Início Site Página 396

Daniela Araújo se pronuncia sobre Jessé Aguiar, Jotta A e Priscilla Alcântara que saíram do gospel

Daniela Araújo comenta sobre Priscilla Alcantara, Jessé Aguiar e Jotta A (Foto: Montagem FolhaGospel/Redes Sociais)
Daniela Araújo comenta sobre Priscilla Alcantara, Jessé Aguiar e Jotta A (Foto: Montagem FolhaGospel/Redes Sociais)

A cantora gospel Daniela Araújo publicou nesta segunda-feira, 27, em suas redes sociais, um vídeo para comentar sobre a saída de alguns cantores do seguimento gospel. O vídeo se fez necessário, segundo a artista, pelo fato do seu nome estar atrelado à saída desses músicos.

Daniela inicia direcionando a nota de esclarecimento aos seus seguidores. Segunda a cantora, recentemente saiu uma notícia relacionando seu nome à saída de Jotta A, Priscilla Alcantara e Jessé Aguiar do meio gospel. “Eu não posso permitir que me responsabilize pelos atos de outras pessoas”, disse ela.

“Eu me responsabilizo pelas consequências dos meus atos e apesar de eu ter tido já altos e baixos, eu permaneci no que eu acredito que é o meu propósito de vida. Então, quem acompanha a minha história hoje, tá vendo que eu estou construindo, até hoje muitos me questionam, por que que eu permaneço nesse segmento, por que que eu não saio, eu ainda tenho muitas propostas”, disse ela.

A artista aproveitou o momento para garantir que não irá sair do gospel. Segundo Daniela, ela nasceu com esse propósito, que é cantar músicas religiosas:

“De uma vez por todas, eu não vou sair do gospel”, garantiu. “Por nada nesse mundo. Eu acredito que eu nasci pra isso, eu acredito que aqui é o meu lugar, eu acredito na mensagem que eu carrego. Eu já fui machucada pela religiosidade? Já, sim. Mas Deus, graças a Ele, Ele colocou pessoas que me auxiliam até hoje que me conduziram por um caminho de cura meu senhor até hoje que me conduziram por um caminho de cura, de paz. E hoje eu me vejo liberta de muitas coisas que que me aprisionavam”, afirmou.

Com relação aos artistas que saíram do segmento gospel, Daniela diz lamentar: “É triste, é muito triste. Se eu pudesse mudar a situação, eu mudava. Mas, por outro lado, se essas pessoas não se encaixam mais, se elas acreditam que o propósito delas não é cantando música gospel, se pra elas tiveram motivos o suficiente para saírem do segmento, por mais que a gente não concorde, por mais que eu diga o contrário para essas pessoas, a gente precisa de uma vez por todas aprender: a decisão dessas pessoas que são adultas que têm liberdade para escolher o que está dentro do que elas acreditam”, disse.

“Então ao invés da gente ficar atacando essas pessoas a gente tem que seguir o nosso caminho, viver aquilo que a gente acredita e entender que cada um vive a sua vida, o seu processo da maneira que achar melhor, simples assim gente”, falou.

“Na palavra de Deus também diz, ‘não por força ou violência, mas pelo meu espírito’. A gente tem que mostrar o que a gente acredita com a nossa vida, muito mais do que com as palavras, a gente tem que espalhar as boas novas? Temos, mas quem faz a obra, quem convence é o Espírito Santo”, completou a cantora.

Assista:

Fonte: Portal do Trono

Léa Mendonça fala sobre sua saúde após deixar hospital

Léa Mendonça (Foto: reprodução
Léa Mendonça (Foto: reprodução

No último dia 28 de março, a cantora gospel Léa Mendonça agradeceu aos seus amigos e familiares por suas orações durante a semana em que esteve hospitalizada. A artista foi internada no dia 21 de março, após apresentar fortes dores no peito, formigamento e bradicardia.

Após realizar um cateterismo, não foram encontradas alterações em suas veias e artérias. Léa permaneceu em observação e, nesta segunda-feira (27), deixou a CTI e recebeu alta hospitalar.

Segundo a própria cantora, o que aconteceu foi um pico de pressão arterial e bradicardia, que é quando os batimentos cardíacos ficam mais lentos. A condição pode ser grave e requer cuidados médicos imediatos. Felizmente, Léa foi atendida a tempo e agora se recupera em casa.

Durante sua internação, a artista recebeu apoio e carinho de seus fãs, que enviaram mensagens de amor e orações.

A pressão arterial alta e a bradicardia são problemas de saúde sérios que requerem atenção médica. É importante que as pessoas monitorem sua pressão arterial regularmente e procurem ajuda imediatamente em caso de sintomas como dor no peito, formigamento ou falta de ar.

A adoção de um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e atividade física regular, pode ajudar a prevenir esses problemas.

Lea Mendonça recebeu mensagens de carinho de vários nome da música gospel.

