O Tribunal de Justiça do Pará não conseguiu localizar a pastora e cantora gospel Cassiane para formalizar a citação no processo em que ela figura como ré.
Segundo informações do site do TJ/PA, o Ministério Público acusa a artista evangélica de ter praticado dano ao Erário, e incorrido na prática de enriquecimento ilícito.
A ação tem um valor de R$ 1;657.500,00 – um milhão, seiscentos e cinquenta e sete mil e quinhentos reais.
Em decisão, o juiz Lauro Fontes Júnior determinou que o MP, que é parte autora no processo, localize e informe o endereço de Cassiane para que ela seja citada.
“Quanto às requeridas Cassiane Santana Santos Manhães e Jussara Raissa Silva, consta que mais uma vez não foram encontradas. Diante disso, intime-se a parte autora para que no prazo de 15 dias informe endereço atualizado das requeridas ou requeira o que entender de direito”, diz um trecho da decisão.
A ação de improbidade administrativa foi ajuizada pelo Ministério Público do Pará, resultado de investigações que apontam para superfaturamento nas contratações e supostos desvio de dinheiro público.
O caso teria acontecido em 2017, no município de Parauapebas – PA, quando Cassiane foi contratada para participar do 27º Encontro de Mulheres de Parauapebas.
Extremistas muçulmanos foram à casa de um evangelista que havia realizado eventos ao ar livre no leste de Uganda e o mataram, disseram fontes.
Cortado com um instrumento afiado que deixou sua cabeça e pescoço com feridas profundas, Sozi Odongo foi morto em sua casa na cela de Omorio, Conselho Municipal de Agule, distrito de Pallisa, em 29 de julho, enquanto sua esposa e quatro filhos se escondiam em um quarto. Odongo tinha 45 anos.
Na semana anterior, disseram as fontes, Odongo recebeu mensagens de texto ameaçadoras, incluindo uma de Nasuru Ongom, um xeque muçulmano (professor) na cidade de Palissa, que dizia: “Por favor, pare de pregar ao nosso povo usando o Alcorão sagrado, ou então você arrisca sua vida.”
Odongo citou o Alcorão e os hadiths islâmicos (ditos do profeta islâmico Maomé) em eventos evangelísticos dirigidos a árabes mestiços em várias aldeias do distrito de Pallisa, disseram fontes.
Após tal evento em 29 de julho, ele chegou em casa e jantou com sua família quando ouviram um grupo de pessoas vindo em direção a sua casa por volta das 19h15, disse sua esposa, Stella Kilo. Eles trancaram a porta.
“Nós os ouvimos falar em árabe e nos perguntamos qual poderia ser o problema”, disse Kilo. “Eles chegaram e bateram na porta.”
Ela e seus filhos entraram no quarto, mas Odongo destrancou e abriu a porta, e os assaltantes começaram a espancá-lo em todas as partes do corpo, disse ela.
“Ele gritou enquanto mencionava o nome de Nasuru, dizendo: ‘Deixe-me Nasuru, Nasuru, Nasuru, por favor, não me mate, apenas diga a seus colegas para me deixarem’”, disse Kilo ao Morning Star News. “Então ouvi um barulho alto e depois disso não ouvi mais gritos.”
Os agressores provavelmente foram embora, mas ela e as crianças permaneceram no quarto por uma hora, com medo de que ainda estivessem lá, disse ela.
“Tentei ligar para meu marido, mas ele não conseguia falar, então liguei para um vizinho e o informei sobre a situação”, disse ela.
O vizinho chegou e informou o presidente da LC1 da área, George Ochola, que veio e encontrou o corpo de Odongo cortado várias vezes na cabeça, pescoço e braço, disse Kilo. Ochola chamou a polícia que chegou imediatamente.
Ochola registrou um boletim de ocorrência na polícia de Agule (CRB 434/2022), e fontes disseram que os policiais estavam procurando por Ongom por suspeita de assassinato.
O ataque foi o mais recente de muitos casos de perseguição de cristãos em Uganda que o Morning Star News documentou.
