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Nicarágua e Cuba se destacam na perseguição aos cristãos

Bandeiras de Cuba e Nicarágua (Foto: Montagem/FolhaGospel)
Bandeiras de Cuba e Nicarágua (Foto: Montagem/FolhaGospel)

Para além das belezas do Mar do Caribe e da Amazônia Colombiana, nossos irmãos na fé latino-americanos encaram uma realidade muitas vezes ignorada pelos turistas: a perseguição religiosa. Na América Latina, Nicarágua e Cuba se destacam na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2024, o ranking com os países mais perigosos para os cristãos, como países onde a perseguição mais aumentou. Mas ao todo, em seis nações latino-americanas os seguidores de Jesus enfrentam ameaças, discriminação, prisões e privações por amarem a Cristo.

De acordo com a pesquisa da Portas Abertas para a Lista Mundial da Perseguição 2024, Nicarágua, Cuba, México e Colômbia são as quatro nações onde há maior hostilidade contra cristãos na América Latina. Nicarágua é o país que mais subiu na LMP 2024 e Cuba é a 4ª nação que mais ascendeu no ranking.

Além delas, Honduras e Venezuela fazem parte da Lista de Países em Observação, ou seja, países que não entraram na LMP 2024, mas apresentam perseguição a ponto de demandarem monitoramento mais atento da situação dos cristãos locais pela Portas Abertas.

Conheça a seguir um pouco dos quatro países da América Latina na Lista Mundial da Perseguição 2024.

Nicarágua (30°)

A situação dos cristãos na Nicarágua continua se deteriorando rapidamente. O presidente Ortega e sua esposa atacam com frequência as vozes dissidentes do regime, especialmente quando se trata dos líderes de igrejas. Eles direcionam grande hostilidade aos líderes cristãos por meio de prisões arbitrárias, exílio forçado e confisco de propriedades das igrejas.

A situação se tornou tão grave que chamou a atenção da Comunidade Internacional, que rejeita as violações de direitos humanos. A intensificação exacerbada da perseguição religiosa fez com que a Nicarágua fosse da última posição (50ª) na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2023 para 30ª na LMP 2024. A Portas Abertas ajuda os cristãos locais com capacitação de líderes, treinamentos para enfrentar biblicamente a perseguição e distribuição de Bíblias.

Cuba (22°)

O regime cubano manteve a política de pressão aos seguidores de Jesus no último ano, especialmente sobre os que participaram dos protestos em 2021 e os que publicamente se opõem ao novo Código da Família, aprovado em setembro de 2022.

As eleições parlamentares, que aconteceram em março de 2023, não foram livres ou imparciais. Elas foram usadas para promover o governo comunista. Muitos cristãos cubanos têm medo de denunciar qualquer caso de perseguição ou acreditam que já não podem fazer diferença alguma. Há 65 anos Cuba é regida pelo comunismo e, desde então, os cristãos enfrentam grande pressão com enorme fé e coragem. Por isso, parceiros locais da Portas Abertas organizam treinamentos bíblicos e encorajam com frequência os líderes cristãos.

Colômbia (34°)

A situação para os cristãos na Colômbia não mudou muito no último ano. Alguns curtos e instáveis períodos de trégua e acordos de paz geraram uma ligeira queda da violência, e consequentemente, de posições do país, de 22° na LMP 2023 para 34° na LMP 2024. Apesar disso, a disputa sangrenta de grupos guerrilheiros na região não cessou. Nos locais controlados pelos grupos armados, os cristãos são alvos de violações dos direitos humanos, ataques e podem ser assassinados por defenderem uma vida longe do crime e da violência.

Dessa forma, é nas áreas mais remotas do país que os seguidores de Jesus enfrentam maior pressão. Em algumas comunidades indígenas, também nas áreas rurais, a oposição aos que se convertem ao cristianismo também resulta em punições severas. Por isso, a Portas Abertas atua acolhendo crianças cristãs vítimas de violência no Abrigo Lar Cristão, além de oferecer treinamentos bíblicos e projetos de geração de renda na Colômbia.

México (37°)

A perseguição aumentou no último ano no México. Os cristãos estão enfrentando pressão crescente na vida privada e nas expressões individuais de fé, como compartilhar o evangelho na internet ou possuir uma Bíblia em comunidades indígenas. Mesmo os pequenos gestos que identificam cristãos nas áreas mais remotas do país podem causar grandes riscos.