“Amemmmm glória a Deus te amo amiga .saúde pra vc”, escreveu a cantora Shirley Carvalhaes.

“Graças a Deus. #ObrigadaPapaiDoCéu Deus te abençoe minha amiga”, escreveu a cantora Elaine Martins.

“Aleluiaaaaaaa! Nosso Deus é fiel”, escreveu Mattos Nascimento.

“Glória a Deeeus”, escreveu o cantor Leandro Borges.

“Louvado seja Deus por ter ouvido nosso clamor! Vc está curada! Eu profetizo.”, escreveu a cantora Cristina Mel.

“Glória a Deus…. Te amo Leinha… Saúde amiga. Feliz por você estar em casa.”, escreveu a cantora Lauriete.

“Feliz de te ver bem.”, escreveu o cantor Sérgio Lopes.

Veja abaixo o vídeo que a cantora publicou:

Fonte: Fuxico Gospel

Marcha para Jesus 2023 tem data confirmada

Marcha para Jesus em São Paulo
Marcha para Jesus em São Paulo

A Marcha para Jesus é um evento tradicional cristão, que acontece há mais de 30 anos. Neste ano, acontecerá a 31ª edição em São Paulo no feriado de Corpus Christi, no dia 8 de junho, das 10h às 22h, de acordo com a divulgação do evento.

O grupo partirá da Estação Luz do Metrô, no Centro Histórico da cidade.

Desde setembro de 2009, a “Marcha para Jesus” faz parte do calendário oficial do País. Naquele ano, a Lei Federal 12.025 foi sancionada.

Além do Brasil, essa programação também já foi realizada países como a Argentina, Canadá, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Japão, Moçambique, Rússia, entre outros.

Além da caminhada pelas ruas, o evento também conta com a participação de atrações gospel.

O local de chegada da marcha será nos entornos da Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, zona Norte da cidade. Ali será montada a estrutura para as apresentações musicais, cujas informações ainda devem ser divulgadas.

Fonte: Comunhão

Coreia do Norte: cristãos são submetidos a prisões, trabalhos e execuções

Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)
Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)

Em 2023, a Coreia do Norte voltou para o topo da Lista Mundial da Perseguição 2023. Apenas em 2022 a nação ficou em 2° lugar, por causa da ascensão do Talibã no Afeganistão, mas em todas as outras edições ocupou a posição de país mais perigoso para os cristãos.

Por trás da postura bélica do regime ditatorial, há uma hostilidade brutal contra os cristãos norte-coreanos que atingiu a pontuação recorde em 2023. Eles são enviados para campos de trabalho forçado, sob condições atrozes, ou executados. A igreja se reúne em segredo, com muito cuidado. Ainda assim, Deus continua agindo na Coreia do Norte. Ajude nossos irmãos e irmãs na fé orando pelos seguintes motivos.

Proteção para os cristãos secretos

A vigilância de vizinhos e até mesmo de colegas de trabalho que buscam delatar cristãos em troca de recompensas do Estado, como porções de alimento e eletricidade, exigem cuidado extremo. Quando reunidos, os cristãos sussurram a palavra de Deus, oram uns pelos outros e adoram o nome de Jesus.

Ore para que Deus guarde a igreja secreta na Coreia do Norte em segurança. Há grupos cristãos que se reúnem na floresta, quando tudo está escuro, com apenas uma vela para iluminar o caminho, outras vezes, os cultos acontecem no banheiro das prisões femininas e correm grande perigo.

Crescimento da igreja secreta

Apesar da pressão, norte-coreanos têm conhecido a Jesus nas casas de refúgio na China, outros, relembram a fé das avós e assim se achegam a Cristo. Uma jovem se converteu em um grupo de estudo bíblico secreto para mulheres. Outro cristão tem visto a presença de Jesus a cada dia, enquanto ora, na cela da prisão.

Ore para que os cristãos norte-coreanos continuem a crescer na fé em Jesus. Que a luz de Cristo supere a escuridão e que as histórias de redenção e esperança sejam testemunhos para que mais norte-coreanos se acheguem a Jesus.

Esperança para os presos

Entre 50 e 70 mil cristãos estão presos na Coreia do Norte e são obrigados a realizar trabalhos forçados nas prisões chamadas “Kwalliso”, onde ficam os presos políticos, incluindo cristãos (pois seguir a Jesus é considerado um crime político). Os cristãos dificilmente são julgados antes da condenação e muitos deles desaparecem.

Uma prisioneira que conseguiu escapar da prisão conta: “Aquele lugar não foi feito para um ser humano, até porque, para os guardas, não somos humanos. Somos menos do que animais”. Ore para que os cristãos norte-coreanos sintam a presença de Deus e peça ao Senhor que conceda força sobrenatural para que suportem violência e condições deploráveis da prisão.

