Estudantes cristãos sofrem perseguição religiosa na Indonésia (Foto: Portas Abertas)
Hoje, celebra-se o Dia Mundial das Crianças. A data estabelecida pela ONU promove a defesa dos direitos das crianças. Um dos direitos violados para muitos pequenos é o da liberdade religiosa. Na Indonésia e em outras nações onde os seguidores de Jesus são perseguidos, crianças cristãs são vítimas de bullying na escola.
As agressões envolvem piadas que aos poucos semeiam a dúvida sobre a divindade de Jesus no coração das crianças cristãs. A Indonésia abriga a maior população muçulmana do mundo e a pressão da intolerância religiosa impacta a vida escolar dos cristãos.
Piadas e constrangimento
Norman* é um menino cristão que gosta de brincar com os amigos no intervalo das aulas. Ele conversa sobre os assuntos comentados nas notícias e redes sociais ou sobre jogos online de celular de que gostam. Mas, com frequência, a brincadeira termina de maneira amarga, pois as crianças zombam da religião dele.
O pequeno cristão é chamado de “sus” e outros nomes para zombar da sua fé. Certa vez, os colegas o carregaram da escola para a mesquita, onde ele foi instruído a recitar a shanada, um dos princípios de fé do islã que diz que não há outro Deus além de Alá e, no caso de Norman, negar a Jesus.
“Não levo mais as piadas para o lado pessoal. Já ouvi tantas que estou acostumado com elas”, diz Norman. Como minorias, os estudantes cristãos não podem fazer nada a não ser ouvir passivamente as ofensas.
Durante o treinamento Permanecendo Firmes Através da Tempestade, organizado por parceiros locais da Portas Abertas, em um acampamento de jovens na Indonésia, outros estudantes compartilharam os comentários maldosos que recebiam diariamente na escola por causa da intolerância religiosa.
Em um dos encontros de pequenos grupos no acampamento, o jovem cristão Raymond* contou que “algumas vezes eles dizem coisas como: ‘Se você continuar sendo cristão, vai ser crucificado como o seu Jesus foi crucificado’. Eles zombam dos cristãos dessa forma, mas já estou acostumado”.
Dúvidas sobre a fé
Mas nem todos os jovens respondem as provocações da mesma forma. Os atos de discriminação causam dúvidas nos jovens cristãos recém-convertidos. A jovem Reva* cresceu com a mãe cristã e o pai muçulmano e disse: “Quando meu primo se converteu ao islã, pensei em fazer o mesmo. Achava que me tornar muçulmana tornaria a vida mais simples. Meus amigos parariam de tirar sarro de mim”.
Foi depois de participar do acampamento de jovens que Reva pôde enfrentar seus medos e fortalecer a fé em Jesus. “Aqui descobri que Deus realmente existe e está presente em minha vida.” Linda*, uma professora cristã também contou que “descobri que meus alunos são alvos de bullying com frequência, mas estou grata pelo acampamento de jovens, pois vi a fé deles se fortalecer. Aqui, os alunos aprendem a responder aos assédios com a verdade, sem medo e com amor”.
Pichação na fachada de uma igreja católica na Espanha.
Um “forte” aumento no número de crimes de ódio anticristãos tem ocorrido em toda a Europa, com especial preocupação expressa sobre o tratamento dispensado aos cristãos no Reino Unido.
Houve 748 casos registados em 30 países europeus em 2022, contra 519 no ano de 2021, de acordo com um novo relatório do Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa (OIDAC, sigla em inglês)) publicado esta semana.
Os números representam um aumento de 44 por cento nos crimes de ódio anticristãos entre 2021 e 2022. Os ataques incendiários em igrejas registaram um aumento ainda maior no mesmo período – de 60 para 105, um aumento de 75 por cento.
Os ataques incendiários contra igrejas foram mais prevalentes na Alemanha, seguida pela França, Itália e Reino Unido.
Além dos ataques incendiários, foram registrados outros casos como pichações, profanação de locais cristãos, ataques físicos, insultos e ameaças.
A OIDAC disse que “mais crimes têm uma motivação extremista clara” do que antes.
