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Queda de avião mata 4 membros de igreja e deixa pastor gravemente ferido

Avião monomotor cai e mata 4 membros de igreja nos EUA (Foto: Captura de tela)
Avião monomotor cai e mata 4 membros de igreja nos EUA (Foto: Captura de tela)

Uma igreja do Tennessee. nos EUA, pediu orações depois que quatro membros da congregação morreram em um acidente de avião que também deixou o pastor sênior da igreja gravemente ferido.

Na manhã de terça-feira, um avião monomotor Piper PA-46 caiu ao sul do Aeroporto Municipal de Yoakum, no Texas, de acordo com a Administração Federal de Aviação. Das cinco pessoas a bordo, um tripulante e três passageiros morreram, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), tendo o avião sido “destruído” na queda.

Em um comunicado, a Harvest Church, localizada no subúrbio de Memphis em Germantown, revelou que os passageiros do avião eram membros da igreja. A igreja identificou as quatro pessoas mortas como sendo Bill Garner, o vice-presidente executivo da igreja; Steve Tucker, um ancião da igreja; e Tyler Patterson e Tyler Springer. Tucker era o piloto do avião.

“Todos eram membros amados da Harvest Church e sua perda atualmente nos deixa sem as palavras adequadas para articular nossa dor”, disse o comunicado.

A igreja disse que o pastor sênior Kennon Vaughan, o único sobrevivente do acidente, “está em condição estável em um hospital do Texas”.

“Pedimos suas orações e solicitamos gentilmente que as famílias de todos os envolvidos tenham o espaço adequado para lamentar neste momento”, afirmou. “Forneceremos mais informações assim que forem recebidas. Contamos com suas orações.”

A declaração concluiu com 1 Tessalonicenses 4:13: “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.”

Em uma atualização da manhã de quarta-feira, a igreja revelou que Vaughan está passou por uma cirurgia para reparar ferimentos em seu abdômen, mas as atualizações foram “positivas”.

“Regozijamo-nos esta manhã na bondade de Deus”, escreveu a igreja. “Kennon está respirando sozinho e conseguiu se comunicar um pouco por meio da escrita.”

A igreja acrescentou na manhã desta quinta-feira: “O principal pedido de oração agora é que nenhuma infecção se desenvolva, pois os cirurgiões tiveram que reparar vários ferimentos internos. Por favor, ore para que a mão de Deus traga continuamente cura ao corpo de Kennon e para a força do espírito de Deus sustente Kathryn e permaneça ao seu lado. Kennon foi comunicativo hoje e sem dúvida sente suas orações.”

O avião estava indo para Yoakum, Texas, quando caiu. Um dos parceiros da Harvest Church está localizado a cerca de duas horas de onde ocorreu o acidente, de acordo com o site da igreja.

A FAA e o National Transportation Safety Board (NTSB) estão investigando a causa do acidente. O avião caiu “sob circunstâncias desconhecidas”, disse o NTSB em um comunicado, informou a AP . Um investigador do NTSB chegará ao local na quarta-feira para examinar o avião.

O acidente ocorreu poucos dias depois que Clint Clifton, um plantador de igrejas do North American Mission Board, morreu em um acidente de avião na Geórgia. Clifton era a única pessoa no avião e foi declarado morto no local do acidente.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Igreja Anglicana anuncia que abençoará casais do mesmo sexo, mas não os casará

Justin Welby, líder da Igreja Anglicana
Justin Welby, líder da Igreja Anglicana

Antes de seu sínodo geral em fevereiro, a Igreja Anglicana da Inglaterra anunciou oficialmente que começará a abençoar parcerias homossexuais em suas igrejas em todo o país.

Num comunicado publicado ontem, 18 de janeiro, a Igreja anunciou “planos históricos” através dos quais “casais do mesmo sexo poderão vir à igreja para agradecer o seu casamento civil ou união civil e receber a bênção de Deus”.

Os bispos liderados pelo arcebispo de Canterbury, Justin Welby, irão “emitir um pedido de desculpas no final desta semana às pessoas LGBTQI+ pela ‘rejeição, exclusão e hostilidade’ que enfrentaram nas igrejas e o impacto que isso teve em suas vidas”.

Este anúncio vem antes do Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra em fevereiro, no qual as decisões relacionadas ao processo “Viver em Amor e Fé”, no qual a Igreja Anglicana nacional debateu sua posição sobre casamento, identidade de gênero e orientação sexual nos últimos 6 anos.

Bispos teologicamente liberais e grupos LGBTQI dentro e fora da igreja esperavam ver a Igreja da Inglaterra abrir o casamento além das uniões heterossexuais.

Mas a decisão apresentada no comunicado sublinha que “o ensinamento formal da Igreja da Inglaterra, conforme estabelecido nos cânones e nas liturgias autorizadas – que o Sagrado Matrimônio é entre um homem e uma mulher por toda a vida – não mudaria”.

