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Assembleias legislativas e Câmara dos Deputados têm recorde de pastores evangélicos eleitos

Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados e as assembleias legislativas estaduais terão, a partir de 2023, um número recorde de parlamentares que usaram termos de identificação evangélica, como “pastor”, “bispo” e “missionário”, em disputas eleitorais.

Levantamento do GLOBO com base em dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até segunda-feira, 3, aponta que ao menos 28 deputados federais, estaduais e distritais eleitos se apresentaram ao eleitorado com denominações evangélicas, sendo 16 como pastores.

Até então, os maiores índices de sucesso de candidatos pastores e de outras nomenclaturas evangélicas haviam aparecido nas eleições de 2002 e de 2014, com 27 eleitos em cada uma. Nas duas ocasiões, 16 candidatos se apresentaram como pastores.

O número de candidaturas com identidade religiosa aumentou cerca de 25% neste ano, atingindo o maior patamar na série histórica desde 2002, de acordo com levantamento do GLOBO, que considerava candidatos que apresentaram alguma nomenclatura ou ocupação religiosa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo aqueles ligados ao catolicismo e a religiões de matriz africana. O número de pastores candidatos neste ano, de 476, foi cerca de 20% superior ao registrado em 2018.

Para considerar o número de pastores e outros tipos de identidade evangélica entre os eleitos em 2022 (veja a lista ao fim da reportagem), O GLOBO considerou o uso dessa nomenclatura na atual eleição ou em disputas anteriores, mesmo critério adotado para todos os anos da série histórica. Em 2006, apenas nove candidatos com essa identificação foram eleitos para a Câmara e para as Assembleias Legislativas. O número de eleitos saltou para 18 em 2010, patamar semelhante ao da eleição de 2018, com 21 candidatos bem sucedidos.

Em meio a uma disputa presidencial marcada por seguidos acenos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT) ao eleitorado evangélico, parte dos candidatos mudaram a estratégia de disputas anteriores e passaram a adotar termos e expressões ligados ao meio evangélico que não apareciam até então.

No Rio, por exemplo, os irmãos Marcos e Filipe Soares, eleitos deputado federal e estadual, respectivamente, ambos pelo União Brasil, incluíram as iniciais do pai, o líder evangélico Romildo Ribeiro Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Com isso, o sobrenome que levaram às urnas passou a ser “RR Soares”, forma pela qual o pai se popularizou entre fiéis.

O expediente de associar o nome do candidato à igreja é adotado também por parlamentares ligados à Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Neste ano, além do deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), ex-presidente da bancada evangélica na Câmara, dois deputados estaduais ligados à igreja se elegeram à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O número de evangélicos eleitos é ainda maior, já que também há parlamentares que, mesmo sem termos como “pastor” ou “bispo” junto ao nome, possuem o “carimbo” religioso em suas trajetórias.

Um desses casos é o do ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, e que se elegeu deputado federal. A candidatura de Crivella teve suporte da Catedral de Del Castilho, principal templo e sede da Universal no Rio, onde santinhos do ex-prefeito foram distribuídos nas últimas semanas na entrada de cultos. Outro nome que teve apoio da Universal, e que tampouco usa nomenclaturas religiosas na urna, foi o deputado estadual e pastor licenciado Danniel Librelon (Republicanos), reeleito à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Há ainda pelo menos uma centena de pastores e outros candidatos com identidade evangélica que figuram como suplentes de deputado federal, e podem ocupar cadeiras vagas no decorrer da próxima legislatura. A “lista de espera” inclui nomes como o pastor Junior Trovão (Republicanos), no Rio, e o cantor gospel e pastor Jairinho (União), de Pernambuco.

Deputados federais eleitos
Paulo Freire da Costa (PL-SP) (concorreu como “PR. Paulo Freire” em eleições anteriores)
Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
Pastor Eurico (PL-PE)
Pastor Gil (PL-MA)
Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
Marcos RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)
Pastor Diniz (União-RR)
Gilberto Abramo (Republicanos-MG) (concorreu como “Bispo Gilberto” em eleições anteriores)
Cezinha de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Clarissa Tércio (PP-PE) (nome de urna faz referência ao marido, Pastor Junior Tércio)