Fim da doutrinação das crianças

Desde os primeiros anos de vida, nas escolas, as crianças norte-coreanas são cercadas por fotos da família regente norte-coreana. Dessa forma, elas são doutrinadas a praticar o culto à família Kim e a acreditar que os olhos dos líderes norte-coreanos estão sobre elas o tempo todo.

Nas escolas, durante 90 minutos, todos os dias, elas têm um período de ensino relacionado apenas ao culto à família regente. Elas ouvem que Kim II-sung tinha poderes mágicos, que era capaz de pegar um arco-íris duplo com apenas uma mão, por exemplo.

Ore para que as crianças norte-coreanas tenham a infância protegida, se libertem da ansiedade de estarem constantemente vigiadas e experimentem proteção, amor e graça de Jesus quando crescerem.

Fonte: Portas Abertas

Governo continua fechando igrejas na Argélia

Governo da Argélia está fechando igrejas no país e impedindo os cristãos de cultuar a Deus. (Foto: Morning Star News)
Governo da Argélia está fechando igrejas no país e impedindo os cristãos de cultuar a Deus. (Foto: Morning Star News)

Na Argélia, país muçulmano do norte da África, só restam oito igrejas abertas, após uma campanha do governo contra igrejas protestantes.

Mesmo com o fechamento de templos e a dificuldade de registrar grupos religiosos no país, os cristãos argelinos permanecem firmes na fé e o Evangelho continua se espalhando, segundo Yemathen*, um líder cristão local, do ministério A3.

“É tão triste saber que os prédios [da igreja] estão fechados, porque muitas famílias se reúnem e também estão ajudando as crianças a crescerem juntas e ensiná-las na escola dominical”, comentou Yemathen, à Mission Network News.

Mas, testemunhou: “O governo não pode fazer outra coisa senão fechar os prédios. As igrejas realmente estão se formando em lugares diferentes”.

Agora clandestinas, as igrejas estão se reunindo em casas. “Os jovens e os jovens adultos têm suas próprias atividades e trabalham juntos em seus próprios programas. Infelizmente, eles não conseguem [fazer] isso nas igrejas domésticas”, lamentou o líder.

Yemathen relatou que, apesar da perseguição, o cristianismo continua se multiplicando no país islâmico.

“As igrejas ainda estão crescendo. O impacto ainda é o mesmo. O Evangelho está se espalhando. Enquanto o governo está tentando fechar todas as igrejas, porque acredita que os cristãos não têm o direito de existir em um contexto muçulmano, essas igrejas floresceram e cresceram ao longo dos anos, apesar das dificuldades e da dura perseguição que o governo os causou”, declarou.

“Preferem carregar a cruz”

A maioria dos cristãos argelinos são ex-muçulmanos. Embora corram risco por sua nova fé, eles escolhem seguir a Cristo.

“Há um testemunho ousado desses cristãos porque, ao longo dos anos, eles descobriram que o governo ou as escolas mentiram para eles sobre a verdade. Agora que descobriram Jesus Cristo, eles falam abertamente sobre sua fé e acreditam que Deus designou esses tempos para serem libertados”, explicou Yemathen.

E acrescentou: “Vários cristãos calcularam o custo e preferem carregar a cruz, por mais difícil que seja para eles, até o ponto de perder a vida. Eles ainda consideram seguir a Jesus melhor do que qualquer outra coisa”.

O líder pediu orações pelos irmãos argelinos, para que Deus os fortaleça em meio às provações.

“Os cristãos na Argélia estão passando por momentos difíceis. Acho que uma maneira de orar pelos argelinos é que continuem a ter esse testemunho ousado, mas também interceder com eles, adotá-los em orações, elevá-los ao Senhor em oração para que continuem a resistir às provações e as dificuldades, não importa o que isso levará em termos de perseguição”, afirmou.

A Argélia ocupa o 19º lugar da Lista Mundial de Perseguição da Missão Portas Abertas. Os cristãos no país sofrem discriminação e assédio da família, amigos e do governo.

“Eles acreditam que a única religião que deveria existir e tem o direito de existir na Argélia é a religião muçulmana. Politicamente, diriam que estão abertos aos cristãos, mas da maneira que eles entendem que deveria ser e com limitações”, observou Yemathen.

*Nome alterado por razões de segurança.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Board International

Muçulmanos estão conhecendo Jesus através de sonhos e visões, diz organização cristã

Grupo de muçulmanos (Foto: Canva Pro)
Grupo de muçulmanos (Foto: Canva Pro)

De acordo com o Global Christian Relief, os muçulmanos da África Oriental estão experimentando uma nova vida em Cristo através de experiências sobrenaturais. Por conta disso, porém, enfrentam a perseguição.

“Quando uma pessoa deixa o islã e aceita Jesus Cristo como seu salvador pessoal, há muitas pressões. Seu parceiro pode ser levado embora, eles podem perder seus bens, eles serão isolados da comunidade e seus filhos não terão os mesmos direitos que os outros”, disse Arif (nome fictício por razões de segurança).

