Glaidson Acácio dos Santos, faraó dos bitcoins, e o símbolo do bitcoin (Imagem: Montagem/Canva Pro)
Conhecido como o “faraó dos bitcoins”, Glaidson Acácio dos Santos, causou um grande prejuízo a fiéis, pastores, bispos e seus familiares, tanto na RecordTV como na Igreja Universal, como revelado numa lista em poder do Ministério Público Federal.
O ex-pastor da igreja, Fabiano Freitas, foi quem atraiu e fez todas as operações com essas pessoas. A coluna de Ricardo Feltrin, na Splash UOL, obteve os nomes de 160 pessoas — que ou trabalham na Record, ou são fiéis da Igreja — com exclusividade.
Somente elas, levaram um prejuízo de R$ 8,71 milhões. Foi prometido aos fiéis e funcionários da Record, um retorno de 10% ao mês sobre seus investimentos — e isso é o que as instituições financeiras costumam pagar aos seus clientes no período de um ano.
Como Glaidson Acácio dos Santos simplesmente “desapareceu” com o dinheiro, algumas pessoas perderam as economias de uma vida toda. Segundo as autoridades, o “faraó dos bitcoins” chegou a movimentar R$ 38 bilhões. O ex-pastor da Universal, Glaidson, que hoje está preso, já declarou um patrimônio de R$ 60 milhões à Justiça Eleitoral.
Somente a um fiel da Universal, foi provocado um prejuízo de R$ 1,1 milhão. A vítima é um ex-jogador de futebol, aposentado e que atuou no XV de Piracicaba. Sua identidade, porém, não foi revelada.
Anderson Souza, diretor de dramaturgia da Record, também perdeu cerca de R$ 100 mil. E a família do deputado Marcos Pereira, perdeu cerca por volta de R$ 420 mil. Ele é conhecido por ser o famoso articulador e operador dos interesses da Universal e de Edir Macedo no Congresso.
Cristãos em Moçambique. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Heidi Baker)
O grupo terrorista Estado Islâmico de Moçambique está exigindo que cristãos se convertam ao islamismo ou paguem um imposto para não serem massacrados.
A ameaça foi feita em uma carta escrita à mão dirigida ao exército moçambicano, cristãos e judeus, de acordo com o Zitamar News.
“Submeta-se ao Islã, pague imposto ou aceite uma guerra sem fim”, afirma a mensagem. “Vamos intensificar a guerra contra vocês até que se submetam ao Islã. Nosso desejo é matá-lo ou ser morto, pois somos mártires diante de Deus, então submeta-se ou fuja de nós”.
O Estado Islâmico também exigiu que “aqueles que se dizem muçulmanos” parem de colaborar com o “governo ateu”, caso contrário, “não há lugar onde você possa se esconder que nós não possamos alcançar”.
A carta com as ameaças foi encontrada em no distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.
Em 2017, grupos extremistas islâmicos tomaram o controle de Cabo Delgado, uma província rica em recursos naturais, como gás e ouro.
Desde então, milhares de pessoas foram mortas e quase 1 milhão foram deslocados devido a violência.
“O EI começou a incendiar aldeias cristãs e matar aqueles que viviam lá”, relatou o International Christian Concern, organização que monitora a perseguição no mundo.
Conforme o The Washington Post, na região de maioria muçulmana em Cabo, os terroristas sequestram mulheres para serem escravas sexuais e obrigam meninos a atuarem como crianças-soldados.
Em 2014, no Iraque, o Estado Islâmico também emitiu um ultimato a pequena comunidade cristã no norte do país, ordenando que se convertesse ao islã ou pagasse uma multa para que os crentes não fossem mortos.
“Oferecemos a eles três opções: Islã; o contrato dhimma — envolvendo o pagamento de jizya; se recusarem, não terão nada além da espada”, afirmou o grupo, na época.