A constituição de Uganda e outras leis preveem a liberdade religiosa, incluindo o direito de propagar a própria fé e converter de uma fé para outra. Os muçulmanos não representam mais de 12% da população de Uganda, com altas concentrações nas áreas orientais do país.
Folha Gospel com informações de The Christian Post e Morning Star News
O juiz da 15ª Vara Federal de Brasília, Francisco Codevila, rejeitou uma denúncia movida pelo Ministério Público Federal contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro sob acusação de homofobia por declarações dadas em uma entrevista.
Em sua decisão, Codevila escreveu que Milton Ribeiro “não agiu com a intenção de ofender qualquer grupo em relação a sua opção sexual” e disse que o ex–ministro “apenas externou sua opinião sem exageros ou menoscabo a qualquer grupo social”.
A denúncia havia sido movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em dezembro do ano passado, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton perdeu o foro privilegiado por deixar o posto de ministro.
“Ao afirmar que adolescentes homossexuais procedem de famílias desajustadas, o denunciado discrimina jovens por sua orientação sexual e preconceituosamente desqualifica as famílias em que criados, afirmando serem desajustadas, isto é, fora do campo do justo curso da ordem social”, diz a denúncia apresentada ao STF.
Na denúncia, assinada pelo então vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, a PGR afirma que ao enunciar que “a questão de gênero’ “não é normal’ e mencionar que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo”, o ministro da Educação “induz o preconceito contra homossexuais colocando-os no campo da anormalidade”.
“Ao desqualificar grupo humano – publicamente e por meio de comunicação social publicada – depreciando-o com relação a outros grupos em razão de orientação sexual, o denunciado adota um discrímen vedado e avilta integrantes desse grupo e seus familiares, emitindo um desvalor infundado quanto a pessoas, induzindo outros grupos sociais a ter por legítimo o discrímen, por sustentável o pre~juízo sem lastro, por reforçado o estigma social, por aceitável a menos valia de pessoas e por explicável a adoção e manutenção de comportamentos de rejeição e mesmo hostilidade violenta a esse grupo humano vulnerável”, afirma a PGR.
A primeira-dama Michelle e o presidente Jair Bolsonaro recebem oração do pastor André Valadão (Foto: Reprodução YouTube Lagoinha)
O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL), participou do culto de 50 anos do ministério do pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, na Região Nordeste de Belo Horizonte, neste domingo (07/08).
Bolsonaro estava ao lado da primeira dama, Michele Bolsonaro, e do candidato ao governo de Minas Gerais, senador Carlos Viana (PL).
Logo cedo, uma multidão ocupou seis quarteirões no entorno do templo, enfileirando-se para o culto dominical.
Ao lado das bíblias e camisas de grupos de louvor, jovem multiplicaram as manifestações políticas, com pessoas vestidas com as camisas da Seleção Brasileira de futebol, que têm sido um instrumento de apoio ao presidente, bem como camisas de propaganda do candidato.
O pastor André Valadão chamou o presidente e a primeira-dama ao altar sob os gritos de “mito”, por parte dos fiéis.
“O Senhor tem protegido o Brasil, levantado um exército no Brasil, porque é tempo de guerra. Sem constrangimento nenhum, é uma guerra além de política, é uma guerra espiritual onde o bem vai vencer”, afirmou o pastor.
“Cremos que nossos filhos não serão iludidos ou enganados com ideologias satânicas. Estamos em uma nação cristã e a partir da palavra de Deus ela deve ser governada”, acrescentou.
Igreja Batista da Lagoinha (@Lagoinha_com) cedendo o púlpito ao Bolsonaro, que subiu sob aplausos e gritos efusivos de “mito”.
Em sua oportunidade de fala, Bolsonaro disse que cumpria uma missão dada por Deus.
“Estou muito feliz de estar aqui. A missão que ocupo é missão de Deus, até pelas circunstâncias. Mesmo durante a pandemia, estive no meio do povo, que disse: não desista, Deus te abençoe e estamos orando por você. Sabemos o que está em jogo para o País e não precisamos errar para saber o que é bom e o que não é”, afirmou o presidente.
