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Mais da metade dos cristãos dizem que às vezes têm dúvidas sobre suas crenças religiosas, revela pesquisa

Mulher na igreja orando (Foto: Canva Pro)
Mulher na igreja orando (Foto: Canva Pro)

Mais da metade dos cristãos dizem que às vezes têm dúvidas sobre suas crenças religiosas, de acordo com um novo estudo da proeminente organização de pesquisa evangélica Barna Group.

Intitulado “Dúvida e fé: principais razões pelas quais as pessoas questionam o cristianismo“, o estudo é baseado em uma pesquisa com 2.005 adultos e adolescentes americanos de 13 a 17 anos, realizada on-line de 13 a 22 de dezembro de 2022, com uma margem de erro de +/- 2,0 pontos percentuais no nível de confiança de 95%.

O estudo também utilizou uma pesquisa com 511 pastores protestantes dos EUA, realizada online de 13 de dezembro de 2021 a 3 de janeiro de 2023.

“Mais da metade dos adolescentes e adultos (ou seja, a população geral dos EUA com mais de 13 anos) relatam que tiveram dúvidas sobre suas crenças religiosas pelo menos algumas vezes (12% com frequência, 16% ocasionalmente, 24% às vezes) nos últimos anos.”, afirma uma visão geral do estudo.

“Da mesma forma, exatamente metade daqueles que são cristãos ou que têm algum histórico ou experiência cristã (50%) dizem que passaram por um período ‘prolongado’ de dúvida em algum momento de suas vidas”.

De acordo com o estudo, 27% dos entrevistados disseram que sua dúvida veio de “experiências anteriores com uma instituição religiosa”. Em contraste, os entrevistados que não eram cristãos praticantes citaram a “hipocrisia das pessoas religiosas” como “o principal fator de dúvida”.

Os cristãos não praticantes eram mais propensos do que os cristãos praticantes a terem dúvidas sobre sua fé.

Onze por cento dos cristãos não praticantes disseram que “frequentemente” têm dúvidas sobre suas crenças religiosas, enquanto 18% disseram “ocasionalmente”, 30% disseram “às vezes”, 24% disseram “raramente” e 23% disseram “nunca”.

Quanto aos cristãos praticantes, 8% disseram que “frequentemente” têm dúvidas sobre as crenças cristãs, 12% disseram “ocasionalmente”, 20% disseram “às vezes”, 37% disseram “raramente” e 23% disseram “nunca”.

Os dados do Barna sugerem que “três em cada quatro adultos americanos (74%) dizem que querem crescer espiritualmente. Além disso, a mesma proporção (77%) diz acreditar em um poder superior”.

O estudo conclui que “a maioria da população em geral, e os cristãos em particular, veem a dúvida como uma fase a ser superada, e chegar à certeza é o objetivo final preferível”.

“Curiosamente, adolescentes e adultos de outras religiões e especialmente aqueles sem fé têm mais conforto com a dúvida, vendo-a com menos frequência como algo a ser superado – e até mesmo vendo-a como algo a ser elogiado”, afirma o estudo.

“Em outra parte deste estudo, e ao longo de muitos anos de pesquisa de Barna, nossos dados mostram que aqueles que relutam em se afiliar a uma igreja dizem que os cristãos parecem fechados e críticos, ou que muitas vezes valorizam estar certos em suas crenças acima de ajudar os outros a fazerem suas próprias descobertas de fé.”

Quando solicitados a identificar as razões pelas quais duvidam das crenças cristãs, 42% dos entrevistados com “sem fé” disseram “hipocrisia das pessoas religiosas”, 31% disseram “ciência”, 30% disseram “sofrimento humano”, 29% disseram “uma religião pode não tem todas as respostas” e 24% disseram “conflito no mundo”.

Os cristãos praticantes (51%) eram mais propensos a selecionar “nenhuma das opções acima”, em comparação com 40% para todos os cristãos e 34% para os cristãos não praticantes. Mais de um quarto dos cristãos não praticantes listaram “a hipocrisia das pessoas religiosas” (26%) e o “sofrimento humano” (26%) como razões pelas quais eles têm dúvidas sobre sua fé. Cerca de 22% dos cristãos não praticantes disseram que “conflito no mundo” é uma razão pela qual eles têm dúvidas sobre as crenças cristãs.

