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Autor da música “Joquebede” pede perdão a igreja: “Agi por impulso”

Cantor e compositor Israel Santos (Foto: Instagram)
Cantor e compositor Israel Santos (Foto: Instagram)

O cantor e compositor Israel Santos, autor da música “Joquebede”, escreveu uma nota em suas redes sociais pedindo perdão pelas coisas que fez no passado.

No texto, ele cita que cometeu erros e que os reconhece, mas vem a público pedir perdão para as pessoas que se sentiram ofendidas.

O autor não revela ao certo sobre o que trata a carta, mas internautas comentaram sobre um curso de como falar em línguas que Israel Santos lançou há alguns anos. Outros falam sobre falsas revelações que ele, que se apresenta como pastor, já fez nas redes sociais e nas igrejas por onde ministra. Israel promete gravar um vídeo sobre o assunto.

Leia a nota na íntegra:

“COMUNICADO

Sou o cantor Israel Santos, se você acompanha meu trabalho certamente já ouviu falar muita coisa sobre mim. Os erros que cometi não tenho nenhum problema em reconhecer e pedir perdão. Tanto a Deus quanto as pessoas que ofendi ou se sentiram ofendidas.

A paz do Senhor Jesus!

Pelo tempo de menino, fiz coisas que ia contra alguns principios biblicos, hoje a vida me trouxe maturidade, eu sou pai, casado e tenho responsabilidades, diferentes da época em que infelizmente por falta de direcionamento agi por impulso, este é o último video que gravo referente a este assunto, algumas coisas que você vê por aí fazem parte do passado.

Fonte: Fuxico Gospel e Pleno News

Líderes cristãos e políticos se manifestam após tiroteio em escola presbiteriana nos EUA

Frente da The Covenant School com faixa colocada pela polícia (Foto: reprodução)
Frente da The Covenant School com faixa colocada pela polícia (Foto: reprodução)

Líderes cristãos e políticos expressaram sua devastação depois que um tiroteio em uma escola cristã em Nashville, Tennessee, deixou três crianças e três adultos mortos.

O tiroteio ocorreu na The Covenant School, que atende alunos da pré-escola até a sexta série, em Burton Hills Boulevard na manhã de segunda-feira, 27, de acordo com o Departamento de Polícia Metropolitana de Nashville.

O departamento de polícia identificou as vítimas como Evelyn Dieckhaus, Hallie Scruggs e William Kinney, dois dos quais tinham 9 anos e um de 8 prestes a completar 9 anos, e Cynthia Peak, 61, Katherine Koonce, 60, e Mike Hill, 61.

Koonce era a chefe da Escola Covenant. Hallie Scruggs era filha de Chad Scruggs, o pastor sênior da Covenant Presbyterian Church.

O atirador foi identificado como Audrey Hale, 28, de Nashville, de acordo com o chefe da polícia metropolitana de Nashville, John Drake. Hale era ex-aluno da escola e se identificou como mulher trans. O suspeito também foi morto e encontrado com um mapa desenhado detalhado da escola com pontos de entrada anotados. Drake disse que o suspeito também vigiava o prédio antes de cometer os assassinatos.

Drake disse que as investigações estão em andamento na casa do atirador, onde o pai do suspeito também residia. Hale conseguiu entrar na escola atirando por uma das portas da escola, o chefe de polícia acrescentou: “Temos um manifesto. Temos alguns escritos que estamos revisando que pertencem a este dia, o incidente real. Temos um mapa desenhado sobre como tudo isso iria acontecer.”

Hale, que estava fortemente armado, tinha dois “rifles e uma pistola” e foi morto pela polícia no segundo andar da escola, disseram as autoridades.

Drake disse que foi às lágrimas ao ver os jovens alunos correrem da escola em fila única em direção às árvores perto da propriedade para se protegerem do atirador.

“Fiquei literalmente emocionado ao ver as crianças sendo levadas para fora do prédio”, disse Drake durante uma das três coletivas de imprensa diurnas na segunda-feira.

Em seu site, a Covenant School é descrita como um ministério da Igreja Presbiteriana Covenant, ambas localizadas no sul de Nashville. A escola foi “criada para ajudar os pais cristãos e a Igreja, proporcionando uma experiência acadêmica excepcional fundamentada e informada pela Palavra de Deus”.

Após a notícia do tiroteio, vários líderes cristãos, pastores e figuras políticas foram às mídias sociais para expressar seu choque e devastação.

