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Prêmio Areté: veja os vencedores da maior premiação da literatura cristã

Prêmio Areté (Foto: Asec)
Prêmio Areté (Foto: Asec)

A entrega do prêmio Areté, o maior reconhecimento da literatura cristã na América Latina, aconteceu na noite dessa quarta-feira (06), no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo (SP).

O pastor Elton Melo, presidente da Associação dos Editores Cristãos (ASEC), destacou na cerimônia o papel relevante que as mais de 100 editoras cristãs existentes no país têm para a igreja brasileira e como atuam para melhorar o índice de leitura.

“Essa é a 30° edição do prêmio Areté. Neste ano, ele está bem encorpado, com premiação em todas as categorias. A ASEC continua sendo a maior associação de editores da América Latina”, destacou Elton Melo.

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) foi premiada nas categorias “Bíblia de Estudos Referência” (Bíblia de Estudo Almeida) e “Melhor Projeto Gráfico” (Bíblia da Mulher). De acordo com Erní Seibert, presidente da SBB, o prêmio Areté tem uma tradição e promove a excelência das publicações feitas no Brasil.

“A SBB tem um papel importante no país, com a tradução da Bíblia Almeida e outras. Editorialmente, produz textos bonitos e reconhecidos como de qualidade, e quem os lê aperfeiçoa o uso da língua portuguesa. Reconhecemos que esse é nosso papel”, destaca.

A editora Mundo Cristão foi premiada na categoria “Meditação, Oração e Comunhão” com a obra O que A Bíblia fala Sobre Oração, de Augustus Nicodemos.

Renato Fleischner, gerente editorial da Mundo Cristão, reitera que as obras indicadas ao prêmio são apenas as de autores brasileiros.

“O Prêmio Areté é mais um incentivo que recebemos. Reconhecemos a importância dele e ficamos felizes por termos o livro de Augustos Nicodemos como escolhido na categoria dele”, comentou.

Homenageados
A escritora Sherron Kay George foi eleita a personalidade literária de 2023. A doutora em teologia é autora de mais de uma dúzia de títulos em português, espanhol e inglês. Ela contribuiu com notas missiológicas e reflexões para a Bíblia Missionária de Estudo (SBB).

Outro homenageado da noite foi o pastor Abimael Cirene, diretor-geral da Editora Cristã Evangélica, sediada em São José dos Campos (SP). A editora tem contribuído nos últimos 20 anos para a melhoria dos processos editoriais.

Confira quem são os vencedores do Prêmio Areté!

Prêmio Areté de Literatura 2023
CategoriaPremiado
AconselhamentoAconselhamento Pastoral – Reflexões e Práticas sob a Ótica da Cruz – Editora Concórdia
Bíblia de Estudos e Bíblia de ReferênciaBíblia de Estudo Almeida NAA -SBB
Bíblia Infanto/JuvenilBíblia Infantil Me Ensina a Palavra – Geográfica
Comentário BíblicoNovo Comentário Bíblico Vida: Atos – Editora Vida
Crônicas, Contos, Poesia, Ficção e RomanceGuerra Santa – Pão Diário
DevocionalPromessas de Deus: banco da fé – Pão Diário
Educação Cristã InfantilMartin e BU no Mundo das Emoções – Concórdia
Educação Cristã Juvenil/JovensA biblioteca secreta: o enigma da salvação – Luz e Vida
Educação Cristã AdultaPanorama Ilustrado da Bíblia – Geográfico
Evangelização e MissãoAmplie – Como Comunicar a Palavra de Deus a Cristãos e Não Cristãos a partir da mesma mensagem – Moinho 7
Família, Casamento, Universo MasculinoCarinho – uma pequena palavra que muda tudo em seu casamento – Esperança
História da Igreja/ Apologética/ Jornais/ Biografia e AutobiografiaQuem são os Batistas Independentes – EBI
Liderança e MinistérioPlanejamento Estratégico para Igrejas – Envisionar
Meditação, Oração e ComunhãoO que a Bíblia fala sobre oração – Mundo Cristão
Universo FemininoMulher que Inspira – Editora Preparando
Teologia e DoutrinaConfessando o Evangelho. Uma abordagem luterana da Teologia Sistemática – Volume 1 e 2 – Concordia
Áudio LivroUma vida com Propósitos – Vida
Melhor Projeto GráficoA Bíblia da Mulher – Nova Edição
Melhor CapaPsicologia Bíblica
Best SellerCafé com Deus Pai
Melhor Livro do AnoPanorama Ilustrado da Bíblia

Fonte: Comunhão

Comissão aprova critérios para volume sonoro em igrejas e templos religiosos

Comissão do Meio Ambiente do Senado Federal (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Comissão do Meio Ambiente do Senado Federal (Foto: Pedro França/Agência Senado)

A Comissão do Meio Ambiente (CMA) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (6) projeto de lei que estabelece critérios para propagação sonora de igrejas e templos religiosos. O PL 5.100/2019, da Câmara dos Deputados, recebeu relatório favorável pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e segue para análise pelo Plenário do Senado.