Uma colisão com outras igrejas anglicanas

O fato de a doutrina cristã ser debatida tem causado rebuliço na Comunhão Anglicana global , como visto na última Conferência de Lambeth e em apelos anteriores de Bispos de outros lugares do mundo por uma “separação estrutural” .

Durante essa discussão, o Arcebispo de Canterbury deixou claro que a maioria das igrejas da Comunhão Anglicana continua a afirmar o ensinamento tradicional sobre o casamento, mas que algumas já chegaram a uma visão diferente sobre a sexualidade “após longa oração, profundo estudo e reflexão sobre compreensões da natureza humana” e agora abençoam ou celebram as uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Mas espera-se que este não seja o último passo da Igreja da Inglaterra em uma direção que colide com o ensino cristão tradicional. O bispo de York, Stephen Cottrell, disse: “Este não é o fim dessa jornada, mas atingimos um marco e espero que essas orações de amor e fé possam fornecer uma maneira para todos nós celebrarmos e afirmarmos os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.”.

Um novo grupo seria criado para produzir novas orientações pastorais para explicar as implicações práticas das propostas dos bispos e substituir orientações e declarações anteriores.

A expectativa é de que esse movimento tenha muitas reações de diversos setores da Igreja Anglicana na Inglaterra, além de comentários na mídia.

O anúncio da Igreja da Inglaterra foi feito no mesmo dia em que o governo do Reino Unido voltou a falar sobre os planos de banir as chamadas terapias de conversão.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Historiador diz que número de muçulmanos convertidos ao cristianismo é sem precedentes

David Garrison, historiador, escritor e missionário. (Foto: Captura de tela/Facebook Jesus to the Nations)
David Garrison, historiador, escritor e missionário. (Foto: Captura de tela/Facebook Jesus to the Nations)

Uma pesquisa do historiador e missionário David Garrison, que já trabalhou com muçulmanos em vários países, mostra que o número de convertidos do islã para o cristianismo é “sem precedentes” na história.

“Minha esposa e eu passamos cerca de 30 anos como missionários evangélicos engajados no mundo muçulmano, vivendo entre os islâmicos no Oriente Médio e no sul da Ásia”, contou.

O missionário disse que, no final da primeira década do século 21, viu relatos de conversões em grande escala de muçulmanos à fé cristã: “Dado o fato de que a conversão do islã é uma ofensa capital em muitas comunidades muçulmanas tradicionais, esses relatos de movimentos substanciais merecem atenção”.

‘Muçulmanos arriscam a vida por Jesus’

Em seu artigo na Newsweek, Garrison escreveu que decidiu investigar vários “fenômenos relatados” a fim de compreender por que esses indivíduos arriscaram suas vidas para mudar sua lealdade religiosa.

“Como historiador da Igreja, eu precisaria explorar o contexto histórico dos movimentos muçulmanos para Cristo para ver o que estava ocorrendo”, disse o diretor executivo da agência missionária Global Gates e PhD pela Universidade de Chicago em História do Cristianismo

E foi assim que aconteceu a pesquisa de Garrison, que passou a entrevistar pelo menos 1.000 muçulmanos de cada comunidade etnolinguística, que se converteram e foram batizados voluntariamente, mesmo correndo grandes riscos.

Movimentos de conversão ao cristianismo

Mesmo com as pesquisas apontando para o islã como a religião que mais cresce no mundo hoje, e com pesquisas populacionais indicando que, até 2060, também poderá ser a maior religião do mundo, há controvérsias.

O pesquisador mostra que o número de muçulmanos convertidos ao cristianismo nas últimas décadas é enorme. Garrison descobriu que nos primeiros 1.400 anos desde que o Islã foi fundado e estabelecido, houve 15 movimentos registrados de muçulmanos que se tornaram cristãos.

Ele define “movimento” como pelo menos 1.000 muçulmanos de uma determinada comunidade que não apenas professam sua fé em Cristo, mas também a demonstram voluntariamente por meio do ato do batismo.

“Apenas nas duas primeiras décadas do século 21, já houve 70 movimentos de conversão florescentes”, revelou.

Sonhos e visões com Jesus

De acordo com Garrison, ex-muçulmanos têm repetidamente compartilhado como Deus usou sonhos para vir até eles. Segundo estimativas, até 25% dos muçulmanos convertidos tiveram um sonho ou visão.

Os resultados da pesquisa mostram que para alguns, o próprio Jesus falou das Escrituras para eles, mesmo que eles nunca tivessem ouvido nada a respeito antes.

Outros disseram que Jesus lhes pediu para fazer algo. Muitos relataram sonhos com Jesus e se sentiram em paz e também há aqueles que tiveram uma visão física de “um homem de branco”.

“A maneira como Deus falou com seu povo há 2 mil anos é a maneira como Ele fala agora. Ele está usando os mesmos meios para atrair sua criação para Si mesmo”, concluiu o historiador.

