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Congregação Cristã do Brasil pressiona fiéis a votarem em Bolsonaro, relata frequentador

Fachada da da Congregação Cristã no Brasil
Fachada da da Congregação Cristã no Brasil

Nascido e criado diante dos altares da Congregação Cristã do Brasil, o bacharel em Direito, Daniel de Souza, 45 anos, tem passado por uma situação inédita na igreja que frequenta no Setor Finsocial, região noroeste de Goiânia: pastores que usam o púlpito para atacar legendas de esquerda como o PT, PDT, PSOL, PCdoB e outros partidos.

“A situação ficou ainda mais complicada, beirando a perseguição desde que uma circular divulgada pela direção nacional da igreja foi divulgada, no começo deste mês”, relata em entrevista, nesta quarta-feira, 24, ao Diário de Goiás.

A circular, que pode ser lida neste link aqui, diz:

Conforme Tópico de Ensinamento publicado na última RGE, em abril de 2022, alertamos o Ministério e a irmandade sobre a orientação ali contida, referente às eleições, onde diz o texto:

Não devemos votar em candidatos ou partidos políticos cujo programa de governo seja contrário aos valores e princípios cristãos ou proponham a desconstrução das famílias no modelo instruído na palavra de Deus, isto é, casamento entre homem e mulher.

Daniel relata que sempre frequentou os corredores da igreja com muita tranquilidade e sem problemas com relacionamentos políticos. O próprio Estatuto da Religião define a mesma como uma organização “apolítica”.

Mas a situação começou a mudar a partir do momento que a Circular começou a ser lida publicamente por pastores da igreja. Apesar de não fazer menção direta, Daniel afirma que os líderes interpretam aos microfones e destacam partidos como o PT, que tem sustentado a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu nunca vi nos meus quarenta e cinco anos de igreja isso acontecer”, relata. “Quando alguém fala que não vai votar no Bolsonaro, é tido praticamente como um endemoniado”.

“Quero retratação”

Ele conta que chegou a questionar um dos pastores que fez uso do microfone para realizar o que chamou de “ativismo político”. “Disse a ele que estava errado e que ele não podia fazer aquilo daquela forma. Nos corredores ele me xingou de tudo. Me chamou de petista, comunista, socialista… Foi um constrangimento muito grande. Eu não vou sair da igreja e falei que ia denunciá-lo”, relata.

Daniel comenta que a situação chegou ao tamanho ponto de querer ver dos líderes uma retratação. “Essa discussão continuou. Estou buscando em conjunto com os dirigentes da igreja uma retratação. É incomum essa postura na igreja que é muito boa. Há uma diretriz dentro dela que todos não podem ter relações políticas”, destacou o bacharel em direito que ressalta sua preferência política no pedetista Ciro Gomes.

“Ultimamente eles estão atacando demais pessoas que votam em outros candidatos que votam em candidatos mais à esquerda, por exemplo, eu voto no Ciro Gomes para presidência mas estão atacando mais, por exemplo, quem vota em petistas”, pontuou. “A Igreja foi construída por eletricistas, trabalhadores de diferentes criações e culturas, muitos deles petistas. A igreja tem que ser aberta para todo o mundo, não fechada como querem induzir essa circular”, desabafou. “O estado é laico. Onde está a democracia? Ou chama todo o mundo para falar lá em cima ou não chama ninguém”.

Ativismo político começou agora

Daniel relata que o ativismo político em torno do presidente Jair Bolsonaro começou com mais força nessas eleições. Mesmo em 2018, com o boom do bolsonarismo em seu ápice, não houve palanques abertos na tribuna da Congregação. “Até havia nos grupos de Whatsapp, uma certa preferência pelo presidente eleito, mas nenhum problema quanto a diferenças políticas. Na igreja não havia nada disso, era totalmente proibido falar quaisquer candidaturas”, pontua.

“A diferença de 2018 para hoje é que com a leitura da Circular e na hora já começam a gritar sobre petistas, comunistas, esquerdistas, socialistas. Eles literalmente descem o cacete em quem não votar em Bolsonaro”, destacou. “Depois desta Circular é que a coisa desandou mesmo.”, destaca.