Mecias considera necessário regrar em lei o assunto. Ele ressalta que o tratamento legal de emissões sonoras é dado por Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de março de 1990, e não há norma específica que discipline critérios ou padrões de ruídos para atividades religiosas. Essa resolução serve de parâmetro para a articulação das políticas públicas de controle e prevenção à poluição sonora, mas segundo ele é omissa ao disciplinar as atividades de natureza religiosa.

— A norma ABNT NBR 10.152 [que trata de níveis de ruído para conforto acústico e que serve de referência à Resolução do Conama] fixa os níveis de ruído compatíveis com o conforto acústico em ambientes diversos, inclusive no interior de igrejas e templos, mas apenas durante cultos meditativos, não contemplando as atividades desenvolvidas em comunidade. Dessa forma, os limites estabelecidos pela resolução são absolutamente incompatíveis com a atividade religiosa, principalmente as atividades comunitárias — disse Mecias.

Segundo o projeto, a propagação sonora que chega ao ambiente externo não poderá ultrapassar os limites de 85 decibéis (dB) na zona industrial, de 80 dB na zona comercial e de 75 dB na zona residencial durante o dia. À noite, entre 22 horas e 6 horas da manhã, serão 10 dB a menos em cada uma das respectivas áreas.

Em sua justificação, o autor da proposta, deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS) aponta para a falta de precisão das normas para o tratamento das emissões de ruídos dos templos religiosos, “o que estaria levando a arbitrariedades na aplicação de multas, ao fechamento de igrejas e ao cerceamento do exercício da liberdade religiosa de milhares de pessoas”.

Punição

O texto estabelece que as medições da propagação sonora serão feitas pelas autoridades ambientais acompanhadas por representantes indicados pela direção do templo. A punição para os templos que extrapolarem os limites previstos na lei não deve ser imediata, ainda segundo o projeto. Para constatar o excesso na emissão sonora, serão feitas três medições, com intervalo mínimo de 15 minutos entre elas, e a média aritmética será o número considerado para a conclusão da existência ou não do excesso, desconsiderando outras fontes de barulho próximas alheias à atividade religiosa. Se o barulho for excessivo, será dado prazo de até 180 dias (seis meses) para adoção das providências de adequação sonora, contado da data da autuação.

Se, mesmo assim, o problema não for resolvido, serão aplicadas as sanções previstas na lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981): multa de 10 a mil ORTNs (Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional que equivale atualmente a R$ 1,66); perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais concedidos pelo poder público; perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito; e até a suspensão da atividade.

Emenda

O relator apresentou emenda que retira artigo pelo qual estados e municípios, na esfera de suas competências e nas áreas de sua jurisdição, elaborarão normas supletivas e complementares relacionadas. Para Mecias, essa previsão extrapola a garantia do funcionamento dos templos religiosos e a regulação das suas emissões sonoras. 

“Tal medida poderia criar uma situação de afrouxamento regulatório pelos entes federativos e de enorme disparidade normativa entre estados e municípios em matéria ambiental, influenciando a distribuição de empreendimentos no país de acordo com o nível de restrições impostas pelo poder público em cada localidade”, argumenta.

A CMA é presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF). A reunião foi conduzida pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

Fonte: Agência Senado

STF suspende julgamento sobre descriminalização da maconha para consumo

Plenário do STF (Foto: STF)
Plenário do STF (Foto: STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que trata da descriminalização do porte de maconha para consumo próprio.

Em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2015, a pauta voltou à votação nesta quarta-feira (06), mas o julgamento foi paralisado após o pedido de vista – prazo maior para analisar o processo – feito pelo ministro Dias Toffoli.

O que o STF pretende definir é qual quantidade de maconha será considerada “consumo próprio”, que livraria o usuário de ser preso por tráfico de droga. Até então, a quantidade mais aceita entre os ministros é a proposta pelo ministro Alexandre de Moraes, que seria de 25g a 60g de maconha ou a posse de seis plantas fêmeas.

Antes do pedido de vista de Toffoli, o placar estava em 5 a 3 para declarar inconstitucional a classificação como crime o porte de maconha para uso pessoal. Votaram a favor disso os ministros Gilmar Mendes (relator), Edson Fachin, Luís Roberto Barroso (presidente), Alexandre de Moraes e Rosa Weber.

Os votos contrários foram dos ministros Cristiano Zanin, André Mendonça e Nunes Marques. Ainda faltam votar os ministros André Mendonça, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Dias Toffoli.

A justificativa dos favoráveis se baseou no argumento de que a forma como se encontra a questão atualmente, ou seja, sem definição de quantidade do que é ou não para consumo, favorece a discriminação, já que, na visão dos ministros que são a favor, apenas os pobres seriam presos, já que os de melhor poder aquisitivo podem arcar com os custos de um advogado.