Para os cristãos no país, a opressão islâmica é a forma mais comum de perseguição. De acordo com um parceiro da Portas Abertas, os ataques islâmicos radicais eliminaram a vida de muitos seguidores de Jesus.
A brutalidade dos jihadistas aumentou e um dos grupos extremistas tem ligações com o Estado Islâmico.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Psot
Comunidade Shalom Filadélfia, liderada pelo pastor Neto Curvina (Imagem: Instagram da Comunidade Shalom Filadélfia)
O pastor Neto Curvina, líder da igreja Comunidade Shalom Filadélfia em São Mateus (MA), publicou uma nota polêmica em seu Instagram nesta terça-feira (22).
Na publicação destinada aos obreiros de sua denominação, o pastor proíbe que as músicas de Leonardo Gonçalves e Kleber Lucas sejam cantadas dentro do templo ou em eventos da igreja.
O boicote aos cantores gospel acontece depois de eles se posicionarem politicamente alinhados à esquerda.
A nota do pastor Neto Curvina ainda diz que essa orientação será revogada a qualquer tempo, caso os cantores se convertam e se reconciliem publicamente.
O comunicado é assinado pelo pastor Neto Curvina, presidente da Comunidade Shalom Filadélfia desde 2006; pastor Raimundo Cardoso; e o missionário Karllos Augusto.
Leia a nota na íntegra:
“Caríssimo irmãos e ministério.
Venho por meio deste, na condição de lider espiritual do rebanho desde 2006, orientar a todos os irmãos, lideres de ministérios e obreiros em geral, que hinos de autoria dos senhores Kleber Lucas e Leonardo Gonçalves não deverão mais ser executados nas dependências, trabalhos e eventos da igreja.
Essa medida visa cumprir a Palavra de Deus em seus aspectos normativos constantes nas seguintes passagens e demais:
I Corintios 5:11
Il Corintios 6:14-16
Isaias 5:20
Timóteo 6:10 Provérbios 185
Está orientação poderá ser revogada a qualquer tempo mediante a conversão ou reconciliação pública dos mesmos
Chega de apostasia em nossos templos. Temos contas a prestar ao Senhor da obra.
Incêndio em templo da Igreja Universal em Niterói (RJ)
Mesmo após um incêndio ter atingido uma parte da estrutura da Igreja Universal do Reino de Deus, localizada no Centro de Niterói, na tarde desta terça (23), os cultos não foram afetados e ocorrem sem maiores prejuízos, nesta quarta (24).
O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar o incêndio no local, evitando, assim, grandes estragos para a igreja.
Segundo informações, a possível causa do incêndio seria um curto circuito na torre do ar-condicionado da igreja, o que afetou apenas a refrigeração do templo. O quartel de Niterói foi acionado às 14h52 e às 16h o incêndio foi contido.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou chamas e uma fumaça preta na lateral do terreno do templo, que fica na Rua Dr. Borman, número 47. Não houve vítimas.
Igreja Universal do Reino de Deus, no Centro de Niterói, pega fogo na tarde desta terça-feira (22).
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) julgou inconstitucional a Lei n. 3.181/2015, do município de Três Barras, que propõe a leitura bíblica nas escolas públicas e privadas em seu território. A decisão ocorreu por unanimidade, sob a relatoria do desembargador Sidney Eloy Dalabrida, em sessão do Órgão Especial realizada nesta quarta-feira (16/11).
A ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Centro de Apoio Operacional do Controle de Constitucionalidade (CECCON), do Ministério Público, aponta que a leitura dos textos bíblicos no ambiente escolar opta pela crença cristã em detrimento das demais e que a lei não faculta aos alunos a participação na atividade ao propor a leitura da Bíblia como comando a todos os estudantes em idade escolar.
Em seu voto, o desembargador relator reconhece a inconstitucionalidade do texto por afrontar o direito à liberdade religiosa e à laicidade do Estado, bem como por violar os princípios da isonomia e da impessoalidade.
