Bola com a bandeira do Marrocos na marca de escanteio de um campo de futebol (Foto: Montagem/FolhaGospel)
O Marrocos é uma conhecida monarquia independente no Norte da África. A seleção marroquina está representando o país na Copa do Mundo 2022. O país é um conhecido destino turístico e chegou a ser tema de novela em “O Clone”. Apesar de muitos estereótipos e equívocos quanto ao país, uma coisa é certa: o Marrocos é uma nação em que os cristãos são perseguidos.
Os marroquinos são considerados muçulmanos desde o nascimento. Eles não assumem que existam cristãos marroquinos, apenas cristãos estrangeiros que vivem no país. Na Constituição marroquina, diversas leis proíbem a conversão de muçulmanos ao cristianismo e o evangelismo. A medida mais conhecida foi o artigo 220 que proíbe “abalar a fé de um muçulmano”. Esse regulamento foi usado em diversos casos para prender cristãos, sobretudo os de origem muçulmana.
Até pouco tempo, muçulmanos eram condenados à morte caso fosse descoberta a conversão ao cristianismo. Na última década, muitos cristãos estrangeiros foram deportados para diminuir a presença cristã no país. Dessa forma, muitos irmãos na fé vivem a fé em segredo, com muita discrição e vigilância. Qualquer deslize pode resultar em prisão ou em morte. Tudo porque creem em Jesus.
A cristã marroquina Nadeen enfrenta há três anos o desamparo da família por escolher seguir a Jesus e deixar o islã. O pai a agrediu fisicamente e ameaçou matá-la caso não voltasse a ser muçulmana. Toda a família a vigia de perto. Nadeen precisa se esconder para participar de encontros da igreja secreta durante a semana e se sente muito sozinha na prática da fé em Jesus.
A Copa do Mundo costuma ser um momento de alegria, mas para os cristãos secretos no Marrocos e em outros países onde há perseguição, pode ser um momento de muita tensão. Saiba como ajudá-los em oração. Clique aqui e baixe a tabela da Igreja Perseguida na Copa.
No dia 18 de novembro, pastores foram presos sob a falsa acusação de conversões forçadas ao cristianismo, na Índia. Eles receberam novas acusações, também sem investigação ou provas, que aumentaram a sentença que já cumprem.
Algumas das denúncias foram: perturbação da paz, reuniões religiosas impróprias, perturbação pública e distribuição de materiais religiosos que difamam outras religiões.
Desde setembro, mais de 20 pastores foram presos por abusos das leis anticonversão. Alguns deles foram libertos recentemente com a ajuda de parceiros da Portas Abertas que contataram advogados. No entanto, outros continuaram detidos porque a Corte permanece adiando os julgamentos.
A Organização das Nações Unidas já solicitou uma investigação independente e a mudança de postura do governo indiano quanto às minorias religiosas.
Há pouco tempo, parte da Suprema Corte parecia estar avançando nessa questão, mas os últimos relatos mostram o retrocesso e a insegurança da liberdade religiosa no país.
A empresa de pesquisa M&R Consultants realizou a “Primeira pesquisa centro-americana sobre afiliação, crenças e práticas religiosas”.
Segundo o levantamento, os evangélicos são maioria com 37% da população; enquanto o catolicismo romano experimentou uma grande queda, atingindo apenas 32,6%. Segundo a pesquisa, 29,1% disseram que eram crentes não afiliados e 1,3% não crentes.
Entre os 32,6% de católicos, 19,3% frequentam a igreja mais de uma vez por semana e geralmente participam das atividades da igreja. Os evangélicos participam quase três vezes mais que os católicos nas atividades da igreja (58,4%).
A pesquisa mostra que na América Central 61,5% dos cidadãos foram criados como católicos desde a infância, mas 29,9% deixaram de acreditar no catolicismo.
“Os protestantes estão gradualmente assumindo a liderança e estão crescendo cada vez mais na América Central”, explicou Raúl Obregón, presidente da M&R Consultants.