“Esclareço que o que está sendo decidido aqui não é a liberação das drogas. Não é legalização. Droga é ruim e o tráfico de drogas deve ser combatido. Agora, a lei definiu que o usuário não vai para prisão. Por isso, é preciso que o Judiciário diga a quantidade de drogas compatível com o uso, para evitar a discriminação de pretos e pobres”, disse o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, durante a abertura dos trabalhos.

Já a justificativa dos que votaram contra a liberação do consumo da maconha está focada nas questões da saúde pública. “Está longe de ser tranquilo o argumento de o consumo de drogas não prejudica ninguém além do usuário. Familiares acabam sofrendo danos diretos”, justificou Nunes Marques. Agora, após o pedido de vista de Dias Toffoli, ele terá até 90 dias para fazer sua análise e devolver o processo ao presidente da Corte.

Fonte: Comunhão

Cristãos são absolvidos de acusações de blasfêmia que causaram ataques a casas e igrejas no Paquistão no ano passado

Advogado Tahir Bashir entre os irmãos Umair Saleem e Umar Saleem após libertação em 1º de março de 2024. (Foto: Christian Daily International -Morning Star News)
Advogado Tahir Bashir entre os irmãos Umair Saleem e Umar Saleem após libertação em 1º de março de 2024. (Foto: Christian Daily International -Morning Star News)

Um juiz no Paquistão absolveu na sexta-feira (1º de março) dois irmãos cristãos das falsas acusações de blasfêmia que levaram muçulmanos a atacar casas, igrejas e empresas cristãs em Jaranwala no ano passado, disseram fontes.

O juiz antiterrorismo de Faisalabad, Muhammad Hussain, ordenou a absolvição de Umar Saleem, também conhecido como Rocky, e Umair Saleem, também conhecido como Raja, depois que uma investigação policial mostrou que eles foram incriminados por três outros cristãos que nutriam inimizade pessoal contra eles, disse Tahir Bashir, advogado dos irmãos.

Os três cristãos que fizeram falsas acusações de profanar o Alcorão e escrever palavras blasfemas foram presos e acusados ​​de blasfêmia, disse ele.

“Os irmãos estão livres e com suas famílias agora”, disse Bashir. “No entanto, não é seguro para eles regressarem a Jaranwala devido a uma grave ameaça às suas vidas. Embora tenham sido absolvidos pelo tribunal, houve vários casos em que pessoas acusadas de blasfêmia foram mortas por vigilantes, apesar de terem sido consideradas inocentes pelos tribunais.”

A violência da multidão em agosto de 2023

Centenas de cristãos fugiram de Jaranwala quando manifestantes atacaram em 16 de agosto, incendiando igrejas e invadindo casas. Estima-se que a multidão chegasse a cerca de 5.000 pessoas em seu auge, estimulada pelos alto-falantes da mesquita anunciando que o Alcorão havia sido profanado e por palavras depreciativas escritas contra Maomé, o profeta do Islã.

Uma investigação policial exonerou ambos os cristãos, após o que o tribunal os libertou, disse Bashir.

“Apresentei um requerimento nos termos da Seção 265-K do Código de Processo Penal [CrPC], alegando que nenhum material incriminador estava disponível contra os dois irmãos e nada havia sido recuperado de sua posse, portanto, processar contra eles seria um exercício fútil”, Bashir disse.

A Seção 265-K autoriza os tribunais a absolver um suspeito a qualquer momento, mesmo antes da apresentação da acusação. Bashir disse que depois de ouvir os seus argumentos, o tribunal absolveu os dois irmãos e eles foram libertados seguindo a sua ordem.

Os irmãos foram acusados, de acordo com seções da notória lei de blasfêmia do Paquistão, de “atos deliberados e maliciosos destinados a ultrajar sentimentos religiosos” (Seções 295-A), profanando o Alcorão (295-B) e comentários depreciativos sobre Maomé (295-C), que acarreta pena de morte obrigatória. Foram também acusados ​​ao abrigo da Secção 9 da Lei Antiterrorismo, que se refere à “proibição de atos destinados ou susceptíveis de incitar o ódio sectário”.

Até o momento, nenhuma sentença de morte foi executada ao abrigo das leis sobre blasfêmia do Paquistão.

Dezenas de casas cristãs e cerca de 20 edifícios religiosos foram danificados e saqueados por multidões de muçulmanos em Jaranwala depois que as acusações surgiram. A polícia de Faisalabad deteve mais de 300 suspeitos.

Má aplicação da lei

Os juízes do Supremo Tribunal, que também apreciam um caso relacionado com os ataques de Jaranwala, afirmaram numa audiência recente que lamentavam que os funcionários do Estado tenham sido intimidados por desordeiros que incitam as pessoas a atacar propriedades de minorias religiosas.

O tribunal também rejeitou um relatório do governo do Punjab, com os juízes a observar que a forma como a polícia conduziu a investigação e a aparente hesitação na identificação dos culpados apenas traria descrédito à força.

