor executivo da ADF International, Paul Coleman, expressou sua preocupação com a liberdade de expressão e com a ameaça de censura na Europa.
“Quando uma parlamentar finlandesa de longa data e respeitada é julgada duas vezes por compartilhar suas crenças profundamente arraigadas em um tweet há quatro anos, você sabe que o respeito pela liberdade de expressão na Europa atingiu um novo nível”, ressaltou Coleman.
Em comunicado, Päivi, ex-líder do Partido Democrata Cristão da Finlândia, declarou: “Ao continuar sua campanha para censurar crenças pacíficas, a promotoria está estabelecendo um precedente perigoso de intolerância contra a liberdade de expressão”.
“Continuarei lutando pela liberdade de expressão porque é a pedra angular de uma sociedade livre e democrática. Tenho esperança de que o tribunal de apelação tome a mesma decisão do tribunal distrital e me absolva novamente”, concluiu.
Início do caso
O caso contra Räsänen começou em 2019 após um tuíte em que ela citava Romanos 1:24-27.
Räsänen recebeu o apoio de centenas de finlandeses (incluindo ateus e homossexuais) e seu caso tem repercussão internacional.
Em entrevista recente à Aliança Evangélica Espanhola, ela disse: “A rainha Ester foi encorajada a falar e agir em nome do povo de Deus, os judeus, com a pergunta: ‘E quem sabe, você pode ter sido escolhido para sua posição real para apenas um momento como este’. A mesma pergunta pode ser feita a nós hoje, qualquer que seja a sua posição”.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Homem escrevendo carta com caligrafia chinesa (Foto: Canva Pro)
Muitos acreditam que os cristãos chineses são perseguidos apenas pela opressão comunista, mas a realidade é que há outros meios de perseguição no país que ocupa a 16? posição na Lista Mundial da Perseguição 2023. Um deles é a opressão islâmica de muçulmanos radicais chineses.
Em uma carta enviada por Hollace (pseudônimo), um cristão de origem muçulmana líder da igreja chinesa e parceiro da Portas Abertas, que vive em uma das áreas com maior opressão islâmica na China e ele implora para que os irmãos na fé de todo o mundo orem pelos cristãos nessa região.
Leia a carta traduzida abaixo:
“Desde março de 2017, igrejas em nossa região foram duramente atingidas. Apesar de cristãos não serem os principais alvos do governo local, alguns líderes das igrejas foram levados para “tomar chá” (expressão que, na China, significa que a pessoa foi levada para um interrogatório).
Está cada vez mais inseguro para nossos irmãos e irmãs na fé se reunirem, pois podem ser questionados e descobertos e estão sob constante vigilância. Por isso, a igreja começou a se dispersar e os obreiros começaram a se afastar da igreja. Aos nossos olhos, enfraquecimento espiritual aconteceu quando eles pararam de orar juntos.
Sabemos que o inimigo continua buscando pessoas a quem possa tragar, assim como a passagem de 1Pedro 5.8 alerta. Os desafios e as circunstâncias atrapalham os seguidores de Jesus. Recentemente, líderes das igrejas e obreiros sofreram acidentes de carro, uma cristã dedicada e fiel foi repentinamente diagnosticada com câncer em estágio 3 e há quase um mês outro cristão foi diagnosticado com a mesma doença.
Muitos membros da igreja começaram a se perguntar por que aquilo estava acontecendo com os cristãos. Sinto que não estamos unidos. Nós nos tornamos insignificantes e separados. Sempre que visitamos nossos parceiros locais, pedimos que eles orem com carinho por nosso país, para que Deus nos sustente e nos abençoe e para que ele revele seu poder e força em nós.
Essa terra precisa desesperadamente ouvir o evangelho, mas faltam cristãos com saúde e disposição para essa missão. Peço com todo coração que todos que receberem esse pedido de oração nos ajude intercedendo por trabalhadores para a colheita. Ore para que Deus continue fortalecendo cada pessoa que escolhe seguir e servir a Jesus em nossa região. “
Cristãos sofrem perseguição no Laos (Foto: Portas Abertas)
Desde o início de 2023, ao menos 15 cristãos, incluindo menores de idade, foram presos por autoridades locais em diferentes áreas do Laos por causa da fé em Jesus. Essa é uma tendência que especialistas da Portas Abertas não viam há alguns anos. No começo de fevereiro, três líderes de igrejas do Sul do Laos foram presos também por se recusarem a negar a fé em Cristo.