Daniel revela que sua mãe sempre frequentou a igreja e nunca deixou de votar no ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. “A minha mãe é evangélica há muitos anos e vota no Lula declaradamente. Sempre votou”, pontua. Segundo o bacharel em Direito, há outros membros da Igreja que discordam da diretriz, mas ficam em silêncio. Outros, até não concordam com a forma como o presidente Jair Bolsonaro conduz a administração do Palácio da Alvorada, mas ficam em dúvida diante da pressão dos pastores.

“Estão fazendo uma lavagem cerebral muito grande sobre o PT fechar as igrejas, por exemplo. Alguns que tendem não gostam do Bolsonaro e poderiam votar em outros candidatos ficam receosos. É algo que acaba afastando as pessoas da própria Igreja. Isso não é certa”, confessa.

Daniel pontua que a orientação da Igreja vai muito além da legislação e Constituição Federal que prega o Estado laico, mas também contra o respeito às pessoas. “Eu peguei muito no pé sobre essa diretriz porque não é só contra a lei. É contra o respeito às pessoas. A igreja tem que falar de Jesus. Aqui vai entrar o traficante, o assassino, o gay, drogado. A igreja deve aceitar e acolher essas pessoas”, salienta.

Procurada por meio de telefone, a instituição não retornou contato com a reportagem do Diário de Goiás.

Fonte: Diário de Goiás

Michelle Bolsonaro diz que comunismo vai “queimar igrejas” e “perseguir cristãos” no Brasil

Michelle Bolsonaro discursa durante convenção do partido PL
Michelle Bolsonaro discursa durante convenção do partido PL

A primeira-dama Michelle Bolsonaro fez na última segunda-feira (22), discurso contra a eleição de candidatos de esquerda e disse, sem provas, que as igrejas serão perseguidas caso um oposicionista vença a disputa à Presidência.

“Orem para aqueles que estão sendo enganados. Os olhos espirituais, ouvidos espirituais, nós estamos vendo o que o comunismo está fazendo nos países, perseguindo igrejas, queimando igrejas católicas, vão perseguir os cristãos do Brasil”, declarou durante um culto liderado pela pastora Camila Barros, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

Michelle Bolsonaro não citou o o petista Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Mas aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) têm insistido nesse discurso. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) disse, em entrevista à rádio CBN que o petista fecharia igrejas.

O ataque fez com o PT entrasse com uma ação na Justiça do DF para fazer com que Feliciano prove o que acusou.

A pastora Camila Barros compartilha do pensamento da primeira-dama de combate às pautas de esquerda. Em entrevista ao portal Comunidade Evangélica Gilgal, em maio, declarou que não é possível uma mulher ser cristã e feminista ao mesmo tempo.

“Não dá para ser cristã e feminista ao mesmo tempo. Por mais que as pessoas digam que sim. Não adiante você ter uma ideia, uma filosofia sobre aquilo e achar que isso tem que ser do jeito que você pensa porque o mundo não funciona como você pensa”.

Folha Gospel com informações de DCM, Itatiaia e SRZD

Pressão sobre a igreja aumenta na Nicarágua

Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)
Bandeira da Nicarágua (Foto: canva)

Por meio do partido político FSLN, os governantes têm permanecido no poder na Nicarágua por meios ilegítimos. As autoridades controlam todos os sistemas produtivos da sociedade, a mídia e a justiça, e não permitem as manifestações da igreja contra a violência do governo.

Em 2018, a população marchou contra os atos violentos da gestão do presidente Daniel Ortega, pedindo novas eleições. As manifestações foram duramente reprimidas pelos militares e todos que mostraram insatisfação com o governo vivem sob intensa perseguição.

A igreja cristã foi uma das instituições classificadas como “inimigos do Estado” e tem sido atacada pelo governo desde então. Houve 239 incidentes na Nicarágua entre 2019 e 2022 afetando cristãos. No dia 4 de maio deste ano, a Assembleia Nacional, controlada pelo presidente Daniel Ortega, ameaçou processar líderes cristãos e confiscar as propriedades deles porque ajudaram os manifestantes nos protestos de 2018. Desde então, abusos das Forças de Segurança contra as igrejas se intensificaram, atingindo não apenas os líderes, mas toda a comunidade cristã.

Os cultos e as pregações são constantemente monitorados e o acesso à saúde pública foi tirado dos cristãos. Na escola, o currículo educacional público oferece conteúdo político alinhado com o regime que nega ou deprecia outras ideologias, como a cristã. Templos foram destruídos e líderes cristãos relatam danos psicológicos devido às contínuas ameaças.