“Lugar consagrado a demônios”
Em seu discurso, a primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o Palácio do Planalto era consagrado a demônios antes da posse do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Por muitos anos, por muito tempo, aquele lugar foi um lugar consagrado a demônios. Cozinha consagrada a demônios, Planalto consagrado a demônios. E hoje é consagrado ao senhor Jesus”, disse ela.
Em um discurso de pouco mais de cinco minutos, Michelle chamou muitas pessoas pelo primeiro nome, agradecendo orações feitas a favor do governo. Ela ainda disse que o momento está “muito difícil” e repetiu a frase já dita pelo presidente de que as eleições são uma “guerra do bem contra o mal” e alegou que “nossa nação é uma nação rica, uma nação próspera, ela só foi mal administrada”. “Podem me chamar de fanática, podem me chamar de louca, mas vou continuar louvando nosso Deus, vou continuar orando”, disse.
Ela também relembrou a facada sofrida por Bolsonaro em 2018. “É uma renúncia estar do outro lado. Nós pagamos um alto preço. Até com a vida, como tentaram tirar do meu marido em 2018″.
Michelle, que falou logo após o presidente, tem intensificado sua presença nos atos de campanha do marido, como estratégia para melhorar a imagem dele junto ao eleitorado feminino e evangélico. “Eu sempre falo e falo para ele (Bolsonaro), quando eu entro na sala dele e olho para ele: essa cadeira é do presidente maior, é do rei que governa essa nação”, disse a primeira-dama. Durante a fala dela, Bolsonaro demonstrou emoção e ficou com os olhos marejados.
Folha Gospel com informações de Estadão e Pleno News
Assim como a Igreja Primitiva descrita em Atos, à qual a cada dia o Senhor acrescentava novos cristãos, mesmo no meio do conflito, na região central de Mianmar cristãos estão encontrando formas de se reunir nas casas para cultuar aos domingos e muitos têm conhecido o evangelho nessas reuniões.
Desde o golpe militar, em fevereiro de 2021, as autoridades locais impuseram fortes restrições quanto aos cultos, pelo medo de as pessoas usarem as reuniões para organizarem protestos e se mobilizarem contra o governo. No entanto, cristãos anseiam pela comunhão, para orarem juntos e ouvir a palavra de Deus.
O parceiro local Piang (pseudônimo) está conduzindo cultos na região e disse: “Há três templos na vizinhança onde costumávamos nos reunir. Dois deles foram interditados pelo governo e o terceiro é muito distante para a maioria. Por isso, muitos cristãos se reúnem nas casas, como igrejas domésticas. Desde as restrições e mudanças, novos cristãos têm chegado e o número dos que creem continua crescendo”.
Piang também compartilhou que “no dia 12 de junho, os militares e autoridades locais entraram na igreja no momento em que fazíamos o culto dominical e começaram a tirar fotos. Eles chamaram o pastor da igreja e líderes para o gabinete e disseram que não permitiriam que os cultos continuassem a acontecer, pois deveriam evitar multidões. Disseram que aquele era o alerta final e que não sabiam o que fariam se não fossem obedecidos”.
Apesar dos desafios, os cristãos continuam adorando a Deus e muitos se converteram recentemente. Ore para que Deus os guarde e fortaleça e para que a fé deles cresça a cada dia.
Mianmar é um exemplo do que o governo e a sociedade fazem com os cristãos. Leis anticonversão e prisões arbitrárias tornam a vida dos cristãos difícil e desafia a sobrevivência da igreja nesses países. Com uma doação, você ajuda a fortalecer esses irmãos na fé para que, apesar da perseguição, eles sejam sal e luz no Sul da Ásia.
Igreja em uma tenda provisória coberta com folha de palmeiras (Foto ilustrativa)
O pastor Peter lidera uma igreja no Nordeste do Sri Lanka. Muitos hindus na vila conheceram a Cristo por meio do ministério dele. Por causa do crescimento da igreja, compraram um terreno com a esperança de ter um espaço adequado para os cultos. No entanto, grupos extremistas hindus e budistas têm obstruído a construção da igreja.
A igreja hoje conta com aproximadamente 400 cristãos.