As leis paquistanesas contra a blasfêmia, veementemente defendidas pelos partidos islâmicos, determinam a pena de morte para quem difama Maomé e tornam o insulto ao Alcorão ou ao Islã punível com prisão perpétua.

Alegações não comprovadas de ofensa ao Islã podem levar a assassinatos e linchamentos. Os cristãos, que representam menos de 2% da população do Paquistão, estão entre as classes sociais mais baixas e são frequentemente vítimas de alegações de blasfêmia infundadas. Outras minorias religiosas, bem como políticos, advogados e estudantes, foram mortos por acusações semelhantes ou por defenderem pessoas acusadas de blasfêmia.

O Paquistão ficou em sétimo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2024, que mostra os lugares mais difíceis para ser cristão.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Projeto de lei quer restringir atividades cristãs no Vietnã

Família cristã no Vietnã (Foto: Reprodução)
Família cristã no Vietnã (Foto: Reprodução)

O governo do Vietnã aumentou as restrições a cristãos e outros grupos religiosos por meio da definição e do detalhamento de ações que serão consideradas violações da nova Lei de Religião e Crenças, esboçada em 2022. A proposta prescreve que, assim que o texto for aprovado, os indivíduos ou organizações condenados por violar essa lei devem pagar multas ou passar por outros tipos de punição.

Veja a seguir algumas das definições de atividades ilegais descritas pela nova lei:

  • Convidar outros cristãos para orarem juntos sem a permissão das autoridades locais;
  • Reuniões de cristãos para cultos ou encontros de oração fora do templo de igrejas registradas sem a permissão das autoridades locais;
  • Encontros online de oração;
  • Qualquer atividade religiosa feita fora do templo da igreja;
  • Igrejas sem o registro das autoridades locais.

Devocional em família proibida

Isso significa que os seguidores de Jesus no Vietnã não poderão mais ter liberdade para visitarem e orarem juntos, ou fazerem cultos, treinamentos, discipulados nas casas, sem ser no templo, e, em casas de igrejas não registradas – cuja aprovação depende das autoridades locais –, eles não poderão se reunir de forma alguma. Até mesmo as devocionais em família são proibidas se não tiverem a autorização das autoridades locais, segundo a nova lei.

O desafio é agravado considerando que o processo de registro das igrejas não é fácil. As autoridades exigem um determinado número de membros e que a igreja tenha um terreno próprio, porém, todo terreno que a igreja compra, deve ser entregue ao governo e só depois o governo decide se devolverá o terreno para permitir as atividades religiosas.

Ahn (pseudônimo), uma parceira da Portas Abertas especialista em igrejas locais, disse que “em 31 outubro de 2023, governadores de várias províncias se reuniram para discutir a proposta [da nova Lei de Religião]. Depois disso, o ministro do Interior apresentou a proposta de aprovação do projeto de lei em uma espécie de ‘reunião com opositores’ para tentar chegar a um consenso. O projeto continua como proposto, mas já conseguiu 80% de aprovação. Na verdade, muitas autoridades já estão aplicando ou implementando a lei, e, uma vez aprovada, ela será imposta em todo o Vietnã”.

Ela acrescenta: “Um líder da Igreja Evangélica do Vietnã (ECVN, da sigla em inglês) na minha província, no Sul do Vietnã, alertou todos os pastores da região para que sejam mais cuidadosos no ministério porque o governo está enrijecendo o controle. Há duas semanas, um encontro com 30 cristãos recém-convertidos foi interrompido pelas autoridades locais. As Bíblias e hinários deles foram confiscados”.

“A nova Lei de Religião e Crenças no Vietnã já está nos restringindo. Se a proposta for aprovada, limitará ainda mais as atividades da igreja e a liberdade religiosa das pessoas. Os riscos para o nosso ministério também serão muitos. O governo pode autuar e multar qualquer cristão ou igreja que viole qualquer parte dessa legislação”, conclui a parceira.

Fonte: Portas Abertas

Livro alerta para uma visão mais responsável e madura sobre os evangélicos famosos

Livro: Fama, dinheiro e influência (Foto: reprodução)
Livro: Fama, dinheiro e influência (Foto: reprodução)

Em 1975, Bill Hybels fundou a Igreja Comunidade Willow Creek, no Estados Unidos. Usando técnicas de marketing para atrair pessoas em busca de uma vida espiritual, a congregação teve um crescimento estrondoso, alçando o seu líder religioso ao status de celebridade evangélica nacional. Até que, em 2018, um escândalo sexual levou Hybels a renunciar ao posto de pastor supremo da Willow Creek, consternando milhares de fiéis.