O papel da igreja

O governo alega que os protestos de 2018 foram uma tentativa de golpe de Estado e que considera a igreja como cúmplice das manifestações por acolher e ajudar os feridos nas passeatas. Segundo o advogado do Coletivo de Defesa dos Direitos Humanos, Carlos Guadamuz, “a igreja tem o suporte da população. Em nível nacional, a igreja foi a última instituição sólida que restou. Não há outros grupos civis que tenham escapado da perseguição”.

O conflito entre o governo e a igreja nicaraguense existe há décadas e perdura sob a administração de Ortega. Patrícia Montenegro, membro do Observatório Pró-transparência e Anticorrupção, afirma: “As igrejas têm sido fundamentais na crise de direitos humanos na Nicarágua e, por isso, tornaram-se alvo da perseguição indiscriminada de Ortega e seus aliados”.

Fonte: Portas Abertas

Ex-médium alerta sobre videntes que se comunicam com falecidos: “Satanás se disfarça”

Jenna Nizza é cristã e ex-médium
Jenna Nizza é cristã e ex-médium

Jenna Nizza, atualmente se identifica como cristã e ex-médium. Ela conta que fazia leitura de cartas de tarô desde a adolescência e que teve uma longa jornada dentro das práticas do ocultismo e da Nova Era, até descobrir que estava no engano.

Hoje, ela descreve como “perigoso” o tempo em que passou se comunicando com o que ela acreditava ser os entes queridos mortos de seus clientes.

De acordo com o testemunho de Jenna, quando ela teve um encontro com Jesus, sua vida mudou. Em entrevista ao podcast “The Playing With Fire”, ela dá detalhes sobre seu passado.

“Eu fiz minha primeira leitura de tarô aos 13 anos”, Jenna conta ao revelar que as portas de sua casa estavam abertas para esse tipo de prática, apesar de ter uma família “culturalmente católica”.

Apontando para as “discussões paranormais” como algo comum em sua casa, Jenna conta que costumavam falar tranquilamente sobre fantasmas ou espíritos: “Que na verdade eram demônios”, explicou.

A ex-médium disse que viveu uma “opressão demoníaca” através de sonhos que se tornaram reais. Ela confessa que se apaixonou pelas práticas e que mergulhava cada vez mais fundo.

“Eu realmente entrei por essa porta e fiquei tão curiosa que queria cada vez mais. Eu tinha minhas próprias cartas de tarô e fiquei viciada nessas práticas’, contou.

Movimento Nova Era

Enquanto Jenna explorava as práticas da numerologia e da astrologia, começou também a enfrentar lutas contra a depressão e o distúrbio alimentar.

Ela seguiu em frente assim mesmo, fazendo leituras para amigos, familiares e, eventualmente, alguns clientes. Ela disse que acabou acreditando em “cada mentira que a Nova Era lhe contava”.

O movimento conhecido por “Nova Era” teve início entre os anos de 1970 e 1980, com uma mistura de religiões orientais, espiritismo, terapias alternativas, psicologia transpessoal, gnosticismo e mais alguns segmentos.

‘Eu achava que estava ajudando’

Jenna disse que realmente acreditava que estava ajudando as pessoas por meio de suas “habilidades” e fez uma declaração importante sobre muitos dos médiuns que ela conheceu.

Ela explica que “os cristãos podem pensar que eles estão tramando planos diabólicos, mas a maioria dos médiuns acredita mesmo que está ajudando as pessoas”.

“Acho que esse é o primeiro engano”, disse. “Os médiuns, na maioria das vezes, são pessoas compassivas e legais”, continuou ao apontar também que as pessoas que se envolvem com as práticas do espiritismo tornam-se espiritualmente vulneráveis.

Segundo Jenna, os médiuns acabam acreditando que “o mal que eles permitiram é, de alguma forma, um bem. “Satanás se disfarça de anjo de luz e você pensa que ele é um servo da justiça”, alertou.

Avisos sobre o agir de demônios

Jenna explica que, em vez de receber informações de fontes do bem, são os demônios que se comunicam com os médiuns. Ela os descreve como “anjos caídos”.