Fonte: Guia-me com informações de Newsweek e Global Christian Releaf

Cazaquistão tenta proibir importação de livros religiosos

Cristã ex-muçulmana lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)
Cristã ex-muçulmana lendo a Bíblia (Foto: Canva Pro)

O governo do Cazaquistão tentou proibir a importação de livros religiosos ao longo de 2022.

De acordo com reportagem do Forum 18, cinco pessoas foram barradas e multadas pelos guardas de fronteira dos aeroportos de Shymkent e Atameken, por trazerem livros religiosos na bagagem.

Os passageiros foram acusados de importar literatura religiosa sem permissão prévia do país e os materiais foram considerados “extremistas”.

Em quatro dos cinco casos de censura, os livros foram confiscados pelas autoridades, embora os materiais devessem ser devolvidos após o pagamento da multa.

O Cazaquistão é um país de maioria muçulmana e o governo controla rigorosamente as atividades religiosas sob o pretexto de reprimir a ameaça do extremismo islâmico.

Apenas atividades religiosas aprovadas pelo Estado são permitidas, e igrejas protestantes, consideradas “estrangeiras”, são vistas como uma ameaça ao poder político, e por isso são particularmente visadas.

Segundo a legislação do país, a importação e distribuição de materiais ou objetos religiosos só é permitida em locais registrados pelo governo. A punição para quem violar a lei é uma multa equivalente a um mês de salário.

Conforme o Forum 18, o aeroporto de Shymkent conta com um sistema de verificação de possíveis livros guardados nas malas.

“Vemos na máquina de raio-x se eles têm livros e, se tiverem, olhamos para eles para ver se são religiosos”, disse um funcionário da alfândega do aeroporto, ao Forum 18.

Outro oficial de fronteira do mesmo aeroporto negou que os guardas apreenderam livros e emitiram multas.

“Não confiscamos nenhum livro, apenas os levamos e os entregamos à polícia para serem examinados. Não somos especialistas em literatura. Simplesmente cumprimos nossa tarefa”, afirmou.

Censura

A censura de materiais religiosos no Cazaquistão viola as leis internacionais de direitos humanos.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU declarou que os regulamentos de censura religiosa do Cazaquistão são “problemáticos”.

A condenação das Nações Unidas aconteceu depois que o presidente da organização das Testemunhas de Jeová, Polat Bekzhan, não conseguiu entrar no país com 10 publicações religiosas em 2012.

A ONU determinou que o governo do Cazaquistão retirasse as restrições ao líder cristão, porém o país manteve a proibição.

O Cazaquistão ocupa o 48º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2023 da Missão Portas Abertas.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Network e Forum 18

Igreja Deus é Amor: Léia Miranda tem mais uma vitória na Justiça

Pastora Léia Miranda, da Igreja Deus é Amor
Pastora Léia Miranda, da Igreja Deus é Amor

A Justiça atendeu a um pedido da defesa da evangelista Léia Miranda, herdeira do missionário Davi Miranda, fundador da Igreja Pentecostal Deus é Amor e decidiu colocar em segredo de justiça todos os processos envolvendo o caso Paulo Elias.

A informação é do site Fuxico Gospel.

Com a decisão judicial, apenas os envolvidos poderão acompanhar as movimentações envolvendo este caso. Léia já havia obtido na justiça o direito a produção antecipada da prova, ou seja, que a diretoria da igreja entregasse os arquivos de áudio/vídeo em que ela supostamente aparece numa conversa íntima com o pastor Paulo Elias.

Na época em que o arquivo foi exposto, a evangelista chegou a contratar uma empresa especializada em perícia forense, para constatar que a voz não era dela.

Em entrevista ao Fuxico Gospel, Paulo Elias, o homem apontado como sendo o personagem que conversa supostamente com Léia no áudio polêmico, confessou que a voz é dele, e também apontou que a outra voz era sim de Léia Miranda.

Diante de tanta repercussão, a defesa da evangelista decidiu preservar a imagem de sua cliente e solicitar segredo de justiça para os processos do caso em tela, o que foi acatado pela Justiça.

Fonte: Fuxico Gospel

Governo Lula retira Brasil de aliança internacional contra o aborto, a principal causa de mortes no mundo em 2022

Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)
Ultrassom de feto (Foto: Canva Pro)

O governo Lula retirou a assinatura do Brasil da Declaração de Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e o Fortalecimento da Família, assinada pela gestão de Jair Bolsonaro em outubro de 2020 e que é uma espécie de aliança internacional contra o direito ao aborto.

Segundo a carta assinada por 31 países, o aborto não deve ser considerado um método de planejamento familiar e que a criança precisa ser protegida mesmo antes do seu nascimento. A carta defende que não haja um direito internacional sobre o aborto e que cada país deve ter a sua própria legislação no tema.

