Mais de 90 cristãos foram presos ou sequestrados por rebeldes houthis no Iêmen apenas no mês de janeiro de 2026, segundo informações divulgadas pela organização cristã Portas Abertas. De acordo com o levantamento, ao menos 50 seguidores de Jesus foram detidos e outros 43 sequestrados em diferentes regiões do país.
Relatos apontam que os cristãos foram retirados das ruas e levados para locais secretos, onde estariam sendo interrogados sob tortura. O objetivo seria forçá-los a fornecer informações sobre outros cristãos e redes de fé ativas no país.
Daniel Hodge, especialista em Iêmen da Portas Abertas, afirmou que a onda de prisões gerou pânico entre os fiéis. Segundo ele, muitas pessoas deixaram suas casas por medo de também serem alvo dos rebeldes. “Há muito medo. Muitos acreditam que os houthis estão à procura de outros cristãos”, relatou.
Motivações religiosas e políticas
Em entrevista ao Premier Christian News, Hodge afirmou que os próprios cristãos iemenitas têm dificuldade em compreender as razões por trás da ofensiva. No entanto, há especulações de que as prisões estejam ligadas tanto a motivações religiosas quanto políticas.
Segundo ele, os houthis — grupo rebelde apoiado pelo Irã — podem estar tentando reforçar sua imagem de controle após recentes instabilidades no país. Hodge também destacou interpretações extremistas do Alcorão usadas para justificar a perseguição. “No Alcorão está escrito que qualquer pessoa que vire as costas para seu Deus é considerada apóstata e pode ser punida com a morte. Isso pode estar sendo usado como convicção religiosa”, explicou.
Iêmen segue entre os países mais hostis aos cristãos
O Iêmen ocupa atualmente a terceira posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, que classifica os países onde cristãos enfrentam maior hostilidade por causa da fé. De acordo com Hodge, a atual onda de repressão é inédita. “Não vimos nada parecido com isso nos últimos 30 anos da história da igreja no Iêmen”, afirmou.
Apesar da repressão, algumas famílias conseguiram recentemente notícias de parentes presos. Segundo relatos, detidos conseguiram fazer ligações pedindo alimentos e roupas, o que trouxe algum alívio às famílias, ainda que a situação continue crítica.
Apoio e pedidos de oração
A Portas Abertas informou que segue oferecendo apoio à igreja no país, com assistência médica, distribuição de alimentos e roupas, além de capacitação de líderes cristãos locais.
Diante do agravamento do cenário, Hodge fez um apelo à igreja global por intercessão. “A oração é tudo o que podemos fazer neste momento”, declarou. Ele pediu oração pelas famílias dos presos, pelos cristãos detidos, pela cura física e emocional das vítimas e para que Deus levante novos líderes no país.
“Acima de tudo, oramos para que, mesmo em meio a essa situação, as bênçãos e a glória de Cristo sejam reveladas ao povo iemenita”, concluiu.
Folha Gospel com informações de Premier Christian News
Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
A família da cantora gospel Shirley Carvalhaes informou neste sábado (24) que Weslley, filho da artista, morreu em decorrência de uma pneumonia. O falecimento do jovem, de 35 anos, havia sido comunicado ao público na sexta-feira (23), por meio de uma nota divulgada pela equipe da cantora nas redes sociais.
Segundo a família, Weslley estava internado desde o dia 25 de dezembro, após passar mal em casa e ser levado ao hospital pelo padrasto. Durante a internação, exames médicos apontaram alterações nas plaquetas. Apesar de apresentar sinais iniciais de melhora, o quadro clínico se agravou nos dias seguintes, levando ao óbito.
Em nota oficial, a família agradeceu as mensagens de apoio e as orações recebidas, além de prestar uma homenagem ao jovem. O texto destacou o relacionamento próximo, o carinho mútuo e a presença constante de Weslley na vida da família Carvalhaes.
Poucas horas antes da confirmação da morte, Shirley Carvalhaes havia publicado uma foto ao lado do filho, pedindo orações e alertando para a gravidade do estado de saúde dele. Após o falecimento, a cantora voltou às redes sociais para agradecer a solidariedade do público e relembrar momentos vividos com Weslley.
A morte do filho da artista gerou comoção entre fãs, amigos e personalidades públicas, que manifestaram apoio à cantora. Entre as mensagens recebidas está a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Weslley atuava como estrategista de marketing havia pelo menos cinco anos e era filho adotivo de Shirley Carvalhaes.
Em razão do luto, a cantora suspendeu temporariamente sua agenda de compromissos e apresentações.
Igreja em Ruanda. (Foto: Imagem ilustrativa/Wikimedia Commons/Adam Jones, Ph.D)
Mais de dez mil igrejas foram fechadas em Ruanda em meio a uma campanha de repressão em que a liberdade de religião ou crença está sofrendo ataques.