Ataques às igrejas ou propriedades particulares de cristãos também são formas de repressão que as comunidades têm enfrentado. O medo de retaliações silencia muitos cristãos locais. As gangues criminosas, cartéis de drogas e grupos indígenas continuam sendo os principais agentes de perseguição a cristãos no México. A Portas Aberta atua na região com treinamentos para enfrentar biblicamente a perseguição e capacitação de líderes cristãos.

Veja quais são os países mais perigosos para os cristãos  

Baixe o e-book e o mapa da Lista Mundial da Perseguição 2024 para obter mais informações sobre os cristãos perseguidos na América Latina e em outras partes do mundo.  

Fonte: Portas Abertas

Morre Hialmar D’Haese, co-criador de Smilinguido

Morre Hialmar D’Haese, co-criador de Smilinguido (Foto: Reprodução/Captura de tela Youtube)
Morre Hialmar D’Haese, co-criador de Smilinguido (Foto: Reprodução/Captura de tela Youtube)

Hialmar D’Haese, um dos responsáveis pela criação do famoso personagem infantil Smilinguido, morreu na última terça-feira (23). Deixando um legado e uma história de serviço para o reino de Deus juntamente com sua esposa, Márcia Marcedo D’Haese – e que vem marcando a infância de muitos cristãos por meio da arte desde 1980 –, ele faleceu em Toledo, Paraná.

O sepultamento aconteceu na manhã desta quarta-feira, na mesma cidade, na presença de amigos e familiares. A família não divulgou a causa da morte, mas, de acordo com amigos do casal, Hialmar enfrentava complicações de saúde nos últimos anos.

D’Haese ficou conhecido pela sua contribuição na criação de Smilinguido, a pequena formiga que rapidamente se transformou em um fenômeno. O processo criativo é de autoria de sua esposa, artista plástica, Márcia D’Haese. Juntos, eles trabalharam também, posteriormente, no desenvolvimento dos personagens Mig e Meg, para o público pré-adolescente, além de outras criações.

“Uma coisa que eu acho bonita no Hialmar é que ele promove o dom das pessoas. Ele promoveu o meu dom”, contou a artista Márica D’Haese a respeito da influência do marido no desenvolvimento do Smilinguido, em vídeo divulgado pela Editora Ultimato no Youtube em 2022.

“Eu sabia desenhar umas caretinhas nas nossas cartas que compartilhávamos quando eu morava em São Paulo e ele em Curitiba. Eu fazia muitos desenhos nessas cartinhas e ele se inspirava e dizia: ‘isso aqui a gente tem que usar para o reino de Deus’”, ela detalhou.

Outras contribuições para o segmento cristão
Outra contribuição importante de Hialmar para o segmento cristão foi a sua participação na diretoria da Associação de Editores Cristãos (ASEC), de 1996 a 2010, no processo editorial no Brasil. O atual presidente da instituição, Pr. Elton Melo, expressou em nome dos colaboradores uma nota de pesar enviada à família, por ocasião do culto fúnebre.

“Foi com imenso pesar que recebemos a notícia do falecimento do irmão Hialmar D´Haese. Temos a certeza de que a trajetória, memória e todo o legado artístico, intelectual e teológico será resguardado e eternizado com amor por você e sua família. Em nome de todas as editoras associadas à ASEC- Associação de Editores Cristãos, lamentamos sua perda e expressamos nossa solidariedade e condolências a irmã Márcia D’Haese (esposa), e filhas, seus familiares e amigos neste momento de dor”, escreveu o pastor.

Nessa trajetória, o integrante da diretoria da ASEC Emílio Fernandes Junior também teve a oportunidade de compartilhar alguns anos de trabalho com Hialmar. Em entrevista à Comunhão, ele destacou marcos de seu envolvimento na Associação:

“Os desafios eram imensos em servir o mercado editorial e o Hialmar sempre demonstrava o seu empenho e interesse. Lembro-me que por alguns anos, no início da década, tivemos o desafio como entidade de enviar publicações para o continente africano e o Hialmar ficou à frente. Ele conseguiu realizar todo o processo e muitos livros chegaram lá pela sua convicção e persistência”, relembra saudosamente Emílio Fernandes.