A diretora executiva do grupo de pesquisa, Anja Hoffmann, disse: “Embora no passado os motivos por trás do vandalismo ou da profanação de igrejas permanecessem em grande parte obscuros, agora descobrimos que cada vez mais criminosos deixam mensagens, que revelam um motivo extremista, ou mesmo orgulhosamente reivindicar a autoria nas redes sociais pelos crimes cometidos.
“Estes são frequentemente membros radicalizados de grupos ideológicos, políticos ou religiosos que seguem uma narrativa anticristã”.
Ao mesmo tempo, leis “vagas” de “discurso de ódio” em vários países europeus, incluindo o Reino Unido, estão conduzindo à estigmatização e à perseguição de cristãos.
Hoffmann destacou o Reino Unido como particularmente preocupado após a demissão dos professores cristãos Ben Dybowski e Joshua Sutcliffe, e do capelão escolar Rev. Bernard Randall , por partilharem as suas crenças cristãs sobre questões de sexualidade ou identidade de gênero. No início deste ano, Sutcliffe foi banido pela Agência de Regulação de Ensino (TRA) por se recusar a usar os pronomes preferidos dos alunos.
“Particularmente impressionante” foi a prisão da voluntária pró-vida Isabel Vaughan-Spruce por orar silenciosamente numa “zona tampão” de uma clínica de aborto. Ela foi multada novamente no início deste mês, apesar de já ter sido inocentada pelos tribunais por incidentes semelhantes.
Hoffmann disse: “A acusação de cristãos por expressarem as principais opiniões religiosas em público é uma restrição altamente problemática da liberdade religiosa.
“Certa legislação sobre ‘discurso de ódio’ em vários países da Europa utiliza uma linguagem muito vaga ou carece completamente de uma definição clara.
“Na nossa análise jurídica descobrimos que a criminalização da expressão da doutrina cristã em questões controversas foi uma das principais razões pelas quais os cristãos foram estigmatizados e processados”.
Ela acrescentou: “Quando os cristãos forem forçados a escolher entre os seus valores morais e as suas profissões, a sociedade enfrentará um futuro difícil”.
O relatório da OIDAC foi divulgado no Dia Internacional da Tolerância e coincidiu com um relatório separado sobre crimes de ódio publicado no mesmo dia pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). De acordo com este relatório, ocorreram 792 crimes de ódio anticristãos em 2022.
Em resposta às conclusões do OIDAC, a Professora Regina Polak, Representante da OSCE para o Combate ao Racismo, Xenofobia e Discriminação, apelou aos governos para que façam mais para resolver o problema.
Ela disse: “O número crescente de crimes de ódio anticristãos na Europa relatados pela OIDAC é profundamente preocupante. É altamente necessário aumentar a consciência governamental e social para este problema e tomar medidas políticas para enfrentá-lo e combatê-lo decididamente”.
Folha Gospel com informações de The Christian Today
Igreja destruída na comunidade meitei, no estado Manipur, na Índia (Foto: Portas Abertas)
A violência no estado de Manipur dura meses e um dos principais motivos dela é a luta para ter independência da Índia. Outro fator é a presença de diversas etnias como meitei, kuki, naga e pangal, que lutam para preservar a autonomia cultural.
Os conflitos entre os meitei e kuki começou porque o governo indiano incluiu o povo meitei na lista de povos indígenas, assim teriam direitos especiais, como a posse de novas terras nas montanhas, áreas habitadas pelos kuki.
Durante os protestos violentos das duas etnias, cristãos foram agredidos e mortos e tiveram suas casas, igrejas, escolas e outras propriedades destruídas. O irmão Viren (pseudônimo) testemunhou: “Muitas igrejas foram queimadas na nossa frente e tem sido muito difícil ver isso se desenrolar diante de nós. Queremos ser fortes. Ore para que Deus nos ajude”.
Os conflitos já provocaram a morte de ao menos 120 cristãos, a destruição de mais de 380 igrejas e 1.000 casas e ataques a 250 aldeias. Além disso, há 60 mil pessoas deslocadas no país, lutando diariamente para sobreviver sem comida, água e moradia.
Um estado independente
Em 24 de outubro, líderes dissidentes de Manipur declararam a independência, enquanto estão exilados na Grã-Bretanha. O ministro das Relações Exteriores do Conselho de Estado Autoproclamado, Narengbam Samarjit, disse que deseja o reconhecimento da ONU e de outros países.