A situação começou com a introdução da lei de 2018 que regulamenta os locais de culto e se tornou ainda mais crítica este ano, gerando preocupação, pois governos africanos, como o da Tanzânia, e até de países da Lista Mundial da Perseguição 2026, como Moçambique e Etiópia, estão considerando leis semelhantes.
Exigências rigorosas impostas pela lei de 2018
Desde que foi formalizada, a lei exige requisitos extremamente rígidos de igrejas e mesquitas sobre segurança, higiene, infraestrutura e registro, muitas vezes impossíveis para as comunidades religiosas alcançarem. Entre as exigências estão:
banheiros posicionados a uma distância específica da entrada;
instalação de um tipo específico de forro de lona, mesmo com risco de incêndio;
isolamento acústico obrigatório;
estradas de acesso e pátios pavimentados;
paredes internas e tetos rebocados e pintados (tijolo aparente proibido);
instalação de para-raios;
pastores formados em Teologia em instituição acreditada;
apenas instituições que ofereçam Ciência e Tecnologia podem ensinar Teologia;
igrejas que desejam registro devem comprovar mil membros.
Embora, no papel, as regras se apliquem tanto a cristãos quanto a muçulmanos, cristãos locais relatam que muito menos mesquitas foram afetadas.
Cristãos presos por celebrar a ceia em Ruanda
Cinco cristãos foram presos este ano após realizarem um culto de ceia em uma igreja doméstica. Embora a condenação tenha acontecido em novembro de 2025, as prisões ocorreram apenas agora. O casal que cedeu sua casa para o culto foi acusado de “recusar-se a parar de testemunhar a fé”, informou uma fonte à Portas Abertas.
Até o momento, essa é a terceira prisão relacionada à lei de 2018. Em março de 2018, seis pastores foram detidos acusados de desafiar o fechamento de templos em Kigali e em 2019, o governo prendeu um missionário americano e se recusou a renovar seu visto para continuar atuando no país.
O presidente Paul Kagame expressou abertamente sua posição contrária à reabertura das igrejas. “Se dependesse de mim, eu não reabriria nem uma única igreja”, ele disse em novembro. Para o governo, a igreja é um resquício do período colonial.
“A declaração do presidente Paul Kagame de que as igrejas fechadas não serão reabertas mostra que as ações do governo vão além da regulação legítima de padrões de higiene e saúde pública. Sentenciar indivíduos à prisão por testemunhar e reunir-se em encontros domésticos reflete uma tentativa deliberada de controlar e suprimir instituições religiosas e a prática livre da fé”, afirma um analista da Portas Abertas.
A perseguição em Ruanda reflete a pressão crescente sobre cristãos em toda a África Subsaariana. Fortaleça a Igreja Perseguida participando da campanha Desperta África. Assine a petição.
O pastor Mariano Velásquez Martínez. (Foto: Reprodução/Facebook/El Universal Oaxaca)
Um pastor evangélico foi preso por mais de 48 horas, multado e expulso de sua comunidade no México após se recusar a se ajoelhar e rezar diante de uma imagem durante uma festa católica tradicional. O caso ocorreu em Santiago Malacatepec, localidade do município de San Juan Mazatlán Mixe, no estado de Oaxaca.
Mariano Velásquez Martínez, que atua no ministério desde 2015, foi detido após se negar a cumprir o protocolo religioso da Festa de São Tiago Apóstolo, alegando convicções cristãs. Antes da prisão, ele já havia sido obrigado pela comunidade a aceitar o cargo de responsável pela celebração.
Segundo o portal Evangélico Digital, mesmo concordando em pagar uma multa — apesar de não ter recursos suficientes — o pastor teve sua proposta rejeitada pela assembleia local, que exigiu o cumprimento integral do ritual religioso. Diante da recusa, ele foi preso no sábado (17).
“Sua prisão ocorreu depois que ele se recusou a se ajoelhar e rezar diante da imagem religiosa, citando suas convicções cristãs”, afirmou o advogado Porfirio Flores Zúñiga à imprensa.
Expulsão e denúncia de irregularidades
Após quatro dias detido, Mariano foi levado à assembleia comunitária com as mãos amarradas e informado de que seria expulso da cidade junto com a esposa e a filha de três meses, por não aceitar as tradições religiosas locais.
De acordo com a defesa, a libertação ocorreu sob pressão, irregularidades e atos de assédio, culminando na saída forçada da família da comunidade. O pastor relatou ainda que foi obrigado a assinar um documento em branco, que poderia ser usado para simular uma saída voluntária.
“Trata-se, na realidade, de uma expulsão forçada, que agora é classificada como crime grave”, declarou o advogado.