Deputados estaduais eleitos
Adalto Santos (PP-PE) (concorreu como “Presbítero Adalto” em eleições anteriores)
Alex de Madureira (PSD-SP) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Apóstolo Luiz Henrique (Republicanos-CE)
Bispo Alves (Republicanos-ES)
Cantora Mara Lima (Republicanos-PR)
Carlos Cezar (PL-SP) (concorreu como “PR. Carlos Cezar” em eleições anteriores)
Carlos Henrique (Republicanos-MG) (concorreu como “Pastor Carlos Henrique” em eleições anteriores)
José de Arimateia (Republicanos-BA) (concorreu como “Pastor José de Arimateia” em eleições anteriores)
Oseias de Madureira (PSD-PS) (nome de urna cita a Assembleia de Deus de Madureira)
Pastor Cleiton Collins (PP-PE)
Pastor Daniel de Castro (PP-DF)
Pastor Junior Tércio (PP-PE)
Pastor Oliveira (Republicanos-AP)
Pr. Alcides Fernandes (PL–CE)
Ricardo Arruda (PL-PR) (concorreu como “Missionário Ricardo Arruda” em eleições anteriores)
Sérgio Peres (Republicanos -RS) (apresentou-se como “PR. Sergio Peres” em eleições anteriores)
Filipe RR Soares (União-RJ) (usa o nome do pai, RR Soares, liderança evangélica)

Fonte: O GLOBO

Após a morte de Mahsa Amini, cristãos condenam opressão e discriminação no Irã

À medida que a morte de Mahsa Amini continua a provocar protestos globais, os cristãos iranianos estão somando suas vozes à condenação expressa sobre o tratamento das mulheres e o uso forçado do hijab, véu que cobre os cabelos e o corpo das mulheres muçulmanas, no Irã.

Protestos furiosos foram realizados no Irã, no Reino Unido e em outros países depois que a jovem de 22 anos morreu sob custódia da polícia iraniana. Amini foi presa em 13 de setembro por supostamente usar um hijab “impróprio”.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, tentou culpar os EUA e Israel pelos protestos sem precedentes.

A instituição de caridade anti-perseguição Article18 emitiu uma declaração conjunta com o Conselho de Igrejas Iranianas Unidas de Hamgaam e o Centro Teológico Pars elogiando os manifestantes por sua “coragem incomparável” e pedindo o fim das leis “discriminatórias” sobre o uso do hijab.

“Nós, como muitas pessoas no Irã que protestaram nas ruas da cidade com coragem incomparável após a morte de Mahsa, consideramos a imposição do hijab obrigatório ao povo do Irã – representando uma série de identidades religiosas, étnicas e culturais – uma violação óbvia dos direitos humanos e exigimos o fim desta e de outras leis discriminatórias”, disseram as três organizações.

“‘Somos todos Mahsas’ e ‘Mulheres, Vida, Liberdade’ estão entre os slogans dos bravos homens e mulheres do Irã, lembrando-nos que estamos todos juntos, independentemente de etnia, religião, idioma ou crença, nesta luta contra a dor compartilhada da injustiça, opressão e ditadura religiosa, bem como nossa esperança de vida, liberdade e igualdade”.

Seus apelos são apoiados pela instituição de caridade Portas Abertas, que defende cristãos perseguidos em todo o mundo, incluindo aqueles no Irã.

A CEO da Portas Abertas do Reino Unido e da Irlanda, Henrietta Blyth, disse que os cristãos têm participado dos protestos dentro e fora do Irã.

Para os cristãos dentro do Irã, isso representa um risco considerável para eles mesmos, pois já são fortemente perseguidos por sua fé.

Muitos frequentam igrejas domésticas e vivem sob a ameaça constante de batidas, prisões e torturas. Alguns só se encontram com outros cristãos online por causa do risco de represálias.

Tão grave é o nível de perseguição no Irã que o país é o número nove na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas, um ranking anual dos 50 países onde os cristãos enfrentam a perseguição mais extrema.

“O regime iraniano tem um dos piores registros de direitos humanos de perseguição estatal no mundo”, disse Blyth.

“Os cristãos no Irã só poderão desfrutar de seus direitos religiosos se os direitos de toda a população do Irã forem honrados.

“Cristãos dentro e fora do país estão se juntando às manifestações. Todos estão apoiando a luta do Irã pela liberdade. Estamos esperançosos por uma mudança.”

Como resultado do desligamento da internet no Irã, os cristãos do país estão pedindo ao corpo global de Cristo que seja sua voz neste momento sem precedentes.

“A perseguição está aumentando no Irã, mas, apesar disso, também vemos o crescimento da igreja”, acrescentou Blyth. “Os cristãos iranianos não estão sozinhos.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Cristãos dizem que precisam de mais exemplares da Bíblia, na China

Bíblia sobre a bandeira da China
Bíblia sobre a bandeira da China

“Precisamos de Bíblias”, compartilham os cristãos chineses de várias igrejas, conforme Kurt Rovenstine, do Bibles for China — ministério que fornece a Palavra de Deus aos cristãos que vivem na China rural.