“Eles [os demônios] nos odeiam e odeiam a Deus. Eles estão numa missão para nos afastar do Senhor”, disse ao acrescentar que eles “preveem o futuro”, mas não podem ter certeza.

Quando era uma médium, Jenna disse que acreditava estar se comunicando com o mundo dos mortos, mas que agora reconhece que canalizava espíritos demoníacos.

“Não há espírito bom conversando com um vidente. Eles se disfarçam e imitam seus entes queridos falecidos. Quando parece que você está falando com seu pai, mãe ou avó, isso parece bom e confortável”, disse ao lembrar que chorava junto com seus clientes nesses momentos. “Na verdade, estávamos nos reunindo com o mal”, reconheceu.

‘Minha alma e meu espírito clamaram a Jesus’

“Quando eu tinha 36 anos, clamei pela primeira vez a Jesus”, Jenna conta sobre o tempo em que se sentiu no fundo do poço, como ela descreve.

“Eu estava no ponto mais baixo da minha vida, num dos momentos mais sombrios. Mas, minha alma e meu espírito souberam clamar a Jesus. E eu precisava Dele”, relatou.

Quando completou 37 anos, a nova jornada de Jenna começou. Ao conhecer Jesus, ela decidiu se converter e disse que ficou fascinada.

“Eu não clamei a uma pessoa falecida, a um guia espiritual ou a um anjo. Eu clamei a Jesus Cristo e Ele realmente apareceu”, revelou.

“O Evangelho é o que salva”, afirmou ao emitir o que ela considera um aviso aos que estão mergulhados em práticas de ocultismo: “Cuidado com os perigos”.

“Se você seguir o caminho errado, se buscar um leitor de cartas de tarô” — disse ao se referir à busca até mesmo nas redes sociais — você pode cair na armadilha da destruição”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Faithware

Líder de missões exorta os cristãos a não esquecerem a Ucrânia: ‘A Rússia está bombardeando qualquer coisa em pé’

Explosão de bomba na Ucrânia lançada pelo exército da Rússia
Explosão de bomba na Ucrânia lançada pelo exército da Rússia

O vice-presidente de um ministério cristão internacional está pedindo às igrejas nos Estados Unidos que não esqueçam a guerra na Ucrânia, dizendo que as necessidades continuam grandes, embora a mídia americana tenha se movido amplamente para questões domésticas.

“Essas pessoas não têm casas. Ainda estão sendo mortas. Neste momento, a Rússia está bombardeando qualquer coisa em pé”, disse Dirk Smith, vice-presidente da Missão do Leste Europeu (EEM, sigla em inglês), ao Christian Headlines. A organização sem fins lucrativos de 61 anos publica, imprime e distribui Bíblias e materiais bíblicos em países da Europa, inclusive na Ucrânia.

A EEM está trabalhando com parceiros na Ucrânia e nas nações vizinhas da Polônia, Romênia, Hungria, Eslováquia e Moldávia para atender às necessidades físicas e espirituais dos cidadãos ucranianos. Estima-se que 12 milhões de ucranianos fugiram de suas casas desde a invasão russa em fevereiro.

A Ucrânia é uma das nações mais cristãs da Europa, com 78% da população se identificando com a Igreja Ortodoxa Ucraniana, 10% com a Igreja Católica Romana e 2% se autodenominando evangélicos.

A Rússia e a Ucrânia faziam parte da União Soviética, que se dissolveu em 1991. A Ucrânia posteriormente reivindicou sua independência.

“Conversei com alguns de nosso povo na Ucrânia ontem, e o ataque agora é pesado em Odesa, no Mar Negro. … Eles querem desesperadamente ir para casa. Mas não podem”, disse Smith ao Christian Headlines.

A mídia norte-americana, disse Smith, fez um péssimo trabalho na cobertura da crise nos últimos meses.

“Não receba suas notícias apenas da nossa mídia de notícias – na verdade, desligue esse lixo”, disse Smith, enfatizando que fontes diretamente da Ucrânia são mais confiáveis. “Mergulhe em fontes reais – vá para o Telegram [aplicativo] e outros lugares onde os ucranianos estão falando sobre isso, e você obterá deles. Eduque-se.”

Smith pediu oração. A assistência financeira, acrescentou, também é necessária. A Rússia invadiu a Ucrânia no momento em que a EEM estava lançando sua campanha de arrecadação de fundos de primavera para fornecer Bíblias para 800.000 crianças na Europa Oriental, inclusive na Ucrânia.