Desde que Manipur foi anexada à Índia em 1949, houve campanhas separatistas violentas. Essa situação incerta favorece a perseguição de cristãos, porque a motivação de intolerância religiosa pode se escondes atrás de conflitos políticos.
Pastores midiáticos: Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia e R. R. Soares (Foto: montagem/Folha Gospel
As igrejas evangélicas neopentecostais, que antes consideravam a TV aberta uma fonte valiosa de exposição, agora mostram uma mudança de perspectiva em relação a esse meio de comunicação. Das cinco principais denominações, somente a Igreja Universal do Reino de Deus mantém presença nas quatro maiores redes televisivas do país.
Mesmo em canais de menor alcance, como RedeTV!, TV Gazeta, CNT e Rede 21, os acordos financeiros com as grandes igrejas tornaram-se escassos. Atualmente, apenas aquelas em expansão, que buscam visibilidade, buscam parcerias financeiras. Um exemplo é a Igreja Unida Deus Proverá, fundada este ano, que adquiriu recentemente duas horas de programação matinal na Band para o programa Desperta Brasil, combinando pregação, notícias e fofocas de celebridades.
Em 2013, conforme levantamento do Ministério Público Federal (MPF), os evangélicos investiam cerca de R$ 1,3 bilhão em compra de horários televisivos. Essa quantia atualmente não ultrapassa os R$ 1 bilhão, representando uma queda de 24% nos investimentos. Contudo, esse valor é consideravelmente inflado, principalmente pelo montante investido pela Igreja Universal na exibição de programas na Record, a segunda emissora mais assistida do país, cujo proprietário é Edir Macedo.
De acordo com o balanço financeiro de 2022 da Record, a Igreja Universal destinou R$ 907 milhões à emissora, um aumento de 10% em relação aos R$ 822 milhões de 2021. Esse aporte financeiro ajudou a conter a crise financeira enfrentada pela Record, resultando em demissões neste ano. Há expectativas de uma redução nos investimentos da Igreja em 2023, após cortes de gastos.
Fora da Record, houve renegociação de contratos em outras emissoras. Com a RedeTV!, a IURD conseguiu uma redução de valores sem diminuição do espaço, enquanto na TV Gazeta de São Paulo, aceitou ajustar o valor para R$ 15 milhões em troca de quatro horas no horário nobre. A Universal conseguiu reduzir valores em cerca de 90% dos contratos que mantém com veículos no Brasil, seja em TV ou rádio, ou obteve um aumento de programação pelo mesmo montante pago.
Procurada pelo F5, da Folha de S. Paulo, a Universal e seus representantes preferiram não comentar detalhes contratuais com as TVs. Fora da Universal, as outras igrejas praticam valores bem mais baixos. Adotaram novos critérios para compra de horários, exigindo cobertura mínima em grandes capitais, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, e um investimento constante na expansão pelo país.
Quem não possui pelo menos 60% de penetração nas televisões do país é excluído. É o caso da Rede NGT, que, mesmo presente nas maiores capitais, deixou de atrair grandes redes e passou a vender para igrejas de bairros. A Igreja Internacional da Graça de Deus, de R.R. Soares; a Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago; e a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, de Silas Malafaia, optaram por migrar suas operações para a internet.
R.R. Soares mantém contratos apenas com a RedeTV!, desembolsando R$ 2,5 milhões para ocupar parte da manhã e uma hora no horário nobre. Malafaia abandonou de vez a TV, com seu programa Vitória em Cristo, que era apresentado desde os anos 1990, saindo do ar. A Mundial ainda mantém contratos com TVs menores e a Rede Mundial, um canal aberto exclusivo com concessões em várias capitais, focando, no entanto, seus esforços na internet. Ex-executivo da Record e RedeTV!, Denis Munhoz, representante da Igreja Mundial nos Estados Unidos, destaca que é mais vantajoso investir na internet em vez de pagar milhões por horários na TV, citando a mudança de cenário nos últimos cinco anos.
