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Centenas vão às ruas marchar pelos cristãos perseguidos, nos EUA

A Marcha Anual pelos Mártires reuniu líderes e cristãos em Washington.
A Marcha Anual pelos Mártires reuniu líderes e cristãos em Washington.

Centenas de pessoas foram às ruas de Washington, nos Estados Unidos, e marcharam pelos cristãos perseguidos no sábado (24), na terceira edição da Marcha Anual pelos Mártires.

Os manifestantes caminharam mais de 1 km até o Museu da Bíblia, onde foi realizada uma reunião de oração.

O evento contou com louvor ao vivo e discursos de líderes cristãos, como Gia Chacon, fundadora da For The Martyrs, organização que apoia cristãos perseguidos, os evangelistas Jacob Coyne e Shane Winnings, e o padre católico Simon Esshaki.

Gia contou histórias de crentes dispostos a morrer ao invés de renunciar a Cristo. Ela lembrou de cristãos iraquianos e sírios, que enfrentaram atrocidades por causa de sua fé.

“O Estado Islâmico ou militantes islâmicos entravam em suas casas e os acusavam com a pergunta: ‘Você é cristão?’ E se eles dissessem sim, isso significaria a morte ou ser expulso de sua casa”, relatou ela.

Todos os cristãos devem estar preparados para morrer por Jesus

Já o evangelista Shane Winnings ressaltou que todos os cristãos devem estar preparados para morrer por Jesus.

“Nem todos aqui serão chamados em sua vida para morrer como um mártir, mas você é chamado a viver a vida de um mártir”, declarou.

“Se queremos marchar pelos mártires, devemos primeiro estar dispostos a martirizar nossas próprias vidas antes que alguém tenha a chance de fazê-lo. Devemos morrer para nós mesmos para vencer o inimigo”.

Esshaki, um padre católico caldeu, que mora nos EUA, falou sobre um dos grupos cristãos mais antigos e mais perseguidos na história do cristianismo.

O grupo é formado pelos crentes iraquianos, caldeus, assírios e sírios. “Todos os mártires de nossa fé poderiam ter saído vivos se tivessem negado sua fé em Jesus, mas nenhum deles o fez, e é por isso que eles são exemplos para nós de como viver nossa fé, como ser fiel ao Senhor em nossa vida diária”, afirmou o líder.

“Eles podem nos ensinar muito sobre como pegar nossas cruzes e como seguir a Cristo, como perseverar até o fim”.

Ranna Salem, uma cristã assíria caldeu, participou da Marcha dos Mártires em nome de seu povo, que segundo ela, “sofreu muita perseguição desde o início do cristianismo no norte do Iraque, Turquia, Síria e Irã”.

“Só espero que possamos obter um pouco mais de atenção. Porque vivemos na América, as pessoas pensam que o cristianismo é uma religião privilegiada. Mas no Oriente Médio, é exatamente o oposto. Eles são os mais perseguidos. Eles passam por muito sofrimento. Eles não são tratados de forma igual no sistema judicial. Há muito que poderia ser feito para melhorar sua situação e eu só quero que mais pessoas se conscientizem”, disse ela, ao The Christian Post.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Esposa e filho são suspeitos de matar ex-hindu que se tornou cristão, na Índia

Madhab Gorai e sua Bíblia. (Foto: Reprodução/Morning Star News)
Madhab Gorai e sua Bíblia. (Foto: Reprodução/Morning Star News)

O ex-hindu Madhab Gorai, de 46 anos, foi visto por membros da igreja pela última vez em 7 de agosto, quando sua esposa e filho interromperam o início de um culto e o ameaçaram, contou Ashish Hansda, líder leigo encarregado da Igreja do Norte da Índia (CNI).

A esposa de Gorai estava com uma garrafa de gasolina e seu filho carregava um bastão de madeira, disse ele. Durante uma briga do lado de fora do prédio da igreja, a esposa e o filho de Gorai ameaçaram queimá-lo vivo, disse Hansda.

Após o sumiço do homem, os cristãos locais suspeitam que a família de Gorai o tenha matado por se recusar a renunciar à sua fé, disseram fontes.