“Na metade da construção, autoridades locais obstruíram a obra, alegando que os vizinhos assinaram uma petição contra a igreja. As denúncias diziam que era ilegal construir uma igreja naquele terreno e que aquela terra era a fazenda de outra pessoa.”
Após seis longos meses esclarecendo os documentos, a igreja superou a primeira interferência dos vizinhos e recebeu a permissão para continuar a construção.
Por causa da crise econômica no país, a igreja não pôde continuar a obra imediatamente. O pastor construiu uma tenda temporária dentro da propriedade até que pudessem concluir a construção e, após alguns meses, conseguiram juntar os recursos e prosseguiram a obra. Mas dois grupos extremistas preencheram outra petição contra a igreja e, mais uma vez, a igreja teve que parar a construção.
Discriminação de cristãos
“As autoridades locais continuam complicando o processo, exigindo novos documentos, sob influência dos extremistas. Recentemente, um policial exigiu um documento de 30 anos atrás que não existe mais. Novos templos hindus estão sendo construídos sem qualquer documentação. Estamos sendo tratados injustamente por sermos cristãos”, disse Peter.
Atualmente, o pastor Peter está realizando os cultos semanais em um local alugado e algumas vezes faz encontros na casa de cristãos. Apesar dos desafios, ele vislumbra esperança no futuro da igreja. “Apesar dos contratempos, tenho certeza de que Deus construirá essa igreja”, concluiu o pastor.
Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, revelou que 26% dos pastores já enfrentaram doenças mentais.
Segundo o estudo da Lifeway, 17% afirmaram que foram diagnosticados e 9% não receberam diagnóstico médico, mas experimentaram dificuldades em sua saúde mental. Já 74% responderam que nunca lidaram com uma doença mental.
Em comparação com uma pesquisa anterior da Lifeway de 2014, a porcentagem de casos de líderes lutando com a saúde emocional permanece quase igual (23%). Mas, o número de pastores diagnosticados aumentou, na época, era 12%.
“Durante a pandemia do COVID-19, muitos americanos enfrentaram desafios à sua saúde mental”, explicou Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research.
“Mais pastores hoje estão buscando ajuda profissional, como evidenciado por mais terem sido diagnosticados com doenças mentais. Pastores mais jovens [com menos de 45 anos] são os mais propensos a dizer que sofreram doenças mentais”.
O estudo também investigou a ocorrência de doenças mentais entre os membros das igrejas.
A maioria dos pastores entrevistados (54%) afirmaram que conheceram pelo menos um membro, em sua congregação, que foi diagnosticado com uma doença mental grave, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
Enquanto 34% disse que nenhum dos membros de sua igreja foi diagnosticado com uma doença mental grave e 12% não souberam responder.
De acordo com a pesquisa, pastores mais jovens e de meia-idade são mais propensos a encontrarem membros com problemas emocionais.
“No entanto, não está claro se a presença de pessoas com doenças mentais graves está aumentando entre os membros da igreja ou se eles simplesmente se sentiram mais à vontade para compartilhar seu diagnóstico com pastores mais jovens”, comentou McConnell.
Além disso, o estudo verificou que seis em cada 10 pastores abordam a saúde mental com sua congregação em sermões ou eventos pelo menos uma vez ao ano.
Em uma mudança de cultura, hoje os líderes cristãos estão mais propensos a falarem sobre o assunto do que há 8 anos.
“Embora o pastor típico não tenha sofrido doença mental, eles estão ensinando proativamente sobre essa necessidade e sentem a responsabilidade de ajudar”, destacou McConnell.
“Enquanto pregar sobre doenças mentais é a norma e ainda mais pastores sentem que sua igreja é responsável por ajudar os doentes mentais, ainda assim 37% dos pastores raramente ou nunca trazem isso no púlpito”.
Fonte: Guia-me com informações de Lifeway Research
Vereador Renato Freitas com ativistas fazendo protestos dentro da Igreja Católica (Foto: Renato Freitas-Instagram)
O vereador petista Renato Freitas, que liderou uma invasão a uma igreja católica em Curitiba, vai se encontrar com o Papa Francisco, em setembro.