Entre os cristãos praticantes, o “sofrimento humano” (19%) foi o principal motivo listado para terem dúvidas sobre as crenças cristãs, enquanto 15% disseram “hipocrisia de pessoas religiosas” e 15% selecionaram “‘despertou’ o cristianismo”.

O estudo do Barna descobriu que os pastores parecem estar “sintonizados” com as realidades de por que as pessoas têm dúvidas sobre as crenças cristãs.

“Por uma esmagadora maioria, os pastores assumem que as experiências passadas com uma instituição religiosa (83%) ou a hipocrisia de pessoas religiosas (80%) fazem com que as pessoas duvidem das crenças cristãs”, diz a visão geral. “Estas estão de fato entre as principais respostas entre as pessoas sem fé, junto com a ciência e o sofrimento humano. Os que estão nos bancos, enquanto isso, parecem menos conscientes – ou menos dispostos a admitir – potenciais barreiras à crença.”

Em 2017, Barna divulgou um estudo que descobriu que cerca de 65% dos cristãos americanos admitiram ter dúvidas sobre suas crenças, com 40% dizendo que tinham dúvidas, mas “resolveram”, enquanto 26% disseram que ainda as experimentam.

O estudo de 2017 também descobriu que 53% dos entrevistados cristãos autoidentificados disseram que sua fé se fortaleceu devido à experiência com a dúvida, enquanto 12% dos entrevistados disseram que perderam a fé após o período de questionamento.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Primeiro culto protestante no Brasil completou 466 anos

Escultura representativa da Primeira Ceia Protestante nas Américas, localizada na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Brasil. (Foto: Wikimedia Commons/Christian Bitencourt)
Escultura representativa da Primeira Ceia Protestante nas Américas, localizada na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Brasil. (Foto: Wikimedia Commons/Christian Bitencourt)

Foi no dia 10 de março de 1557 que aconteceu o primeiro culto protestante no Brasil pelos cristãos protestantes, na ilha de Serigipe — que depois foi chamada de Villegaignon — no interior da Baía de Guanabara, Rio de Janeiro.

O evento foi organizado por grupos huguenotes franceses que se reuniram em adoração assim que chegaram ao país.

O pastor Pierre Richier, pregador na ocasião, usou Salmos 27.4 em seu sermão: “Uma coisa pedi ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo”.

No domingo do dia 21 de março, do mesmo ano, a primeira “Santa Ceia” também foi realizada, na Igreja Evangélica das Américas. O vice-almirante Villegaignon foi o primeiro a participar do momento ao estilo genebrino.

Por sua importância, a data também passou a ser comemorada como o Dia do Missionário Evangélico.

Primeiros mártires da atualidade

Junto do pastor Pierre Bourdon, na segunda expedição dos franceses, também vieram ao Brasil Jean de Bourdel e Mathieu Verneuil. Estes foram os três primeiros mártires da fé evangélica no Novo Mundo.

Eles foram executados em 9 de fevereiro de 1558, numa sexta-feira, por ordem do próprio Villegaignon. Dez anos após a realização do primeiro culto na Guanabara, outro huguenote também pagou com a vida, pelo “crime” de pregar o Evangelho.

No dia 20 de janeiro de 1567, quando se lançavam os fundamentos da cidade do Rio de Janeiro, Jacques le Balleur foi enforcado, por ordem de Mem de Sá, e com a assistência do padre José de Anchieta. Jacques le Balleur chegou à Guanabara na primeira expedição dos franceses.

Por que cristãos foram mortos no Brasil?

De acordo com a Portas Abertas havia um tipo de perseguição peculiar naquela época — o protecionismo denominacional — que ocorre quando uma denominação se sente ameaçada.

No caso, a Igreja Católica que já havia se estabelecido no Brasil através dos jesuítas, em 1549. Por querer ser a “única expressão do cristianismo” na nação, passou a perseguir o cristãos de outras denominações que chegavam através das expedições.

“As ações nesse caso podem envolver uma pressão sutil, com ofensas e pressão psicológica, ou, em alguns casos, com violência aberta”, explica a organização que classifica o protecionismo denominacional como um tipo secundário de perseguição.

