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“Essa guerra é espiritual”, diz Damares Alves, aposta de Bolsonaro contra Lula no Nordeste

Damares Alves e Michelle vão em busca de votos para Bolsonaro no Nordeste
Damares Alves e Michelle vão em busca de votos para Bolsonaro no Nordeste

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro e a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos eleita senadora pelo Distrito Federal, Damares Alves (Republicanos-DF) e outras políticas começaram por Goiânia (GO), no sábado (8/10), a peregrinação que farão pelo país em campanha por Bolsonaro dando uma ênfase maior na região Nordeste.

Derrotado nos nove estados do Nordeste no primeiro turno da disputa pelo Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, vai tentar diminuir a diferença para seu adversário no pleito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), buscando votos em igrejas evangélicas.

Um comitê de mulheres batizado de Mulheres com Bolsonaro foi formado por Michelle Bolsonaro e Damares Alves, que serão as principais cabos eleitorais em todo o país e, principalmente, no Nordeste.

Na Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, Damares disse que Bolsonaro ordenou ações para resgate de crianças que teriam sido traficadas com fins sexuais para outros países através da Ilha do Marajó, no Pará. Em seguida, ela falou que há uma “guerra espiritual” contra Bolsonaro.

“Fomos para a Ilha do Marajó e lá descobrimos que nossas crianças estavam sendo traficadas por lá. Nós descobrimos que essas crianças comem comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal. Bolsonaro disse: ‘Nós vamos atrás de todas elas’. E o inferno se levantou contra esse homem. A guerra contra Bolsonaro que a imprensa, o Supremo e o Congresso levantou, acreditem, não é uma guerra política. É uma guerra espiritual”, afirmou.

Entre quinta-feira (13) e sábado (15), o comitê Mulheres com Bolsonaro deve visitar todas as capitais do Nordeste. O foco principal do esforço serão as mulheres. Se tem dificuldades com o voto feminino, o presidente lidera no voto evangélico.

O esforço contará com pastores e bispos de projeção nacional como o pastor da Assembleia de Deus Silas Malafaia. Ele ajudou a organizar um encontro com 250 líderes religiosos na próxima quinta no Recife.

“É uma reunião para dar consciência. Para o povo do Nordeste não ser enganado e quebrar a ideia de que o Lula trouxe benefícios.”

Menos razão, mais sentimentos

Em reunião em Brasília na sexta-feira, 7, Damares Alves citou os argumentos que pedirá para as lideranças religiosas usarem na busca por votos. A senadora eleita disse que não adianta citar motivos racionais —como Pix e queda do desemprego—, mas “falar ao coração do pai e da mãe”.

As críticas à esquerda e as consequências de uma vitória de Lula para as pautas conservadoras estão no topo dos argumentos. Organizador do evento de lançamento da campanha de Bolsonaro em Aracaju, o senador eleito Laércio Oliveira (PP-SE) convidou pastores para discursar no ato e levar esta mensagem.

“O melhor argumento são os valores bíblicos que são contrários ao progressismo da esquerda, como aborto, liberação das drogas, ideologia de gênero e demais pautas de costumes”, declarou o senador eleito.

Declaração sobre analfabetismo atrapalha

A estratégia para o Nordeste foi montada e as lideranças evangélicas estão sendo mobilizadas e abastecidas de argumentos. Mas a campanha de Bolsonaro está enfrentando dificuldades com a declaração do presidente que ligou a derrota nos nove estados da região ao analfabetismo.

“Lula venceu em 9 dos 10 estados com maior taxa de analfabetismo. Você sabe quais são esses estados? No nosso Nordeste.”

Bolsonaro refuta as críticas, mas sua fala está sendo explorada por Lula para atacar Bolsonaro no Nordeste. Críticas à declaração devem estar nos discursos do petistas em suas viagens à região.

Folha Gospel com informações de UOL e Metrópoles

Aliados articulam carta de Lula a evangélicos

Ex-presidente Lula
Ex-presidente Lula

Aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) movimentam-se nos bastidores para vencer a relutância do petista em assinar uma carta direcionada ao setor evangélico em defesa de princípios cristãos, apesar de o candidato considerar que não se deve misturar política com religião.

Parcela importante do eleitorado, os evangélicos têm cada vez mais ganhado importância na arena política, além de espaço em instituições públicas com poder de tomada de decisões, como o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), e as pesquisas mostram que, em sua maioria, esse grupo prefere o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição.

Por isso mesmo, aliados evangélicos de Lula como a líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), e a ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal eleita, Marina Silva (Rede), tentam vencer a resistência do petista para liberar a carta possivelmente esta semana.

