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Martin Luther King: o pastor batista que liderou o movimento dos direitos civis nos EUA

Martin Luther King Jr. (Foto: Reprodução)
Martin Luther King Jr. (Foto: Reprodução)

Esta segunda-feira, 16, marca o feriado federal anual do Dia de Martin Luther King Jr. nos EUA, criado em memória do notável pastor afro-americano e ativista dos direitos civis.

Originalmente declarado feriado oficial em 1983 pelo presidente Ronald Reagan, o dia geralmente envolve fechamento de escolas, vendas de lojas de varejo e grupos e igrejas que realizam projetos de serviço comunitário.

É também um momento para lembrar a figura dos direitos civis conhecida por liderar marchas e fazer discursos carismáticos em favor da igualdade racial e outras questões.

O discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King ainda ressoa na história da luta por direitos civis em todo o mundo.

Em 28 de agosto de 1963, mais de 200 mil pessoas negras e brancas se reuniram em frente ao Lincoln Memorial, em Washington, para pedir igualdade para todos os cidadãos em um EUA segregado pelo racismo.

Martin Luther King Junior nasceu em 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, na Geórgia, em uma família de pregadores batistas. Seus pais tinham formação universitária e o pai de King era pastor da prestigiada Igreja Batista Ebenezer, em Atlanta.

De família de classe média, Martin Luther cresceu na Auburn Avenue, conhecida como “Black Wall Street”, região das maiores empresas e igrejas negras.

Mesmo recebendo uma boa educação e o amor de sua família, King experimentou a discriminação ainda na infância, no Sul americano segregado.

Por volta dos 6 anos, Martin ouviu um seus colegas brancos afirmar que seus pais não permitiam mais que ele brincasse com King, porque agora as crianças brancas e negras frequentavam escolas separadas.

Em 1944, aos 15 anos, Martin ingressou na prestigiada Morehouse College, como um aluno promissor. Antes de iniciar a faculdade, o jovem passou as férias de verão em uma fazenda de tabaco em Connecticut, onde conheceu uma realidade bem diferente do Sul segregado.

Ele ficou impressionado como negros e brancos conviviam pacificamente no Norte dos EUA. “Negros e brancos vão [para] a mesma igreja. Nunca [pensei] que uma pessoa da minha raça pudesse comer em qualquer lugar”, escreveu eles em uma carta aos pais.

Essa experiência no Norte aumentou a indignação de Martin Luther King com a segregação racial nos estados sulistas.

Seguindo o ministério

O jovem cristão estudou Medicina e Direito, mas em seu último ano na universidade, decidiu seguir o ministério e ingressou no Seminário Teológico Crozer em Chester, na Pensilvânia.

Na universidade e no seminário, Martin teve contato com ativistas cristãos e teólogos protestantes contemporâneos, que o estimularam a agir contra a injustiça racial.

Logo depois, ele fez doutorado na Universidade de Boston, onde estudou o relacionamento do homem com Deus e formou uma base sólida para sua teologia e ética cristã contra o racismo.

Mais tarde, já casado com Coretta Scott e pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter em Montgomery, Luther King usou sua crença em que todos os homens eram iguais perante Deus para fundar a Conferência de Liderança Cristã do Sul (SCLC).

Herança teológica na luta pelos direitos civis

Através da organização, o pastor batista iniciou o movimento pela justiça racial, dando palestras por todo o país e discutindo questões raciais com líderes cristãos.

Inspirado na filosofia da resistência não violenta de Gandhi, Martin apoiou e promoveu protestos contra o racismo, chegando a ser preso diversas vezes.

Em Montgomery, o pastor liderou o movimento que lutou contra a segregação racial no sistema de transporte público da cidade, após Rosa Parks, uma mulher afro-americana, se recusar a ceder seu assento no ônibus a um passageiro branco, iniciando uma onda de protestos.

Com uma ótima retórica e personalidade inspiradora, Martin Luther King se levantou como um líder do movimento pelos direitos civis nos EUA.

“Não temos alternativa a não ser protestar. Por muitos anos, mostramos uma paciência incrível. Às vezes, demos a nossos irmãos brancos a sensação de que gostamos da maneira como fomos tratados. Mas viemos aqui esta noite para sermos salvos dessa paciência que nos torna pacientes com qualquer coisa menos que liberdade e justiça”, declarou o ativista em um de seus primeiros discursos como líder.

Após lutar durante as décadas de 1950 e 1960, a liderança de King provocou uma onda de manifestações com efeito na opinião pública. Como resultado, em 1964 a Lei dos Direitos Civis foi aprovada, proibindo a segregação e a discriminação em espaços públicos e no ambiente de trabalho.

Naquele mesmo ano, Martin ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em Oslo. “Aceito este prêmio hoje com uma fé inabalável na América e uma fé audaciosa no futuro da humanidade”, discursou ele na ocasião.

