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Nigéria é o sexto país mais difícil para ser cristão

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

Os cristãos na Nigéria enfrentam perseguição de uma agenda organizada de islamização forçada, que é mais predominante no Norte do país e tem gradualmente se espalhado para o Sul.

A Nigéria ficou em sexto lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2023, que mostra os piores países do mundo para ser cristão. Na lista de 2022 o país estava em sétimo lugar.

Desde que os estados do Norte declararam lealdade à sharia (conjunto de leis islâmicas) em 1999, essa islamização forçada ganhou força, por meios violentos e não violentos. Ataques de grupos militantes islâmicos têm aumentado consistentemente desde 2015. O governo falhou em impedir o aumento da violência, que afeta todos os nigerianos, mas principalmente os cristãos.

A violência é mais abrangente no Norte, onde grupos militantes, como o Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês) e os militantes fulanis, provocam mortes, danos físicos, sequestros e violência sexual em suas vítimas. Cristãos perdem suas terras e suas formas de sobrevivência. Muitos vivem como deslocados internos ou refugiados.

Nos estados onde vigora a sharia, no Norte da Nigéria, cristãos enfrentam discriminação e exclusão como cidadãos de segunda classe. Cristãos de origem muçulmana também enfrentam rejeição dos próprios familiares, pressão para desistirem do cristianismo e muitas vezes violência física.

“Nós estávamos trabalhando nos campos da nossa terra quando homens armados se aproximaram de nós. Mais tarde, eles mataram meus dois amigos. Eu sou a única que está viva.”, diz Agnes, cristã perseguida na Nigéria.

O que mudou este ano?

A violência permanece como o maior perigo e uma ameaça relevante na Nigéria. Cristãos continuam sendo indiscriminados e brutalmente atacados no Norte da Nigéria, e a violência agora também se espalhou para o Sul do país. Militantes fulanis e “bandidos” se estabeleceram nas florestas no Sul, tornando o acesso a terras agrícolas cada vez mais difícil para agricultores cristãos. Esses militantes representam uma ameaça significativa para meninas e mulheres cristãs, que podem estar sujeitas a assédio sexual e casamento forçado.

Sequestros por resgate têm crescido consideravelmente nos últimos anos, incluindo o sequestro de líderes de igrejas. Como o governo persiste em sua posição oficial de negação da perseguição religiosa, os direitos dos cristãos continuam sendo violados com impunidade.

Quem persegue os cristãos na Nigéria?

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Nigéria são: opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado.

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Nigéria são: oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, grupos religiosos violentos, grupos de pressão ideológica, cidadãos e quadrilhas, parentes, partidos políticos, redes criminosas, organizações multilaterais, grupos paramilitares.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Nigéria?

A perseguição é mais severa e presente no Norte, onde grupos militantes, como o Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês) e os militantes fulanis, parecem trabalhar cada vez mais juntos contra cristãos, e contra muçulmanos que não apoiam sua agenda. As invasões a comunidades cristãs, e outras formas de violência, levam a um grande número de cristãos (e outros nigerianos) sendo forçados a viver em acampamentos de deslocados internos. Principalmente mulheres e crianças são vulneráveis nesses campos. Crianças sofrem problemas de saúde, e meninas e mulheres são vulneráveis ao tráfico humano.

Além da violência direta, cristãos no Norte da Nigéria geralmente são ameaçados como cidadãos de segunda classe e sofrem discriminação e hostilidade. Cristãos de origem muçulmana também enfrentam rejeição da própria família, pressão para desistirem do cristianismo, e muitas vezes violência física.

A violência e a apropriação de terras não estão limitadas apenas ao Norte. Militantes fulanis realizam essas práticas em regiões no Sul, onde comunidades, vilas e outras localidades têm sido invadidas. Entretanto, a invasão de comunidades no Sul deve ser entendida de maneira diferente. As pessoas não são expulsas de suas vilas, ao invés disso, descobrem que suas plantações e terras agrícolas foram tomadas por militantes fulanis (e árabes shuwa).

Como as mulheres são perseguidas na Nigéria?

A predominância de grupos militantes na Nigéria torna a vida insegura para mulheres cristãs. Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês), militantes fulanis e outros bandidos armados conduzem invasões a comunidades cristãs durante as quais meninas e mulheres são abusadas sexualmente, forçadas à escravidão sexual, sequestradas para resgate ou mortas.

