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Contêiner de Bíblias está retido pelas autoridades nas Filipinas

Um contêiner de Bíblias está retido há 6 meses na Filipinas. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Mission Cry).
Um contêiner de Bíblias está retido há 6 meses na Filipinas. (Foto: Imagem ilustrativa/Facebook/Mission Cry).

Um contêiner de Bíblias, enviado por uma missão, está retido há seis meses nas Filipinas.

De acordo com a Mission Network News, a Mission Cry despachou o contêiner, cheio de exemplares das Escrituras e livros cristãos no início deste ano, mas ele foi apreendido pelas autoridades do país.

“Normalmente, todos os anos enviamos contêineres, 18 a 24, contêineres marítimos gigantes, ele sai sem muito problema. As pessoas estão orando por eles”, afirmou Jason Woolford, presidente da Mission Cry, organização que distribui Bíblias em todo o mundo.

Segundo Jason, o confisco do contêiner é parte de um esquema de corrupção nas Filipinas.

“Eles estão tentando fazer com que nosso destinatário do outro lado simplesmente abandone o contêiner. Então eles podem pegar e vender as Bíblias”, revelou.

A Mission Cry já enfrentou esse tipo de corrupção em outros países. Já em países muçulmanos ou hindus, as autoridades barram as Bíblias para as pessoas não terem acesso à fé cristã.

A missão está pedindo oração para que o contêiner seja liberado nas Filipinas e a Palavra de Deus chegue até quem mais precisa.

“Normalmente enviamos Bíblias, materiais de educação cristã, livros cristões e materiais de seminário. Mas este recipiente em particular também tem novas Bíblias Mission Cry, então precisamos que isso seja liberado”, ressaltou Jason.

Neste ano, a Mission Cry já enviou Bíblias para o México, China, Zimbábue, Peru e outros países.

Fonte: Guia-me com informações de Mission Network News

Bolsonaro fala sobre vídeo em loja maçônica; QG bolsonarista se assustou com repercussão

Em live realizada nesta quarta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que foi apenas uma vez em um uma loja maçom. A declaração foi dada um dia após um vídeo dele em um estabelecimento macônico viralizar na internet.

O candidato do PL à reeleição na Presidência da República destacou que foi “muito bem recebido” no local que, segundo ele, era em Brasília. Bolsonaro ressaltou ainda que foi ao local a convite de um amigo.

“Está aí na mídia agora, pessoal me criticando porque fui em loja maçom em 2017. Fui sim, fui em loja maçom, acho que foi a única vez que eu fui numa loja maçom. Eu era candidato a presidente, pouca gente sabia, e um colega falou ‘vamos lá’ e eu fui. Acho que foi aqui em Brasília. Fui muito bem recebido. Me trataram bem”, disse o chefe do Executivo.

A campanha de Jair Bolsonaro (PL) se preparava para fazer ataques contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Porém, entre segunda (3) e terça (4), a equipe do mandatário foi surpreendida com uma onda de compartilhamentos do vídeo do presidente em uma reunião da maçonaria.

A equipe de campanha de Bolsonaro tinha certeza que o tema ficaria restrito apenas no Twitter e em algumas páginas de fofocas do Instagram. Porém, a notícia se espalhou no Telegram, Facebook e WhatsApp, atingindo o eleitor evangélico.

Flávio Bolsonaro (PL) mandou a equipe acionar pastores para defender Bolsonaro. Silas Malafaia foi quem se colocou à frente da confusão e tentou emplacar o discurso que Lula tem relações “ satânicas ”. Só que a narrativa não repercutiu e o governante continua no olho do furacão.

Agora, a ordem é conter danos e evitar que evangélicos passem a questionar a fé do presidente da República. O mandatário exigiu que o QG solucione a questão, porque quer dedicar todos os seus esforços na ampliação de alianças e na organização de comícios.

Guerra santa nas redes sociais

A insatisfação com o tema não é a chance de perder eleitor. Na avaliação da campanha, dificilmente o presidente perderá votos de evangélicos por conta do vídeo, já que os pastores se comprometeram conversar com os fiéis para resolver o assunto.

Só que a preocupação é que os bolsonaristas não esperavam que o PT estava preparado para fazer uma guerra santa nas redes sociais. O ataque petista acuou a equipe de Bolsonaro e obrigou o QG a encontrar saídas para se defender das críticas. Em 2018, a situação era inversa.

O medo é que o Partido dos Trabalhadores paute o segundo turno. “Parece que eles prepararam uma máquina de moer o presidente. Serão semanas duras nas redes sociais. Eles querem pautar a eleição e a gente precisa achar uma estratégia para não permitir”, opinou um aliado de Bolsonaro.