Na manhã do dia 3 de fevereiro, um caminhão da polícia para transporte de presos estacionou em um vilarejo no Sul do Laos e todos os cristãos locais foram convocados para uma reunião de emergência. Nela, foi exigido que eles negassem a fé, senão seriam levados para a prisão.
Muitos ficaram assustados, mas permaneceram firmes. Os três líderes responderam firmemente “não” à ordem dos policiais, eles foram arrastados para o caminhão e levados para a prisão do distrito. Eles não tiveram direito de defesa.
Em busca de ajuda
Ainda abaladas pelo que aconteceu, as esposas dos cristãos presos ligaram para os líderes da igreja oficial da província, ou seja, uma igreja que obteve o registro oficial que o governo exige. Infelizmente, os líderes da igreja com registro oficial também foram presos e não puderam ajudá-las.
Naomi*, parceira e especialista da Portas Abertas, disse: “Os três líderes presos participaram de um treinamento e avaliação eclesiástica que fizemos no ano passado e estavam firmes na fé em Jesus. Nossos parceiros locais já esperavam que isso acontecesse, já que os cristãos de igrejas vizinhas também foram presos e os templos dessas igrejas foram fechados”.
Muitos cristãos na região temem que mais igrejas sejam proibidas de continuar existindo na região nos próximos meses. Apenas nessa área, duas igrejas domésticas foram fechadas e algumas comunidades cristãs continuam sendo vigiadas pelas autoridades.
Parceiros locais da Portas Abertas ofereceram apoio prático e emocional para os membros da igreja e as respectivas famílias dos líderes presos. Também estamos oferecendo apoio para os líderes cristãos locais e organizações que ajudam a defender os casos diante das autoridades.
Em Utah, nos EUA, um pai está solicitando a retirada da Bíblia de uma escola pública, argumentando que seu conteúdo é pornográfico, em resposta à proibição no estado de livros com conteúdo sexual explícito em bibliotecas escolares.
“Tire essa pornografia de nossas escolas”, escreveu o homem em uma reclamação de dezembro que foi relatada pela primeira vez na semana passada pelo Salt Lake Tribune. “Se os livros que foram banidos até agora são alguma indicação de ofensas muito menores, isso deveria ser um slam dunk [nome de uma jogada do basquete].”
Em maio do ano passado, foi aprovado o HB374 em Utah, que proibia o acesso de crianças a livros obscenos nas escolas. Agora, em contrapartida, veio o pedido para remover a Bíblia de uma escola pública, pois o livro é considerado obsceno e, portanto, inacessível para crianças nas escolas.
O homem, cujo nome é omitido, referiu-se à Bíblia como “um dos livros mais cheios de sexo” e apresentou uma lista de oito páginas contendo mais de 130 passagens bíblicas que ele considera ofensivas.
Ele alegou que seu conteúdo viola o código do estado de Utah e solicitou sua remoção da Davis High School em Kaysville, que fica a cerca de 24 quilômetros ao norte de Salt Lake City.
“Incesto, onanismo, bestialidade, prostituição, mutilação genital, felação, dildos, estupro e até infanticídio”, escreveu o pai. “Você sem dúvida descobrirá que a Bíblia, sob o Código de Utah Ann. § 76-10-1227, não tem ‘valores sérios para menores’ porque é pornográfica de acordo com nossa nova definição.”
Pesquisa detalhada
Entre os versículos da lista estavam relatos detalhados de imoralidade sexual e proibições de certas práticas sexuais no Antigo Testamento, bem como as palavras de Jesus sobre fornicação e adultério.
Além disso, o pai também fez críticas ao Utah Parents United – um grupo que liderou a campanha para remover livros sexualmente explícitos das bibliotecas escolares – chamando-o de “grupo de ódio da supremacia branca”.
O Utah Parents United, por sua vez, criticou o pedido do pai como um “golpe político”.
“Está claro na petição que desafiar a Bíblia foi um golpe político”, disse o grupo em um post no Facebook. “Não tem nada a ver com o conteúdo nas escolas.”