O último sermão

Enfrentando ameaças de morte devido ao seu ativismo, o líder revelou que Deus renovava suas forças para continuar seu propósito. “Estou francamente cansado de marchar. Estou cansado de ir para a cadeia”, confessou Luther, em 1968.

E continuou: “Vivendo todos os dias sob a ameaça de morte, sinto-me desanimado de vez em quando e sinto que meu trabalho é em vão, mas então o Espírito Santo revive minha alma novamente”.

O pastor parece ter previsto sua morte precoce em sua última pregação. Na noite anterior ao seu assassinato, Luther King pregou o sermão “Eu estive no topo da montanha”, no Mason Temple, a sede da Igreja de Deus em Cristo, em Memphis.

“Como qualquer pessoa, eu gostaria de viver uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não estou preocupado com isso agora. Eu só quero fazer a vontade de Deus”, afirmou ele.

“E Ele me permitiu subir a montanha. E eu examinei. E eu vi a terra prometida. Posso não chegar lá com você. Mas eu quero que você saiba esta noite, que nós, como povo, chegaremos à terra prometida. Estou feliz, esta noite. Não estou preocupado com nada. Não estou com medo de nenhum homem. Meus olhos viram a glória da vinda do Senhor”.

No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado com um tiro, enquanto estava na sacada do hotel onde se hospedava, em Memphis.

Mesmo depois de sua morte, os ideais democráticos e cristãos do pastor batista continuaram transformando a sociedade americana e ainda hoje tem inspirado pessoas e movimentos de justiça social.

Joe Biden na Igreja Batista Ebenezer

“Ele seguiu o caminho de Moisés, um líder inspirador, chamando as pessoas para não terem medo”, disse o presidente dos EUA, Joe Biden na Igreja Batista Ebenezer, onde Martin Luther King Jr. foi co-pastor.

“Ele seguiu o caminho de José, um crente em sonhos e na divindade que eles carregam e na promessa que eles carregam”, continuou ele. “E como João Batista, ele nos preparou para uma esperança maior à frente, aquele que veio para dar testemunho da luz.”

Martin Luther King Jr. foi um “guerreiro não violento pela justiça”, disse o presidente, acrescentando que “seguiu a palavra e o caminho de Seu Senhor e Salvador”.

“Sou temente a Deus graças a meus pais e às freiras e padres que me ensinaram na escola, mas não sou um pregador”, acrescentou Biden. “Mas eu tentei viver minha fé como todos vocês fizeram.”

Ele continuou: “Estou aqui inspirado por um pregador que foi um dos meus únicos heróis políticos … Dr. King.”

A Igreja Batista Ebenezer foi fundada em 1886 e é mais conhecida por ser o púlpito do Rev. King Jr., que serviu como co-pastor da igreja de 1960 até seu assassinato em 1968.

O Rev. Martin Luther King Sr. também serviu na liderança da Igreja Batista Ebenezer, tendo supervisionado várias funções de 1927 até sua aposentadoria em 1975.

Eu Tenho um Sonho

A manifestação civil mais importante promovida por King foi a “Marcha sobre Washington”, em 1963, que reuniu 250 mil pessoas. Além disso, ali estavam personagens como Rosa Parks e a artista Josephine Baker.

Neste momento fez o célebre discurso “Eu tenho um sonho” (I Have a Dream):

“Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”.

Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

Tenho um sonho que um dia o estado do Mississípi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, com os seus racistas malignos, cujos lábios do governador atualmente pronunciam palavras de recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e moças negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e moças brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.“

Frases de Martin Luther King

  • O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
  • No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.
  • Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver.
  • Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele.
  • Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendermos a conviver como irmãos.

10 curiosidades sobre Martin Luther King Jr.