Caso é classificado como intolerância religiosa
A defesa classificou o episódio como um grave caso de intolerância religiosa, especialmente diante do novo marco legal do estado de Oaxaca. Em setembro de 2025, o Congresso estadual aprovou a Lei para Prevenir, Abordar e Reparar Integralmente o Deslocamento Forçado Interno, que reconhece conflitos ligados à liberdade religiosa como causa de deslocamento forçado.
A legislação prevê penas de até 18 anos de prisão, além de multas, especialmente quando os crimes são cometidos por autoridades locais ou envolvem violência e assédio.
Segundo o jornal El Universal Oaxaca, a defesa pediu que a Procuradoria-Geral de Justiça de Oaxaca e a Secretaria de Governo apliquem a lei contra as autoridades municipais envolvidas no caso.
Histórico de conflitos e críticas ao Estado
De acordo com o advogado, o município de San Juan Mazatlán Mixe possui histórico de episódios semelhantes. Em 2022, seis famílias teriam sido expulsas da comunidade de San Pedro Chimaltepec por motivos religiosos.
Neste mês de janeiro de 2026, onze cristãos evangélicos foram presos na última sexta-feira (16) por autoridades comunitárias na comunidade de Pinar Salinas, no município de Zinacantán, nas Terras Altas de Chiapas, no México. A detenção ocorreu após os fiéis se recusarem a participar de uma festa católica tradicional promovida pela comunidade.
Além da responsabilização criminal, a defesa solicitou medidas de proteção e reparação para o pastor e sua família, incluindo garantias de segurança e ações para interromper o que classificou como perseguição religiosa sistemática na região.
“A liberdade de culto não é uma concessão das autoridades comunitárias, mas um direito humano inalienável que o Estado deve proteger”, afirmou Flores.
Segundo ele, apesar das denúncias e dos pedidos de medidas cautelares, até o momento não houve resposta efetiva das autoridades, o que foi classificado como uma atuação insuficiente do Estado mexicano diante dos casos de intolerância religiosa registrados em Oaxaca.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Otoni de Paula (MDB-RJ) é deputado federal e pastor evangélico. (Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) fez duras críticas ao que classificou como fanatismo político no meio evangélico e ao papel do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesse processo. As declarações foram dadas durante a edição 2026 da série Conversas Difíceis, promovida pelo Instituto Humanitas360, realizada nesta semana em São Paulo.
Pastor da Assembleia de Deus e integrante da Frente Parlamentar Evangélica, o parlamentar relatou o rompimento com o campo bolsonarista e denunciou o que chamou de um processo de “sequestro emocional e espiritual” das igrejas evangélicas nos últimos anos.
Segundo Otoni, a politização extrema da fé provocou uma ruptura nos valores cristãos. “O bolsonarismo determinou uma guerra de quem é de Deus e quem é do diabo”, afirmou. Para ele, esse movimento distorceu princípios centrais do cristianismo a partir das eleições de 2018. “Quando vi que estava sendo mais bolsonarista do que cristão, me arrependi. Estou pagando um preço muito alto por isso”, declarou.
O encontro teve como tema central a relação entre política e religião no Brasil contemporâneo, em um ano marcado pelas eleições presidenciais. O deputado participou do debate ao lado da cineasta Petra Costa, diretora do documentário Apocalipse nos Trópicos, com mediação do antropólogo Juliano Spyer. O filme, que aborda a influência do fundamentalismo evangélico no governo Bolsonaro, serviu de base para a discussão.
Durante sua participação, Otoni afirmou que as igrejas evangélicas foram capturadas por uma lógica permanente de confronto político. “De 2018 pra cá, com o sequestro mental, emocional e quase espiritual que o bolsonarismo fez com as igrejas evangélicas, se instalou um princípio de ódio que nunca foi nosso. Começamos a ver um homem ser glorificado no templo ao invés de Jesus. Isso é muito grave”, disse.
O parlamentar também criticou o que classificou como idolatria política dentro dos templos. “Gritar ‘mito é um sinal gravíssimo de idolatria. Há um choque entre o que Cristo pregou e o que o fundamentalismo cristão prega”, afirmou, defendendo que a fé não deve ser instrumentalizada como ferramenta de exclusão ou guerra cultural.
Ao abordar temas comportamentais, Otoni adotou um discurso de respeito às diferenças. “O fundamentalismo não admite que duas pessoas do mesmo sexo se amem e constituam família. O cristianismo respeita a diferença. Antes de pregar, eu preciso respeitar a sua verdade”, declarou. Ele também afirmou que manifestações religiosas de matriz africana devem ser reconhecidas como expressão cultural.