Freitas pode ter o mandato cassado em julgamento na Câmara Municipal de Curitiba nesta sexta-feira (5), acusado de perturbação da prática de culto religioso e por realizar ato político no interior da igreja.
Com o convite para encontrar o líder católico em um evento, o caso do vereador pode ganhar repercussão mundial.
O evento sobre a obra “Economia de Francisco” vai reunir economistas e líderes para discutir uma nova visão econômica.
Para Renato Freitas, o encontro com o Papa pode influenciar na decisão dos vereadores da Câmara.
“Por uma coincidência da vida, o convite veio justamente no momento em que estou sendo cassado por entrar na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e clamar pelas vidas negras desvalorizadas”, alegou o político.
E concluiu: “Todos terão a oportunidade de ouvir a voz maior da Igreja”.
Em junho, o parlamentar teve o mandato cassado pela Câmara de Curitiba por “procedimento incompatível com o decoro parlamentar”.
Porém, em julho, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) suspendeu a cassação do vereador, devido ao não cumprimento dos prazos legais no agendamento das sessões que aprovaram a cassação de Freitas.
De acordo com o Padre Luiz Hass, de 74 anos, uma missa estava acontecendo quando os manifestantes invadiram a igreja. O sacerdote relatou que o grupo permaneceu por cerca de 20 minutos no templo, aos gritos.
“Uma situação insuportável, barulho muito grande, pedimos que baixassem o som lá fora, saíssem da escadaria. Mas começaram a dizer que era igreja dos negros. Suspendi a missa, porque não tinha como, não era horário para fazer o protesto”, afirmou.
Após a invasão, que ganhou repercussão nacional, Freitas se tornou alvo de pedidos de cassação do mandato na Câmara de Curitiba.
A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) encaminhou o caso da invasão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIHM), que faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O documento pede que a Comissão investigue o incidente, com o objetivo de confirmar a violação da liberdade religiosa, e que solicite ao governo brasileiro a adoção de medidas para a preservação da liberdade religiosa no país.
“O ato conduzido pelo vereador e advogado Renato Freitas (PT) é apenas o mais recente exemplo de invasão a uma Igreja Cristã, provocada por forte carga ideológica. O crescimento desses casos de vilipêndio tem feito os fiéis temerem que grupos se sintam legitimados ou autorizados para cometer crimes contra o sentimento religioso, pela falta de uma devida responsabilização”, afirmou o Diretor Executivo da ANAJURE, Dr. Gabriel Dayan.
Treinador Joe Kennedy no campo de futebol da Bremerton High School.
Depois de uma longa batalha judicial de 6 anos, um treinador de futebol que foi demitido da escola onde trabalhava por orar em campo venceu na Suprema Corte dos Estados Unidos. O tribunal decidiu em junho que Joseph Kennedy tinha sua liberdade religiosa protegida pela Constituição.
Seu caso abriu o caminho para que professores, famílias e políticos levem o Evangelho às escolas públicas nos EUA. De acordo com uma reportagem do Washington Post, em pelo menos três estados americanos — Illinois, Alabama e Oregon — funcionários de escolas disseram que as políticas de oração estão sendo revisadas.
“Nossa nação perdeu o rumo por ter perdido a crença em um poder superior”, disse Christi Fraga, membro do conselho escolar de Miami-Dade, que apresentou uma proposta, em maio, de estabelecer um dia anual de oração em seu distrito.
“Na minha comunidade, houve um pedido de ajuda, um pedido para permitir a oração em nossas escolas”, disse Fraga ao Washington Post. Sobre a decisão da Suprema Corte, ela acrescentou: “Espero que traga de volta nosso país à sua fundação”.
Aqueles que querem levar a palavra de Deus às escolas públicas estão animados não apenas com a decisão da Suprema Corte no caso de Kennedy, mas também uma decisão de junho, na qual o tribunal declarou que o estado de Maine não pode impedir auxílio público às escolas religiosas.
Em outros lugares, os educadores dizem que orações feitas por treinadores nos jogos e as menções a Deus antes das reuniões do conselho escolar continuam acontecendo.
Ateus se opõem às orações nas escolas
Por outro lado, defensores da separação entre Igreja e Estado continuam reunindo forças para impedir a fé nas escolas.