  1. Seu nome verdadeiro era Michael, não Martin Luther. Seu pai também se chamava Michael, por isso seu nome original, Michael King Jr. A alteração aconteceu depois de uma viagem que o ativista fez à Alemanha, em 1931, e foi uma homenagem a Martinho Lutero, figura importante do Protestantismo.
  2. Apesar de ter ficado conhecido por sua oratória exemplar, o líder do movimento negro americano tirou um C no seu primeiro exame de oratória no seminário. No entanto, ele terminou o semestre com A’s e acabou sendo o orador da sua turma.
  3. Ele é o homem mais novo a ser honrado com um Nobel da Paz. Martin tinha 35 anos quando recebeu o prêmio, em 1964. Ele doou todo o dinheiro (54.123 dólares na época, hoje o equivalente a 400 mil) para o Movimento dos Direitos Civis.
  4. Não é surpreendente ler que MLK ganhou um Nobel da Paz, mas você sabia que ele também recebeu um Grammy? Ele nunca foi cantor, mas seu discurso “Why I Oppose the War in Vietnam” (Por que eu sou contra a Guerra do Vietnã) ganhou na categoria Melhor Álbum Declamado em 1971, 3 anos após o político ter sido assassinado.
  5. Martin Luther King pulou duas classes no Ensino Médio (a 9ª e a 11ª, equivalentes ao 9º ano e ao 2º ano do EM brasileiro, respectivamente), e entrou na universidade aos 15 anos. Aos 19, ele recebeu um diploma de sociologia. Aos 25, ele se tornou Ph.D. em Teologia.
  6. Dez anos antes do seu atentado fatal, ele foi vítima de outra tentativa de assasinato. Durante a turnê do seu livro, no dia 20 de setembro de 1958, uma mulher se aproximou dele e perguntou se ele era Martin Luther King. Ele respondeu que sim, e ela disse “havia procurado por ele por 5 anos” antes de apunhalá-lo no peito com um abridor de cartas. Os médicos levaram 3 horas para conseguir retirar a lâmina, uma vez que sua ponta estava muito próxima à aorta de King.
  7. Ele fumava em segredo. Luther King se esforçou para esconder o hábito por anos, tanto devido ao estigma do cigarro na igreja quanto ao seu desejo de que seus filhos não se tornassem fumantes também. Reverendo Kyles, amigo do ativista, diz ter removido um maço do bolso de King antes que seu corpo fosse levado pela ambulância, após o seu atentado.
  8. O ator hollywoodiano Samuel L. Jackson foi um dos orientadores voluntários durante o funeral de MLK. Ele tinha 19 anos na época.
  9. King Jr. foi preso 29 vezes, algumas por desobediência civil e outras devido a acusações forjadas, como excesso de velocidade.
  10. Seu aniversário é um feriado nacional nos Estados Unidos. Além dele, a única outra figura que teve a data do seu nascimento transformada em feriado foi George Washington.

Folha Gospel com informações de Guia-me, Toda Matéria, The Christian Post e Guia dos Curiosos

Holanda: quase 60% da população não pertence a nenhuma religião

Igreja de Haarlem, na Holanda. (Foto: Canva Pro)
Igreja de Haarlem, na Holanda. (Foto: Canva Pro)

A última pesquisa do Dutch Centraal Bureau voor de Statistiek (CBS, Escritório Central Holandês de Estatísticas) mostra que quase 58% da população da Holanda com 15 anos ou mais disse não pertencer a nenhuma denominação religiosa.

O relatório Religião na Holanda 2021 confirma que a secularização na Holanda continua avançando: enquanto em 2010 cerca de 45% não tinham afiliação religiosa, em 2020 o número cresceu para 55%. Este ano, subiu mais 3 pontos.

Entre os 42,6% que se dizem religiosos, os católicos romanos são os que mais declinam (27% em 2010, 18% em 2021), seguidos pelos que se identificam como protestantes (de 18% para 14%).

Os muçulmanos e os que pertencem a outros grupos permanecem estáveis ​​em 5%.

Idade e sexo

De acordo com o levantamento, as maiores diferenças estão entre as faixas etárias. 28% dos jovens de 18 a 24 anos pertencem a um grupo religioso contra 65% daqueles com mais de 75 anos.

Em 2010, as diferenças entre as faixas etárias foram menos acentuadas. Quase metade de todos entre 15 e 44 anos pertencia a um grupo religioso, enquanto o pico estava entre aqueles com mais de 75 anos (73%).

Além disso, as mulheres são mais propensas a fazer parte de um grupo religioso (45%) do que os homens (40%). As diferenças foram semelhantes em 2012 (57%-52%).

Frequência à igreja

A pesquisa também mostra que cada vez menos holandeses com mais de 15 anos frequentam serviços religiosos pelo menos uma vez por mês. Em 2021 foi de 13% .

Os católicos vão menos à igreja (13%), enquanto mais da metade dos protestantes (50,8%) frequentam regularmente a igreja.

Entre os muçulmanos, 43% vão à mesquita pelo menos uma vez por mês.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Padre é queimado vivo na Nigéria

Rev. Isaac Achi da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo em Kafin-Koro, na Nigéria, foi queimado vivo por assaltantes. (Foto: Diocese de Minna)
Rev. Isaac Achi da Igreja Católica de São Pedro e São Paulo em Kafin-Koro, na Nigéria, foi queimado vivo por assaltantes. (Foto: Diocese de Minna)

Um padre católico romano no noroeste da Nigéria foi queimado até a morte antes do amanhecer do domingo, 15, quando assaltantes incendiaram os aposentos de sua paróquia e feriram um padre assistente, disseram fontes.

A polícia disse que os assaltantes tentaram entrar na casa do Rev. Fr. Isaac Achi, nas instalações da Igreja Católica de São Pedro e Paulo em Kafin-Koro, condado de Paikoro, estado do Níger, e ateou fogo antes de fugir quando as forças de segurança chegaram.