Com base na Constituição do Estado de Santa Catarina e na Constituição Federal, Dalabrida observa que a questão deve ser interpretada a partir dos pressupostos da liberdade de crença e da laicidade estatal. O conceito de Estado laico, esclarece o desembargador, não deve ser compreendido como ateu ou divorciado de qualquer religião, mas apenas significa que os atos emanados pelos entes federados devem ser pautados pela neutralidade.
O voto considera, ainda, julgado do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre questão relativa ao oferecimento do ensino religioso nas escolas. Embora se permita a inserção do ensino religioso na grade curricular escolar, a interpretação do Supremo é de que a matrícula por parte dos alunos deve ser opcional, impondo-se o respeito, inclusive, aos agnósticos e ateus. O conteúdo programático ofertado, conforme o mesmo entendimento, não pode favorecer uma modalidade de crença em detrimento de outras.
É de conhecimento público que a Bíblia, aponta o desembargador relator, é uma reunião de textos cristianistas e que orienta, principalmente, as religiões católica e evangélica. “Conquanto a norma vergastada tenha como um de seus objetivos proporcionar conhecimento cultural, geográfico, científico e histórico, a opção pela leitura da Bíblia configura indevido dirigismo por parte do ente federado, na medida em que se está conferido ênfase a apenas uma matriz religiosa, enquanto as outras estão sendo preteridas”, anotou.
A proteção às garantias fundamentais no contexto de um Estado democrático, acrescenta o desembargador relator, pressupõe não apenas a observância aos direitos da maioria, mas também perpassa pela imprescindibilidade da proteção da liberdade de uma minoria em relação a um grupo majoritário.
“A despeito de uma religião ser predominantemente seguida por uma nação, suas ideologias não podem ser impostas àqueles que com ela não se identificam”, concluiu (Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 5025546-60.2022.8.24.0000).
Cristãos durante culto na Índia ((Foto representativa: Portas Abertas)
No último domingo (20), nove cristãos foram atacados por nacionalistas hindus radicais, em Chhattisgarh, na Índia.
Os fiéis estavam numa igreja recém-construída, na vila de Koshalnar e, durante o culto, uma multidão invadiu o salão e os radicais começaram a espancar as pessoas com grande violência — nove delas foram hospitalizadas.
Fontes locais relatam que os criminosos cercaram a igreja primeiro, planejando a invasão. Eles exigiram que o pastor e seu irmão deixassem o local.
De acordo o International Christian Concern (ICC), o pastor indiano, responsável pela igreja, se converteu ao cristianismo em 2013 e, desde então, tem evangelizado a comunidade.
Sobre o ataque
O pastor fundador da igreja em Koshalnar, onde ocorreu o incidente, foi para fora com seu irmão, atendendo ao pedido dos criminosos. Assim que saíram, porém, já foram atacados com cassetetes.
Os hindus extremistas gritavam e xingavam eles, acusando-os de abandonar a fé tradicional. Na sequência, eles entraram na igreja e passaram a atacar os fiéis também.
As nove pessoas que sofreram ferimentos graves, foram levadas às pressas para o hospital.
Perseguição aos cristãos na Índia
A frequência e a gravidade da perseguição aumentaram muito em Chhattisgarh. Além dos ataques violentos, há outras formas de perseguir e hostilizar os cristãos.
Uma delas é o ataque a túmulos de cristãos. Os corpos dos mortos chegam a ser retirados do túmulo pelos radicais hindus, que justificam suas ações dizendo que que os corpos dos cristãos devem ser enterrados em um cemitério cristão.
No entanto, não existem cemitérios cristãos nas aldeias de Chhattisgarh, que é um dos 11 estados onde as leis anticonversão foram implementadas.
Essas leis são mal utilizadas por nacionalistas hindus radicais para assediar e intimidar os cristãos. O ICC pede orações pela recuperação dos cristãos indianos que estão feridos e hospitalizados.