A jornalista e editora Katelyn Beaty reuniu essa e outras histórias de cristãos famosos sucumbindo às tentações da celebridade e riqueza no livro Fama, Dinheiro e Influência (Clique aqui para comprar), lançamento da Editora Mundo Cristão. Referência em tendências religiosas, a autora apresenta casos de assédio sexual e moral, ostentação financeira e condutas impróprias de líderes e personalidades evangélicas que caíram em descrédito. A partir destes exemplos, ela analisa o impacto dos escândalos na experiência religiosa individual dos fiéis e na credibilidade das igrejas, abalada pelo forte vínculo das congregações com estas personalidades.

O livro retoma as origens do culto à celebridade no âmbito religioso, desde as primeiras associações das igrejas com o rádio no começo do século XX até a popularização da evangelização através das redes sociais nos dias atuais. Com base nessa relação, diagnostica como a fama, o dinheiro e a influência ganharam a primazia sobre outros preceitos cristãos, como a humildade e a caridade.

Graças ao declínio da religião no Ocidente, as igrejas estão cada vez mais vazias. No entanto, o anseio por transcendência está mais forte do que nunca. Aquilo que os seres humanos do passado encontravam no culto tradicional, em organizações fraternas, na família e na comunidade local hoje procuramos, em parte, no consumo, das imagens de pessoas que não conhecemos e que jamais teremos como conhecer. (Fama, Dinheiro e Influência, p. 26)

A obra é um alerta sobre a necessidade de uma visão mais consciente e responsável sobre estes cristãos famosos, sejam eles líderes religiosos, atletas, músicos, atores ou até mesmo empresas. Denuncia também os riscos que a estreita relação entre igrejas e celebridades evangélicas oferece à reputação destas instituições e, por consequência, da sua mensagem cristã.

Para Beaty, a fama deve ser mantida em seu lugar, longe da experiência religiosa de milhões de pessoas. Ela propõe uma visão renovada da fidelidade não midiática, reforçando laços reais de comunidade, pertencimento e identidade, que permitam viver a fé cristã em sua plenitude e longe dos holofotes.

Ficha técnica: 
Título: Fama, Dinheiro e Influência: Como a Cultura de Celebridades Enfraquece a Igreja 
Autora: Katelyn Beaty 
Editora: Editora Mundo Cristão 
Páginas: 232 
Onde comprar: Amazon (Clique Aqui)

Sobre a autora: Katelyn Beaty é jornalista, editora e observadora das tendências da igreja contemporânea. Já escreveu artigos e foi comentarista de fé e cultura para grandes veículos da imprensa internacional. Atualmente, vive no Brooklyn, em Nova York.  

Sobre a editora: Fundada em 1965 na cidade de São Paulo pelo missionário americano Peter Cunliffe, a Editora Mundo Cristão publica Bíblias e livros de autores nacionais e estrangeiros e de diversos gêneros literários, sempre pautados pela postura teológica cristã, histórica e equilibrada.  

Rejeição dos evangélicos ao governo Lula chega a 62%, mostra pesquisa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O índice de rejeição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os evangélicos chegou a 62%, o maior índice desde que a Pesquisa Quaest começou a ser feita para a atual gestão, em 2023. Em dezembro do ano passado, esse percentual era de 56%. O número dos que aprovam também teve uma queda, passando de 41% para 35%, nesse mesmo período. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6).

A pesquisa da Quaest – realizada entre os das 25 e 27 de fevereiro e encomendada pela Genial Investimentos – revelou ainda que, para 47% dos evangélicos, o governo Lula está indo pior do que se esperava e, para 56% dos entrevistados, é uma gestão pior do que o de Jair Bolsonaro.

Os números vêm após um turbilhão de problemas enfrentados pelo governo Lula em relação aos evangélicos. Em janeiro deste ano, a Receita Federal suspendeu os benefícios tributários sobre os salários dos pastores, o que tem gerado vários debates até então. Já em fevereiro, durante uma comitiva na Etiópia, o presidente comparou a ação de Israel contra o Hamas ao Holocausto, o que gerou ainda mais insatisfação entre a liderança evangélica.

No dia seguinte a declaração, o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB) divulgou uma nota em que repudiava a fala de Lula e a classifica como “absurda”.

“Nunca na história das nações democráticas vimos um presidente ou primeiro-ministro declarar tal absurdo, ao comparar o massacre cruel de mais de 6 milhões de judeus inocentes com qualquer guerra no mundo”, dizia a nota do Conselho, que reúne mais de 10 mil pastores.

Cenário geral

No cenário geral – em que todos os entrevistados são levados em conta, independente de sua fé – a reprovação ao governo subiu de 43% para 46%, enquanto a aprovação sofreu uma queda de 54% para 51%. A percepção negativa do presidente aumentou em todas as regiões, exceto no Nordeste do país. O Sul é a região com maior rejeição, com índice de 57%, e 40% de aprovação.