O deputado fez críticas diretas a lideranças religiosas com forte presença política. “Silas Malafaia é movido por interesses pessoais que são vendidos como interesses de Deus”, afirmou. Sobre o cenário político nacional, Otoni defendeu tolerância institucional e respeito às autoridades eleitas. “Se toda autoridade vem do Senhor, o mesmo Deus que permitiu Bolsonaro, permitiu Lula ser presidente. Temos que orar por ambos”, disse.
Nos últimos meses, o parlamentar tem revisado publicamente sua trajetória política e reforçado o distanciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem apoiou no passado. Otoni afirmou se arrepender de ter chamado Bolsonaro de “mito” e declarou preferir “andar sozinho do que mal acompanhado”. Para ele, o bolsonarismo representa uma vertente radical que se sobrepôs a um conservadorismo mais amplo.
Apesar das críticas, Otoni afirma que seguirá se identificando como conservador, mas sem vínculo com o núcleo radical associado ao ex-presidente. O deputado relatou ter sido hostilizado por colegas da Frente Parlamentar Evangélica após se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto e orar pelo chefe do Executivo.
A presidente do Instituto Humanitas360, Patrícia Villela Marino, abriu o evento por videoconferência e destacou que a proposta do projeto é enfrentar temas sensíveis a partir do diálogo. “Com o Conversas Difíceis, queremos seguir na luta pelo maior mandamento bíblico: amar”, afirmou.
Já a cineasta Petra Costa alertou para os riscos da aproximação excessiva entre religião e poder político. “Existe uma linha muito tênue entre igreja e Estado. Defender dentro da igreja em quem votar é algo com o qual eu não concordo”, disse.
Folha Gospel com informações de Congresso em Foco e Instituto Humanitas360
Cantora Shirley Carvalhaes e seu filho, Weslley Carvalhaes (Foto: Reprodução/ Redes sociais)
Weslley Carvalhaes, filho da cantora gospel Shirley Carvalhaes, morreu na tarde desta sexta-feira (23/1), aos 35 anos.
A informação foi confirmada pela própria artista por meio das redes sociais.
Horas antes da morte do filho, a cantora pediu orações e publicou um desabafo relatando que o jovem estava internado há alguns dias, após receber um diagnóstico considerado extremamente grave.
Segundo o relato, os médicos avaliaram que o estado de saúde era gravíssimo e que as chances de sobrevivência eram mínimas. A publicação mobilizou fãs e seguidores, que passaram a prestar solidariedade à artista.
Antes da morte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou uma mensagem de força: “Em oração pelo seu filho amado, minha irmã”.
Weslley atuava como estrategista de marketing e responsável pela comunicação da uma clínica há cinco anos.
Filho adotivo de Shirley Carvalhaes, Weslley recebeu homenagens de fãs e da própria cantora, que lamentou a perda nas redes sociais.
“Agradecemos as orações de todos, mas nessa tarde Deus recolheu nosso menino”, escreveu. “Obrigada pelos momentos vividos, pelas brincadeiras, pelo sorrisos nos momentos tristes, que agora irão ficar em nossa lembrança.”
Culto em uma igreja na América Latina (Foto: Pexels)
Os resultados de um novo estudo do Pew Research Center, divulgados em 21 de janeiro, revelam uma transformação profunda no cenário religioso da América Latina. A pesquisa foi realizada na primavera de 2024 com mais de 6.200 adultos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru — os países mais populosos da região.
O levantamento mostra que o catolicismo, historicamente predominante no continente, segue em trajetória de queda contínua. Desde 1900, quando “a grande maioria dos latino-americanos era católica”, segundo o Pew Research Center, a presença da Igreja Católica diminuiu de forma significativa. Em alguns países, a retração se aproxima de 50% ao longo dos últimos 125 anos.
Em sentido oposto, o protestantismo “permaneceu relativamente estável” no mesmo período. Já o grupo de pessoas sem filiação religiosa — definidos pelo instituto como agnósticos, ateus ou indivíduos sem identidade religiosa específica — cresceu de forma consistente, com aumento de 7 pontos percentuais ou mais, passando a representar entre 12% e 33% da população nos seis países analisados.
De acordo com o estudo, aproximadamente dois em cada dez adultos abandonaram o catolicismo na região. Parte desses ex-católicos passou a se declarar sem religião, enquanto outra parcela “agora se identifica como protestante”, segundo o Pew Research Center. O instituto define esse processo como “mudança religiosa” ou “transição de religião”, fenômeno que é apontado como “uma das razões para o declínio do catolicismo”.
Apesar das mudanças institucionais, o relatório destaca que a religiosidade permanece forte na região. Segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos continuam bastante religiosos, em média”. A “crença em Deus” segue amplamente difundida, com “cerca de nove em cada dez adultos entrevistados em cada país afirmando acreditar em Deus”.