A organização ateísta Freedom From Religion Foundation vem lutando contra treinadores que lideram orações com alunos nas escolas ou funcionários que fazem orações no período escolar. Em um ano, incidentes escolares representam 50% do número de casos do grupo, disse a cofundadora Annie Laurie Gaylor.
Bill DeFrance, superintendente das Escolas Públicas de Eaton Rapids, em Michigan, trabalhou durante anos como árbitro de futebol do ensino médio. Quando as escolas religiosas competem, ele ouve os treinadores entoarem as orações da equipe antes e depois de um jogo. Ainda assim, ele nunca viu um treinador de escola pública liderar uma oração.
Mas à luz da decisão da Suprema Corte, DeFrance disse que está aberto à ideia de oração liderada por um treinador.
“Se bem feita, a oração conduzida por um treinador pode trazer vantagens para os 2.000 alunos de seu distrito, servindo como uma maneira de aprender sobre outras culturas”, opinou DeFrance, que é hindu.
Se o movimento LGBT é celebrado, por que não o cristianismo?
No Havaí, Eva Andrade, presidente e executiva-chefe do grupo cristão Hawaii Family Forum, também busca maneiras de introduzir a oração nas escolas e competições escolares.
Segundo Andrade, as pessoas religiosas se sentem inseguras na escola, ameaçadas por uma política do Conselho de Educação do Havaí de 1947 que proíbe “orações e outras observações religiosas organizadas ou patrocinadas pelas escolas”.
A decisão da Suprema Corte, disse ela, oferece a primeira chance em décadas de mudar essa política. “Gostaria que eles permitissem que as pessoas colocassem sua fé em sua posição sem nenhum medo”, disse Andrade.
Em Ohio, uma hora após a publicação da decisão da Suprema Corte, o tenente-governador Jon Husted pediu aos distritos escolares que revisem e atualizem suas políticas sobre oração escolar.
Alguns meses antes da decisão, em Kentucky, um parlamentar republicano e um rabino de Lexington se uniram em um projeto de lei exigindo que os estudantes de escolas públicas tivessem o direito de, silenciosamente, orar, meditar ou refletir em sala de aula.
A Flórida aprovou uma lei semelhante em junho de 2021, que exige um minuto de silêncio todos os dias. A lei inspirou Fraga, que convenceu seus colegas a realizar um Dia Nacional de Oração todo mês de maio para os cerca de 330.000 alunos do distrito.
Fraga diz que não entende por que não há problema em reconhecer o Mês da História LGBTQ, com eventos e comemorações nas escolas, mas não fazer algo semelhante em relação à oração.
“Eu adoraria ver a capacidade de implementar mais ensinamentos religiosos”, disse Fraga. “Por que não também oferecer lições sobre o cristianismo, a religião que formou nossa nação? Assim como os diferentes tipos de religião.”
Cúpula da Liberdade Religiosa de 2022: Juiz da Suprema Corte dos EUA Samuel Alito.
A constatação de que a liberdade religiosa está sob ataque no mundo foi feita pelo juiz da Suprema Corte dos EUA, Samuel Alito, em discurso na Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame 2022 em Roma.
Alito fez o discurso principal no jantar de gala da Cúpula da Liberdade Religiosa no final de julho, quando observou que o cenário romano também trouxe à mente como a liberdade religiosa foi desafiada e defendida ao longo da história.
“Eu me pego pensando na orgulhosa civilização que estava centrada aqui dois milênios atrás”, disse Alito no início de sua fala.
“Quando penso no passado, também penso no futuro, e me pergunto o que os historiadores podem dizer daqui a alguns séculos sobre a contribuição dos Estados Unidos para a civilização mundial”, refletiu.
“Uma coisa que espero que eles digam é que nosso país, depois de muitos trancos e barrancos, e altos e baixos, acabou mostrando ao mundo que é possível ter uma sociedade estável e bem-sucedida em que pessoas de diversas religiões vivam e trabalhem juntas de forma harmoniosa e produtiva, mantendo suas próprias crenças. Esta foi realmente uma conquista histórica.”