Arif é um cristão perseguido e destacou o alto preço que os muçulmanos estão pagando para seguir a nova fé em países onde prevalece o islamismo: “O islã é uma religião com raízes profundas e seus seguidores são realmente comprometidos”.

Cristianismo visto como religião ocidental

O cristão explica que o cristianismo é visto como uma religião ocidental que precisa ser silenciada. Logo, existe uma grande dificuldade para evangelizar, mas isso não está impedindo o crescimento da Igreja.

A conversão de muçulmanos, conforme a organização, tem acontecido por meio de intervenção divina. Negash, por exemplo, testemunha que era um muçulmano devoto.

Em suas próprias palavras, era um “extremista”. Ele cresceu estudando o Alcorão e veio de uma família muçulmana rígida. Em sua loja local, alguém deixou uma Bíblia como garantia de pagamento. A princípio, Negash ficou frustrado porque a Bíblia não tinha valor para ele.

‘Sonhei com o homem de branco’

“Depois disso, numa noite, enquanto dormia profundamente, um homem de branco apareceu em sonho e disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’. O sonho foi perturbador e maravilhoso”, compartilhou.

“Eu estava com medo e, ao mesmo tempo, queria vê-lo novamente”, diz Negash ao contar que abriu a Bíblia e encontrou a passagem correspondente em João 14.6 e, no mesmo momento, entregou sua vida a Jesus e abandonou o islã.

“A história da conversão de Negash ilustra lindamente que Jesus é o ‘Bom Pastor’ e que sai em busca de suas ovelhas perdidas. Não importa a profundidade da fé que alguém possa ter em determinada religião ou prática, uma única interação com Cristo é suficiente para mudar até mesmo o curso de vida mais ousado”, disse a organização.

‘Fui espancado e preso’

Tanto Negash quanto Arif confessaram que tinham “nojo dos cristãos” e que os perseguiam e ficavam furiosos quando viam algum amigo abandonar o islã para seguir Jesus.

Arif compartilhou que teve visões de uma ovelha investindo contra ele: “As visões eram tão intensas que me deixaram fisicamente doente”. Foi por meio de um cristão que ele teve acesso a uma Bíblia e também leu João 14. “Encontrei a verdade. Meu coração foi tocado e cativado”, disse.

Mas, ao se decidir por Cristo, Arif passou a ser perseguido: “Fui espancado e preso por quatro meses. Até minha família ficou contra mim e destruiu minha casa”, disse ao revelar que perdeu sua herança e sua esposa foi forçada a se casar com outro muçulmano. Arif ficou sem nada e ainda foi expulso da comunidade onde vivia.

O preço pago por quem abandona o islã para seguir Jesus

E foi por meio das provações que Arif se tornou um evangelista e agora diz que quer ver outros muçulmanos conhecerem a Cristo. Ele disse que quer ser a ajuda que vão precisar quando abandonarem o islã e passarem a ser perseguidos também.

Em muitas regiões onde os muçulmanos se convertem, é o islã que prevalece e onde há radicais e extremistas que travam uma luta violenta contra eles em nome de Alá. Nigéria e Afeganistão são os maiores exemplos, onde cristãos são espancados, torturados e até mortos por causa de sua fé.

O preço pago por um muçulmano que abandona o islã envolve a perda de bens, família, relacionamentos familiares, emprego, herança e até a segurança pessoal.

Mesmo assim, quando Negash pensa nos muçulmanos que o atacaram e ameaçaram sua vida, ele disse que não fica ressentido ou zangado, em vez disso, ele chora e clama por eles: “Não podemos dizer ao cego: Por que você não vê?”, ele concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Global Christian Relief

Terroristas matam 27 cristãos na Nigéria

Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )
Cristãos durante culto em igreja na Nigéria (Foto: Gracious Adebayo/Unsplash.com )

O mês de março registrou dois ataques contra cristãos no estado de Kaduna, na Nigéria, realizados por pastores Fulani e outros terroristas, resultando na morte de 27 pessoas, de acordo com informações locais.

Os moradores relataram que os dois ataques ocorreram no condado de Zangon Kataf, sendo que o primeiro aconteceu na vila de Langson em 14 de março, com 10 cristãos mortos. Já o segundo foi na vila de Ungwan Wakili em 10 de março, resultando na morte de 17 pessoas.

Segundo moradores de Langson, dezenas de outros ficaram feridos no ataque que começou às 21h.

“Peço ao governo que combine palavras com ações, prendendo os perpetradores, já que o governo os conhece e onde eles estão”, disse Sam Achie, presidente da associação de desenvolvimento comunitário da área.

“Apelo ao governo da Nigéria para, com urgência, enviar mais agentes de segurança para a área do governo local de Zangon Kataf, a fim de deter os ataques recorrentes a cristãos inocentes cujas vidas e propriedades estão sendo destruídas sem motivo justificável.”