Kurt disse que esteve em contato com vários líderes cristãos chineses e que todos estão compartilhando a mesma mensagem. Mas, por que está faltando Bíblias para os crentes na China?

Para Kurt, existem algumas teorias: “Por um lado, a imposição de regulamentos durante a pandemia fez com que as autoridades não permitissem o registro de igrejas novas — menos igrejas registradas significam menos Bíblias impressas”.

Isso porque as gráficas acham que não há mercado ou porque o número de Bíblias impressas é determinado pelo que o governo acha necessário. Por outro lado, porém, ele aponta para os obstáculos mais tradicionais, como as dificuldades na distribuição e no transporte.

“O mercado está realmente se esgotando? Absolutamente não. Na verdade, os cristãos estão tão desesperados pela palavra de Deus como sempre”, Kurt explicou.

“Não há nenhuma província em que trabalhamos que tenha dito: ‘Não precisamos de Bíblias’ ou ‘não queremos Bíblias’. A necessidade continua forte”, continuou.

Por isso, o líder do Bibles for China explica que está buscando novas estratégias que devem ajudá-los a levar Bíblias para as igrejas necessitadas: “Espero que, nos próximos dois meses, tenhamos uma boa ideia de como fazer isso”.

Kurt pede orações pelos cristãos chineses que buscam mergulhar mais fundo na palavra de Deus. “Eles têm familiares e querem compartilhar com eles as Escrituras para que cresçam em sua fé e que possam agregar valor espiritual à Igreja na China”, enfatizou.

Embora haja muitas frustrações pela situação do país, Kurt disse que acredita que as orações podem transformar os obstáculos em oportunidades.

Fonte: Guia-me com informações de MNN

Eleições 2022: Campanhas de última hora nas igrejas evangélicas podem ter ampliado votos de Bolsonaro

Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados
Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados

O desempenho do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições pode ter sido influenciado por campanhas de última hora realizadas dentro de igrejas evangélicas, afirma a brasilianista e cientista política americana Amy Erica Smith, da Universidade Estadual de Iowa.

“É possível que a campanha dentro das igrejas ou nas redes sociais direcionada aos fiéis evangélicos tenha tido um papel relevante nos resultados”, diz a professora, que é autora do livro Religion and Brazilian Democracy: Mobilizing the People of God (Religião e Democracia Brasileira: Mobilizando o Povo de Deus, em tradução literal).

Segundo a cientista política, é comum que nos dias que antecedem o pleito ou no próprio domingo de votação, líderes religiosos defendam candidatos em seus sermões ou nas redes sociais.

As informações são da BBC Brasil.

“Com isso, pode haver mudanças de última hora em favor do candidato apoiado pelas igrejas”, afirmou à BBC News Brasil.

“Alguns chamam isso de clientelismo, mas não é bem por aí, porque não há necessariamente compra de votos. O que acontece é que muitas pessoas ainda estão indecisas e acabam tomando a decisão no último dia, influenciadas pelas igrejas”.

A polêmica das pesquisas

Pesquisas divulgadas nos dias anteriores à eleição mostram Bolsonaro com ampla vantagem sobre Lula entre eleitores evangélicos.

Na pesquisa Datafolha divulgada em 29 de setembro, o presidente ampliou sua vantagem numérica entre o grupo. Ele manteve os 50% registrados no levantamento anterior, mas viu Lula cair de 32% para 30% – uma diferença de 20 pontos porcentuais.

Nas redes sociais também são muitos os líderes e personalidades religiosas que apoiaram o atual mandatário.

Os evangélicos correspondem a cerca de 25% da população brasileira, de acordo com pesquisas de intenção de voto do Ipec.

Amy Erica Smith ressalta ainda a forma como as pesquisas de opinião não foram capazes de mensurar corretamente o apoio de Bolsonaro entre os eleitores brasileiros.

Na véspera do pleito, pesquisas Datafolha e Ipec mostravam Lula com ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro nos votos válidos.

Na pesquisa Ipec, o petista tinha 51% dos votos válidos e o atual presidente, 37%. No Datafolha, Lula tem 50% dos votos válidos, contra 36% de Bolsonaro.

“Bolsonaro em vários momentos pregou certa desconfiança em relação às pesquisas. Isso pode ter feito com que alguns de seus eleitores não respondessem aos questionários e pesquisadores”, diz Smith.

“Mas as agências de pesquisa certamente passarão as próximas três semanas tentando entender o que deu errado – esse será o grande desafio”

Na opinião da cientista política, Lula ainda é favorito no segundo turno, mas a também ampla base de apoio de Bolsonaro pode representar problemas para o petista.