Lei anticonversão na Índia
Em estados onde as leis anticonversão foram promulgadas, como Chhattisgarh, Odisha, Madhya Pradesh, Arunachal Pradesh, Gujarat, Jharkhand, Himachal Pradesh e Uttrakhand, cristãos sofrem amplamente com o abuso de autoridade.
Nacionalistas radicais abusam dessas leis, acusando falsamente os cristãos de converter forçosamente indivíduos ao cristianismo para justificar o assédio e agressão.
A polícia local muitas vezes ignora a violência perpetrada contra cristãos, devido à falsa acusação de conversões forçadas. Algumas das leis anticonversão estão em vigor desde 1967.
Muitos cristãos já foram presos sob essas leis na Índia. Em Nodia, por exemplo, um cristão coreano e três cidadãos indianos foram presos enquanto distribuíam alimentos e outros tipos de ajuda aos necessitados, na ocasião dos bloqueios por conta da pandemia por Covid-19.
Nacionalistas hindus costumam alegar que grupos cristãos usam serviços sociais como escolas e hospitais para forçar hindus a se converterem ao cristianismo. Vale ressaltar que a Índia é um dos lugares mais perigosos para quem se decide por Cristo. O país ocupa o 10º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, conforme a Portas Abertas.
Fonte: Guia-me com informações de Internacional Christian Concern
O cristão Atsawin deixou esposa e oito filhos (foto representativa)
No dia 23 de outubro, o líder cristão Atsawin (pseudônimo) foi morto em um vilarejo no Centro do Laos. O cristão de 42 anos deixou esposa e oito filhos enlutados. Um especialista da Portas Abertas afirmou que o incidente é muito incomum e, recentemente, foi comprovado o assassinato por motivos religiosos.
“A última morte executada por motivos de fé aconteceu há décadas. A situação preocupa as igrejas no Laos, especialmente na província onde o atentado aconteceu. Ainda assim, a esperança permanece, pois apesar do medo e do custo, há anos os cristãos perseguidos se mantêm resolutos em Cristo”, acrescentou o especialista.
Parceiros locais contaram que o cristão estava visitando uma cidade vizinha com a motocicleta na manhã do dia 20 de outubro. Não se sabe qual era o objetivo da viagem, mas, naquela tarde, a esposa de Atsawin já não conseguia mais contatá-lo pelo celular. Dois dias depois, ele foi dado como desaparecido.
Na manhã seguinte, testemunhas encontraram o corpo do cristão a aproximadamente 20 quilômetros de onde a motocicleta dele estava. A impressão inicial é de que ele foi atingido na cabeça por um pedaço de madeira que estava perto do corpo. Há poucos anos, Atsawin foi preso e ameaçado por autoridades locais quando se recusou a negar a fé em Jesus. A pressão pretendia forçá-lo a voltar ao animismo, mas ele não cedeu.
Culto na Assembleia de Deus Bethel - Doha Catar. (Foto: Facebook - Igreja Bethel AG Doha Catar)
O Catar ou Qatar, uma península localizada no litoral do Golfo Pérsico, no oriente Médio, está em evidência em todo a mídia. Os holofotes apontados para o pequeno emirado são devidos à maior competição de esporte único: a Copa do Mundo de futebol.
A cerimônia de abertura da Copa do Catar aconteceu no domingo (20), às 11h (horário de Brasília).
Segundo a Forbes, em 2022 o país, que faz fronteira com a Arábia Saudita e é separado por um estreito do Golfo Pérsico do Bahrein, foi considerado o 4º mais rico do mundo.
Comandado pela família al-Thani, que ganhou esse direito político concedido pelo Reino Unido e pelo Império Otomano, o país asiático tem uma população de aproximadamente 2,8 milhões de habitantes. Do total, cerca de 75% são estrangeiros, representados especialmente pelos indianos. Quase 90% da população vive na área urbana.
De acordo com o Qatar Statistics Authority, a população masculina atual é de aproximadamente 2.036.932 homens e cerca de 646.575 mulheres. Esses números fazem do Catar o país com o maior número de homens para cada mulher.
