Início Site Página 292

Proposta de novo Código Eleitoral quer proibir campanha nas igrejas

Culto em um templo da Igreja Universal
Culto em um templo da Igreja Universal

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do novo Código Eleitoral no Senado, pretende fazer ao menos duas importantes mudanças em relação ao texto aprovado na Câmara dos Deputados. Ele pretende vetar campanhas eleitorais em templos religiosos.

Esse dispositivo está entre os mais polêmicos do Código Eleitoral aprovado na Câmara em 2021. Desde então, o texto vem sendo amadurecido no Senado e já teve três relatores nos últimos anos – Castro é o último deles.

O relator confirmou que vai derrubar a permissão para campanhas políticas em templos religiosos. Segundo ele, um templo religioso “é o lugar de se praticar religião, não é lugar de se praticar política”. “Esse é um tema mais do que polêmico. É um tema que traz sempre muita divergência, mas nós achamos que a igreja não é lugar de campanha eleitoral”, afirmou.

“Nós respeitamos todas as religiões, seja de que credo for, está na Constituição. Nós somos um Estado laico. Mas não é um ambiente próprio para se fazer campanha eleitoral.”

O texto aprovado na Câmara permite que seja realizada campanha política em templos religiosos e universidades. A inclusão desse dispositivo foi uma demanda da bancada evangélica da Casa.

A legislação eleitoral atual permite a campanha política em universidades. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2020, afastar qualquer punição nesse sentido. No caso dos cultos, porém, há um entendimento de que a campanha a favor de um candidato dentro de um templo pode configurar abuso de poder religioso.

Castro reforçou que vai manter em seu texto a permissão para as campanhas políticas nas universidades. Segundo ele, o ambiente universitário “é de uma multiplicidade de pensamentos e de ideias”.

“Universidade é aberta, as pessoas podem debater as suas ideias em qualquer ambiente, não há uma doutrinação, não há uma formação, não uma ideologia definida. A universidade comporta todo mundo, todas as crenças e todas as ideologias. Até quem não tem crença nenhuma e quem não tem ideologia participa da universidade também”, completou.

Fonte: O Sul

Igreja de Valdemiro Santiago é condenada a indenizar funcionária chamada de ‘endemoniada’

Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)
Valdemiro Santiago, líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. (Foto: Reprodução)

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), responsável pela jurisdição na Grande São Paulo e no litoral paulista, negou o recurso interposto pela Igreja Mundial do Poder de Deus, ratificando a decisão que a obrigou a pagar R$ 15 mil por danos morais a uma colaboradora.

A contenda teve origem em declarações insultuosas do líder religioso, o apóstolo Valdemiro Santiago, dirigidas aos funcionários em greve, os quais foram chamados de “endemoniados, incrédulos e avarentos” durante uma transmissão televisiva.

A queixa foi instaurada por uma funcionária que, além de reivindicar direitos trabalhistas, pleiteou compensação pelos insultos recebidos.

O desembargador Homero Batista Mateus da Silva, encarregado do processo, assinalou que as provas evidenciam de forma inequívoca os ultrajes proferidos pelo representante eclesiástico contra os grevistas, incluindo a demandante, justificando assim a condenação por dano moral.

A instituição religiosa também alegou a invalidade da sentença devido à suposta restrição ao direito de defesa, citando problemas técnicos durante a audiência virtual. Entretanto, o relator rejeitou tais argumentações, apontando a ausência de respaldo factual ou legal e a inadequação temporal da alegação, visto que a falha técnica não foi devidamente comprovada.

O acórdão ressaltou a importância de não se utilizar a crença religiosa como justificativa para ofensas, especialmente quando proferidas em público e com potencial de atingir um vasto público através de transmissões televisivas. A decisão enfatiza a necessidade de coibir abusos que possam incitar violência ou discriminação.

As desembargadoras Maria Cristina Christianini Trentini e Anneth Konesuke acompanharam o voto do relator, confirmando integralmente a decisão de primeira instância da juíza Fernanda Zanon Marchetti, da 3ª Vara do Trabalho de São Paulo. Este julgamento reitera a responsabilidade das instituições e de seus representantes em manter uma conduta respeitosa, mesmo em contextos de discordância como greves.