O anúncio da saída foi feito nesta terça-feira (17), em um comunicado conjunto dos ministérios das Relações Exteriores, da Saúde, das Mulheres, dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A nota afirma que o Consenso de Genebra “contém entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família”.

Ainda segundo a nota oficial, a visão “pode comprometer a plena implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluídos os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)”:

“O Brasil considera que o referido documento contém entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família e pode comprometer a plena implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluídos os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo reitera o firme compromisso de promover a garantia efetiva e abrangente da saúde da mulher, em linha com o que dispõem a legislação nacional e as políticas sanitárias em vigor sobre essa temática, bem como o pleno respeito às diferentes configurações familiares”, diz a nota.

Simultaneamente, o governo ingressou em outras políticas, aderindo a duas iniciativas multilaterais para promover maior igualdade de gênero na América Latina.

Principal causa de morte

O aborto foi a principal causa de mortes no mundo em 2022, pelo quarto ano consecutivo, de acordo o banco de dados em tempo real de saúde e população global, Worldometer. No total, 44 milhões de bebês foram mortos no ano passado.

A segunda principal causa de morte em 2022 foi doenças transmissíveis, que causaram quase 13 milhões de mortes. Em seguida, o câncer (8 milhões), tabagismo (5 milhões) e mortes relacionadas ao álcool (2,5 milhões).

Ativista contra o aborto, a cristã Obianuju Ekeocha disse que “bebês em gestação [estão sendo] massacrados no útero em todo o mundo em 2022 sob o pretexto de ‘escolha’/direitos das mulheres/saúde, tornando o aborto a principal causa de morte em nosso mundo”.

Luta contra o aborto

Como signatário do Consenso de Genebra, o Brasil chegou a liderar países em aliança internacional antiaborto, tornando-se protagonista na luta global contra o aborto.

Em entrevista ao site cristão Guiame, a psicóloga, Marisa Lobo, disse que “legal ou ilegal o aborto causa traumas”.

“A dor física pode ser curada, esquecida, mas o trauma se dá pelo pela dificuldade de se esquecer uma vida foi gerada a abortada, ou seja, não se permitiu que um ser humano nascesse de fato. Seja qual for o motivo, devemos ter sempre a opção à vida. Não como obrigação, mas como direito”.

Na época da assinatura do acordo, Damares Alves declarou:

“Estamos lutando contra o aborto”, afirmando sobe a preocupação “com a vida humana em todos os seus estágios, em todas as instâncias”.

“Ser uma das líderes na defesa da vida intrauterina no mundo é uma honra. Esta é a missão da minha vida e faz muito tempo”, disse também enquanto estava à frente do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Até o momento, o aborto no Brasil só pode ser realizado em três situações: quando há risco de morte para a mulher, causado pela gravidez; a gravidez é resultante de um estupro; ou se o feto é anencefálico.

Fonte: Guia-me com informações de Globo e Veja

Igreja é demolida por policiais armados durante a noite, na China

Partido Comunista da China tem investido contra igrejas, removendo as cruzes de seus templos. (Foto: Bitter Winter)
Partido Comunista da China tem investido contra igrejas, removendo as cruzes de seus templos. (Foto: Bitter Winter)

O governo da cidade de Wenzhou, província chinesa de Zhejiang, ordenou a demolição à força da Igreja Nangang, com objetivo de construir edifícios comerciais.

Segundo a China Aid, a igreja no valor de dezenas de milhões de RMB (moeda oficial da China) foi demolida por policiais, na noite de 11 de janeiro, sem um plano de compensação acordado.

Dois vídeos mostrando a demolição forçada circularam na Internet. Um deles mostrava que estava chovendo em Wenzhou naquela noite. Dezenas de policiais estavam armados, usando capacetes, máscaras, uniformes policiais e capas de chuva, confrontando os cristãos.

Uma jovem cristã calmamente fez várias perguntas aos policiais, prontos para demolirem a igreja:

“Quero perguntar de qual unidade de construção você é. Por que você está cobrindo seu rosto? Por que ninguém me diz de qual unidade de construção você é? Por que você escolheu vir aqui às nove horas da noite? Por que você está optando por começar a demolição neste momento e não está me dizendo a qual unidade você pertence?”.

Ela também reclamou da violência: “Agora mesmo, quando eu estava para entrar, você me empurrou e me bateu.”

Os vídeos postados por cristãos locais foram deletados imediatamente após serem postados.

Imagens também mostraram vários policiais cercando os cristãos que tentaram impedir a demolição da igreja. A polícia aparece em um confronto físico com esses cristãos. Uma das testemunhas pode ser ouvida gritando bem alto: “Eles estão espancando as pessoas! Eles estão batendo nas pessoas! Eles estão prendendo pessoas!”.

No meio da confusão, uma idosa pode ser ouvida chorando. Um homem cristão perguntou bruscamente: “Quem lhe deu poder [para demolir a igreja]?! Quem te deu poder?!”