Essa crença se manteve estável na última década, inclusive entre pessoas sem filiação religiosa. O estudo aponta ainda que a religião “é muito importante para muitas pessoas na região”, com aproximadamente metade ou mais dos entrevistados no Brasil, Colômbia, México e Peru afirmando que a fé ocupa papel central em suas vidas.
O relatório também compara a América Latina com outras regiões do mundo e afirma que, segundo o Pew Research Center, “os latino-americanos são mais religiosos do que os adultos em muitos outros países” pesquisados recentemente, especialmente na Europa, “onde muitos adultos abandonaram o cristianismo desde a infância”.
Avanço evangélico e perfil protestante
Em relação ao protestantismo, o estudo aponta estabilidade regional, com crescimento pontual em alguns países. O Brasil aparece com a maior proporção de evangélicos e protestantes, alcançando 29% da população, alta de 3 pontos percentuais na última década.
Chile (19%), Peru (18%), Argentina (16%) e Colômbia (15%) também apresentam percentuais relevantes, todos com crescimento entre 1 e 2 pontos percentuais desde 2013-2014. No México, o índice é menor: 9% dos entrevistados se identificaram como evangélicos.
O levantamento indica ainda que o movimento pentecostal ou carismático, que teve origem nos Estados Unidos no século XX, “continua difundido por toda a região”. O Pew Research Center ressalta que “os protestantes são os que mais afirmam que a religião é muito importante em suas vidas” e também os que mais frequentam cultos religiosos semanalmente, em comparação com católicos e pessoas sem religião.
Catolicismo em retração contínua
O estudo confirma que o catolicismo segue em declínio consistente. Segundo o Pew Research Center, “o número de católicos diminuiu em 9 pontos percentuais ou mais em todos os seis países na última década”.
A Colômbia lidera a perda proporcional, com queda de 19 pontos percentuais — de 79% em 2013-2014 para 60% em 2024. Em seguida aparecem o Chile (de 64% para 46%), o Brasil (de 61% para 46%) e o México (de 81% para 67%).
Na Argentina, o número de católicos caiu de 71% para 58%. Já o Peru registrou o menor declínio entre os países analisados, passando de 76% para 67% da população.
O relatório, intitulado “O catolicismo diminuiu na América Latina na última década”, consolida o diagnóstico de uma mudança estrutural no perfil religioso da região, marcada pela diversificação da fé, crescimento do grupo sem religião e manutenção da força social da religiosidade na cultura latino-americana.
Folha Gospel com informações de Evangélico Digital
Ativistas anti-ICE interromperam culto na igreja batista de St. Paul, em Minessota. (Captura de tela/YouTube/Fox News)
Agentes federais dos Estados Unidos prenderam três manifestantes de Minnesota envolvidos em um protesto realizado dentro de uma igreja batista contra um pastor que, segundo os ativistas, exerce função de liderança no Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês). A manifestação ocorreu durante um culto religioso e teve como alvo o pastor David Easterwood, apontado como diretor interino do escritório local do ICE na região de Minneapolis–St. Paul.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou nesta quinta-feira que as prisões foram realizadas por agentes do FBI e do Departamento de Segurança Interna (DHS). Entre os detidos estão os ativistas de direitos civis Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen, que teriam ajudado a organizar o protesto, além de William Kelly, veterano do Exército e conhecido ativista anti-ICE.
Segundo o diretor do FBI, Kash Patel, Levy Armstrong foi acusada com base em uma lei federal que proíbe a obstrução física de casas de culto. As prisões ocorreram após dezenas de manifestantes interromperem um culto dominical, gritando palavras de ordem e forçando o encerramento da celebração.
Em publicação nas redes sociais, Bondi afirmou que novas prisões podem ocorrer em decorrência do protesto, no qual os manifestantes alegaram que a atuação de Easterwood no ICE entraria em conflito com valores cristãos. Para a procuradora-geral, a ação integra uma série de episódios classificados como ataques a locais de culto.
O caso também envolve o ex-âncora da CNN Don Lemon, que transmitiu o protesto ao vivo de dentro da igreja. Um juiz de Minnesota rejeitou uma queixa criminal apresentada pelo Departamento de Justiça contra o jornalista. Segundo uma fonte familiarizada com o caso, “A procuradora-geral está furiosa com a decisão”.
Os advogados de Levy Armstrong, Allen e Kelly não comentaram imediatamente as prisões. Don Lemon afirmou que não participou da organização do protesto e que atuava exclusivamente como jornalista no local.
As detenções acontecem após declaração de Harmeet Dhillon, chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, que anunciou a abertura de uma investigação por possíveis violações da Lei de Liberdade de Acesso a Clínicas, legislação federal de 1994 que também protege casas de culto contra obstruções e intimidações.