Franklin Graham

“Por favor, junte-se a mim em oração pelos alunos, professores, funcionários e famílias da The Covenant School em Nashville, TN, na sequência de um tiroteio nesta manhã, onde pelo menos três crianças e três adultos foram mortos. Que Deus conforte e sustente essas famílias”, escreveu Franklin Graham, chefe da Samaritan’s Purse e filho do famoso evangelista Billy Graham, no Twitter.

Cantor e compositor cristão Andrew Peterson

O artista de “Is He Worthy” Andrew Peterson expressou sua devastação no Twitter , escrevendo: “Coração partido por Nashville hoje. Por favor, ore pelas vítimas, famílias, socorristas e pela comunidade em geral. Eu falei e toquei na Covenant School várias vezes, então isso é difícil. Até quando, ó Senhor?”

Pastor Scott Sauls

Scott Sauls, pastor sênior da Igreja Presbiteriana de Cristo em Nashville, Tennessee, exortou seus seguidores a orar pelas vítimas e suas famílias. 

“Vem, Senhor Jesus. Por favor, ore por nossos amigos da Igreja e Escola Presbiteriana Covenant”, escreveu ele.

Candace Owens

A autora Candace Owens disse que ficou “devastada” com o tiroteio.

“Eu moro em Green Hills e estou positivamente devastado pelas famílias afetadas por esta tragédia. Por favor, suspenda sua política e, em vez disso, faça o que essas famílias nesta Escola Cristã gostariam: orar. Ore pela The Covenant School”, escreveu ela.

Owens acrescentou que uma atiradora do sexo feminino é “praticamente inédita”, acrescentando: “Merecemos aprender tudo o que pudermos sobre esse indivíduo”.

Senador do Texas Ted Cruz

O senador Ted Cruz, R-Texas, disse que ele e sua esposa estavam orando pelos afetados pelo tiroteio, 

“Heidi e eu estamos orando por toda a comunidade de Nashville agora. Que o conforto de Deus esteja com a Covenant School após esta atrocidade maligna”, escreveu ele.

Presidente Joe Biden 

O presidente Joe Biden descreveu o tiroteio como “o pior pesadelo de uma família”, “de partir o coração” e “doente”. Biden também elogiou a polícia de Nashville por responder ao tiroteio “em minutos”.

Ele pediu ao Congresso que aprovasse a chamada proibição de armas de assalto, acrescentando: “Temos que fazer mais para impedir a violência armada. Está destruindo nossas comunidades, destruindo a alma desta nação.”

“Temos que fazer mais para proteger nossas escolas para que não sejam transformadas em prisões”, disse ele.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Migração de evangélicos faz aumentar o número de igrejas em Portugal

Templo da Assembleia de Deus em Lisboa, Portugal (Foto: Assembleia de Deus em Lisboa)
Templo da Assembleia de Deus em Lisboa, Portugal (Foto: Assembleia de Deus em Lisboa)

Milhares de brasileiros que, nos últimos anos, migraram para Portugal, têm procurado abrigo nas igrejas evangélicas. Segundo o advogado Fernando Soares Loja, vice-presidente da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR), quatro em cada 10 cidadãos oriundos do Brasil que vivem em Portugal são evangélicos.

Há quem assegure que essa proporção é maior, dada a coincidência do forte crescimento da comunidade brasileira em território luso com o aumento expressivo das pessoas que seguem a religião evangélica.

Entre 2011 e 2021, a população de brasileiros legais em Portugal passou de 111,4 mil para 204,7 mil. No mesmo período, o total de evangélicos saltou de 75 mil para 186 mil, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

“Na minha avaliação, não dá para fazer o cruzamento desses dados com precisão. É verdade que o incremento no número de evangélicos em Portugal tem muito a ver com a migração de brasileiros, mas também houve aumento entre cidadãos dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Alemanha, da Dinamarca e da Suécia, que são, tradicionalmente, protestantes e entram nas mesmas estatísticas”, explica Soares Loja. Para ele, os dados colhidos pelo INE também refletem a maior confiança das pessoas em explicitar sua opção religiosa. Até 30 anos atrás, num país majoritariamente católico, as minorias se sentiam intimidadas. “Isso mudou ao longo dos anos. Hoje, a liberdade religiosa é uma realidade em Portugal”, assegura.

A presença maior de evangélicos em Portugal é reforçada por outro dado colhido pela CLR: das 50 igrejas abertas de Norte a Sul do país nos últimos quatro anos, 90% são evangélicas. “É uma informação surpreendente”, reconhece a professora Luísa Godinho, mestre e doutora pela Universidade de Genebra, na Suíça. Proporcionalmente, contudo, os evangélicos ainda são menos de 3% da população portuguesa, mas a tendência é de que esse grupo continue crescendo.