Na transmissão ao vivo de quarta-feira, Bolsonaro afirmou que a esquerda fez um “estardalhaço” em cima do vídeo, e que não tem nada contra os maçons porque é “presidente de todos”.

“Eu sou presidente de todos e ponto final. Fui de novo? Não fui. Agora, sou presidente de todos. Isso agora a esquerda faz estardalhaço. O que tenho contra maçom? Tenho nada. Se tiver alguma coisa a gente vê como proceder. Quero apoio de todos aqui do Brasil”, enfatizou.

Fonte: Último Segundo

Copa do Mundo do Catar: Cristãos correm o risco de discriminação, assédio e vigilância policial

Um evento de apresentação do Estádio Lusail, onde será realizada a final da Copa do Mundo da FIFA. (Foto: Copa do Mundo FIFA).
Um evento de apresentação do Estádio Lusail, onde será realizada a final da Copa do Mundo da FIFA. (Foto: Copa do Mundo FIFA).

O Catar é primeiro país árabe a organizar e sediar a Copa do Mundo, o maior evento de futebol. O evento, que acontece no período de 20 de novembro a 18 de dezembro, recebera 32 seleções.

Os estádios para a Copa do Mundo da FIFA 2022 já estão prontos para receber milhões de torcedores e turistas, dos quais muitos estarão pela primeira no país do Golfo Pérsico.

Muita curiosidade já cerca a competição, que será disputada em um regime islâmico absolutista que negligencia abertamente os direitos humanos. As violações denunciadas vão de mortes de trabalhadores estrangeiros na construção dos novos estádios e a restrição dos direitos das mulheres e de outros grupos sociais minoritários.

A escolha do Catar como país anfitrião do evento que acontece a cada quatro anos foi controversa. Acusações de corrupção e lavagem de dinheiro foram levadas aos tribunais na Suíça (onde a FIFA tem sua sede).

A liberdade religiosa também é muito restrita no emirado árabe. A Portas Abertas colocou o Catar no número 18 de sua Lista Mundial de países onde é mais difícil ser cristão (contra 29 em 2021).

O nível de perseguição é “muito alto” com “opressão islâmica, opressão de clãs e paranoia ditatorial”, diz o grupo que defende os cristãos.

Mesmo com o islamismo sendo a religião principal, profundamente enraizada na estrutura governamental desta monarquia, estima-se que um em cada dez que vivem no Catar seja cristão. A maioria deles são trabalhadores migrantes, vindos de outros países da Ásia.

Igrejas estrangeiras

Esses cristãos estrangeiros são muito mais livres para viver sua fé no Catar do que os nacionais, embora os estrangeiros também possam sofrer pressão. Igrejas estrangeiras são frequentemente monitoradas pelo governo e limitadas a áreas específicas.

“Os estrangeiros convertidos do Islã podem evitar alguma pressão ao ingressar em uma comunidade mais internacional”, mas enfrentam outras formas de opressão, pois trabalham em empregos indesejados e muitas vezes correm o risco de cair na exploração.

Há também um pequeno número de convertidos nativos. “Esses crentes enfrentam extrema pressão de suas famílias e comunidades muçulmanas”, descreve a Portas Abertas.

“O país não reconhece oficialmente a conversão do Islã, o que causa problemas legais e perda de status, guarda dos filhos e propriedade”.

“O resultado final”, eles concluem, “é que no Catar, tanto indígenas quanto imigrantes convertidos correm o risco de discriminação, assédio e vigilância policial por sua fé”.

O pequeno país de 2,8 milhões de habitantes da Península Arábica governado pelo emir Tamim bin Hamad al-Thani enfrentará muito escrutínio à medida que centenas de milhões de pessoas em todo o mundo acompanham a Copa do Mundo de futebol.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Professora usa a Bíblia para ensinar mulheres a ler em Bangladesh

Cristãos adultos recebem aulas de alfabetização em Bangladesh
Cristãos adultos recebem aulas de alfabetização em Bangladesh

Rasheda Begum é uma professora de 45 anos que atua no Norte de Bangladesh. Ela é uma cristã de origem muçulmana que mora com a mãe e o filho. O marido faleceu quando o filho nasceu e, desde então, ela o cria sozinha.

Rasheda trabalha em uma classe de alfabetização de adultos. Já é desafiador uma mulher liderar grupos de estudos em Bangladesh; por ser cristã, é ainda mais complicado. Quase todos os dias ela enfrenta zombarias, xingamentos e discriminação dos vizinhos, mas nunca perde a esperança. Quando iniciou as aulas, os líderes muçulmanos da comunidade tentaram impedi-la. Eles fizeram falsas acusações e tentaram atacá-la mais de uma vez.