Segundo relatos do pastor Subendu Soren, a esposa e o filho de Gorai o estavam pressionando a realizar rituais hindus no casamento de sua filha, onde, segundo o costume, o pai da noiva seria obrigado a adorar o fogo sagrado.

“Gorai se recusou a se envolver em práticas de adoração hindus que contradiziam sua fé cristã”, disse o pastor Soren ao Morning Star News.

Segundo um amigo próximo de Gorai, que pediu anonimato, a família dele argumentou que sua recusa em realizar os rituais hindus levantaria dúvidas que poderiam levar ao rompimento do noivado de sua filha.

Quando sua esposa e filho interromperam o início do culto de 7 de agosto, Hansda interveio, e a esposa e o filho de Gorai o levaram para casa.

“O desagrado foi criado devido à briga, e por isso não tivemos um culto na igreja naquele domingo”, disse Hansda.

Queixa policial

Ao saber do incidente, o pastor Soren aconselhou Hansda a registrar uma queixa policial sobre a família de Gorai por carregar gasolina e brigar com ele do lado de fora do prédio da igreja. Ele apresentou uma queixa no posto avançado de Ramgarh, que fica sob a delegacia de polícia de Lalgarh.

Segundo o Morning Star News, um oficial do posto avançado de Ramgarh disse que informou a delegacia de Saranga Thana sobre o incidente e enviou um voluntário para verificar a igreja no próximo domingo, 14 de agosto.

“A casa de Madhab Gorai não está sob minha jurisdição, então não tomei nenhuma ação depois que eles foram para casa”, disse o oficial ao Morning Star News.

O encarregado da delegacia de Saranga Thana disse ao Morning Star News que estava de licença durante esse período e não tinha conhecimento de morte na região.

O pastor Soren disse que nenhuma queixa formal foi registrada na delegacia de Saranga Thana.

“Nenhuma queixa formal foi registrada na delegacia de polícia por nenhum dos parentes de Madhab, embora as pessoas na aldeia soubessem da tensão em sua família sobre a fé de Madhab e tivessem sentimentos contraditórios sobre a morte súbita”, disse Soren ao Morning Star News.

Como a esposa e o filho de Gorai repetidamente ameaçaram queimá-lo vivo e o levaram para casa em 7 de agosto, Hansda estava preocupado com sua segurança e visitou sua casa no final da tarde.

“A esposa de Madhab me disse que ele não estava em casa e tinha ido ao mercado”, disse Hansda. “Deixei meu número de telefone com a esposa dele e pedi que ela pedisse para ele me ligar.”

Segudo Hansda, o pastor Soren ligou às 11 horas daquela noite, informando-o de que um membro da igreja havia dito que Gorai estava morto.

No dia seguinte, quando os membros da igreja perguntaram aos familiares sobre a morte de Gorai, os parentes disseram que ele havia jantado e morrido pacificamente enquanto dormia. A família cremou o corpo naquela manhã (8 de agosto) de acordo com o ritual hindu, mas nenhum dos membros da igreja foi informado sobre isso, disse Hansda.

Hansda questionou vários vizinhos de Gorai sobre sua morte.

“Todos eles me disseram que havia tensão na família de Madhab relacionada à sua fé cristã e ouviram os argumentos da família”, disse ele ao Morning Star News. “Uma pessoa também me disse que Madhab estava sentado e conversando com ele até as 18h30, e ele estava absolutamente bem.”

Para os líderes cristãos, testemunhas oculares das ameaças e vários conhecidos na área os familiares de Gorai o mataram para evitar pôr em risco o casamento de sua filha.

“É fácil dizer que o pai da noiva está morto e que o irmão da noiva realizará esses rituais em sua ausência”, disse o amigo íntimo de Gorai.

Sumanta Naru, pastor da congregação da CNI na cidade de Bankuda, disse que suspeita da morte e cremação secreta do corpo de Gorai.

“Ninguém sabe como Madhab morreu”, disse o pastor Naru ao Morning Star News. “Até os vizinhos o viram pela última vez saudável. Os cristãos nem sequer foram chamados para a cremação. Eles se livraram do corpo dele assim que puderam.”

O pastor Soren disse que teme que Gorai tenha sofrido muito.

“Não sabemos o que causou sua morte, mas é certo que a família o perseguia e o pressionava a participar dos rituais hindus”, disse o pastor Soren ao Morning Star News.