No entender da professora, trata-se de um movimento natural, uma vez que Portugal se abriu para os imigrantes. Mas ela faz uma ressalva: “O importante é que os novos grupos religiosos não tragam consigo o conservadorismo exacerbado, o fundamentalismo. Portugal, assim como Espanha e Itália, são países mais atrasados que o restante da Europa justamente porque a Igreja Católica e o Estado quase sempre foram uma coisa só”, explica.

Portas Abertas

Líder da Associação Adonai Church, em Almada, cidade separada de Lisboa pelo rio Tejo, o pastor Fabrizio Santos, 44, descarta rótulos. “Estamos com as portas abertas para todos. A nossa missão é acolher, e isso independe se a pessoa veio da umbanda, do espiritismo, do catolicismo ou de qualquer outra religião”, ressalta.

Ele diz que a procura pela igreja por brasileiros tem sido cada vez maior, pois muita gente está vendo frustrados os planos de mudança para Portugal. “Outro dia, um dos nossos fiéis encontrou um casal, com uma criança, dormindo em uma estação de trem porque não tinha mais dinheiro para nada. Além de moradia por quase 15 dias, conseguimos arrumar emprego para eles”, relata.

Para o pastor, é importante assinalar que, mesmo 80% da população com mais de 15 anos de Portugal se dizer católica, a liberdade para cultos de outras religiões é grande. Ele lembra que, durante o auge da pandemia do novo coronavírus, as autoridades portuguesas permitiram que as igrejas ficassem abertas para o caso de alguém procurar ajuda. “Isso foi muito importante.” Em meio a essa liberdade, também há problemas. “Em algumas localidades, há denúncias de moradores à polícia contra as igrejas. Eles reclamam do barulho. Mas nada grave”, ressalta. “Temos de lembrar que estamos num país com cultura diferente. Respeitamos.”

A realidade espiritual de Portugal

Há quatro anos, o pastor João Luiz Melo está em Portugal com a família. Nos dois primeiros anos, ele ajudou na revitalização de uma igreja portuguesa. Agora, pouco mais de um ano e meio, o líder religioso deu início à plantação da Igreja Batista Local, no Porto, que a princípio contou com apenas 13 pessoas.

Atualmente, aos domingos, nos cultos, há uma frequência de 100 pessoas. “Já estamos com três pequenos grupos na região do Porto, que envolve cerca de 60 pessoas, e já vamos formar o quatro”. A perspectiva é alcançar também o interior do país.

O pastor batista afirma que, graça a Deus, tem aumentado a presença evangélica em solo português, principalmente pela influência dos brasileiros. “Temos trabalhado muito, para que seja um crescimento de qualidade”, pontua e emenda: “Um desafio é quebrar o paradigma de que a prática evangélica representa uma religião de imigrantes”.

Em contrapartida, João Luiz ressalta que a realidade espiritual de Portugal não é tão conhecida no Brasil. Isto porque as pessoas acham que é um país apenas católico. No entanto, “cerca de 10% da população está envolvida com bruxaria. Há uma muita gente que procura os bruxos, os místicos”.

A outra realidade portuguesa, segundo o líder batista, é a idolatria. “Mais de 200 mil pessoas passam por dia no Santuário de Fátima”. Dentro desse contexto, ele considera Portugal um país ainda não alcançado pelo Evangelho. Por outro lado, na visão do pastor João Luiz, a partir dessa nova configuração, o país pode ser apontado como a porta de entrada das Boas Novas de Jesus para a Europa, que vive um período pós-cristão ou, conforme alguns estudiosos, pré-avivamento.

“Igrejas estranhas, para estrangeiros”

Levantamento da Aliança Evangélica Portuguesa, realizado em 2020, ano em que quase 35 mil brasileiros receberam autorização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para se estabelecerem em Portugal, o número médio de frequentadores por igreja evangélica passou para 73, ante 49 de quatro anos antes. A percepção, no entanto, é de que, atualmente, esse número é bem maior. A mesma entidade assinala que esse aumento tem a ver com o crescimento da imigração. Isso, inclusive, faz com que muitos portugueses vejam essas igrejas como “estranhas, para estrangeiros, deles para eles”. Pouco mais de 70% desses templos são comandados por pastores brasileiros.