Para Dhillon, a presença de Lemon no local não o isentaria de envolvimento no que ela descreveu como “conspiração criminosa”. Já nesta quinta-feira, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, divulgou imagens das prisões e afirmou que os três ativistas serão acusados com base em uma lei federal que proíbe conspiração para interferir em direitos constitucionalmente protegidos, como a livre prática religiosa.
Levy Armstrong, que é advogada de direitos civis, classificou a reação do governo como retaliação e abuso de poder, após o Departamento de Justiça anunciar que não investigaria o agente do ICE Jonathan Ross, responsável pelo disparo que matou Renee Good, moradora de Minneapolis.
“É assim que você continua a nos levar em direção ao autoritarismo, quando você instrumentaliza os poderes de investigação que você tem e os departamentos que você tem”, disse Levy Armstrong à Reuters na terça-feira.
David Easterwood é listado como pastor no site oficial da Cities Church e aparece em registros públicos como diretor interino do escritório de campo do ICE em St. Paul. Ele não respondeu aos pedidos de comentário.
Em nota, o pastor sênior da igreja, Jonathan Parnell, afirmou que a Cities Church avalia medidas judiciais contra os manifestantes. Segundo ele, os ativistas “abordaram membros de nossa congregação, assustaram crianças e criaram uma cena marcada por intimidação e ameaça”.
Imagens do protesto mostram manifestantes entoando “Fora ICE”, enquanto Parnell reage do púlpito: “Que vergonha, esta é a casa de Deus e estamos adorando”. William Kelly também aparece discutindo de forma acalorada com outro homem durante a confusão.
Em um vídeo divulgado no domingo, Levy Armstrong questionou a atuação do pastor, afirmando que sua função religiosa seria incompatível com sua suposta liderança no ICE. “Como você ousa afirmar ser um pastor de Deus e está envolvido com o mal em nossa comunidade?”, declarou.
Pessoas louvando durante culto em igreja (Foto: Canva Pro)
Um novo conjunto de pesquisas complementares da Aliança Evangélica sugere que os jovens adultos estão emergindo como um grupo significativo entre aqueles que se convertem à fé cristã no Reino Unido, com autenticidade, Escrituras e comunidade se mostrando fatores decisivos em suas jornadas.
Os resultados fazem parte do projeto de pesquisa mais amplo “Finding Jesus”, publicado no ano passado, que entrevistou 280 adultos que se tornaram cristãos nos últimos cinco anos.
Os suplementos mais recentes focam em grupos específicos, incluindo jovens de 18 a 24 anos, pessoas com mais de 65 anos, não cristãos e diferenças entre as trajetórias de fé de homens e mulheres.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, os pesquisadores encontraram uma combinação notável de abertura espiritual e seriedade intelectual.
Quase metade (47%) afirmou ter começado a explorar o cristianismo porque “precisava de ajuda” na vida, enquanto 45% apontaram para experiências desafiadoras. Outros 38% disseram estar em busca de um propósito.
Apesar da crença generalizada de que os jovens não se interessam por religião, a pesquisa constatou que metade dos entrevistados nessa faixa etária eram homens — um dado notável, visto que historicamente as mulheres superam os homens em número na participação religiosa.
Suas jornadas eram frequentemente descritas como exigentes e transformadoras.
Mais da metade (55%) disse que explorar o cristianismo foi um desafio, mas quase o mesmo número (49%) o descreveu como algo que deu vida.
Doutrinas cristãs complexas (53%), mudanças no estilo de vida (43%) e preocupações com a percepção social (45%) foram temas recorrentes. Apesar disso, a pesquisa descreve “um ato significativo de resistência” contra normas culturais altamente individualistas.
Fundamentalmente, os jovens adultos não buscavam apenas apoio emocional, mas também verdade e autenticidade.
Quase metade afirmou ter se sentido atraída pelo cristianismo porque “o evangelho é verdadeiro, profundo e belo” — uma proporção maior do que na amostra geral —, mas o fator mais convincente foi a experiência de ser amado por Jesus, citada por 45% dos jovens de 18 a 24 anos.
Essa convicção foi reforçada por meio de exemplos vividos de fé: mais da metade (55%) afirmou que “a hospitalidade, a generosidade ou o serviço dos cristãos” desempenharam um papel fundamental em sua jornada.
Um participante disse que um amigo o ajudou a perceber que “era possível ter uma fé intelectualmente honesta” ao compartilhar recursos que abordavam as evidências do cristianismo.
Amigos próximos e membros de comunidades religiosas foram os mais influentes, com 43% dos jovens adultos afirmando que um amigo próximo desempenhou um papel fundamental em sua jornada de fé, a mesma proporção citando pessoas da igreja, enquanto quase um terço (30%) apontou para a influência discreta, mas significativa, de membros da família.