“O cenário atual é justamente o que Lula queria evitar”, diz.

“Muitas pessoas já diziam que se os resultados [dos dois candidatos] fossem próximos, seria mais fácil para Bolsonaro dizer que as eleições foram fraudadas. O fato das pesquisas terem subestimado o apoio a ele, pode fortalecer esse discurso.”

Fonte: BBC Brasil

Nikolas Ferreira é eleito o deputado federal mais votado de Minas Gerais

Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado de Minas Gerais
Nikolas Ferreira, deputado federal mais votado de Minas Gerais

O vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), de 26 anos, foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil, com 1.492.047 votos. Apoiador do presidente Bolsonaro, o jovem defende a bandeira conservadora e tem suas redes sociais como principal ferramenta de divulgação. No Instagram, por exemplo, Nikolas possui mais de 3 milhões de seguidores.

Com a eleição deste domingo (2), Nikolas é terceiro deputado federal mais votado na história do país. Ele fica atrás de Enéas Carneiro (Prona-SP), eleito em 2002 com 1,57 milhão de votos, e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), eleito em 2018 com 1,84 milhão de votos.

“Essa vitória para mim é fruto de muito trabalho, de muita luta. É mostrar que o jovem, ele pode ser conservador e não simplesmente pensar no final de semana e ser escravo de suas vontades”, disse Nikola ao jornal O Estado de Minas. “Essa vitória para mim representa que o Brasil tem esperança de que a gente está plantando aqui sementes para um Brasil com futuro muito melhor”, completou.

Nikolas ganhou notoriedade em 2021 ao gravar um vídeo em que foi impedido de visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, por não apresentar o comprovante de vacinação contra covid-19. Ele se apresenta como “cristão, conservador e defensor da família”. No seu estado, ele coordena o movimento Direita Minas. “A gente não pode deixar de mandar um recado aqui para a esquerda: vai ter que engolir o Nikolas federal”, disse Nikolas neste domingo (2) após saber do resultado das urnas.

Nikolas Ferreira foi criado na comunidade Cabana do Pai Tomás. O local é conhecido por ser um dos mais violentos da cidade Belo Horizonte. O parlamentar é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e já afirmou que foi hostilizado na faculdade por suas pautas conservadoras – como o combate ao feminismo, ao que ele chama de “ideologia” de gênero e as críticas à esquerda. Para ele, os estudantes pobres são vítimas da “doutrinação ideológica”. Ele defende bandeiras neoliberais na economia.

Em 2020, Nikolas foi eleito vereador por Belo Horizonte, sendo o segundo mais votado da capital mineira. Nos últimos dois anos, o político tem se destacado principalmente nas redes sociais, se tornando um dos apoiadores mais influentes de Bolsonaro na web.

Além disso, o jovem é considerado um dos principais nomes da juventude cristã. A vitória de Nikolas Ferreira reforça o grupo bolsonarista eleito para a Câmara Federal e o Senado.

Folha Gospel com informações de Congresso em Foco e Fuxico Gospel

Eleições 2022: Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e Lauriete não conseguem ser eleitos

Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e a cantora Lauriete
Samuel Mariano, pastor Anderson Silva e a cantora Lauriete

O cantor gospel Samuel Mariano não conseguiu ser eleito deputado estadual pelo estado da Paraíba. Ele conseguiu apenas 5.804 votos.

Muito popular pessoalmente e nas redes sociais, Samuel Mariano chegou a ser apontado como um dos favoritos a uma vaga na Assembleia Legislativa de João Pessoa.

O artista agora irá focar em usar a sua influência para conquistar votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição.

O pastor Anderson Silva, líder da Vivo Por Ti, em Brasília, concorreu ao cargo de deputado distrital, mas não conseguiu ser eleito. Ele teve 9.067 votos e ficou como suplente.

Anderson Silva é um pastor muito conhecido nas redes sociais por se envolver em muitas polêmicas. E tem sido um perseguidor assíduo dos líderes religiosos que praticam crimes sexuais, principalmente no âmbito religioso.

A cantora gospel Lauriete (PSC), que disputava a reeleição ao cargo de deputada federal pelo estado do Espírito Santo, não conseguiu se reeleger.

Em 2018, ela foi eleita para a Câmara Federal, com 51.983 votos. No entanto, não conseguiu o mesmo feito no último pleito.

Nesta eleição, a atual deputada federal obteve apenas 25.586 votos, totalizando 1,29% dos votos válidos.