Na opinião do vice-presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, Fernando Soares Loja, o estranhamento dos portugueses em relação aos evangélicos não pode ver visto como preconceito. Ele diz que, a despeito de as pesquisas apontarem que 80% dos cidadãos de Portugal se dizem católicos, boa parte deles não é praticante. Também não se pode dizer que a sociedade portuguesa é conservadora em excesso. “Para comprovar isso, basta ver a representação na Assembleia da República, que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto e a eutanásia“, detalha. “Temos uma sociedade mais pulverizada.”

A professora Luísa Godinho torce para que a pluralidade de pensamento prevaleça em Portugal e acredita que o número de pessoas que dizem não seguir nenhuma religião vai crescer. Hoje, eles já são mais de 10% da população, a maioria, jovens. Com isso, frisa ela, poderá se corrigir o atraso de Portugal, um dos poucos países europeus a não enfrentar uma reforma protestante, que confrontou o poder da Igreja Católica. “As sociedades que passaram por essa revolução aprenderam a ler mais cedo e têm uma relação mais livre com Deus”, conclui.

Com informações de Correio Braziliense e Comunhão

Igrejas permanecem abertas apesar das ameaças terroristas na Áustria

Catedral de St. Estêvão, em Viena, Áustria (Foto Canva Pro)
Catedral de St. Estêvão, em Viena, Áustria (Foto Canva Pro)

As igrejas cristãs na Áustria planejam permanecer abertas, apesar de uma ameaça geral de atos terroristas contra igrejas cristãs.

A Polícia de Viena declarou que o país tem indícios de que um ataque com “motivação islamista” havia sido planejado na cidade e que, em decorrência disso, aumentou o patrulhamento em locais de culto como “medida preventiva”.

Via Twitter, a instituição informou que a população notaria “um número maior de forças policiais em patrulha com equipamentos especiais”, acrescentando que “o motivo é uma ameaça não específica de ataque contra igrejas”.

Michael Prüller, porta-voz da Arquidiocese de Viena, afirmou que as igrejas católicas não parecem ser o alvo principal: “Parece que não fomos os principais afetados. Embora tenhamos sido informados pela Polícia sobre a ameaça geral, também fomos informados de que não há perigo iminente para os católicos”.

A Arquidiocese, portanto, “decidiu manter as igrejas abertas ao público e, no momento, continuar celebrando todas as liturgias conforme planejado”.

A Catedral de Santo Estêvão, no centro de Viena, estava lotada de fiéis e de turistas na semana passada. A Polícia declarou que, se for identificado um perigo concreto para a população em determinado local, será emitido imediatamente um aviso “por todos os canais disponíveis”.

Segundo a mídia local, a comunidade cristã síria poderia ser o principal alvo do ataque.

Em 2020, um homem que tentou se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico perpetrou um ataque em Viena, armado com um rifle automático e um falso colete explosivo. Ele matou quatro pessoas antes de ser morto pela Polícia.

Fonte: Aleteia

Líder cristão é acusado de blasfêmia no Iraque

Bandeira do Iraque (Foto: canva)
Bandeira do Iraque (Foto: canva)

O líder cristão Bahzad Mziri foi acusado de blasfêmia e precisou sair do Iraque com a família por causa de uma publicação nas redes sociais. Ele é um cristão de origem muçulmana e ficou inquieto quando um líder muçulmano fez duras críticas a Jesus e às doutrinas bíblicas.

Por isso, fez uma postagem comparando a vida de Jesus com a história do grande profeta islâmico, Maomé. A intenção era ajudar as pessoas a conhecerem a verdade sobre Jesus, mas o post foi considerado uma ofensa ao islã e desencadeou todo o processo de recriminação ao cristão.

Desde então, muçulmanos radicais compartilham a publicação incitando ira contra Bahzad, a igrejas que ele lidera e a toda a comunidade cristã local. Um líder muçulmano publicou um vídeo afirmando que a lei islâmica deve se fazer valer através da sentença de morte.

Ameaçado

Entidades muçulmanas, líderes e membros do Ministério de Assuntos Religiosos do Iraque se uniram para abrir o processo judical contra o líder cristão. Contas de muçulmanos radicais nas redes sociais também se uniram com posts anticristãos. Eles estão tentando encontrar o endereço do pastor para atacá-lo. Por causa dessa ameaça, Bahzad e a família precisaram deixar o Iraque.

Bahzad gravou um vídeo com um pedido de desculpas pelo mal-entendido e explicou o contexto em que fez a publicação. As autoridades locais afirmaram que as igrejas poderiam continuar se reunindo normalmente e deveriam denunciar qualquer ameaça que recebam nos próximos dias.

