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Kaiky Mello está no CTI e segue evoluindo, diz família que pede ajuda financeira

Cantor gospel Kaiky Mello (Foto: Arquivo pessoal)
Cantor gospel Kaiky Mello (Foto: Arquivo pessoal)

Neste sábado, 8, foi publicada nas redes sociais do cantor Kaiky Mello uma atualização sobre o quadro de saúde dele. De acordo com a publicação, o artista está no Centro de Terapia Intensiva (CTI), mas segue evoluindo muito bem.

Kaiky sofreu um acidente de moto elétrica na última quarta-feira (29) e foi internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (HEAPN), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Kaiky estava indo da escola para casa quando passou mal e perdeu a direção.

– Hoje faz 11 dias do meu milagre! Kaiky permanece no CTI mas segue evoluindo muito bem na sua recuperação! Estamos aguardando ele começar a despertar. O milagre está acontecendo! Obrigado pelas orações e pelas msg que vcs tem enviado junto com o pix. Deus tem nos sustentado e nos dado forças, com as orações de vc. Muito Obrigado – diz o comunicado.

Diariamente, familiares e amigos estão se encontrando no hospital e fazendo um clamor pela vida de Kaiky. Diversas igrejas e cantores do meio gospel também têm se manifestado desejando o reestabelecimento do artista.

Ajuda financeira

A situação delicada da família foi compartilhada nas redes sociais do artista. Através de um post no Instagram, a família do cantor pediu a colaboração dos fãs e seguidores do artista.

A prima do cantor, Danielle, sentiu a necessidade de fazer uma vaquinha solidária de qualquer valor para que os irmãos pudessem colaborar. “Será bem-vindo”, afirmou ela em seu post.

Carreira

Em 2018, Kaiky Mello venceu o concurso Talento Kids, promovido pelo programa Gerando Salvação, da Rede Mundial. Pouco depois, participou de um quadro no Programa Raul Gil, impressionando os jurados.

O jovem ganhou ainda mais destaque ao integrar por três anos o musical cristão Rua Azusa, da Cia Nissi de Artes. O espetáculo abordou o combate à segregação racial no começo do século 20, nos Estados Unidos, e venceu o Prêmio Bibi Ferreira. Na peça, Kaiky dividiu o palco com Adhemar de Campos, Soraya Moraes e Benner Jacks.

Fonte: Pleno News, Fuxico Gospel e instagram de Kaiky Mello

Cristãos vivem com medo de ataques durante a Páscoa

Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

A Páscoa é um dos feriados mais importantes para os cristãos, pois celebra-se a ressurreição e a vitória de Jesus sobre a morte. No entanto, nem todos os seguidores de Jesus podem festejar essa data pacificamente, já que nessas datas costumam acontecer ataques extremistas em massa em igrejas e reuniões de cristãos.

Essa violência é usada como maneira de amedrontar e desencorajar os cristãos que vivem em países onde há perseguição. Entre as vítimas fatais estão pais e mães de família, professores de escola dominical, crianças, avós, pastores. Os sobreviventes precisam conviver com a dor de perder seus entes queridos e as sequelas físicas, emocionais e mentais da tragédia.

Confira a lista de ataques de Páscoa que aconteceram nos últimos anos.

Indonésia – 2021
Durante o Domingo de Ramos em 2021, dois homens-bomba se detonaram enquanto cristãos saíam do culto em Makassar, Indonésia. Pela graça de Deus, apenas 20 pessoas ficaram feridas. Hugo sobreviveu porque saiu cinco minutos antes da explosão. “Eu ainda não entendo como eu e minha família continuamos vivos até hoje. Eu louvo a Deus por sua proteção”, reconhece.

Sri Lanka – 2019
Em 21 de abril de 2019, 259 pessoas morreram e outras 500 ficaram feridas durante o ataque de sete homens-bomba do Estado Islâmico em igrejas e hotéis, no Sri Lanka. Na ocasião, 176 crianças perderam um ou ambos os pais. “Quando chegamos à igreja, as pessoas estavam fugindo. Eu nem tentei procurar meu filho porque eu já sabia que Malkiya estava no céu”, conta Saratha, que perdeu o filho de 12 anos.

Índia- 2018
Em 2018, vários cristãos foram atacados durante o final de semana da Páscoa na Índia. Multidões de radicais hindus agrediram pastores e cristãos enquanto eles estavam celebrando a ressurreição de Jesus.

Egito -2017
Duas igrejas foram bombardeadas
um domingo antes da Páscoa em 2017, no Egito. Os ataques causaram a morte de 49 cristãos e feriram mais de 110. Entre as vítimas fatais estava Hannan, a esposa de Magid: “Ela estava sempre lendo a Bíblia com eles e os ensinou a orar”, relembra o cristão.