De acordo com os moradores de Ungwan Wakili, os terroristas muçulmanos atacaram a vila e as comunidades cristãs próximas por cerca de 40 minutos, por volta das 21h, antes de se retirarem.

“A casa da minha família na vila foi atacada por terroristas e pastores armados”, disse o morador Joshua Solomon ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “A casa foi incendiada e ninguém sobreviveu. Eles mataram todos os membros da minha família.”

Cristãos feridos e mortos

Todos os 16 cristãos mortos, entre homens e mulheres, foram identificados por Solomon. Ele também identificou seis cristãos recebendo tratamento hospitalar por ferimentos recebidos no ataque.

Barnabas Tonak, morador local, afirmou que sua mãe e o sogro, juntamente com seus dois filhos, estavam entre as vítimas fatais do ataque.

“Nossos agressores eram pastores muçulmanos Fulani que vieram junto com terroristas para invadir nossa comunidade”, disse Tonak em uma mensagem de texto ao Morning Star News.

“Ao todo, 17 cristãos foram mortos durante o ataque. Cinco membros da minha família estavam entre os mortos e outro membro da família ficou ferido. Além de matar nosso povo, esses pastores destruíram deliberadamente nossas fazendas e plantações no passado”.

Cristãos do sul de Kaduna que fugiram para a Europa condenaram os ataques.

“Estamos preocupados com os recentes assassinatos em Ungwan Wakili e outras aldeias que resultaram na perda de mais de 17 vidas, com cidadãos inocentes feridos”, declararam em comunicado Casimir Biriyok e Janet Nale, presidente e secretária, respectivamente, da organização de direitos humanos Southern Kaduna People in Diaspora (SOKAPDA).

“Esses ataques estão ocorrendo apenas três meses após o assassinato em massa de 38 aldeões cristãos inofensivos nas comunidades de Malagum, Kamuru-Ikulu e Abun (Broni Prono) no sul de Kaduna em 18 de dezembro de 2022.”

Crimes ignorados

Os moradores afirmaram que não receberam nenhuma declaração das autoridades sobre os ataques e que também não houve visitas de oficiais aos sobreviventes.

“Os governos da Nigéria e do estado de Kaduna mostraram pouco apoio às vítimas ou emitiram uma simples declaração de condenação dos assassinatos”, disseram eles.

Os cristãos do sul de Kaduna que vivem na Europa acham difícil compreender como as vidas humanas parecem ter pouco ou nenhum valor na Nigéria em geral e no estado de Kaduna, disseram eles.

“É essencial exigir que aqueles que juraram nos proteger façam o necessário, pois nós, na diáspora, estamos frustrados porque, no século 21, tecnologias como rastreamento de telefone, geoórbitas por satélite, drones e espionagem à moda antiga etc. não foi totalmente utilizado”, disseram Biriyok e Nale.

“O pacífico estado de Kaduna que conhecíamos não existe mais, e esperamos sinceramente que em algum lugar dentro da classe política, alguém leve a sério a segurança de vidas, pois é absolutamente trágico que nosso estado tenha se tornado um campo de matança.”

Muhammad Jalije, porta-voz do Comando da Polícia do Estado de Kaduna, disse em um comunicado apenas que “posso confirmar que houve um ataque e pessoas foram mortas”.

Perseguição em crescimento

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé em 2022, com 5.014, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição de 2023 da Portas Abertas.

O país africano também liderou o mundo em cristãos sequestrados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados ​​à força ou abusados ​​física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos.

Como no ano anterior, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e pessoas deslocadas internamente.

Na lista dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria subiu para a sexta posição, sua classificação mais alta até o momento, em comparação com a sétima posição do ano anterior.

“Militantes do Fulani, Boko Haram, Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e outros conduzem ataques a comunidades cristãs, matando, mutilando, estuprando e sequestrando para resgate ou escravidão sexual”, observou o relatório da Portas Abertas.

“Este ano também viu essa violência se espalhar para a maioria cristã ao sul da nação… O governo da Nigéria continua a negar que isso seja perseguição religiosa, então as violações dos direitos dos cristãos são realizadas com impunidade.”

De acordo com um relatório recente do Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG), os Fulani, predominantemente muçulmanos, são compostos por centenas de clãs de várias linhagens diferentes, que não possuem visões extremistas. No entanto, há alguns grupos de Fulani que aderem à ideologia islâmica radical. Os Fulani contam com milhões de pessoas na Nigéria e no Sahel.

“Eles adotam uma estratégia comparável ao Boko Haram e ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir os cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”, afirma o relatório do APPG.