Sobre a liberdade religiosa

Embora, nos dias atuais, os cristãos brasileiros possam afirmar sua liberdade religiosa, podendo realizar cultos e garantir o direito de ter sua denominação respeitada, já existem alguns sinais de que “a liberdade pode não ser tão plena assim”.

Sabe-se que na América Latina 1 a cada 15 cristãos já é perseguido por sua fé. Essa perseguição tem se espalhado na região nos últimos anos. Nicarágua, Cuba, México e Colômbia fazem parte da Lista Mundial da Perseguição.

Embora a perseguição religiosa na América Latina seja mais comum em lugares onde há crime organizado e a Igreja acaba se tornando um obstáculo para os criminosos, vale lembrar que países com regimes autoritários também abrem espaço para a perseguição aos cristãos, principalmente os evangélicos.

Fonte: Guia-me com informações de Portas Abertas

Papa Francisco diz que crescimento evangélico no Brasil é uma piada

Papa Francisco pensativo
Papa Francisco pensativo

Em virtude dos seus dez anos de pontificado, o Papa Francisco conversou com o jornalista Jorge Fontevecchia para o programa “Periodismo Puro”, em uma entrevista de duas horas e meia.

O primeiro Papa argentino abordou diversos temas. Desde questões da filosofia religiosa, da Bíblia e dos filósofos contemporâneos, passando pela guerra na Ucrânia, a política argentina entre outros assuntos.

Um dos temas que chamou a atenção durante entrevista publicada na mídia argentina, foi quando o papa Francisco disse que o celibato dentro da Igreja Católica pode ser “revisado”. Para ele é uma “receita temporal” dentro da Igreja Ocidental.

“Não há contradição para um padre poder se casar. O celibato na Igreja ocidental é uma prescrição temporal. Não sei se é resolvido de uma forma ou de outra, mas é temporário nesse sentido”, disse Francisco, de sua residência em Santa Marta, na Cidade do Vaticano, falando ao meio de comunicação digital argentino Infobae no 10º aniversário de seu papado.

Questionado se a questão do celibato “poderia ser revisto”, o pontífice disse “sim, sim”, acrescentando que todos os membros da Igreja Oriental que desejam se casar são permitidos, portanto “há uma escolha aí”.

O crescimento evangélico no Brasil

O papa foi questionado sobre o crescimento da igreja evangélica no Brasil e, consequentemente, a queda no número de católicos.

“A que você atribui o crescimento das igrejas evangélicas no mundo? Isso indica de alguma forma uma falta de representação da Igreja Católica em alguns setores?”, perguntou o jornalista.

“Uma piada. Tive duas reuniões aqui, quando o presidente Lula estava preso, com o pessoal dele, um grupo que trabalhava para a libertação dele. O chefe era o Celso Amorim e numa dessas reuniões veio uma teóloga brasileira. Ele era uma senhora de 45 anos, protestante, luterana, e no final falamos um pouco. Eu disse a ela: “Diga-me, como você lida com a questão dos deputados da Igreja do Reino de Deus?” E ela respondeu: ”Aquela Igreja do Reino de Deus não é evangélica, é demoníaca, porque é política.”, disse ele.

O Papa Francisco ainda comentou sobre a forma como a fé se tornou algo pago nos dias atuais e que é preciso separar o que é um movimento religioso e o que é um movimento político e reforçou a visão da Igreja Católica em considerar as igrejas evangélicas como seitas.

“Eles usam o povo, tudo é pago lá, todo mundo é forte e de alguma forma eles buscam o poder.” Aquela mulher distinguiu para mim o que é uma religiosidade verdadeiramente religiosa e o que é uma religiosidade política. Que também conhecemos desvios deste tipo na Igreja Católica. Essa divisão no Brasil tem que ser feita para se ter uma boa noção do que é político e do que é religioso. Existem movimentos religiosos que não são religiosos; são políticos. E há movimentos religiosos que são religiosos e não é fácil discernir. Mas [essa divisão] deve ser feita hoje em dia com o que você chamou de seitas evangélicas, movimentos evangélicos, em que alguns são religiosos e outros não são.”