Meninas cristãs são sequestradas para se casarem à força e se converterem ao islamismo. Mesmo antes do casamento, meninas são abusadas sexualmente para ficarem grávidas. Essa prática abominável é usada como forma de destruir comunidades cristãs. Se a garota é resgatada, os pais dela podem renegá-la por causa da gravidez.

O rótulo do “casamento” é usado para mascarar o que realmente acontece, que é a escravidão. Se os pais tentam resgatar a filha, comumente enfrentam resistência da comunidade, polícia e judiciário, que argumentam que o casamento é legítimo sob a lei islâmica e que a menina deve aceitar o islamismo. Além de ser “casada”, meninas sequestradas por militantes são usadas em atentados suicidas ou como combatentes.

Devido aos perigos que as meninas cristãs enfrentam, alguns pais escolhem manter as meninas em casa, ao invés de mandá-las para a escola. Embora isso ajude a manter as meninas a salvo, a educação delas é sufocada, o que tem várias consequências para o futuro.

Como os homens são perseguidos na Nigéria?

Em partes rurais do Norte da Nigéria, e cada vez mais no Sul, grupos militantes, como Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês) e militantes fulanis, atacam comunidades cristãs a fim de eliminar a atual geração de meninos e homens cristãos e acabar com futuras gerações de cristãos ao reduzir a taxa de natalidade. Homens que sobrevivem aos ataques são forçados a se tornarem soldados nos grupos militantes.

A violência contra as mulheres também é usada como uma arma para ferir os homens cristãos. Meninos e homens são forçados a ver suas esposas, mães, filhas e irmãs serem sequestradas ou atacadas na frente deles, causando um trauma profundo e sentimento de impotência ao não ser capaz de protegê-las.

Meninos e homens cristãos são estrategicamente marginalizados da educação e oportunidades de emprego. Cada vez mais, a admissão deles em escolas e universidades é impedida por causa da fé. A combinação de violência e marginalização tem um efeito devastador nas comunidades cristãs. Se um homem for morto, perder a habilidade de trabalhar ou tiver sua propriedade tomada, a família dele se torna ainda mais pobre.

Portas Abertas na Nigéria

A Portas Abertas trabalha por meio de igrejas parceiras locais para fortalecer cristãos na Nigéria com treinamento de preparação para a perseguição e discipulado, cuidados pós-trauma, ajuda emergencial e projetos de desenvolvimento econômico.

Como ajudar os cristãos perseguidos na Nigéria?

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio a cristãos perseguidos. Doando para esta campanha, sua ajuda vai para locais onde a perseguição é extrema e a necessidade é mais urgente.

QUERO AJUDAR

Pedidos de oração da Nigéria

  • Agradeça a Deus pela fé corajosa dos cristãos na Nigéria, que se recusam a negar a Cristo apesar dos perigos que enfrentam.
  • Ore pelo fim da violência causada por grupos militantes por toda a Nigéria.
  • Clame para que os parceiros locais da Portas Abertas alcancem mais sobreviventes de violência e sequestro com cuidados pós-trauma e treinamento de preparação para a perseguição.
  • Tipo de Perseguição: Opressão islâmica, hostilidade etno-religiosa, paranoia ditatorial, corrupção e crime organizado
  • Capital: Abuja
  • Região: Oeste Africano
  • Líder: Muhammadu Buhari
  • Governo: República presidencialista
  • Religião: Islamismo e cristianismo
  • Idioma: Inglês, iorubá, igbo, hausa, fulani
  • POPULAÇÃO: 216,7 MILHÕES
  • POPULAÇÃO CRISTÃ:100,4 MILHÕES

Fonte: Portas Abertas

Ex-BBB se torna missionária e testemunha conversão em encontros de célula

Thaís Macêdo participou da sexta edição do BBB - Foto: Reprodução
Thaís Macêdo participou da sexta edição do BBB - Foto: Reprodução

A ex-BBB Thaís Macêdo testemunhou como encontrou Jesus e se tornou missionária, em entrevista recente ao G1.

A paraense participou da sexta edição do Big Brother Brasil, aos 26 anos. Na época, ela largou seus três empregos para ir ao reality show.

Hoje com 44 anos, Thaís revelou que, ao sair do programa, recebeu propostas para posar para revistas como a Playboy. “Eu ainda ponderei, mas vi que o valor não mudaria minha vida para sempre”, contou.