Líderes cristãos na Nigéria acreditam que os ataques de pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria são motivados pelo desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, já que a desertificação tornou difícil para os pastores sustentarem seus rebanhos.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Concern

Autor da música “Joquebede” pede perdão a igreja: “Agi por impulso”

Cantor e compositor Israel Santos (Foto: Instagram)
Cantor e compositor Israel Santos (Foto: Instagram)

O cantor e compositor Israel Santos, autor da música “Joquebede”, escreveu uma nota em suas redes sociais pedindo perdão pelas coisas que fez no passado.

No texto, ele cita que cometeu erros e que os reconhece, mas vem a público pedir perdão para as pessoas que se sentiram ofendidas.

O autor não revela ao certo sobre o que trata a carta, mas internautas comentaram sobre um curso de como falar em línguas que Israel Santos lançou há alguns anos. Outros falam sobre falsas revelações que ele, que se apresenta como pastor, já fez nas redes sociais e nas igrejas por onde ministra. Israel promete gravar um vídeo sobre o assunto.

Leia a nota na íntegra:

COMUNICADO

Sou o cantor Israel Santos, se você acompanha meu trabalho certamente já ouviu falar muita coisa sobre mim. Os erros que cometi não tenho nenhum problema em reconhecer e pedir perdão. Tanto a Deus quanto as pessoas que ofendi ou se sentiram ofendidas.

A paz do Senhor Jesus!

Pelo tempo de menino, fiz coisas que ia contra alguns principios biblicos, hoje a vida me trouxe maturidade, eu sou pai, casado e tenho responsabilidades, diferentes da época em que infelizmente por falta de direcionamento agi por impulso, este é o último video que gravo referente a este assunto, algumas coisas que você vê por aí fazem parte do passado.

Fonte: Fuxico Gospel e Pleno News

Líderes cristãos e políticos se manifestam após tiroteio em escola presbiteriana nos EUA

Frente da The Covenant School com faixa colocada pela polícia (Foto: reprodução)
Frente da The Covenant School com faixa colocada pela polícia (Foto: reprodução)

Líderes cristãos e políticos expressaram sua devastação depois que um tiroteio em uma escola cristã em Nashville, Tennessee, deixou três crianças e três adultos mortos.

O tiroteio ocorreu na The Covenant School, que atende alunos da pré-escola até a sexta série, em Burton Hills Boulevard na manhã de segunda-feira, 27, de acordo com o Departamento de Polícia Metropolitana de Nashville.

O departamento de polícia identificou as vítimas como Evelyn Dieckhaus, Hallie Scruggs e William Kinney, dois dos quais tinham 9 anos e um de 8 prestes a completar 9 anos, e Cynthia Peak, 61, Katherine Koonce, 60, e Mike Hill, 61.

Koonce era a chefe da Escola Covenant. Hallie Scruggs era filha de Chad Scruggs, o pastor sênior da Covenant Presbyterian Church.

O atirador foi identificado como Audrey Hale, 28, de Nashville, de acordo com o chefe da polícia metropolitana de Nashville, John Drake. Hale era ex-aluno da escola e se identificou como mulher trans. O suspeito também foi morto e encontrado com um mapa desenhado detalhado da escola com pontos de entrada anotados. Drake disse que o suspeito também vigiava o prédio antes de cometer os assassinatos.

Drake disse que as investigações estão em andamento na casa do atirador, onde o pai do suspeito também residia. Hale conseguiu entrar na escola atirando por uma das portas da escola, o chefe de polícia acrescentou: “Temos um manifesto. Temos alguns escritos que estamos revisando que pertencem a este dia, o incidente real. Temos um mapa desenhado sobre como tudo isso iria acontecer.”

Hale, que estava fortemente armado, tinha dois “rifles e uma pistola” e foi morto pela polícia no segundo andar da escola, disseram as autoridades.

Drake disse que foi às lágrimas ao ver os jovens alunos correrem da escola em fila única em direção às árvores perto da propriedade para se protegerem do atirador.

“Fiquei literalmente emocionado ao ver as crianças sendo levadas para fora do prédio”, disse Drake durante uma das três coletivas de imprensa diurnas na segunda-feira.

Em seu site, a Covenant School é descrita como um ministério da Igreja Presbiteriana Covenant, ambas localizadas no sul de Nashville. A escola foi “criada para ajudar os pais cristãos e a Igreja, proporcionando uma experiência acadêmica excepcional fundamentada e informada pela Palavra de Deus”.

Após a notícia do tiroteio, vários líderes cristãos, pastores e figuras políticas foram às mídias sociais para expressar seu choque e devastação.

Franklin Graham

“Por favor, junte-se a mim em oração pelos alunos, professores, funcionários e famílias da The Covenant School em Nashville, TN, na sequência de um tiroteio nesta manhã, onde pelo menos três crianças e três adultos foram mortos. Que Deus conforte e sustente essas famílias”, escreveu Franklin Graham, chefe da Samaritan’s Purse e filho do famoso evangelista Billy Graham, no Twitter.