Apesar disso, a igreja do pastor Bahzad suspendeu os cultos, pois não se sente segura para usar o templo. Nas redes sociais, as autoridades também tomaram medidas para tentar apaziguar e limitar os posts anticristãos.

Fonte: Portas Abertas

Liberdade religiosa está sendo corroída em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia

Culto em igreja evangélica ucraniana realizado no domingo, 27 de fevereiro de 2022, em meio à guerra, após invasão da Rússia.
Culto em igreja evangélica ucraniana realizado no domingo, 27 de fevereiro de 2022, em meio à guerra, após invasão da Rússia.

A perseguição da Rússia a grupos religiosos piorou durante a guerra com a Ucrânia, de acordo com especialistas que testemunharam perante a principal comissão consultiva de liberdade religiosa dos Estados Unidos nesta semana.

Na quarta-feira, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA organizou uma audiência virtual para analisar as violações da liberdade religiosa na Rússia e recomendar soluções políticas. A comissão é responsável por aconselhar o Congresso dos EUA e o Departamento de Estado sobre a liberdade religiosa em todo o mundo.

O painel de especialistas incluiu o rabino-chefe e presidente da Conferência dos Rabinos europeus, Pinchas Goldschmidt, ex-rabino-chefe exilado de Moscou.

Outros especialistas que testemunharam incluem Dennis Christensen, uma Testemunha de Jeová e ex-prisioneiro de consciência na Rússia; Rachel Denber, vice-diretora da Divisão da Europa e Ásia Central da Human Rights Watch; e o especialista em liberdade religiosa Dmytro Vovk.

Goldschmidt, que deixou a Rússia em julho de 2022 depois de se recusar a apoiar a guerra com a Ucrânia, acredita que os judeus deveriam deixar o país. A invasão começou em fevereiro de 2022, e o ex-rabino-chefe disse que a comunidade judaica tem enfrentado pressão para apoiar a guerra. Em julho, a Rússia decidiu fechar uma filial russa de uma agência judaica que ajuda judeus a imigrar para Israel.

O líder judeu observou que a comunidade judaica na Rússia está em “perigo” e teme pela segurança dos judeus que permanecem no país.

Goldschmidt também sugeriu que os EUA e outros países ocidentais deveriam fazer mais para apoiar a “oposição russa”, incluindo líderes religiosos no local ou no exílio. Ele argumentou que a oposição vai “trazer mudanças para o país”.

Durante seus comentários, Denber afirmou que o “amordaçamento dos cidadãos russos” do Kremlin é o resultado de uma década de “repressão passo a passo”. A repressão “escalou” com a invasão da Ucrânia enquanto o Kremlin trabalha para “erradicar a dissidência pública”.

“Os esforços para aniquilar a sociedade civil estão relacionados à perseguição religiosa de três maneiras principais”, disse ela. “Primeiro, as autoridades abusam das leis de extremismo e terrorismo da Rússia para perseguir as minorias religiosas e também para silenciar os críticos seculares.”

“Em segundo lugar, o desmantelamento da sociedade civil significa erradicar as iniciativas autônomas que têm uma abordagem dos assuntos públicos diferente da autoridade ou que os desafiam abertamente.”

O pesquisador de direitos humanos afirmou que o governo “desconfia” das instituições, sejam elas organizações não governamentais ou religiosas, por serem instituições fora do controle do governo.

A terceira maneira pela qual as autoridades governamentais permitem a perseguição religiosa aniquilando a sociedade civil é através da promoção de valores tradicionais, bem como da demonização da cultura e das ideias que parecem conflitar com esses valores, disse Denber.

“Portanto, se o governo não pode controlar uma comunidade religiosa, o impulso é considerá-la uma ameaça aos valores tradicionais russos”, acrescentou Denber.

A pesquisadora da Human Rights Watch afirma que o Kremlin tenta “divulgar a sociedade civil” adotando e aplicando “leis repressivas”. Ela citou as leis de censura de guerra da Rússia promulgadas pelo governo durante a invasão. As leis proíbem a oposição pública e notícias independentes sobre a guerra.

Outra lei citada por Denber trata de quem deve se registrar como agente estrangeiro, uma lei que o país adotou pela primeira vez em 2012. A Rússia ampliou a definição de agente estrangeiro sob a lei para incluir qualquer pessoa envolvida em ativismo cívico ou expressando uma opinião sobre o governo do país ou funcionários.

Essas leis foram usadas para criminalizar os críticos da guerra na Ucrânia, observou Denber, apontando para figuras como Illya Yashin. Em dezembro de 2022, o Tribunal Distrital de Moscou Meshchansky condenou Yashin a 8,5 anos de prisão por divulgar “informações conscientemente falsas”.