Transformadas pela Bíblia

“Entreguei minha vida ao Senhor, pertenço a ele. Não temo os líderes do vilarejo e não vou parar o trabalho que Deus confiou a mim por causa das ameaças”, afirma a cristã. Rasheda também foi aluna do curso de alfabetização e hoje usa o que aprendeu para ensinar outras pessoas. Ela gosta de trabalhar especialmente com as mulheres, que recebem a Bíblia com mais alegria na comunidade.

“Minhas alunas se sentem inspiradas pelas histórias da Bíblia. Elas já conheciam alguns trechos, mas agora podem ler os detalhes na própria Bíblia. Eu uso os textos bíblicos para ensiná-las a ler e também para que apliquem as Escrituras na vida pessoal.”

A classe que Rasheda leciona é composta por muçulmanas e por cristãs de origem muçulmana. No final do ano letivo, ela apresenta o plano da salvação e pergunta se alguma delas deseja seguir Jesus. Algumas aceitam o convite em segredo, por causa das famílias muçulmanas que não aceitam a conversão ao cristianismo.

Em 2021, Rasheda batizou sete alunas do curso. Algumas mulheres também se converteram recentemente e estão se preparando para o batismo e compartilham com a família as boas novas em Jesus.

Fonte: Portas Abertas

Assembleia de Deus quer punir pastores e membros que defendem pautas de esquerda

O presidente Jair Bolsonaro com o presidente das Assembleias de Deus em São Paulo, pastor José Wellington Bezerra da Costa
O presidente Jair Bolsonaro com o presidente das Assembleias de Deus em São Paulo, pastor José Wellington Bezerra da Costa

Um dos braços mais fortes da Assembleia de Deus, a maior das denominações evangélicas brasileiras, decidiu nesta terça-feira (4) punir os pastores e membros que “defenderem pautas de esquerda dentro da cosmovisão marxista”. No mesmo dia, recebeu o presidente Jair Bolsonaro (PL) aos gritos de “mito”.

As informações são da Folha de S. Paulo.

Aqueles que “comprovadamente já não mais aceitam a palavra de Deus” e adotam “filosofia em choque com princípios cristãos”, afirma um integrante da diretoria da Confradesp (Convenção Fraternal das Assembleias de Deus do Estado de São Paulo), “poderão ser representados no conselho de ética e disciplina para a aplicação de medidas disciplinares”.

A Folha de S. Paulo teve acesso à leitura desta carta, redigida na 49º Assembleia-Geral Ordinária da Confradesp. É nela que se enfileiram temas que incomodam a direita conservadora e são associados, muitas vezes indevidamente, à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Houve ataques diretos ao ex-presidente na reunião. Para a Confradesp, a anulação de suas condenações na Lava Jato não teria validade porque, para tanto, seria preciso ter ausência de crimes e de provas, por exemplo. O entendimento é que o caso contra Lula, abolido por suspeição do ex-juiz Sergio Moro, não o inocenta.

Também pesaria contra o petista o “apoio expresso” de “religiões demonistas”, inclusive “seitas satanistas foram expressamente às redes dar apoio e ainda fazer bravatas contra o povo cristão”.

Nos últimos dias, aliados de Bolsonaro fizeram publicações tentando associar Lula ao satanismo. O gatilho veio de um influencer autointitulado satanista que teria previsto a vitória do petista no primeiro turno. A equipe lulista pede ao Tribunal Superior Eleitoral que remova vídeos com essa temática, classificados como fake news —o autor da gravação teria se posicionado contra o ex-presidente antes.

O texto lido no encontro evangélico pede que os pastores levem em conta “o posicionamento da esquerda, que defende uma cosmovisão contrária ao Evangelho e ao preceitos éticos e morais da Assembleia de Deus paulista, “considerando que referida cosmovisão defende pautas favoráveis à desconstrução da família tradicional, à legalização total do aborto, à erotização das crianças, à ideologia de gênero, à liberação das drogas ilícitas, à relativização da Bíblia Sagrada, à censura à liberdade religiosa e ao aparelhamento da educação com a ideologia marxista”.

Algumas dessas pautas são atribuídas à esquerda de forma vaga, como “erotização das crianças”, como se houvesse uma campanha progressista para algo do gênero. Outro ponto enganoso: embora correntes minoritárias advoguem por uma descriminalização mais ampla de aborto e drogas, isso não faz parte do programa lulista nem foi posto em prática nos governos do PT.

A carta vincula o “comunismo ateu e materialista face” à esquerda brasileira e fala em incompatibilidade com “a doutrina bíblica praticada pelas Assembleias de Deus”.

