Polícia Federal (Foto: Reprodução)
Polícia Federal (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que tem como um dos principais alvos o pastor evangélico e empresário Ademar de Sena Sampaio. A investigação apura irregularidades envolvendo o desvio de emendas parlamentares e conexões com a produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ofensiva, autorizada pelo ministro Flávio Dino, busca esclarecer o destino de recursos públicos e a atuação de diversos envolvidos na cadeia de repasses. O nome de Ademar de Sena Sampaio aparece nos autos como um elo central entre a empresária Karina da Gama e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também é alvo da apuração policial.

O papel da empresa Upcon nas investigações

O foco das autoridades recai sobre a Upcon Serviços Especializados, empresa gerida por Ademar de Sena Sampaio desde sua criação, em 2016. Com um capital social de R$ 800 mil, a companhia atua formalmente no setor de construção de edifícios, mas firmou contratos suspeitos em Camacan, na Bahia.

Segundo a investigação, a empresa foi contratada para executar obras que incluíam a construção de módulos sanitários e um galpão industrial. Parte do financiamento para esses projetos teve origem em recursos provenientes de emendas do chamado Orçamento Secreto e de verbas destinadas por uma deputada do PCdoB para o município baiano.

Vínculos políticos e institucionais

Além da atividade empresarial, o pastor possui conexões com o setor público e religioso que agora passam por um pente-fino da PF. Entre as descobertas das autoridades, destacam-se os seguintes pontos:

  • Ademar de Sena Sampaio ocupava um cargo de assessor comissionado no gabinete do deputado distrital Iolando (MDB) desde outubro de 2019.
  • O investigado atua como primeiro-tesoureiro da Assembleia de Deus de Brasília.
  • A conta bancária do pastor recebeu movimentações financeiras identificadas como remessas da própria Assembleia de Deus de Brasília, instituição que aparece como uma das principais fontes de recursos em seu registro pessoal.

A Polícia Federal continua o trabalho de análise dos documentos e contratos para determinar a extensão das possíveis irregularidades e o eventual comprometimento de outros agentes públicos ou instituições no esquema investigado.

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