Uma fonte da campanha disse à Reuters que a pressão sobre o petista é grande, enquanto uma segunda fonte do PT, acredita ser provável a divulgação da carta apesar da relutância, mas o documento ainda estaria sendo “acertado” com o ex-presidente. Sua divulgação, no entanto, não deve ocorrer já na segunda-feira.

Uma outra fonte ligada à campanha, mas não ao PT, relatou que há avanços no esforço de convencimento, e que diversos pastores entraram em contato aprovando a iniciativa.

A campanha do petista, que é católico assim como Bolsonaro, vinha adotando a estratégia de pequenos e discretos encontros com grupos pequenos de pastores, sem muita divulgação, na intenção de multiplicar as informações nas igrejas.

A ideia, relatam as fontes da campanha, é circular informações nos meios digitais, redes evangélicas, e podcasts voltados a esse nicho religioso.

Dentro desse formato de atuação, foi divulgado na sexta-feira passada, primeiro dia da propaganda eleitoral, vídeo em que Lula declara-se contra o aborto, uma pauta cara aos evangélicos e religiosos em geral.

Lula tem conversado com pastores, inclusive da Assembleia de Deus, mas nenhum deles estrelado. E ainda no campo religioso, encontrou na semana passada freis franciscanos, no dia de São Francisco, ocasião em que recebeu benção. Ainda antes da votação em primeiro turno, Lula teve conversa com pastores no Rio de Janeiro.

O ex-presidente, no entanto, ainda resiste ao uso político de sua presença em grandes eventos religiosos, cultos ou missas com cobertura da imprensa.

Fonte: Money Times

Eleições 2022: Bolsonaro lidera entre evangélicos e Lula entre católicos no 2º turno

Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)
Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL)

A primeira pesquisa Datafolha de segundo turno destas eleições mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente entre eleitores católicos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) lidera nas intenções de voto de evangélicos.

O petista tem 55% contra 38% do adversário no primeiro grupo religioso, que tem margem de erro de três pontos percentuais. Já o presidente marca o dobro do rival entre evangélicos (62% a 31%), onde a margem cresce para quatro pontos.

Ambos os segmentos têm 2% de indecisos, o mesmo índice do eleitorado em geral.

No geral, Lula marca 49% da intenção de votos e 44% dizem votar em Jair Bolsonaro.

O levantamento ouviu 2.884 pessoas de quarta (5) até esta sexta (7). No Brasil, 53% do eleitorado declara ser católico e 27%, evangélico, de acordo com o Datafolha. Outras crenças não foram incluídas porque as bases de dados são muito pequenas.

A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-02012/2022.

As sondagens de segundo turno não são comparáveis às de primeiro turno.

Folha Gospel com informações de Yahoo e Folha de S. Paulo

“Não há mais um lugar seguro para ser cristão na China”, denuncia relatório

Bandeira da China (Foto: Canva pro)
Bandeira da China (Foto: Canva pro)

O governo chinês está reprimindo cada vez mais as igrejas sancionadas pelo Estado, bem como as igrejas clandestinas, não deixando nenhum “lugar seguro” para os cristãos, de acordo com a International Christian Concern (ICC).

Um novo relatório da ICC rastreia a perseguição de cristãos na China desde julho de 2021 e registra 32 casos de prisões e detenções, cinco batidas em escolas cristãs e 20 casos de sinicização de igrejas – onde as igrejas são forçadas a alinhar sua fé com o social e mensagens políticas do Partido Comunista Chinês (PCC).

O ICC disse que os números exatos provavelmente serão muito maiores devido aos desafios de receber informações da China.

“O escrutínio dos cristãos pelo governo é parte de um esforço mais amplo para sinicizar o país, coagindo grupos religiosos a se submeterem à ideologia comunista do PCC”, disse o relatório.

“O Escritório de Assuntos Religiosos e o PCC têm um único objetivo em relação à religião: impedir que a influência religiosa ameace seu controle comunista”.

Igrejas sancionadas pelo Estado são especialmente suscetíveis aos esforços de Sinicização do governo chinês.

“Todas as igrejas aprovadas pelo Estado são obrigadas a levantar a bandeira nacional, colocar regulamentos sobre o culto, incorporar valores socialistas centrais aos sermões e manter a cultura tradicional chinesa”, disse o relatório.

O relatório da ICC diz que uma nova medida implementada pelo governo chinês em junho, chamada de ‘Iniciativa Comum das Organizações Religiosas Nacionais para Cultivar a Frugalidade e Abster-se da Extravagância’, permitiu “apertar seu controle” sobre as principais religiões na China.

“As igrejas sancionadas pelo Estado hoje estão cada vez mais à mercê de leis e regulamentos não legislativos introduzidos pelo governo”, disse a ICC.

“As igrejas controladas pelo Estado decidiram seguir os regulamentos, pressionando assim as igrejas não registradas a seguir o exemplo.”