Folha Gospel com informações de TV Foco e Pleno News

Igreja pode ser excluída da Convenção Batista por ordenar pastora lésbica

Ordenação de pastora lésbica na Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda. (Foto: Reprodução)
Ordenação de pastora lésbica na Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda. (Foto: Reprodução)

A Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda (PE), ordenou Adriana Carla Alves e Silva, que se identifica como lésbica, ao ministério pastoral, no último dia 28 de fevereiro. O momento foi acompanhado pelo pastor Paulo Cesar Pereira, líder da igreja.

A ordenação de Adriana Carla, nas redes sociais, foi anunciada com linguagem neutra. “Com imensa alegria e gratidão, compartilhamos com todas e todos o convite para o Concílio da nossa amada irmã Adriana Carla Alves e Silva”, postou a igreja, que é associada ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), além de outras entidades nacionais.

No Brasil, a iniciativa da igreja repercutiu. Uma parte dos evangélicos repudiou a ordenação. Muitos pastores e líderes evangélicos, inclusive, explicaram que a Primeira Igreja Batista em Bultrins não faz parte do movimento evangélico tradicional.

O pastor batista João Flávio Martínez, que é presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP), esclareceu, em vídeo, que a igreja permanece ligada à Convenção Batista em Pernambuco. No entanto, a instituição deve iniciar os trâmites legais para declarar a exclusão da igreja do quadro, embora esta já esteja há tempos afastada devido à sua posição.

Segundo ele, o processo é demorado. No entanto, uma posição será tomada. Martinez lembrou o caso da Igreja Batista do Pinheiro (IBP), em Maceió. Em 2016, foi excluída da Convenção Batista Brasileira (CBB) por realizar vários batismos de membros assumidamente homossexuais.

Fonte: Comunhão com informações de JM Notícias

Vítimas de pedofilia na Igreja Católica são indenizadas na França

Padre durante celebração de missa
Padre durante celebração de missa

Um grupo de 190 vítimas de pedofilia na Igreja recebeu uma compensação financeira, na França, até 1° de março deste ano. A informação foi revelada no primeiro relatório anual da Autoridade Nacional Independente de Reconhecimento e Reparação (Inirr, na sigla em francês), divulgado nesta quinta-feira (9).

O valor médio das indenizações é de € 37 mil, sendo a reparação máxima fixada pela Inirr em € 60 mil. Cerca de 80% das decisões são superiores a € 20 mil.

Ao todo, 1.186 vítimas entraram em contato com a instituição, principal órgão responsável pelas indenizações por atos de pedofilia na Igreja na França, criado em 24 de fevereiro de 2022. Até agora, 201 pessoas obtiveram uma decisão por parte da Inirr, após o tratamento e acompanhamento de cada caso. De acordo com o órgão, 68% dessas vítimas são homens, com mais de 60 anos, agredidos sexualmente quando tinham entre 6 e 15 anos.

O relatório da Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja (Ciase, na sigla em francês), publicado em 5 de outubro de 2021, relatou 330 mil vítimas de violência sexual cometida por membros da Igreja na França entre 1950 e 2020.

Para a Inirr, o reconhecimento da condição de vítima é tão importante quanto a compensação financeira. “A reparação total é difícil ou mesmo impossível”, explica Marie Derain de Vaucresson, presidente da instituição.

Cerca de 500 solicitações foram apresentadas à Inirr apenas nos seus três primeiros meses de atividade, com o ritmo se desacelerando gradualmente.

Quanto à natureza da violência sexual, 60% das situações estudadas pelo colégio Inirr, formado por 12 voluntários, dizem respeito a um ou mais estupros. E 58% das situações submetidas à análise duraram muitos anos: 21% duraram mais de 5 anos. Já para 54% das vítimas, a violência sexual começou entre 11 e 15 anos de idade.

Além disso, 24% das violências sexuais “ocorreram em ambiente escolar (incluindo internatos)”, 17% em catequese e 16% em movimentos juvenis. “No relatório da Ciase, havia, em grande parte, crianças em período de pré-puberdade”, destaca Vaucresson.

A Inirr também oferece às vítimas uma “reparação simbólica: mediação restauradora, arteterapia, bibliocriatividade”, entre outras, acrescenta a presidente da instituição.