Os membros da família de Gorai não se dispuseram a comentar.

Ataques a cristãos

O pastor Naru disse que Gorai colocou sua fé em Cristo vários anos atrás, depois de receber e aprender sobre o Evangelho através de um parente. Mantendo as chaves do prédio da igreja, ele seria o primeiro a alcançá-lo e abri-lo para o culto de domingo, disse o pastor.

“Madhab era um cristão sincero. Ele ajudou de todas as formas possíveis a contribuir e servir a igreja”, disse o pastor Naru.

O tom hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderado pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, contra não hindus, encorajou extremistas hindus em várias partes do país a atacar cristãos desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu o poder em maio de 2014, os direitos religiosos dizem os defensores.

A Índia está em 10º lugar na lista mundial da perseguição de 2022, da Portas Abertas, como dos países onde é mais difícil ser cristão. O país era o 31º em 2013, mas sua posição piorou depois que Modi chegou ao poder.

Fonte: Guia-me com informações de Mornig Star News

Disputa pelo voto evangélico provoca divisão nas igrejas

Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados
Lula e Bolsonaro com as mãos postas e olhos fechados

A disputa pelo voto cristão por Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, e por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está rachando as igrejas evangélicas. Enquanto as cúpulas das denominações abraçaram o bolsonarismo e tentam influenciar o voto dos fiéis, evangélicos jovens e de baixa renda rompem com grandes congregações e declaram apoio ao petista.

Jovens, mulheres e eleitores de periferia, onde Lula se sai melhor, lideram o movimento. Há, ainda, casos de fiéis que, cansados do debate político, se afastaram dos cultos.

Na avaliação do diretor do Observatório Evangélico, Vinicius do Valle, as igrejas evangélicas passam por um “efeito bumerangue” nesta campanha. Ele confirmou que o apoio a Bolsonaro por pastores e a politização dos cultos têm afastado o público. “Muitos deixaram de ir aos cultos, e tivemos uma reação dos fiéis demonstrando desconforto com a discussão eleitoral nos templos. O evangélico quer ver seus valores na política, mas não concorda com a campanha eleitoral nas igrejas”, observou.

Ao mesmo tempo que a diferença nas pesquisas eleitorais entre os dois candidatos mais bem colocados na disputa presidencial cai no segmento, coordenadores das campanhas intensificam as agendas com líderes e eleitores evangélicos. Nas últimas semanas, Lula se encontrou com religiosos, na Região Metropolitana do Rio. Bolsonaro participou de culto do pastor Silas Malafaia, um de seus apoiadores, na capital fluminense.

Do lado dos fiéis, há reclamações sobre o uso político da religião. Eles reclamam do desvio da finalidade das igrejas e de tentativas de imposição de voto por pastores que apoiam Bolsonaro.

Uma das insatisfeitas é a ativista Débora Amorim, de 34 anos. Desconfortável com a politização da igreja que frequentava, a Metodista, rompeu com a congregação. Ela foi criada em templos evangélicos e, agora, integra o coletivo Novas Narrativas Evangélicas.

O grupo tem fiéis de diferentes denominações protestantes. Foi criado para defender a liberdade do voto. Uma das suas estratégias é a produção e divulgação de conteúdo nas redes sociais. Nas últimas semanas, lançou as palavras de ordem #LivrePraVotar e “Deus não tem candidato”.

Para Débora, como a maioria dos evangélicos é formada por mulheres pretas e de periferia, é esse o público simpático à candidatura de Lula. Segundo ela, a tentativa de imposição de valores morais por parte dos pastores midiáticos e de consolidação de uma única narrativa como “o caminho para a salvação” tem afastado parte dos fiéis.

Um dos idealizadores do movimento, o advogado Daniel Wanderley destacou que existem inúmeros “crentes” dispostos a construir e expressar “novas narrativas evangélicas”. “São pessoas que estavam sofrendo represálias e diversos desafios dentro de suas comunidades à medida que o bolsonarismo foi se apropriando e instrumentalizando a fé evangélica. O movimento evangélico é muito mais plural”, explica.