“Os bandidos supostamente tentaram entrar na residência, mas parecia difícil, e eles decidiram incendiar a casa enquanto o referido Rev. Padre foi queimado até a morte”, disse o porta-voz do Comando do Estado do Níger, Wasiu Abiodun, em um comunicado à imprensa. “Uma equipe tática da polícia ligada à Divisão Kafin-Koro foi imediatamente convocada para a área, mas infelizmente os bandidos completaram seus atos malignos e escaparam antes de sua chegada.”

Um padre assistente, o reverendo Collins Omeh, foi baleado no ombro durante o ataque e levado às pressas para um hospital para tratamento, disse Abiodun.

O residente da área, David Ndukwe, disse em uma mensagem de texto ao Morning Star News que Achi era reitor do Reitor Kafin-Koro da Diocese de Minna e presidente da Associação Cristã do Condado de Paikoro da Nigéria (CAN).

“Seu assistente, o Rev. Fr. Collins Omeh, foi baleado pelos bandidos e ferido, enquanto a reitoria, residência da igreja, foi incendiada.”

O residente da área, Israel Bitrus, lamentou o ataque.

“É um domingo negro para a Diocese Católica de Minna”, disse Bitrus em uma mensagem de texto para o Morning Star News.

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé em 2021 (1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021) com 4.650, ante 3.530 no ano anterior, de acordo com o relatório Lista Mundial da Perseguição de 2022 da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500, contra 990 no ano anterior, de acordo com o relatório WWL.

A Nigéria ficou atrás apenas da China no número de igrejas atacadas, com 470 casos, de acordo com o relatório.

Na lista de observação mundial de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.

Folha Gospel com informações de Morning Star News

Bomba explode em igreja e deixa mortos e feridos no Congo

Igreja destruída no Congo após explosão de bomba (Foto: Famanews)
Igreja destruída no Congo após explosão de bomba (Foto: Famanews)

Pelo menos 17 pessoas foram mortas e outras 20 ficaram feridas num ataque à bomba contra uma igreja em Kasindi, uma cidade na fronteira entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Uganda neste domingo, 15, disse o governo congolês, atribuindo o ataque às Forças Democráticas Aliadas (ADF).

“Apesar das medidas de segurança implementadas, as primeiras indicações mostram que as Forças Democráticas Aliadas estão por detrás do ataque”, referiu um porta-voz do exército do país.

O governo condenou “firmemente” o ataque, que ocorreu durante um culto religioso realizado na 8ª Comunidade das Igrejas Pentecostais do Congo e que foi “evidentemente” um ataque da ADF, segundo o portal de notícias congolês Actualité.

“Os serviços de segurança assumiram o controlo do local após uma explosão que causou várias mortes e danos materiais. Os feridos estão sendo encaminhados para instalações médicas”, explicou o Ministério das Comunicações congolês. “Estão em curso investigações para detectar a origem deste ato terrorista”, acrescentou.

As autoridades reiteraram as recomendações para “evitar multidões” e “estar vigilante” nesta área, que é um alvo recorrente de ataques ADF, particularmente na estrada Beni-Kasindi.

A ADF é um grupo ugandês criado nos anos 90, particularmente ativo no leste da República Dominicana do Congo e acusado de matar centenas de civis nesta parte do país.

O grupo separou-se em 2019 após Musa Baluku – sancionado pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos – ter jurado fidelidade ao grupo jihadista Estado Islâmico na África Central (ISCA), sob cuja bandeira vem operando desde então. O aumento dos ataques em solo ugandês e a reivindicação de um ataque na capital ugandesa, Kampala, levaram os dois países a lançar operações conjuntas no leste da República Dominicana do Congo.

Folha Gospel com informações de MSN e CM Jornal

Ataque a tiros em igreja católica deixa seis feridos em Londres

Igreja St Aloysius em Londres (Foto: Reprodução/Twitter)
Igreja St Aloysius em Londres (Foto: Reprodução/Twitter)

Um ataque a tiros, neste sábado (14), contra uma igreja católica em Londres, deixou seis feridos, incluindo uma menina de sete anos que foi hospitalizada em estado crítico, informou a polícia.

Os fiéis, que participavam de uma missa em homenagem a uma mulher e sua filha, mortas no ano passado, fugiram do templo em meio aos gritos quando começaram os disparos.

As investigações iniciais indicam que os tiros foram “disparados de um veículo em movimento que posteriormente se afastou do local”, disse a polícia de Londres em um comunicado.

O padre que conduzia o serviço, Jeremy Trood, afirmou à agência de notícias PA que se tratava de uma missa para Sara Sanchez, de 20 anos, e sua mãe, que morreram em novembro.

A jovem faleceu por leucemia e sua mãe, pouco depois, por um coágulo de sangue ao chegar ao aeroporto de Heathrow, em Londres, vindo da Colômbia, segundo o site MyLondon. No momento, a nacionalidade das duas não foi informada.