Mais informações sobre Hialmar D’Haese
Hialmar D’Haese nasceu na República Democrática do Congo (antigo Zaire). Foi membro da Igreja de Cristianismo Decidido em Curitiba. Casou-se com Márcia Macedo D’haese em 1979, com quem teve três filhas: Talita, Mabel e Damares. Hialmar e Márcia são frutos do trabalho missionário da Aliança Bíblica Univeristária. Eles se conheceram em Curitiba, PR, no Congresso Nacional. Moraram na capital ao longo de muitos anos, onde tocaram os projetos artísticos, até que se mudaram para Toledo, onde Hialmar faleceu.

Fonte: Comunhão

Desenho da Amazon Prime apresenta Lúcifer como herói e anjos como vilões

Hazbin Hotel. (Foto: Reprodução/Prime Vídeo)
Hazbin Hotel. (Foto: Reprodução/Prime Vídeo)

No dia 16 de janeiro deste ano, a Amazon Prime compartilhou o trailer de uma nova série em formato de desenho animado onde retrata anjos como vilões, demônios como seres “bons” e narram a história romântica de Lúcifer com uma personagem chamada Lilith.

O trailer de “Hazbin Hotel”, descreve Lúcifer como “um sonhador com ideias fantásticas para toda a criação”.

“Mas ele foi visto como um encrenqueiro pelos anciãos do Céu, pois eles sentiram que sua maneira de pensar era perigosa para a ordem do mundo deles”, narrou a cena de abertura, que também faz referência a Lilith.

De acordo com a Enciclopédia Britannica, Lilith é uma figura demoníaca feminina que aparece na mitologia judaica. Acredita-se que seu nome e personalidade tenham surgido das tradições sobre os demônios da Mesopotâmia. Ela também é retratada como sendo a primeira esposa de Adão, criada ao mesmo tempo e da mesma forma que ele.

O trailer encerra com a ideia de que o Céu estava “ameaçado” pelo poder do inferno. Segundo o New York Times, a protagonista do desenho, Charlie Morningstar é a “princesa do inferno”, um reino que seus pais Lúcifer e Lilith desencadearam quando introduziram o livre arbítrio à humanidade através da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Críticas

A publicação gerou críticas na plataforma X e internautas pediram o cancelamento da produção.

“Céu e inferno como você nunca os viu antes”, compartilhou a Amazon Prime.

“Veja um novo desenho do Amazon Prime em que Lúcifer e os demônios são os heróis corajosos, o ‘pecado’ original de Adão é o patriarcado, Deus e seus anjos são os vilões cruéis e o livre arbítrio da humanidade é retratado como o maior bem”, escreveu o editor sênior do portal The Federalist John Daniel Davidson.

E continuou: “Isso não é apenas lixo idiota, é coisa maligna”.

O editor associado do portal “HotAir”, David Strom, escreveu um editorial na última semana sobre o desenho animado. Ele observou que o trailer torna “difícil sair com qualquer coisa, menos a impressão de que Deus é um opressor e Satanás, o libertador”.

“Os criadores do ‘Hazbin Hotel’ estão procurando atenção. Sei que a civilização não vai cair com base em uma estúpida série animada sobre o inferno. Mas, o que isso diz sobre nossa sociedade onde uma das maiores corporações do mundo com milhões de assinantes está promovendo uma série em que anjos são os bandidos e Satanás é o mocinho?”, escreveu ele.

Criação da série

A série foi criada pela animadora Vivienne Medrano e é baseada em um piloto que se tornou sucesso depois que estreou no YouTube em 2019.

O piloto original, feito com a ajuda de animadores freelancers e assinantes da plataforma “Patreon”, viralizou e desde então ganhou cerca de 95 milhões de visualizações.

Segundo o The Christian Post, a empresa de entretenimento “A24” ajudou Vivienne a financiar e desenvolver o piloto em uma série, que a Amazon posteriormente comprou.

Em uma entrevista recente, Vivienne, que se identifica como bissexual, afirmou: “Nossa sociedade e nossa cultura mudaram, e muito mais histórias diversas estão começando a ser contadas, muito mais histórias LGBT e coisas assim”.

“À medida que essas coisas simplesmente entram na mistura, naturalmente, as histórias começam a evoluir e mudar. Diferentes perspectivas se abrem automaticamente para diferentes vozes”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Igreja é condenada por expor adultério de fiel durante culto on-line

Martelo e balança, símbolos da justiça
Martelo e balança, símbolos da justiça

O juiz Álvaro Amorim Dourado Lavinky, da 3ª Vara do fórum de Salto, condenou uma igreja do interior de São Paulo a indenizar homem que teve suposto adultério exposto durante culto divulgado em plataforma de compartilhamento de vídeos. A reparação por danos morais foi fixada em R$ 10 mil. A sentença também determinou a exclusão do vídeo da página.