Fonte: Portal de Prefeitura com informações de Fuxico Gospel

Cristãs espancadas após serem flagradas orando em prisão na Nicarágua

Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)
Preso lendo a Bíblia na cadeia (Foto: canva)

Um grupo de mulheres cristãs foi espancado por orar em voz alta em suas celas na prisão, na Nicarágua.

Conforme um relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW), uma organização que apoia cristãos perseguidos, divulgado na quarta-feira (6), as prisioneiras foram flagradas rezando com rosários e foram punidas por exercerem sua fé católica.

Elas não tiveram tempo ao ar livre e foram agredidas durante interrogatórios na penitenciária.

As mulheres estão entre os cristãos detidos pelo governo ditatorial de Daniel Ortega, que tem perseguido fieis e reprimido o cristianismo no país latino.

“Para começar, muitas dessas mulheres não deveriam estar na prisão”, denunciou a chefe de defesa da CSW, Anna Lee Stangl.

“Que prisioneiros de qualquer espécie estejam sendo submetidos a tratamento desumano como punição pelo simples exercício de suas crenças religiosas é injusto”.

O relatório ainda revelou que os presos políticos não têm direito de possuir uma Bíblia na prisão, o que é considerado uma violação no tratamento dos prisioneiros, segundo a ONU.

No dia 29 de fevereiro, o Grupo de Peritos em Direitos Humanos das Nações Unidas na Nicarágua (GHREN) também divulgou um relatório, mostrando o aumento da perseguição contra cristãos no país.

As violações citadas foram: cárcere privado de pastores, padres e membros, confisco de igrejas e suas propriedades, cancelamento de organizações ligadas a igrejas, e discurso de ódio em canais do governo, incitando a violência contra os cristãos.

O documento ainda denunciou a prisão de 14 pastores – 11 deles nicaraguenses e três norte-americanos – acusados falsamente de lavagem de dinheiro, em dezembro de 2023.

A Comissão dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) também se juntou na defesa dos cristãos perseguidos que foram presos.

“Apelamos (ao Departamento de Estado dos EUA e ao Tesouro dos EUA) para que imponham sanções financeiras e de vistos aos funcionários do governo da Nicarágua identificados no relatório e que são responsáveis ​​pelas contínuas e flagrantes violações que ocorrem no país”, pediu o comissário da USCIRF, Frank Wolf.

De 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023, a Nicarágua registrou o fechamento, confisco ou destruição de 347 edifícios cristãos, classificando-se como o quarto país com maior incidência global nesse aspecto, ficando atrás apenas da China, Índia e Nigéria, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2024 da Portas Abertas, que avalia os países onde é mais difícil ser cristão.

Durante esse período, as autoridades nicaraguenses detiveram 38 cristãos, conforme relatado pela WWL.

A hostilidade manifesta do governo em relação aos cristãos durante o período resultou em um salto da Nicarágua da 50ª posição no ano anterior para o 30º lugar entre os 50 países onde a perseguição aos cristãos é mais intensa.

O relatório da Lista Mundial da Perseguição também destacou as restrições legislativas à liberdade religiosa na Nicarágua, bem como a prisão ou exílio de líderes religiosos.

Com informações de Guia-me e Baptist Press

Moeda rara com o nome do sacerdote Eleazar é encontrada em Israel

Moeda rara com inscrição 'Eleazar, o Sacerdote' encontrada no deserto da Judeia. (Foto: Emil Aladjem/Autoridade de Antiguidades de Israel)
Moeda rara com inscrição 'Eleazar, o Sacerdote' encontrada no deserto da Judeia. (Foto: Emil Aladjem/Autoridade de Antiguidades de Israel)

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) anunciou a descoberta de uma moeda rara com o nome “Eleazar, o Sacerdote” e a inscrição “Ano Um da Redenção de Israel”.