Segundo o levantamento, a deterioração da percepção sobre a economia contribuiu para esse resultado. 38% dos entrevistados consideram que a economia piorou, e 73% deles enxergam alta no preço dos alimentos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 27 de fevereiro, e ouviu presencialmente 2.000 brasileiros de 16 anos ou mais em todos os estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Fonte: Comunhão e Pleno News

Bancada evangélica vai ao STF contra porte e posse de droga para consumo

Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF
Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

Desde o final de semana, parlamentares da bancada evangélica têm mobilizado, nas redes sociais, um “clamor” contra o julgamento sobre porte e posse de drogas no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite desta terça-feira (5/3), o presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), Eli Borges (PL-TO), se reuniu com Barroso durante um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tratar do assunto.

O encontro contou com a participação de outros parlamentares, como Zequinha Marinho (Podemos-PA), Silas Câmara (Republicanos-AM), Greyce Elias (Avante-MG) e Gilberto Nascimento (PSD-SP).

A Suprema Corte analisa, nesta quarta-feira (6/3), o estabelecimento de uma quantidade mínima de droga para diferenciar usuários e traficantes. O tema está em discussão no STF desde 2015.

Em 2023, a então presidente da Corte, Rosa Weber, pautou o assunto, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro André Mendonça. Ele fez a análise e devolveu a ação em dezembro. O atual presidente, Luís Roberto Barroso, pautou o julgamento para esta quarta-feira.

O objetivo da agenda da bancada evangélica com Barroso foi defender a proposta de emenda à Constituição (PEC) 45/23 que proíbe o porte e a posse de drogas em qualquer circunstância. O texto tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas tem perdido força nos últimos dias.

O enfraquecimento da PEC se intensificou após Barroso esclarecer, em entrevista, que o julgamento do STF não vai descriminalizar o uso de drogas, ao contrário do que parlamentares de alas mais ideológicas têm defendido.

O ministro pontuou que, atualmente, cabe às forças de segurança decidirem se a quantidade de droga encontrada com uma pessoa a tipifica como usuária ou traficante. Barroso destacou que o tribunal não decidirá sobre liberação das drogas. No julgamento previsto para esta quarta, o STF vai definir qual será a quantidade exata de droga para diferenciar o tráfico do uso pessoal.

Os parlamentares presentes pediram a Barroso a retirada de pauta do recurso. O ministro afirmou compreender a preocupação, mas disse que sempre que há um tema controvertido em julgamento são formulados pedidos de adiamento. Ele explicou que, naturalmente, não é possível atender pois a pauta ficaria esvaziada.

“Não vamos liberar a maconha. Eu sou contra as drogas e sei que é uma coisa ruim e é papel do Estado combater o uso de drogas ilegais e tratar o usuário”, disse o ministro.

Barroso ressaltou ainda que a lei em vigor não estabelece a prisão do usuário e que o grande problema é a falta de critérios objetivos para diferenciar o traficante do usuário. Segundo ele, quem define isso na prática é a polícia, reforçando estigmas e preconceitos.

“Se um garoto branco, rico e da Zona Sul do Rio é pego com 25g de maconha ele é classificado como usuário e é liberado. No entanto, se a mesma quantidade é encontrada com um garoto preto, pobre e da periferia ele é classificado como traficante e é preso. Isso que temos que combater”, exemplificou. “E é isso que será julgado no Supremo esta semana.”, completou Barroso aos parlamentares.

Barroso ainda se dispôs a discutir em conjunto com a bancada alternativas para lutar contra o tráfico por meio de políticas públicas. “O tráfico está dominando nosso país e temos que admitir que o que estamos fazendo agora não está dando certo. Precisamos mudar nossos planos. Vamos conversar em conjunto, sem ideologias”, acrescentou.

Avanço

Independentemente das explicações, entre os evangélicos, no entanto, o entendimento é de que a PEC deve avançar no Congresso. Desde domingo (2/3), a bancada tem mobilizado um “clamor nacional contra a descriminalização das drogas” nas redes sociais.

“A FPE, preocupada com o julgamento que ocorrerá no dia 6/3/24, pelo STF, visando a descriminalização da maconha, pleiteia ao nobre Pastor e ao rebanho que Deus lhe confiou, que neste domingo (3/3/24), torne isto conhecido e levantem um clamor, para Deus interferir e nos livrar deste mal”, divulgou o perfil da bancada em uma rede social no último domingo.

Protocolada em setembro de 2023, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/23, conhecida como PEC das Drogas, tem seu texto considerado como prioritário para Pacheco desde o ano passado, em meio aos avanços do julgamento do STF sobre o assunto.

O texto da PEC prevê que seja considerado crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de quaisquer entorpecentes ou drogas ilícitos.

Além disso, o texto prevê que seja observada uma distinção entre traficante e usuário de drogas. Ao usuário, a proposta aponta aplicação de penas alternativas à prisão e tratamento contra a dependência química.

Para que seja aprovado, o texto precisará passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Davi Alcolumbre (União-AP). No colegiado, o relator do texto é o senador Efraim Filho (União-PB), que divulgou, no fim de 2023, relatório favorável à proposta.

Ainda no fim do ano passado, houve um pedido coletivo de vista sobre a matéria no colegiado. Para que a CCJ retome a análise e a votação do tema, Davi Alcolumbre precisará marcar uma sessão.