A filmagem alcançou mais de 311 mil visualizações, chegou a ser retirada do ar após uma notificação extrajudicial, mas foi republicada pela igreja.

Salto é um município com aproximadamente 145 mil habitantes situada na região de Sorocaba.

A avaliação do magistrado é a de que a igreja ‘agiu ilicitamente, com abuso de direito, ao expor, fora do ambiente de culto, no Youtube, sem prévia autorização expressa, a imagem e fato íntimo e vexatório relativos ao homem’ – no caso, o adultério.

Ao buscar a indenização na Justiça, o autor do processo destacou que o vídeo produzido pela igreja focalizou seu rosto, o rosto de sua ex e de sua mãe enquanto divulgava o caso de adultério. O episódio ocorreu em outubro de 2020.

O homem ressaltou o ‘sofrimento’ que enfrentou após a divulgação das imagens. Ele afirmou que, ao sair de casa, encontrava pessoas que o questionavam sobre o vídeo. Narrou que até seu chefe no serviço o chamou para uma reunião sobre a gravação.

“Não pode ela (a igreja) filmar os cultos, revelar assuntos íntimos de seus fiéis e divulgar nas redes sociais sem autorização dos envolvidos”, argumentou.

Em contestação, a igreja sustentou que o homem tinha conhecimento de que o culto era gravado, vez que ‘existem vários avisos no local’. A instituição também alegou que retirou o vídeo do ar antes mesmo de ser citada no processo.

O juiz, no entanto, rechaçou as alegações da igreja, ponderando que não houve ‘prévio consentimento’ do homem, por escrito, para que sua imagem fosse divulgada na internet, ‘muito menos a ocorrência de seu adultério’.

“No Estado laico, o direito à liberdade de culto e expressão religiosa não é absoluto, fazendo-se necessário compatibilizar o proselitismo religioso com os demais direitos e garantias fundamentais”, sentenciou Álvaro Amorim Dourado Lavinky, da 3.ª Vara de Salto.

Fonte: Amazonia Press

Crise causa toque de recolher no estado de Plateau, na Nigéria

Comunidades cristãos são atacadas mortalmente na Nigéria. (Foto representativa: Portas Abertas)
Comunidades cristãos são atacadas mortalmente na Nigéria. (Foto representativa: Portas Abertas)

Depois de novos ataques a uma comunidade cristã rural e aumento da agitação no estado de Plateau, Nigéria, o governador Caleb Mutfwag declarou um toque de recolher de 24 horas na área de governo local (LGA, da sigla em inglês) de Mangu. A ação foi uma medida imediata para tentar conter a agitação que tomou conta da região.

No dia 22, um homem cristão foi morto na comunidade de Gangaran Kwata, em Mangu. Suspeita-se que os responsáveis pelo ataque sejam extremistas fulani. Muitos jovens cristãos que vivem em Mangu, frustrados com a insegurança que estão enfrentando no dia a dia e movidos pela ira, incendiaram a casa de famílias muçulmanas fulani.

Radicais fulani, então, incendiaram casas de cristãos em Gangaran Kwata para revidar a vingança. A igreja de Cristo nas Nações (COCIN, da sigla em inglês) também foi incendiada em Sabon Kasuwa, perto da região de Mangu. Diante dos novos ataques, jovens cristãos se agitaram na cidade de Mangu.

Pedido de oração urgente

A situação ainda é instável e não sabemos todos os fatos. A crise religiosa entre cristãos e muçulmanos locais envolve violência dos dois lados. Militares estão agora em Mangu para garantir o cumprimento do toque de recolher de 24 horas. Canais de notícias e vídeos mostram as autoridades dispersando os grupos que permanecem nas ruas de Mangu. Um contato local que vive em Mangu pediu que oremos com urgência pela situação.

Há uma semana outros ataques foram registrados no distrito de Bokkos, também no estado de Plateau. Na região, que fica no centro da Nigéria, nove cristãos foram mortos. Os responsáveis pelos assassinatos ainda não foram identificados. Mas a população local afirma que também foi um ataque de extremistas fulani em vilarejos de maioria cristã. As autoridades disseram que as vítimas morreram em três ataques diferentes, entre 16 e 17 de janeiro.