Cantor e compositor cristão Andrew Peterson

O artista de “Is He Worthy” Andrew Peterson expressou sua devastação no Twitter , escrevendo: “Coração partido por Nashville hoje. Por favor, ore pelas vítimas, famílias, socorristas e pela comunidade em geral. Eu falei e toquei na Covenant School várias vezes, então isso é difícil. Até quando, ó Senhor?”

Pastor Scott Sauls

Scott Sauls, pastor sênior da Igreja Presbiteriana de Cristo em Nashville, Tennessee, exortou seus seguidores a orar pelas vítimas e suas famílias. 

“Vem, Senhor Jesus. Por favor, ore por nossos amigos da Igreja e Escola Presbiteriana Covenant”, escreveu ele.

Candace Owens

A autora Candace Owens disse que ficou “devastada” com o tiroteio.

“Eu moro em Green Hills e estou positivamente devastado pelas famílias afetadas por esta tragédia. Por favor, suspenda sua política e, em vez disso, faça o que essas famílias nesta Escola Cristã gostariam: orar. Ore pela The Covenant School”, escreveu ela.

Owens acrescentou que uma atiradora do sexo feminino é “praticamente inédita”, acrescentando: “Merecemos aprender tudo o que pudermos sobre esse indivíduo”.

Senador do Texas Ted Cruz

O senador Ted Cruz, R-Texas, disse que ele e sua esposa estavam orando pelos afetados pelo tiroteio, 

“Heidi e eu estamos orando por toda a comunidade de Nashville agora. Que o conforto de Deus esteja com a Covenant School após esta atrocidade maligna”, escreveu ele.

Presidente Joe Biden 

O presidente Joe Biden descreveu o tiroteio como “o pior pesadelo de uma família”, “de partir o coração” e “doente”. Biden também elogiou a polícia de Nashville por responder ao tiroteio “em minutos”.

Ele pediu ao Congresso que aprovasse a chamada proibição de armas de assalto, acrescentando: “Temos que fazer mais para impedir a violência armada. Está destruindo nossas comunidades, destruindo a alma desta nação.”

“Temos que fazer mais para proteger nossas escolas para que não sejam transformadas em prisões”, disse ele.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Migração de evangélicos faz aumentar o número de igrejas em Portugal

Templo da Assembleia de Deus em Lisboa, Portugal (Foto: Assembleia de Deus em Lisboa)
Templo da Assembleia de Deus em Lisboa, Portugal (Foto: Assembleia de Deus em Lisboa)

Milhares de brasileiros que, nos últimos anos, migraram para Portugal, têm procurado abrigo nas igrejas evangélicas. Segundo o advogado Fernando Soares Loja, vice-presidente da Comissão de Liberdade Religiosa (CLR), quatro em cada 10 cidadãos oriundos do Brasil que vivem em Portugal são evangélicos.

Há quem assegure que essa proporção é maior, dada a coincidência do forte crescimento da comunidade brasileira em território luso com o aumento expressivo das pessoas que seguem a religião evangélica.

Entre 2011 e 2021, a população de brasileiros legais em Portugal passou de 111,4 mil para 204,7 mil. No mesmo período, o total de evangélicos saltou de 75 mil para 186 mil, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

“Na minha avaliação, não dá para fazer o cruzamento desses dados com precisão. É verdade que o incremento no número de evangélicos em Portugal tem muito a ver com a migração de brasileiros, mas também houve aumento entre cidadãos dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Alemanha, da Dinamarca e da Suécia, que são, tradicionalmente, protestantes e entram nas mesmas estatísticas”, explica Soares Loja. Para ele, os dados colhidos pelo INE também refletem a maior confiança das pessoas em explicitar sua opção religiosa. Até 30 anos atrás, num país majoritariamente católico, as minorias se sentiam intimidadas. “Isso mudou ao longo dos anos. Hoje, a liberdade religiosa é uma realidade em Portugal”, assegura.

A presença maior de evangélicos em Portugal é reforçada por outro dado colhido pela CLR: das 50 igrejas abertas de Norte a Sul do país nos últimos quatro anos, 90% são evangélicas. “É uma informação surpreendente”, reconhece a professora Luísa Godinho, mestre e doutora pela Universidade de Genebra, na Suíça. Proporcionalmente, contudo, os evangélicos ainda são menos de 3% da população portuguesa, mas a tendência é de que esse grupo continue crescendo.

No entender da professora, trata-se de um movimento natural, uma vez que Portugal se abriu para os imigrantes. Mas ela faz uma ressalva: “O importante é que os novos grupos religiosos não tragam consigo o conservadorismo exacerbado, o fundamentalismo. Portugal, assim como Espanha e Itália, são países mais atrasados que o restante da Europa justamente porque a Igreja Católica e o Estado quase sempre foram uma coisa só”, explica.