A polícia metropolitana disse que uma menina de 12 anos e quatro mulheres – de 21, 41, 48 e 54 anos – também ficaram feridas.

O superintendente da polícia, Ed Wells, disse que qualquer tiroteio era “inaceitável, mas para várias pessoas, incluindo duas crianças, serem feridas em um tiroteio no meio de uma tarde de sábado é chocante”.

“Nossos pensamentos estão com todas as vítimas, mas em particular com a menina de sete anos. Uma investigação sobre este terrível ataque já está em andamento”, disse ele.

“Posso garantir às comunidades de Camden e além que faremos tudo o que pudermos para identificar e levar à justiça os responsáveis.”

Ele acrescentou que haveria “um aumento da presença visível da polícia na área durante o fim de semana e nos próximos dias”.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, descreveu o tiroteio como “profundamente angustiante” e disse que estava em contato próximo com a polícia metropolitana.

Fonte: BBC de Londres e UOL

‘Way Maker’: Compositora cristã conta a história por trás do sucesso mundial

Osinachi Joseph é a compositora da música "Way maker" (Foto: Captura de tela/YouTube/Simisola Okai)
Osinachi Joseph é a compositora da música "Way maker" (Foto: Captura de tela/YouTube/Simisola Okai)

O sucesso mundial ‘Waymaker’, gravado em português como ‘Caminho no deserto’, é uma experiência pessoal de Sinach, sua compositora, em um encontro com Deus em seu lugar secreto.

Nascida na Nigéria, Osinachi Joseph, conhecida profissionalmente como Sinach, é uma cantora, compositora e líder sênior de louvor da Loveworld.

A canção de adoração está no repertório dos cultos da maioria das igrejas cristãs em todo o mundo e já foi gravada por nomes como Michael W. Smith, Mandisa, Leeland, Christafari, Passion Worship Band e Bethel Music.

Para falar sobre como nasceu ‘Waymaker’, Sinach conversou com a apresentadora de televisão Simisola Okai no TPi.

A compositora disse que tudo começou quando ela entrou em uma “nova temporada em sua vida”. Naquela fase, a cantora sentiu Deus conduzindo-a a um novo nível em seu ministério. No entanto, ela se sentia insegura porque já estava confortável com a situação em que vivia.

“Eu me senti como um peixe fora d’água porque estava indo para um lugar onde nunca estive antes”, lembrou ela. “E o Senhor estava me puxando naquela área.”

Ela admitiu que pensar em mudanças não a fez se sentir confortável, porque não queria sair de sua posição. E foi exatamente esse sentimento que a fez se aprofundar na presença de Deus.

Sinach disse que, em meio àquela situação avassaladora e enquanto ela buscava a face de Deus, Ele deu uma revelação para ela.

A cantora falou na entrevista que Deus destacou a história do patriarca Abraão para ela: “Ele disse para ele deixar seu povo, sua zona de conforto. E Deus o levaria para um lugar que Ele iria mostrar”, detalhou a cantora.

“Ele nem explicou tudo”, lembra ela. Mas Deus prometeu a Abraão que tornaria seu nome conhecido e o tornaria grande.

“Todas essas promessas, eram apenas uma promessa… mas a Bíblia diz que Abraão acreditou em Deus e saiu de sua zona de conforto”, acrescentou Sinach.

“Foi quando o Senhor me deu a música. Ele disse: ‘Veja, eu sou o seu Waymaker.’”

Lançada em dezembro de 2015, a música continua fazendo sucesso e marcando sua história como uma das canções cristãs mais executadas.

Em junho de 2020, ‘Waymaker’ alcançou o primeiro lugar no Top 100 das músicas do Christian Copyright Licensing International. Além disso, ela foi tocada por mais de 60 artistas cristãos conhecidos.

O videoclipe oficial da música no canal do YouTube, interpretado por sua autora, alcançou atualmente mais de 210 milhões de visualizações.

Assista:

Fonte: Guia-me com informações de God TV

Mulheres passam mais tempo a sós com Deus do que homens, mostra pesquisa

Mulher com a Bíblia orando
Mulher com a Bíblia orando

As frequentadoras de igrejas protestantes são mais propensas do que os homens a passar tempo a sós com Deus, de acordo com uma nova pesquisa que analisa a frequência com que os cristãos protestantes se envolvem em momentos de silêncio com o Senhor.

Na pesquisa, publicada pela Lifeway Research, uma organização que analisa as tendências atuais do ministério da igreja, 65% dos fiéis protestantes disseram que intencionalmente passam tempo com Deus pelo menos diariamente. Quarenta e quatro por cento dos participantes disseram que passam tempo com Deus uma vez por dia, enquanto 21% disseram que desfrutam de momentos de silêncio com Deus várias vezes ao dia.