Ele destacou que “devemos ter em mente que o catolicismo romano vem de praticamente 100% da população e está em um processo de declínio que vem crescendo desde os anos 1990 em toda a região centro-americana”.
Para Obregón, “a população afirma que o catolicismo está se tornando muito ritualístico, e isso tende a cansar os fiéis, por outro lado, os pastores têm estado mais próximos de suas congregações nos últimos anos e as visitam mais pessoalmente”.
“Há uma migração significativa de católicos para outras religiões, onde preservando seus preceitos eles têm a oportunidade de ter uma vida mais ativa na busca de almas, que é o evangelho de Cristo”, acrescentou o analista Xavier Díaz Lacayo.
Sexualidade e liberdade religiosa
Além disso, o estudo diz que 83,9% dos cidadãos centro-americanos não concordam com relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Em relação ao aborto, para 61,3% só é aceitável se a vida da mulher estiver em risco e para 54,6% por motivos de saúde.
A educação sexual e o uso de anticoncepcionais são aceitos por 90,2% dos entrevistados. Para 46,8% homens e mulheres devem ser virgens no casamento.
Os dados também mostram que 96,2% dos cidadãos acreditam que existe liberdade religiosa na América Central.
O pastor bolsonarista Felippe Valadão comemorou seu aniversário, no dia 28 de outubro, na fazenda que, segundo ele, está sendo financiada com contribuições dos fiéis da Igreja Batista da Lagoinha – uma das igrejas que serviu de palanque eleitoral para Jair Bolsonaro nas eleições.
O fato de ele ter usado o espaço para fazer sua festa foi mal recebida entre os fiéis, que reclamaram de ter doado dinheiro, informou a coluna do Guilherme Amado, no Metrópoles.
Eles disseram que suas contribuições estão sendo usadas para fins pessoais, e apontaram para a “seletividade de convidados” do pastor.
Em meio à campanha de investimento para fazenda, em seus cultos e nas redes sociais, Valadão afirmava que o espaço seria destinado a eventos da igreja.
Contudo, para a comemoração, ele convidou somente amigos e pastores da Lagoinha do Rio de Janeiro.
A Fazenda Novo Começos fica em Cachoeira de Macacu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O local conta com riacho particular, lago e restaurantes.
Quando iniciou os pedidos para contribuição, Valadão solicitava R$ 40 mensais, e dizia que o local teria “um propósito muito maior que ele”, como a “restauração de vidas”.
Bola com a bandeira da Tunísia na marca de escanteio de um campo de futebol (Foto Montagem/FolhaGospel)
Seguir a Jesus na Tunísia é um grande risco. O país que está na Copa do Mundo 2022 é conhecido pela perseguição severa aos cristãos. A maioria religiosa do país segue o islamismo e, apesar de oficialmente ser um país laico, na prática, os cristãos são discriminados e pressionados diariamente, por isso vivem a fé em segredo. O país vem discutindo uma nova Constituição para se tornar um Estado muçulmano.
Uma das estratégias de perseguição é submeter mulheres a casamentos forçados ou cárcere privado. Nas interpretações mais rígidas da sharia, conjunto de leis islâmicas, a mulher automaticamente assume a religião do marido, por isso quando obrigadas a casar com muçulmanos elas não podem ser reconhecidas como cristãs. A conversão da cristã Zara* foi descoberta pela família muçulmana, que a pressiona psicologicamente para abandonar a Jesus.
Algumas famílias optam por prender as mulheres cristãs na própria casa para evitar que elas participem dos cultos da igreja secreta e para que não tenham acesso às Escrituras. Já os homens cristãos enfrentam agressões físicas, ameaças de morte e são excluídos do convívio social. Eles podem perder o emprego, a família e até a própria casa quando a fé em Jesus é descoberta.