Mesmo em meio à guerra em curso, disse Smith, os ucranianos estão solicitando Bíblias.

“À medida que as necessidades que estamos ouvindo para ajuda humanitária são atendidas, a próxima coisa que nos é solicitada é Bíblias em seu idioma”, disse Smith. “Os ucranianos estão desesperados, e isso está causando um desejo e uma busca entre as nações que os cercam também. Vemos isso o tempo todo. Quando esta fundação artificial que eu estou pisando, que é este reino terreno – quando ela me falha, não importa o que possa ser, eu começo a procurar a fundação certa. Jesus”, fez a analogia. “Sobre o que a sua casa está construída? É construído na rocha ou na areia?”

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Mais de 30 mil pessoas deixaram suas casas por se tornarem evangélicos, no México

Evangélicos reunidos em uma casa em Chiapas, no México. (Foto: Portas Abertas)
Evangélicos reunidos em uma casa em Chiapas, no México. (Foto: Portas Abertas)

Nas áreas indígenas do México, a intolerância religiosa tem sido uma realidade há quase 50 anos. Como resultado, mais de 30 mil evangélicos foram forçados a deixar suas casas, para evitar conflitos com a comunidade.

De acordo com um relatório especial da Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH), de 1974 a 2016, foram documentados mais de 30.500 casos de deslocamentos internos em Chiapas, gerados pela intolerância religiosa.

Chiapas é um estado no sul do México, que faz fronteira com a Guatemala. Ali, mais de 30.000 indígenas tsotsil (um povo maia das Terras Altas de Chiapas) foram expulsos do município de San Juan Chamula, por “abraçar outras religiões que não fossem a católica tradicionalista”.

O Relatório Especial sobre Deslocamentos Forçados Internos foi publicado para marcar o Dia Internacional de Comemoração das Vítimas de Atos de Violência Motivados por Religião ou Crença, em 22 de agosto.

De acordo com o censo populacional de 2020 do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), Chiapas é o estado mexicano que registra o maior número de pessoas que se consideram protestantes ou evangélicas, bem como o estado com menos pessoas que se consideram católicas.

O censo do INEGI detalha que Chiapas tem mais de 5,5 milhões de habitantes, dos quais 3 milhões são considerados católicos e 2 milhões são protestantes ou evangélicos.

A Coordenação de Organizações Cristãs do México explica que, em Chiapas, seis em cada dez famílias saem de suas casas para evitar agressões por conflitos religiosos.

Um dos casos mais recentes registrados foi em julho, no município de San Andrés Larráinzar, onde duas famílias foram desapropriadas e exiladas por não cooperarem na celebração de uma festa da Igreja Católica.

De acordo com o site Aquínoticias, o atual governo implementou a Lei de Prevenção e Atenção ao Deslocamento Interno no Estado de Chiapas, a fim de diminuir o movimento de expulsão de famílias evangélicas.

Fonte: Guia-me

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Adolescente cristã foi rejeitada, zombada e presa por causa da sua fé

Adolescente cristã lendo a Bíblia (imagem ilustrativa)
Adolescente cristã lendo a Bíblia (imagem ilustrativa)

Em uma vila remota no Laos, país do Sudeste Asiático, uma adolescente cristã foi presa pela fé com apenas 14 anos. Ela foi detida sem ter idade legal para isso, que é de 15 anos no país. Soy (pseudônimo) é uma cristã que continuou escolhendo Jesus, apesar da rejeição e da perseguição que recebeu da comunidade.

Atualmente, Soy é estudante e tem 16 anos. Ela é a segunda de três filhos, e foi a segunda a aceitar Jesus em sua família, apenas após a irmã mais velha. Ao relembrar o incidente ocorrido em dezembro de 2019, o dia em que foi presa pela fé com 14 outros cristãos, a voz dela falha e as lágrimas caem.

“No momento em que nos colocaram na van, senti muito medo. Não queria ir para a prisão. Eu tinha medo de que eles não nos soltassem.” Soy tinha apenas 14 anos na época e era nova na fé quando a polícia a prendeu. Ela era a mais nova entre todos os prisioneiros do complexo.