“As coisas mudaram drasticamente. As igrejas notaram que o valor pago era muito elevado. Com a internet, deu uma nova estrada. Ainda não é o mesmo alcance da TV aberta, mas com a internet dá para tocar. E os custos de manutenção da internet são bem mais baixos. O Valdemiro Santiago já tem mais de 300 mil seguidores em um canal no YouTube. Dez anos atrás, para atingir isso, você pagava uma fortuna”, conclui Munhoz.
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (E), Pastor José Wellington (C), Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na inauguração do templo sede da Assembleia de Deus Ministério de Belém, na zona leste da capital paulista (Foto: Prefeitura de SP)
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, participou na quarta-feira (15) da inauguração da sede da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Belém, na zona leste da capital paulista, em busca de apoio dos evangélicos para sua reeleição. O governador Tarcísio de Freitas e o secretário estadual de Governo, Gilberto Kassab, estiveram presentes.
Durante o evento, Nunes elogiou Tarcísio, reconheceu o trabalho de Kassab como ex-prefeito e expressou sua admiração pelo pastor José Wellington, líder da igreja. Também parabenizou a igreja pela expansão da evangelização no estado e pediu orações pelos políticos presentes.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, Nunes destacou a importância do voto evangélico, mas afirmou que sua presença na inauguração não está relacionada ao pleito de 2024. Criticou Ricardo Salles e expressou confiança no apoio de Jair Bolsonaro, mesmo com a possível candidatura de Salles em São Paulo. O prefeito reiterou sua convicção no apoio do PSD de Kassab e enfatizou a relevância do respaldo do ex-presidente Bolsonaro para enfrentar o que chamou de “extrema esquerda”, referindo-se a Guilherme Boulos (PSOL).
Durante o evento, Tarcísio fez um discurso religioso, chamando os presentes de “escolhidos de Deus”. Um espectador gritou “Tarcísio presidente”. Os políticos permaneceram no local das 16h às 19h.
O novo templo, com capacidade para 6.000 assentos, estava lotado, estimando-se a presença de 10 mil pessoas. Os políticos convidados participaram do hasteamento da bandeira junto ao presidente da igreja, pastor José Wellington Bezerra da Costa, e ao vice-presidente, José Wellington Costa Júnior.
Três filhos do pastor José Wellington são políticos: Paulo Roberto Freire da Costa (PL), deputado federal por São Paulo; Marta Maria Freire da Costa (PSD), deputada estadual em São Paulo; e Rute Costa (PSDB), vereadora na capital paulista. O pastor José Wellington, que declarou apoio a Bolsonaro em 2022, admitiu, no ano passado, intermediar emendas para beneficiar seus filhos, que receberam apoio da igreja e acesso a milhões de reais em recursos públicos.
Apesar de Tarcísio não formalizar o apoio a Nunes para as eleições de 2024, demonstrou proximidade com o prefeito. Este, além de buscar o aval de Bolsonaro, enfrenta ambiguidades nas demonstrações de apoio do ex-presidente. Em setembro, Nunes foi criticado por bolsonaristas, mas desde então tem buscado maior contato com Bolsonaro, reiterando a busca por apoio enquanto expressa a intenção de governar com independência.
Há a possibilidade de Bolsonaro apoiar Salles, que retornou à corrida pela prefeitura. Salles, em entrevista à Folha d S. Paulo, criticou Nunes, afirmando que Boulos é mais sincero e que o prefeito não possui posicionamento definido. Nunes, assim como outros políticos na disputa, visa o apoio do eleitorado evangélico, destacando-se em segundo lugar, com 24% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha realizada em agosto. Boulos lidera com 32%.
Franklin Graham encontrou-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Foto fornecida por Franklin Graham)
O evangelista Franklin Graham encontrou-se e orou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira, 15, enquanto a guerra de Israel contra o Hamas continua.
Graham, o CEO da Samaritan’s Purse (Bolsa do Samaritano) e da Associação Evangelística Billy Graham (BGEA), compartilhou que conhecer Netanyahu e orar com ele foi um “privilégio”.
“Este homem precisa de nossas orações”, disse ele em comunicado compartilhado com a CBN Digital. “Ele enfrenta o momento mais difícil desde o nascimento da sua nação, com 1.200 pessoas mortas, mais de 240 homens, mulheres e crianças feitos reféns e muitos feridos no ataque do Hamas.”