A leitura da Bíblia (49%) e a frequência presencial à igreja (49%) também surgiram como as práticas mais benéficas para os jovens adultos na exploração da fé.
Após decidirem seguir Jesus, muitos jovens adultos continuaram a enfrentar desafios significativos, com pouco mais da metade (51%) afirmando ter dificuldades para aprender a orar e compreender a Bíblia, enquanto quase metade (49%) ainda considerava alguns conceitos cristãos difíceis de assimilar e adaptar seu estilo de vida. Quase quatro em cada dez (38%) relataram decepção inicial com Deus, incluindo orações não respondidas ou expectativas não atendidas.
Nos estágios iniciais do discipulado, muitos jovens adultos recorreram a práticas espirituais pessoais para lidar com esses desafios, com 36% afirmando que ler a Bíblia individualmente foi o mais útil, e quase um terço (32%) identificando a oração individual e a participação em uma comunidade da igreja como cruciais para sustentar sua nova fé.
“É evidente que é importante que as igrejas não só criem espaço para discussão e comunhão de fé, mas também ajudem os novos discípulos a aprender como se relacionar diretamente com Deus”, afirma a pesquisa.
“Como o contato direto com Deus é tão significativo para eles, é preciso priorizar ajudá-los a iniciar essa jornada imediatamente.”
Em contrapartida, os adultos com mais de 65 anos tendiam a abordar a fé de forma mais lenta e reflexiva.
Mais de quatro em cada dez (42%) levaram três anos ou mais para decidir seguir Jesus, em comparação com menos de um quarto (23%) em todas as faixas etárias.
Em vez de crises, eles tenderam a citar “curiosidade intelectual” (25%), o desejo de ser uma pessoa melhor (25%) ou questões antigas sobre o sentido da vida (29%).
Paralelamente a essa busca reflexiva, a fé vivida também desempenhou um papel significativo: quase metade (46%) relatou que o testemunho de fé de um cristão despertou seu interesse, enquanto quase um terço (33%) apontou para a fé vivida pelos cristãos em relação a eles.
No entanto, tal como aconteceu com os adultos mais jovens, as Escrituras desempenharam um papel central.
Compreender a Bíblia foi o maior desafio para esse grupo, identificado por 54%, e também o fator mais significativo em sua conversão, com 67% relatando que a leitura da Bíblia foi extremamente benéfica durante sua jornada de fé e 46% afirmando que foi ela que os levou à fé — o que reforça a importância das Escrituras e da verdade observada entre os jovens de 18 a 24 anos.
A pesquisa também lança luz sobre aqueles que se convertem à fé sem nenhuma formação cristã — um grupo dominado por adultos mais jovens e quase totalmente ausente entre os maiores de 55 anos.
Quase três quartos (74%) decidiram seguir Jesus dentro de um ano após terem começado a explorar o cristianismo, sendo que um terço o fez em menos de seis meses.
Este grupo foi mais propenso do que outros a descrever sua jornada como “esperançosa” (51%), “reconfortante” (47%) e revigorante (47%), mas também esteve entre os mais propensos a enfrentar reações negativas após a conversão, com quase um terço (31%) relatando hostilidade ou resistência de amigos ou familiares não cristãos.
Os encontros diretos com Deus tiveram um papel de destaque, com quase metade (49%) afirmando que essas experiências foram decisivas em sua decisão de seguir Jesus, juntamente com a leitura da Bíblia (25%) e a participação em um curso (31%).
No entanto, o apoio era frequentemente limitado: um em cada cinco (19%) afirmou que ninguém os ajudou em sua jornada, e apenas 5% identificaram um membro da família como influente — o que destaca o papel vital da hospitalidade e do acolhimento da igreja para aqueles que têm o primeiro contato com o cristianismo.
A pesquisa complementar que explora as experiências de homens e mulheres destaca amplas semelhanças, bem como diferenças significativas.
Cerca de 44% das mulheres, em comparação com 28% dos homens, foram mais propensas a dizer que o sofrimento emocional ou a necessidade de ajuda motivaram sua busca pela fé, enquanto os homens citaram com mais frequência a curiosidade intelectual (24%).
Após a conversão, as mulheres foram mais afetadas por reações negativas de outras pessoas, com um terço (33%) identificando isso como um de seus maiores desafios, em comparação com um quinto (20%) dos homens.
Em contrapartida, os homens apresentaram maior probabilidade de ter dificuldades com mudanças nos hábitos e comportamentos diários, conforme relatado por um quarto (25%) dos entrevistados.
Apesar dessas diferenças, as práticas espirituais pessoais eram fundamentais para ambos os grupos, com a oração e a leitura da Bíblia consistentemente classificadas entre os fatores mais importantes para sustentar e fortalecer sua fé.