Dani Marinho, 24, evangélica da Igreja Batista do Caminho, foi criada “dentro da Universal” — liderada por Edir Macedo, apoiador de Bolsonaro. “Sempre houve a influência da política na igreja, mas hoje está mais escancarada. Há uma tentativa de imposição de um candidato”, afirma.

Os evangélicos representam 31% da população (cerca de 65 milhões de pessoas), segundo pesquisa Datafolha de 2020. De acordo com o Censo Brasileiro, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 60% (25,3 milhões) dos evangélicos eram pentecostais.

Pesquisas mostram que a diferença entre o Lula e Bolsonaro tem recuado, embora permaneça grande. A mais recente rodada do Ipec, de 19 de setembro, mostrou o presidente em estabilidade, com 48% das intenções de voto entre evangélicos. Lula cresceu seis pontos (32%).

Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo, UOL e Correio Braziliense

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Eleições 2022: Bolsonaro continua liderando entre evangélicos; Lula é o preferido dos católicos

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)
Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera entre os católicos. O petista tem 53% das intenções de voto contra 28% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Opções da terceira via, Ciro Gomes (PDT) tem 7%, e Simone Tebet (MDB), 5%. O cenário é praticamente o mesmo do divulgado na pesquisa anterior, de 15 de setembro, com o petista oscilando dois pontos para cima, dentro da margem de erro de dois pontos, e o candidato do PL estagnado.

Entre os evangélicos, o panorama é o oposto. O atual presidente leva vantagem contra os outros candidatos. Bolsonaro concentra 50% das intenções de votos, contra 32% do ex-presidente. Ciro e Tebet estão empatados em 5%. Neste caso, os números também refletem os dados anteriores. Enquanto o ex-presidente manteve 32%, Bolsonaro oscilou positivamente um ponto percentual.

O Datafolha trouxe um recorte sobre adeptos de outras denominações e também com números do eleitorado que declarou não ter religião.

Entre eleitores que praticam outras religiões, a vantagem de Lula chega a 11 pontos percentuais: 43% a 32%. Ciro tem 9%, e Tebet, 6%.

Em relação aos ateus e agnósticos, o ex-presidente consolida 54% das intenções de voto, contra 22% de Bolsonaro. Ciro marca 9%, e Tebet, 5%.

Segundo o artigo 19 da Constituição, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.

A carta magna também garante o direito de praticar diferentes religiões, no artigo 5º: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

Fonte: CNN

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China é contra todas as religiões, diz ex-embaixador da liberdade religiosa nos EUA

Cruz é arrancada do prédio de uma igreja com guindaste na China
Cruz é arrancada do prédio de uma igreja com guindaste na China

Depois da revolução chinesa, em 1949, quando Mao Tsé-tung proclamou a República Popular da China, deu-se início à implantação do comunismo no país. Desde então, a perseguição às religiões tornou-se cada vez mais intensa.

Quem contradiz as ordens dadas pelo Estado está em perigo. Fotos tiradas de arquivos da polícia chinesa mostram alguns dos milhões de uigures que foram mantidos em pelo menos 1.200 campos de concentração chineses.

Eles não são criminosos, eles podem ter “cometido o erro” de ter solicitado um passaporte ou apenas ter parentes em outros países. Ou ainda podem ter tido mais de três filhos e até terem sido flagrados com religiosos.

Qualquer uma dessas ações podem servir para que sejam declarados como “indignos de confiança”. Isso vem acontecendo há anos na província chinesa ocidental de Xinjiang e o mundo não fez quase nada para impedir, conforme reportagem da CBN News.

Tursunay Ziyawundun, uma uigur que foi presa pelos chineses por visitar sua família no vizinho Cazaquistão, revelou: “Nossa cela tinha quatro metros quadrados e havia mais de 20 pessoas. Tinha apenas um balde para ser usado como banheiro”.

“À noite, eles levavam algumas pessoas, especialmente algumas meninas para interrogatório. E podíamos ouvir seus gritos. Algumas das meninas sangravam muito. Uma mulher tinha marcas de mordida por todo o corpo. E, às vezes, elas morriam por causa do sangramento”, relatou.

Tursunay foi estuprada por guardas prisionais e torturada com choques elétricos em seus órgãos genitais. Outros presos enfrentam esterilização forçada, trabalho escravo e lavagem cerebral.