“Ao falar com uma mulher cujo marido foi feito refém, o medo e a dor são avassaladores”, continuou Graham. “Orem por estes reféns e pelas suas famílias, orem pelo primeiro-ministro Netanyahu e orem pela paz de Jerusalém.”
Em uma postagem no X, antigo Twitter, Graham compartilhou que a Bolsa do Samaritano forneceu 21 ambulâncias para Magen David Alom, o socorrista de Israel.
“Há alguns dias, nos comprometemos a substituir 14 ambulâncias do Magen David Adom (@Mdais), o primeiro serviço de resposta de Israel. Estes veículos salva-vidas foram destruídos pelo Hamas no ataque de 7 de outubro”, explicou o evangelista.
“Ontem, me reuni com suas equipes e liderança, vi suas necessidades e disse a eles que @SamaritansPurse forneceria mais sete ambulâncias – para um total de 21 – mas estas serão blindadas para fornecer proteção adicional para seus médicos e pacientes. Eles compartilharam seu profundo agradecimento pela ajuda e pelas orações neste momento de grande necessidade.”
“É demoníaco o que aconteceu aqui”
O evangelista Franklin Graham viajou para três regiões que foram atacadas pelo Hamas no sul de Israel no dia 7 de outubro. No local, ele prometeu ajudar os sobreviventes através da missão Samaritan’s Purse.
Após os ataques do grupo terrorista, sobreviventes foram forçados a fugir das suas casas deixando comunidades vazias. A crescente ameaça de violência no norte, também deslocou muitos moradores que perderam tudo.
Um dos kibutz (comunidade agrícola israelense) abandonados é Be’eri. O evangelista visitou o bairro na última terça-feira (14) e viu em primeira mão a destruição da região.
Franklin Graham em Israel. (Foto: Reprodução/Samaritan’s Purse)
“Não via tamanha brutalidade desde Pol Pot e os campos de extermínio no Camboja. É mau. É demoníaco o que aconteceu aqui”, disse ele à missão Samaritan’s Purse.
Enquanto caminhava pelas ruas que estão ocupadas pelas Forças de Defesa de Israel, ele conheceu uma viúva chamada Lihi. Ela tem dois filhos menores de cinco anos e voltou à sua casa para recuperar alguns objetos pessoais.
Lihi contou a Graham que seu marido Daniel, um médico de 34 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em um hospital local.
“Pensamos que havia alguns terroristas, uns três ou quatro, mas não percebemos que eram centenas. Achei que se ele chegasse à clínica estaria seguro. Mas os terroristas entraram e mataram quase todos, incluindo o meu marido. Ele era o amor da minha vida”, relatou a viúva.
Então, Graham orou por ela e pelos seus dois filhos pequenos: “Oro para que Deus abençoe você e seus filhos, e que eles levem o nome de seu marido para outra geração. Ao conhecer você, fiquei enriquecido”.
Fornecendo ajuda
Graham se reuniu com Gadi Yarkoni, presidente do Conselho Regional de Eshkol, e prometeu ajudá-los através da missão Samaritan’s Purse, que continua fornecendo alimentação para todos os sobreviventes da comunidade.
Ele também visitou e prometeu auxiliar duas outras áreas onde ocorreram massacres. O Conselho Regional de Merhavim abrange 14 comunidades com uma população de 15.000 habitantes.
Segundo a Samaritan’s Purse, agora, a maioria da população está vivendo em hotéis. Na área de Sderot, 30.000 dos seus 36.000 residentes fugiram depois que muitos civis e policiais foram mortos pelo Hamas.
Devido aos ataques, milhares de crianças em toda a região sofrem de estresse pós-traumático e a missão trabalha para ajudar os menores a se recuperarem.
Ações sociais
A Samaritan’s Purse fez parcerias com mais de 50 igrejas e organizações cristãs para distribuir milhares de sacos de alimentos em todo o país.
Também estão equipando equipes de primeiros socorros com centenas de kits para traumas que salvam vidas.
“Esses kits permitem que a equipe médica realize procedimentos cirúrgicos simples que salvarão vidas instantaneamente e manterão os pacientes vivos por horas até que possam obter mais ajuda quando uma ambulância chegar ou chegar a um hospital. Sem este kit, eles certamente morreriam”, explicou o Dr. Hadar Milloh, parceiro do ministério.