Quando os presos chegaram, os policiais pediram que parassem de praticar o cristianismo. “Eles falaram: ‘Se vocês pararem, nós os deixaremos ir para casa’. Então, nos deram um pedaço de papel para assinar concordando em negar a fé, mas nenhum de nós assinou, por isso nos trancaram.”

Soy se tornou cristã após ser regatada do poder de um espírito mau. Havia um espírito mau adorado na vila dela, conhecido como Pii Katai. Desde a infância, o espírito possui um membro por geração da família. A pessoa — normalmente uma menina — se torna a “oferta” da família. Na família de Soy, a irmã mais velha foi a primeira “oferta”. Mas ao se tornar cristã, o espírito saiu. Dessa forma, a próxima filha, Soy, foi possuída.

“Eu não queria mais estar sob a influência de Pii Katai. Um dia, meu primo veio nos visitar e me falou sobre Jesus. ‘Se você crer nele, todos os seus pecados serão perdoados. Você será livre do poder do espírito mau, assim como sua irmã foi’.”

Uma vida transformada

Antes da irmã de Soy se tornar cristã, ela passava dias chorando por causa do impacto do espírito mau sobre ela. Mas ao se entregar para Cristo, a vida dela foi transformada. “Meu primo acrescentou: ‘Eu quero que você também creia nele para que ele a proteja e livre das garras do espírito mau. Além disso, quando você morrer, não irá para o inferno. Pelo contrário, terá uma vida eterna com Jesus Cristo no céu’. Depois que aceitei a Jesus, me senti uma pessoa normal. Meu coração e alma foram completamente curados! Entretanto, minha felicidade foi arrasada por causa da perseguição severa. Meus amigos e primos não cristãos me odeiam e dizem coisas maldosas para mim.”

Abandonar as práticas e crenças religiosas da vila veio com um preço alto para Soy, principalmente quando os pais e outros irmãos também se tornaram seguidores de Cristo. Praticamente todos que Soy ama começaram a rejeitá-la e zombar dela.

Com lágrimas, ela continua: “Eu não sei por que eles odeiam tanto os cristãos. Na época, estávamos construindo uma casa. Enquanto trabalhava, as pessoas passavam e riam, zombavam e me assediavam. ‘Pare de construir essa casa. Você é cristã! Logo será forçada a deixar a vila. Nosso lugar não recebe bem cristãos! Você não pertence a esse lugar, vá para onde os cristãos ficam!’”

Fonte: Portas Abertas

Evangélica, Marina Silva critica fake news contra Lula: ‘Nunca fechou igrejas’

Marina Silva
Marina Silva

Evangélica da Assembleia de Deus e candidata a deputada federal por São Paulo, Marina Silva (Rede) criticou as fake news divulgadas por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL), como o deputado federal e pastor Marcos Feliciano (PL-SP), de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechará igrejas caso seja o vencedor nas urnas nas eleições de outubro.

Em entrevista ao site GGN, Marina destacou que Lula foi presidente do Brasil por dois mandatos e que durante os oito anos de governo “nunca fechou igrejas”. Para a ex-senadora, fazer uso da fé para interferir no resultado das eleições é algo “letal” para a democracia, pois “fé e política devem estar separadas”.

O Estado laico é uma benção para todos. Agora, nesse momento, você tem essa manipulação perversa que é péssima para a fé, é péssima para a política. Quando alguém mentirosamente diz que, se o presidente Lula ganhar as eleições, ele vai fechar as igrejas, isso é uma forma mentirosa que desabona a própria fé. Lula esteve no governo por dois mandatos, nunca fez isso, muito pelo contrário. Marina Silva (Rede).

“Muitas dessas pessoas [que dizem que o petista fechará igrejas] até apoiavam a candidatura dele durante os períodos em que esteve no governo. Agora vir com essa história é pura manipulação e mentira. Digo isso porque não acho que mentira deva ser usada contra ninguém”, acrescentou.

Marina Silva lembrou que quando foi candidata à Presidência da República em 2010, 2014 e em 2018, também foi alvo de mentiras em relação à sua fé, com alguns que a chamavam de “fundamentalista” e outros que duvidavam de sua crença. Porém, a ex-ministra salientou que “nunca” fez do “púlpito um palanque, nem do palanque um púlpito”.