Legislação
O deputado estadual republicano Ken Ivory, patrocinador da legislação para remover livros sexualmente inapropriados das escolas de Utah, considerou a queixa sobre a Bíblia como “artimanhas que drenam os recursos escolares”, de acordo com o Tribune.
De acordo com o The Christian Post, o porta-voz do Distrito Escolar de Davis, Christopher Williams, informou que a queixa sobre a Bíblia é um dos 81 pedidos que o distrito recebeu desde que a nova lei foi aprovada e que o distrito está trabalhando para resolver a questão.
“Neste ponto, também é um dos muitos que está em processo de revisão por um Comitê de Revisão de Material Sensível”, disse Williams ao Tribune.
“Havia um propósito para o projeto de lei e esse tipo de coisa, é muito lamentável”, disse Ivory. “Há uma série de estudos que ligam diretamente a sexualização e hipersexualização com exploração e abuso sexual. Certamente, essas são coisas que não queremos nas escolas.”
Ken Ivory observou que a pessoa que apresentou a queixa “realmente teve que passar por seu estudo bíblico” para compilar sua lista abrangente de passagens controversas, e acrescentou: “Espero que eles tenham prestado atenção a outras partes da Bíblia, no entanto”.
Bandeira dos EUA e duas cruzes no topo de uma igreja (Foto: Canva Pro)
Uma pesquisa recente revelou que religião, patriotismo e ter filhos deixou de ser prioridade para os jovens, nos Estados Unidos.
O estudo, realizado pelo Wall Street Journal e pela Universidade de Chicago, pesquisou quais os valores mais importantes para 1.019 adultos americanos, em março deste ano.
Os resultados mostraram uma queda no número de americanos que valorizam a fé, os valores patrióticos e o desejo de ter filhos, à medida que as gerações Millennials e Z se distanciam dos valores cultivados pelas gerações anteriores.
Em 2023, apenas 39% dos entrevistados afirmaram que a religião é um valor muito importante. Em 1998, o número de americanos que valorizavam a fé chegava a 62%, e em 2019, a 48%.
Também houve uma queda entre aqueles que consideram ter filhos algo importante. Na pesquisa deste ano, apenas 30% dos entrevistados citaram ter filhos como um valor muito importante.
Enquanto em 1998, a maioria dos americanos (59%) valorizavam constituir família. E em 2019, 43% responderam o mesmo.
O número dos que consideram o patriotismo como algo a ser valorizado caiu para 38%. A porcentagem desse grupo em 1998 era de 70%, e 61% em 2019.
Gerações Millennials e Z
Entre os entrevistados de 18 a 29 anos, o porcentual cai ainda mais. 31% responderam que a religião é um valor importante e 23% disseram que o patriotismo é um valor importante.
Hoje, apenas 23% dos jovens americanos acreditam que ter filhos é “muito importante”.
Por outro lado, o número de pessoas que consideram o dinheiro como algo muito importante aumentou nos últimos 25 anos.
Em 2023, 43% dos americanos afirmaram o dinheiro como um valor importante. Apenas 30% compartilhavam a mesma opinião em 1998.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Os cristãos estão desde 2019 vivendo como exilados na Tailândia. (Foto: Reprodução/ChinaAid)
Na última quinta-feira (30), foi confirmado que a Imigração Tailandesa deteve 63 chineses membros da Igreja Mayflower. Os cristãos exilados aguardam um posicionamento do governo americano, e caso não haja interferência, serão enviados de volta à China, onde enfrentarão retaliação, abuso e prisão por falarem sobre a perseguição aos crentes no país.
Não é a primeira vez que a Santa Igreja Reformada de Shenzhen enfrenta perseguições, interrogatórios e prisões nas mãos do Partido Comunista Chinês (PCC). Na tentativa de escapar da opressão e praticar sua fé livremente, muitos cristãos se referem a eles como a Igreja Mayflower.
O pastor Pan Yongguang liderou seus membros para a Ilha de Jeju, Coreia do Sul, no final de 2019. Depois de esgotar suas opções legais no local, eles chegaram à Tailândia para solicitar o status de refugiados da ONU. Porém, permanecem lá desde agosto de 2022 sob a ameaça iminente de sequestro e repatriação internacional.