Além disso, a Samaritan’s Purse doou 20 computadores ao Conselho Regional de Hof Ashkelon, uma região administrativa que faz fronteira com a Faixa de Gaza, para ajudar nas buscas e resgates. Como também coordenar a ajuda às comunidades afetadas.
Outros 15 laptops foram doados à Escola Abu Tulul auxiliando os professores a dar aulas via Zoom para quase 1.000 estudantes beduínos deslocados pela crise.
“Às vezes você olha e diz: ‘Por quê?’. Ou você olha e diz: ‘Senhor, o que podemos fazer?’. A necessidade é tão grande. Mas servimos a um grande Deus e Ele está familiarizado com o sofrimento”, afirmou Graham.
E continuou: “Então, vamos fazer o que pudermos para ajudar as pessoas aqui em Israel. E faça isso em nome de Jesus”.
“Por favor, ore também pelas nossas equipes e parceiros ministeriais enquanto eles servem como mãos e pés de Jesus para os necessitados”, declarou ele.
Marcha por Israel
Conforme relatado pela Faithwire , o encontro de Graham com Netanyahu aconteceu após uma marcha histórica no National Mall em Washington DC na terça-feira, onde cerca de 300.000 pessoas se reuniram para demonstrar o seu apoio a Israel.
“Muito do que estamos fazendo com este evento de terça-feira é mostrar ao mundo, mostrar à América, mostrar ao Congresso e mostrar à Casa Branca que a vasta, vasta maioria dos americanos está com Israel e não com estes Hamas simpatizantes que se vestem como terroristas e minimizam e racionalizam o terror que se abateu sobre Israel”, disse William Daroff, CEO da Conferência dos Presidentes das Principais Organizações Judaicas Americanas, à CBN News.
Assista :
Folha Gospel com informações de Christian Headlines, Faithwire e Guia-me
Eli Soares vence Grammy Latino 2023 pelo álbum Nós (Foto: Divulgação/Álbum Nós)
Um dos maiores nomes da música gospel do Brasil na atualidade, o cantor e compositor Eli Soares comemora mais outra grande conquista em sua carreira. O álbum “Nós”, do cantor Eli Soares, foi o vencedor do Grammy Latino 2023 na categoria de “Melhor Álbum de Música Cristã em Português”.
A premiação aconteceu nesta quinta-feira (16), no Palácio de Congressos e Exposições em Sevilha, na Espanha. Esta foi a sexta vez consecutiva que o cantor foi indicado ao prêmio. No ano de 2022, ele também venceu, pelo seu álbum “Laboratório do Groove’.
As indicações para a premiação deste ano foram Aline Barros, pelo álbum “30 Anos, Vol. 1”, Casa Worship, com o projeto Novo Tempo; Fernandinho, com o álbum “Único”; e Preto No Branco, com “Preto No Branco Vertical”.
O álbum vencedor, “Nós”, se propõe a trazer uma releitura dos maiores sucessos de Eli Soares ao longo dos últimos 12 anos. O projeto foi gravado durante show, que aconteceu no dia 22 de dezembro de 2022, em Belo Horizonte, cidade natal do artista.
Os 14 lançamentos do projeto musical estão disponíveis nas plataformas digitais, desde maio deste ano. Entre as canções, estão “Aonde Está Deus”, “Promessa”, com Ton Carfi, “Ele Continua Sendo Bom”, com Paulo César Baruk, e “Minha Oração”, uma das mais conhecidas do cantor.
O Nós foi um formato inédito da minha carreira e tê-lo como indicação foi lindo, uma grande surpresa”, afirma o cantor. ”
Eli Soares também venceu o Grammy Latino 2022 na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa com o álbum “Laboratório do Groove”.
O governo da Argélia intensificou a sua repressão às igrejas domésticas, impondo um limite estrito de 10 pessoas por reunião, de acordo com um relatório, que afirma que vários líderes religiosos argelinos foram recentemente condenados à prisão.
A aplicação da lei inclui não apenas a limitação de reuniões, mas também a condenação de vários líderes religiosos à prisão, afirma o órgão de vigilância da perseguição com sede nos EUA, International Christian Concern (ICC).