Paquistão – 2016
Em 2016, radicais islâmicos detonaram uma bomba no parque Lahore, no Paquistão, durante a celebração da ressurreição de Jesus. O ataque provocou a morte de 74 pessoas, 29 delas crianças, e deixou mais de 300 feridos. Uma cristã sobrevivente testemunha: “Nós celebramos a Páscoa sabendo que a qualquer momento um homem-bomba pode vir e interromper nosso culto, nossa adoração, nossa oração”.

Quênia – 2015
Na sexta-feira da paixão, em 2015, o grupo extremista Al-Shabaab invadiu e matou 147 estudantes de cristãos na Universidade de Garissa, no Quênia. Muitos seguidores de Jesus foram alvejados enquanto participavam de uma reunião de oração na escola. Ben, um dos sobreviventes, reconhece: “As feridas estão curadas, mas as cicatrizes estão lá”.

Seja #UmComEles 

As celebrações de Páscoa reúnem inúmeros cristãos nas igrejas e os extremistas aproveitam essa oportunidade para realizar ataques letais. Ajude a Portas Abertas a acolher e oferecer cuidados pós-trauma para vítimas desses ataques com uma doação.  

Fonte: Portas Abertas

“O relato do Evangelho de Jesus é totalmente confiável”, diz historiador

Crucificação de Jesus Cristo (Foto representativa: Canva Pro)
Crucificação de Jesus Cristo (Foto representativa: Canva Pro)

Como em toda Semana Santa, multiplicam-se reportagens e programas televisivos de vários tipos sobre Jesus. Apesar de viver há quase 2.000 anos, sua pessoa e sua obra continuam despertando grande interesse.

O historiador e escritor Mario Escobar esclarece algumas das questões que surgem sobre Jesus, os evangelhos e sua historicidade.

P. Sabemos que não há muitas fontes escritas sobre o que aconteceu em Israel no primeiro século. Mas além dos evangelhos, quais são os relatos mais confiáveis?

R. É verdade que não havia tanta documentação como podemos ter hoje do que acontece. Deve-se levar em conta que Israel, a Palestina, esta área conquistada pelos romanos, era uma parte secundária de seu império. É por isso que não temos tantos dados sobre eventos históricos. No entanto, encontramos alguns. Flavio Josefo é um dos historiadores que melhor e mais falou sobre Jesus. Em sua obra ele menciona que foi um mestre que ensinou a verdade e ainda detalha sua morte e como desde o início seus seguidores falavam de sua ressurreição. Flavio Josefo conta que desde então surgiu uma seita que recebeu o nome de cristãos.

No Talmud, um dos livros sagrados dos judeus onde se reflete toda a sua tradição, o primeiro livro do texto de Misha fala desta época, e como houve alguém que eles chamam de “falso profeta” que se levantou. Num diálogo posterior com São Justino, fala-se de Jesus e dão-se dados históricos.

Além dessas fontes que vêm da área de Israel, existem outros historiadores pagãos, como Tácito, que em sua história de Roma, escrita em 116, fala sobre como surgiram os cristãos. Fá-lo no contexto de um acontecimento, o incêndio da cidade de Roma, que significou uma das grandes perseguições contra os cristãos desferidas por Nero. Há mais: Plínio, o Jovem, Suetônio e outros historiadores que mencionam coisas sobre os primeiros cristãos e sobre Jesus.

P. Os quatro evangelhos são rejeitados por alguns historiadores como um “relato de fé”, mas há aspectos históricos que podemos considerar confiáveis ​​nos relatos dos evangelistas?

R. Pode ser focalizado de duas maneiras. Por um lado, há a confiabilidade dos textos. Se quiséssemos saber se os evangelhos foram escritos perto da época, e se os textos que chegaram até nós são os mesmos. Então você tem que ver se o que eles narram é confiável.

Muita pesquisa foi feita sobre a origem desses textos. Ao longo da história, especialmente com as novas técnicas manuscritas, provou-se que os fragmentos mais antigos são dos séculos II e III. Existem papiros que vêm de meados do segundo século do Evangelho de Mateus. Temos textos de Lucas, João e Marcos do século 2 e 3. Lembremo-nos de que dois dos evangelhos foram escritos por testemunhas oculares (Mateus e João) e os outros dois tiveram o testemunho de pessoas que estiveram com ele, o que é outro endosso importante. A verdade é que eles chegaram até nós hoje de uma forma muito precisa.