A hipnoterapeuta Laure de Balincourt presta serviço de apoio e acompanhamento às vítimas desde a criação da Inirr. “O sofrimento é único, você tem que se adaptar, essa é a base! Uma pessoa traumatizada nunca para de se adaptar ao mundo, o processo de reparação, portanto, passa pela inversão desse processo […] vamos pensar a história com a pessoa e pôr ordem no seu caos”.

Hugues de Villepin não quer contar em detalhes a violência sexual que sofreu: “Eu tinha 10 anos, tentei falar sobre isso, não acreditaram em mim”.

Desde maio ele é acompanhado por um profissional de apoio da Inirr, que o ajuda a verbalizar e escrever sobre a agressão que sofreu.

Devido ao pequeno número voluntários e o longo período de processo, as vítimas que procuram a Inirr chegam a esperar um ano antes de serem atendidas pelos profissionais de apoio.

Fonte: G1

Igreja Evangélica da Alemanha perdeu mais de 380 mil membros em 2022

Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)
Culto na Igreja Evangélica da Alemanha (EKD). (Foto: Reprodução / Facebook)

Os números mais recentes de membros da principal linha protestante da Alemanha, a Evangelische Kirche Deutschland (Igreja Evangélica da Alemanha, EKD) confirmam seu declínio.

A perda de filiação dos últimos anos só se acelerou em 2022, com 380 mil saídas da EKD – um aumento de 35,7% em relação a 2021.

É a primeira vez que o número de membros da EKD que morreram ao longo do ano (365.000) não é superado por aqueles que deixam a Igreja ativamente. Em 2021 os que morreram foram 360.000, e os que deixaram a igreja foram 280.000 membros.

O aspecto positivo das estatísticas é que o número de batismos (principalmente de bebês) cresceu para 165.000 em 2022, um aumento de mais de um terço em relação ao ano anterior, voltando aos níveis pré-pandêmicos.

A contagem final mostra que a Igreja Evangélica da Alemanha perdeu 575.000 pessoas em 2022, 2,9% de seus membros.

A Igreja Evangélica da Alemanha tem agora 19,1 milhões de membros, cerca de 23% da população alemã. Em 2022 tinha 19,7 milhões, e em 2007, a Igreja tinha 24,8 milhões de membros.

A Igreja Católica Romana na Alemanha tem um número maior de membros, apesar de também passar por uma crise profunda. Cinco anos atrás, as duas maiores igrejas institucionais ainda representavam mais da metade da população alemã.

Mudanças na liderança para interromper o declínio

Como em todos os anos anteriores, a direção da Igreja Evangélica da Alemanha lamentou os números negativos e disse que trabalharia mais para mudar a tendência. A chefe da Igreja Protestante Alemã, Annette Kurschuss, defendeu o papel da igreja principal: “Sem o cuidado pastoral e a diaconia, e sem o culto e as ofertas congregacionais nas cerca de 20.000 igrejas e capelas, o clima social seria diferente”.

Kurschuss foi eleita em 2021, quando a crise de adesão já era uma realidade alarmante para a Igreja Evangélica da Alemanha. Alguns meses antes, outra mulher, a estudante de teologia de 25 anos, Anne-Nicole Heinrich, foi eleita presidente do sínodo da Igreja.

Alemanha é um dos menos religiosos do mundo

A Alemanha, berço da Reforma Protestante, é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias, abaixo apenas da China nesse quesito. O apontamento é de uma pesquisa da Statista Global Consumer Survey.

Segundo a Medien Magazine, pessoas de oito países foram questionadas sobre suas crenças religiosas. De acordo com isso, a religião tem a maior influência sobre a população da Índia.

Segundo a pesquisa, 23% da população alemã se descreve como não religiosa. Onze por cento dizem que ser ateus. 

Uma teologia liberal

Em contraste com as igrejas evangélicas livres (incluindo batistas, pentecostais, carismáticos, irmãos e outros), o ensino na maioria das igrejas e seminários da EKD é teologicamente liberal. A frequência à igreja entre os membros da EKD também é muito menor do que entre os cristãos evangélicos livres.

Segundo uma pesquisa de 2019, 33% dos membros da Igreja “não acreditavam em Deus”. Uma pesquisa da Pew Research também descobriu que mais protestantes auto-identificados na Alemanha acreditam em astrologia (33%) e reencarnação (24%) do que aqueles que oram diariamente (9%).