Evangélicos não são homogêneos, diz Marina

Em meio à disputa dos candidatos ao Palácio do Planalto pelos votos dos evangélicos, Marina Silva também criticou a “manipulação da fé e da política”, classificada por ela como “muito perigoso para a democracia e para qualquer país civilizado”. Para a candidata, é preciso compreender que essa parcela da população não é homogênea, o que torna necessário aprender a lidar com a heterogeneidade desses fiéis.

“A instrumentalização da fé é muito perigosa. O fundamentalismo religioso e o fundamentalismo político também são muito perigosos. Agora quando se juntam as duas coisas é letal para os interesses de um país, da sociedade e da democracia. Nesse momento a gente vive esse risco. Acho que a gente para entender isso, é preciso tratar os evangélicos não como se eles fossem homogêneos, porque existem diferenças e abordagens diferentes, e você tem que aprender a lidar com elas”, ponderou.

Fake news e intolerância religiosa

Recentemente, o deputado federal e pastor Marco Feliciano propagou notícia falsa em entrevista à rádio CBN, ao dizer que, se eleito, Lula fechará igrejas no Brasil. Segundo o político, “existem muitas formas de se fechar uma igreja, não necessariamente vir com fuzis fechá-la”, mas, por exemplo, “através de criação de leis, de impostos”.

Em resposta à fake news de Feliciano, o PT negou que Lula vai fechar igrejas e lembrou que ele foi o responsável por sancionar a lei da liberdade religiosa, em 2003. Ainda, o partido destacou que foi o ex-presidente quem também aprovou a lei que criou o Dia da Marcha para Jesus, em 2009. Por fim, a sigla ressaltou que o petista “é cristão”.

Também neste mês, a primeira-dama Michelle Bolsonaro praticou intolerância religiosa ao compartilhar uma publicação que afirma que Lula “entregou sua alma para vencer” o pleito. O texto foi acompanhado por um vídeo em que o petista se encontra com lideranças de religiões de matriz africana. Na postagem, Michelle associou os credos africanos a trevas.

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, esposa de Lula, reagiu ao post preconceituoso da primeira-dama, e disse ter aprendido que “Deus é sinônimo de amor, compaixão e, sobretudo, de paz e de respeito”, independente de qual seja “a religião e qual o credo”.

Fonte: UOL

Igreja Hillsong faz mudanças em meio a processo de abuso financeiro

Phil Dooley é o pastor sênior global interino da Hillsong Church. | Igreja do YouTube/Hillsong
Phil Dooley é o pastor sênior global interino da Hillsong Church. | Igreja do YouTube/Hillsong

O pastor sênior global interino da Hillsong Church, Phil Dooley, diz que mudanças na estrutura organizacional da denominação estão em andamento depois que um funcionário suspenso alegou em um processo recente que a megaigreja com sede na Austrália se apropriou de doações e deu “grandes presentes em dinheiro” ao ex-pastor sênior global Brian Houston, sua família e outros líderes da igreja.

Em uma atualização publicada no site da Hillsong Church na sexta-feira, Dooley disse que compartilhará em uma reunião agendada para esta terça-feira o “progresso que a Hillsong Church está fazendo para trazer mudanças significativas à nossa estrutura organizacional”.

Ele também confirmou que o processo contra a Igreja Hillsong “envolve questões de emprego” e “várias alegações relacionadas às finanças da igreja”.

“Embora eu queira fornecer detalhes mais específicos, infelizmente não posso, porque, embora as reivindicações possam ser divulgadas, é inapropriado responder ou comentar publicamente porque o assunto está no tribunal. No entanto, posso garantir que meu coração , e o desejo de nossa liderança é lidar com esse assunto à medida que abordamos qualquer outro assunto – com humildade, amor e oração”, disse Dooley.

“Embora tenha sido avisado de que durante o processo judicial defenderemos essas reivindicações, também reconheço que há muitas coisas que devemos fazer – e já estamos fazendo – de maneira diferente de como operamos no passado”, acrescentou. “Este é um novo dia para a Hillsong, e hoje somos uma igreja diferente do que éramos há um ano. Quando surgem questões como essa, nossa primeira resposta deve ser olhar para o Espírito Santo e ser guiado por Ele.”

O processo foi aberto na Austrália no início deste mês em nome da funcionária da Hillsong, Natalie Moses, como parte de um caso do Fair Work Act contra a igreja, informou a ABC News.