Estrangeiros
Outras comunidades estrangeiras também ajudam a compor a população catariana, entre elas nepalenses, filipinas, paquistanesas e de outras nacionalidades menos representativas. Segundo dados do país, cerca de 800 brasileiros vivem no Catar.
A dinastia reinante no Catar está no poder desde 1825. Após a renúncia sobre a região do Catar pelos otomanos, o país passou a ser um protetorado britânico, em 1916. Quase 60 anos depois, país conquistou sua independência do Reino Unido, e se tornou um Estado Soberano.
Só em 2003, uma Constituição foi aprovada após um referendo com cerca de 98% de aprovação. O Catar corresponde a uma Monarquia Absolutista e Constitucional. No Catar, partidos políticos são proibidos e não há legislatura independente.
Religião
A principal religião do país é o islamismo, mas outras crenças em minoria podem ser praticadas no país entre elas o cristianismo.
Aproximadamente 9,6% da população do Catar é cristã, formada em sua imensa maioria por trabalhadores filipinos, indianos e libaneses, além de alguns convertidos do islamismo.
Apesar de grupos missionários estrangeiros não ter permissão para trabalhar no país, a Copa do Mundo é uma oportunidade para evangelizar no Catar.
A Sociedade Bíblica divulgou que irá distribuir exemplares do Novo Testamento e do Evangelho de João durante a competição. A tradução será em 14 idiomas, entre eles o árabe, inglês, francês, alemão, hindi, italiano, malaiala, nepalês, português e cingalês.
As Bíblias serão oferecidas aos turistas de várias nacionalidades que visitarão o país árabe e aos trabalhadores imigrantes.
“Nosso mandato como Sociedade Bíblica é acender esperança, cuidado e amor nos corações de milhares”, declarou o Dr. Hrayr Jebejian, secretário-geral da Sociedade Bíblica no Golfo.
Igrejas cristãs
Segundo a Religion and Public Life, antes da construção contínua de igrejas, os cristãos se reuniam em casas particulares e centros comunitários para adoração. Tanto o governo quanto os líderes cristãos promovem a necessidade de discrição e comunicação amigável, e os símbolos cristãos não são permitidos no exterior das igrejas.
Entre a minoria cristã, os católicos romanos encabeçam a lista, seguidos por protestantes, anglicanos e cristãos não afiliados. Apenas seis igrejas são reconhecidas pelo governo do Catar: católica romana, anglicana, ortodoxa grega, ortodoxa síria, copta e cristã indiana.
Culto na Assembleia de Deus Bethel – Doha Catar. (Foto: Facebook – Igreja Bethel AG Doha Catar)
As denominações menores não reconhecidas oficialmente, em grande parte protestantes, devem realizar cultos sob o amparo de um dos seis grupos reconhecidos. A Igreja Anglicana abriga sessenta evangélicos, protestantes e pentecostais.
Aos poucos, as igrejas estão conseguindo algumas conquistas. Segundo a Religion and Public Life, várias já foram construídas e outras foram aprovadas para construção futura.
“Uma igreja católica foi inaugurada em março de 2008, cujo terreno foi doado diretamente ao Emir, Sheikh Hamad bin Khalifa. Uma Igreja Anglicana foi consagrada em setembro de 2013 com capacidade para 15.000 lugares e é supervisionada pela Diocese Anglicana de Chipre e do Golfo”, diz a RPL.
A instituição, ligada à Harvard Divinity School, diz ainda que várias outras igrejas estão planejadas para o mesmo complexo, conhecido como Complexo Religioso de Mesaymir ou “Cidade da Igreja”, um movimento visto como consistente com os esforços do Catar para modernizar e atrair trabalhadores expatriados.
Liberdade religiosa
Apesar da relativa liberdade religiosa, o Catar figura em 18º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas.