O cristão Femi* foi descoberto e expulso da comunidade onde vivia por crer em Jesus. Ele passou meses sem trabalho e sozinho, pois o contato com os cristãos secretos é desafiador e perigoso na Tunísia. Aqueles que deixam a fé no islã para seguir a Jesus enfrentam o dobro de risco e precisam de muito apoio em oração e encorajamento no Espírito Santo.
*Nomes alterados por segurança.
Ore durante a Copa
Conheça os principais desafios enfrentados por cada país onde cristãos são perseguidos na nossa tabela da Copa. Baixe a tabelae fortaleça a Igreja Perseguida em oração enquanto assiste aos jogos.
Bandeira do Irã e mãos postas em cima de uma Bíblia (montagem)
Com a onda de protestos no Irã ocupando as manchetes desde setembro, a perseguição aos cristãos está passando despercebida.
“Isso é de propósito”, disse Nazanin Baghstani que trabalha na Mohabat TV, especificamente para a Heart4Iran — organização de apoio aos cristãos e igrejas em crescimento.
“Temos ouvido de dentro do país como o governo está invadindo casas. Eles estão em busca de cristãos. Chegam inesperadamente, invadem a casa, confiscam todos os pertences, até os móveis”, ela revelou.
De acordo com Nazanin, a polícia vê o cristianismo como uma ameaça à estabilidade da república islâmica.
“Eles dizem que você não vale nada, que você é um lixo e que deveria ser um mendigo por ter se tornado cristão e então dizem que você não merece ter essas coisas”, relatou ao explicar sobre o confisco dos bens dos cristãos.
Além disso, Nazanin conta que os policiais batem na porta já ameaçando que, se o cristão contar a alguém sobre o ocorrido, a punição pode ser ainda mais severa.
Ou seja, a notícia sobre a atuação da polícia não pode se espalhar: “Eles não querem ficar mal na mídia internacional”, continuou.
De acordo com notícias do Mission Network News (MNN), o objetivo final do governo iraniano é que os cristãos deixem o Irã.
“Eles dizem: ‘Saiam do país ou os prenderemos por 10 anos’. Para eles, os cristãos são uma má influência para seus vizinhos, por isso não os querem no Irã”, disse Nazanin.
Para evitar a prisão, muitos cristãos já deixaram o país: “Alguns são avisados de que as autoridades invadiram suas casas. Então eles deixam o país em silêncio”, ela contou.
“Devemos estar cientes da perseguição dentro do Irã, dentro das famílias e até mesmo em aldeias remotas”, ela reforçou ao dizer que os cristãos iranianos têm sido fiéis e que precisam de orações para que permaneçam fortes e firmes em sua fé.
Durante reunião com o grupo da saúde do governo de transição nessa quinta, 24, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que é preciso trabalhar para convencer a população sobre a eficácia das vacinas, que, de acordo com ele, foram afetadas por fake news. Lula disse que vai cobrar o apoio de lideranças evangélicas às campanhas de imunização no país e que pode responsabilizá-los por mortes.
“Eu pretendo procurar várias igrejas evangélicas e discutir com o chefe delas: ‘Olha, qual é o comportamento de vocês nessa questão das vacinas?’ Ou vamos responsabilizar vocês pela morte das pessoas”, disse o petista.
“Vamos ter de agora pegar muita gente que combateu a vacina que vai ter de pedir desculpa”, acrescentou Lula.
As declarações de Lula repercutiram negativamente entre lideranças religiosas. Pastores de diversas denominações criticaram o petista e o acusaram de perseguição religiosa após o segmento não apoiá-lo para o Palácio do Planalto.
Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcante, Otoni de Paula e Marco Feliciano
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, divulgou um vídeo em suas redes sociais onde ataca o PT e diz que o presidente eleito tem “preconceito com a igreja evangélica”.