Precedeu a leitura um aviso para que os presentes desligassem os celulares, pois as imagens eram internas. O deputado Paulo Freire Costa (PL-SP), outro filho do patriarca José Wellington, falou em expulsar quem estivesse gravando, segundo relatos obtidos pela reportagem.

A ameaça se insere num contexto maior de acossamento a evangélicos simpáticos à esquerda, o que tem levado ao expurgo de pastores em algumas igrejas.

A Confradesp é liderada por José Wellington Bezerra da Costa, um dos pastores mais importantes do Brasil, e seu filho José Wellington Costa Júnior —atual presidente da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), a maior instituição assembleiana do país.

Os últimos dados oficiais vêm do Censo 2010: lá consta que a igreja —que contempla infinitas ramificações dentro de si— somava 12,3 milhões de fiéis, aumento de quase 50% em relação ao último levantamento do IBGE, de 2000.

Entre pastores, está no eleitorado uma das chaves para entender a astronômica votação do Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) para o Senado: seu suplente, Professor Alberto, é ligado à ala da Assembleia de Deus comandada por José Wellington. Se Pontes, digamos, virar ministro, é ele quem assume.

No culto em que Bolsonaro participou, o pastor José Wellington pediu votos para a reeleição, o que é vedado pela legislação em templos religiosos.

Fonte: Folha de S. Paulo

TSE manda remover fake news sobre Lula perseguir cristãos e igrejas

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista ao portal UOL.
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista ao portal UOL.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo de Tarso Sanseverino determinou a exclusão de 31 posts das redes sociais que contém fake news sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As publicações mentem sobre o presidenciável perseguir e ameaçar cristãos e apoiar a invasão das igrejas.

Nas publicações, o petista é relacionado ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. Dentre os que compartilharam, estão Flávio Bolsonaro, senador e filho do presidente, Mário Frias, deputado eleito, Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência e outros apoiadores.

“Como afirmado na petição inicial, as publicações contêm informação manifestamente inverídica e foi divulgada no período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido político e do candidato atingidos pela desinformação”, escreveu Sanseverino.

A decisão atende a um pedido da campanha de Lula, que pontua que as afirmações são “gravemente descontextualizadas com objetivo de atingir frontalmente o ex-presidente Lula, e consequentemente, a integridade do processo eleitoral”.

Satanista do TikTok

O vídeo de um influencer que se intitula satanista “prevendo” a vitória de Lula no primeiro turno causou um rebuliço nas redes bolsonaristas e colocou o PT na defensiva. A campanha do ex-presidente divulgou na noite desta segunda-feira uma nota afirmando que não há “qualquer relação” entre o petista e o satanismo.

O comunicado publicado nas redes de Lula e no site oficial de sua campanha, veio à tona após um vídeo do TikTok se espalhar em grupos a favor de Jair Bolsonaro como um rastilho de pólvora.

Nele, o influencer Vicky Vanilla, que se identifica como “sacerdote da igreja luciferiana”, descreve diante de uma bandeira de Lula uma suposta união de diferentes religiões com segmentos satanistas e do ocultismo para, de alguma forma, garantir a vitória do petista no primeiro turno.

O conteúdo foi publicado na última sexta-feira no perfil de Vicky, que tem quase 1 milhão de seguidores, e começou a se espalhar em grupos bolsonaristas no Telegram já na noite de domingo, quando o segundo turno já havia sido matematicamente confirmado, com recortes e abordagens descontextualizadas. Apoiadores de Bolsonaro, em forte tom religioso, passaram a denunciar uma suposta conspiração “das trevas” contra o presidente.

No comunicado desta segunda, intitulado “A verdade sobre Lula e o satanismo”, a campanha lulista enfatiza que o ex-presidente é cristão (Lula é católico) e reitera que o petista “não tem pacto nem jamais conversou com o diabo”. Foi produzida, ainda, uma imagem para ser compartilhada em aplicativos de mensagem.

Após a repercussão, Vicky, o influencer satanista, gravou outro vídeo afirmando não votar em Lula. Ele diz ser alvo de ameaças após a divulgação de seu vídeo em grupos bolsonaristas e acusa os militantes do presidente de tirá-lo do contexto. “O vídeo está sendo espalhado como uma fake news tanto a meu respeito quanto a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual”, declarou.

Fonte: Yahoo, UOL e O Globo

Vídeo de Bolsonaro em templo maçônico viraliza e gera críticas de apoiadores

Print de vídeo onde Bolsonaro discursa em um templo da Maçonaria.
Print de vídeo onde Bolsonaro discursa em um templo da Maçonaria.