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Governo da Nicarágua fecha duas universidades cristãs

Universidade Juan Pablo II, na Nicarágua. (Foto: Reprodução)
Universidade Juan Pablo II, na Nicarágua. (Foto: Reprodução)

O governo ditatorial da Nicarágua ordenou o fechamento de duas universidades ligadas à Igreja Católica, na terça-feira (7), acusando-as de “descumprimento” das leis. A decisão ocorre em um contexto de perseguição e detenção de religiosos no país pelo regime de Daniel Ortega.

O Ministério do Interior publicou no jornal oficial La Gaceta a dissolução da Universidade Juan Pablo II. A instituição possui unidades em Manágua e em outras quatro cidades. A Universidade Autônoma Cristã da Nicarágua (Ucan), com operação em León e outras cinco cidades, também foi fechada.

Segundo a resolução assinada pela ministra do Interior, María Amelia Coronel Kinloch, o cancelamento foi decretado “por descumprimento de suas obrigações decorrentes das leis que as regulam”. O documento destaca ainda que as universidades dificultaram “o controle e fiscalização da Direção-Geral de Registo e Controle de Entidades Sem Fins Lucrativos”,

O Ministério do Interior indicou ainda que as autoridades da Universidade Juan Pablo II “não reportaram demonstrações financeiras para o período de 2021 a 2022” e que o conselho de administração expirou desde 17 de agosto de 2020. Sobre a Ucan, o governo argumentou que a instituição “não reportou demonstrações financeiras relativas ao período de 2020 a 2022” e que o conselho de administração tinha caducado desde 11 de outubro de 2022.

Ambas terão de entregar ao Conselho Nacional de Universidades (CNU) toda a “informação sobre alunos, docentes, carreiras, planos de estudos, bases de dados de matrículas e habilitações (Registo Acadêmico)”, segundo a resolução apresentada na terça-feira (7).

Fonte: Comunhão

Somália é o segundo país mais perigoso para cristãos

Na Somália, muitos vivem em comunidades nômades e não aceitam cristãos. (Foto: Portas Abertas)
Na Somália, muitos vivem em comunidades nômades e não aceitam cristãos. (Foto: Portas Abertas)

A Somália é um dos países mais pobres e frágeis do mundo. Mais de dois terços dos somalis vivem em pobreza extrema e o país, que fica na região conhecida como Chifre da África, tem um dos maiores índices de mortalidade infantil do mundo. Além da grave crise humanitária, com destaque para a fome, a Somália é o segundo país mais perigoso para um cristão viver segundo a Lista Mundial da Perseguição 2023.

Vários fatores contribuem para a crise que afeta toda a população somali: oportunidades econômicas limitadas, conflitos internos, o clima quente e seco e desastres naturais. A instabilidade administrativa também é um agravante. Clãs somalis disputam poder e territórios há anos.

Com a queda de um dos governos mais duradouros que o país teve, em 1991, disputas sangrentas tomaram o país, causando inúmeras mortes e deslocados internos. Nem mesmo órgãos internacionais, como a ONU, conseguiram ajudar a Somália a formar um governo centralizado.

A perseguição

Apenas esse contexto já gera desafios para a comunidade cristã, no entanto, a perseguição de grupos extremistas muçulmanos e dos clãs é o que mais limita e prejudica as igrejas locais. De acordo com o Artigo 2 da Constituição do país, “o islã é a religião oficial do Estado; nenhuma outra religião além do islamismo pode ser propagada no país”.

Os cristãos que vivem nas áreas rurais são os mais vulneráveis, pois essas regiões estão fora do controle do governo. Nesses territórios, grupos extremistas, como Al-Shabaab, assassinam líderes cristãos. O objetivo é eliminar a presença cristã na Somália. Não há qualquer tipo de proteção para os cristãos contra esses ataques.

A força dos extremistas cresceu com a instabilidade política. A Somália se tornou um centro para atividades de militantes, incluindo as cortes islâmicas, que usam a sharia (conjunto de leis islâmicas) como critério para julgamentos. Isso prejudica especialmente os cristãos de origem muçulmana, considerados traidores por causa da conversão a Jesus.