Tenhamos presente que existem textos cuja veracidade ou fiabilidade ninguém duvida, como os Diálogos de Platão ou os tratados de Aristóteles, para os quais não temos textos completos até ao século VII ou VIII, e por vezes apenas um punhado de manuscritos. Por outro lado, temos muitos do Novo Testamento: evangelhos completos, fragmentos, livros… Nesse período histórico, cem anos de diferença com os fatos é muito pouco. A permanência da confiabilidade desses documentos é muito alta.

P. Em linhas gerais, quais são os conflitos sociais e políticos que ocorreram na área da Palestina durante os anos do ministério de Jesus?

R. Foi um período turbulento política e socialmente. O Império Romano havia se consolidado, havia deixado para trás a República. Estava se expandindo, mas começava a haver uma ruptura entre os patrícios, os plebeus, também se discutia se deveria estender a cidadania romana às províncias, e aos poucos essas pessoas foram adquirindo a nacionalidade. A área de Israel foi dividida em territórios distintos, mas estava tudo sob o Império Romano. Havia também três grupos principais em Israel tentando dominar a arena política e religiosa. De um lado estavam os fariseus, uma das maiores seitas, que inicialmente receberam a mensagem de Jesus com certo otimismo, pois concordavam com algumas doutrinas, como a da imortalidade da alma. Naquela época, quem tinha mais poder político eram os saduceus, que eram mais elitistas, mais minoritários, mas dessa seita foram os últimos sumos sacerdotes, a figura religiosa mais importante da época. Depois, havia os essênios, um grupo pouco conhecido, que vivia longe de Jerusalém e se opunha à forma como os saduceus e fariseus se deixaram subjugar pelos romanos e se “prostituíram” deixando os invasores dominarem o cena, religião e política de Israel.

Foram vários os grupos que tentaram lutar contra o poder estabelecido, através da guerrilha, tentaram desestabilizar politicamente o Império Romano, contra a monarquia herodiana que havia sido imposta.

Então foi uma época muito turbulenta e violenta. Quando surgiu um movimento tão grande como o de Jesus, tanto o poder político romano quanto o poder religioso judaico ficaram preocupados, não só porque era verdadeiro ou falso como um messias, mas também pelo medo de que os romanos pudessem reprimir essa revolta e podem afetar seus interesses.

P. Estamos na Semana Santa e vemos muitas figuras do crucificado. Era costume os romanos crucificarem os condenados?

R. A crucificação não era algo exclusivo dos romanos. Acredita-se que as primeiras crucificações ocorreram no império assírio e que outros reis da história, como Alexandre, o Grande, a adotaram como uma das punições mais cruéis e degradantes. Foi uma sentença de morte imediata. Multidões inteiras às vezes eram crucificadas após a conquista de uma cidade. O Império Romano a havia utilizado em diversos contextos, não apenas como punição de guerra, mas também como sentença judicial. Processos civis nos quais ele fosse condenado por traição ou assassinato poderiam aplicar essa sentença, embora não fosse tão comum a ponto de ser aplicada a alguém como Jesus, que havia sido acusado de blasfêmia pelo Sinédrio. Indiretamente, ele também foi acusado de rebelião por se autoproclamar rei dos judeus.

A crucificação de Jesus foi injusta e injustificável. As garantias que os judeus tinham perante um tribunal foram violadas.

Por outro lado, a crucificação provavelmente não aconteceu como a iconografia nos mostra. Normalmente eram crucificados em forma de X. Além disso, não costumavam ser pregados, embora Jesus tenha sido pregado, mas não nas palmas das mãos, mas nos pulsos, como forma de sujeição. Era uma maneira cruel e lenta de matar.

P. Alguns consideram que o projeto de Jesus era político e, portanto, sua história é como a de outros líderes judeus que tentaram uma revolta contra Roma. O que havia de diferente em Jesus para ser lembrado pela história?

R. É curioso porque foram muitos os que se levantaram contra o Império Romano. Os judeus esperavam centenas de anos pela vinda do Messias e é normal que houvesse pessoas que tentassem aproveitar essa expectativa para progredir economicamente ou ganhar fama. Mas Jesus tinha um caráter totalmente diferente. Nunca tentou chegar ao poder político, nem deu golpe de Estado ou tentou dominar esta esfera. Ele sempre foi um mestre da lei, então seguidores e adversários o identificaram. Além disso, desde o início lhe foram atribuídos milagres e a multidão, principalmente em seu primeiro ano de ministério, o seguiu em massa. A princípio, principalmente para aproveitar um desses milagres físicos, mas também porque sua mensagem era muito atual e diferente do que tinham ouvido até então.