A descoberta ocorreu há cerca de duas semanas em uma caverna no deserto da Judeia, dentro da Reserva Natural Matzok Hahetekim.

A moeda, encontrada juntamente com outras três da mesma época com o nome “Shimon”, foi datada de 132 d.C., durante a revolta de Bar Kochba.

Esse período foi marcado pelos rebeldes judeus contra o domínio romano, que utilizaram as cavernas do deserto de difícil acesso como esconderijos.

Revolta de Bar Kochba

A AAI declarou em um comunicado de imprensa que a inscrição “Eleazar, o Sacerdote” poderia se referir ao Rabino Eleazar Hamoda’i, que foi aluno do Rabino Yohanan ben Zakkai na época do Rabino Akiva.

“Parece que o rabino Eleazar Hamoda’i desempenhou um papel religioso significativo na época da revolta de Bar Kochba e vivia na cidade de Beitar – local do quartel-general da revolta”.

“O Talmud relata que ele morreu em Beitar, provavelmente durante a revolta”, disse a AAI.

A moeda, que também apresenta gravuras de tamareiras e uvas, foi descoberta durante o projeto “Judean Desert Cave Survey”. Este projeto é um esforço conjunto da AAI e de vários órgãos governamentais, cujo objetivo é recuperar e documentar antiguidades das numerosas cavernas do deserto da Judeia antes que sejam levadas por saqueadores.

Escavações públicas

A AAI anunciou que a próxima temporada de escavações nas cavernas do deserto começaria na próxima semana e estaria aberta a voluntários dispostos a permanecer no deserto por mais de uma semana.

“Convidamos o público a juntar-se a nós na sétima temporada de escavações no deserto, para ajudar a salvar os achados arqueológicos do deserto da Judeia, ameaçados pelo roubo de antiguidades”, disse Eli Escusido, diretor do AAI.

“As escavações no deserto da Judeia não param de nos surpreender e esperamos que também nesta temporada possamos relatar descobertas importantes.”

A escavação está agendada para início na segunda-feira, 11 de março, e deve durar 10 dias.

Fonte: Guia-me com informações de Time of Israel

Projeto Marias: ícones do gospel cantam os desafios das mulheres na atualidade

Projeto Marias reúne cantoras gospel (Foto: Reprodução/YouTube)
Projeto Marias reúne cantoras gospel (Foto: Reprodução/YouTube)

Ana Paula Valadão e Nai Lopes lançam “Cabelo”, primeira música do “Marias“, projeto lançado nesta quinta-feira (07) que reúne onze estrelas do gospel: Ana Paula Valadão, Soraya Moraes, Fernanda Brum, Nic Medeiros, Bea Rodrigues, Bruna Karla, Daniela Araújo, Mariana Valadão, Damares, Juju Andrade e Nai Lopes,. As artistas cantam letras que abordam desafios vividos pelas mulheres na atualidade, como abuso, assédio e depressão.

Criado e dirigido por Alex Passos, “Marias” foi gravado em dezembro de 2023 em São Paulo e na Flórida (EUA). Ao todo, o projeto terá dez lançamentos, um a cada semana, programados especialmente para começarem na semana do “Dia da Mulher”, neste 08 de março, e terminarem na semana do “Dia das Mães”, que será celebrado em 12 de maio.

“‘Marias’ nasceu de uma direção clara de Deus para eu produzir um projeto para tratar as dores femininas e trazer conforto para mulheres que passaram e passam por várias situações constrangedoras e injustas no dia a dia. Maria é um abraço em todas as mulheres”, explica Alex.

Para desenvolver o projeto, Alex fez um estudo com uma psicóloga que trata de mulheres com vários tipos de sofrimento; a partir disso, contratou quatro compositoras, que escreveram sobre violência doméstica, assédio, relacionamento abusivo, abuso infantil, traição, autoestima e depressão.

Nai Lopes foi convidada para ser protagonista do projeto que reúne “forró, samba, pop; tem de tudo musicalmente falando”, segundo Alex. Raphael Dantop é responsável pela direção musical. O roteiro e a direção de vídeo também são assinados por Alex Passos, e a distribuição pela Todah Music, em todas as plataformas.   