Folha Gospel com informações de TSE e Fuxico Gospel

Cristãos são assassinados em ‘níveis epidêmicos’ na Nigéria

Cristãos na Nigéria
Cristãos na Nigéria

Radicais Fulani mataram dois cristãos no estado de Plateau, na Nigéria, um dia depois que terroristas do Estado Islâmico supostamente mataram outros dois na cidade de Kano no último sábado, disseram fontes.

No estado de Kano, no norte da Nigéria, supostos membros da Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) mataram a tiros os dois cristãos por volta das 20h, horário local, em 25 de setembro na capital do estado, disse Chukwudi Iwuchukwu, morador da área.

Ele identificou os cristãos mortos como Ifeanyi Ilechukwu, 41, e Chibuke Emannuel, 33. Iwuchukwu disse que os terroristas do ISWAP os abordaram em sua loja na área predominantemente cristã da cidade de Kano, Sabon Gari, no condado de Fagge.

“Os terroristas chegaram à loja de negócios de Ifeanyi Ilechukwu, onde os cristãos estavam sentados, e atiraram neles à queima-roupa”, disse Iwuchukwu ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “Ilechukwu morreu na hora, enquanto Emannuel, que foi baleado na perna, morreu no hospital no domingo.”

O assassinato ocorreu após um ataque a bomba em 18 de setembro contra uma empresa de propriedade cristã na cidade de Jalingo, no estado de Taraba, no nordeste da Nigéria, por supostos membros do ISWAP. Os terroristas detonaram um Dispositivo Explosivo Improvisado na loja na área ATC da cidade no condado de Ardo Kola por volta das 21h30, danificando algumas lojas e edifícios residenciais, disse o morador da área James Galvo.

Três cristãos estavam na loja no momento – Henry Boyi, uma mulher identificada apenas como Christiana e uma jovem, disse ele.

“Embora a mulher, a garotinha e Boyi tenham ficado feridos e levados para o hospital, nenhuma vida foi perdida no incidente”, disse Galvo em mensagem de texto ao Morning Star News. “Mas a loja inteira foi destruída em um ataque que foi o quarto ataque desse tipo nos últimos oito meses.”

A explosão danificou a casa adjacente de Samuel Ayodele, disse ele.

Um porta-voz do Comando da Polícia do Estado de Taraba, Usman Abdullahi, confirmou o atentado e disse que os oficiais estão investigando.

Assassinatos no estado de Plateau

No estado de Plateau, no centro da Nigéria, radicais Fulani mataram um cristão no condado de Riyom e outro no condado de Mangu, em 25 de setembro, disseram fontes. Uma mulher cristã no condado de Riyom também foi morta em 19 de setembro.

Alpha Pam Baren, 23, foi emboscada e morta na vila de Bangai, condado de Riyom, por volta das 14h20, horário local daquele mesmo dia, disse Dalyop Solomon Mwantiri, diretor do Centro de Emancipação para Vítimas de Crise na Nigéria (ECCVN). Baren, seu pai e outros avistaram rebanhos de gado pastando em sua fazenda de arroz e foram expulsá-los, disse Mwantiri.

“No caminho de volta para sua aldeia, enquanto os colegas de Baren iam na frente, sem ele saber, alguns radicais Fulani se esconderam em um arbusto próximo, esperando para emboscá-lo”, disse Mwantiri. “Os radicais o emboscaram e o esfaquearam.”

Baren foi resgatado e levado para o Hospital Cristão Vom, uma instalação da Igreja de Cristo nas Nações (COCIN), onde morreu, disse Mwantiri, acrescentando que tais ataques fazem parte de uma tentativa de genocídio.

“Esta é uma estratégia abrangente de varrer toda a população cristã de nossa terra ancestral e da face da Terra”, disse ele. “Até agora, mais de 600 terras agrícolas nas comunidades cristãs de Heipang, Gashish, Ropp, Wereng, Kwi, Jol, Bachi, Rahoss, Foron, Gyel, Vwang e Kuru, com colheitas no valor de $ 462.396 (mais de 200 milhões de nairas), foram destruída pelos radicais nos últimos cinco meses”.

Na vila de Jannaret, no condado de Mangu, “radicais e bandidos” realizaram um ataque por volta das 19h30 de 25 de setembro, matando um cristão, Linus Mapack, e ferindo outros dois, disse o morador da área, Yusuf Charles.

“Eles atiraram em qualquer um à vista”, disse Charles ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “Foi durante esse tiroteio esporádico que um cristão foi morto e outros dois ficaram feridos. Alguns dias atrás, outro cristão também foi morto a tiros na vila de Chanso, outra comunidade cristã”.

Na vila de Tangur, no condado de Bokkos, suspeitos de radicais Fulani sequestraram um cristão também em 25 de setembro, disse um morador da área.