“O PT não tem moral de cobrar nada sobre pandemia e nem sobre a Saúde, essa que é a verdade. (…) Que moral o Lula tem para cobrar alguma coisa? Vai lavar essa sua boca de cachaça. você só está aí porque tem amiguinho no STF (Supremo Tribunal Federal) que liberou você. Você foi condenado em todas as instâncias por corrupção. Quero ver que líder evangélico que vai receber esse crápula”, disse Malafaia no vídeo abaixo.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, que chegou a ser convidado para um encontro com Lula logo após a divulgação do resultado das eleições e não aceitou, foi mais uma das vozes críticas às declarações de Lula.
“Descondenado, a ampla maioria das igrejas não tem nenhum interesse em recebê-lo! Prove qual igreja evangélica que falou contra a vacina! Você só tem preconceito e ódio!”, publicou em sua conta no Twitter.
Pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira, uma das maiores denominações evangélicas do Brasil, o deputado reeleito Otoni de Paula (MDB-RJ) afirma que a fala de Lula indica que ele desconhece a realidade das igrejas.
“Ou Lula não conhece as igrejas ou age com revanchismo porque a maioria dos evangélicos caminhou com Bolsonaro. A Assembleia de Deus Ministério de Madureira, por exemplo, foi grande incentivadora da vacina, até porque era necessário que os membros estivessem vacinados para retornar aos cultos. Tanto que determinou, em uma de suas convenções, o incentivo e engajamento à vacinação. No mais, é estranho essa cobrança dos pastores e não de outros setores ou líderes da sociedade. É injusto o presidente eleito colocar essa pecha de negacionista na igreja”, criticou Otoni.
Fundador e líder da Catedral do Avivamento, igreja ligada à Assembleia de Deus, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) afirmou, em vídeo publicado em suas redes sociais, que “Lula se revelou” e classificou a postura do petista como “rancor de não ter tido nosso apoio na eleição”.
“Lula se revelou. É uma loucura. É a esquerda sendo esquerda, inventando histórias para culpar quem se mostra contra eles. Lula está ameaçando os evangélicos por rancor de não ter tido nosso apoio na eleição”, disse Feliciano, em mensagem ao presidente eleito.
A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu uma nota púbica onde “manifesta o seu repúdio à fala do presidente eleito Lula, que, ao generalizar o segmento evangélico, desconsidera os múltiplos exemplos de colaboração de interesse público ocorridos na pandemia e na sociedade brasileira”.
Leia a íntegra da nota abaixo:
O Conselho Diretivo Nacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE –, no uso das suas atribuições, emite à sociedade brasileira a presente Nota Pública sobre a fala do presidente recém eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acerca das igrejas evangélicas e da vacinação contra a Covid-19.
Na última quinta-feira (24), Lula esteve em reunião com representantes da saúde e tratou da necessidade de estimular a vacinação para os brasileiros. Na ocasião, considerando a resistência parcela da população à campanha vacinal, Lula sustentou a necessidade de convencimento do povo acerca da eficácia da vacina, afirmando que, para tanto, adotará medidas junto a lideranças evangélicas. Em suas palavras:
“A gente não pode, de forma precipitada, achar que a gente anunciar vacina, o povo vai tomar. Não. O povo tem que ser convencido outra vez da eficácia da vacina, e nós vamos ter agora que pegar muita gente que combateu a vacina, que vai ter que pedir desculpa. Eu, pelo menos, pretendo procurar várias igrejas evangélicas e discutir com o chefe deles o seguinte: ‘Qual é o comportamento de vocês nessa questão da vacina?’ Ou nós vamos responsabilizar vocês pelas mortes das pessoas.”
Nesse contexto de discussão, durante o período da pandemia do coronavírus, uma série de debates a respeito das vacinas para o combate à Covid-19 povoou o cenário público no Brasil e exterior. Enquanto muitos viram no imunizante uma via para um retorno gradual à nova normalidade, outros grupos manifestaram resistência à vacinação, seja por questionamentos à sua segurança e eficácia, ou oposição à sua compulsoriedade.