Se os pretendentes de asilo forem forçados a retornar à China, eles enfrentarão ameaças à sua segurança e serão acusados de crimes infundados por capricho do PCC. Assim como podem sofrer punição por falsa confissão de qualquer crime.
Bob Fu, fundador e presidente da organização cristã ChinaAid, reitera a urgência da situação:
“Todos os membros da Igreja Mayflower foram detidos na Tailândia esta manhã. Na frente de dois americanos de Tyler, no Texas, mais de 20 policiais da Imigração Tailandesa invadiram o hotel onde os membros da Mayflower estavam hospedados”.
“O tempo é essencial. Antes que o governo chinês exija a repatriação, a comunidade internacional pode ajudar a evitar que essa tragédia aconteça”, informou ele.
De acordo com a AP News, os exilados que foram detidos na Tailândia pagaram multas por ultrapassar a validade dos vistos. Eles permanecem incertos sobre seu status legal em meio a temores de serem deportados contra sua vontade para seu país de origem.
Deana Brown, CEO da Freedom Seekers International, com sede no Texas, uma organização que busca resgatar “os cristãos mais severamente perseguidos em países hostis e restritivos”, disse que quando o grupo procurou renovar seus vistos, eles foram informados de que havia uma nova exigência de que qualquer cidadão chinês que renovasse um visto na Tailândia deveria se apresentar primeiro à Embaixada da China.
Portanto, os vistos já haviam se expirado há vários meses.
“Sabíamos que assim que eles entrassem na Embaixada da China eles iam embora, nós não os veríamos novamente. Eles estão se escondendo”, disse ela.
Deana tem acompanhado o caso dos fiéis, ela e outra americana, uma enfermeira, foram detidas pela polícia porque estavam com os membros da igreja.
Segundo a AP News, Deana informou que um tribunal na cidade de Pattaya, para onde o grupo foi levado, os libertou para retornarem ao local em que estavam hospedados.
Ela contou que planejava ir a uma delegacia local para recuperar seus passaportes, que foram apreendidos quando foram detidos.
No entanto, um inspetor da Polícia de Imigração disse que o grupo seria levado a Bangkok — capital da Tailândia — para ser processado por violação da lei de imigração, o que ele afirmou ser um procedimento normal.
Em seguida, o grupo foi colocado em dois ônibus que os levaram ao escritório de imigração da polícia local e depois seguiram para Bangkok.
O coronel Tawee Kutthalaeng, chefe da delegacia de polícia de Nong Prue, na área de Pattaya, disse que 32 membros adultos do grupo foram acusados de ultrapassar a validade de seus vistos.
A Embaixada dos EUA disse que não tinha comentários imediatos sobre o caso, pois a seção de imprensa da Embaixada da China em Bangcoc não respondeu ao telefone e e-mail.
Ao chegarem à Tailândia em 2022, os membros da igreja relataram que foram perseguidos, assediados e ameaçados, mesmo enquanto estavam na Coreia do Sul. Eles afirmaram que parentes na China foram convocados, interrogados e intimidados.
Na época, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que o assunto “não era uma questão diplomática” e se recusou a comentar mais.
Na China, os cristãos só têm permissão legal para adorar em igrejas afiliadas a grupos religiosos controlados pelo Partido Comunista, que exige apoio ao seu governo e seus objetivos políticos.
Mas por décadas as autoridades toleraram amplamente “igrejas domésticas” independentes e não registradas.
Entretanto, nos últimos anos, as igrejas domésticas estão sob forte pressão, e muitas delas foram fechadas.
Em 2015, a Tailândia enviou 109 membros da minoria muçulmana uigure de volta à China contra sua vontade, mesmo sabendo que enfrentariam perseguição oficial e possível tortura.
A agência de refugiados da ONU declarou que a ação foi “uma violação flagrante do direito internacional”, e afirmou que os Estados Unidos também condenaram as deportações.
A China é uma das 15 nações que a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA recomendou em seu relatório anual no ano passado a ser designada como “países de preocupação particular” para a repressão de grupos religiosos.
Condenada a 50 anos de prisão por ser a mentora do assassinato de seu marido, a ex-pastora e ex-deputada federal Flordelis concedeu sua primeira entrevista desde que a sentença foi proferida no último ano.