“As igrejas Three-Self fazem parte da estrutura legal que o PCCh usa para restringir sistematicamente o cristianismo. Se uma igreja não for registrada como uma igreja sancionada pelo estado, ela está violando a lei e o PCC pode intervir a qualquer momento para fechar, processar indivíduos e colocar enorme pressão social sobre os participantes.”

“Com a intensificação da repressão contra as igrejas – tanto controladas pelo Estado quanto clandestinas – não há mais um lugar seguro para ser cristão na China.”

O Covid-19 também teve um impacto duradouro na liberdade religiosa na China, pois a pandemia foi usada como pretexto para introduzir mais restrições à atividade religiosa.

“As restrições à atividade religiosa se espalharam como resultado da pandemia de Covid-19. Enquanto locais públicos e comerciais, como shoppings, mercados, restaurantes e bibliotecas, foram autorizados a abrir, as atividades da igreja foram proibidas pelo governo.”

“Um relatório revelou que o estado usou a prevenção da epidemia como pretexto para impedir que as igrejas se reunissem para celebrar o Natal nas províncias de Shandong, Anhui e Guangdong”, disse o relatório.

Até mesmo o encontro online se tornou difícil depois que o governo chinês anunciou em março que estava proibindo atividades religiosas online.

Sob a proibição, as igrejas e organizações religiosas chinesas devem se registrar no estado e receber permissão para postar conteúdo religioso online.

“O regulamento foi estabelecido para garantir que todas as atividades religiosas estejam alinhadas com a agenda do Partido Comunista”, disse o ICC.

Os dados do relatório foram extraídos principalmente do ICC, ChinaAid, Union of Catholic Asia News e Radio Free Asia.

“O relatório do incidente do ICC continua a ser um testemunho da intensificação da repressão da China contra os cristãos e igrejas chinesas, apesar da repetida afirmação de Pequim de que ‘respeitar e proteger a liberdade de crença religiosa é a política básica do PCC e do governo chinês ao lidar com a religião'”, disse Gina Goh, gerente regional da ICC para o Sudeste Asiático.

“Em todos os aspectos da vida religiosa de um cristão, o PCC quer interferir e inserir sua ideologia, um controle que é prejudicial à liberdade religiosa da China”.

Jay Church, gerente de advocacia da ICC para o Sudeste Asiático e coautor do relatório, disse que a comunidade internacional “deve prestar atenção à campanha em andamento da China contra a religião”.

“Não há desculpa para a inação contínua”, disse Church.

“O governo chinês não permite a religião, exceto na medida em que pode manipular a religião em uma ferramenta para aumentar o poder do PCC.

“Esperamos que este relatório sirva para aumentar o volume de uma questão que é muitas vezes ignorada silenciosamente nos salões do poder ao redor do mundo.”

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Fome atinge milhares de cristãos perseguidos

A realidade da fome é conhecida por milhões de pessoas no mundo. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) publicados no dia 14 de setembro indicam que 19 países estão em grave risco de fome. Em 13 desses 19 países há perseguição aos cristãos. A insegurança alimentar, ou seja, falta de acesso a alimentação básica causa desnutrição, problemas de desenvolvimento infantil, entre outros desafios. As principais causas da fome são o aumento de conflitos, mudanças climáticas e crises econômicas.

O número de países na iminência de fome hoje é dez vezes maior do que há seis anos. O relatório também indica que 970 mil pessoas podem morrer de fome no começo de 2023. A população comum é afetada em países como Afeganistão, Somália e Iêmen, três das cinco nações com situação mais preocupante. Esses três países estão no Top5 da Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022. Nessas nações, os cristãos são ainda mais prejudicados, pois os programas de auxílio são direcionados à maioria religiosa do país e negados aos cristãos apenas pela fé em Jesus.

O Chifre da África (Somália, Etiópia e outros) também inspira grande preocupação. A região conhecida há anos pela crise socioeconômica está ainda mais vulnerável por causa da destruição das colheitas e do gado. A pandemia já havia dificultado a situação de todos, porém, sem tempo para se recuperar, novos problemas agravam a fome nesses países que precisam de ajuda urgente.

Cristãos afetados

Além de Afeganistão, Somália e Iemên, outros cinco países da LMP entraram no mapa da fome recentemente e estão no relatório da ONU: República Democrática do Congo, Sudão, Síria, República Centro-Africana e Paquistão. E três fazem parte da Lista de Países em Observação 2022: Quênia, Sri Lanka e Honduras. Na África, muitas instituições muçulmanas também negam ajuda a cristãos.