Cabe ressaltar que, conforme estabelece o art. 196 da Constituição Federal, compete ao poder público a promoção de políticas de saúde que visem à prevenção de doenças e redução de riscos epidemiológicos, como, por exemplo, as campanhas de vacinação, devendo o Estado resguardar o direito individual à objeção de consciência (art. 5º, VIII, CRFB/88).
Porém, a menção genérica às igrejas evangélicas traz alguns problemas, entre eles o de se atribuir a resistência à vacina a uma categoria social específica, como os evangélicos, pois isso acaba estigmatizando um grupo como sendo o responsável pelas mortes durante a pandemia. Tal discurso, inclusive, ignora a pluralidade de perspectivas e posicionamentos existente em meio aos religiosos dessa vertente e na sociedade em geral acerca da imunização.
Além disso, a ANAJURE acredita e defende que o diálogo entre o poder público e entidades religiosas pode se dar em melhores termos, se realizado sob a noção constitucional da colaboração de interesse público. Nesse sentido, se, por um lado, a laicidade prevista no texto constitucional, no art. 19, inciso I, traz a vedação aos entes federativos de estabelecimento, subvenção e formação de alianças com organizações religiosas e, de outro lado, proíbe o embaraço ao seu funcionamento, sendo ressalvada, todavia, a colaboração de interesse público.
Considerando tal contexto, vale mencionar que, durante o processo de imunização dos brasileiros na pandemia, a colaboração entre o poder público e organizações religiosas viabilizou, por exemplo, a utilização de templos religiosos como espaço para aplicação da vacina. Em alguns casos, inclusive, além da concessão do espaço, foram fornecidas refeições aos profissionais de saúde responsáveis pela imunização.
Portanto, o que se nota é uma colaboração de interesse público já instalada, de forma que um discurso, em tom de ameaça e voltado genericamente às igrejas evangélicas, não somente estigmatiza um grupo, como também ignora contribuições sociais dos evangélicos, demonstrando desconhecimento sobre a complexidade da pluralidade do segmento.
Ademais, quando se fala sobre o convencimento da população acerca da temática das vacinas, há indicativos de que o fornecimento de informações é mais eficaz:
Pesquisas sobre como melhorar as taxas entre pais hesitantes sugerem que conversas com um profissional de saúde de confiança da família são benéficas. Adicionalmente, questões práticas como assegurar que as vacinas e os cuidados de saúde sejam de fácil acesso é essencial. Muitas famílias que não aderem à vacinação não possuem aversão a elas, mas, simplesmente, têm dificuldade de conseguir consultas ou não são lembradas quando seus filhos devem ser vacinados[4].
Tal perspectiva, que aposta num consentimento informado, colide com discursos excludentes que, próximos da ameaça, terminam por se mostrar contraproducentes.
Assim, pelo exposto, a ANAJURE manifesta o seu repúdio à fala do presidente eleito Lula, que, ao generalizar o segmento evangélico, desconsidera os múltiplos exemplos de colaboração de interesse público ocorridos na pandemia e na sociedade brasileira, afastando-se da via adequada para os debates acerca da vacinação com as entidades religiosas e o público em geral, qual seja, o do consentimento informado.
Mulheres e crianças são vítimas constantes de violência, agressão e discriminação ao redor do mundo (Foto: Portas Abertas)
Hoje é celebrado o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. O objetivo dessa data é dar visibilidade para o problema enfrentado por milhares de mulheres em diversas nações. Muitas cristãs da Igreja Perseguida vivem essa realidade. A data foi reivindicada por um movimento feminino latino-americano, em 1981.
Na ocasião, três irmãs da República Dominicana foram assassinadas, em 1960, pela polícia secreta do país. Elas eram ativistas políticas e ficaram conhecidas pelo sobrenome: irmãs Mirabal.
Uma delas, Minerva Mirabal, ao ser ameaçada pelas autoridades, respondeu: “Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte”. De acordo com a história contada pela BBC News Brasil, o regime do presidente Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961) mandou matá-la.