A Lifeway Research conduziu a pesquisa com 1.002 americanos de 19 a 29 de setembro de 2022, recrutando participantes por meio de um painel nacional pré-recrutado. Os entrevistados foram selecionados para determinar se frequentam serviços religiosos pelo menos uma vez por mês e se identificam como protestantes/não denominacionais.

Outros 17% dos frequentadores da igreja dizem que passam um tempo a sós com Deus várias vezes por semana, em vez de uma ou várias vezes ao dia, e 7% dizem que têm um tempo de silêncio com o Senhor uma vez por semana.

Cinco por cento disseram que passam tempo com Deus algumas vezes por mês, 2% disseram que uma vez por mês e 3% responderam menos de uma vez por mês. Apenas 1% dos entrevistados disseram que nunca passam tempo a sós com Deus.

Mulheres e homens

O gênero parece desempenhar um papel na probabilidade de os entrevistados dizerem que encontrar um tempo a sós com Deus era um hábito diário para eles. Na pesquisa, 48% das mulheres disseram que o tempo de silêncio com Deus faz parte de seu hábito diário, em comparação com 38% dos homens.

As pessoas no Sul dos EUA (49%) foram as mais propensas a dizer que passam tempo a sós com Deus regularmente, enquanto 25% dos batistas disseram que encontram tempo com Deus mais de uma vez por dia. Trinta por cento daqueles com crenças evangélicas e 15% sem crenças evangélicas disseram o mesmo.

Vinte e seis por cento das pessoas que frequentam os cultos pelo menos quatro vezes por mês têm maior probabilidade de passar um tempo a sós com Deus mais de uma vez por dia, em comparação com 13% dos frequentadores da igreja que frequentam os cultos de uma a três vezes por mês.

“Vemos um padrão nas Escrituras de seguidores de Deus se retirando para passar um tempo a sós com Ele. O próprio Jesus Cristo também fez isso”, disse Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, em comunicado.

“A maioria dos frequentadores de igrejas protestantes continua essa interação relacional com Deus e usa uma variedade de recursos como eles fazem.”

Interações

A interação, maneira como os fiéis escolhem passar o tempo com o Senhor, difere para cada um. Oitenta e três por cento dos entrevistados dizendo que oram a Deus com suas próprias palavras, em vez de por meio da Bíblia. Oitenta por cento agradecem a Deus durante seu tempo a sós com Ele, 62% O louvam e 49% confessam seus pecados.

Apenas 39% leem a Bíblia ou um devocional e apenas 20% repetem uma oração fixa. Dezoito por cento consideram as características de Deus enquanto passam tempo com o Senhor, e 1% diz que faz outra coisa.

Os entrevistados com idades entre 18 e 34 (31%) e 35 e 49 (26%) eram mais propensos a dizer que repetem uma oração definida do que os participantes com idades entre 50 e 64 (16%) e mais de 65 (11%). Oitenta e cinco por cento dos fiéis de 50 a 64 anos disseram que oram a Deus com suas próprias palavras, e 89% daqueles com mais de 65 anos disseram o mesmo.

Faixas etárias

Entre os entrevistados mais jovens, 77% disseram que eram mais propensos a orar a Deus com suas próprias palavras.

A probabilidade de os fiéis orarem com suas próprias palavras diferiu entre os sexos, com 86% das mulheres dizendo que são mais propensas a usar suas próprias palavras em vez de repetir uma oração definida, em comparação com 79% dos homens.

O estudo observou que 85% das pessoas que frequentam os cultos pelo menos quatro vezes por mês são mais propensas a orar com suas próprias palavras do que aquelas que vão com menos frequência (79%). Aqueles que frequentam os cultos de uma a três vezes por mês (24%) são mais propensos do que aqueles que frequentam com mais frequência (16%) a fazer uma oração fixa.

Além disso, aqueles sem crenças evangélicas (22%) eram mais propensos do que as pessoas que possuem essas crenças (16%) a repetir uma oração fixa.

“Existem muitas razões para fazer uma oração fixa. Quer alguém esteja orando a oração modelo que Jesus deu ou repetindo o mesmo pedido a Deus todos os dias, isso pode ser significativo”, disse McConnell. “Ao mesmo tempo, as Escrituras também registram Salmos e orações em seus relatos narrativos que mostram como podemos ser pessoais e diretos ao falar com Deus em nossas próprias palavras.”

Leitura da Bíblia

Sessenta e três por cento disseram que escolheriam a Bíblia para ler durante seu tempo de silêncio com Deus. Vinte e cinco por cento disseram que preferiam uma Bíblia que inclua comentários ou devocionais, e 20% disseram que usariam as Escrituras em um aplicativo de telefone.

Um pequeno número de entrevistados (8%) disse que leria um livro devocional que não imprime as Escrituras, enquanto 7% disseram que leriam um devocional em um aplicativo e 3% disseram que leriam outra coisa.