A conversa foi conduzida pelo jornalista Ulisses Campbell, autor do livro Flordelis: A Pastora do Diabo. Na ocasião, Flordelis insistiu que é inocente e revelou os sentimentos que enfrentou quando sua sentença de meio século foi anunciada.
– Meu corpo estava no tribunal no dia do veredito. Mas, a minha alma ficou encolhida na cadeia. Senti o peso da condenação. Foi muito duro enfrentar tudo aquilo. Quando ouvi a sentença de 50 anos, um buraco se abriu sob meus pés. No entanto, a absolvição da Marzy, Rayane e André Luiz me mostrou que posso ter um novo julgamento – declarou.
Flordelis garantiu que deixará a cadeia “em breve” e que consertará “todos os erros” que cometeu “na vida e na igreja”. Ao ser questionada sobre quais equívocos seriam esses, ela foi categórica ao culpar o marido, pastor Anderson do Carmo, e o “evangelho” a que foi apresentada:
– O maior deles foi ter entregue a minha vida ao meu marido. No casamento, me calei e me anulei para tudo. O evangelho no qual fui criada me colocou como apêndice do pastor Anderson. Esse evangelho dava a ele permissão para controlar a minha vida, me violentar e me agredir permanentemente. Esse evangelho não me serve mais. Peço às mulheres da igreja que saíam dessa vida o quanto antes para não pararem aqui na cadeia como eu – frisou.
Rotina na cadeia
A pastora, que está na Penitenciária Talavera Bruce, divide uma cela de dez metros quadrados com outras seis prisioneiras, incluindo sua filha, Simone. Na entrevista, ela explicou como tem levado sua rotina.
– Canto todos os dias para as outras presas ouvirem. Lavo as minhas roupas sujas e as roupas das outras detentas. Também faço exercícios físicos pulando corda – relatou.
Flordelis também comentou sobre sua aparência, negando estar descuidada e salientando hoje ser livre de uma ditadura da beleza.
– Quando tinha compromissos profissionais, eu era tão pressionada a usar peruca e fazer botox que me tornei escrava da beleza. Era um sofrimento sem fim. Sou uma mulher preta. Antes, meu cabelo era disfarçado porque tentavam me embranquecer. Na penitenciária, isso acabou. Graça a Deus! Não estou largada. Mas tudo é mais simples e leve. Hoje, sou uma mulher presa, mas meu cabelo é livre – afirmou, sorrindo.
“Não matei o Anderson do Carmo!”
Aos 62 anos, Flordelis admitiu ter medo de morrer na prisão, especialmente porque sofre de arritmia cardíaca. Entretanto, se nega a confessar o crime para diminuir sua pena.
– Jamais confessarei o que não fiz! Não matei o Anderson do Carmo! Nem mandei matá-lo! Prefiro ficar na prisão por 50 anos sendo inocente do que bem menos tempo confessando o que não fiz – insiste.
Ela ainda revelou quais sentimentos tem pelo pastor Anderson, que morreu em 2019 com mais de 30 tiros na garagem de sua casa, em Niterói, no Rio de Janeiro.
– Antes, alternava sentimentos de saudades e ódio. Recentemente, entrei na Justiça para tirar o nome [Souza] dele do meu. Hoje reconheço todos os males que ele fez a mim, às minhas filhas, às minhas netas, destruindo toda a minha família – assinalou.
Uma coalizão de líderes religiosos escreveu ao governo escocês instando-o a repensar os planos para banir as “práticas de conversão”.
Os líderes da igreja alertam que a linguagem proposta é tão ampla que corre o risco de criminalizar “cristãos inocentes por ensinarem o que os cristãos sempre ensinaram”.
A carta à Ministra da Igualdade, Emma Roddick, que foi assinada por 20 líderes da igreja, diz que proibir o ensino da perspectiva cristã da sexualidade e identidade de gênero seria “profundamente repressivo” e uma violação da liberdade religiosa.
O governo escocês prometeu apresentar um projeto de lei até o final do ano e espera-se uma consulta em um futuro próximo.
