No Brasil, 86% se identificam como cristãos. Nos EUA, quase 70% de todos os americanos se identificam como cristãos, embora esse número esteja diminuindo rapidamente, de acordo com pesquisas.
Mas quando se trata do resto do mundo, há muitas pessoas que nunca foram à igreja, leram a Bíblia ou até mesmo reconheceram o nome de Jesus.
Esses grupos de pessoas são considerados os “não alcançados”, disse o Joshua Project, uma organização cristã que acompanha os esforços de evangelismo global entre 17.000 grupos de pessoas em todo o mundo.
Das cerca de 7,7 bilhões de pessoas no planeta, mais de 3 bilhões são consideradas não alcançadas ou menos alcançadas. Desses, aproximadamente 7.000 grupos de pessoas foram categorizados como não alcançados, o que significa que menos de 2% se identificam como cristãos evangélicos e menos de 5% se identificam como alguém que reivindica qualquer forma de religião cristã.
Os recursos do Grupo de Pessoas Não Alcançadas (UPG, sigla em inglês) indicam que pelo menos 2% de uma população é necessária para alcançar um grupo inteiro.
Ao todo, os não alcançados do mundo compreendem quase 42% da população global, de acordo com o ministério de evangelismo global Leste-Oeste.
Vários fatores estão por trás do motivo pelo qual esses grupos não são alcançados, incluindo barreiras físicas, políticas e culturais.
Muitos desses grupos de pessoas vivem em terrenos amplamente inacessíveis ou em cantos distantes do sul da Ásia, Oriente Médio e norte da África, tornando o acesso aos evangelistas extremamente desafiador.
Mas além das barreiras físicas, muitas vezes, os missionários enfrentam dificuldades culturais e políticas – incluindo perseguição – simplesmente por promover o Evangelho em nações e áreas hostis.
As religiões do islamismo, hinduísmo e outras normalmente dominam na maioria dos países onde vivem os UPGs, enquanto outras culturas tendem a desaprovar a conversão ao cristianismo ou outras religiões.
John Maisel, fundador da East-West, acredita que o Reino de Deus avança quando cristãos assume, riscos pelo Evangelho. “O maior deleite de Deus é quando Seus filhos escolhem, pela fé, sair da segurança do barco para encontrá-Lo e seguir Sua liderança”, escreveu no site da missão.
E destacou: “Me mostre um cristão sem paixão por aqueles ao seu redor que estão fora de Cristo, e eu te mostro um cristão sem visão que está na zona de conforto”.
No início deste ano, o pastor americano David Platt também chamou a atenção para a necessidade de preparar missionários, ao citar os mais de 3 bilhões de “não alcançados” em todo o mundo.
“As pessoas estão tão perdidas em Kentucky (EUA) e nos lugares onde a maioria de nós mora quanto no Iêmen”, disse Platt. “A diferença é que existem igrejas em Kentucky e em todos os lugares onde a maioria de nós vive. Igrejas que pregam o Evangelho”.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Na entrevista, Armando revelou que Amanda se encontrava em ‘estado vegetativo’. Ele relatou também que nunca visitou Amanda no hospital por não ter estrutura emocional.
O fato deixou milhares de fãs de Amanda, admiradores e evangélicos abalados. Para se retratar da fala, o pastor publicou um vídeo de esclarecimento e pediu perdão.
O religioso também relatou que se equivocou ao passar a informação de que a cantora está em estado vegetativo.
“Me equivoquei em relação ao estado de saúde dela (Amanda Wanessa). Eu disse uma coisa mas o que está acontecendo é outra completamente diferente. Amanda Wanessa está se recuperando, graças a Deus, vai voltar a cantar. Eu quero aproveitar este momento para pedir perdão a família dela, porque eu expôs a sua família, pedi perdão a todos que estão me ouvindo nesta hora. Vamos orar por Amanda Wanessa. Logo mais ela estará novamente cantando louvor em adoração ao nome do Senhor”, relatou Armando.
Marido de Amanda Wanessa desmente Armando Filho
Em entrevista a reportagem do site da TV Jornal, Dobson Santos desmentiu Armando e relatou que a declaração do pastor foi infeliz.