Nessa terça (5/3), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que pode recuar da intenção de fazer a matéria andar caso o STF não trate da descriminalização das drogas.

Fonte: Metrópoles com informações do STF

Cristãos são presos após realizarem culto para crianças na China

Crianças chinesas com bíblias infantis (Imagem: American Bible Society)
Crianças chinesas com bíblias infantis (Imagem: American Bible Society)

Três cristãos foram presos após realizarem um culto infantil para crianças na China, em janeiro.

Segundo a China Aid, uma organização que apoia a Igreja Perseguida, em uma carta anônima, um cristão local relatou o caso e pediu oração pelas vítimas.

Na manhã do dia 18 de janeiro, Dai Chuanli, Wang Dandan e Ma Jiahui, membros da Igreja Reformada Fuyang Maizhong, ministravam às crianças da congregação, cantando hinos e orando, quando foram surpreendidos por policiais, em Fuyang, na província de Anhui.

Os oficiais da Polícia do Sub-departamento da Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Fuyang deteram os cristãos.

No dia seguinte, as casas dos três membros foram revistadas, e eles receberam uma detenção administrativa de 15 dias.

Os crentes da igreja doméstica têm enfrentado assédio por parte das autoridades locais. Por diversas vezes, o gabinete da gestão comunitária pressionou os proprietários dos locais que a igreja alugava para expulsá-los, os obrigando a mudarem seu local de culto.

Além disso, a polícia já prendeu e multou membros por se reunirem para cultuar e chegou a apreender materiais da igreja, incluindo livros e computadores.

A Igreja Reformada Fuyang Maizhong se tornou uma congregação doméstica após se recusar a aderir à Igreja das Três Autonomias e ser banida pelo governo comunista.

Ditadura chinesa contra a Igreja

A perseguição aos cristãos na China está crescendo em ritmo acelerado. O país lidera o ranking com o maior número de igrejas fechadas, conforme a Lista Mundial da Perseguição 2024, da Portas Abertas.

A Constituição chinesa funciona como uma “ditadura” que eles chamam de “democrática popular”, mas a democracia realmente não existe. A liderança chinesa é pautada pela paranoia ditatorial e pelos abusos a todos os tipos de liberdade.

Os regulamentos sobre religião são estritamente aplicados e limitam as igrejas no país, que são totalmente monitoradas pelo governo.

A maioria delas faz parte do Movimento Patriótico das Três Autonomias, as outras são consideradas ilegais.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Projeto de Lei altera dia de folga conforme religião do trabalhador

Senado Federal (foto: Reprodução)
Senado Federal (foto: Reprodução)

Quase nove em cada dez brasileiros dizem acreditar em Deus, segundo a pesquisa Global Religion 2023, produzida pelo instituto Ipsos. Nesse cenário em que o país se coloca no topo do ranking em relação a religiosidade e fé que debatedores defenderam, em audiência pública, mudança na legislação trabalhista para contemplar a liberdade de consciência, com a aprovação de projeto de lei que permite ao empregado alterar seu dia de descanso semanal por motivos religiosos.

O debate aconteceu na segunda-feira, 26 de fevereiro, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal. Pelo projeto de lei (PL) 3.346/2019, que tramita na comissão, será possível ao trabalhador escolher folgar no sábado, ao invés do domingo, por exemplo.

Na avaliação dos participantes, o Brasil precisa regulamentar em lei o que a Constituição já expressa nos incisos VI ao VIII do artigo 5º. O trecho trata do direito à liberdade de consciência “que protege a autonomia do cidadão na adesão de valores religiosos, espirituais, morais ou político-filosóficos”.

O presidente da CDH e autor do requerimento para a realização da audiência, senador Paulo Paim (PT-RS), manifestou apoio ao projeto. Para ele, a iniciativa resguarda o direito dos trabalhadores e dos servidores públicos religiosos ao descanso nos seus dias de guarda religiosa.

— A Constituição diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, garantida na forma da lei, a proteção aos locais do culto e as liturgias onde ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção religiosa ou política.

Sábados

O PL 3.346/2019, da Câmara dos Deputados e relatado pelo senador Magno Malta (PL-ES), tramita na CDH e trata dos direitos dos trabalhadores na iniciativa privada ou servidores públicos quanto ao direito de escolha e concretização prática da fé íntima. Para isso, entre outras garantias, o texto assegura, por exemplo, que em vez de folgar no domingo, o trabalhador poderá optar for descansar no sábado, desde que a mudança seja acordada com o empregador, sem perdas ou ônus para o empregado. Tal mudança favoreceria, por exemplo, os judeus que observam o descanso aos sábados, assim como os adventistas do sétimo dia.

Na avaliação do presidente da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji), Girrad Mahmoud Sammour, o projeto oferece avanços ao garantir segurança jurídica e garantir direitos de todos os trabalhadores, sem que isso gere qualquer prejuízo ao empregador. No islamismo, o dia de guarda religiosa é a sexta-feira.