Jesus, sem contradizer a Lei, interpretou-a de maneira diferente. Por exemplo, quando ele interpreta o sábado e diz que foi feito para o homem, e não o contrário. Ele colocou a Lei, que os judeus multiplicaram com milhares de outros regulamentos, como uma ajuda para nos aproximarmos de Deus, para conhecê-lo, para perceber nossas limitações e nossos pecados. Aquela mensagem renovadora, mesmo depois de sua morte e ressurreição, fez com que muitos continuassem a divulgá-la pelo mundo e a divulgá-la.

Essa mensagem foi muito profunda e muitos acreditaram sinceramente que Jesus não era um homem simples, um profeta mais perseguido, mas que era Deus feito homem, ressuscitado, dando esperança às pessoas que acreditam nele. Essa mensagem cativou a sociedade de seu tempo. Propagou-se muito rapidamente, mesmo numa sociedade pagã, cheia de deuses e na qual se começavam a praticar religiões de mistério, em plena mudança religiosa. O cristianismo conseguiu não apenas prevalecer, mas se destacar. Hoje o cristianismo é a prática religiosa mais difundida no mundo e continua cativando milhões de pessoas.

Fonte: Evangélico Digital

Autoridades fecham igreja dias antes da Páscoa, na Indonésia

Bandeira da Indonésia (Foto: canva)
Bandeira da Indonésia (Foto: canva)

Autoridades locais fecharam uma igreja na Indonésia no sábado (1), duas semanas depois que muçulmanos invadiram um culto e exigiram seu fechamento.

De acordo com o Morning Star News, a Igreja Protestante Cristã Simalungun (GKPS) em Cigelam, na província de Java Ocidental, foi interditada pela regente de Purwakerta, Anne Ratna Mustika, pelos chefes locais da polícia e dos militares, e pelo chefe do departamento de religião local.

Anne alegou que a igreja foi fechada porque não possuía aprovação e certificado para funcionar.

No entanto, Krisdian Saragih, líder do anciãos da GKPS, afirmou que o fechamento aconteceu sem o devido processo legal.

“A vedação deve ser feita no veredito do tribunal como prova de que o governo local está cumprindo a lei”, explicou Krisdian ao Morning Star News.

Além disso, o fechamento do templo foi feito sem aviso prévio, uma semana antes da Páscoa.

“Foi um evento triste para toda a congregação, porque aconteceu pouco antes da Semana Santa da Páscoa”, lamentou Krisdian.

“O fechamento da igreja também é injusto porque foi feito sem aviso prévio oficial para nós, como proprietários do prédio. Foi feito em nossa ausência; nenhum membro da congregação ou anciãos da igreja estavam presentes”.

O líder e o pastor Julles Purba afirmaram que, em vez de interditar a igreja, as autoridades deveriam informar os requisitos detalhados para obter a licença de construção, que inclui a assinatura dos vizinhos da região.

“O governo deve nos dizer quais requisitos devemos cumprir; é claro que estamos dispostos a lidar com os moradores em torno de nossa igreja. Queremos fazer parte da comunidade local. Queremos muito saber o que eles esperam de nós”, declarou Krisdian.

Invasão por muçulmanos

A Igreja Simalungun nunca teve conflito com os moradores até o episódio de 19 de março, quando dois muçulmanos entraram no prédio e interromperam o culto, tirando fotos e gravando vídeos.

Os islâmicos locais ordenaram que os cristãos fossem embora, porém a congregação se recusou e o pastor Julles Purba continuou o culto até o fim.

A Comunhão das Igrejas Cristãs da Indonésia (PGI) enviou uma carta de protesto à regente Anne, condenando o fechamento da Igreja Protestante Cristã Simalungun.

“A ausência da licença de construção da igreja como motivo para a vedação do prédio da igreja foi uma desculpa inventada pelo regente”, afirma a carta.

A organização denunciou que outras três igrejas locais apresentaram pedidos de licenças de construção, nas últimas três décadas, mas não tiveram retorno do governo.

“Algumas igrejas em Purwakarta solicitaram licenças para construir casas de culto por décadas, mas não obtiveram licenças. Igrejas como a Igreja Cristã Unida da Indonésia (HKI) e a Igreja Protestante Batak Karo (GBKP), bem como a Igreja Cristã do Novo Testamento também sofrem o mesmo destino”, disse a carta.

Dificuldades para construir igrejas na Indonésia

Na Indonésia, as igrejas enfrentam dificuldade para obter permissão para construir prédios. Os requisitos para ganhar a licença são quase impossíveis de cumprir para a maior parte das congregações novas.