A Comissão Australiana de Caridades e Sem Fins Lucrativos está investigando a igreja desde março para verificar se a organização cumpriu os regulamentos australianos que regem a operação de instituições de caridade.

Moses, que trabalha no departamento financeiro da igreja, alega que por volta de março deste ano, ela foi solicitada a preparar respostas internas para a investigação da ACNC.

Peter Ridley, diretor financeiro da igreja, supostamente disse aos principais membros do departamento financeiro durante uma reunião de 29 de março que Deus protegeria a Hillsong durante a investigação porque “Deus protege os justos e a Hillsong é a justa”.

Em seu processo, Moses alega que a igreja está envolvida em muitas práticas financeiras questionáveis ​​no que seu advogado, Josh Bornstein, chama de “cultura de caubói”.

O processo alega, entre outras coisas, que os líderes da sede da Igreja Hillsong disfarçaram ilegalmente as transferências internacionais fazendo pagamentos por meio de entidades da Igreja sediadas nos Estados Unidos.

Auditorias internas conduzidas por Moses descobriram registros financeiros questionáveis ​​que provavelmente não cumpririam a legislação australiana, afirma o processo.

Junto com as alegações de que os líderes da igreja fizeram doações “significativas” para os diretores da igreja, familiares e amigos, Moses disse que eles usaram cartões de crédito da igreja para pagar viagens internacionais e produtos de grife.

Houston, fundador da Hillsong Church, renunciou ao cargo de pastor sênior global em 23 de março, depois que foi revelado que duas mulheres fizeram sérias queixas de má conduta contra ele nos últimos 10 anos.

Sua renúncia também veio mais de um ano depois que o braço americano da Igreja Hillsong foi abalado por alegações de abuso financeiro de ex-membros que disseram que os pastores frequentemente gastavam dinheiro do dízimo em despesas generosas. Essa acusação veio logo após um escândalo sexual que eclodiu no local da Hillsong NYC.

Houston se gabou na época do “registro de excelência em responsabilidade financeira global da Hillsong Church e um compromisso inabalável com a integridade financeira”.

Em sua resposta na sexta-feira, Dooley lembrou aos membros da igreja que o conteúdo do processo é atualmente “alegações”.

“Por favor, tenha em mente que qualquer coisa que você possa ouvir, ou que possa ser relatado, são alegações não testadas e não comprovadas”, escreveu ele. “Mas, igualmente, quero que você saiba que, se ao longo deste processo descobrirmos que precisamos fazer mudanças, nós o faremos. Estamos confiantes de que a verdade prevalecerá e agradecemos suas orações”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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Silas Malafaia critica Lula e diz que ele “quer ridiculizar as igrejas”

Pastor Silas Malafaia
Pastor Silas Malafaia

Neste domingo (21), o pastor Silas Malafaia utilizou as redes sociais para criticar declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o religioso, o petista quer ridicularizar as igrejas evangélicas e a Igreja Católica.

O vídeo de Malafaia foi uma resposta a comentários feitos por Lula em um comício nesta sábado (20), no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Na ocasião, o petista criticou pastores e disse que não precisa deles ou de padres para falar com Deus.

– Quando quero conversar com Deus, não preciso de padres e de pastores. Eu posso me trancar no meu quarto e conversar com Deus quantas horas eu quiser, sem pedir favor a ninguém. É assim que a gente tem que fazer para não ser obrigado a escutar pessoas contando mentiras quando deveriam cuidar da fé e da espiritualidade, lendo a Bíblia decentemente e não inventando coisas – apontou o ex-presidente, na ocasião.

Malafaia, no entanto, criticou Lula e o chamou de cachaceiro.

– Vou ensinar a ele e mostrar que a cachaça está destruindo os neurônios dele (…). Eu não discuto nada de cachaça. Porque eu não entendo nada e ele é um expert (…). E o cara vir querer dar lição de moral em padres e pastores – ressaltou.

O pastor também disparou críticas a outros posicionamentos do petista e disse que ele quer “menosprezar a fé e menosprezar as autoridades que Deus constituiu”.

– Ele quer ridiculizar a igreja evangélica e a católica. Fica aqui minha indignação: que Deus nos livre desse camarada que não tem condições morais, mentais e emocionais para dirigir nossa nação – destacou.

Fonte: Pleno News

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