Um vídeo antigo que mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no que parece ser um templo maçônico, com os símbolos da Maçonaria, viralizou nas redes sociais. Ontem, o termo “maçonaria” era o mais comentado no Twitter.

Não é possível confirmar a data das imagens, mas Bolsonaro se refere a si próprio como deputado e diz que não estava “candidato a nada”, indicando que a gravação foi anterior a 2018, quando ele era deputado federal.

O vídeo passou a ser disseminado com o objetivo de atingir o público evangélico que apoia a reeleição do presidente, num embate em que a religião ganhou força durante a campanha eleitoral. Apoiadores de Bolsonaro se manifestaram decepcionados no Twitter.
A maçonaria contraria a fé católica. Em um documento de 1983, o Vaticano diz que os princípios da maçonaria sempre foram “considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja”.

“Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão”, diz o documento, que foi aprovado pelo Papa João Paulo 2°. O católico que participasse dessas sociedades poderia ser punido até com a excomunhão.

Críticas de apoiadores de Bolsonaro no Twitter

O vídeo gerou críticas entre usuários do Twitter, que colocaram “maçonaria”, “muito grave” e “Bolsonaro satanista” entre os termos mais comentados da rede social na manhã desta terça-feira, 4.

“Estou me sentindo traída. Defendi BOLSONARO do indefensável. Estive sempre ao lado do PRESIDENTE. E agora descubro laços dele com a maçonaria. Lamentável. Infelizmente, votarei no nove dedos neste segundo turno”, disse uma apoiadora de Bolsonaro.

“BOLSONARO também traiu minha fé, depois desse vídeo dele na maçonaria, estarei apoiando Lula nesse segundo turno. DECEPÇÃO!”, disse outra.

“Infelizmente o presidente Bolsonaro foi flagrado em uma maçonaria, onde frequenta como membro. Como cristão e servo do senhor isso me entristece bastante, pois confiei nele. Para quem não sabe aquilo em destaque representa o olho do SATANÁS. Decepção, sou Lula agora…”, disse outra.

“Desculpa gente. Eu como uma mãe cristã não posso aceitar isso! Infelizmente vou ter que votar no LULA que criou a lei da marcha pra Jesus. BOLSONARO TRAIDOR BOLSONARO SATANISTA MAÇONARIA”

O que Bolsonaro diz no vídeo

Na gravação, Bolsonaro diz:

Nós corremos o risco de algo muito sério, tão ou mais grave que a corrupção, que é a questão ideológica.

Temos tudo para sermos uma grande nação. Às vezes, a gente olha para um país pequeno, alguns até menores que o menor estado nosso, que é o estado de Sergipe, que nada tem e são destaque no mundo. Nós, com todo esse potencial que aqui temos, lamentavelmente devemos muito ainda para chegar próximo a essas nações.

Não estou como candidato a nada, há dois anos e meio resolvi andar pelo Brasil, sair da zona de conforto que é o mandato parlamentar, é quase como estar no paraíso para quem não tem responsabilidade. Busquei regiões, fui atrás de problemas e como resolvê-los sem dinheiro, onde é que o calo aperta para nós brasileiros, quais são os problemas que temos que enfrentar.

Respostas, tive junto ao homem do campo, junto ao empresariado do interior de São Paulo. ‘Primeiro, é o seguinte, deputado, precisamos de um presidente que não nos atrapalhe’. Nos últimos 30 anos, lamentavelmente, o Poder Executivo e Legislativo aperfeiçoou-se em criar problemas para vender facilidades. Não preciso entrar em detalhes, lamentavelmente, o histórico do dia a dia da nossa imprensa mostra como nós estamos. A raiz do problema… [corta]

O que é maçonaria

A maçonaria é uma organização fraterna que tem origem na Idade Média, e surgiu como uma irmandade de homens construtores (mason, em inglês, é pedreiro). Uma das características mais marcantes é a de que seus membros protegem uns aos outros, e só é possível entrar no grupo com o consentimento de outros integrantes.

Maçonaria não é religião, apesar de se apresentar como uma instituição religiosa, que “reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá, o nome de Grande Arquiteto do Universo”.

De acordo com coluna de Rubens Valente de 2020, parte importante da maçonaria apoiou a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Além disso, dois conhecidos maçons integraram o governo, como o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o vice-presidente, o general reformado Hamilton Mourão.

Além deles, Kassio Nunes Marques, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) apontado por Bolsonaro em 2020, declarou ser mestre da maçonaria em 2010, um grau considerado elevado na organização.