— Quantas ações foram ajuizadas para que o empregado tivesse o seu dia de guarda respeitado? E foram acolhidas as ações. Porque só judicialmente para a empresa autorizar isso e não ser penalizada […]. Quantas pessoas são discriminadas na contratação por conta da vestimenta? E a vestimenta não causa impacto nenhum no ofício que é exercício — reforçou.

Além de permitir a escolha do dia de descanso, o projeto autoriza o empregado a compensar o período não trabalhado por meio de acréscimo de horas diárias ou de turnos. O texto garante ainda ao empregado o direito de utilizar, no local de trabalho, adereço associado ao seu credo, salvo se houver incompatibilidade ou impedimento legalmente justificável.

Liberdade de consciência

Para a Presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), Edna V. Zilli, a liberdade de consciência é vital para a autonomia, diversidade, para assegurar o respeito individual, a tolerância e a proteção contra o totalitarismo. Para Zilli, a escolha dos dias de folga do trabalhador também é uma questão que toca na liberdade de consciência.

— A relevância do projeto pode ser medida pela importância que o direito internacional dos direitos humanos confere à liberdade religiosa, que inclui não apenas o direito de crer, mas o direito de agir segundo as suas convicções religiosas — disse Zilli, que também expressou preocupação com a garantia do direito à “objeção de consciência” dos médicos e demais profissionais de saúde em relação aos casos de aborto permitidos em lei — Um profissional da medicina que […] crer que só quem pode dar e tomar a vida é Deus, como que ele vai proceder um aborto? Ser obrigado a isso violaria de uma forma brutal convicções que ele traz consigo.

O diretor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia para América do Sul, Luigi Braga, reforçou a defesa do projeto. Na opinião dele, o Legislativo tem a maturidade para avançar no tema.

— O direito que a Constituição assegura não é a minha percepção, mas a percepção e o direito do outro, independente da minha opinião sobre o que ele estava falando. Então a questão da liberdade religiosa ela talvez seja o direito mais profundo, porque quando a gente fala dos direitos do dia a dia, nós estamos falando de direitos relacionados a nossa vida, mas quando você fala de liberdade religiosa você está pensando no transcendental, você está pensando […] muito além do que a gente está vivendo aqui, do cargo que a gente ocupa, do dinheiro que a gente tem e do que a gente faz.

Qualidade de vida

O vice-presidente da União das Entidades Islâmicas (UNI), Sheikh Jihad Hammdah, observou que o projeto contempla o direito à dignidade humana.

— Isso não beneficia somente ao trabalhador, mas beneficia toda a sociedade e também beneficia a empresa na qual ele trabalha. Por quê? Porque se ele trabalhar tranquilamente, com dignidade e satisfeito isso vai ajudá-lo a ter uma qualidade de vida melhor e […] uma produtividade melhor, um relacionamento com seus colegas de trabalho melhor. A religião vem para beneficiar a pessoa e [com] esse direito garantido para ele, ele certamente trabalhará melhor sua ansiedade, seus problemas emocionais, vai ter estabilidade .E isso vai ajudar a ele, a sociedade e a empresa na qual ele trabalha, sendo ela estatal, sendo ela privada — disse Hammdah.

Opinião também compartilhada pelo vice-presidente da Associação Internacional de Liberdade Religiosa, Luís Mário de Souza Pinto. Ele destacou que o projeto vai auxiliar na preservação da diversidade cultural e na promoção da cidadania do empregado na empresa e a promoção da dignidade do trabalhador e do servidor público nos ambientes em que prestam serviço.

— Liberdade religiosa é mais do que um direito, é um princípio fundamental que exige o respeito pela diversidade de crenças e a proteção do direito de cada indivíduo de acordo com a sua consciência.

Pluralidade

Apesar de defenderem a liberdade da consciência e o respeito à livre manifestação, os participantes se colocaram contra o possível uso indevido desse dispositivo para a prática de ódio, preconceito ou qualquer crime relacionado ao desrespeito à dignidade humana.

— Liberdade de consciência é falar e defender o que pensa desde que você não agrida o outro, desde que você não utilize uma liberdade de expressão para uma liberdade de desinformação. Desde que você não utilize a liberdade de expressão para uma libertinagem, para propagar ódio, para atacar o outro, atacar o sagrado do outro. […] Num país plural, empregados das mais diferentes religiões que estão ali praticando o seu ofício e ninguém quer saber a religião do outro. Ele tem que fazer o papel dele naquilo em que foi contratado. Se ele prefere folgar na sexta, se ele prefere folgar no sábado ou no domingo faz parte da religiosidade dele, desde que seja de acordo com as possibilidades da empresa — concluiu Girrad Sammour.

De acordo com o Censo 2022, recentemente divulgado pelo IBGE, o Brasil tem 580 mil templos religiosos.

Fonte: Agência Senado

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