Yashin havia falado “de forma depreciativa” sobre as autoridades russas em um vídeo do YouTube de 7 de abril, no qual ele também disse que os militares russos estavam matando civis.

Segundo a Anistia Internacional, desde 4 de março de 2022, cerca de 132 pessoas também foram indiciadas por divulgar “informações conscientemente falsas”.

Denber também afirmou que as autoridades prenderam pessoas que protestaram contra a guerra segurando cartazes em público ou fazendo inscrições com versículos da Bíblia ou o sexto mandamento, “Não matarás”. Além disso, membros do clero russo foram presos ou multados por expressarem oposição à guerra.

Durante uma sessão de perguntas e respostas, Denber enfatizou que a “advocacia internacional” para os perseguidos é “crucial”. Ela também pediu justiça para os crimes de guerra cometidos pela Rússia, uma posição defendida pela Human Rights Watch.

Apesar de ter sido preso depois que uma decisão da Suprema Corte Russa em 2017 proibiu as Testemunhas de Jeová no país, Christensen instou as pessoas a continuarem aumentando a conscientização sobre o que está acontecendo na Rússia e na Ucrânia. No entanto, em seus comentários finais, ele também pediu a todos que não carregassem ódio ao povo russo, pedindo que as pessoas fossem julgadas por seus “atos” em vez de sua nacionalidade.

Vovk previu que, se o presidente Vladimir Putin for bem-sucedido na guerra, as práticas políticas da Rússia “se expandirão”. Em termos de recomendações políticas, o especialista em liberdade religiosa pediu que os EUA apoiem os líderes religiosos que falam contra a guerra.

O Departamento de Estado dos EUA identifica a Rússia como um país de preocupação particular por se envolver em graves violações da liberdade religiosa e impôs sanções econômicas, bem como controles e tarifas de exportação.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

ONU pede veto a lei que impõe pena de morte a homossexuais em Uganda; igrejas não se pronunciam

Bandeira de Uganda (Foto: Canva Pro)
Bandeira de Uganda (Foto: Canva Pro)

A Uganda aprovou um projeto de lei que prevê uma série de punições contra homossexuais, que podem ter que cumprir penas de um ano até a prisão perpétua, ou até mesmo serem condenados à morte.

O projeto, aprovado pelo parlamento do país nessa terça-feira (21/3), aumenta os poderes do governo na perseguição contra a comunidade LGBTQI+ do país, de maioria cristã.

Com a nova lei, estão proibidos no país “qualquer forma de relações sexuais entre duas pessoas do mesmo sexo”, assim como o “recrutamento, promoção e financiamento” de práticas relacionadas à homossexualidade.

Além da pena de morte proposta pelo projeto, pessoas podem ser condenadas à prisão perpétua por “cometer o delito de homossexualidade”. As novas penas ainda preveem 20 anos de prisão para quem se envolva com “atos de homossexualidade”, sete anos para a tentativa de “realizar o ato” e três anos de detenção para crianças condenadas por atos homossexuais.

De acordo com o texto do projeto de lei, alguém que seja condenado por aliciar ou traficar crianças para fins homossexuais poderá enfrentar prisão perpétua, e indivíduos ou entidades que apoiem ou financiem atividades sobre os direitos de grupos LGBT, publicando, exibindo ou distribuindo material de média e literatura a favor dos homossexuais também podem ser condenados e presos. A legislação contempla ainda a pena de morte para o que considera ser “homossexualidade agravada”, isto é, quando esteja envolvido o abuso sexual de crianças, pessoas com deficiência ou outras pessoas vulneráveis.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, 22 de março, Volker Turk, alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU, pediu ao presidente do país africano que não promulgue esta “nova lei draconiana” e afirmou que, caso a lei seja sancionada pelo Presidente Yoweri Museveni, Uganda transformará “lésbicas, gays e bissexuais em criminosos apenas pelo facto de existirem ou serem quem são”, expondo-os à “violação sistémica de quase todos os seus direitos básicos”.

A ONU alerta ainda que o projeto de lei contra a prática da homossexualidade no Uganda, aprovado por 73% dos mais de 500 deputados ugandeses, “não só entra em conflito com os artigos da própria Constituição do Uganda que consagram a igualdade e a não discriminação” como contradiz as obrigações legais internacionais e os compromissos políticos já assumidos pelo país africano. Se efetivamente avançar, será um passo “arrasador e perturbador”.