Os prisioneiros são mortos regularmente para que seus órgãos possam ser colhidos. “Todo mundo, literalmente cada prisioneiro, foi submetido a um exame de órgão. E depois do exame, algumas pessoas foram colocadas em um ônibus e levadas para outro lugar” disse Tursunay.

Vigilância total

Se a vida dentro dos campos de concentração é assim, tão violenta, humilhante e mortal, fora dele as pessoas são submetidas a viver em constante vigilância. Cada casa tem um código QR na entrada, para que a polícia saiba quem está dentro, e um aplicativo necessário para telefones registra tudo o que as pessoas fazem.

A polícia chinesa usa um aplicativo que informa tudo sobre a pessoa que está questionando, desde seu tipo sanguíneo até quanta eletricidade ela usa. O aplicativo pergunta ao policial se a reação da pessoa ao ser questionada foi “normal ou anormal” e se a pessoa “requer mais investigação”.

A China está usando todas as ferramentas à sua disposição em sua guerra contra a fé, seja ela qual for — qualquer crença que possa competir com o estado comunista.

Pequim também está aprisionando um grande número de membros do Falun Gong, uma seita budista e cristãos de igrejas domésticas.

O embaixador-geral do ex-presidente Trump para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, disse: “Os cristãos são presos. Os pastores são presos. Congregações inteiras são forçadas a ir à clandestinidade. Há câmeras para todas as pessoas”, relatou.

Ele também contou que há uma delegacia de polícia a cada 50 metros nas grandes cidades. “As pessoas são rastreadas constantemente. Eles coletaram amostras genéticas de todos. Há sistemas de reconhecimento facial”, continuou.

Ainda conforme a CBN News, a intenção dos líderes chineses é quebrar linhagens e acabar com as raízes. Pequim está usando esterilização forçada e casamentos forçados para acabar com os uigures como povo e cultura.

“O governo chinês, além de esterilizar nossa população, quer essencialmente nos criar. Então, eles estão forçando as jovens uigures a se casar com homens chineses han”, disse o primeiro-ministro exilado do Turquistão Oriental.

Han é o maior grupo étnico da China, representando quase 92% de toda população. O nome vem da dinastia Han, que governou várias partes da China.

O homem por trás dessa repressão é o membro do Politburo chinês Chen Quanguo, que teve tanto sucesso em esmagar a resistência no Tibete que foi enviado a Xinjiang para implantar um sistema para destruir a cultura uigur. Ele governou lá até o final do ano passado”, disse Salih Hudayar. “Eles levam isso muito a sério. Eles temem a religião”, enfatizou Brownback.

Sob um programa do governo chinês, mais de 1 milhão de membros do partido foram designados para se mudar para casas de uigures e outras minorias étnicas.

Eles passam semanas com as famílias, como “convidados indesejados”, monitorando comportamentos e, às vezes, compartilhando suas camas e tentando convertê-los ao comunismo.

Enquanto isso, as vítimas da repressão chinesa se sentem abandonadas pelos Estados Unidos e pelo mundo. O mundo sabe exatamente o que está acontecendo e não faz nada, conforme o CBN News.

Genocínio, escravização e guerra contra a fé

Um relatório da ONU sobre a repressão da China em Xinjiang absteve-se de usar o termo “genocídio”, embora a própria Convenção de Genocídio da ONU defina “genocídio” como o que a China está fazendo com os uigures.

O primeiro-ministro Hudayar suspeita que a ONU cedeu à pressão da China. A Casa Branca alegou que Joe Biden levantou o tema do genocídio e da escravização de muçulmanos uigures em um telefonema com o líder chinês Xi Jinping. Mas, recentemente, o governo chinês insistiu que não, que não houve tal conversa.

E as sanções dos EUA e de outras nações ocidentais não funcionaram. Brownback diz: “Você pode olhar para isso [perseguição aos uigures] e dizer: ‘Olha, eu sou um cristão. Isso realmente não se aplica a mim.’ Mas isso se aplica a você porque assim como eles vão atrás de um grupo religioso, eles vão atrás de outros”.

“O alvo são as pessoas de fé, a guerra é a guerra da China contra a fé e são todas as fés”, ele acrescentou. Tursunay Ziyawundun disse: “O governo americano sabe exatamente o que a China está fazendo com os uigures. O mundo sabe exatamente o que está acontecendo”, concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Igrejas podem ser fechadas no Brasil? O que diz a Lei de Liberdade Religiosa?