Assista “Cabelo”

Fonte: Comunhão

Relator da ONU pede ao Irã que pare com a “perseguição sistemática aos cristãos”

Relator especial da ONU, Javaid Rehman (Captura de tela: YouTube/Justice for Victims of 1988 Massacre in Iran)
Relator especial da ONU, Javaid Rehman (Captura de tela: YouTube/Justice for Victims of 1988 Massacre in Iran)

O relator especial da ONU, Javaid Rehman, disse à República Islâmica do Irã que “acabem com a criminalização da expressão pacífica da fé” e “abstenham-se de perseguir reuniões religiosas pacíficas em casas privadas e outras instalações”.

“Em muitos casos, membros de minorias étnicas e religiosas foram arbitrariamente presos e detidos em conexão com uma série de atividades pacíficas, incluindo a simples participação em atividades religiosas ou culturais”, afirma Rehman em seu relatório final à ONU para os Direitos Humanos.

Conforme o Article 18 — organização com sede em Londres, que protege e promove a liberdade de religião no Irã — Rehman também pede o fim do monitoramento aos cristãos e o assédio às minorias religiosas, sendo elas reconhecidas ou não.

Perseguição sistemática aos cristãos

Os comentários do relator da ONU dão atenção aos maus-tratos dispensados ​​pelo Irã às minorias étnicas e religiosas. Rehman observa como os cristãos convertidos são “alvos de legislação discriminatória e de perseguição persistente”.

A falta de reconhecimento constitucional e legal no Irã em relação ao cristianismo nega aos seus seguidores “seus direitos humanos fundamentais e das minorias”.

“A perseguição sistemática aos cristãos inclui a negação forçada do seu direito à liberdade de religião ou crença e constitui violações substanciais dos seus direitos”, ele resumiu.

Apostasia, blasfêmia e pena de morte

“Os cristãos são presos e acusados ​​de propaganda contra o sistema, propagação do cristianismo evangélico sionista ou administração e gestão de igrejas domésticas”, revelou.

Como as conversões do Islã não são permitidas, os convertidos ao cristianismo enfrentam o risco de acusações de apostasia e blasfêmia, que acarretam em pena de morte.

“Todo iraniano deve ter garantido o direito à liberdade de religião ou crença, conforme previsto no artigo 18 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, e tratado igualmente perante a lei, sem distinção de qualquer tipo, como raça, sexo , idioma, religião, orientação sexual e opinião política ou outra”, concluiu.

Sobre o relatório

O relatório termina com uma lista de todas as recomendações que Rehman fez durante o seu mandato de seis anos como Relator Especial da ONU e o próprio relatório final inclui os temas principais:

  • Apelar à abolição da pena de morte, especialmente para aqueles cujo crime foi cometido quando eram menores de 18 anos;
  • Garantir que todos tenham direito a um julgamento justo e a um processo justo, abolindo os tribunais revolucionários, instituindo um poder judicial independente e permitindo aos arguidos o acesso a um advogado da sua escolha;
  • Acabar com a prisão arbitrária e a tortura física e psicológica, incluindo o confinamento solitário prolongado e as confissões forçadas;
  • Libertar as pessoas detidas apenas pelo exercício pacífico dos seus direitos à liberdade de opinião, expressão, reunião, associação ou liberdade de religião ou crença, e cessar o uso de força letal contra os manifestantes;
  • Cessar a prisão arbitrária de cidadãos estrangeiros e com dupla nacionalidade;
  • Acabar com a repressão e o ataque aos defensores dos direitos humanos;
  • Acabar com a discriminação e outras violações contra mulheres e adolescentes, incluindo casamentos infantis, crimes de honra e uso obrigatório do hijab;
  • Melhorar as condições prisionais, nomeadamente reduzindo a superlotação e garantindo que os detidos tenham acesso a cuidados médicos.