Esta repressão coincide com o aumento das tensões após a guerra Hamas-Israel, durante a qual o governo argelino percebeu os cristãos como simpatizantes de Israel, associando-os assim a influências estrangeiras e ocidentais que alegadamente ameaçam a unidade islâmica da nação, explica a ICC.
Marrocos, um importante concorrente regional da Argélia, estabeleceu laços diplomáticos com Israel em 2020 como parte dos Acordos de Abraham, facilitados pelos Estados Unidos. Esta normalização foi em troca do reconhecimento pelos EUA da soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental, uma questão territorial à qual a Argélia se opõe.
O ministério Voz dos Mártires (VOM) destaca o contexto histórico do país, o que aumenta a complexidade desta situação.
Antes do surgimento do Islã no século VII e da subsequente invasão árabe-muçulmana, a Argélia era predominantemente habitada por berberes, afirma. Hoje, os berberes, que residem principalmente na região montanhosa da Cabília, no norte da Argélia, estão experimentando um ressurgimento da fé cristã.
Este renascimento remonta às primeiras raízes cristãs da região, exemplificadas por figuras como Agostinho de Hipona, um berbere da Argélia. Apesar de séculos de domínio muçulmano, que quase apagou o culto cristão público, muitos berberes estão agora recuperando a sua herança cristã.
O renascimento levou a um dos maiores movimentos de conversão de muçulmanos ao cristianismo em todo o mundo, particularmente dentro desta comunidade. O rápido crescimento das igrejas e a ousada aproximação dos cristãos argelinos aos seus compatriotas muçulmanos incitaram o aumento da perseguição num clima político já instável.
Quase todos os cristãos argelinos vêm do grupo étnico cabila, que tem um histórico de busca pela independência do governo central. Isto complica ainda mais a sua situação, uma vez que os esforços do governo para manter a unidade nacional cruzam-se frequentemente com questões religiosas.
O governo e as famílias dos convertidos muitas vezes sujeitam estes novos cristãos à perseguição. Além disso, a comunidade local impõe-lhes diversas dificuldades, acrescenta a VOM.
A ICC também observa que, em 2022, as autoridades argelinas encerraram pelo menos 16 igrejas, dando continuidade a uma tendência que começou com os confinamentos devido à COVID-19 em 2020.
Os cristãos enfrentam um maior escrutínio e restrições, embora as igrejas estejam tecnicamente autorizadas a reunir-se abertamente.
Apesar destas adversidades, os cristãos berberes formaram uma voz coletiva através de uma associação evangélica, defendendo os seus direitos e liberdades religiosas, acrescenta a VOM. O seu compromisso em partilhar o Evangelho, mesmo em regiões próximas dos campos terroristas da Al Qaeda, demonstra a sua resiliência.
Embora a prisão por crenças religiosas não seja comum, ocorreram casos, como o encarceramento de um crente por causa de uma publicação nas redes sociais.
A Sociedade Bíblica na Argélia, por exemplo, enfrenta desafios significativos na impressão e importação de Bíblias, com o governo monitorando, limitando e controlando de perto estas atividades.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Corpo da cantora Sara Mariano foi encontrado carbonizado na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube TV Shalom)
Foi preso na noite dessa terça-feira (14), o segundo suspeito na morte da cantora gospel Sara Mariano. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo delegado responsável pelo caso, Euvaldo Costa.
O suspeito foi identificado como Bispo Zadoque, que atua em algumas igrejas evangélicas da região metropolitana de Salvador. O suspeito foi conduzido para delegacia de Dias D’Ávila.
O terceiro suspeito de envolvimento na morte da cantora gospel Sara Mariano foi preso também nesta quarta-feira (15), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O homem foi identificado Gideão Duarte, e teria dirigido o carro em que a vítima estava momentos antes de desaparecer, em 24 de outubro.
Gideão foi encontrado por policiais na casa onde mora, por voltadas 7h. Durante a investigação do caso, ele foi apontado como um motorista por aplicativo que teria feito uma corrida para Sara.
De acordo com o site Mídia Bahia, o bispo Zadoque confessou participação no assassinado de Sara Mariano. A revelação de que ele teria confessado e envolvido mais pessoas é do advogado Carlos Augusto Vaz, que defende o motorista Gideão Duarte. Bispo Zadoque e Gideão, tiveram mandados de prisão expedidos pela justiça e cumpridos no feriado.