Ela também afirmou que recebeu propostas inusitadas. “Tive convites absurdos, como empresários aqui de Belém, casados, querendo viajar comigo, oferecendo um dinheiro exorbitante. Teve ainda convites de políticos para viajar ao exterior para eventos. Não aceitei nenhum dos convites, é claro”, afirmou.

A ex-BBB contou que teve a vida transformada ao conhecer o Evangelho em uma célula.

“Aceitei Jesus no mesmo dia, depois de um mês eu já estava frequentando a igreja e naturalmente surgiram os convites para testemunhos, ministrações de palavra”, declarou Thaís.

Hoje, a cristã trabalha no ministério como missionária e pregadora. Ela também atua como psicóloga em tratamento de depressão e distúrbios mentais.

“Hoje sou mãe, dona de casa, vivo em função da minha filha, do meu trabalho e das coisas de Deus”, testemunhou Thaís.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Fundador de orfanato cristão é absolvido de falsas acusações de sequestro

Professor Richard Solomon Musa Tarfa. (Foto: Reprodução/CSW)
Professor Richard Solomon Musa Tarfa. (Foto: Reprodução/CSW)

Solomon Tarfa, professor do orfanato Du Merci, no estado de Kano, na Nigéria, passou dois anos na prisão sob acusações falsas.

Desde então, o professor Tarfa cumpre a sentença por ser acusado de sequestrar crianças de seus tutores legais para mantê-las em um orfanato que, segundo as autoridades, continha um registro falso.

No Natal de 2019, a polícia invadiu o local e prendeu o professor sem direito ao pagamento de fiança.

Segundo a International Christian Concern (ICC), Mercy Tarfa, esposa do professor, apresentou toda documentação exigida pelo governo para manter o funcionamento da instituição, porém, eles alegaram que o orfanato não estava registrado e fecharam-no.

O casal fundou o orfanato em 1996 e por mais de 20 anos, resgataram crianças abandonadas com o objetivo de evangelizá-las e suprir suas necessidades mentais, físicas, espirituais e sociais.

As 27 crianças que vivem no orfanato foram transferidas para instalações administradas pelo governo.

Os menores receberam nomes islâmicos e foram obrigados a participar de reuniões muçulmanas diárias.

A manipulação do poder islâmico

O professor Tarfa foi absolvido das acusações de sequestro em junho de 2021 e foi libertado sob fiança.

No entanto, ele ainda enfrentou acusações de falsificação de documentos até sua absolvição total em 27 de janeiro de 2023.

O prolongamento do julgamento do professor, destacou a discriminação e a perseguição que os cristãos enfrentam no sistema jurídico da Nigéria.

Apesar do país se declarar um estado laico, a cidade de Kano, onde fica o Orfanato Du Merci, no norte da Nigéria, é uma região regida pela lei islâmica Sharia.

A ICC informou que quando a religião assume o controle do governo, como aconteceu em grande parte do norte da Nigéria, ela cria uma hierarquia social e judicial ao longo das linhas religiosas.

Fonte: Guia-me com informações de ICC

Bancada evangélica anula eleição de novo presidente após bate-boca em disputa tensa

Bancada Evangélica
Bancada Evangélica

A Frente Parlamentar Evangélica anulou, nesta quinta-feira (2), a eleição do novo presidente da Bancada Evangélica no Congresso Nacional. Isto porque houve discordância quanto à utilização da cédula impressa.

Com bate-boca entre seus membros e ameaças de judicialização, a eleição não chegou a lugar algum nesta quinta-feira (2) e foi adiada.

A queda de braço eleitoral ficou entre os deputados Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-TO).

Sem o costume de realizar eleições, a bancada sofreu diversos problemas com o processo de votação.

Pleitos passados tiveram como praxe a aclamação de um presidente sem necessidade de votação. Assim aconteceu desde a criação da Frente Parlamentar Evangélica, em 2003.

Sem o costume de realizar eleições, a bancada sofreu diversos problemas com o processo de votação.

Parlamentares que não se inscreveram na lista conseguiram votar —manobra que o regimento interno não permite.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), presidente do bloco que passará o bastão, disse que houve divergência entre a quantidade de votos e o número de parlamentares que assinaram a lista de presença.