Fachada de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus
Fachada de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus

Uma pergunta que vira e mexe agita as redes sociais é: pode fechar igreja no Brasil? E a resposta é sim, isso pode acontecer, caso a estrutura do templo apresente risco de desmoronamento ou ainda em situações em que há desvirtuamento das finalidades essenciais da organização religiosa, entre outras situações. É o que explicam membros da Comissão da Liberdade Religiosa do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Thiago Rafael Vieira e Jean Regina.

Thiago Rafael Vieira, que é presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), e Jean Regina, que é 2º vice-presidente também do IBDR, informam que não existe “Lei de Liberdade Religiosa” em vigência no Brasil. Existem, no entanto, algumas leis estaduais e municipais, como, por exemplo, a Lei Estadual de São Paulo, nº 17.346/2021.

Em âmbito nacional, o que existe é a garantia constitucional de liberdades de crença (consciência, crença ou fé espiritual individual) e religiosa (expressão, organização e culto individual ou coletivo, assistência e ensino religioso e objeção de consciência religiosa).
Vieira comenta também que o Estado pode “fechar” um templo de qualquer culto atualmente por várias razões, seja por situações envolvendo o local do templo em si, por sanções administrativas ou mesmo por decisões judiciais que acabam por inviabilizar o funcionamento de determinada organização religiosa, como o risco de desabamento.

“Fora disso, é ilegal e inconstitucional fechar uma igreja, inclusive exigir alvará. O Alvará se exige de empresa e associações, nunca de uma organização religiosa”, aponta o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião.

O advogado também comenta que não existe um dispositivo específico que condicione o comportamento de organização religiosa sob pena de fechamento. Isso vai contra a ideia de laicidade colaborativa brasileira, presente no art. 19, I, da Constituição, que veda ao Estado embaraçar o exercício, seja privado ou coletivo, organizado ou não, personalizado ou não, da fé religiosa.

“art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”

O que se sabe sobre a “Lei de Liberdade Religiosa” no Brasil?

Vieira e Regina explicam e lamentam que não há uma “Lei de Liberdade Religiosa” federal.

No Brasil, existem o que os especialistas chamam de leis esparsas que ajudam a concretizar as garantias constitucionais, porém não há uma lei nacional sobre o tema. Além disso, os advogados comparam o contexto nacional com países com Estado laico.

“Países que têm também uma laicidade colaborativa (mesmo que não tão avançada como nós) em plano constitucional, como Portugal e Espanha possuem leis ordinárias (lei da liberdade religiosa) regulamentando vários aspectos práticos, o que não possuímos ainda por aqui.”, declaram Vieira e Regina.

Penalidades

O desrespeito religioso é considerado crime no país e equipara o preconceito ou a discriminação religiosa ao racismo. Vieira e Regina reforçam que esse é o mesmo artigo que hoje penaliza a discriminação de orientação sexual ou identidade de gênero. A pena, nesse caso, é a reclusão de um a três anos e multa.

Como denunciar

A discriminação deve ser combatida, denunciada e punida. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos possui o canal DISQUE 100 para atender denúncias de casos de discriminação religiosa.

Fonte: UOL

Conheça os cantores gospel indicados ao Grammy Latino 2022

Grammy Latino 2022
Grammy Latino 2022

Os indicados à 23ª edição do Grammy Latino foram anunciados na terça-feira (20) pela Academia Latina da Gravação, representando os vários gêneros e campos criativos, incluindo artistas, compositores, produtores e engenheiros de gravação e mixagem.

Dentre as 53 categorias premiadas está o gospel, que deu destaque a cantores como Asaph, Antonio Cirilo, Clovis, Bruna Karla e Eli Soares.

Todas as músicas consideradas para indicações devem ser novas e ter um percentual mínimo de letra (51%) em espanhol ou português. Os álbuns indicados foram lançados entre 1 de junho de 2021 a 31 de maio de 2022.