Os corpos das três irmãs, Minerva, Patria e Maria Teresa, foram encontrados dentro de um jipe, no fundo de um barranco, junto do motorista Rufino de La Cruz. E a promessa de Minerva se cumpriu, pois até o dia de hoje sua história é lembrada e o crime se converteu em símbolo da luta da mulher.
Esse fato mobilizou a ONU a abraçar a data. Em apoio ao movimento que defende as mulheres, a Assembleia Geral das Nações Unidas passou a reivindicar de governos e organizações internacionais, atividades dirigidas a sensibilizar a opinião pública sobre o problema de violência contra a mulher.
Mulheres cristãs são duplamente vulneráveis
Mulheres são violentadas de diversas formas. Essa questão está presente tanto na vida doméstica quanto na esfera pública e se apresenta em diferentes vertentes — física, sexual, cultural, psicológica e econômica.
Existe uma vertente, porém, que coloca a mulher em dupla vulnerabilidade em determinados países — a religiosa. Mulheres que já são hostilizadas por culturas machistas, são ainda mais visadas quando são cristãs.
Conforme aponta a Portas Abertas, mulheres e meninas que vivem nos países elencados na Lista Mundial da Perseguição 2022 estão em desvantagem porque já enfrentam o preconceito por serem do gênero feminino.
Entretanto, quando passam a seguir a Jesus, elas são perseguidas duplamente, tanto por ser mulher como cristã. Elas enfrentam uma hostilidade oculta, pois são casadas à força, agredidas física e sexualmente e presas dentro de casa pelos próprios familiares.
Em algumas situações, as mulheres são atacadas física e sexualmente para atingir os homens cristãos. Um exemplo são os sequestros de filhas de pastores e líderes de igrejas que se tornam escravas sexuais e muitas vezes são obrigadas a se casarem com integrantes de grupos extremistas.
Além disso, essas vítimas passam a ser mal vistas pela comunidade onde vivem, já que aquilo que dava o valor social foi tirado delas. “A captura de mulheres em uma comunidade demonstra aos homens que eles não foram capazes de protegê-las”, garante um documento da Portas Abertas sobre perseguição de gênero.
Na Ásia Central, a jovem Alya (pseudônimo) foi ameaçada de ser expulsa de casa pela conversão ao cristianismo. Ela tem 19 anos e guardou a fé em segredo durante muito tempo por causa dos pais, que são muçulmanos. Desde que a mãe encontrou a Bíblia da jovem, passou a tratá-la como uma grande vergonha para a família.
A família usou constrangimento e pressão para tentar fazê-la voltar ao islã e prometeu expulsá-la de casa caso não renuncie a Jesus. Algumas jovens chegam a ficar presas em casa para não participarem dos cultos, como aconteceu a Anita. Outras, como Ruth, são de fato expulsas de casa e precisam começar uma nova vida.
A questão do tráfico humano
As cristãs refugiadas estão mais suscetíveis ao tráfico humano. Muitas delas aceitam ofertas de emprego em outros países e regiões para ficarem livres das condições sub-humanas dos campos de refugiados ou de deslocados.
Porém, descobrem tarde que estão imersas em trabalho escravo e sexual. Na China, onde a política do filho único foi difundida e muitas bebês foram abortadas, há o mercado de tráfico de noivas.
Muitas mulheres e meninas do estado de Kachin, de maioria cristã, são sequestradas e vendidas para os chineses. Elas vivem isoladas em áreas rurais e são vítimas de agressões físicas e sexuais. Dessa forma gerarão herdeiros, de preferência homens, para as famílias chinesas.
Já em países como Colômbia e México, as meninas cristãs são alvo de grupos criminosos. Elas são raptadas e forçadas a serem escravas sexuais e prostitutas.
“Os líderes criminosos prestam atenção especial às filhas de pais cristãos porque a obediência delas é certa. Então, é mais fácil obrigá-las a fazer parte da máfia e se aproveitarem sexualmente porque ameaçam prejudicar as famílias delas”, explica um especialista da Portas Abertas.