Para construir um templo, os cristãos precisam apresentar 90 assinaturas de aprovação de membros da congregação e 60 de famílias da região de diferentes religiões.

As igrejas frequentemente enfrentam oposição de grupos que tentam obstruir a construção de casas de culto não muçulmanas. A Human Rights Watch disse anteriormente que mais de 1.000 igrejas na Indonésia foram fechadas devido à pressão desses grupos.

“Se uma igreja é vista pregando e espalhando o evangelho, ela logo se depara com a oposição de grupos extremistas islâmicos, especialmente em áreas rurais”, afirmou a Portas Abertas.

“Em algumas regiões da Indonésia, as igrejas não tradicionais lutam para obter permissão para edifícios religiosos, com as autoridades muitas vezes ignorando sua papelada”.

A Indonésia está classificada em 33º na lista de países na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas, onde os cristãos enfrentam os níveis mais extremos de perseguição.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Mais de 60 cristãos são mortos por terroristas em vilarejos na Nigéria

Enterro de cristãos em uma aldeia na Nigéria. (Foto: Reprodução/Facebook/Morning Star News)
Enterro de cristãos em uma aldeia na Nigéria. (Foto: Reprodução/Facebook/Morning Star News)

A Nigéria continua em estado de alerta com os diversos relatos de massacres aos cristãos. No último sábado (1), pastores Fulani mataram cerca de sete cristãos no estado de Benue, com os assassinatos, o total de cristãos mortos subiu para 60.

Segundo fontes do Morning Star News, os agressores mataram um cristão em um culto no condado de Logo, depois que pelo menos seis cristãos no condado de Apa foram mortos no início do mesmo dia.

“A vila de Ikobi, uma comunidade cristã, está atualmente sob ataque de pastores Fulani. Várias casas foram arrasadas, enquanto mais de seis cristãos foram mortos pelos agressores. Os cristãos na área do governo local de Apa precisam de orações”, disse Ojo, morador do condado de Apa.

Edward Lucky, outro morador, afirmou: “Aldeias cristãs na área do governo local de Apa estão sob ataque. Muitos cristãos foram deslocados pelos pastores armados. Esses ataques forçaram os cristãos a abandonar suas fazendas. Não houve intervenção do governo para conter essas invasões”.

Condado de Logo

No condado de Logo, no estado de Benue, pastores Fulani invadiram um culto religioso por volta das 21h. No mesmo sábado (1), mataram um cristão, feriram outros cinco e sequestraram o pastor e outros quatro membros da congregação.

“Os pastores muçulmanos Fulani lançaram um ataque aos cristãos que estavam adorando em uma igreja pentecostal em Akenawe, vila de Tswarev na área de governo local de Logo”, disse Uzer Moses, morador da área.

“Um membro, o Sr. Orolumunga Changogi, foi morto a tiros pelos pastores, enquanto o pastor da igreja, o Rev. Gwadue Kwaghtyo, juntamente com outros quatro, foram capturados e levados para um local desconhecido”, acrescentou ele, informando que outros cinco membros da igreja foram baleados e feridos, e estavam recebendo tratamento hospitalar, incluindo o líder comunitário Zaki Tyokase Ingyutu.

Hemen Terkimbi, uma autoridade da comunidade cristã na área confirmou o ataque e contou que o governo federal precisa reduzir tais atos terroristas no estado de Benue.

“Este ataque a cristãos indefesos que estavam em um culto é insensível. Este ato é condenável e não há justificativa moral para isso”, declarou Hemen.

Condado de Agatu

Dias antes dos ataques aos condados de Logo e Apa, pastores atacaram o condado de Agatu.

“Os Fulanis atacaram a vila de Atakpa, uma comunidade cristã na área do governo local de Agatu, onde mataram mais de seis cristãos e feriram dezenas deles”, disse John Ikwulono, ex-funcionário do conselho da Agatu.

“Além de invadir a aldeia de Atakpa, os pastores também invadiram a aldeia de Okpagabi, onde atiraram e feriram muitos cristãos. Algumas dessas vítimas estão atualmente recebendo tratamento em alguns hospitais”, acrescentou ele.

Paul Hemba, conselheiro especial para questões de segurança do governador do estado de Benue, disse que grandes grupos de terroristas armados e pastores realizaram recentemente ataques maciços no estado.

“Esses ataques às comunidades cristãs por parte dos pastores persistem incessantemente. Isso vem acontecendo há algum tempo, mas os militares e policiais convocados para reprimir esses atos terroristas não conseguiram atingir seu objetivo. Os pastores armados vêm atacando, e todas as vezes são repelidos e depois de alguns dias voltam novamente”, informou Paul.