Atualmente, o Código Penal do Uganda inclui uma disposição legal que data de 1950 (12 anos antes de o país obter a independência do Reino Unido) que penaliza as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo com até sete anos de prisão.

Igrejas ainda não se pronunciaram

A adoção do texto pelo Parlamento ugandês surge “num momento de aumento da retórica homofóbica por parte de políticos, líderes religiosos e outros setores da sociedade do Uganda agravando os riscos para a comunidade LGBTQI+”, sublinha a ONU.

Até ao momento, não houve qualquer pronunciamento da parte dos bispos católicos ou anglicanos contra a nova legislação, como recentemente alguns deles manifestaram ser protagonistas da tal “retórica homofóbica” referida pelas Nações Unidas.

É o caso do bispo de Lira (região norte do Uganda), Sanctus Lino Wanok, que na sua homilia de Quarta-feira de Cinzas convidou “os cristãos que atraem as pessoas para a homossexualidade a utilizar esta Quaresma para arrependimento e procurar as bênçãos de Deus”, relata o site New Ways Ministry.

Poucas semanas após o próprio Papa Francisco ter criticado a criminalização da homossexualidade, “o bispo Wanok disse que a homossexualidade é inaceitável e que a Bíblia a condena, mas como a salvação é prometida para todos, inclusive para os homossexuais, eles devem arrepender-se de tais atos”.

Do lado da Igreja Anglicana ugandesa também não houve qualquer reação ao projeto de lei recentemente aprovado no Parlamento. Há pouco mais de um mês, os bispos de Uganda estiveram entre os que assinaram um comunicado para retirar do arcebispo de Cantuária, Justin Welby, o papel de líder da Comunhão Anglicana no mundo, deixando de reconhecer a Igreja Anglicana de Inglaterra como sua “Igreja-Mãe”. O motivo na origem desta cisão foi o fato de, no Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, ter sido aprovada a benção de uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Com informações de Metrópoles e Sete Margens

Pastor é agredido durante discurso na Câmara de Vereadores em MG

Pastor é agredido enquanto discursava na tribuna da Câmara de Brumadinho em MG
Pastor é agredido enquanto discursava na tribuna da Câmara de Brumadinho em MG

Um pastor foi agredido na Câmara Municipal da cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), quando denunciava um ex-vereador na tribuna.

O caso ocorreu nesta quinta-feira (23/03), durante e sessão oficial.

O pastor Marcelo Rodrigues dos Santos, testemunhava sobre um suposto abuso cometido pelo vereador Guilherme Morais (sem partido).

“Eu quero pedir aos parlamentares que averíguem a denúncia que eu protocolizei aqui na casa, acerca do assédio sexual, contra o vereador que foi até expulso do seu partido hoje”, disse.

O pastor ainda não havia terminado de falar quando as pessoas se manifestaram e um homem de boné se levantou e tomou o microfone dele.

Quando retomou a palavra e dava testemunho do suposto caso de abuso sexual que envolvia o então vereador, o pastor foi interrompido novamente, desta vez por Sirleno Gonçalves, um apoiador de Guilherme, que agrediu o religioso com um soco no rosto.

A denúncia coloca o ex-vereador como suspeito de ter abusado sexualmente um adolescente que, na ocasião do suposto crime, tinha 17 anos.

Após o soco, o pastor caiu e mesmo assim continuou sendo agredido por Sirleno Gonçalves. Outros vereadores intervieram, tirando o pastor da confusão. A Polícia Militar foi chamada para conter o agressor.

O advogado Bruno Silva, que defende o pastor e o rapaz supostamente abusado pelo ex-vereador, classificou o episódio como “deplorável”.

“É extremamente ofensivo ao estado democrático não deixar uma mãe ser ouvida, uma vítima ser ouvida. Não deixar um denunciante ser ouvido. Começaram a gritar, a falar palavras de baixo calão. Por fim, tudo isso desaguou em agressões. O pastor Marcelo, que estou representando, foi agredido por diversas pessoas, inclusive, parentes do ex-vereador Guilherme Morais”, disse Bruno.

A reunião do dia iria debater um pedido de cassação do mandato de Guilherme, que entregou à presidência da casa legislativa uma carta com o pedido de renúncia com efeito imediato. O gabinete ocupado pelo ex-vereador deve ser ocupado por um suplente.

Fonte: Fuxico Gospel e R7

Conselho Mundial de Atletismo proíbe atletas transgêneros nos esportes femininos

Atleta mulher pronta para largada no atletismo (Foto: Canva Pro)
Atleta mulher pronta para largada no atletismo (Foto: Canva Pro)

O Conselho Mundial de Atletismo (WAC) anunciou novas regras sobre a participação de atletas transexuais.