Fonte: UOL

PT reage a vídeo espalhado por bolsonaristas e nega qualquer relação com “satanista do TikTok”

O influencer Vicky Vanilla se apresenta como “sacerdote da igreja luciferiana”
O influencer Vicky Vanilla se apresenta como “sacerdote da igreja luciferiana”

O vídeo de um influencer que se intitula satanista “prevendo” a vitória de Lula no primeiro turno causou um rebuliço nas redes bolsonaristas e colocou o PT na defensiva. A campanha do ex-presidente divulgou na noite desta segunda-feira uma nota afirmando que não há “qualquer relação” entre o petista e o satanismo.

O comunicado publicado nas redes de Lula e no site oficial de sua campanha, veio à tona após um vídeo do TikTok se espalhar em grupos a favor de Jair Bolsonaro como um rastilho de pólvora.

Nele, o influencer Vicky Vanilla, que se identifica como “sacerdote da igreja luciferiana”, descreve diante de uma bandeira de Lula uma suposta união de diferentes religiões com segmentos satanistas e do ocultismo para, de alguma forma, garantir a vitória do petista no primeiro turno.

O conteúdo foi publicado na última sexta-feira no perfil de Vicky, que tem quase 1 milhão de seguidores, e começou a se espalhar em grupos bolsonaristas no Telegram já na noite de domingo, quando o segundo turno já havia sido matematicamente confirmado, com recortes e abordagens descontextualizadas. Apoiadores de Bolsonaro, em forte tom religioso, passaram a denunciar uma suposta conspiração “das trevas” contra o presidente.

A repercussão foi tão intensa ao longo da madrugada e manhã desta segunda-feira, 3, que o senador eleito Cleitinho (PSC-MG), um dos integrantes da “bancada Bolsonaro” que saiu das urnas no último domingo, gravou um vídeo para apelar aos eleitores cristãos que não compareceram ao pleito ou votaram nulo ou em branco que votem pela reeleição de Bolsonaro.

“Cristão, se levanta! Não fique em cima do muro. O Estado é laico mas mais de 90% da população é cristã”, esbravejou o mineiro. “Viraliza esse vídeo no WhatsApp, chama aquela pessoa que está em dúvida, que para presidente é Bolsonaro, o presidente é um homem temente a Deus, é um homem cristão”.

A campanha de Lula sentiu o estrago. No comunicado desta segunda, intitulado “A verdade sobre Lula e o satanismo”, a campanha lulista enfatiza que o ex-presidente é cristão (Lula é católico) e reitera que o petista “não tem pacto nem jamais conversou com o diabo”. Foi produzida, ainda, uma imagem para ser compartilhada em aplicativos de mensagem.

A campanha de Lula justificou o posicionamento oficial sobre a fake news por conta do alcance do material. “O vídeo circulou em muitos canais do Telegram e grupos de WhatsApp e comprova como os apoiadores de Bolsonaro abusam da boa-fé de das pessoas”, diz trecho da nota.

Mas era tarde. No grupo B-38, que reúne quase 60 mil pessoas, bolsonaristas orientavam seus pares a compartilharem o vídeo de Vicky nos grupos de suas igrejas e famílias a fim de desmotivar o voto no PT no segundo turno. O tom era de chamamento, como se estivessem em uma espécie de batalha final do bem contra o mal.

“Deus desmantela e destrói toda obra de feitiço arquitetada do mal contra nossa nação”, escreveu uma bolsonarista horrorizada. “Acabamos de ver um satanista falando que eles estavam este tempo todo fazendo trabalhos fortes para nos derrubar, mandou-nos para aquele lugar e falou que vamos ter que aguentá-los agora. Oremos forte, o mal e as portas do inferno não prevalecerão”, disse outra apoiadora do presidente.

No PT, há o temor de que o vídeo tenha circulado em aplicativos de mensagem entre sexta-feira e domingo, justamente na reta final antes do primeiro turno, trazendo prejuízos a Lula no eleitorado evangélico.

O segmento, que apoia majoritariamente Bolsonaro, é um dos calcanhares-de-aquiles do petista nesta eleição.

Após a repercussão, Vicky, o influencer satanista, gravou outro vídeo afirmando não votar em Lula. Ele diz ser alvo de ameaças após a divulgação de seu vídeo em grupos bolsonaristas e acusa os militantes do presidente de tirá-lo do contexto. “O vídeo está sendo espalhado como uma fake news tanto a meu respeito quanto a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual”, declarou.

A disseminação do material nos grupos pró-Bolsonaro foi um sinal para que conteúdos antigos e descontextualizados envolvendo encontros de Lula com representantes de religiões afrobrasileiras, que não têm ligação com o satanismo, começassem a ser espalhados nesta segunda.