Confira a lista de indicados a Melhor Álbum de Música Cristã:

1. Asaph
ANTES DA TERAPIA
[Sony Music Entertainment Brasil]

2. Antonio Cirilo
O SAMBA E O AMOR
[Sonora Digital]

3. Clovis
EPIFANIA
[Som Livre]

4. Bruna Karla
ÉS TUDO
[MK Music]

5. Eli Soares
LABORATÓRIO DO GROOVE
[Universal Music] 

A rodada final de votação para selecionar os ganhadores do Grammy Latino terá início em 30 de setembro. A Academia Latina realizará a entrega dos prêmios em 17 de novembro de 2022, em Las Vegas.

Fonte: Guia-me

STF anula cassação de vereador que invadiu Igreja Católica

Vereador Renata Freitas
Vereador Renata Freitas

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou na noite de sexta-feira (23) decisões do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) que mantiveram a cassação do vereador Renato Freitas (PT), decretada em junho pela Câmara Municipal de Curitiba. Com isso, o mandato do político é restabelecido.

Freitas virou alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar após participar de uma manifestação pelos assassinatos de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho, organizada pelo Coletivo Núcleo Periférico, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

O Supremo foi acionado pela defesa do petista na quarta-feira (21) sob o argumento de que o processo de cassação ultrapassou 90 dias, prazo máximo previsto na lei.

Os advogados de Freitas ainda apontaram que manter a cassação implicaria em “dano grave e irreparável”, pois, além da perda do cargo, ele ficaria impedido de concorrer a deputado federal.

A decisão de Barroso proferida na sexta é liminar (provisória) e ainda terá o mérito julgado. No documento, o ministro do STF cita o racismo estrutural como elemento que levou à cassação de Freitas.

Sobre o caso

O caso remete a uma manifestação na igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, no dia 5 de fevereiro, no centro histórico de Curitiba, pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, no Rio, espancado até a morte aos 24 anos.

Na ocasião, a invasão da igreja foi liderado pelo vereador do PT Renato Freitas que entrou no templo e bradou palavras de ordem como “racistas” e “fascistas”, ignorando os pedidos do padre para que cessassem o tumulto.

O caso provocou comoção nacional e o presidente Jair Bolsonaro aproveitou para acenar a seus apoiadores religiosos e pediu uma investigação dos responsáveis pelo ato. Por outro lado, na esquerda o episódio foi lido internamente como um tiro no pé, já que os vídeos do vereador petista invadindo a igreja viralizaram e passaram a ser utilizada para atacar o ex-presidente Lula, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Folha Gospel com informações de Jornal Opção e UOL

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Professor cristão que se negou a chamar aluno trans de ‘ele’ está preso

Professor cristão Enoch Burke sendo preso na Irlanda.
Professor cristão Enoch Burke sendo preso na Irlanda.

Um professor cristão que se recusou a usar pronomes de gênero neutro está preso em Dublin, na Irlanda, depois de ser detido em 5 de setembro por desacato ao tribunal.

Enoch Burke teve que retornar à prisão de Mountjoy na quarta-feira (14), após ter seu pedido negado em uma audiência. A juíza Eileen Roberts recusou as liminares que foram apresentadas pela defesa do professor, solicitando seu retorno ao trabalho e o fim da licença disciplinar.

Burke é professor de alemão, história e política na Wilson’s Hospital School, uma escola da Igreja da Irlanda no condado de Westmeath.

Por ser evangélico, ele se recusou a se dirigir a um aluno em transição de gênero como “elu” em vez de “ele”, o que deu início a uma disputa entre o professor e a escola. Ele foi suspenso em um processo disciplinar, mas se recusou a deixar de ir à escola para trabalhar.

Burke foi preso por desacato ao tribunal em 5 de setembro, por violar uma liminar que o impedia de ir à escola para dar aulas.

Na audiência da semana passada, a juíza alegou que Burke tem o direito de manter suas crenças religiosas, mas justifica que seu processo disciplinar não foi um ataque a essas crenças.

Após sua decisão, muitas pessoas no tribunal gritaram com a juíza e saíram em apoio a Burke, informa o site Irish Times.

A juíza Roberts deu a Burke a oportunidade de pedir desculpas por seu desacato, mas ele disse que não podia fazer isso, já que “o tribunal roubou meus direitos constitucionais”.