Esse diferencial de comportamento das cristãs latinas aumenta o valor pago por elas nas redes de tráfico.
Neste dia, mobilize-se como Igreja para orar por milhares de mulheres cristãs que estão presas, sendo discriminadas e violentadas por causa do nome de Cristo. Ore também pelas mulheres que são agredidas, espancadas e humilhadas, para que libertadas, consoladas por Deus e que tenham um encontro com Jesus.
Fonte: Portas Abertas e Guia-me com informações de Portas Abertas e BBC News
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23) o Projeto de Lei 4606/19, do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que veda qualquer alteração, edição ou adição aos textos da Bíblia, composta pelo antigo e pelo novo testamento em seus capítulos ou versículos, sendo garantida a pregação do seu conteúdo em todo o território nacional. A proposta será enviada ao Senado.
Segundo o relator do texto, deputado Eli Borges (PL-TO), o último Censo indica que 87% da população brasileira professa uma fé cristã, reunidos em igrejas de diversas denominações. “Somos, portanto, milhões de brasileiros que temos os ensinamentos e a obediência aos preceitos da Bíblia sagrada como dogma da nossa fé”, afirmou.
O autor do projeto, deputado Pastor Sargento Isidório, defendeu a preservação dos textos bíblicos. “Não se pode permitir possibilidades para que nunca esse livro sagrado seja tocado em nenhum momento da nossa existência, por isso nossa legítima preocupação em tombar esse texto com um projeto no Parlamento”, explicou.
Aplicabilidade
Em Plenário, o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) criticou o projeto. “Existem diferentes versões da Bíblia, adaptadas para cada público. Quem vai definir? O Estado vai dizer que essa Bíblia vale e aquela não vale? Cada pessoa deve dar a interpretação que quer dar à Bíblia porque o Estado é laico”, disse Mitraud.
“Se não pode haver alteração, então qualquer material didático com ilustrações para crianças não poderá ser editado. Não poderemos colocar uma religião ao abrigo de outras religiões”, argumentou a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS).
Jesus, interpretado pelo ator Jonathan Roumie, faz um sermão para milhares de seguidores no final da 2ª temporada de “The Chosen”.
“The Chosen” ou “O Escolhido”, a série cristã independente de drama e época, lançada em 2017, chegou totalmente de surpresa no catálogo da Netflix.
The Chosen – que é financiada por crowdfunding – tem sido bem-sucedida sem o apoio de nenhum estúdio de Hollywood, disse Bargatze. É uma série baseada no relato bíblico do evangelho de Jesus Cristo. A produção é independente e pode ser assistida gratuitamente através do aplicativo da própria série.
A série é simplesmente um espetáculo. Conta a história de Jesus de forma surpreendente e com uma perspectiva diferente do que estamos acostumados.
E por isso, é muito bem avaliada. De acordo com o Rotten Tomatoes, conta com incríveis 100% de aprovação da crítica especializada e 97% de aprovação do público, ou seja, um dos poucos casos onde todos que assistiram, a aprovam.
Sem contar que chega a 100% de aprovação, um feito que poucas produções conseguiram atingir.
Na história, vemos de perto a vida de Jesus Cristo sob a perspectiva daqueles que o conheceram e conviveram com Ele.
A primeira temporada apresenta Jesus e o chamado de seus discípulos iniciais.
O elenco conta com Shahar Isaac, Jonathan Roumie, Elizabeth Tabish, Paras Patel, Noah James, Nick Shakoour, Lara Silva e Erick Avari.
Ao todo, a série possui 3 temporadas mas apenas a primeira, com 8 episódios, está disponível na Netflix. Ainda não se sabe quando a segunda chegará. A terceira foi lançada neste mês de novembro em mais de 2 mil salas de cinema nos Estados Unidos e em países de língua inglesa.