As mulheres enfrentam restrições e limitações aos direitos humanos devido à sharia (conjunto de leis islâmicas). Elas são obrigadas a obedecer ao marido, serem vulneráveis à violência doméstica e restringidas legalmente de herdar metade do que um familiar masculino nas mesmas condições receberia.
No Catar, os homens são mais visíveis na esfera pública e, portanto, estão à frente da interação com as autoridades. Os que estão na liderança cristã são obrigados a relatar detalhes das atividades da igreja.
Os homens cristãos ex-muçulmanos não são imunes à pressão doméstica. Quando a conversão se torna conhecida, a família pode ameaçar de tirar as esposas e os filhos e colocá-los com outra família. A fé cristã de um pai jamais deve ser compartilhada com um filho.
Fonte: Guia-me com informações de G1 e Religion Public Life
A perseguição aos cristãos está aumentando em pelo menos 18 países, especialmente na África, Oriente Médio e Ásia, devido ao crescente jihadismo e nacionalismo, segundo um relatório divulgado por um grupo católico que examinou violações de direitos humanos contra cristãos em 24 países onde é particularmente difícil ser cristão.
Uma análise da perseguição aos cristãos em 2020-2022, comparada com 2017-2019, mostra que a situação dos cristãos piorou, ou “está ligeiramente pior”, em pelo menos 18 países, disse o relatório divulgado pela fundação pontifícia “Ajuda à Igreja Que Sofre” (ACN).
Esses países incluem Síria, Turquia, Arábia Saudita, Mali, Sudão, Nigéria, Eritreia, Etiópia, Moçambique, Afeganistão, Paquistão, Mianmar, Rússia, Coréia do Norte, China, Vietnã, Índia e Qatar, de acordo com o relatório intitulado “Perseguidos e Esquecidos ? Um relatório sobre cristãos oprimidos por sua fé 2020-22.”
Em todo o mundo, mais de 360 milhões de cristãos vivem em lugares onde sofrem altos níveis de perseguição apenas por seguir a Jesus – isso é um em cada sete crentes em todo o mundo, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição, da Portas Abertas dos EUA, que classifica os 50 principais países onde os cristãos sofrem a pior perseguição por sua fé.
A ACN disse que seu relatório foi apresentado nas Casas do Parlamento no Reino Unido esta semana com um discurso do bispo nigeriano Jude Arogundade, cuja diocese de Ondo foi alvo de homens armados que mataram mais de 40 pessoas em um culto de domingo lotado no domingo de Pentecostes.
O Bispo Arogundade disse, “ninguém parece prestar atenção ao genocídio” que ocorre em áreas do Cinturão Médio da Nigéria. “O mundo está em silêncio enquanto os ataques às igrejas, seu pessoal e instituições se tornam rotina. Quantos cadáveres são necessários para chamar a atenção do mundo?”.
Os países africanos viram um aumento acentuado na violência terrorista de militantes não estatais, com mais de 7.600 cristãos nigerianos supostamente assassinados entre janeiro de 2021 e junho deste ano, disse o grupo católico no relatório, acrescentando que em maio foi divulgado um vídeo mostrando 20 cristãos nigerianos sendo executados pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram e pela Província da África Ocidental do Estado Islâmico.
Na Ásia, o “autoritarismo estatal” está por trás do agravamento da opressão, especialmente na Coreia do Norte, onde as crenças e práticas religiosas são rotineira e sistematicamente reprimidas, afirmou.
O relatório também observou que o nacionalismo religioso desencadeou uma crescente violência contra os cristãos na região, com grupos nacionalistas hindus e budistas cingaleses ativos na Índia e no Sri Lanka, respectivamente.
O relatório observou que a Índia testemunhou 710 incidentes de violência anticristã entre janeiro de 2021 e o início de junho, “impulsionados em parte pelo extremismo político”. Ele citou um exemplo de uma manifestação em massa no estado de Chhattisgarh em outubro passado, onde membros do partido governante Bharatiya Janata aplaudiram o líder religioso hindu de direita Swami Parmatman e pediram que os cristãos fossem mortos.