“O nosso sistema, por problema de internet, tem várias quedas, e por isso tivemos problemas na nossa lista [de membros da bancada]. Nós tivemos alguns que, por acharem que o nome estava na lista, colocaram seus votos. Por conta disso, minha decisão foi pela nulidade da eleição nesse momento.” Novo pleito foi marcado para a segunda quinzena de fevereiro.

Pastor e deputado federal Silas Câmara, eleito presidente da bancada evangélica em 2019
Pastor e deputado federal Silas Câmara, é candidato a presidente da bancada evangélica em 2023

O candidato que corre por fora, Eli Borges (PL-TO), não topou a proposta de revezar com Silas Câmara na chefia da bancada. A sugestão declinada: Borges seria presidente em 2024, e Câmara, neste primeiro ano de governo Lula (PT).

O jeito foi ir para voto. Inicialmente eram quatro na disputa, mas Otoni de Paula (MDB-RJ) e o senador Carlos Viana (Podemos-MG) desistiram na última hora.

A anulação da votação só foi definida após mais de quatro horas de discussão.

“A minha decisão foi pela nulidade da eleição. Vou publicar um novo edital. Nós tivemos dificuldades por causa do sistema de informática da Câmara”, declarou o atual presidente da Frente, Sóstenes Cavalcante (PL/RJ).

Nesse meio tempo, Otoni afirmou que, se o pleito não fosse anulado, entraria na Justiça. “Está sendo fraudada a eleição pelo grupo do Silas Câmara […] A gente não fala que é crente, a palmatória do mundo? Corrige gays, corrige todo mundo, e faz essa sacanagem aqui dentro?”

Um dos mais longevos evangélicos na Casa, com o primeiro dos sete mandatos iniciado no século 20, Silas Câmara é de uma família forte na Assembleia de Deus do Norte. Seu irmão Samuel Câmara lidera em Belém a chamada Igreja-Mãe, a primeira expoente brasileira dessa denominação, fundada em 1911. Jonatas Câmara, outro irmão, está à frente da Assembleia de Deus no Amazonas.

Com forte influência na Câmara dos Deputados, duas lideranças da bancada evangélica foram eleitas para composição da Mesa Diretora da Câmara nos cargos de 1⁰ vice-presidente (Marcos Pereira, do Republicanos-SP) e 2⁰ vice-presidente (Sóstenes Cavalcante, do PL-RJ).

Fonte: Folha de S. Paulo e Comunhão

Cristãos iranianos são detidos na Turquia

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)

Nas últimas semanas, a organização humanitária Article 18 recebeu denúncias de cinco famílias cristãs iranianas que viviam como refugiadas na Turquia, um total de 17 pessoas. Elas foram presas em um campo de detenção, sob maus-tratos e ameaças de deportação.

Algumas dessas famílias estão detidas há mais de três meses, em condições sanitárias precárias, sem acesso a comida ou medicação. Os maridos ficaram separados das esposas e dos filhos. O encontro entre os familiares é permitido apenas uma vez por semana, por 15 minutos e sob vigilância dos guardas.

A maioria dos iranianos detidos são cristãos de origem muçulmana. Dois deles eram líderes de igrejas domésticas e outros discipulavam jovens cristãos na Turquia. As autoridades não explicam o motivo pelo qual prenderam os cristãos, nem quanto tempo eles ficarão detidos.

Famintos, doentes e aflitos

“Eles não nos dizem nada. Apenas chegam em nossas casas, nos levam para os campos de detenção onde ficamos separados da nossa família. Descobrimos que nossas declarações foram adulteradas. O tradutor que acompanha os refugiados faz afirmações falsas em nosso nome, já que não falamos o idioma deles”, disse o cristão Kamran.

Os guardas também ameaçam os refugiados. “Eles dizem: ‘Vocês vão ficar aqui por seis meses e se não voltarem para o país de vocês, ficarão mais seis meses. E se ainda assim não voltarem, ficarão aqui durante um ano!’”, continua Kamran.

“Não temos acesso a pias ou banheiros. Usamos uma lata de lixo como bacia para tomarmos banho”. Roshana, outra cristã, relata: “Há apenas um médico aqui. Não importa os sintomas que você tenha, ele só prescreve paracetamol. Meus filhos estão doentes há 21 dias e não melhoram porque não recebem alimentação e medicação de que precisam”, disse Mona, a esposa de Kamran.

Fonte: Portas Abertas

Cerca de 16 milhões de mulheres deixaram a igreja nos últimos 10 anos

Mulheres na igreja louvando
Mulheres na igreja louvando

Ao longo da última década, milhões de mulheres deixaram a igreja apesar de se considerarem cristãs.