“Não procede a informação que ele deu. Ele deu um declaração infeliz e não é verdade. Amanda vem se recuperando, vai passar por um procedimento cirúrgico e logo receberá alta”, conta Dobson.
Dobson contou sobre o atual estado de saúde de Amanda. Nesta semana, a evangélica irá passar por uma nova cirurgia e, após 15 dias, ela terá alta médica.
Sobre o acidente
A cantora Amanda Wanessa sofreu o acidente na PE-060, em Barreiros (PE), no dia 4 de janeiro de 2021. Acompanhada do pai, da filha e uma amiga, ela conduzia o carro que se chocou contra um caminhão na rodovia.
Apesar da gravidade do acidente, os acompanhantes não sofreram ferimentos graves. Já Amanda sofreu múltiplas fraturas e foi levada a uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Português, em Recife.
Papa Francisco na janela do Vaticano (Foto: Reprodução/Vaticano)
O papa Francisco afirmou em entrevista publicada pela Reuters nesta segunda-feira (4) que não tem a intenção de renunciar à função assim como seu antecessor, o papa emérito Bento 16.
Há algumas semanas, por conta de constantes problemas de saúde e mudanças em sua agenda, os rumores sobre o assunto ganharam força no Vaticano. Além disso, uma visita marcada para o dia 28 de agosto para a cidade italiana de L’Aquila, local onde o papa Celestino V foi enterrado após renunciar em 1294, também aumentou a especulação. A renúncia ocorreu no dia 29 de agosto daquele ano.
“No momento, eu não penso em renunciar. Todas essas coincidências fizeram alguns pensar que essa ‘liturgia’ está pronta. Mas isso nunca me passou pela cabeça. No momento não, não mesmo”, disse Francisco à agência.
Questionado se os atuais problemas de saúde podem fazer com que ele mude de ideia, Jorge Mario Bergoglio disse que isso poderá ser levado em consideração no caso da saúde fazer com que seja “impossível” continuar no seu ministério. “Mas não sabemos, Deus dirá”, acrescentou ao ser questionado se tinha ideia de quando isso poderia acontecer.
Francisco também foi perguntado sobre os rumores de seu estado de saúde, incluindo se ele estaria tratando um câncer há cerca de um ano desde que se submeteu a uma cirurgia no cólon por conta de uma diverticulite.
“A operação foi um grande sucesso, mas se eu tenho [câncer], os médicos não me disseram nada”, ironizou. Para a Reuters, o líder católico definiu os comentários como “fofocas da corte”.
Durante a conversa, ao ser questionado sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou o precedente Roe vs. Wade, que estabelece o direito da mulher ao aborto, Francisco condenou a prática e fez uma analogia sobre “contratar um assassino”.
“A questão moral é se é certo tirar uma vida humana para resolver um problema. De fato, é certo contratar um assassino para resolver um problema?”, completou.
Morre aos 87 anos, Dom Cláudio Hummes, que lutava contra um câncer de pulmão
O cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, morreu hoje aos 87 anos na capital paulista. A informação foi confirmada em nota pela Arquidiocese de São Paulo.
De acordo com a entidade, o religioso morreu após “prolongada enfermidade, que suportou com paciência e fé em Deus”. Em março deste ano, ele renunciou à presidência da Ceama (Conferência Eclesial da Amazônia) diante do agravamento de um câncer no pulmão.
Nascido em Salvador do Sul (RS), dom Cláudio foi arcebispo de Fortaleza e de São Paulo. De 2006 a 2011, trabalhou ao lado do Papa Bento 16 como prefeito da Congregação para o Clero. Ligado a temas ambientais, ele foi presidente da Ceama e da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, pediu que os fiéis agradeçam pela vida do cardeal Hummes em oração. O corpo será velado ainda hoje na Catedral da Sé, em horário a ser divulgado.
Dom Cláudio inspirou nome de papa Francisco
Em 2013, o papa Francisco afirmou a jornalistas que escolheu o nome de São Francisco de Assis após ser lembrado por Dom Cláudio, que estava a seu lado no momento da eleição, de que era preciso se lembrar dos pobres.
“Tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo, um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco ‘perigoso’, ele animava-me”, disse Francisco.