Os líderes da igreja observam que muitos dos abusos “grotescos” cobertos pela proibição proposta, como “estupro corretivo” ou “terapia” com choque elétrico, já são ilegais e dizem que o governo escocês estaria “profundamente enganado ao confundir o ensino cristão ortodoxo sobre sexualidade e gênero com abuso”.
“No entanto, uma proibição da ‘terapia de conversão’ iria muito além de proibir o abuso e a coerção; em vez disso, criminalizaria cristãos comuns e líderes da igreja por expressarem crenças ortodoxas convencionais”, diz a carta.
Ele continua: “O processo de se tornar cristão – por meio do arrependimento, ou seja, abandonar o pecado e aceitar Jesus Cristo como Senhor – é geralmente descrito como ‘conversão’. Ao usar essa linguagem cristã de ‘conversão’, portanto, a legislação proposta atinge um princípio central do próprio cristianismo.
“Isso significa que será muito difícil evitar a criminalização do trabalho comum e do testemunho das igrejas. De fato, para alguns dos que pedem a proibição, esse parece ser o propósito expresso.”
Os signatários da carta incluem o professor David Galloway, presidente da Logos Scotland e ex-presidente do Royal College of Physicians and Surgeons of Glasgow, que disse: “Como líderes da igreja, queremos ser livres para compartilhar as boas novas do evangelho com todos pessoas, incluindo pessoas LGBT.
“Jamais poderíamos apoiar o abuso ou a coerção, que são totalmente contrários ao ensino da Bíblia. Mas temos o dever de liderar nossas congregações na vida para Cristo, da maneira que Ele nos ensinou. E isso significa ensinar o que a Bíblia diz sobre todas as áreas da vida – incluindo sexualidade e gênero.
“Um caso baseado em evidências para uma nova lei não foi feito e nenhuma lacuna na lei existente foi identificada. No entanto, o governo escocês continua a avançar com uma lei que pode criminalizar os cristãos comuns por meramente expressarem suas crenças.”
Consequências legais
A carta também levanta sérias preocupações sobre algumas das recomendações do ‘Expert Advisory Group on Ending Conversion Practices’ (Grupo Consultivo de Especialistas sobre o Fim da Prática de Conversão, em tradução livre) do governo escocês.
Em um relatório de outubro passado, o grupo sugeriu que ensinar “a importância do casamento” deveria ser coberto pela proibição e recomendou “a modificação ou mesmo a retirada” dos direitos dos pais “nos casos em que os pais ou tutores se envolveram em práticas de conversão”.
Para o clero ou outros membros de uma instituição religiosa que violarem a proibição, as consequências legais “podem incluir a retirada da licença profissional do perpetrador como líder religioso ou a remoção de sua capacidade de trabalhar na Escócia na referida instituição, ou a retirada da licença da instituição estatuto de caridade onde a instituição não é regulamentada”.
“As obrigações religiosas e culturais desempenham um papel importante no motivo pelo qual as pessoas podem suprimir o fato de serem LGBT+. Essas normas são aplicadas e incorporadas desde a primeira infância, geralmente de maneiras sutis que têm um impacto significativo”, afirmou o grupo.
Em outro lugar, o relatório diz que os suspeitos de se envolver em práticas de conversão devem receber “educação direcionada” e conclui que a proibição de práticas de conversão “não leva a uma restrição ilegal da liberdade de religião”.
“A liberdade de religião não é um direito absoluto; ela encontra suas restrições onde infringe indevidamente os direitos humanos de outros”, afirma.
O reverendo Dr. William Philip, ministro da Igreja Tron em Glasgow e co-signatário da carta à Sra. Roddick, disse que as recomendações do ‘Expert Advisory Group’ eram “alarmantes”.
“A apresentação – como uma lei para proteger as pessoas LGBT de abuso – é hipócrita; todo esse abuso e coerção já é, com razão, ilegal”, disse ele.
“São essas propostas que são abusivas em relação às pessoas comuns, incluindo pais amorosos e protetores de seus filhos – criminalizando simplesmente falar com eles, orar por eles ou ousar discordar da ideologia LGBT.”