O que diz a investigação
O Sistema de Inteligência da Polícia Civil já conseguiu descobrir que Ederlan deu dinheiro para o suposto líder religioso e os demais integrantes. A policia tenta entender até onde foi a participação de cada um. Laudos periciais são aguardados para terminar de elucidar o caso, que está sob os cuidados do delegado Euvaldo Costa.
O primeiro suspeito preso foi o marido da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano. A prisão dele ocorreu no dia 28 de outubro, quatro dias após o desaparecimento da vítima.
O corpo da cantora gospel Sara Mariano, estava desaparecida desde o dia 24 de outubro, foi encontrado na tarde de sexta-feira (27), em uma área de mata às margens da BA-093, região metropolitana de Salvador.
O marido da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano, foi preso após confessar à polícia que matou a esposa. De acordo com o delegado, o suspeito teria planejado o crime há um mês.
O delegado responsável pelo caso, Euvaldo Costa, relatou que o casal teria passado por um desentendimento e há indícios de que o marido da cantora estaria planejando o feminicídio desde o dia 24 de setembro.
“O planejamento da morte da cantora começou um mês antes da execução, então, se começou um mês antes, é bem possível que tenha mais autores responsáveis pelo crime”, destacou o delegado Euvaldo Costa.
Cristãos são expulsos de vila mas encontram socorro e abrigo no México
Desde 1996, a Unesco escolheu 16 de novembro para ser o Dia Internacional da Tolerância. A data serve para lembrar ao mundo a importância do respeito às diferenças culturais. A intolerância religiosa é um empecilho que atinge 360 milhões de cristãos hoje.
Por mais de uma década, Adolfina e sua família enfrentaram as consequências desse tipo de intolerância. Eles viviam em uma comunidade indígena no Sul do México e por seguir a Jesus eram vistos como traidores.
Destruição do templo
Em 2010, o pastor Imeldo, marido de Adolfina, foi preso por organizar cultos dominicais no vilarejo. “Não queremos outra religião aqui, então é melhor vocês irem para outra cidade”, as autoridades disseram ao pastor Imeldo. Enquanto estava detido, o templo da igreja foi destruído. A ação causou grande dor para o casal, que levou anos para construir o edifício e não tinha recursos para reerguê-lo.
Quando saiu da prisão, o pastor foi expulso do vilarejo. Ele procurou a ajuda de autoridades de uma cidade vizinha para defender seus direitos e Adolfina ficou sozinha no vilarejo. Como estava só, as pessoas foram até a casa de Adolfina e à casa de outros membros da igreja para gritar contra eles e pressioná-los a renunciar à fé em Jesus. Caso não obedecessem, todos os serviços básicos, como saúde, seriam cortados.
Adolfina não aguentou ficar sozinha no vilarejo. Ela e as filhas deixaram todos os pertences e a casa da família para trás e fugiram para encontrar o pai na cidade. Mesmo com documentos que garantiam que a família poderia retornar ao vilarejo em 2011, as autoridades não aceitaram a família nem os documentos que apresentaram.
Apoio da Portas Abertas
A família de Adolfina clamou a Deus por uma solução durante quase um ano. Em 2012, eles encontraram a Portas Abertas e abriram um processo para que fossem ressarcidos pelos danos causados pela intolerância religiosa. O processo foi lento e teve muitos altos e baixos. Durante todo o período, a família foi assistida financeira e juridicamente pelos parceiros de campo da Portas Abertas.
Em 2020, o pastor Imeldo faleceu de COVID-19 e não pôde ver a justiça se cumprir, mas a filha do casal continuou com o processo. Apenas este ano, em 2023, um novo líder local concordou em cumprir a medida que a corte estabeleceu. A expectativa é que em janeiro de 2024, o valor para cobrir os prejuízos ao templo e à família de Adolfina sejam totalmente pagos.
Atualmente, a única fonte de renda da cristã são as galinhas que cria em casa e vende todos os dias de manhã. Ela teve que enfrentar a morte do marido, a perda da igreja e da casa, mas enfrenta todas as provações com coragem e força do Espírito Santo e espera que um dia possa usufruir da liberdade religiosa no México.