O Vatican News, canal oficial do Vaticano, lamentou a morte de dom Cláudio em nota, ressaltando a relação próxima com o papa.
“Ele tinha 87 anos e um grande coração pulsante pelos pobres. Os povos indígenas da Amazônia, como os missionários consagrados e leigos; os sedentos e famintos do ‘Sul do mundo’, como os operários mal pagos ou as vítimas das mudanças climáticas. Ele os tinha em mente o tempo todo”, disseram.
Em junho do ano passado, depois que dom Cláudio recebeu um doutorado honoris causa da Universidade de Rosário, na Argentina, o papa Francisco escreveu a ele. O pontífice agradeceu pelo “exemplo que me deu durante a sua vida”, e descreveu o amigo como um dos “líderes que têm a coragem de abrir trilhas, caminhos e de provocar sonhos; a coragem de continuar sempre olhando o horizonte sobre os problemas e dificuldades do caminho”.
Folha Gospel com informações de UOL e Vatican News
Flordelis pregando na sua igreja Ministério Flordelis — A Cidade do Fogo
Fechou a última igreja fundada pela ex-pastora e ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, presa em agosto de 2021, após a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decidir pela prisão preventiva da pastora, acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo. A unidade do Mutondo, em São Gonçalo, não está mais em funcionamento.
Antes do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, o Ministério Flordelis tinha, além da sede, cinco filiais, um novo templo sendo construído e milhares de seguidores. Após o crime, em junho de 2019, as igrejas mergulharam em uma crise que chegou ao seu ápice quando Flordelis foi presa, acusada de ser mandante do crime.
As igrejas já tinham sentido o impacto da morte de Anderson, principal administrador dos templos. O que veio a seguir foi capaz de fazer com que as unidades perdessem, além de fiéis, pastores evangélicos, alguns do próprio núcleo familiar. Fecharam aos poucos as filiais no Jardim Catarina, em São Gonçalo; Pendotiba e Piratininga, em Niterói; em Itaboraí e Itaipuaçu, em Maricá.
Com o fim dos cultos, os pastores migraram para outras igrejas em suas regiões de atuação ou fundaram novos templos, levando consigo parte dos fiéis que frequentavam o Ministério Flordelis. O último a fazer esse movimento foi Gerson da Conceição, o Gerson Baiano, considerado filho pela ex-deputada.
O pastor permaneceu no comando da sede do Mutondo até o seu encerramento, após a prisão da ex-deputada. Depois, abriu sua própria igreja, a Comunidade Evangélica Manassés, que fica a cerca de um quilômetro da antiga sede.
Flordelis antes e depois da prisão
Integrantes da numerosa família — Flordelis tem mais de 50 filhos — chegaram a passar o ponto do Mutondo para outra igreja — a Assembleia de Deus Ministério Saracuruna. Também foi acordada a venda de todo o mobiliário do Ministério Flordelis, além de equipamentos. A nova igreja chegou a funcionar por algumas semanas, mas representantes do templo voltaram atrás e desistiram do negócio. Atualmente, no local, funciona uma fábrica de lajes.
O presidente da Comissão Episcopal para as Migrações da Confederação Episcopal Italiana (CEI), Gian Carlo Perego, defendeu neste sábado (2) o projeto de lei que concede cidadania a filhos de migrantes nascidos no país ou que tenham chegado à Itália antes de completar 12 anos de idade. A legislação voltou à pauta política durante essa semana.
“A reforma da cidadania com o ‘jus scholae’ vai de encontro com a realidade de um país que está mudando. Espero que a razão e a realidade prevaleçam sobre os debates ideológicos para o bem não só de quem espera essa lei, mas também da Itália, que é um dos países mais velhos do mundo”, disse Perego à ANSA.
Apesar de não ter impacto direto em votações, a Igreja Católica na Itália continua a exercer uma forte influência no posicionamento da maior parte do Parlamento do país, especialmente, em temas mais sensíveis.
A legislação foi aprovada na última terça-feira (28) pela Comissão de Constituição da Câmara dos Deputados e foi encaminhada para debates no plenário, mas a medida enfrenta a resistência entre os partidos de extrema-direita, especialmente, a Liga, que faz parte da base do governo de Mario Draghi.