Fonte: Guia-me com informações de Artigo 18

O desafio de ser mulher cristã no Oriente Médio e Norte da África

Por serem mais vulneráveis perante a sociedade, as mulheres e meninas cristãs estão mais propícias à perseguição (Foto: Portas Abertas)
Por serem mais vulneráveis perante a sociedade, as mulheres e meninas cristãs estão mais propícias à perseguição (Foto: Portas Abertas)

Nem todas as mulheres no Oriente Médio e Norte da África têm a mesma história. Há muitos países, culturas e grupos religiosos diferentes com suas próprias regras. Essa é uma região vasta que abrange do Marrocos ao Irã, do Iêmen ao Iraque. São 15 países onde a Portas Abertas trabalha por meio de parceiros na região.

Recentemente, Eva* e Christina*, duas colaboradoras de campo da Portas Abertas que se especializaram no trabalho com mulheres no Oriente Médio e Norte da África, contaram sobre a vida cotidiana das mulheres nessa parte do mundo, a perseguição que enfrentam e sobre como a Portas Abertas apoia as mulheres.

No Oriente Médio e Norte da África, quando uma gravidez é anunciada, muitas vezes é recebida como uma bênção alegre. O desejo geralmente é: “Que Deus lhe conceda um menino!”. Felizmente, há famílias que recebem bem tanto meninas quanto meninos. Mulheres que cresceram em tais famílias e se convertem ao cristianismo testemunharão o papel que o pai desempenhou em sua vida desde a infância, o que é importante para o entendimento de seu valor em Cristo. Mas também há, principalmente em áreas mais pobres e de maioria muçulmana, filhas criadas “por alguém da família”. Outra regra é que as filhas se casem e passem a viver na casa da família do marido. Esse pensamento afeta a criação das meninas.

A vergonha de ser menina

Muitas vezes, meninas ouvem que é vergonhoso elas não serem meninos. Alguns pais sentem que as meninas não são dignas de seu investimento. Além disso, na região, uma menina só deixa a casa dos pais usando um vestido de noiva ou em um caixão.

Em algumas partes da região – principalmente áreas rurais mais conservadoras – as meninas podem não ter o mesmo acesso à educação que os meninos. Porém, em outras partes, muitas meninas são muito mais educadas do que meninos, especialmente em grandes cidades na Península Arábica. Apesar disso, ser mulher ou cristã é um motivo para que recebam notas mais baixas.

As mulheres que cresceram após a Primavera Árabe têm uma ideia de que oportunidades existem, que é possível mudar as coisas e há alternativas para o contexto atual. Mesmo que nada mude e as esperanças não se concretizem, há um entendimento radicalmente diferente das gerações anteriores. Isso resulta em uma ânsia por mais oportunidades iguais e um reconhecimento – que leva à frustração – de como homens e mulheres, meninos e meninas são tratados de maneira diferente na sociedade.

Donas de casa

Presume-se que a maioria das mulheres muçulmanas cuidará da casa e dos filhos ao se casar. Grande parte delas não têm emprego com salário e nem permissão para sair de casa sozinha, sem um homem para acompanhá-la. Muitas vezes, estão ocupadas mantendo a casa limpa, cozinhando refeições, cuidando dos filhos e os ajudando com a lição de casa.

Apesar de variar de um lugar para o outro, o casamento forçado é um método de perseguição às mulheres em partes da região, principalmente as que se tornaram cristãs a partir do contexto muçulmano. Uma maneira rápida de a família resolver essa questão é casar a mulher com um homem muçulmano da família ou comunidade. Entretanto, para muitas jovens na geração de hoje – principalmente de contexto cristão – há mais liberdade para escolher com quem se casarão.

Outra questão sobre o assunto é que muitos rapazes deixam a região por motivos econômicos, para evitar o alistamento militar e porque é mais aceitável que rapazes tenham um nível de independência maior do que as mulheres. Isso significa que há mais mulheres solteiras com perspectivas limitadas de casamento. A região é muito dividida entre etnias, denominações, religiões e tribos, e isso também causa grande agitação dentro da igreja, no caso de um rapaz ou moça querer se casar com alguém de fora de sua etnia, denominação, religião ou comunidade tribal.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Como é o Dia Internacional da Mulher na Ásia Central?