Grandes guindastes trabalharam por várias horas e a demolição forçada durou da primeira noite ao dia seguinte.

Um vídeo registra o momento em que a igreja é derrubada.

“As paredes e janelas de todo o prédio estavam rachadas. Tijolos e telhas caíram. A bela e grande igreja foi instantaneamente reduzida a escombros. Sua cruz caiu no chão com o desabamento da igreja e se afogou em uma nuvem de cinzas”, descreve a China Aid.

Ex-pastor do condado de Pingyang, cidade de Wenzhou, Zhang Chongzhu, que agora mora nos Estados Unidos, revelou em entrevista à Radio Free Asia.

“O terreno costumava ser um terreno litorâneo próximo ao rio. O prédio foi cedido pelo governo. Eles [os cristãos] moravam na velha igreja da cidade, mas foram designados para esta área remota, terra que ninguém queria”, diz.

Chongzhu continua dizendo que os cristãos construíram a igreja lá. “Como a situação econômica dos crentes era relativamente boa, eles compraram algumas terras ao redor. A economia de Ruian desenvolveu-se muito rapidamente nos últimos anos. O terreno foi logo classificado como zona central, prevendo -se a construção de edifícios comerciais lá”.

Com isso, diz o pastor, o governo local negociou com a igreja para mudar para outro lugar. No entanto, de acordo com o preço de mercado atual, o preço do prédio e do terreno naquele local é avaliado em cerca de 30 milhões a 40 milhões (~$ 4,4-$ 6 milhões).

“Mas o governo só está disposto a dar 10 milhões (~$1,5 milhão). Assim, quando a negociação falhou, o governo recorreu aos seus métodos típicos anteriores: (contratando) empresas de segurança e pessoal social para bloquear o local e demoli-lo à força”, disse.

Wenzhou, Zhejiang é uma das cidades com a maior concentração de cristãos na China.

Segundo a China Aid, o número de cristãos na cidade ultrapassa um milhão, e há mais de mil igrejas registradas oficialmente.

Demolições de cruzes

De fevereiro de 2014 a janeiro de 2016, Xia Baolong, secretário do Comitê Provincial do Partido de Zhejiang, ordenou a demolição de cruzes em igrejas em toda a província.

Em abril de 2014, a demolição da Igreja Cristã de Sanjiang em Wenzhou chocou a China e o mundo. Em dois anos, mais de 1.000 igrejas tiveram suas cruzes removidas pelo governo.

Quando o governo demoliu cruzes de igrejas à força, muitos cristãos resistiram fortemente. O pastor Gu Yue se, então presidente da Associação Cristã de Zhejiang, emitiu uma declaração pública: ele se opôs à demolição forçada de cruzes de igrejas pelo governo.

Esse posicionamento levou o pastor à prisão. Mas as autoridades posteriormente retiraram as acusações contra ele. A oposição à demolição de cruzes também resultou no desaparecimento forçado de quase 20 pregadores de Wenzhou por meio ano.

A demolição de cruzes em Wenzhou nunca parou. Recentemente, na noite de 15 de janeiro de 2021, quatro cruzes foram secretamente removidas no distrito de Longwan, na cidade de Wenzhou. Algumas cruzes da igreja foram removidas pela segunda vez nos últimos anos.

É relatado que notícias relacionadas à demolição forçada da Igreja de Nangang foram bloqueadas na China continental, especialmente no WeChat.

Fonte: Guia-me com informações de China Aid

Coreia do Norte: o pior país do mundo para ser cristão

Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)
Coreia do Norte: Praça Kim Il Sung em Pyongyang (Fotos: Canva Pro / Montagem: FolhaGospel)

A Coreia do Norte permanece um local extremamente hostil para os cristãos viverem. Se descobertos pelas autoridades, cristãos são enviados para campos de trabalho forçado como prisioneiros políticos, onde as condições são cruéis, ou mortos no local — a família deles compartilhará do mesmo destino.

Cristãos não têm absolutamente nenhuma liberdade. A Lista Mundial da Perseguição 2023 colocou a Coreia do Norte novamente no topo dos piores países do mundo para ser cristão.

É quase impossível para cristãos se reunirem ou se encontrarem para cultuar. Aqueles que arriscam se encontrar devem fazer isso em sigilo absoluto — e sob enorme risco.

Uma nova “lei do pensamento antirreacionário” torna amplamente claro que ser cristão ou possuir uma Bíblia é um crime sério e será severamente punido.

Um relatório publicado em 2022 pela Associação Internacional de Advogados e o Comitê de Direitos Humanos na Coreia do Norte disse que cristãos são alvos e expostos a tortura em prisões norte-coreanas.

“Os períodos de detenção são documentados como sendo mais longos para os cristãos do que para outros grupos, testemunhas relataram que ‘cristãos identificados são interrogados por longos períodos, geralmente sob tortura’ e sujeitos a algumas das piores formas de tortura para forçá-los a incriminar outros durante o interrogatório”, afirma o relatório.