Atualmente, filhos de estrangeiros nascidos na Itália só podem requerer a cidadania italiana após completar 18 anos, mesmo que tenham passado a vida toda no país e estejam completamente integrados à sociedade onde vivem.
Chamado de “jus scholae” (“direito de escola”, em tradução livre), o projeto é uma espécie de meio-termo em relação ao jus soli (“direito ao solo”), um projeto que daria cidadania a todos os filhos de migrantes que nasceram e vivem na Itália.
Questionado sobre essa resistência político, o religioso destacou que a legislação “está em debate há ao menos 15 anos e contrapor isso com a crise econômica atual não tem lógica”.
Segundo os representantes da Liga, o assunto não é prioridade por conta do aumento no custo de vida.
Para Perego, as contraposições políticas estão ligadas ao fato de que elas só veem “os parâmetros ideológicos e não olham a realidade” das pessoas.
“Uma realidade de 1,4 milhão de jovens, dos quais 900 mil são alunos de nossas escolas e os outros são aqueles que têm mais de 18 anos e esperam ser reconhecidos cidadãos italianos. A realidade, e isso a política deve sempre levar em conta, é que a Itália mudou com cinco milhões e meio de migrantes que representam um mundo de famílias, de estudantes e de trabalhadores”, acrescentou ainda.
Para o monsenhor, é preciso “ler a situação e utilizar um instrumento de cidadania para que eles se tornem participantes dessa transformação, mas também para os italianos em geral, que sempre se disseram favoráveis a essa lei, com mais de 70% de aprovação desse provimento”.
Além da aprovação na Comissão, o tema voltou a ganhar destaque na mídia italiana por conta do influenciador digital Khaby Lame, a pessoa com a maior quantidade de seguidores no TikTok no mundo e que, aos 22 anos, ainda não conseguiu sua cidadania italiana apesar de ter chegado com os pais à Itália com apenas um ano de vida.
Há grande preocupação com o futuro do Sudão. A junta militar que governa o país desde o golpe de 2021 não conseguiu manter a ordem pública e tem se envolvido com o ex-ditador, Omar al-Bashir, para consolidar o poder, ameaçando cristãos. Bashir foi deposto por manifestações civis em abril de 2019 e é conhecido pela intenção de erradicar os cristãos do Sudão.
Depois da queda de Bashir, formou-se um governo civil provisório por um curto período, que conquistou alguns avanços no Sudão. O governo provisório contribuiui para a restauração das relações internacionais e desfez alguns dos danos causados durante a gestão de al-Bashir e pelo partido que o apoiava, o Partido do Congresso Nacional (NCP, da sigla em inglês).
No entanto, em outubro de 2021, Gen Abdel-Fattah Burhan liderou um golpe e tomou o poder com a junta militar, desfazendo o governo provisório. Burhan e a junta militar assumiram o comando do país. Eles tiraram da prisão líderes associados ao ex-ditador Bashir e atribuíram cargos importantes da Inteligência e Administração do governo atual para antigos membros do NCP, que são conhecidos como violadores de direitos humanos e apoiadores do Estado Islâmico. Muitos sudaneses também temem que em breve Burham liberte Bashir da cadeia.
Violência crescente
Nos estados de Darfur Ocidental e Cordofão do Sul, a violência já tomou mais de 140 vidas este mês e feriu mais de 180 vítimas. A violência põe em xeque a decisão do Conselho de Segurança da ONU em 2021 de desfazer o envio de forças pacificadoras da União Africana na região.
Amin Hassan Umar, ex-ministro da Informação, deu uma entrevista recentemente alegando que o movimento islâmico tem 500.000 soldados prontos para defender o Sudão de qualquer ameaça. O número ainda não foi confirmado oficialmente, mas se for real, essas forças superam o Rapid Support Forces (RFS, da sigla em inglês), grupo paramilitar composto pela milícia Janjaweed, acusado de espalhar atrocidades no conflito de Darfur, segundo a BBC.