Parte do apoio à Igreja Perseguida é levar alimentos aos famintos, no entanto, a necessidade é tão grande que muitos cristãos não são atendidos ou é preciso escolher a situação mais urgente em detrimento de outras. Sem a ajuda dos parceiros locais apoiados pela Portas Abertas muitos sucumbiriam à fome.

Para que essa realidade seja amenizada, é preciso que a igreja brasileira e de outros países livres generosamente envolva-se com a causa da Igreja Perseguida. Cada doação significa que mais cristãos serão socorridos. Conheça melhor o impacto do trabalho da Portas Abertas no Relatório de Impacto 2022.

Fonte: Portas Abertas

Amanda Wanessa tem alta hospitalar e vai para clínica de reabilitação

Amanda Wanessa em clínica de reabilitação
Amanda Wanessa em clínica de reabilitação

A cantora evangélica Amanda Wanessa recebeu alta do Hospital Real Português em Recife, após 642 dias internada, e foi encaminhada para clínica de reabilitação Florence, que também fica na capital pernambucana.

Em comunicado nas redes sociais, os familiares publicaram uma foto da artista sorrindo registrada neste sábado (8) e destacaram ter recebido um “milagre”.

Leia o comunicado abaixo:

“Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!” Efésios 3:21-22.

Queridos amigos, irmãos, intercessores… Depois de 642 dias, nossa querida Amanda Wanessa teve alta do Hospital Real Português, e já está na clínica de reabilitação Florence (Recife).

Não temos palavras para expressar o que todos nós, família, amigos sentimos. Essa foto de Amandinha sorrindo é de hoje! Nós, família, publicamos com muito carinho para registrar o MILAGRE! É o “retrato” da graça de Deus. Aleluia.

Ah, o Senhor é o Todo Poderoso, Jeová Rafah. Nunca deixamos de crer. E continuaremos firmes. Ainda temos um longo caminho a percorrer? Sim. Mas quem “começou a boa obra e fiel para cumpri-la! Amém?

Você faz parte desse milagre!
Pode glorificar a Deus conosco?

“Fé mais Fé é igual a milagre.”

Sobre o acidente

Amanda sofreu um grave acidente de carro no dia 4 de janeiro do ano passado na PE-060, em Barreiros. Ela estava dirigindo um carro que colidiu com um caminhão.

No dia do acidente, além da cantora, estavam também no carro o pai de Amanda, que não precisou ser internado; sua filha, Mel, de 6 anos, que passou por cirurgia; e sua amiga, Jussara Pimentel, que também se recuperou.

De acordo com a polícia, foi constatado na perícia que Amanda dirigia o carro a 130 quilômetros por hora. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) arquivou o inquérito sem apontar culpados. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) entendeu que o acidente ocorreu “por culpa exclusiva da vítima”.

Folha Gospel com informações de Instagram de Amanda Wanessa

A maioria dos adolescentes tem percepção positiva de Jesus, revela estudo global

Adolescentes
Adolescentes

Um novo estudo importante de adolescentes ao redor do mundo revelou atitudes positivas em relação a Jesus, mas menos certeza sobre a diferença que ele faz para o mundo e suas vidas pessoais.

A pesquisa de Barna abrangeu quase 25.000 adolescentes com idades entre 13 e 17 anos, abrangendo diferentes grupos religiosos e 26 países.

Cerca de metade (49%) dos adolescentes descreveram Jesus como “amoroso” e oferecendo esperança (46%), enquanto dois em cada cinco (43%) disseram que ele se preocupa com as pessoas. Mais de um terço disse que era confiável (39%) e generoso (37%).

Quase metade (47%) acredita que ele foi crucificado e um terço acredita que ele ressuscitou, embora isso tenha caído para 15% entre os adolescentes de outra fé e apenas 13% entre aqueles sem fé.

Quando perguntados sobre o que melhor descrevia sua compreensão de quem Jesus é, a maior parte dos adolescentes (31%) disse que ele era “Deus em forma humana”.

Em uma pergunta sobre qual característica bíblica de Jesus era mais importante para eles, os adolescentes eram mais propensos a escolher “oferece perdão” (39%) como resposta.

Questionados sobre qual descrição de Jesus era mais importante para eles, a resposta mais comum (36%) foi “Jesus é Deus em forma humana que veio para perdoar os nossos pecados”.

Apenas 6% dos adolescentes disseram que Jesus era “irrelevante” e apenas um em cada 10 disse que ele era “conhecido pelas coisas que ele é contra”.

“É raro que os adolescentes pensem mal de Jesus… A impressão global de Jesus é que ele é confiável, generoso e sábio”, disse Barna.

Apesar dessas percepções positivas de Jesus, apenas um quarto dos adolescentes (24%) acha que ele faz uma diferença real no mundo de hoje, e menos de um quarto (23%) acredita que pode ter um relacionamento pessoal com ele.