De acordo com as mudanças divulgadas na quinta-feira, atletas masculinos biologicamente identificados como trans não poderão mais competir na categoria feminina em eventos atléticos internacionais.

O WAC disse que queria “priorizar a justiça e a integridade da competição feminina antes da inclusão”.

O presidente da WAC, Lord Sebastian Coe, disse: “O Conselho Mundial de Atletismo tomou medidas decisivas para proteger a categoria feminina em nosso esporte”.

A decisão afeta atletas transgêneros que passaram pela puberdade masculina.

Elas serão excluídas das competições do ranking mundial feminino a partir de 31 de março.

“A decisão que o conselho tomou é uma decisão baseada principalmente em princípios e essa é a necessidade primordial de proteger a categoria feminina. É para isso que nosso esporte está aqui para fazer”, disse Lord Coe.

O WAC havia inicialmente proposto endurecer as restrições para atletas transexuais, exigindo que eles reduzissem os níveis de testosterona de 5 nanomoles por litro para 2,5 durante um período de dois anos.

Uma consulta encontrou uma oposição generalizada a esta proposta.

“A maioria dos consultados afirmou que atletas transgêneros não deveriam competir na categoria feminina”, disse Lord Coe aos repórteres.

“Muitos acreditam que não há evidências suficientes de que as mulheres trans não tenham vantagem sobre as mulheres biológicas.

“Onde a ciência é insuficiente para justificar a manutenção da supressão de testosterona para atletas transgêneros, o conselho concordou que deve ser guiado por nosso princípio abrangente, que é proteger a categoria feminina”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Imposição da sharia leva crianças cristãs para abrigo

Crianças cristãs também sofrem perseguição religiosa em países de maioria muçulmana (Foto: Portas Abertas)
Crianças cristãs também sofrem perseguição religiosa em países de maioria muçulmana (Foto: Portas Abertas)

A sharia é o conjunto de leis islâmicas que inclui orações diárias, jejum, ida às mesquitas, leitura do Alcorão, entre outras regras sobre família, negócios e sociedade. Ou seja, são costumes e orientações determinadas no Alcorão (livro sagrado do islamismo) sobre o estilo de vida que um muçulmano deve seguir. Em muitos países, a sharia é apenas a regra de fé, exigida somente dos seguidores do islã.

No entanto, em alguns países com governos teocráticos muçulmanos, como Irã e Afeganistão, a sharia se torna a lei nacional e o Alcorão, a Constituição do país. Isso torna outras religiões, como o cristianismo, um crime. Como consequência, ataques e outros tipos de violações da liberdade religiosa se tornam uma defesa do islã, não um crime contra os direitos humanos. Isso deixa os cristãos perseguidos desamparados pelo sistema de justiça.

Em busca de refúgio

Shakib (pseudônimo) é um jovem de 16 anos que desde os primeiros anos de vida sentiu o ódio e a discriminação por seguir a Jesus. “Quando eu era criança, via meus pais sendo agredidos verbalmente, zombados e provocados pelos vizinhos. Vi como eles ficavam frustrados e cansados por causa dos maus-tratos”, conta Shakib.

O vilarejo tinha a sharia como lei. Como a família de Shakib não seguia as leis islâmicas, era discriminada. A pressão foi tanta que os pais decidiram levar o filho para um abrigo cristão que parceiros de campo da Portas Abertas organizaram em Bangladesh.

Um novo começo

Ali, Shakib descobriu que outras crianças cristãs também tinham sido maltratadas. “Estou feliz aqui. Agora tenho amigos que também foram vítimas de perseguição como eu.” O local se tornou um refúgio para os cristãos perseguidos, mas não muda a realidade nos vilarejos. Os parentes continuam tentando forçá-lo a abandonar Jesus. “Eles ficam irados ao ver que não vou ceder, e toda a pressão me deixa ferido”, desabafa Shakib.

Desde o pôr-do-sol do dia 22 começou o Ramadã, mês do jejum islâmico, e um dos períodos mais desafiadores para cristãos como Shakib. Como não seguem as tradições muçulmanas, eles ficam em destaque e mais vulneráveis a ataques.

Abrigo para crianças em Bangladesh 

A perseguição atinge até mesmo os pequenos que fazem parte de famílias cristãs. Ajude a manter o abrigo que acolhe, oferece educação e amor cristão para crianças perseguidas por amor a Jesus em Bangladesh. Faça uma doação!

Fonte: Portas Abertas

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