A porta-voz do Comando de Polícia do Estado de Benue, Catherine Anene, afirmou: “É verdade que esses pastores se mudaram em grande número para as comunidades afetadas, mas esforços estão sendo feitos pela polícia e outras agências de segurança para conter esses ataques”.

Estado crítico na Nigéria

Em 26 de março na área do governo local de Guma, três mulheres e dois homens agricultores foram mortos nas aldeias predominantemente cristãs de Njee e Chongu, depois que a aldeia de Udei foi atacada.

Em 13 de março, pastores também mataram mais 50 cristãos em ataques contínuos no condado de Kwande.

No dia 9 de março, o funcionário do estado de Benue, Mike Uba, disse em uma coletiva de imprensa da Associação de Governos Locais da Nigéria (ALGON), que a obtenção de terras não é o principal motivo dos ataques e que os agressores estão loteando terras para os Fulanis muçulmanos de todo o mundo.

Uba relatou que os ataques marcaram a primeira vez que seis áreas de Benue — Guma, Makurdi, Gwer-West, Kwande, Agatu e Logo — foram simultaneamente atacados por pastores Fulani e outros terroristas.

De acordo com o relatório de 2023 da missão Portas Abertas, foram 5.014 crentes assassinados na Nigéria.

O país liderou o mundo em cristãos sequestrados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados ​​à força, abusados ​​física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos.

A Nigéria saltou para o sexto lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 7º lugar no ano anterior.

Assim como em 2022, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques a igrejas e pessoas deslocadas internamente.

Fonte: Guia-me com informações de Morning Star News

Duas igrejas estão proibidas de abrir no Vietnã

Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto representativa: Portas Abertas)
Cristão em uma igreja no Vietnã (Foto representativa: Portas Abertas)

No Vietnã, duas igrejas estão proibidas de abrir há quase dois meses. As igrejas fazem parte do movimento dega que é o nome de um grupo de comunidades étnicas que vivem nas montanhas do Planalto Central no Vietnã.

Durante a Guerra do Vietnã, os dega formaram um movimento para defender os direitos da comunidade e a autonomia do Norte e do Sul do país. Desde então, o governo os considera separatistas e afirma que os dega que seguem a Jesus fazem parte de uma “religião do mal”.

Autoridades negam a perseguição

Há meses, os cristãos locais estão sob vigilância constante. As autoridades locais chegaram a entrar e intervir em alguns cultos. Essa situação chegou ao consulado dos Estados Unidos que enviou dois representantes e um intérprete vietnamita para averiguar se houve violações dos direitos humanos ou questões de liberdade religiosa e oferecer ajuda para erguer a voz dos cristãos que anseiam por praticar a fé em Cristo livremente.

Apesar de afirmarem não obstruir ou perseguir a igreja, as autoridades locais proibiram o contato com os membros da igreja. “As autoridades faziam comentários acalourados para argumentar que não poderíamos seguir adiante e falar com os cristãos locais”, disse Thien Nhi*, uma parceira local da Portas Abertas.

As autoridades locais proibiram a entrada dos cônsules sob alegação de manter a paz e a ordem na comunidade. “Muitos membros da igreja são influenciados por estrangeiros e afetam o vilarejo e todo o país. O Estado não obstrui, nem persegue a igreja”, afirmou o líder local. Sem possibilidade de contato com os cristãos locais, os cônsules partiram dali.

“O portão estava fechado por autoridades locais, incluindo policiais que estavam vestidos à paisana, mas cujos rostos estavam cobertos. Os membros das igrejas e os pastores não puderam conversar com nenhum parceiro da Portas Abertas até o momento”, disse Joshua*, outro parceiro local da Portas Abertas. Uma das igrejas fechadas contava com 60 membros.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Pai de menino vítima do ataque à creche em SC diz que, como cristão, perdoa o criminoso

Bernardo Cunha Machado, de 5 anos, uma das vítimas fatais do ataque à creche em Blumenau e seu pai Bruno Bride (Fotos: Bernardo - Redes sociais/Bruno-Reprodução G1/Montagem de FolhaGospel)
Bernardo Cunha Machado, de 5 anos, uma das vítimas fatais do ataque à creche em Blumenau e seu pai Bruno Bride (Fotos: Bernardo - Redes sociais/Bruno-Reprodução G1/Montagem de FolhaGospel)

O pai de uma das vítimas do ataque à creche, em Blumenau (SC), afirmou que perdoa o criminoso por ser um cristão.