“Os radicais Fulani sequestraram um Jerry Fwankis, um cristão na área do governo local de Bokkos”, disse o morador da área John Akans ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “Estamos profundamente tristes com este incidente. Esses ataques de radicais armados assumiram níveis epidêmicos e precisam ser contidos com urgência pelas agências de segurança da Nigéria”.

Na aldeia predominantemente cristã de Tal, no condado de Pankshin, o líder da comunidade local Nanleng Gotus foi sequestrado por volta da 1h de segunda-feira, disse o morador da área Joshua Gofwen.

“Os radicais Fulani e bandidos armados sequestraram o líder comunitário, Nanleng Gotus, sob a mira de uma arma”, disse Gofwen ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “Seus sequestradores já se comunicaram com sua família e estão exigindo um resgate de US$ 115.600 (50 milhões de nairas)”.

Na vila de Mere, no condado de Riyom, “um grupo de milícias Fulani” em 19 de setembro emboscou e matou uma mulher cristã enquanto ela trabalhava em sua fazenda, disse Mwantiri. Laraba Dauda tinha 60 anos.

“A mulher cristã foi para sua fazenda, mas não voltou para casa”, disse Mwantiri. “Outros aldeões foram alertados por sua família, e um grupo de busca da aldeia saiu em busca dela. O grupo de busca foi atacado pelos radicais no mato, forçando-os a recuar de volta para a aldeia.”

Na manhã seguinte, o grupo de busca voltou à fazenda e encontrou o cadáver, disse ele.

“Ela foi morta pelos radicais, pois seu cadáver tinha um corte no pescoço”, disse ele. “O cadáver da mulher foi recuperado pelo grupo de busca, auxiliado por soldados que foram alertados pelos moradores sobre o assassinato da mulher.”

O funeral de Dauda foi realizado em 20 de setembro no prédio da igreja COCIN na vila de Mere, disse Mwantiri.

“Os aldeões cristãos lamentaram como eles foram atacados incessantemente pelos radicais, e suas colheitas em suas fazendas destruídas por esses radicais”, disse ele.

Na vila de Rizek, no condado de Jos East, radicais suspeitos em 21 de setembro atacaram duas casas, sequestrando uma mulher e uma adolescente, disse um morador da área.

“Os homens armados atacaram a vila por volta das 23h”, disse Augustine Ajik ao Morning Star News em uma mensagem de texto. “Durante o ataque, a casa da Sra. Elizabeth Hassan, membro da ECWA [Igreja Evangélica Vencedora de Todos] Plateau Church na área de Gwafan e membro da equipe do Jos University Teaching Hospital, foi invadida, e sua filha, uma filha de 14 anos de idade. velhinha, foi sequestrada, enquanto os outros membros de sua família escaparam”.

Os agressores também invadiram uma segunda casa na área de Gwafan e sequestraram uma mulher cristã, disse Ajik.

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé no ano passado (1 de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021) com 4.650, acima dos 3.530 do ano anterior, de acordo com Lista Mundial da Perseguição (LMP), da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500, acima dos 990 do ano anterior, de acordo com o relatório da LMP.

A Nigéria ficou atrás apenas da China no número de igrejas atacadas, com 470 casos, segundo o relatório.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Casa de família cristã incendiada em Bangladesh

Cristãos em Bangladesh (foto representativa)
Cristãos em Bangladesh (foto representativa)

Hoje é o Dia Internacional da Não Violência, data escolhida pela Organização das Nações Unidas para incentivar o mundo a evitar atos violentos como tortura e prisões arbitrárias, buscando um mundo mais empático e pacífico.

Em Bangladesh, a violência é parte da realidade da minoria cristã. Grande parte da população é islâmica e intolerante às minorias religiosas. Por acharem que os cristãos são fracos, abusam deles por meio da posse ilegal de terrenos e outros crimes que com frequência ficam impunes.

Alguns vilarejos se mobilizam para expulsar famílias cristãs, assediam e pressionam para que voltem ao islamismo. O cristão de origem muçulmana Rafiqul, de 60 anos, e a família foram vítimas da violência extrema. Os perseguidores tentam há muito tempo expulsá-lo do vilarejo e recentemente queimaram a casa de Rafiqul.

Quando o cristão e a família saíram de casa pela manhã, não imaginavam que nunca mais veriam o lar que construíram. A família com nove membros morava em um pequeno vilarejo, no Norte de Bangladesh. Eles são os únicos cristãos da região. A casa foi incendiada no dia 25 de agosto, enquanto todos estavam trabalhando. Um vizinho avisou Rafiqul sobre o incêndio, mas a construção já estava muito danificada.