Ericka Andersen, autora e jornalista freelancer, publicou recentemente seu livro “Reason to Return: Why Women Need the Church and the Church Needs Women” (Motivo para voltar: Por que as mulheres precisam da Igreja e a Igreja precisa das mulheres, em tradução livre). No livro, ela observa que 16 milhões de mulheres pararam de frequentar a igreja nos últimos 10 anos.

“A frase que gosto muito de usar é: ‘a igreja do seu passado não precisa ser a igreja do seu futuro'”, disse Andersen ao PrayerLink da CBN em uma entrevista.

Apesar de reconhecer que nenhuma igreja é perfeita, Anderson convida as mulheres a voltarem à igreja para redescobrir a alegria e o propósito.

“Depois de ver alguns dados sobre quantas mulheres estavam deixando a igreja e mostrando que essas mulheres estavam deixando a igreja em um ritmo muito mais rápido do que os homens nos últimos 10 anos especificamente, eu sabia que havia uma mensagem que eles precisavam ouvir porque muitas dessas mulheres não estão se afastando de Deus. Mas eles precisam de um convite de volta à comunidade de fé”, explicou ela.

De acordo com um estudo de 2019 da Pew Research, as mulheres se tornaram menos religiosas na última década, com o número de mulheres dizendo que são cristãs professas caindo de 80% para 69% e o número de mulheres que se identificam como “não religiosas” aumentando em 10 por cento desde 2009.

Segundo a CBN News , muitas mulheres deixaram a igreja em meio ao movimento #ChurchToo, que revelou dezenas de escândalos de abuso sexual na igreja.

“De longe, o maior fator que impulsiona as mulheres para fora da igreja é o sexo. O movimento #ChurchToo atestou o quão prejudicial o tratamento irresponsável das mensagens de pureza sexual da igreja pode ser para algumas mulheres”, diz um artigo recente na Relevant Magazine .

Durante a entrevista do Prayer Link, Anderson discutiu razões adicionais pelas quais as mulheres deixaram a igreja.

“Uma das principais razões é sobrecarregar, estresse, ocupação que você pode concluir imediatamente, oh talvez seja desconstrução ou talvez sejam pessoas desconvertidas. Mas a verdade é que a maioria das mulheres que estão deixando a igreja, elas não estão desconvertidas , eles não estão desconstruindo, eles ainda valorizam seu relacionamento com Deus”, explicou ela. “Muitos deles procuram um pouco de orientação, um amigo para caminhar com eles.”

Anderson afirmou que comunidades de fé saudáveis ​​seriam benéficas para as mulheres.

“Todos os tipos de benefícios acontecem para você e sua família, incluindo melhores taxas de saúde mental, melhores relacionamentos, melhor até mesmo saúde física. E então seus filhos também estão crescendo neste fundamento de fé realmente firme, onde podem prosperar e são menos ansiosos e menos deprimidas e vão para a idade adulta sentindo-se confiantes sobre quem são e onde estão no mundo”, disse ela.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Casal de pastores amaldiçoa com “doenças sem curas” quem jogar lixo na porta da igreja

Casal de pastores colocou placa amaldiçoando quem joga lixo na frente da igreja, no Pará
Casal de pastores colocou placa amaldiçoando quem joga lixo na frente da igreja, no Pará

Um casal de pastores, revoltado com o constante despejo de lixos na porta da sua residência – que fica de frente para sua igreja, no Bairro Primavera, em Parauapebas, no Pará – resolveu tomar uma atitude inusitada para tentar melhorar a situação: colocou uma placa no local “amaldiçoando” todos aqueles que ousassem despejar ali lixo novamente.

A placa colocada em frente ao templo contém o seguinte texto: “Quem jogar lixo aqui está amaldiçoado com doenças sem curas. Se insistir vai ficar cego (a)”.

A pastora Zenaide dos Santos Marques e o seu marido, o pastor Oliveira Marques, explicaram o motivo da atitude extrema e também falou sobre os problemas que aquela parte da comunidade tem enfrentado com a coleta de lixo.