Barna acrescentou: “Há uma sensação tardia de que Jesus está pessoalmente e ativamente engajado nas vidas hoje.

“Em toda a geração, há pouca compreensão ou crença nos ensinamentos sobre a encarnação, ressurreição e relevância de Jesus nos dias atuais, mesmo quando os adolescentes aplaudem os princípios de sua vida e caráter.

“Isso reflete não apenas nos adolescentes, mas também naqueles que os ensinaram ou os lideraram, especialmente nos círculos cristãos.

“Os adultos mostraram a esta geração como os princípios que eles celebram no caráter de Jesus também são importantes na vida cotidiana?”

Apesar das percepções positivas de Jesus, os adolescentes são mais silenciados em seus elogios a seus seguidores, com apenas 31% vendo os cristãos como amorosos. Enquanto 42% disseram que Jesus era sábio, apenas 18% sentiam o mesmo sobre os cristãos.

As descobertas vêm do primeiro volume do estudo The Open Generation de Barna, com mais dois volumes examinando as crenças dos adolescentes sobre justiça e a Bíblia.

David Kinnaman, CEO do Barna Group, disse: “Este estudo pretende nos ajudar a ouvir os adolescentes de hoje. A impressão que essas vozes oferecem é que esta geração é aberta, inclusiva e curiosa sobre diferentes crenças e perspectivas.

“Nossos dados sugerem que, embora esta geração possa não se envolver profundamente com Jesus, eles estão abertos a ele e, quando se envolvem, experimentam efeitos positivos.

“É nosso objetivo oferecer uma imagem da nova geração à Igreja global para que possamos apoiar e envolver os adolescentes de maneira relevante e significativa”.

O estudo foi realizado em parceria com Alpha, Biblica e World Vision, com apoio adicional da Christian Vision, Bible Study Fellowship, Christ In Youth e da Association of Christian Schools International.

Os adolescentes que responderam à pesquisa vieram dos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Colômbia, Honduras, Reino Unido, Irlanda, Espanha, Alemanha, França, Holanda, Polônia, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Coreia do Sul, Malásia, Taiwan, Índia, Filipinas, Egito, Quênia, Nigéria e África do Sul.

Dan Blythe, diretor global de jovens da Alpha International, disse: “Volte algumas gerações e os jovens foram feitos para serem vistos, mas não ouvidos.

“No entanto, tratar os jovens assim não funcionará com esta geração – não se você quiser envolvê-los e colaborar com eles. Ouvir é a linguagem do amor desta geração.

“O estudo Open Generation é um exercício de escuta global onde pouco menos de 25.000 adolescentes em todo o mundo compartilharam seus pensamentos sobre Jesus, a Bíblia e a justiça.

“Meu coração e minha esperança é que isso encoraje, equipe e capacite qualquer pessoa que tenha um coração pelos adolescentes a não desistir deles, mas a ouvi-los e aprender com eles para que possamos amá-los e liderá-los bem”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Ex-número 2 da Igreja Universal, Bispo Romualdo Panceiro diz que Lula ‘é de Deus’

Romualdo Panceiro ex-bispo número 2 da Igreja Universal
Romualdo Panceiro ex-bispo número 2 da Igreja Universal

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “é uma pessoa bacana, do bem, uma pessoa de Deus”, e não se deve levar tão a sério o líder evangélico que hoje fale o contrário.

É só voltar a 2014, na inauguração do Templo de Salomão, a construção de inspirações bíblicas que a Igreja Universal do Reino de Deus ergueu em São Paulo, no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

“Todo mundo do PT estava lá. O que acontece é o seguinte: quero um pedaço de pão, quem pode me dar um pedaço maior? Bolsonaro? Então vou ficar com ele.”

Não é qualquer um falando isso. As declarações são do bispo Romualdo Panceiro, ex-número 2 da Universal e considerado, no passado, potencial sucessor do bispo Edir Macedo —que chegou a chamá-lo de “o maior milagre de Deus”. O fundador da igreja dizia que, se morresse, “Romualdo assume tudo, e tenho certeza de que os demais bispos irão respeitá-lo, como me respeitam hoje”.

Há dois anos, ele virou dissidência —mais uma, como são a Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, e a Internacional da Graça de Deus, de R.R. Soares, cunhado do fundador da Universal.

Panceiro esteve na quarta (5) com Lula e gravou um vídeo para a campanha petista. Trata-se da primeira liderança de peso a respaldar o ex-presidente que, quando chegou à Presidência, arrebanhou o apoio de grandes nomes do evangelicalismo, como o próprio Macedo. Todos hoje estão com Jair Bolsonaro (PL).