Outra pesquisa da Lifeway Research com 1.000 americanos, divulgada em novembro e publicada pelo The Christian Post, descobriu que 50% dos protestantes preferem frequentar uma igreja politicamente homogênea, enquanto 41% discordam e 10% não têm certeza.

A pesquisa observou que 19% dos protestantes concordam fortemente que preferem frequentar uma igreja onde as pessoas compartilham suas opiniões políticas, contra 12% em 2017.

Esta pesquisa sobre a frequência com que homens e mulheres passam tempo a sós com Deus tem um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de +/- 3,3%.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Guia-me

Sérgio Lopes apaga posts com referências a Bolsonaro: “Desapontado”

Cantor evangélico Sérgio Lopes (Foto: Reprodução/Instagram de Sérgio Lopes)
Cantor evangélico Sérgio Lopes (Foto: Reprodução/Instagram de Sérgio Lopes)

O cantor gospel Sérgio Lopes, que chegou a receber uma mensagem do então presidente Jair Bolsonaro, quando foi internado após um quadro de derrame, no ano passado, apagou todas as publicações consideradas bolsonaristas de suas redes sociais.

Sérgio foi um defensor do governo Bolsonaro, tanto que articuladores orientaram o presidente, à época, para gravar um vídeo desejando melhoras ao cantor, no momento em que ele estava no hospital, e isso o encorajou ainda mais a defender o então chefe do Executivo.

Passadas as eleições, o cantor apagou tudo sobre o ex-presidente de suas redes sociais, o que foi percebido por seus seguidores.

Em um post para divulgar que estaria se apresentando em uma igreja no dia 10 de janeiro, os seguidores começaram a perguntar sobre as postagens referentes a Bolsonaro. O cantor não fugiu e respondeu alguns seguidores.

“Genteeee cadê as publicações do MITO ?”, perguntou uma seguidora.

“Chega de radicalismo. Sempre fui da paz e continuarei sendo. Quando descamba pra fanatismo tô fora. Abraço.”, respondeu o cantor.

“Apagou as msg de apoio ao mito fujão?”, perguntou outra.

“Fugi do que? Nunca fui militante. Cheguei onde cheguei sem nenhum mito me ajudando. Apenas sigo meu caminho. Nunca fui de radicalismos. Abraço.”, respondeu Sérgio Lopes.

Outra seguidora perguntou se apoiar alguém “que apoiava a prática de tortura e pregava sobre guerra civil desde os anos 90 não era radicalismo?”

Sérgio Lopes disse: “até onde sei ele não torturou ninguém nem pregou guerra civil. Sempre se sujeitou à Constituição”.

Quando foi perguntado por uma seguidora porque apagou todos os posts sobre o ex-presidente Bolsonaro, Sérgio Lopes disse que estava desapontado, mas não entrou em detalhes. Ele também disse que não era radical e sim, pelo bom senso.

“Desapontado com algumas coisas. Mas também nunca fui radical. Sou pelo bom senso. Abraço.”, respondeu o cantor.

Outro seguidor perguntou: “Ué, pulou do barco bolsonsrento?”

“Ele perdeu. Não sou de ficar remoendo derrota. Vida que segue. Vamos cuidar do nosso trabalho. Abraço.”, disse o cantor respondendo outra seguidora que perguntou se ele tinha desistido do bolsonarismo.

Sérgio Lopes, foi candidato ao cargo de deputado federal pelo PTB do Rio de Janeiro, em 2022, mas não conseguiu ser eleito. Para ele, em resposta a um seguidor, a política ficou no passado.

“Tenho muitos outros assuntos a resolver. A política ficou para trás. Meu universo é musical. A política ficou no passado. Abraço.”

Folha Gospel com informações de Fuxico Gospel e Instagram de Sérgio Lopes

Alemanha, país da Reforma Protestante, é um dos menos religiosos do mundo

Wittenberg, cidade berço da reforma protestante, na Alemanha
Wittenberg, cidade berço da reforma protestante, na Alemanha

A Alemanha é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias, abaixo apenas da China nesse quesito. O apontamento é de uma pesquisa da Statista Global Consumer Survey.

Segundo a Medien Magazine, pessoas de oito países foram questionadas sobre suas crenças religiosas. De acordo com isso, a religião tem a maior influência sobre a população da Índia.

Segundo a pesquisa, 23% da população alemã se descreve como não religiosa. Onze por cento dizem que ser ateus. A República Popular da China é a pioneira em termos de estatísticas. No país, onde a liberdade religiosa há muito é difícil, 74% dos entrevistados dizem que não são religiosos ou ateus.

O oposto é o caso de acordo com a pesquisa na Índia. Dos 1,4 bilhão de indianos, apenas 2% se consideram não religiosos ou ateus. No meio das estatísticas estão a Itália, a Rússia e os EUA.

Na Itália, onde fica a sede do catolicismo, um em cada quatro se coloca em uma das duas categorias. Nos EUA e na Rússia, esse número é de 22%.