Em um deles, muito compartilhado nos grupos pró-Bolsonaro, uma mulher relata ao petista um ritual sagrado dedicado a Exu, entidade da Umbanda e do Candomblé. Na legenda, em claro sinal de intolerância religiosa, uma eleitora do presidente denunciou a comunhão de Lula com “demônios”.

Fonte: O Globo

Bolsonaro é recebido na Assembleia de Deus aos gritos de “mito”; imprensa foi expulsa de culto

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante culto na Assembleia de Deus ministério Belém, em São Paulo, no dia 4 de outubro.
O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro durante culto na Assembleia de Deus ministério Belém, em São Paulo, no dia 4 de outubro.

“A batalha final será no dia 30 de outubro, em nome do senhor Jesus”. Foi na presença do presidente Jair Bolsonaro (PL) que o pastor José Wellington pediu votos durante culto evangélico na AD Belém (Assembleia de Deus Ministério de Belém) na tarde desta terça-feira, 4. O encontro, na zona leste de São Paulo, teve a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro e de outros parlamentares.

Bolsonaro chegou ao local por volta de 17h45. O evento durou cerca de uma hora. Além de Michelle, ele estava acompanhado pelo filho, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PL-SP), pelo candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo senador eleito Marcos Pontes (PL-SP).

Boa parte dos fiéis levantou assim que o Bolsonaro e Michelle entraram. No vídeo abaixo, é possível ver o momento em que Bolsonaro está subindo ao púlpito e a igreja em peso faz um coro e o ovaciona chamando de “mito”.

Antes que o chefe do Executivo pudesse se pronunciar, o hino nacional tocou. Na sequência, o pastor-presidente da AD Belém, José Wellington, pediu aos fiéis que conversem com suas esposas porque mulheres “têm facilidade” de pedir votos. Antes que a primeira-dama subisse ao púlpito, só havia homens ali.

“Aqui o senhor [Bolsonaro] tem representantes de todas as cidades do estado de São Paulo. Desde manhã venho falando com eles do trabalho, que quando voltarem para suas igrejas, que falem com suas famílias, suas mulheres. Elas têm uma facilidade muito grande de pedir votos”, disse Wellington.

Wellington também pediu que os deputados presentes no culto se levantassem para que os fiéis pudessem orar por eles. “Se Deus quiser estaremos no dia 30 de outubro votando 22 e 10”, disse, em referência aos números de Bolsonaro e Tarcísio nas urnas.

“Estamos bem próximos da vitória. Temos uma batalha, e a batalha final será no dia 30 de outubro em nome do senhor Jesus.”, disse o pastor José Wellington da AD Belém.

Abstenção

Uma das grandes preocupações da campanha do presidente é manter a militância motivada para ir votar em 30 de outubro — a taxa de abstenção neste ano foi de 20,95%. No culto desta noite, Bolsonaro abordou o assunto ao falar da vitória de Gabriel Boric, político de esquerda, na última eleição presidencial do Chile.

“Lá quem decidiu a eleição não foi quem foi as urnas, foi quem não foi as urnas”, disse Bolsonaro.

Em discurso que antecedeu o de Bolsonaro, Michelle pediu que os fiéis conversem com aqueles “que ainda não sabem em quem votar”.

“As pessoas ainda não têm esse entendimento pela cegueira espiritual, pelo espírito da mentira”, declarou a primeira-dama.

Imprensa expulsa

O bispo Samuel Ferreira, da igreja evangélica Assembleia de Deus, indicou nesta terça-feira (4) que a imprensa não era bem-vinda em culto que fez parte de agenda de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes de Bolsonaro subir ao púlpito para falar aos fiéis que lotavam a igreja no bairro do Brás, na zona central de São Paulo, o bispo ameaçou de processo veículos de comunicação que registrassem o culto sem autorização.

“Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui”, afirmou o bispo.

“Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. […] Esse é um assunto de família”, completou.

No momento em que Bolsonaro subiu ao púlpito, seguranças da igreja pediram aos fiéis que desligassem os celulares.

Uma fotojornalista da agência Reuters foi expulsa do culto. Depois, uma equipe da Globo foi vaiada por apoiadores de Bolsonaro e teve de deixar o local escoltada por seguranças.

Mais cedo, em outro culto na unidade Belém da Assembleia de Deus, onde Bolsonaro também discursou, parte da imprensa foi impedida de entrar pelos seguranças da igreja. A justificava é que se tratava de um evento fechado.

Participaram dos cultos a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador recém-eleito Marcos Pontes (PL), a senadora recém-eleita Damares Alves (Republicanos), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), além do candidato ao Governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da deputada federal Carla Zambelli (PL).