Comunidade internacional
Desde 2021, a missão da ONU no Sudão (UNITAMS, da sigla em inglês) tentou firmar um acordo com o país em crise. Em janeiro de 2022, propôs um diálogo com os militares e partidos políticos, e recentemente combinou esforços para negociação através das associações intergovernamentais do Oeste Africano. Ativistas sudaneses e alguns partidos políticos criticaram os esforços para mediação, pois legitimam o golpe e permitem que a junta militar dite as regras. O Assistente do Secretário de Estado para Assuntos Africanos, Molly Phee, pressionou os líderes militares para restaurar o governo civil para a recuperação econômica do Sudão.
“A situação é preocupante. O governo provisório de 2020 fez grandes progressos ao reconhecer os direitos humanos das minorias religiosas. Apesar dos avanços, há muito a ser feito para assegurar o respeito desses direitos na sociedade. Estamos muito preocupados com o reestabelecimento e o crescimento da influência islâmica no governo atual e o retrocesso no respeito aos direitos humanos que eles têm encaminhado”, disse o coordenador da Portas Abertas no Sudão.
“A comunidade internacional deve permanecer diligente em responsabilizar a junta militar pela tomada ilegítima de poder e pelos abusos dos direitos humanos que eles têm permitido desde o golpe. Convidamos a comunidade cristã internacional a permanecer em oração por nossos irmãos e irmãs no Sudão”, concluiu.
Mulheres cristãs coptas assistem a um culto em uma igreja no Egito
A opressão islâmica é o principal tipo de perseguição aos cristãos no Egito, 20º país da Lista Mundial da Perseguição de 2022. Os cristãos são minoria no país, por isso são vulneráveis às decisões da maioria muçulmana. As mulheres são diretamente afetadas pela perseguição sob abusos sexuais, conversão forçada ao islamismo através do casamento e agressões físicas, sobretudo nas áreas rurais do Egito.
Mona, cristã de 35 anos, sobreviveu a um ataque há duas semanas. Ela estava a caminho do sítio da família, no começo do dia, para ajudar o pai que está doente. De repente, ela foi agarrada por trás e sentiu uma foice encostar em seu pescoço e cortá-lo. O agressor fugiu e Mona foi levada ao hospital.
A lâmina não estava afiada, por isso o corte não atingiu as artérias. Ainda assim, ela precisou de sete pontos no pescoço. Mona vive aterrorizada depois do ataque violento. O agressor é um conhecido extremista e ativista anticristão. Ele foi preso, mas a família está tentando libertá-lo com documentos falsificados, alegando que ele tem doença mental.
Pressão sobre o “povo do livro”
Outra cristã egípcia vive grande pressão da família para deixar Jesus. Seu marido se converteu ao islamismo recentemente. Segundo a sharia (conjunto de leis islâmicas), a esposa é forçada a se converter à religião do marido.
Ela decidiu pedir o divórcio para evitar a conversão forçada, no entanto, a Corte egípcia rejeitou o pedido e negou o divórcio à cristã baseando-se na sharia, pois considera o conjunto de leis relacionada à fé do marido para julgar o caso.
A intenção da preservação do casamento é que, pela pressão do marido, ela deixe de ser parte do “povo do livro”, nome pelo qual os muçulmanos identificam os cristãos. Seria um casamento com propósito de converter a cristã para o islamismo.
A ex-ministra do Interior que serviu no Parlamento finlandês por quase três décadas foi uma das várias figuras políticas globais a falar na Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa em Washington, esta semana.
O evento visa aumentar “a consciência pública e a força política para o movimento internacional de liberdade religiosa. A cúpula é liderada pelo ex-embaixador-geral para a Liberdade Religiosa Internacional Sam Brownback, que liderou eventos semelhantes na sede do Departamento de Estado durante o governo Trump.
Ela falou com o The Christian Post antes de sua participação em um painel de discussão na cúpula focado na liberdade religiosa no Hemisfério Ocidental na quinta-feira.
Diante da possibilidade de prisão de até seis anos, a deputada de 62 anos atribuiu sua acusação ao fato da Finlândia se tornar um “mundo pós-cristão” onde “os valores cristãos são, de fato, uma minoria”.
“A mudança foi tão rápida que é difícil entender o que está acontecendo”, disse ela.