No Oriente Médio, disse o relatório, uma crise migratória ameaçou a sobrevivência de algumas das comunidades cristãs mais antigas do mundo.
Na Síria, a população cristã caiu de 10% para menos de 2%, caindo de 1,5 milhão pouco antes do início da guerra para cerca de 300.000 hoje, disse a ACN, acrescentando que, embora a taxa de êxodo seja mais lenta no Iraque, uma comunidade que contava com cerca de 300.000 antes da invasão de 2014 pelo ISIS caíram pela metade para 150.000 na primavera deste ano.
No evento do G20 deste mês, centrado no papel das religiões em ajudar a resolver problemas globais, o Reverendíssimo Bashar Warda, arcebispo católico caldeu de Erbil, alertou que o cristianismo no Iraque está “à beira da extinção”.
Durante seu discurso no Fórum Religioso do G20 em Bali, Indonésia, o arcebispo destacou que a “violência sectária” era um problema significativo no Iraque. Este país sofreu a ascensão de um reduto do Estado Islâmico durante a última década, na qual milhares de minorias religiosas iraquianas foram mortas, escravizadas ou forçadas a fugir de suas terras natais.
“Sem o fim dessa violência sectária, não há futuro para o pluralismo religioso no Iraque ou em qualquer outro lugar do Oriente Médio”, disse ele. “A lógica brutal disso é que eventualmente chega a um ponto final em que não há minorias para matar e nem minorias para perseguir.”
Warda acrescentou: “Ao compartilhar com vocês esta experiência, oro para que encontrem em nossa história um aviso claro para todos vocês”. Ele observou que, após cerca de 1.900 anos de existência na região, “nós, cristãos do Iraque, agora nos encontramos à beira da extinção”.
Há “uma crise fundamental de violência dentro do Islã” que “não pode mais ser ignorada”, disse ele, acrescentando que “continua afetando todo o Oriente Médio, África, Ásia e além”.
O relatório inclui informações da ACN e de outras fontes locais, fornece testemunhos em primeira mão, compilações de incidentes, estudos de caso e análises de países sobre até que ponto os cristãos são perseguidos em todo o mundo.
A lista de observação mundial de 2022 da Portas Abertas EUA, que analisou os incidentes relatados entre 1º de outubro de 2020 e 30 de setembro de 2021, constatou que pelo menos 5.898 cristãos foram mortos, 5.110 igrejas foram atacadas ou fechadas, 6.175 cristãos foram presos sem julgamento e 3.829 cristãos foram sequestrados. 2021 viu um aumento de 24% nos cristãos mortos por sua fé.
Folha Gospel com informações de The Christian Psot
Voluntários serviram aos estudantes na URFJ Foto: Be One/ Divulgação
Estudantes que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no Campus Francisco Negrão de Lima, foram impactados com uma ação realizada pelo ministério Be One, o grupo de jovens da Igreja Batista Atitude.
De acordo com o líder de missões do ministério, Yuri Saraiva, um grupo de voluntários serviram aos alunos nos dois dias de prova, 13 e 20 de novembro, distribuindo um kit e orando pelos estudantes ansiosos.
– No kit contém uma garrafa de água, alguns chocolates, uma caneta preta no padrão do edital – explica ele.
A ação com os candidatos do Enem começou a ser desenvolvida pela igreja em 2018, fruto de experiências de evangelismo urbano que visa servir a sociedade.
– Nós estávamos nos deparando com a necessidade de representar o evangelho e principalmente de demonstrar o que é ser Igreja e qual a missão dela aqui na terra. E nós entendemos que a nossa maior missão é servir, servir a sociedade, pois foi assim que Cristo nos ensinou – conta Saraiva.
Este ano, 30 jovens do ministério Missões Urbanas participaram do ano. Além de distribuir o kit, eles ouviram os estudantes e oraram por eles.