Portas Abertas

Líder da Associação Adonai Church, em Almada, cidade separada de Lisboa pelo rio Tejo, o pastor Fabrizio Santos, 44, descarta rótulos. “Estamos com as portas abertas para todos. A nossa missão é acolher, e isso independe se a pessoa veio da umbanda, do espiritismo, do catolicismo ou de qualquer outra religião”, ressalta.

Ele diz que a procura pela igreja por brasileiros tem sido cada vez maior, pois muita gente está vendo frustrados os planos de mudança para Portugal. “Outro dia, um dos nossos fiéis encontrou um casal, com uma criança, dormindo em uma estação de trem porque não tinha mais dinheiro para nada. Além de moradia por quase 15 dias, conseguimos arrumar emprego para eles”, relata.

Para o pastor, é importante assinalar que, mesmo 80% da população com mais de 15 anos de Portugal se dizer católica, a liberdade para cultos de outras religiões é grande. Ele lembra que, durante o auge da pandemia do novo coronavírus, as autoridades portuguesas permitiram que as igrejas ficassem abertas para o caso de alguém procurar ajuda. “Isso foi muito importante.” Em meio a essa liberdade, também há problemas. “Em algumas localidades, há denúncias de moradores à polícia contra as igrejas. Eles reclamam do barulho. Mas nada grave”, ressalta. “Temos de lembrar que estamos num país com cultura diferente. Respeitamos.”

A realidade espiritual de Portugal

Há quatro anos, o pastor João Luiz Melo está em Portugal com a família. Nos dois primeiros anos, ele ajudou na revitalização de uma igreja portuguesa. Agora, pouco mais de um ano e meio, o líder religioso deu início à plantação da Igreja Batista Local, no Porto, que a princípio contou com apenas 13 pessoas.

Atualmente, aos domingos, nos cultos, há uma frequência de 100 pessoas. “Já estamos com três pequenos grupos na região do Porto, que envolve cerca de 60 pessoas, e já vamos formar o quatro”. A perspectiva é alcançar também o interior do país.

O pastor batista afirma que, graça a Deus, tem aumentado a presença evangélica em solo português, principalmente pela influência dos brasileiros. “Temos trabalhado muito, para que seja um crescimento de qualidade”, pontua e emenda: “Um desafio é quebrar o paradigma de que a prática evangélica representa uma religião de imigrantes”.

Em contrapartida, João Luiz ressalta que a realidade espiritual de Portugal não é tão conhecida no Brasil. Isto porque as pessoas acham que é um país apenas católico. No entanto, “cerca de 10% da população está envolvida com bruxaria. Há uma muita gente que procura os bruxos, os místicos”.

A outra realidade portuguesa, segundo o líder batista, é a idolatria. “Mais de 200 mil pessoas passam por dia no Santuário de Fátima”. Dentro desse contexto, ele considera Portugal um país ainda não alcançado pelo Evangelho. Por outro lado, na visão do pastor João Luiz, a partir dessa nova configuração, o país pode ser apontado como a porta de entrada das Boas Novas de Jesus para a Europa, que vive um período pós-cristão ou, conforme alguns estudiosos, pré-avivamento.

“Igrejas estranhas, para estrangeiros”

Levantamento da Aliança Evangélica Portuguesa, realizado em 2020, ano em que quase 35 mil brasileiros receberam autorização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para se estabelecerem em Portugal, o número médio de frequentadores por igreja evangélica passou para 73, ante 49 de quatro anos antes. A percepção, no entanto, é de que, atualmente, esse número é bem maior. A mesma entidade assinala que esse aumento tem a ver com o crescimento da imigração. Isso, inclusive, faz com que muitos portugueses vejam essas igrejas como “estranhas, para estrangeiros, deles para eles”. Pouco mais de 70% desses templos são comandados por pastores brasileiros.

Na opinião do vice-presidente da Comissão de Liberdade Religiosa, Fernando Soares Loja, o estranhamento dos portugueses em relação aos evangélicos não pode ver visto como preconceito. Ele diz que, a despeito de as pesquisas apontarem que 80% dos cidadãos de Portugal se dizem católicos, boa parte deles não é praticante. Também não se pode dizer que a sociedade portuguesa é conservadora em excesso. “Para comprovar isso, basta ver a representação na Assembleia da República, que aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto e a eutanásia“, detalha. “Temos uma sociedade mais pulverizada.”

A professora Luísa Godinho torce para que a pluralidade de pensamento prevaleça em Portugal e acredita que o número de pessoas que dizem não seguir nenhuma religião vai crescer. Hoje, eles já são mais de 10% da população, a maioria, jovens. Com isso, frisa ela, poderá se corrigir o atraso de Portugal, um dos poucos países europeus a não enfrentar uma reforma protestante, que confrontou o poder da Igreja Católica. “As sociedades que passaram por essa revolução aprenderam a ler mais cedo e têm uma relação mais livre com Deus”, conclui.

Com informações de Correio Braziliense e Comunhão

Ads
- Publicidade -
-Publicidade-