De acordo com a pastora, o problema começou com um grupo de pessoas que estava jogando lixo em frente à igreja. Seria, segundo ela, esse grupo o responsável por denunciar a placa nas redes sociais. “Por que não se revoltaram e colocaram nas redes sociais quando estava uma montanha de lixo aqui na rua, que nem os carros passavam?”, questiona. “Por que antes da placa estar ali, não colocaram na internet que estavam colocando o lixo na porta da igreja?”

E parece que funcionou: depois que colocou a placa – por volta da noite do último domingo (29) pararam de usar o local como ponto de descarte de lixo.

O problema, no entanto, já vem de muito tempo, explica a pastora. Moradora do local há anos, ela já não via a chegada do carro do lixo na sua rua há muito tempo, já que o veículo é impedido de passar devido às fiações, que são muito baixas.

A placa afixada pela pastora amaldiçoa com “doenças incuráveis” aqueles que despejarem lixos no local

O marido dela, o pastor Oliveira Marques, conta que foi conversado com todos os moradores e eles aceitaram e entenderam que não deveria ser jogado mais lixo ali. “Mas dois vizinhos se revoltaram porque eles acharam distante para eles”, contou.

Com o tempo, um lixão começou a ser formado próximo à igreja, de maneira que nem mesmo veículos pequenos conseguiam atravessar. Para piorar, os garis não tinham como remover todo o lixo, já que eles só levam as sacolas fechadas e várias eram jogadas lá abertas – além daquelas que eram rasgadas pelos animais de rua. Até mesmo animais mortos eram jogadas ali.

Sem ter mais como remover os detritos dali, a pastora resolveu se reunir com os vizinhos para definir um local para a coleta de lixo. O acordo, no entanto, não agradou a todos; alguns vizinhos continuaram com a mesma atitude. Foi então que ela resolveu colocar a placa que, aparentemente, está funcionando.

“Já que o acordo não deu certo, eu coloquei aquela placazinha bem ali. Quem achou ruim foi só quem jogou lixo ali, porque eles ficaram com medo da maldição, porque diz a bíblia aquele que te abençoar será abençoado, aquele que ti amaldiçoar será amaldiçoado”, afirma.

Fonte: DOL e Correio de Carajás

Pastor mexicano alerta: “A perseguição é bíblica e vai chegar a todo cristão”

Cristãos durante culto em uma igreja no México
Cristãos durante culto em uma igreja no México

O pastor Jaime Canales (nome fictício por razões de segurança) é um mexicano que sabe exatamente como é ser perseguido por causa de sua fé. Em seu país, que ocupa o 38º lugar na Lista Mundial da Perseguição deste ano, a Igreja tem sido cada vez mais ameaçada pelo crime organizado.

No México, os cristãos enfrentam a corrupção e a intolerância secular. Quem segue a Cristo é visto como uma pessoa fanática. Nas comunidades indígenas, quem decide abandonar as crenças religiosas da comunidade enfrenta rejeição e punição na forma de multas, encarceramento ou deslocamento forçado.

Em visita ao Brasil, o pastor deu uma entrevista à Portas Abertas, onde fez alguns alertas aos brasileiros: “A perseguição é bíblica e vai chegar a todo cristão piedoso. Mas até que ela chegue, aproveite a sua liberdade para pregar o amor de Jesus, em tempo e fora de tempo”.

“Aproveite para orar e apoiar o cristão perseguido pelo mundo. Ore por nós, para que sejamos fortalecidos e continuemos a nossa missão de levar o amor de Deus em nossas localidades, comunidades e países”, disse.

Suportando as aflições

O pastor Jaime disse que já foi preso por sua comunidade e que depois teve que fugir com a família para não ser morto: “No início do meu ministério, comecei a pregar e 10 famílias se converteram. Quando a liderança da comunidade percebeu o crescimento do Evangelho, a perseguição começou e as ameaças também”.

“Primeiro foram advertências: Você pode perder suas terras, ser proibido de comprar e vender na comunidade, seus filhos podem ser proibidos de frequentar a nossa escola”, lembrou.

O pastor continuou pregando e foi preso por três dias como punição. “Eles disseram que era para eu colocar a cabeça no lugar e renegar a minha fé em Jesus Cristo e nesse Evangelho que eu pregava”, disse.

“Saindo da prisão, continuei a pregar e ensinar a comunidade sobre o amor de Deus”, disse ao revelar que por isso perdeu o direito de trabalhar naquelas terras e os filhos não puderam mais frequentar a escola.