No interior do país, a força dos clãs também é maior. Por isso, apenas a suspeita de conversão ao cristianismo é suficiente para que os anciãos e familiares monitorem cada passo do indivíduo. Os poucos cristãos que sobreviveram no país vivem a fé de maneira secreta e, quando descobertos, enfrentam um nível extremo de violência.

Fonte: Portas Abertas

Ataque a tiros em igreja deixa 8 mortos na Alemanha

Carro da polícia (Foto: Canva Pro)
Carro da polícia (Foto: Canva Pro)

Um tiroteio em um Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, em Hamburgo, na Alemanha, deixou ao menos oito pessoas mortas, incluindo o atirador, na noite desta quinta-feira (9).

O caso aconteceu por volta das 21h no horário local (17h de Brasília) e há “um ou mais atiradores desconhecidos”, disse a polícia de Hamburgo em um comunicado.

Um porta-voz da polícia declarou que as autoridades estão investigando se o atirador está entre as várias pessoas encontradas mortas no prédio.

“Não temos indícios de um suspeito em fuga”, explicou o porta-voz, acrescentando que os investigadores têm “indicações de que alguém pode ter estado no prédio e pode até estar entre os mortos”.

As ruas ao redor da igreja foram isoladas e a polícia alertou sobre “perigo extremo” na área, acrescentou o porta-voz.

Não há “nenhuma informação confirmada sobre o motivo do crime”, revelou a polícia no Twitter, ao pedir às pessoas que não compartilhem suposições não confirmadas.

Segundo o representante, a polícia está tratando o tiroteio como um acidente isolado.

O prefeito de Hamburgo, Peter Tschentscher, expressou sua “mais profunda simpatia” pelos parentes das vítimas, chamando os relatos do incidente de “chocantes” no Twitter.

Fonte: CNN

Nikolas Ferreira é acusado de transfobia após discurso polêmico na Câmara dos Deputados

Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Deputado federal Nikolas Ferreira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Nesta quinta-feira (09), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), usou as redes sociais para se defender das acusações de transfobia após utilizar uma peruca em discurso na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (08), em um discurso que gerou grande repercussão e dividiu opiniões.

O deputado federal disse, na nota, que a intenção foi alertar a sociedade sobre a redução do espaço das mulheres em razão da inserção de pessoas trans nos esportes. Ele salienta ainda que “não houve, em momento algum da fala, o crime de transfobia ou discurso de ódio, mas sim o direito constitucional do parlamentar em expressar opinião sobre um determinado tema”.

“Defendi o direito das mulheres de não perderem seu espaço nos esportes para trans – visto a diferença biológica – e de não ter um homem no banheiro feminino. Não há transfobia em minha fala. Elucidei o exemplo com uma peruca (chocante). O que passar disso é histeria e narrativa”, disse o deputado.

Sobre as notícias divulgadas a respeito do pedido de cassação de seu mandato por parte do PSB, Nikolas Ferreira diz que não recebeu qualquer notificação. O parlamentar afirma que, com tranquilidade, aguarda já que entende que não cometeu crime.

Entenda a polêmica

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), causou polêmica nesta quarta-feira (08/3), ao discursar na tribuna da Câmara usando uma peruca loira para ironizar as mulheres transexuais.

Foto: Reprodução

“Hoje, no Dia Internacional das Mulheres, a esquerda disse que eu não poderia falar, pois eu não estava no meu local de fala. Então, solucionei esse problema. Hoje, eu me sinto mulher. Deputada Nikole”, afirmou.

No discurso, o parlamentar disse as mulheres biológicas estão perdendo espaço. “Tenho algo aqui muito interessante para poder falar. As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. E para vocês terem ideia do perigo de tudo isso, vocês podem perguntar, qual o perigo disso, deputada Nikole. Sabe por quê? Por que eles estão querendo colocar uma imposição de uma realidade que não é a realidade”.

Nikolas levantou ainda a hipótese de ser preso devido a sua postura. “Eu, por exemplo, posso ir para a cadeia, deputado, caso seja condenado por transfobia. E por quê? Por que xinguei, pedi pra matar? Não. Pois no Dia Internacional das Mulheres, há dois anos, eu parabenizei as mulheres XX. Ou seja, é uma imposição. Ou você concorda com o que eles estão dizendo, ou caso contrário você é um transfóbico, homofóbico e preconceituoso”.

Fonte: Fuxico Gospel e Comunhão

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