Para o ex-bispo da Universal, é balela o papo que sua antiga igreja tenta vender, de que um cristão de verdade não pode ser de esquerda. “Precisou desses anos todos para chegarem a essa conclusão? Anos atrás, todo mundo estava com Lula. O que ele fez para que chegassem a essa conclusão?”

Panceiro aposta que, se o petista vencer a disputa presidencial, no dia seguinte à posse haverá fila no Palácio do Planalto. “Amanhã esse pessoal que está com Bolsonaro e detesta Lula, esse pessoal que vem com essa ideia de gênero, que é mentira, todo mundo vai apoiar Lula.”

“Essa ideia de gênero”, no caso, é a chamada ideologia de gênero, front de batalha ideológica e política para conservadores contrários ao debate sobre diversidade sexual e identidade de gênero. Essa teoria, fundamentada em boa parte em notícias falsas, pressupõe que a esquerda tem um plano doutrinário para erotizar crianças nas escolas e as empurrar para posições LGBTQIA+.

Panceiro rebate a ideia de que endossar o PT mina a sua cristandade. “Não posso? Por quê? Quem vota no Lula não é cristão?” Ele ri nessa hora. “Essa coisa aí de ‘deixei de ser cristão porque estou apoiando Lula’, sabe o que é? É fanatismo. Não dependo da opinião de quem quer que seja para viver a minha fé.”

O bispo chama de interesse político a aderência irrestrita de pastores graúdos ao bolsonarismo. “O que o pessoal quer? Poder, influência. Estão em jogo verbas que o governo pode dar para favorecer emissoras etc. Hoje a verba —que a gente chama de pão— é repartida talvez de forma injusta. Pedaço maior para fulano e um menor para beltrano. Na época do Lula, o pedaço de pão era repartido de forma justa.”

Panceiro conta que, quando o petista era presidente, encontraram-se três vezes. “Simpatizei muito com ele, porque, além de governar para todos, dava atenção às pessoas simples. Os olhos dele eram mais voltados às pessoas necessitadas, talvez pela origem humilde dele, como a minha.”

Chama a relação com o ex-presidente de “namoro antigo” e diz acreditar no projeto dele. “Vai fazer política justa para ricos, pobres. Ele é uma pessoa do bem, uma pessoa de Deus. Nada contra o Bolsonaro. Mas não sou do tipo de ficar em cima do muro. Ou vou para um lado ou para o outro, não sou morno.”

Também opina sobre o expurgo de pastores à esquerda em templos. Há vários exemplos, desde batistas até a maior convenção da Assembleia de Deus. “Um absurdo. Você pode, como líder, falar do seu candidato, é um direito. Mas impor aos seus comandados uma situação dessas fica meio forte, né?”

Panceiro, que morou muitos anos no exterior em trabalho missionário, conta que em 2018 votou para presidente do Brasil de Los Angeles. Mas diz não se lembrar se em Fernando Haddad (PT) ou Bolsonaro.

Romualdo Panceiro

Hoje Panceiro lidera a Igreja das Nações do Reino de Deus, de pequeno porte e de linha neopentecostal, como sua antiga casa. Ele, contudo, ainda é um rosto conhecido de fiéis da Universal —que atribuiu a saída do ex-bispo, em seu quadro desde os anos 1980, a “condutas inadequadas”.

Mas o motivo da quebra na relação, segundo contou Gilberto Nascimento, autor de “O Reino – A História de Edir Macedo e uma Radiografia da Igreja Universal”, em reportagem publicada pela BBC Brasil, teria sido a ascensão de um concorrente interno, o que desagradou a Panceiro.

Agora, o apontado a sucessor é Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, casado com a primogênita dele. Panceiro teria ficado magoado. Questionado pela Folha sobre as desavenças, ele diz que prefere não tocar no assunto. “Você se incomoda de não falarmos a respeito disso? Fico até triste de me referir assim.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Novo filme de Scooby-Doo coloca a personagem Velma como lésbica

Velma Dinkley, perseonagem do desenho infantil Scooby-Doo
Velma Dinkley, perseonagem do desenho infantil Scooby-Doo

Adicione Scooby-Doo à lista de títulos animados infantis com personagens LGBT.

Clipes de “Doces ou travessuras Scooby-Doo!”, um novo filme de animação lançado nas plataformas digitais na terça-feira para aluguel ou compra, mostra a inteligente Velma como tendo uma queda por uma nova personagem feminina conhecida como Coco Diablo.

Em uma cena, Velma entra em uma sala e se apaixona por Coco Diablo, com seu cabelo branco balançando para frente e para trás. Vemos os pensamentos de Velma sobre Diablo: “incrível gola alta”, “óculos incríveis”, “obviamente brilhante” e “gosta de animais”. Em segundos, os óculos de Velma embaçam e suas bochechas ficam vermelhas.