Jaime foi preso pela segunda vez e 8 das 10 famílias que haviam se convertido voltaram às práticas da antiga religião, negando a Jesus e abandonando a fé cristã. Mesmo assim, o pastor disse que via o poder e a providência de Deus em sua vida e na comunidade.

Coragem para seguir em frente

Diante dessas ameaças e proibições, o pastor perguntou à esposa se ela queria continuar vivendo com tantas restrições. “Eu quero que você continue pregando e vamos continuar falando do amor de Jesus à nossa comunidade”, ela respondeu.

“Ao sair da prisão pela segunda vez, subi ao monte e fiz 40 dias de oração e jejum. Meu corpo saiu enfraquecido, mas meu espírito estava fortalecido no Senhor e continuei pregando, sempre confiando em Deus”, relatou.

“Procurei a justiça institucional para buscar por minha liberdade, uma vez que o México é um país livre para adorar a Deus. Ganhei em todas as instâncias e recebi um documento que me dava o direito de pregar o Evangelho. Mas a minha comunidade não aceitou, alegando que o governo não mandava ali e que o povo que ditava as regras”, resumiu.

Depois disso, o pastor conta que enfrentou a comunidade enfurecida em frente à sua casa, armada de paus, pedras e facões. “Toda a minha família, minha mãe e irmã estavam em casa. A multidão invadiu com violência”, lembrou.

“Agrediram minha irmã e meus filhos assustados gritavam. Eu pensava que poderia fazer algo e defender a mim e à minha família. Mas Deus falou que a vingança era Dele”, contou.

“E eu disse aos agressores: vocês vieram me buscar, estou aqui, deixe a minha família e eu vou com vocês. E me levaram para a prisão, onde fiquei por 5 dias. Um verdadeiro martírio”, compartilhou.

‘É preciso ser forte para não negar a Cristo’

“É muito triste, desolador e desesperador você perder tudo o que tem e sua identidade, sem entender muito bem que a sua identidade real está firmada em Jesus. Muitas comunidades pressionam, perseguem e expulsam os cristãos de suas terras, renegando-os ao descaso, fome, frio e desesperança”, o pastor resumiu a situação dos cristãos no México.

“Foi o que aconteceu comigo”, contou ao reforçar que é preciso ser forte para não negar a Cristo. “Para mim, uma das cenas mais tristes foi ver membros das oito famílias que renegaram a sua fé, segurando cartazes que diziam: fora, cristãos”, recordou.

Depois de expulsos, o pastor e sua família fugiram para outra comunidade onde foram acolhidos. “A igreja nos deu um terreno e nos ajudou a construir nossa casa. Essa comunidade é apoiada pela Portas Abertas, que nos ajudou espiritualmente e financeiramente e pude abrir uma cozinha que vende e doa alimentos à comunidade”, explicou.

Atualmente, o pastor Jaime trabalha como pastor em tempo integral e recebe cristãos que também foram expulsos de sua comunidade, oferecendo apoio psicossocial e espiritual.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Gabriela Rocha lança o álbum ‘A Presença’ com devocionais e jejum

Gabriela Rocha (Foto: reprodução)
Gabriela Rocha (Foto: reprodução)

Após três anos sem o lançamento de um álbum, a cantora Gabriela Rocha anuncia o lançamento de seu novo projeto, ‘A Presença’. As músicas serão publicadas em meio a uma campanha de 21 dias de jejuns e devocionais feitos pela cantora junto com seus seguidores.

“Eu vivi esse álbum, vivi cada música, sem luzes, sem câmeras, apenas eu e o Senhor, e eu vivi a experiência da minha vida”, afirma Gabriela sobre o novo projeto.

“Eu não quero que você sente e apenas assista, eu quero que você viva, eu quero que você viva o sobrenatural, eu quero que você viva o que você nunca viveu antes do Senhor”, completa, fazendo um convite aos ouvintes.

Cada música do novo álbum será lançada nas quartas-feiras. E a primeira, que se chama ‘És Amor’, foi no dia 25 de janeiro.

Confira a programação dos lançamentos abaixo:

25/01: És Amor (Assista abaixo)

01/02: Me Atraiu (Clique aqui e assista)

08/02: Canção do Céu

15/02: Meu Jesus

01/03: Uma Hora é Pouco

08/03: Meu Respirar / Meu Prazer

15/03: Vida Aos Sepulcros

Sobre Gabriela Rocha

Dona de uma voz marcante, Gabriela Rocha, é atualmente uma das maiores artistas do cenário gospel, impactando milhares de vidas por meio de suas ministrações com autenticidade e personalidade.