O motivo para tal perseguição extrema é que o cristianismo é visto como uma ameaça específica à ideologia ditatorial e ao regime do país. Cristãos são vistos como inimigos da liderança governamental e da sociedade no geral.

“Passo a passo, eu percebo como o Espírito Santo conduz minha vida. Eu decido colocar todas as coisas nas mãos de Deus.”
diz Yong-Gi (pseudônimo), cristã norte-coreana.

O que mudou este ano?

Ao longo do ano, contatos da Portas Abertas ouviram de fontes confiáveis que algumas dezenas de cristãos norte-coreanos de várias igrejas secretas foram descobertos e executados. Também disseram que mais de 100 membros das famílias deles foram reunidos e enviados para campos de trabalho forçado.

Esses relatos mostram que a vida ficou ainda mais difícil para cristãos norte-coreanos, com a recém-introduzida “lei do pensamento antirreacionário” — que deixa claro que ser cristão e/ou possuir uma Bíblia é um crime sério e será severamente punido — coincidindo com o aumento nos incidentes de violência relatados contra cristãos.

Quem persegue os cristãos na Coreia do Norte?

O termo “tipo de perseguição” é usado para descrever diferentes situações que causam hostilidade contra cristãos. Os tipos de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte são: opressão comunista e pós-comunista e paranoia ditatorial.

Já as “fontes de perseguição” são os condutores/executores das hostilidades, violentas ou não violentas, contra os cristãos. Geralmente são grupos menores (radicais) dentro do grupo mais amplo de adeptos de uma determinada visão de mundo. As fontes de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte são: oficiais do governo, partidos políticos, cidadãos e quadrilhas, parentes.

Quem é mais vulnerável à perseguição na Coreia do Norte?

Cristãos de toda a Coreia do Norte são igualmente suscetíveis à perseguição extrema nas mãos do Estado autoritário da Coreia do Norte. Uma revolta é impensável e o regime mantém um olhar atento sobre todos os cidadãos. A fronteira com a China é agora monitorada mais de perto, tornando ainda mais difícil para os cidadãos escaparem.

Cristãos que estão em prisões, campos de trabalho forçado e zonas de controle total podem ser vistos como os que mais enfrentam perseguição, mas não é fácil obter informações atualizadas desses campos.

Como as mulheres são perseguidas na Coreia do Norte?

A maioria dos refugiados norte-coreanos são mulheres e estão em grande risco de repatriação forçada, interrogatórios severos (incluindo torturas) e tráfico humano. Acredita-se que seja frequente o abuso sexual de mulheres mantidas em um dos campos de trabalho forçado mais notórios do país.

As autoridades até mesmo direcionam meninas e mulheres cristãs para o abuso sexual em uma tentativa deliberada de atingir a abordagem bíblica de pureza sexual. Mulheres cristãs repatriadas grávidas de homens chineses (com frequência como resultado de serem vítimas de tráfico humano) também podem enfrentar abortos forçados pelas autoridades que querem evitar que a linhagem norte-coreana seja “contaminada”.

Como os homens são perseguidos na Coreia do Norte?

Na sociedade patriarcal da Coreia do Norte, o controle sobre a população é especialmente focado no homem como chefe da família. Todos os homens devem frequentar locais de trabalho designados pelo governo. Eles devem confirmar sua presença e não podem parar de trabalhar por nenhuma razão particular, tornando mais difícil para eles fugirem do país do que as mulheres. Isso porque a designação do trabalho é um sistema do governo para controle das pessoas. Os que forem expostos como cristãos provavelmente serão envergonhados publicamente.

O alistamento militar obrigatório de dez anos (começando aos 17 anos) pode expor qualquer conexão familiar com o cristianismo. Se tal conexão é encontrada, homens não podem ser membros do Partido e recebem as posições mais baixas nas universidades e nos locais de trabalho. Homens cristãos mantidos em campos de trabalho forçado são maltratados e sofrem abusos físicos.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Coreia do Norte?

Os colaboradores secretos da Portas Abertas mantêm 80 mil cristãos norte-coreanos vivos com alimento vital e ajuda por meio de redes secretas na China, bem como fornecendo abrigo e treinamento de discipulado para refugiados norte-coreanos em casas seguras na China.

Como posso ajudar os cristãos na Coreia do Norte?

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para os projetos da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos. Doando para esta campanha você apoia os cristãos norte-coreanos refugiados na China.