Clamor por paz

Há menos de um mês, uma série de ataques durante o Natal matou cerca de 160 pessoas e fez quase15 mil deslocados internos. No dia 8 de janeiro, líderes cristãos proeminentes se uniram em uma marcha pacífica pela paz também por causa dos ataques a comunidades cristãs no estado de Plateau.

“A decisão do governador Mutfwang [do toque de recolher] foi tomada depois de consultar agências de segurança relevantes”, disse o diretor de Imprensa e Relações Públicas do estado. Apenas agentes de serviços essenciais têm autorização para circular na região até o fim da medida. Todos os cidadãos de Mangu foram impelidos a obedecer às restrições e cooperar com informações confiáveis aos agentes de segurança para que a paz e a ordem sejam restauradas na área.

O governador lamenta que “algumas pessoas continuem determinadas a criar uma atmosfera de insegurança no estado, apesar dos esforços do governo para acabar com o terrorismo”. Ele também expressou sua solidariedade pelas famílias das vítimas fatais e dos feridos e assegurou que o governo não irá descansar até garantir o reestabelecimento da paz no estado. O governador prometeu também que o toque de recolher será revisado em breve, caso a situação da segurança melhore.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos são descobertos por autoridades e recebem ameaças, em Omã

Bandeira de Omã (Foto: canva)
Bandeira de Omã (Foto: canva)

Em 2023, cristãos locais venceram o medo e começaram a se encontrar em Omã. Grande parte eram estrangeiros que estavam a trabalho no país e, reunidos, se encorajavam em Cristo. Com o passar dos meses, uma verdadeira comunidade cristã se formou. Uma igreja onde os irmãos e irmãs aprendiam juntos e se apoiavam em oração e nas necessidades uns dos outros.

Mas, nos últimos meses do ano passado, os cristãos experimentaram o que parceiros locais da Portas Abertas descrevem como “um grande golpe”. O líder cristão principal foi descoberto pelas autoridades e foi obrigado a sair do país. Depois desse incidente, muitos casais e indivíduos que viviam na região há alguns anos também foram obrigados a deixar Omã.

Consequentemente, os cristãos locais receberam diferentes tipos de ameaças, algumas sutis, mas outras mais diretas, de líderes omanis influentes. Os líderes cristãos expatriados têm servido e ajudado a igreja em Omã a crescer de diversas formas: organizando estudos Bíblicos, discipulando cristãos recém-convertidos e ensinando a importância da comunhão, com relacionamentos de confiança.

Um choque como o que os cristãos locais enfrentaram pode facilmente abalar uma igreja nova e pequena como essa. A comunhão e o discipulado foram ambos afetados negativamente, sobretudo pela ausência dos líderes cristãos que foram deportados de Omã. Alguns membros querem continuar a igreja, mas outros querem dar uma pausa e se esconder por algum tempo. Já outros estão evitando qualquer contato com os cristãos.

Essa não é a primeira vez que isso acontece. Incidentes parecidos aconteceram anteriormente, quando outros líderes cristãos importantes foram deportados de Omã por causa da influência cristã que exerciam. Por isso, a Igreja Perseguida no 31° país da Lista Mundial da Perseguição 2024 precisa de nossas orações. Veja os pedidos a seguir.

Fonte: Portas Abertas

Filha do pastor TB Joshua revela que sofreu abusos do líder religioso

Falecido pastor TB Joshua e sua filha Ajoke (Foto: montagem/reprodução)
Falecido pastor TB Joshua e sua filha Ajoke (Foto: montagem/reprodução)

A BBC divulgou detalhes sobre como o pastor Temitope Balogun Joshua, mais conhecido como T. B. Joshua, submeteu sua própria filha a confinamento em um quarto e a torturou por vários anos até abandoná-la nas ruas de Lagos, na Nigéria.

Uma investigação de dois anos conduzida pela BBC, revelou evidências de abusos e torturas generalizadas perpetradas pelo fundador da Igreja Sinagoga de Todas as Nações (Scoan, sigla em inglês), que faleceu aos 57 anos em 2021.

Uma das filhas do pastor, Ajoke, foi uma das primeiras pessoas a denunciar à BBC os abusos que ela presenciou na igreja do seu pai.