Como esposa de um pastor luterano e ex-presidente dos democratas cristãos finlandeses, Räsänen acredita que os valores cristãos são “alvos” no tribunal criminal como parte da “quebra da virtude e do desafio dos valores cristãos” que agora é “muito visível em nossas sociedades”.
No caso de Räsänen, ela enfrentou acusações de discurso de ódio por causa de um livro que escreveu há 18 anos intitulado Masculino e Feminino Ele os criou: relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade e um tweet de 2019 questionando a promoção da Igreja Luterana Finlandesa do “mês do orgulho LGBT”. Ela enfrentou uma terceira acusação por comentários que fez em um programa de rádio sobre homossexualidade.
O bispo Juhana Pohjola, da Diocese da Missão Evangélica Luterana da Finlândia, foi acusado de discurso de ódio por publicar o livro de Räsänen.
Räsänen insiste que ela não tem má vontade em relação aos homossexuais e sugeriu que aqueles que a acusam de praticar discurso de ódio são os que se interessam pelo ódio.
“Todos nós somos pecadores e precisamos de Jesus. Mas agora, acho que há um ódio pesado contra os valores cristãos em nossa sociedade”, disse Räsänen. “Se você fala sobre questões de gênero – que existem dois gêneros ou que o casamento pertence a uma mulher e um homem – isso desperta ódio contra você em nossa sociedade”.
Räsänen disse que “nunca pensou” que seria processada por expressar apoio a “doutrinas cristãs clássicas sobre casamento e sexualidade”, ao discutir abertamente seus “valores cristãos” e crenças sobre “casamento e santidade da vida humana” ao longo de seu tempo em Parlamento.
“Nada mudou em minha fé e em minha convicção, mas de repente eu me tornei uma criminosa por causa desse ódio”, disse ela.
“O mundo mudou”, concluiu. “Acho que minha convicção não mudou, mas o mundo mudou muito [rapidamente] na Finlândia e acho que também em outros países ocidentais, países pós-cristãos.”
Descrevendo a mudança cultural como “muito alarmante”, Räsänen acredita que os cristãos devem “acordar para ver o que está acontecendo” porque sua experiência prova que “está cada vez mais difícil” para os cristãos expressar sua fé publicamente.
“Temo que isso leve a algum tipo de autocensura. Se você for rotulado de cristão conservador, isso prejudicaria sua carreira ou sua aceitação social”, afirmou. “Então, esses tipos de problemas são muito atuais na sociedade finlandesa.”
Embora ela “esperasse que o promotor tivesse ficado satisfeito com a absolvição”, ela vê seu caso indo para um tribunal superior como uma oportunidade “para obter um precedente e obter uma orientação mais pesada para possíveis outros casos semelhantes na Finlândia e também na Europa.”
Ela elogiou sua absolvição de acusações de crimes de ódio por um Tribunal Distrital de Helsinque como “uma vitória para mim”. Ainda assim, ela disse que uma “possível vitória do Tribunal de Apelação e especialmente da Suprema Corte” é uma “vitória ainda maior para a liberdade de expressão… e a liberdade de religião” porque criaria “orientação legal para outros casos”.
“Acho que tudo isso está nas mãos de Deus e acredito em Sua orientação de que há algum significado para que esse processo continue”, acrescentou.
Räsänen disse que a provação e sua plataforma com a mídia finlandesa ofereceram uma oportunidade para “manter os valores bíblicos em público e também testemunhar sobre Jesus” e dar às pessoas “a resposta ao problema do pecado que Jesus morreu por todas as pessoas e que isso é o caminho para a salvação.”
Embora a Finlândia tenha uma Constituição que “garante a liberdade de expressão e a liberdade de religião”, Räsänen está preocupada que “a influência da ideologia LGBT é muito forte na sociedade finlandesa e algum tipo de cultura desperta está criando uma cultura de cancelamento em nossa sociedade e está estreitando essas liberdades.”
Räsänen lamentou, “temos agora algum tipo de totalitarismo totalitário e ideológico”. Ela citou os esforços para convencer as empresas de mídia social a censurar o “discurso de ódio” no Parlamento finlandês e na União Europeia como exemplos do surgimento dessa ideologia.
Räsänen espera que seus comentários na Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa “incentivem as pessoas a usar seus direitos e falar abertamente”.