A Aliança Evangélica afirmou que a pesquisa oferece uma narrativa contrária à percepção do inevitável declínio da igreja, apontando, em vez disso, para uma crescente abertura entre as gerações — particularmente entre os jovens adultos em busca de significado e verdade.
Rachael Heffer, líder do projeto Finding Jesus , afirmou que as descobertas desafiam as suposições sobre quem está aberto ao cristianismo e por quê.
“Essas cinco pesquisas complementares são uma ótima ferramenta para líderes de igrejas e ministérios entenderem melhor aqueles que se convertem em suas igrejas e oferecem insights sobre como discipulá-los de forma mais eficaz”, disse ela.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Área inundada após fortes chuvas (Imagem ilustrativa: Pexels)
As chuvas torrenciais mataram mais de 200 pessoas e desalojaram centenas de milhares no sul da África desde o final de dezembro, enquanto igrejas em toda a região abrem suas portas como abrigos de emergência e centros de assistência em meio a inundações generalizadas e danos à infraestrutura.
Com estradas destruídas e comunidades inteiras isoladas, as congregações locais na África do Sul, Moçambique e Zimbábue tornaram-se tábuas de salvação para as famílias deslocadas, oferecendo abrigo, comida e assistência pastoral, mesmo enquanto as autoridades alertam que o número de mortos provavelmente aumentará à medida que as águas das enchentes recuarem e o acesso melhorar.
A África do Sul declarou estado de calamidade pública após inundações que mataram pelo menos 30 pessoas em Limpopo e Mpumalanga. As Forças de Defesa Nacionais da África do Sul enviaram helicópteros para a região, enquanto o Parque Nacional Kruger foi parcialmente fechado após a evacuação de funcionários e visitantes de acampamentos alagados.
Moçambique continua sendo o país mais afetado. O Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) confirmou mais de 100 mortes, principalmente nas províncias de Gaza e Sofala, embora relatos locais sugiram que o número final de vítimas possa ser muito maior. O presidente Daniel Chapo declarou que salvar vidas é a “prioridade absoluta”, enquanto o instituto emitiu um alerta vermelho. A governadora de Gaza, Margarida Chongo, estima que 40% da província esteja submersa, uma crise que, segundo o INGD, já deslocou mais de 300 mil pessoas.
No Zimbábue, país vizinho, a Unidade de Proteção Civil relatou quase 80 mortes e danos generalizados em Masvingo e Manicaland. A Unidade alertou que pontes e escolas destruídas deixaram dezenas de aldeias inacessíveis, impedindo a entrega de alimentos e medicamentos.
Igrejas locais abrem suas portas
Com as estradas intransitáveis, as igrejas locais tornaram-se abrigos temporários. Em Chokwe, Moçambique, a Igreja Cristã de Sião abriu as suas portas a mais de 200 famílias.
“Transferimos os hinários para o sótão para que as famílias possam dormir nos colchonetes”, disse o reverendo Alberto Bila. “A água está à nossa porta, mas a igreja é o único terreno elevado que restou.”
Em Limpopo, a Igreja Metodista da África Austral forneceu refeições quentes e roupas secas. Sva Waqu, diretor de missões da igreja, disse que as famílias estão sofrendo com a perda de entes queridos e que a igreja precisa oferecer o refúgio que elas não encontram em outros lugares.
Em entrevista ao Christian Daily International, o Rev. Moss Nthla, Secretário Geral da Aliança Evangélica da África do Sul (TEASA), observou que os efeitos das mudanças climáticas estão “começando a prejudicar a África do Sul, especialmente suas populações vulneráveis”.
Nthla afirmou que, embora as igrejas estejam formulando “intervenções pastorais”, elas também buscam uma nova “linguagem teológica” para descrever o desafio. Ele expressou a esperança de encontrar “uma linguagem que permita ao evangelicalismo falar sem hesitar sobre as mudanças climáticas e o que fazer a respeito”.
Preocupação com a propagação de doenças e aumento das chuvas
Agências da ONU alertaram para uma “combinação letal” de doenças transmitidas pela água e desnutrição, à medida que as enchentes interrompem o acesso a cuidados médicos. O UNFPA confirmou que um surto simultâneo de cólera está complicando os esforços de ajuda humanitária em Moçambique, onde o INGD relata que mais de 100 unidades de saúde estão danificadas ou em risco.
Na província de Gaza, as autoridades de Xai-Xai emitiram alertas urgentes para que os moradores evitassem as águas das enchentes, não apenas devido à contaminação, mas também porque crocodilos foram avistados entrando em áreas urbanas submersas.
O Serviço Meteorológico da África do Sul prevê chuva durante toda a semana, mantendo a região em alerta máximo para inundações repentinas.