Em outra cena, a amiga de Velma, Daphne, brinca: “Eu não sabia que criminosos condenados eram o seu tipo”. Velma fica perturbada, mas acaba reconhecendo seu interesse romântico: “O quê?… Por favor. Quem tem tempo para um tipo? Temos nosso trabalho cortado para nós, e estou focada como um laser em… OK, quem estou enganando? Estou apaixonada, Daphne! O que eu faço? O que eu digo?”

Ainda em outra cena, Daphne encoraja Velma a se aproximar de Diablo.

“Agora é sua chance de falar com ela”, diz Daphne.

No filme Scooby-Doo 2: Monstros à Solta de 2004 , Velma tinha uma queda por um garoto.

Personagens LGBT estão se tornando cada vez mais um elemento básico dos títulos infantis convencionais.

A popular série animada infantil Peppa Pig apresentou um casal de lésbicas este ano. O episódio, intitulado Families, mostra uma das amigas de Peppa chamada Penny Polar Bear mostrando ao público uma foto de sua família.

“Eu moro com minha mãe e minha outra mãe”, diz Penny “Uma mamãe é médica, e a outra mãe cozinha espaguete. Eu amo espaguete.”

O popular programa de matemática infantil nos EUA, Odd Squad, incluiu um casal do mesmo sexo quando os personagens compareceram ao casamento de duas mulheres.

Além disso, este ano, um novo episódio no Apple TV Plus com os personagens Peanuts incluiu uma mensagem sobre as famílias LGBT. Marcie diz a Peppermint Patty: “Algumas crianças têm até duas mães”. O episódio especial foi intitulado Snoopy Presents: To Mom (And Dad), With Love.

Folha Gospel com informações de Christian Headlines

Influencers evangélicos aderem a Bolsonaro e criam nova onda contra Lula

Deive Leonardo
Deive Leonardo

“Por favor, meu lindo, talvez você não goste do Bolsonaro, mas esqueça o Bolsonaro e olhe só para a ideologia”, diz Deive Leonardo. Não o conhece? Então você talvez não seja evangélico.

Somando Facebook, Instagram, TikTok, Kwai e YouTube, Leonardo agrega 33 milhões de seguidores que acompanham mensagens proselitistas como “Deus é perfeito em amar”. O milagre da multiplicação de visualizações se perpetua por WhatsApp e Telegram.

Foi nesse ecossistema virtual que o catarinense de 32 anos, símbolo do bom-mocismo cristão, interrompeu sua programação normal para algo atípico em seus perfis: falar sobre política.

“Meus queridos, minha missão principal aqui é falar sobre Jesus, mas não posso olhar para o que estamos vivendo e não abrir os seus olhos, sabe?”

O colírio ideológico, no caso, o fez se posicionar a favor de Jair Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após evitar o assunto publicamente no primeiro turno.

Leonardo recorreu a uma justificativa replicada por outros influencers cristãos que não costumam entrar de peito aberto na disputa eleitoral, à moda de pastores de influência polpuda nas redes sociais, como Silas Malafaia e Cláudio Duarte.

Ele diz não enxergar no horizonte “uma guerra de dois políticos, mas de duas ideologias”.

O atual presidente pode até não ser perfeito, mas é o que tem para hoje contra “uma ideologia que é maligna”, afirma.

Saca, então, o argumento bolsonarista de sugerir que o Brasil, sob a guarda da esquerda, vai passar por crises semelhantes às de “irmãos da América Latina” como Venezuela, Nicarágua e Argentina.

O posicionamento de influencers como Leonardo é celebrado pela campanha de Bolsonaro por alcançar um público cristão ainda mais amplo.

Não estamos falando, afinal, de líderes pouco acanhados para abraçar o bolsonarismo —gente como o pastor André Valadão, que atribui à “falta de noção demais” o crente que opta pela esquerda.

O tom politizado pode eletrizar igrejas, mas por vezes assusta fiéis que veem nesses discursos apenas mais um capítulo da polarização que inflama o país. A coisa muda de figura quando propagadores da palavra de Deus que preferiam ficar de fora do debate decidem escolher um lado. O de Bolsonaro.

“É sobre impedir que uma ideologia destruidora tome conta de nosso país”, diz o coach Wendell Carvalho num recado aos seus “imparáveis”, como chama aqueles que o seguem.

Carvalho cita vitórias da esquerda no continente, do Chile à Colômbia, ao pedir que quem lhe assista “coloque a mão na consciência”.

Não é sobre homem X versus homem Y, “é sobre o que vai acontecer em relação à economia, à família, a valores que são fundamentais”, diz. E reforça que não é “plenamente fã” de Bolsonaro, mas ainda assim fecha com ele.