Com números surpreendentes, a cantora detém hoje mais de 3 bilhões de visualizações apenas no YouTube, mais de 200 milhões de plays nas plataformas de streaming e 24 milhões de seguidores nas redes sociais.

Em 2022, a cantora gospel foi a mais ouvida por brasileiros no Spotify, assumindo o primeiro lugar na playlist ‘O Melhor da Música Cristã 2022’, com a canção Eu Creio (Believe For It), que contabiliza mais de 7 milhões de streams na plataforma.

Finlândia é o terceiro país europeu a aprovar “lei trans” em menos de dois meses

Parlamento nacional da Finlândia (Foto: Canva Pro)
Parlamento nacional da Finlândia (Foto: Canva Pro)

A Finlândia reformou sua lei transgênero para tornar a vontade das pessoas o único requisito para mudar legalmente seu gênero.

O país nórdico votou em seu parlamento nacional a favor (113-69) de alterar a lei existente para que não exija mais que as pessoas passem por um processo médico, incluindo avaliação psiquiátrica. Também não será mais necessário o atestado médico que comprove a esterilidade da pessoa para solicitar a alteração legal no registro civil.

Com o novo texto, basta a autodeclaração para ser legalmente declarado homem ou mulher.

A lei era uma “prioridade” da legislatura para a primeira-ministra, a social-democrata Sanna Marin . Ela havia prometido que a lei seria aprovada até setembro de 2022.

Democratas Cristãos votaram contra

Entre os partidos que votaram contra estão o Partido dos Finlandeses e o Partido Democrata Cristão , cujo presidente do grupo parlamentar, Päivi Räsänen , disse: “Se o conceito de gênero significa identidade em vez de um grupo populacional, como os direitos das pessoas pertencentes a o grupo populacional ser promovido? O sexo biológico formou a base para as leis de igualdade , cujo objetivo é promover o status das mulheres”.

Os itens centrais da nova lei são muito semelhantes às leis transgênero muito recentes aprovadas na Espanha e na Escócia em 22 e 23 de dezembro de 2022. A Holanda também está em processo de debater essa lei.

Espanha

A chamada ‘lei trans’ (oficialmente “Lei pela igualdade real e efetiva das pessoas trans e pela garantia dos direitos das pessoas LGBTI”) foi aprovada na Espanha com 188 votos a favor e 150 contra, pouco antes do Natal, após conclusão e tramitação acelerada em que as emendas foram rejeitadas e os especialistas não foram autorizados a apresentar seus pontos de vista.

O ponto mais controverso é que a Espanha permitirá uma autodeterminação de gênero irrestrita de menores de 16 anos ou mais. Os menores de 14 e 15 anos poderão mudar de sexo contra a vontade dos pais se vencerem a ação judicial com o apoio de um defensor legal fornecido pelas autoridades. Crianças de 12 e 13 anos poderão mudar de sexo no registro se um juiz permitir.

A lei proíbe as chamadas terapias de conversão (conhecidas no Brasil como “cura gay”), mesmo no caso em que a pessoa as tenha solicitado, com multas de 10.000 a 150.000 euros a quem as praticar.

O texto foi criticado não apenas pelos partidos conservadores da oposição, mas também por organizações do Judiciário, que alertaram sobre a “insegurança jurídica” que a lei cria para as mulheres.

Escócia

Uma nova lei de identidade de gênero foi aprovada no parlamento da Escócia para simplificar ainda mais a autoidentificação de gênero em documentos legais.

Cerca de nove membros do governista Partido Nacional Escocês votaram contra a proposta de lei do partido, mas não conseguiram impedir a vitória da reforma por 86 a 39, que também recebeu o apoio dos Verdes, do Partido Trabalhista e dos Liberais.

Adolescentes com 16 anos ou mais agora poderão autodeclarar seu gênero e mudar de sexo em documentos oficiais.

Um diagnóstico médico de disforia de gênero não será mais necessário. Esta foi uma demanda central dos grupos LGBTQI, que visam “despatologizar” a autodeterminação da identidade e expressão de gênero.

Agora, as pessoas que se identificam como transexuais terão apenas que demonstrar que viveram em sua identidade adquirida por 3 meses – em vez de 2 anos, como era em 2009.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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