Tudo virou cinzas, menos material cristão

Tudo virou cinzas, do telhado ao chão. As únicas coisas intactas foram a Bíblia e os materiais das classes de alfabetização de Rafiqul, o que despertou a curiosidade de muitos vizinhos.

A fonte do incêndio ainda não foi identificada. Não houve testemunhas de quando o fogo começou ou de onde teria vindo. “Os vizinhos muçulmanos perseguem a família de Rafiqul há meses. Eles os atacaram e estão tentando tomar o terreno deles há muito tempo”, disse o pastor local.

Rafiqul acredita que isso tudo aconteceu pelo desejo dos extremistas de que eles saíssem da vila. A família dormiu sob céu aberto, com um teto de plástico improvisado para protegê-los da chuva e só tinha a roupa do corpo para trabalhar no dia seguinte, mas acredita que o Senhor os livrou do pior. Nenhum vizinho se dispôs a ajudá-los por causa da conversão ao cristianismo.

Parceiros locais da Portas Abertas em Bangladesh estão ajudando a família com comida e roupas. Rafiqul e a família têm conseguido aos poucos refazer o lar para resistir ao período das chuvas. Ore por eles.

Socorra cristãos perseguidos 

Ataques causam fome, destruição e traumas a irmãos na fé no mundo todo apenas porque eles creem em Jesus. Sua doação permite que a Portas Abertas atenda às necessidades urgentes de cristãos perseguidos em mais de 70 países. Envolva-se! 

Fonte: Portas Abertas

Pesquisa: 80% afirmam que igreja ou líder religioso não influenciam votos

Urna eletrônica
Urna eletrônica

Oito em cada dez eleitores goianos afirmam que sua igreja ou líder religioso não têm influência sobre a definição do voto, na sexta rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR. A grande maioria – 75,5% – também afirma que não leva em conta a religião do candidato na hora de fazer as opções dos representantes.

O levantamento foi realizado dos dias 26 a 29 de setembro, em meio a um cenário nacional que indica mobilização e influência de igrejas, especialmente do segmento evangélico, na campanha eleitoral.

Apenas 14,9% dos eleitores admitem que a igreja ou o líder religioso têm peso na definição do voto: 8% afirmaram que influencia muito e 6,9% disseram que influencia pouco. Para 80,6%, não haverá qualquer envolvimento da igreja para a escolha dos candidatos. Outros 4,5% não responderam.

Quanto à observância da religião dos candidatos, 20,7% dos goianos admitem certo peso: para 12,5% é um critério decisivo e para 8,2%, há pouca influência. Outros 3,7% não opinaram.

A diferença de resultados de intenção de voto para os candidatos ao governo, presidente e Senado também apontam a mobilização do segmento evangélico em favor de candidatos da direita, especialmente o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.

Estratificação

O grupo de eleitores evangélicos é o que mais admite a influência de sua igreja na definição do voto. Ainda assim, 78,8% negam qualquer relação. Já 16,4% admitem que tem sim um peso na hora de definir o voto.

Entre os católicos, 82,9% afirmam que há total separação. Outros 8,4% admitem grande influência e 5,8%, pequena.

Os eleitores mais velhos (50 anos ou mais) e de nível fundamental são os mais propensos a levar em conta a igreja para definir o voto, mas da mesma forma, a maioria diz que não há influência. No primeiro grupo, 17,3% admitem considerar a religião. No segundo, são 16,9%.

Fonte: O Popular

Vídeo de Lula defendendo fechamento de igrejas foi editado

Ex-presidente Lula
Ex-presidente Lula

Um vídeo do candidato à Presidência da República e ex-presidente Lula (PT) foi editado para parecer que ele teria manifestado ser contra igrejas, padres e pastores. A gravação sofreu cortes que tentam alterar o sentido das falas do petista.

O Projeto Comprova, criado por jornalista para combater a desinformação, encontrou o vídeo original, gravado em 20 de agosto, durante o lançamento da campanha de Lula, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

O conteúdo investigado pelo Comprova foi um vídeo com trecho de Lula discursando no dia 20 de agosto deste ano durante um comício no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Sob o vídeo, aparecem duas frases. Na primeira, é possível ler os termos “Lula fala sobre o fim das igrejas”. A segunda diz que “ele quer dizer que não vai ter mais padres e pastores (sic) isso sim é comunismo”, se referindo ao que Lula dizia no discurso.

Para o Comprova, o conteúdo é enganoso quando é retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações; usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano.