Atualmente com 27 anos, ela vive de forma discreta, optando por eliminar o sobrenome “Joshua”. Há poucas informações disponíveis sobre a mãe biológica de Ajoke, mas acredita-se que ela faça parte da congregação de T.B. Joshua.

A memória de Ajoke remonta à sua infância, sendo criada pela viúva de Joshua. Ela relata que vivia como uma criança feliz até os sete anos, fazendo viagens de férias com a família Joshua.

Certo dia, Ajoke recebeu uma suspensão escolar devido a comportamento inadequado e um jornalista local a mencionou como filha ilegítima de T.B. Joshua. Como resultado, ela foi retirada da escola e transferida para o complexo da Scoan, em Lagos.

“Fui forçada a me mudar para o quarto dos discípulos”, ela conta. Os discípulos constituíam um seleto grupo de seguidores que prestavam serviço a T.B. Joshua, residindo dentro do complexo da igreja.

Originários de diversas partes do mundo, muitos deles habitavam o complexo por várias décadas. Esses discípulos aderiam a um conjunto rigoroso de normas, incluindo a restrição de horas de sono e a proibição do uso de telefones pessoais.

Não muito tempo depois de chegar, com sete anos de idade, Ajoke se lembra de ter apanhado por urinar na cama. Ela foi forçada a andar com uma placa em volta do pescoço: “faço xixi na cama”.

“Certa vez, nas reuniões dos discípulos, ele [Joshua] disse que as pessoas podiam bater nela. Qualquer pessoa do dormitório feminino podia simplesmente bater nela e eu me lembro de observar pessoas dando tapas nela quando ela passava”, conta Rae, que morou por 12 anos na igreja como discípula.

Em outro episódio, outra discípula levou Ajoke para o chuveiro, “bateu nela com um fio elétrico e então abriu a água quente”, afirmou Rae.

Relembrando o incidente, Ajoke contou que “gritava o mais que podia e eles simplesmente deixaram a água correr sobre a minha cabeça por muito tempo.”

‘Não sei como sobrevivi’

Quando tinha 17 anos, Ajoke confrontou seu pai sobre os relatos de pessoas que haviam sofrido abusos sexuais. A BBC conversou com mais de 25 antigas discípulas – do Reino Unido, Nigéria, EUA, África do Sul, Gana, Namíbia e Alemanha – que deram relatos confirmando terem sofrido ou presenciado abusos sexuais.

“Eu não aguentava mais”, conta Ajoke. “Entrei diretamente no seu escritório naquele mesmo dia. Gritei o mais que pude: ‘por que você está fazendo isso? por que você está fazendo todas essas mulheres sofrerem?’.”

Joshua começou a bater nela, em seguida outros discípulos também a agrediram. Ajoke relata que foi arrastada para fora do escritório e confinada em um quarto isolado dos demais membros da igreja, permanecendo nessa condição por mais de um ano.

A Scoan refere-se a essa forma de punição como “adaba”. Ela apanhou repetidamente com cintas e correntes diariamente. Ela passava dias sem conseguir se levantar após os espancamentos.

Aos 19 anos, Ajoke foi conduzida até os portões da igreja e abandonada ali. Os seguranças armados da igreja receberam ordens estritas para impedir seu retorno. Sem dinheiro, Ajoke fez o que pôde para sobreviver e passou muitos anos vivendo nas ruas.

Foi em 2019 que ela inicialmente entrou em contato com a BBC, após assistir a uma reportagem do BBC Africa Eye. No entanto, a extensa investigação sobre os abusos na Scoan só foi iniciada após a confirmação de sua história por outras pessoas.

A BBC entrou em contato com a igreja sobre as denúncias. A igreja não respondeu, mas negou acusações anteriores contra T.B. Joshua.

Com a assistência de ex-discípulos e alguns amigos próximos, Ajoke conseguiu sair das ruas. No entanto, a vivência dessa experiência resultou em problemas para sua saúde mental.

Atualmente, o sonho de Ajoke é voltar à escola e completar sua formação, interrompida durante sua infância.

Fonte: O Povo e BBC News

Sudeste tem mais igrejas evangélicas que escolas públicas, mostra estudo

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)
Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Um levantamento realizado pelo Brasil em Mapas a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Centro de Estudo da Metrópole CEM/USP revelou que cinco unidades federativas do Brasil apresentam um cenário peculiar quando se trata da proporção entre estabelecimentos educacionais públicos e igrejas evangélicas.