Alito também acrescentou que a justiça é remanescente do Império Romano, que com sua queda deixou claro que nenhuma conquista humana é permanente.
“Portanto, não podemos presumir levianamente que a liberdade religiosa desfrutada hoje nos Estados Unidos, na Europa e em muitos outros lugares sempre perdurará. A liberdade religiosa é frágil, e a intolerância religiosa e a perseguição têm sido características recorrentes da história humana”, disse ele.
Mártires
A realização de um encontro internacional sobre liberdade religiosa em Roma traz grandes reflexões sobre o tema, uma vez que foi onde Pedro, Paulo e inúmeros cristãos primitivos foram martirizados.
“Se olharmos ao redor do mundo hoje, vemos que pessoas de muitas religiões diferentes enfrentam perseguição por causa da religião”, disse Alito, observando que a liberdade religiosa é uma questão de vida ou morte em muitas partes do globo.
Alito citou exemplos de grupos como os yazidis no norte do Iraque, cristãos na Nigéria, cristãos coptas no Egito e uigures na China que foram vítimas de violência horrível. E falou sobre os desafios futuros para a liberdade religiosa em todo o mundo.
“A liberdade religiosa está sob ataque em muitos lugares porque é perigosa para aqueles que querem manter o poder total”, disse o juiz. “Provavelmente também surge de algo obscuro e profundo no DNA humano – a tendência de desconfiar e não gostar de pessoas que não são como nós.”
Rejeição à religião
Um alerta é o número crescente de pessoas que rejeitam a religião ou não acham que a religião é importante.
“É difícil convencer as pessoas de que vale a pena defender a liberdade religiosa se elas não acharem que a religião é uma coisa boa que merece proteção”, disse Alito.
“O desafio para aqueles que querem proteger a liberdade religiosa nos Estados Unidos, Europa e outros lugares semelhantes é convencer as pessoas que não são religiosas de que a liberdade religiosa merece proteção especial. Isso não será fácil de fazer.”
Uma maneira de encontrar um terreno comum com pessoas não religiosas sobre o tema da liberdade religiosa, disse Alito, é enfatizar os benefícios relacionados que as sociedades desfrutam quando a liberdade religiosa é protegida.
A liberdade religiosa promove a tranquilidade doméstica, observou ele, e fornece uma maneira para que diversas pessoas floresçam juntas. Outro benefício é o enorme trabalho de assistência social realizado por grupos religiosos e pessoas de fé.
Reformas sociais
Alito disse que, além disso, a liberdade religiosa muitas vezes alimentou a reforma social. Grupos religiosos lideraram o movimento pela abolição da escravidão nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo. E não é coincidência que o Dr. Martin Luther King Jr. foi um pastor.
“Se a liberdade religiosa for protegida, os líderes religiosos e outros homens e mulheres de fé poderão falar sobre questões sociais”, disse Alito.
“Pessoas com profundas convicções religiosas podem ser menos propensas a sucumbir a ideologias ou tendências dominantes, e mais propensas a agir de acordo com o que consideram verdadeiro e correto. A sociedade civil pode contar com eles como motores de reforma”.
Alito finalizou seu discurso descrevendo a forte relação entre a liberdade religiosa e outros direitos, como a liberdade de expressão e a liberdade de reunião.
“A liberdade religiosa e outros direitos fundamentais tendem a andar juntos”, disse ele.
Para concluir, Alito contou uma conversa memorável que teve com um estudante da Universidade de Pequim. A jovem cresceu em uma cidade chinesa onde, por causa de sua história, várias igrejas estavam localizadas. A Igreja Católica ali era conhecida como “a igreja que deu razões”, disse ela.
“Isso realmente me impressionou”, disse Alito à plateia em Roma.
“A Revolução Cultural fez o possível para destruir a religião, mas não teve sucesso. Não conseguiu extinguir o impulso religioso”, observou Alito.
“Nossos corações estão inquietos até que descansemos em Deus. E, portanto, os campeões da liberdade religiosa que saem tão sábios quanto as serpentes e tão inofensivos quanto as pombas podem esperar encontrar corações abertos à sua mensagem”.
Fonte: Guia-me com informações de Universidade de Notre Dame