“Ameaçar punir os líderes da igreja e as igrejas por defenderem o ensino cristão; aterrorizar mães e pais com o espectro de remover seus direitos parentais por simplesmente tentarem ajudar seus filhos a navegar na adolescência normal – essas são realmente as marcas de uma sociedade livre e tolerante?”, finaliza.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Apóstolo Rina na Igreja Bola de Neve (Foto: Reprodução/YouTube)
Na noite deste domingo, 02, durante um culto na matriz da Igreja Bola de Neve, em São Paulo, o apóstolo Rina se pronunciou sobre as acusações feitas pelo seu enteado Nathan Gouvêa nas redes sociais.
O jovem publicou uma série de vídeos expondo uma briga que Rina teve com a esposa, a pastora Denise, e acusou o líder religioso de abusos emocionais, físicos e financeiros contra a família.
As informações são do Portal do Trono e Fuxico Gospel.
Em seu discurso, o apóstolo afirmou que todo casamento passa por dificuldades, inclusive os líderes cristãos, e que um relacionamento é um projeto complexo que envolve pessoas distintas com experiências diferentes. Ele contou que está casado com a pastora Denise há 23 anos e que eles passaram por diversas crises no relacionamento.
“Todos, inclusive líderes, estão no processo de desenvolvimento do Jesus que está sendo formado em nós até que nós alcancemos a varonilidade de Cristo. Líderes são homens e mulheres que Deus usa, apesar deles mesmos. apesar deles mesmos. A Bíblia retrata explicitamente os defeitos de cada grande herói da fé. Todos eles, sem exceção, tiveram que lidar com as suas limitações. Suas dificuldades, suas lutas, seus erros, suas falhas, estão ali, catalogados”, disse Rina.
O apóstolo reconheceu que errou muitas vezes durante o casamento e que as discussões mostradas nos vídeos postados pelo enteado são apenas uma pequena parte das centenas de conflitos que tiveram ao longo dos anos. No entanto, ele destacou que ele e a esposa se acertaram no mesmo dia da briga e que estão dispostos a superar essa crise e crescer com ela.
“Essa discussão, por exemplo, que ele postou, a gente já se acertou no mesmo dia. Três horas depois a gente estava abraçado e se beijando. Então a gente vai passar por situações difíceis e vai se acertar, com a graça de Deus”, disse o líder da Bola de Neve.
Rina ainda afirmou que ele e a pastora Denise não são definidos por uma discussão, mas sim por Deus. Ele pediu respeito nesse momento difícil e contou que sua esposa está em casa desde a última quinta-feira, triste e abalada ao ver seus filhos chorando e a família sendo exposta nas redes sociais e na imprensa.
“Então nós tivemos muitas fases difíceis. Só que nós sempre superamos, extraímos aprendizado, crescemos, amadurecemos como qualquer casal. Então isso significa que você cresceu e amadureceu, significa que vai ser perfeito? Não! Crises são cíclicas, de tempos em tempos, nós vamos ter que lidar com o que de podre ainda há em nós e vamos ter que trabalhar para se esvaziar do que não serve e se abastecer do que Deus nos dá.”
O pastor disse que nunca tirou um ano sabático mas que agora precisa de um tempo para cuidar do casamento pois não valeria nada ganhar o mundo e perder a família.
“Nós nunca tiramos um ano sabático porque nós entendemos a urgência que é a colheita. Não fizemos nada parecido até nas nossas férias, a gente sempre acabava servindo, só que dessa vez a gente precisa de um tempo para cuidar do nosso casamento, porque não vai valer de nada eu ganhar o mundo inteiro e perder minha família. Assim que nós conseguimos nos organizar, talvez na próxima semana, talvez eu pregue ainda na Páscoa, nós vamos investir tempo em nós, para nos focar um no outro”, disse.
O líder religioso foi muito aplaudido pelos fiéis após o seu discurso.
Procurada pela reportagem do Portal do Trono, a assessoria da Igreja Bola de Neve disse em nota que, o Apóstolo Rinaldo Seixas, fundador da Bola de Neve, e sua família “passaram por um momento de crise familiar. Trata-se de um assunto privado, portanto, de forma particular, os envolvidos estão buscando a solução dos conflitos”.