“No início, quando o julgamento em janeiro começou, [o] promotor disse que não seria sobre a Bíblia”, lembrou Räsänen. “Ela começou a fazer perguntas sobre a Bíblia, sobre questões teológicas, ela até citou alguns versículos do Antigo Testamento e queria mostrar que há muito discurso de ódio na Bíblia.”
Räsänen sustentou que o promotor classificou a doutrina cristã de “ame o pecador, odeie o pecado” como “insultante e difamatória” porque “de acordo com ela, você não pode fazer distinção entre a identidade da pessoa e suas ações, então se você condena o ato , você também condena o ser humano e o considera inferior.”
Ela recuou nessa análise, classificando a ideia de “amar o pecador” e “odiar o pecado” como “o núcleo do cristianismo e a mensagem da Bíblia”.
“Se isso for negado, se esse tipo de discurso e ensino for negado, então também o núcleo do cristianismo está morto”, afirmou ela.
Folha Gospel com informações de The Christian Post
Após a retirada dos EUA e o retorno do Talibã ao poder, o Afeganistão foi escolhido como o pior país em termos de perseguição cristã, por um grupo de defesa da liberdade religiosa.
A International Christian Concern (ICC) disse que a retirada caótica dos EUA do Afeganistão “colocou uma sentença de morte para os cristãos”.
Sob o Talibã, espancamentos, sequestros, torturas e assassinatos de cristãos e outras minorias “aumentaram dramaticamente”.
“Dentro da versão fundamentalista do Islã do Talibã, os cristãos afegãos – muitos dos quais são ex-muçulmanos – são rotulados como apóstatas que merecem a morte”, disse o ICC.
“Até o final de 2021, o Talibã empregou táticas duras para expor os cristãos do país e implementar sua justiça islâmica. Isso levou a perseguição no Afeganistão a seus níveis mais altos desde o primeiro governo do Talibã em 1996.”
O prêmio para a pior entidade perseguidora foi dado aos militantes Fulani, uma facção radicalizada do grupo Fulani mais amplo – o maior grupo étnico nômade da Nigéria.
A ICC disse que eles foram responsáveis por matar dezenas de milhares de cristãos desde 2000 e que se suspeita que eles estejam sendo “auxiliados por partes interessadas dentro do governo nigeriano”.
“A Nigéria é sem dúvida um dos lugares mais perigosos do planeta para os cristãos por causa da abundância de extremistas violentos, incluindo grupos de militantes Fulani”, afirmou.
“Esta facção de um grupo nômade mais amplo, por meio de sua exposição às ideologias fundamentalistas islâmicas, aterrorizou as comunidades cristãs da Nigéria.
“As milícias islâmicas Fulani radicalizadas e armadas mataram dezenas de milhares de cristãos e deixaram inúmeros desabrigados em um genocídio de 20 anos.
“O governo nigeriano afirma estar combatendo esse extremismo, mas é principalmente da boca para fora à medida que o conflito fica fora de controle. Muitos apontam a inação do governo como uma das razões para o aumento da violência dos militantes Fulani contra a população cristã da Nigéria no Cinturão Médio.
O prêmio individual foi para o aiatolá Ali Khamenei, o Grande Aiatolá e Líder Supremo do Irã, porque ele “permite a tortura e execução de muitos cristãos iranianos”.
“Aqueles encontrados tentando compartilhar sua fé ou adoração em uma igreja doméstica são frequentemente presos e enviados para a notória prisão de Evin, conhecida por sua brutalidade e tortura de prisioneiros”, disse o ICC.
“O Grande Aiatolá no comando do Irã dirige a perseguição controlando todos os aspectos da vida iraniana e causando graves consequências àqueles que não se conformam com suas rígidas ideologias conservadoras.”
Jeff King, presidente da ICC, disse: “Em todo o mundo, os cristãos são espancados, presos, torturados e assassinados simplesmente por causa do que acreditam. Faço isso há 20 anos e não está melhorando, mas piorando.
“A liberdade religiosa costuma ser um assunto muito complicado. Este relatório anual é uma cartilha para que nossos aliados o entendam e vejam.”
Folha Gospel com informações de The Christian Today