QUERO AJUDAR

Coreia do Norte

  • Tipo de Perseguição: Opressão comunista e pós-comunista, paranoia ditatorial
  • Capital: Pyongyang
  • Região: Leste e Sudeste Asiático
  • Líder: Kim Jong-un
  • Governo: Ditadura
  • Religião: Budismo, confucionismo, cheondoísmo, cristianismo
  • Idioma: Coreano
  • POPULAÇÃO: 25,9 MILHÕES
  • POPULAÇÃO CRISTÃ: 400 MIL

Fonte: Portas Abertas

Lista Mundial da Perseguição 2023: Coreia do Norte volta a ser o país mais perigoso para os cristãos

Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)
Crucifixo sobre sangue (Foto: Reprodução/Flickr)

Foi lançada a Lista Mundial da Perseguição 2023, uma classificação dos 50 países em que é mais difícil ser um seguidor de Jesus. Apresentamos a seguir as principais mudanças quanto à perseguição aos cristãos no mundo em relação ao ano anterior. No total, 25 países subiram de posição, 21 caíram, dois se mantiveram na mesma posição e dois passaram da Lista de Países em Observação para o Top50.

Dentre as principais mudanças, a Coreia do Norte retorna ao topo como o país mais perigoso para os cristãos, seguida da Somália.

Após ter ocupado a 1ª posição em 2022, o Afeganistão continua no Top10, agora na 9ª posição. Como muitos cristãos fugiram do país e os poucos que ficaram tiveram que se esconder ainda mais, incidentes de violência contra cristãos praticamente não foram registrados, levando o país a pontuar menos na pesquisa deste ano.

Entre os países que mais subiram, os destaques são Cuba, Burkina Faso, Moçambique, Colômbia, Mali, República Centro-Africana e Malásia. Cuba foi quem mais subiu posições, 10 no total, passando de 37º para 27º. Isso se deu por conta do aumento da pressão e violência, já que a ditatura no governo intensificou suas táticas repressivas contra todos os líderes cristãos e ativistas que se opõem aos princípios comunistas.

Em seguida estão Burkina Faso e Moçambique, que subiram nove posições cada. Burkina Faso foi do 32º lugar para o 23º e Moçambique, do 41º para o 32º. Já Colômbia subiu oito posições, passando da 30ª para a 22ª colocação, enquanto Mali, República Centro-Africana e Malásia, subiram oito posições. Mali saiu de 24º para 17º, República Centro-Africana de 31º para 24º e Malásia de 50º para 43º.

Quem entrou, caiu e permaneceu igual

Entre os que mais caíram de colocação, estão Catar, Egito, Omã, Jordânia e Afeganistão. O país que foi sede da última edição da Copa do Mundo, o Catar, passou da 18ª para a 34ª posição. Essa queda significativa foi porque não houve o fechamento de nenhuma igreja no período de pesquisa, apesar de diversas igrejas domésticas que foram fechadas no período anterior não terem sido reabertas. Apesar disso, a pressão aos cristãos, principalmente convertidos do islamismo, permanece extremamente alta.

O Egito também teve uma grande alteração de colocação, descendo 15 posições, saindo do 20º para o 35º lugar. Isso se deu principalmente devido à queda na pontuação da violência. Mesmo assim, ao menos cinco cristãos foram mortos e mais de 20 atacados, entre outros incidentes. Omã caiu 11 posições, passando de 36º para 47º, a Jordânia caiu dez, saindo do 39º para o 49º lugar, e o Afeganistão deixou a 1ª para a 9ª posição, caindo oito lugares.

Dois países se mantiveram na mesma posição, o Uzbequistão em 21º lugar e Brunei em 46º. Outros dois deixaram a Lista de Países em Observação e ficaram entre os primeiros 50 lugares, ambos subindo 11 colocações – Comores passou de 53º para 42º e a Nicarágua de 61º para 50º.

Confira a lista completa clicando aqui.

Fonte: Portas Abertas

Líderes cristãos e pastores estão presos por vínculos com o vandalismo em Brasília

Bolsonaristas radicais invadem e destroem Congresso, Palácio do Planalto e STF.
Bolsonaristas radicais invadem e destroem Congresso, Palácio do Planalto e STF.

Levantamento feito pela Agência Lupa a partir de dados da lista oficial dos 1.398 detidos mostra que ao menos quatro pastores donos de igrejas e que participaram diretamente do ataque terrorista no dia 8 de janeiro foram presos.

No entanto, o estudo mostra que o número de líderes religiosos envolvidos com o a tentativa de golpe pode ser maior. Pelo menos outros 13 líderes religiosos aparecem na base de dados incitando ou aderindo às invasões aos prédios dos Três Poderes da República (Congresso Nacional, STF e Palácio do Planalto).

Entre os religiosos que já estão presos na Papuda está Francismar Aparecido da Silva, que se apresenta como “pastor presidente” da igreja Ministério Evangelístico Apascentar; João Marciano de Oliveira, dono da Igreja Jesus Cristo é a Razão do Meu Viver, em Ribeiro das Neves (MG); Donizete Paulino da Paz, dono da Igreja Assembleia de Deus – Ministério O Deu das Nações, em Luziânia (GO); Jorge Luiz dos Santos, presidente da Igreja Evangélica Amor de Deus João 3:16, de Itaverava (MG).