O filho de Bruno Bride, o menino Bernardo Cunha Machado, de 5 anos, foi uma das quatro crianças mortas no ataque, nesta quarta-feira (5).

“Tem pessoas que estão inconformadas com a situação, normal. Alguns estão desejando muito mal à pessoa que atacou as crianças, não julgo elas. Mas eu, não posso me permitir como cristão, [são] os valores que Cristo me ensinou, então eu perdoo a vida dessa pessoa, não conheço, não sei quem é”, declarou o pai a jornalistas, com a voz embargada, muito emocionado.

“Peço que Deus conforte meu coração para lidar com essa situação. Eu agradeço a Deus por todos os momentos que eu vivi com meu filho”.

E acrescentou: “Vou honrar a vida do meu filho todos os dias e que Deus conforte o coração de todas as famílias. Que Deus me dê graça para continuar”.

Ele compartilhou a última lembrança do filho no início da manhã. “Hoje chegou pela creche imitando um coelhinho, e eu e um amiguinho dele viemos pulando de coelhinho. Vou fazer valer a pena todos os momentos”, disse Bruno.

O ataque aconteceu no início desta manhã (5), na creche particular Cantinho Bom Pastor em Blumenau. Quatro crianças, de 4 a 7 anos, foram assassinadas, e cinco ficaram feridas.

De acordo com a polícia, o criminoso pulou o muro da creche e atacou os alunos com uma machadinha. Após o crime, ele se entregou no Batalhão da PM. O caso está sendo investigado pelas autoridades.

Fonte: Guia-me com informações de G1

Parlamentar finlandesa enfrenta novo julgamento por crenças bíblicas 1 ano após absolvição

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen, durante entrevista à ADF.
A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen, durante entrevista à ADF.

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen está enfrentando um novo julgamento, um ano após sua absolvição unânime pelo Tribunal Distrital de Helsinque.

Segundo a ADF International, que defende Päivi, o promotor pediu que seu caso fosse reaberto e apelou do veredito de inocência em abril do ano passado.

Em 2019, a política cristã foi acusada de discurso de ódio e processada por defender o ensinamento bíblico sobre sexualidade.

Paivi foi investigada pela polícia por um livreto intitulado “Homem e mulher, Ele os criou”, publicado por ela 15 anos antes, e comentários feitos em um programa de rádio.

Ela também enfrentou acusações criminais por um tweet, onde criticou a liderança da Igreja Luterana Finlandesa por apoiar o mês do orgulho LGBT.

Em nota publicada na semana passada, a ADF afirmou que a parlamentar corre o risco de ter que pagar multas milionárias, após seu processo ser reaberto pelo Tribunal de Apelações de Helsinque.

Ameaça à liberdade de expressão

O diretor executivo da ADF International, Paul Coleman, expressou sua preocupação com a liberdade de expressão e com a ameaça de censura na Europa.

“Quando uma parlamentar finlandesa de longa data e respeitada é julgada duas vezes por compartilhar suas crenças profundamente arraigadas em um tweet há quatro anos, você sabe que o respeito pela liberdade de expressão na Europa atingiu um novo nível”, ressaltou Coleman.

Em comunicado, Päivi, ex-líder do Partido Democrata Cristão da Finlândia, declarou: “Ao continuar sua campanha para censurar crenças pacíficas, a promotoria está estabelecendo um precedente perigoso de intolerância contra a liberdade de expressão”.

“Continuarei lutando pela liberdade de expressão porque é a pedra angular de uma sociedade livre e democrática. Tenho esperança de que o tribunal de apelação tome a mesma decisão do tribunal distrital e me absolva novamente”, concluiu.

Início do caso

O caso contra Räsänen começou em 2019 após um tuíte em que ela citava Romanos 1:24-27.

Räsänen recebeu o apoio de centenas de finlandeses (incluindo ateus e homossexuais) e seu caso tem repercussão internacional.

Em entrevista recente à Aliança Evangélica Espanhola, ela disse: “A rainha Ester foi encorajada a falar e agir em nome do povo de Deus, os judeus, com a pergunta: ‘E quem sabe, você pode ter sido escolhido para sua posição real para apenas um momento como este’. A mesma pergunta pode ser feita a nós hoje, qualquer que seja a sua posição”.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

Cristão diz em carta que a igreja na China está fraca e pede orações

Homem escrevendo carta com caligrafia chinesa (Foto: Canva Pro)
Homem escrevendo carta com caligrafia chinesa (Foto: Canva Pro)

Muitos acreditam que os cristãos chineses são perseguidos apenas pela opressão comunista, mas a realidade é que há outros meios de perseguição no país que ocupa a 16? posição na Lista Mundial da Perseguição 2023. Um deles é a opressão islâmica de muçulmanos radicais chineses.