Fonte: UOL e Folha de S.Paulo

Plano de governo de Lula não prevê perseguição a religiosos ou legalização de drogas

Fake News
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Não é verdade que o plano de governo do presidenciável do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, traga propostas como a legalização das drogas e a perseguição a religiosos, como sustenta um vídeo que circula nas redes. Nenhum dos oito itens citados na gravação constam no documento entregue pelo petista ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A assessoria de Lula também desmentiu a veracidade da alegação.

As postagens enganosas contam com ao menos 25 mil compartilhamentos no Facebook até a tarde de sábado, 1º de outubro, véspera do 1º turno das eleições e também circulam no WhatsApp, onde não é possível estimar o alcance.

Circula nas redes sociais um vídeo enganoso que lista oito propostas que Lula estaria “escondendo” dos eleitores e que estariam no programa de governo do petista, o que é falso. A gravação inventa promessas e distorce falas do ex-presidente para fazer crer, por exemplo, que o petista pretende acabar com a família, legalizar drogas e perseguir religiosos.

As diretrizes do programa de governo da chapa publicado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contradizem a peça de desinformação, como por exemplo:

  • Não consta nos planos do petista liberar entorpecentes. Lula, no item 34 do documento, defende uma nova política sobre drogas “focada na redução de riscos, na prevenção, tratamento e assistência ao usuário” e “enfrentamento e desarticulação das organizações criminosas”;
  • O petista também não prometeu adotar um “descontrole fiscal”. O item 52 explica que a chapa pretende derrubar o teto de gastos e adotar um novo regime fiscal, mais flexível e que “garanta a atuação anticíclica, que promova a transparência e o acompanhamento da relação custo-benefício das políticas públicas”;
  • Também não é verdade que Lula pretenda perseguir religiosos. No item 99 consta que a campanha “defende os direitos civis, garantias e liberdades individuais, entre os quais o respeito à liberdade religiosa e de culto e o combate à intolerância religiosa, que se tornaram ainda mais urgentes para a democracia brasileira”. A assessoria do ex-presidente também destacou a Lei da Liberdade Religiosa, aprovada no governo Lula, e destacou que ele é contrário à perseguição religiosa “em qualquer país e de qualquer forma”, se referindo ao caso da Nicarágua.

Outros pontos citados no vídeo são frutos de distorções das falas do ex-presidente ou de outras pessoas.

  • A gravação, por exemplo, usa uma declaração de Lula feita em abril deste ano durante um evento em São Paulo para afirmar que ele pretende “acabar com a classe média”. Em sua fala, no entanto, o petista criticava o padrão de consumo dessa faixa de renda, não dizia querer acabar com ela;
  • Lula também não disse que pretende “impugnar” roubos de celulares. A frase distorce uma declaração dada por ele em novembro de 2019, quando o ex-presidente disse “eu não posso ver mais jovens de 14, 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”;
  • E a mulher que diz no vídeo que “quer acabar com a família” não tem relação com a chapa de Lula. O nome dela é Amanda Palha, que era filiada ao PCB e, em outubro de 2019, defendeu em um evento que movimento LGBTQIA+, e não o PT, deveria assumir a bandeira da “destruição da família”.

Outros dois argumentos citados na gravação foram descontextualizados. No trecho que diz que o petista quer “legalizar o aborto”, por exemplo, o vídeo relembra uma fala feita em abril deste ano de que o procedimento “deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito”. Em momentos posteriores, no entanto, Lula disse que pessoalmente é contra a liberação do aborto, mas que o assunto que deveria ser discutido pelo Congresso. Essa posição foi reafirmada pela assessoria ao Aos Fatos em nota.

Print de vídeo falso sobre plano de governo de Lula

Também foi retirada de contexto a promessa de Lula de regular as mídias sociais. O petista de fato defende uma regulação que, segundo a sua assessoria, “não tem relação com controle de conteúdo, mas com medidas contra monopólios e de regulação de propriedade e direitos de respostas em meios eletrônicos e digitais, dominados por poucas empresas”. No item 118, a chapa defende que o direito de acesso aos meios de comunicação “é essencial numa sociedade democrática, orientada pelos direitos humanos e para a soberania”, e defende os marcos legais previstos na Constituição de 1988.

Essa é a terceira peça de desinformação sobre o plano de governo de Lula que circulou nas redes na semana da eleição. Aos Fatos desmentiu uma lista de falsas propostas e também que o petista defenderia um projeto para que pessoas compartilhassem quartos com integrantes de movimentos sociais.

Fonte: Aos Fatos

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