Francismar Aparecido da Silva, de acordo com a Agência Lupa, se apresenta como “pastor presidente” da igreja Ministério Evangelístico Apascentar. Aos 46 anos, o religioso coleciona na internet imagens de protestos bolsonaristas em que há cartazes convocando as Forças Armadas para “salvar” o Brasil. Nas postagens mais recentes no Facebook, Francismar questiona: “Se não tiver luta, como vai ter vitória?”. Em resposta, ele colhe comentários com a palavra “amém”. A igreja de Francismar tem sede em Itajubá (MG) e até o dia 12 constava na Receita Federal como sendo uma entidade ativa.

Segundo a Agência Lupa, João Marciano de Oliveira, de 47 anos, dono da igreja Jesus Cristo é a Razão do Meu Viver, em Ribeirão das Neves (MG), também foi preso na capital federal. No Facebook, ele prega “limpeza do STF” e posta fotos com elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a sua mulher, Michelle. Até o dia 12, a entidade dirigida por ele estava ativa.

O terceiro pastor detido é Donizete Paulino da Paz, de 56 anos. Informações da Agência Lupa diz que ele é dono da Igreja Assembleia de Deus – Ministério O Deus das Nações, ativa e com sede em Luziânia (GO). Nas redes sociais de Donizete há apenas uma foto publicada, em que ele aparece pregando em um culto. 

Também aparece na lista da Agência Lupa, o pastor Jorge Luiz dos Santos, de 57 anos, presidente da Igreja Evangélica Amor de Deus João 3:16, de Itaverava (MG). A instituição foi fundada em 14 de julho de 2016 e permanece ativa. A Agência Lupa não localizou as redes sociais do religioso.

Mais líderes cristãos flagrados

Uma análise das denúncias feitas de forma espontânea e anônima à base Lupa nos Golpistas mostra que, pelo menos, outros 13 líderes religiosos foram flagrados incitando, celebrando ou mesmo aderindo à depredação em Brasília. Muitos deles usaram o nome de Deus para justificar suas participações.

“Estou no Senado Federal aqui, ó, missionário Felicio Quitito, servo do Deus vivo”, exclama o pastor, enquanto se senta em uma das poltronas azuis que compõem a mesa do Congresso. “É isso aí. Jair Messias Bolsonaro, você vai estar voltando para esta nação e continuará o seu governo”.

Na mesma gravação, Quitito ainda diz que “toda a obra da macumba e da feitiçaria caiu por terra”, numa referência às religiões de matriz africana e às invasões dos edifícios públicos da capital. O missionário, cujo nome é Felício Manoel Araújo, também está na lista de presos divulgada pelo governo do Distrito Federal. 

Conhecido nas redes sociais, o pastor goiano Thiago Bezerra também esteve nos atos terroristas e transmitiu, em sua conta do Instagram, momentos do ataque, de acordo com a Agência Lupa. “Vou mostrar para vocês onde eu estou”, diz o pastor, exibindo uma multidão já dentro de um dos prédios dos três poderes. É possível ver, na gravação, que o local já estava depredado.

O pastor ainda pediu, durante uma live, que as pessoas seguissem uma conta reserva no Instagram, dando a entender que o perfil usado por ele poderia ser derrubado. “Gente, com urgência. Segue essa conta aqui [@ da conta]. Vocês já sabem do que eu estou falando”, afirmou. As duas contas usadas por Thiago Bezerra não estão mais disponíveis na plataforma.

Um dia após os ataques, contudo, o pastor fez uma live em seu canal do YouTube defendendo a narrativa que vem sendo compartilhada por bolsonaristas de que havia infiltrados da esquerda nos atos. “Tinham pessoas infiltradas no meio de patriotas. Porque em 70 dias de manifestação pacífica não houve quebradeira. Vocês não acham que tinha um circo preparado lá?”, argumentou.

No YouTube, o pastor Luciano Cesa, que foi candidato a deputado federal pelo Patriotas-RS, reclama do que chama ser censura, enquanto bebe um chimarrão diante de centenas de espectadores. Para evitar que seu vídeo fosse fisgado por sistemas de monitoramentos em redes sociais, Cesa soletra a palavra “direita” e diversas outras ligadas ao extremismo bolsonarista e, em seguida, convoca sua audiência a não ficar parada. 

“Agora o povo tem que se manifestar. O próprio presidente [Bolsonaro] disse ‘o melhor está por vir’”, alega. Nos comentários da transmissão ao vivo, há pessoas afirmando que lotarão Brasília, enquanto outros elogiam sua capacidade “de falar por entrelinhas”.

A Agência Lupa tentou entrar em contato com todos os religiosos citados, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.

Segundo a Agência Lupa, todos os nomes dos pastores presos citados na reportagem tiveram audiência de custódia marcada em algum momento.

Fonte: Agência Lupa e Brasil de Fato

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