Sobre o caso
Nathan Gouvêa, enteado do apóstolo Rina, escreveu em seus Stories do Instagram: “Há anos forçam a barra pra eu abrir minha boca. Sempre segurei o tranco e não falei 10% do que se passa. Tenho muitas perguntas como vocês também a fazer. EU VOU ABRIR MINHA BOCA”, revelando que estava farto das situações que enfrentava em casa e admitindo que também temia o que estava fazendo.
O jovem acusou o pastor de cometer abusos emocionais, físicos e financeiros contra a família. Ele ainda afirmou que muitas pessoas presenciaram essas situações, mas optaram por não enxergar por conveniência. Nathan disse que iria abrir a boca para que todos soubessem o que realmente acontecia e tivessem a oportunidade de escolher se continuariam ou não como parte do circo.
Em um dos vídeos divulgados por Nathan, é possível ver o pastor Rina em uma discussão com a esposa, a pastora Denise.
A denúncia de Nathan Gouveia tem gerado grande repercussão nas redes sociais e levantado debates sobre a conduta de líderes religiosos e a forma como lidam com questões familiares e pessoais.
Após o pronunciamento do pastor Rina, o enteado gravou novo vídeo nos stories do Instagram de sua namorada fazendo novas acusações (vídeo abaixo), e um casal que já fez parte da igreja também gravou stories afirmando ter a informação de que a pastora Denise já apareceu com o braço roxo, o que seria sequela de uma agressão.
OAB.RJ, Reunião-Comissões Liberdade Religiosa (Foto: Bruno Marins, Fotógrafo-OAB/RJ)
É relevante neste tempo estar atento as Intolerâncias Sociais perpetuadas por Cidadãos, por Organizações, bem como, por Agentes Públicos, sendo fundamental entender que as pessoas são diversificadas, e consequentemente suas escolhas e opções de vida não são e não tem que ser convergentes, entretanto, este direito a ser diferente, e, a exaltar as diferenças, deve, para que haja paz social, ser exercido com urbanidade, respeito e compreensão da Cosmovisão do outros, que na maioria das vezes não são iguais, pois é exatamente a Imperfeição da Humanidade que iguala todos os Seres Humanos; assim, o Fenômeno Social da Intolerância, seja ideológica, filosófica, musical, cultural, educacional, sexual, política, econômica, esportiva, religiosa etc, em diversos níveis e setores da sociedade, havendo a necessidade premente de Ajustamentos Sociais para se respeite a opinião contrária, a manifestação antagônica, o posicionamento contraditório ao consenso da ‘maioria’ e/ou da ‘minoria’, que é a Garantida Constitucional da Liberdade de Expressão do Cidadão, (sob o Crivo da Lei Penal, que pune a ‘Injúria’, ‘Calúnia’, e, ‘Difamação’), politicamente ‘correto’ e do politicamente ‘incorreto’, de uma proposição ‘progressista’ ou ‘conservadora’, objetivando-se uma Convivência Pacífica dos Divergentes no Espaço Público.
As pessoas são e sempre serão discrepantes, provocando uma compreensível intolerância, que não pode ser violenta, à luz das Leis do País, eis que, também no Arcabouço Jurídico Nacional é Protegida a ‘Ampla Liberdade de Expressão do Cidadão Brasileiro’, como esculpido no Artigo 5º, Inciso IV, “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o animomato (…)”, grifo nosso, da Carta Magna Nacional. Daí ser fundamental diferenciar ‘Intolerância’, que Não Consta na ‘Legislação Brasileira’ como Crime, de ‘Discriminação’, pois a ‘Discriminação é Crime’, previsto na Lei nº 9.459/1997, podendo o Estado, através de seu Aparelhamento Organizacional: Guardas Municipais, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Defensoria Pública, Ministério Público, e, do Poder Judiciário, consequentemente punir alguém comprovadamente, (assegurado o devido Processo Legal), praticante do Delito Criminal na Esfera Penal, eis que, Inúmeras Atitudes são Anti-Sociais, tais como: ‘Arrotar na Mesa do Almoço’, ‘Espirrar no Elevador’, ‘Cuspir no Chão’ etc, são demonstrações de falta de educação, atos deselegantes etc, mas que Não São Enquadradas como Ações Criminosas, pois Não Exite Lei Federal Expressa Imputando a Tipificação de Ilicitude a este e outros Atos Socialmente Intolerantes.