São Paulo e Rio de Janeiro se destacam possuindo mais templos evangélicos do que escolas públicas de ensino fundamental e médio somadas. A capital federal, Brasília, também integra esse grupo.

No estado do Espírito Santo, são 93 templos para cada grupo de 100 mil habitantes, superando em 34 pontos a quantidade de instituições de ensino (59 por 100 mil habitantes).

Desta forma, a média na região sudeste é a mais alta do país, com 71,7 igrejas para cada 100 mil habitantes, seguida pela Região Centro-Oeste, com 44,0. Já o Nordeste apresenta uma média proporcional de 26 igrejas por 100 mil habitantes.

No extremo oposto, o estado do Acre lidera em número de escolas públicas por habitante, com uma média de 174 unidades de ensino (fundamental e médio) para cada 100 mil habitantes. Essa taxa é quatro vezes maior do que o número de estabelecimentos religiosos evangélicos na mesma proporção (43 por 100 mil habitantes).

O Norte apresenta a maior média de escolas públicas proporcionais, com 113,7 por 100 mil habitantes, seguido pelo Nordeste, com 81. A Região Sul, por sua vez, possui a menor proporção, com uma média de 42.

Fonte: Pleno News

Pastor da Igreja Universal, obrigado a se esterilizar, receberá R$ 100 mil de indenização

Martelo da Justiça
Martelo da Justiça

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pela Justiça do Trabalho de São Paulo a indenizar um ex-pastor em R$ 100 mil por danos morais. O ex-pastor, identificado pelas iniciais M.B.S., alegou ter sido coagido a fazer uma vasectomia como condição para se casar, sob a ameaça de desobediência à instituição.

M.B.S., que ingressou na Igreja Universal aos 17 anos em 2003, trabalhou como pastor e supervisor de produção televisiva. Em 2014, ao planejar seu casamento, disse ter sido pressionado pela instituição a se submeter à cirurgia de esterilização. Segundo ele, a Igreja tem uma política interna que considera o casamento de funcionários masculinos sem a realização de vasectomia como um ato grave.

A advogada do ex-pastor, Themis Leão Pagani, argumentou no processo que não existe justificação válida para a Igreja obrigar funcionários a adotarem uma medida tão pessoal como a vasectomia. Ela salientou que muitos jovens aceitam essa condição pela oportunidade de emprego e progressão na carreira oferecida pela Universal.

Por outro lado, a defesa da Igreja Universal, representada pelas advogadas Simone Evangelista e Simone Galhardo, negou as acusações. Afirmaram que não existe nenhuma prova no processo de que a vasectomia foi realizada e que as alegações de M.B.S. são falsas. Segundo elas, a Igreja não impõe condições para a realização de vasectomias a seus ministros religiosos.

A defesa da Igreja também questionou a alegação, citando o exemplo do líder espiritual Edir Macedo, que tem três filhos, assim como vários outros pastores da instituição.

A Igreja Universal argumentou que muitos de seus pastores e bispos optam voluntariamente por não ter filhos devido às exigências de deslocamento frequente inerentes a suas funções, mas que isso é uma decisão pessoal de cada casal, sem interferência da instituição.

A juíza Franciane Aparecida Rosa, responsável pelo caso, não se convenceu pelos argumentos da Igreja. Em sua decisão, ela destacou que testemunhos comprovaram a imposição da vasectomia como condição para pastores que desejam se casar. A Igreja Universal já entrou com recurso contra a decisão.

Fonte: Fuxico Gospel

Igreja celebra batismo um ano após ataque na África

Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)
Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)

A 8ª igreja CEPAC em Kasindi testemunha que ser vitorioso em Cristo não significa a ausência de sofrimentos ou perseguição, mas sim a ciência de que em todas as situações podemos nos alegrar em Deus. Entre os dias 12 e 14 de janeiro, a igreja organizou atividades no mesmo local em que um ataque brutal aconteceu em 2023 para celebrar a presença de Cristo e continuar a obra da Grande Comissão.

Quando a igreja evangélica que fica no Leste da República Democrática do Congo foi bombardeada no ano passado, a comunidade cristã local ficou devastada, pois nunca tinham experimentado tamanha adversidade. O grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) plantou explosivos improvisados, matou 17 cristãos e deixou 71 feridos, além dos danos materiais.