Foram coletados dados para o Brasil (17 por cento) e África do Sul (9 por cento). As estatísticas são baseadas em pesquisas de 12.000 a 55.000 residentes com idades entre 18 e 64 anos. Eles foram entrevistados entre outubro de 2021 e setembro de 2022.

Reforma Protestante

Em um comentário sobre a pesquisa na Alemanha, leitor diz que “o mais triste é provavelmente que os ‘não religiosos’ muitas vezes nem sabem o que realmente rejeitam e o que estão perdendo em termos de alegria de viver”.

A pessoa destacou ainda, citando uma outra matéria, o fato de haver uma grande “necessidade” entre os alemães “demonstrada pelos 15 a 25 bilhões de euros gastos em esoterismo no país todos os anos”.

Em resposta, outro leitor escreveu:

“Não preciso de seres invisíveis e sobrenaturais para minha felicidade na vida. Pensar por mim mesmo e explorar o mundo com lógica e bom senso é algo que prefiro aos mitos antigos.”

A pessoa que se disse incrédula foi rebatida por outro comentário: “Sem esse ‘ser invisível e sobrenatural’ você não estaria vivo. (Ou você acha que é um produto do acaso?)”.

A Alemanha foi palco da Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero em 1517, há pouco mais de 500 anos, que impactou o mundo cristão com sua nova visão sobre a fé.

As principais ideias da Reforma giravam em torno da “purificação da Igreja” e do acesso dos fiéis à Bíblia, para que a palavra de Deus e não a tradição fosse a única fonte de autoridade espiritual.

Fonte: Guia-me com informações de Medien Maagazine

Mais da metade dos evangélicos acha justificável o vandalismo em Brasília por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro

Plenário do STF destruído por vândalos bolsonaristas em 08 de janeiro de 2023 (Foto: Carlos Moura/STF)
Plenário do STF destruído por vândalos bolsonaristas em 08 de janeiro de 2023 (Foto: Carlos Moura/STF)

Mais da metade dos evangélicos acha justificável o vandalismo após a invasão do Congresso Nacional, do Planalto e do STF por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. É o que revela pesquisa Atlas/Intel.

Dois terços dos evangélicos afirmam que Lula não ganhou a eleição do ano passado e concordam que uma intervenção militar deveria invalidar o resultado da eleição presidencial.

O número de evangélicos que acham justificáveis os ataques é quase 13% maior do que a média geral dos entrevistados. Somando os que acham a invasão completamente justificada (17%) e os acham justificada em parte (33,5%), mais da metade dos evangélicos (50,5%) achou justificável a invasão do Congresso Nacional, do Planalto e do STF por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.

Os números retratam um abismo de percepções entre os evangélicos e a opinião pública em geral. Enquanto a maior parte dos entrevistados reconhece que Lula venceu a eleição presidencial de 2022 – 56,4% ao todo – entre os evangélicos, apenas 28,1% concordam com tal afirmação. Em contrapartida, 67,9% dos evangélicos não acreditam que Lula obteve mais votos que o ex-presidente Jair Bolsonaro, número 28% superior à média geral dos entrevistados.

Talvez, por esse motivo, os evangélicos sejam o grupo religioso mais simpático à proposta de intervenção militar para invalidar o resultado da eleição presidencial. Nesse sentido, seis em cada dez evangélicos (64,3%) afirmam ser favoráveis à intervenção militar, enquanto menos de um terço deles (29,5%) se dizem contra. No geral, porém, 54,1% dos entrevistados afirmam ser contrários a uma intervenção militar e apenas 36,8% a favor.

Coincidência ou não, os evangélicos são também os religiosos com maior tolerância à ideia de uma ditadura militar no país. Embora 71% dos evangélicos sejam contrários à proposta, 15,5% deles se mostram favoráveis.

Na comparação entre religiões, o número dos evangélicos que aprovam a instauração de um regime autoritário no Brasil é 5% maior do registrado entre católicos e quase 10% a mais do encontrado entre ateus e agnósticos.

Não por acaso, os evangélicos são o grupo que mais aprovou a ação de manifestantes bolsonaristas que ocuparam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF no último dia 8 de Janeiro. Em números proporcionais: 31,2% dos evangélicos aprovaram as invasões, cifra 17% maior que a encontrada entre católicos e quase duas vezes acima da média geral dos entrevistados (18,4%). A maior parte dos entrevistados (75,8%), contudo, desaprova os atos.

A pesquisa Atlas/Intel foi realizada com 2.200 pessoas entre os dias 8 e 9 de janeiro de 2023.

Fonte: Congresso em Foco (Observatório Evangélico) por Rafael Rodrigues da Costa*

* Rafael Rodrigues da Costa é sociólogo pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Pesquisador visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente Professor de Psicologia Social na Faculdade Fecaf.

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