Só no Instagram, Carvalho é acompanhado por 6,7 milhões de perfis. Há várias respostas mal-humoradas à sua declaração de apoio a Bolsonaro, como a do seguidor que diz: “Engraçado que o PT ficou 14 anos no poder e não viramos Cuba, Venezuela nem Chile. Todos os indicadores econômicos do atual governo apontam para algo bem pior. Não entendi essa fala”.

Os comentários por ali, contudo, são quase todos favoráveis à mensagem. Tiago Brunet a elogia com um “boa!” e o emoji de duas labaredas. Também ele é exemplo de influencer que bolsonarizou.

Pastor e coach, fundador da Casa de Destino, Brunet é autor de best-sellers como “Especialista em Pessoas: Soluções Bíblicas e Inteligentes para Lidar com Todo Tipo de Gente”. O tipo de presidente com quem o Brasil terá que lidar, se depender dele, não virá do campo progressista.

Posicionar-se é preciso, diz em vídeo postado dois dias após a eleição que deu a Lula 48,4% dos votos válidos, e a Bolsonaro, 43,2%. “Está muito fácil fazer isso este ano. Não é uma guerra de homens, não é uma guerra de partidos, eu nem me meto em política. Só que isso extravasou a política, é uma guerra de agenda.”

Brunet contrapõe, na sequência, temas que associa à esquerda (corrupção, drogas, aborto e ideologia de gênero) e à direita (princípios, valores e crescimento econômico). Não é uma escolha difícil, não para ele.

O pastor começa sua fala se colocando como “um pacificador” e dando o conselho para que ninguém seja “Maria vai com as outras”.

O ator Yudi Tamashiro, que tem planos de virar pastor e acumula seus milhões de seguidores na internet, foi com os colegas evangélicos ao declarar a predileção por Bolsonaro.

Sofreu ataques por isso, inclusive de seguidores que o questionaram se endossar o presidente que chamou a Covid-19 de “gripezinha” e imitou pacientes com falta de ar era apropriado.

Seu pai morreu da doença na pandemia, o que ele próprio resgatou ao se defender das críticas: “Não preciso lembrar que meu pai se foi por Covid”.

Recordou na mesma gravação, publicada depois do primeiro turno, de uma médica que lhe disse que “só um milagre” salvaria o parente. “Eu acredito em milagres e na vontade de Deus. Se Deus quis assim, não é você que vai decidir o que é certo para mim.”

Yudi ficou famoso pelo “Bom Dia & Cia”, programa infantil do SBT que apresentava ao lado da cantora Priscilla Alcântara, que migrou do gospel para o pop secular e engrossa o time de artistas anti-Bolsonaro.

Nem todos aderem à onda bolsonarista, contudo. A escritora e influencer evangélica Fernanda Witwytzky, que no Instagram é seguida por 673 mil, reproduziu um texto de um pastor que já ocupou um posto no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, então sob guarida de Damares Alves.

Guilherme de Carvalho diz que “o eleitor fanatizado pode ir para sua versão preferida do inferno”, mas ele prefere “a pátria celestial”. Para chegar lá, “não precisamos vender a alma para nenhum político”.

Outro pastor influente, que comanda no YouTube o canal Dois Dedos de Teologia, também sinalizou que nenhum dos candidatos o agrada. “Se por não votarmos nem em Lula nem em Bolsonaro estamos ‘lavando as mãos como Pilatos’, então qual dos candidatos é como Jesus Cristo?”

À Folha de S. Paulo, Yago Martins confirma a decisão para o próximo dia 30: “É nulo na cabeça”.

Para o antropólogo Flávio Conrado, um dos coordenadores da Casa Galileia, que monitora redes evangélicas, líderes como Malafaia e os senadores eleitos Damares Alves e Magno Malta “constroem seu capital pastoral junto com o político e se colocam nessa linha de frente”.

Acabam servindo de bússola para uma elite de influencers cristãos, “que vão ser pautados por esses cabeças de rede”.

Nomes como Deive Leonardo e Tiago Brunet têm um motivo para não terem ladeado com Bolsonaro antes. “Eles têm muito a perder, dialogam com pessoas diversas. É uma audiência mais ampla do que Damares e companhia.” Indício disso é a incidência de reações negativas aos vídeos que postam a favor da reeleição do presidente, maior do que a vista nas páginas de bolsonaristas de primeira hora.

“Essas figuras são pressionadas a se posicionar, e o fazem de última hora, calculando o tom”, afirma Conrado. O peso que trazem para a campanha é uma ótima notícia para Bolsonaro, que ganha alcance em nichos ainda mais vastos da base evangélica, mas não só. Apesar da identidade cristã, muitos desses influencers difundem conteúdos consumidos por outros grupos, na forma de pílulas de autoajuda.

Fonte: Folha de S. Paulo

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