O discurso completo do político tem cerca de 35 minutos. A fala utilizada na peça de desinformação inicia-se aos 14 minutos. Comparando os dois vídeos, o Comprova identificou trechos cortados e alterados na tentativa de dar outro sentido ao que Lula falou.

No discurso sem edições, o petista defende o Estado laico, que já é garantido pela Constituição Federal, diz ser “um homem que crê em Deus” e critica a participação da igreja e de líderes religiosos na política nacional. Em nenhum momento, entretanto, Lula fala sobre fechar igrejas.

Na rede social Kwai, o vídeo com maior alcance encontrado pelo Comprova teve, até o dia 29 de setembro, 436,3 mil visualizações, 13,9 mil curtidas e 5 mil comentários.

O Comprova entrou com o autor do post por meio de mensagem no Kwai, mas não obteve resposta.

Vídeo corta trechos do discurso de Lula

Se comparados o vídeo enganoso e o discurso completo de Lula, fica perceptível que cortes foram feitos para tentar alterar o sentido das falas do petista.

Confira a transcrição do vídeo enganoso:

Quero dizer duas coisas pra vocês. Coisas que eu acredito. E quero dizer olhando nos olhos de vocês, porque tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo para custar (sic) da fé ou da espiritualidade. E eu quero dizer para vocês, eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o Estado laico. O Estado não tem que ter religião. Todas religiões têm que ser defendidas pelo Estado. E eu falo isso com a tranquilidade de um homem. Eu não preciso de padre ou de pastores. Eu posso me trancar no meu quarto quantas horas eu quiser sem pedir favor a ninguém. É assim que a gente tem que fazer pra gente não ser obrigado a escutar pessoas contando mentira, inventando coisas. Por isso, meus companheiros e companheiras, esse dia 20 de agosto, defendo o Estado laico. O estado não tem que ter religião. Todas as religiões têm que ser defendidas.

E abaixo o mesmo trecho do discurso na íntegra, com destaque para os trechos suprimidos:

Quero dizer duas coisas pra vocês. Coisas que eu acredito. E quero dizer olhando nos olhos de vocês, porque tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo. Tem demônio sendo chamado de Deus. E tem gente honesta sendo chamada de demônio. Porque tem gente que não está tratando a igreja pra custar (sic) da fé ou da espiritualidade e está fazendo da igreja um palanque político ou uma empresa para ganhar dinheiro. E eu quero dizer pra vocês, eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o Estado laico. O Estado não tem que ter religião. Todas as religiões têm que ser defendidas pelo Estado. Mas, também quero dizer: as igrejas não têm que ter partido político, porque as igrejas têm que cuidar da fé e da espiritualidade das pessoas. E não cuidar de candidatura de falsos profetas ou de fariseus que estão enganando esse povo o dia inteiro. E eu falo isso com a tranquilidade de um homem que crê em Deus. Eu falo isso com a tranquilidade de um homem de 76 anos de idade, oito filhos criados, oito netos, cinco filhos e uma bisneta. Eu, quando quero conversar com Deus, eu não preciso de padre ou de pastores. Eu posso me trancar no meu quarto e conversar com Deus quantas horas eu quiser. Sem pedir favor a ninguém. É assim que a gente tem que fazer. Pra gente não ser obrigado a escutar pessoas contando mentira. Quando deveria estar cuidando da fé. Quando deveria estar cuidando das prioridades. Quando deveria estar lendo a Bíblia decentemente e não inventando coisas. Por isso, meus companheiros e companheiras, esse dia 20 de agosto, a 43 das eleições para a presidência da República, eu estou orgulhoso…

Candidato não defende fechar igrejas

Ao alterar o andamento do vídeo e o sentido das falas do candidato à Presidência, a peça de desinformação tenta convencer que Lula quer o fim das igrejas ou da religiosidade. Entretanto, o vídeo completo tem outro sentido. O petista defende o Estado laico, que já é uma regra no Brasil, como exposto na Constituição Federal de 1988, nos artigos 5º e 19º.

Liberdade religiosa no Brasil

Procurada pelo Comprova, a assessoria de imprensa de Lula afirmou que ele é “a favor da liberdade religiosa, tendo inclusive assinado a Lei de Liberdade Religiosa durante o seu governo”. Trata-se da lei federal 10.825/2003, que diz que aos partidos políticos e organizações religiosas são “livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”.

Entretanto, o Brasil tem a liberdade de culto e de religião garantida desde a Constituição Federal de 1988. Antes disso, a partir do Código Penal de 1940, em seu artigo 208, o Brasil condenava “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. Em 1997, também entrou em vigor a lei federal 9.459, que preve punição aos “crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

Veja o vídeo completo abaixo:

Fonte: Metrópoles

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