Em uma carta enviada por Hollace (pseudônimo), um cristão de origem muçulmana líder da igreja chinesa e parceiro da Portas Abertas, que vive em uma das áreas com maior opressão islâmica na China e ele implora para que os irmãos na fé de todo o mundo orem pelos cristãos nessa região.

Leia a carta traduzida abaixo:

Desde março de 2017, igrejas em nossa região foram duramente atingidas. Apesar de cristãos não serem os principais alvos do governo local, alguns líderes das igrejas foram levados para “tomar chá” (expressão que, na China, significa que a pessoa foi levada para um interrogatório). 

Está cada vez mais inseguro para nossos irmãos e irmãs na fé se reunirem, pois podem ser questionados e descobertos e estão sob constante vigilância. Por isso, a igreja começou a se dispersar e os obreiros começaram a se afastar da igreja. Aos nossos olhos, enfraquecimento espiritual aconteceu quando eles pararam de orar juntos. 

Sabemos que o inimigo continua buscando pessoas a quem possa tragar, assim como a passagem de 1Pedro 5.8 alerta. Os desafios e as circunstâncias atrapalham os seguidores de Jesus. Recentemente, líderes das igrejas e obreiros sofreram acidentes de carro, uma cristã dedicada e fiel foi repentinamente diagnosticada com câncer em estágio 3 e há quase um mês outro cristão foi diagnosticado com a mesma doença. 

Muitos membros da igreja começaram a se perguntar por que aquilo estava acontecendo com os cristãos. Sinto que não estamos unidos. Nós nos tornamos insignificantes e separados. Sempre que visitamos nossos parceiros locais, pedimos que eles orem com carinho por nosso país, para que Deus nos sustente e nos abençoe e para que ele revele seu poder e força em nós.

Essa terra precisa desesperadamente ouvir o evangelho, mas faltam cristãos com saúde e disposição para essa missão. Peço com todo coração que todos que receberem esse pedido de oração nos ajude intercedendo por trabalhadores para a colheita. Ore para que Deus continue fortalecendo cada pessoa que escolhe seguir e servir a Jesus em nossa região. 

Fonte: Portas Abertas

Cristãos são presos no Laos por não negarem a fé em Jesus

Cristãos sofrem perseguição no Laos (Foto: Portas Abertas)
Cristãos sofrem perseguição no Laos (Foto: Portas Abertas)

Desde o início de 2023, ao menos 15 cristãos, incluindo menores de idade, foram presos por autoridades locais em diferentes áreas do Laos por causa da fé em Jesus. Essa é uma tendência que especialistas da Portas Abertas não viam há alguns anos. No começo de fevereiro, três líderes de igrejas do Sul do Laos foram presos também por se recusarem a negar a fé em Cristo.

Na manhã do dia 3 de fevereiro, um caminhão da polícia para transporte de presos estacionou em um vilarejo no Sul do Laos e todos os cristãos locais foram convocados para uma reunião de emergência. Nela, foi exigido que eles negassem a fé, senão seriam levados para a prisão.

Muitos ficaram assustados, mas permaneceram firmes. Os três líderes responderam firmemente “não” à ordem dos policiais, eles foram arrastados para o caminhão e levados para a prisão do distrito. Eles não tiveram direito de defesa.

Em busca de ajuda

Ainda abaladas pelo que aconteceu, as esposas dos cristãos presos ligaram para os líderes da igreja oficial da província, ou seja, uma igreja que obteve o registro oficial que o governo exige. Infelizmente, os líderes da igreja com registro oficial também foram presos e não puderam ajudá-las.

Naomi*, parceira e especialista da Portas Abertas, disse: “Os três líderes presos participaram de um treinamento e avaliação eclesiástica que fizemos no ano passado e estavam firmes na fé em Jesus. Nossos parceiros locais já esperavam que isso acontecesse, já que os cristãos de igrejas vizinhas também foram presos e os templos dessas igrejas foram fechados”.

Muitos cristãos na região temem que mais igrejas sejam proibidas de continuar existindo na região nos próximos meses. Apenas nessa área, duas igrejas domésticas foram fechadas e algumas comunidades cristãs continuam sendo vigiadas pelas autoridades.

Parceiros locais da Portas Abertas ofereceram apoio prático e emocional para os membros da igreja e as respectivas famílias dos líderes presos. Também estamos oferecendo apoio para os líderes cristãos locais e organizações que ajudam a defender os casos diante das autoridades.

*Nomes alterados por motivo de segurança.

Fonte: Portas Abertas

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