“Eu acho que é uma grande injustiça que o reclamante e o tribunal estejam tentando me negar as minhas crenças religiosas e tirar algo que, em última instância, é garantido”, disse. “Volto para a prisão como um súdito cumpridor da lei deste Estado sempre, mas um súdito de Deus primeiro.”

Fonte: Guia-me com informações de Irish Times

Declínio da religião nos EUA constitui uma ‘preocupação com a saúde nacional’, alertam pesquisadores

Culto em uma igreja (Foto: canva)
Culto em uma igreja (Foto: canva)

De acordo com uma equipe de pesquisa entre pai e filha, o declínio da religião nos Estados Unidos, conforme destacado em uma recente análise da Pew Research , afetará não apenas as organizações religiosas, mas a saúde de uma pessoa.

Em 2016, o Dr. Brian Grim, presidente da Religious Freedom & Business Foundation, e sua filha, Dra. Melissa Grim, pesquisadora sênior e diretora de projetos da fundação, publicaram um estudo detalhando que a religião fornece cerca de US$ 1,2 trilhão por ano ao valor socioeconômico da economia americana.

Conforme relatado pelo The Christian Post, eles publicaram um estudo de acompanhamento em 2019 no Journal of Religion and Health. O estudo de acompanhamento descobriu que o trabalho de quase 130.000 programas de apoio à recuperação de abuso de substâncias baseados em congregações nos Estados Unidos foi avaliado em cerca de US $ 316,6 bilhões.

“Descobrimos que esses grupos de apoio voluntários baseados na fé contribuem com até US$ 316,6 bilhões em economias para a economia dos EUA todos os anos, sem nenhum custo para os contribuintes”, escreveram os pesquisadores em um post publicado no site da Religious Freedom & Business Foundation no sábado.

“Embora experiências negativas com religião (por exemplo, abuso sexual por parte do clero e outros exemplos horrendos) tenham contribuído para o abuso de substâncias entre algumas vítimas, dado que mais de 84% dos estudos científicos mostram que a fé é um fator positivo na prevenção ou recuperação de vícios e um risco em menos de 2% dos estudos revisados, concluímos que o valor das abordagens orientadas pela fé para a prevenção e recuperação do abuso de substâncias é indiscutível”, escreveram eles.

“E, por extensão, também concluímos que o declínio da afiliação religiosa nos EUA não é apenas uma preocupação para as organizações religiosas, mas constitui uma preocupação nacional de saúde”.

A pesquisa também destacou a correlação entre o declínio da religião e o crescimento das mortes relacionadas às drogas nos Estados Unidos. Por exemplo, os jovens religiosos são três vezes menos propensos a consumir álcool em excesso e são quatro vezes menos propensos a consumir drogas ilegais. Além disso, adolescentes com transtorno por uso de substâncias (SUD) dizem que permanecer conectado a Deus foi a principal razão pela qual permaneceram sóbrios após a reabilitação.

A recente análise do Pew projetou a composição religiosa nos EUA sob vários cenários de mudança pela primeira vez, como parte do projeto Pew-Templeton Global Religious Futures, que analisa a mudança religiosa e seu impacto nas sociedades ao redor do mundo.

No estudo, Pew destaca quatro cenários hipotéticos entre várias possibilidades para demonstrar como o cenário religioso dos EUA pode mudar ao longo do próximo meio século. O impacto de jovens adultos cristãos abandonando sua fé sem limitação foi modelado em um desses cenários.

Embora os outros três cenários reflitam graus variados de desfiliação religiosa, “todos eles mostram que os cristãos continuam diminuindo como parcela da população dos EUA, mesmo sob a suposição contrafactual de que todas as mudanças pararam completamente em 2020”. As fileiras dos não afiliados, no entanto, devem crescer em todos os quatro cenários.

“Claro, é possível que eventos fora do modelo do estudo – como guerra, depressão econômica, crise climática, mudanças nos padrões de imigração ou inovações religiosas – possam reverter as atuais tendências de mudança religiosa, levando a um renascimento do cristianismo nos Estados Unidos”. observaram os pesquisadores. “Mas não há padrões de comutação atuais nos EUA que possam ser levados em consideração nos modelos matemáticos para projetar tal resultado”.

Folha Gospel com informações de The Christian Post e Christian Headlines

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