Mulheres e crianças são vítimas constantes de violência, agressão e discriminação ao redor do mundo (Foto: Portas Abertas)
Mulheres e crianças são vítimas constantes de violência, agressão e discriminação ao redor do mundo (Foto: Portas Abertas)

O Dia Internacional da Mulher é uma data importante nos países da Ásia Central. Desde o fim da década de 1920, o dia 8 de março foi escolhido para fazer comícios sobre a importância das mulheres e seus direitos na sociedade.

É um costume que as empresas, instituições e homens em geral presenteiem e parabenizem as mulheres pelo dia. Além disso, há famílias que preparam refeições especiais para celebrar a data, que confere a importância às mulheres muitas vezes discriminadas na sociedade de maioria islâmica.

Desafios da mulher cristã na Ásia Central

Amida (pseudônimo) é uma cristã de origem muçulmana que foi cercada pela dor. Seu irmão de 26 anos morreu dormindo misteriosamente e semanas depois o pai faleceu. Então, os vizinhos começaram a culpar a cristã por essas mortes dizendo: “Este é o castigo de Alá pela sua fé. Todos vocês deixaram a fé de nossos pais. Você deixou Alá – agora ele deixou você”.

O luto e os ataques que recebeu afetaram a saúde física e emocional de Amida. Mesmo fazendo tratamento médico, a depressão tirou as forças e a energia da cristã. “Um dia, eu estava orando a Deus para me curar, para me dar forças para viver, para enfrentar todas as dificuldades e para superar a dor. Tive que continuar meu ministério e cuidar de meu marido, filhos e mãe. Pedi a Jesus que tirasse meu sofrimento físico”, testemunha.

Duas horas depois, Amida recebeu uma ligação do pastor com o convite para participar aconselhamento pós-trauma para mulheres. A cristã achava que seria mais um curso para seu currículo de líder cristã, mas foi surpreendida por Deus.

“Aprendi sobre o luto e seus efeitos negativos e como posso enfrentar isso de ‘maneira saudável’ para evitar a destruição emocional. O conhecimento me ajudou a compreender meus próprios sentimentos e a condição do meu coração. Isso também foi útil para o meu ministério com outras mulheres. Agora posso ajudar outras pessoas!”, reconhece Amida.

A importância das mulheres cristãs na Ásia Central

Cuidar das mulheres cristãs é uma tarefa necessária na Ásia Central, pois elas são a maioria tanto nas igrejas oficiais quanto nas clandestinas. Como são tratadas com menos valor pela sociedade muçulmana, as mulheres ficam mais abertas para ouvir o evangelho e se encantam com o amor de Deus por elas. Outro fator é que os muitos homens na Ásia Central vão trabalhar em países vizinhos, e as mulheres ficam para cuidar de suas famílias e igrejas.

O treinamento para as mulheres cristãs na Ásia Central também inclui também momentos de lazer, descanso e cuidados pessoais para que as participantes se sintam renovadas diante dos desafios que enfrentam na vida diária.

Apoie mulheres cristãs

Assim como Amida, outras mulheres cristãs precisam de capacitação para cumprirem seu papel e liderarem igrejas domésticas. Doe e permita que mulheres cristãs recebam treinamento online no Oriente Médio.

Fonte: Portas Abertas

Ataques matam 170 pessoas em Burkina Faso

Deslocados em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)
Deslocados em Burkina Faso (Foto: Portas Abertas)

Em 25 de fevereiro, grupos extremistas atacaram as vilas de Komsilga, Nodin e Soroe e assassinaram 170 pessoas em Burkina Faso. É possível que haja cristãos entre as vítimas fatais, já que eles moram na região destruída. Nenhum grupo extremista islâmico se responsabilizou pelos ataques, mas é possível que estejam ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, pois esses grupos já espalham o terror pela região centro-norte de Burkina Faso há tempos.