O medo não venceu

“As pessoas nos encaravam com admiração enquanto marchávamos nas ruas de Kasindi para celebrar a vitória em Cristo, em adoração e louvor. Eles estavam maravilhados que apesar dos assassinatos e feridas impostas ao povo de Deus pelas Forças Democráticas Aliadas, o medo não venceu. Vi até mesmo as vítimas do ataque em uma caravana de evangelismo. Isso é para dizer que os extremistas não podem parar a obra do povo de Deus”, disse o pastor Kambale durante as celebrações da igreja CEPAC no final de semana de 12 a 14 de janeiro.

Na época, o Estado Islâmico alegou a responsabilidade pelo ataque e reafirmou a aliança com o ADF. Desde 2019 começou a aliança entre os grupos e em 2021 os Estados Unidos declarou o ADF como organização terrorista. “O objetivo dos radicais era fechar as portas da igreja”, disse o pastor Kambale.

No dia do ataque, mil cristãos estavam em uma campanha de evangelismo na igreja e celebravam o batismo de 62 recém-convertidos. Na semana passada, quando completou um ano do ataque, a igreja se reuniu em um ato de gratidão a Deus. “Louvamos a Deus, pois ele chamou inúmeros servos e batizou 15 cristãos recém-convertida. Acabamos de consagrar muitos evangelistas e diáconos. E lançamos a pedra de fundação para a construção de um monumento para os mártires”, conta o pastor Kambale.

Depois do bombardeio, os cristãos locais estavam com muitos medos e incertezas sobre o que poderia acontecer a qualquer momento na casa de Deus. “Os servos de Deus viram a providência do Senhor em Kasindi. Cristãos juntaram coragem e se reuniram para adorar a Deus após o ataque. Vi que os cristãos em Kasindi têm fé em Deus. A ação também motivou outros servos de Deus”, disse Duie Merci, um evangelista da 8ª igreja CEPAC.

“Nossa fé não pode ser diminuída”

Além dos traumas físicos e emocionais, os cristãos enfrentaram desafios socioeconômicos, mas, pela fé em Cristo, permaneceram firmes. “Eles vieram para nos exterminar, mas nossa fé não pode ser diminuída. Os que morreram, se foram, os que sobreviveram, vivem. Deus luta por nós. Não podemos diminuir nossa fé, mas sim dar o passo adiante. Deus nos ajudará. Não podemos abandonar a palavra de Deus por causa das feridas”, explica a cristã Neema, cujo filho de quatro anos foi morto e outro filho perdeu o olho no ataque.

Através de parceiros locais, a Portas Abertas tem ajudado a igreja em Kasindi para resistir à tormenta. Uma semana depois do ataque, eles visitaram a igreja para encorajar e orar pelos enlutados. A equipe também visitou sobreviventes nos hospitais, em Beni e Goma. Mais de 107 famílias foram auxiliadas com ajuda emergencial – composta de 50 dólares, 25 kg de arroz, 10 kg de feijão e 10 litros de óleo vegetal.

Desde março de 2023, pastores e líderes cristãos estão recebendo mensalmente cuidados pós-trauma. A ajuda foi muito além da comida. O pastor Kambale contou que muitas pessoa temiam colocar os pés no complexo da igreja novamente. O apoio da equipe ajudou a trazer alegria à comunidade cristã e tornou mais leve a luta pela sobrevivência dos cristãos perseguidos locais.

Como a Portas Abertas está ajudando?

Em junho, a Portas Abertas também entregou bíblias. Para Joys Musavuli, que perdeu o filho de 11 anos, receber o exemplar das Escrituras foi um bálsamo. O marido da cristã contou que “desde o ataque, ela não foi mais à igreja. Quando viu a Bíblia, ela ficou tão feliz e consolada. Ela lê a Bíblia com muita frequência agora e eu vejo a palavra de Deus pouco a pouco confortá-la enquanto ela não está completamente recuperada. Oro para que Deus nos ajude a entender a sua vontade”.

“Agradecemos aos nossos irmãos e irmãs que permaneceram ao nosso lado e têm nos acompanhado. Graças a vocês continuamos vivos”, disse o pastor Abraham. A igreja continua se reunindo semanalmente para os cultos de oração, nos quais pedem forças a Deus e intercedem pelo corpo de Cristo em todas as partes do mundo. “Ore para que a igreja de Cristo permaneça fervorosa em continuar crendo em Cristo, que é a verdade e a vida”.

Fonte: Portas Abertas

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