O pastor Toyere Israël, de Ouahigouya, desabafa: “[O ataque] matou a esperança que havia renascido em nós. As pessoas começavam a voltar para suas casas, mas esses ataques paralisaram a esperança que estava em nossos corações”.

No mesmo dia, 14 homens e um menino foram assassinados durante um ataque a uma igreja em Essakane. Um parceiro local da Portas Abertas pediu o apoio da igreja global: “Por favor, ore pelos agressores, para que eles encontrem Jesus e se arrependam desses ataques perversos. Que esse incidente não seja em vão e oremos para que Deus o use para crescimento e fortalecimento da igreja no Norte de Burkina Faso”.

Violência crescente

A onda de violência causada pela ação de grupos extremistas em Burkina Faso também resultou no deslocamento de mais de dois milhões de pessoas. Isso quer dizer que um em cada dez cidadãos burquinabes precisou fugir de sua casa e comunidade para sobreviver aos ataques. Pelo menos 800 mil pessoas vivem em áreas cercadas por jihadistas.

Desde 2019, a Portas Abertas atua no fortalecimento dos cristãos perseguidos em Burkina Faso. O trabalho dos parceiros locais envolve treinamentos sobre como responder biblicamente à perseguição, socorro imediato e cuidados espirituais e pós-trauma.

Fonte: Portas Abertas

Irmã de Billy Graham morre aos 91 anos

Jean Graham Ford, Irmã de Billy Graham, morre aos 91 anos (Foto: BGEA)
Jean Graham Ford, Irmã de Billy Graham, morre aos 91 anos (Foto: BGEA)

Jean Graham Ford, a última dos irmãos do renomado evangelista Billy Graham, morreu na semana passada aos 91 anos, anunciou seu sobrinho, Franklin Graham, em uma postagem no Facebook refletindo sobre seu legado e amor pelo Senhor.

“Minha tia Jean amava o Senhor Jesus Cristo, sua família, sua igreja e o trabalho do povo de Deus ao redor do mundo. Ela, junto com seu marido, Dr. Leighton Ford, sempre foi um grande encorajador para meu pai durante todo o seu ministério. Ele procurou seu conselho sobre muitas questões durante sua vida”, escreveu Graham, que lidera a Samaritan’s Purse e a Associação Evangelística Billy Graham.

Graham revelou que seu pai e sua tia compartilhavam um vínculo estreito, formado nos primeiros anos na fazenda da família em Charlotte, Carolina do Norte, onde Jean era o caçula de quatro filhos de Frank e Morrow Graham. Ela era 14 anos mais nova que Billy Graham, a quem chamava de “Billy Frank”.

Apesar de ter enfrentado uma infância difícil, incluindo ter contraído poliomielite aos 11 anos, a fé de Jean permaneceu inabalável, disse ele. Graham contou que ela disse que a possibilidade de morte quando criança não a incomodava muito, pois ela sabia que estava indo para o céu.

“Ela traçou sua fé desde a infância, comentando que Jesus ‘fazia parte da nossa família’”, disse ele.

“Ela exemplificou isso quando o filho mais velho dela e de Leighton, Sandy, morreu de uma doença cardíaca rara aos 21 anos. O testemunho de Sandy para o Senhor vive até hoje, assim como o testemunho de Jean Graham Ford”, continuou Graham.

“Somos gratos por sua vida que impactou tantas pessoas quando ela compartilhou seu testemunho, dizendo: ‘Às vezes é tão difícil confiar nossas vidas ao Senhor Jesus Cristo, e ainda assim, para mim, não há opção. mim, minha confiança no que Ele promete; minha confiança em quem eu sei que Ele é.'”

Graham expressou suas orações e condolências a Leighton Ford, seu filho, Kevin, e sua filha, Debbie, reconhecendo a vida de Jean Graham Ford como “bem vivida”.

Billy Graham morreu aos 99 anos em 2018; Catherine Graham McElroy morreu em 2006 aos 86 anos, e Melvin Graham morreu em 2003 aos 78.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-