Cristãos na frente de uma igreja no Congo (Foto: Portas Abertas)
No dia 7 de julho, as Forças Democráticas Aliadas (ADF, da sigla em inglês) atacaram uma clínica na República Democrática do Congo. A instituição era dirigida pela igreja CECA20 (Evangelical Community in Central Africa) e foi incendiada com pacientes dentro, em Lume, Norte do estado de Kivu.
Segundo parceiros locais, o ataque começou por volta das 22h40. Kasereka Ise Mighambo, prefeito de Lume, confirmou o ataque e relatou que os pacientes que estavam dentro da clínica morreram queimados.
Uma enfermeira local disse que o Ministério da Saúde registrou 13 mortes no ataque, já o porta-voz do exército congolês, capitão Antony Mualushayi, relatou a perda de nove vidas, incluindo três crianças. A clínica da igreja CECA oferecia pronto-atendimento para cristãos nas áreas rurais. Não ficou claro quantos pacientes eram cristãos e qual o total de mortes na clínica.
As Forças Democráticas Aliadas têm atacado sistematicamente e enfraquecido as igrejas cristãs no Leste do país como parte do projeto da expansão islâmica. Parceiros locais compartilharam quão desgastante têm sido os ataques recorrentes e violentos no Leste da República Democrática do Congo. Em junho, por exemplo, um treinamento foi interrompido por tiroteios dos extremistas.
Em 2021, a República Democrático do Congo e Uganda lançaram uma ofensiva contra as ADF, mas a violência contra civis permanece imbatível. Tentando evitar os ataques desenfreados, muitas pessoas fogem e deixam tudo para trás buscando segurança.
Nos ataques, os cristãos perseguidos muitas vezes perdem casa, alimentação e Bíblias e não têm com quem contar. Sua doaçãoajuda a socorrer os irmãos na fé nas necessidades mais urgentes.
“Em algum momento, haverá uma situação em que teremos que tomar uma decisão: ‘O que faço com a minha fé?’. Eu passei por isso. Fome, sede… roupas, casa, abrigo: eu perdi tudo. Mas agora eu vejo: valeu a pena”. Essa foi a lição aprendida por Dambar e que ele compartilha no novo episódio da série Faces da Perseguição.
Dambar foi preparado desde a infância para ser um sacerdote hindu no Nepal. Ele sabia fazer os rituais e sacrifícios que o hinduísmo prescreve, mas não se sentia completo, tinha muitas dúvidas sobre Deus e o sentido da vida.
No dia em que viu sua mãe morta, clamou aos milhões de deuses hindus para que mudassem o destino dela e o que encontrou foi o silêncio. Uma vizinha lembrou que no cristianismo Deus é conhecido como aquele que ressuscita os mortos e assim ele decidiu se arriscar e pedir socorro a esse Deus.
Quando chegou na casa dos cristãos para pedir orientação, Dambar não foi logo recebido, pois acreditaram que era a polícia. No Nepal, o cristianismo é visto como uma ameaça à tradição hindu, por isso os cristãos são desprezados socialmente, presos e perseguidos.
Dambar conseguiu explicar que só queria ajuda e foi ensinado a orar e a entregar a vida a Jesus. Com muito receio, ele fez sua primeira oração e testemunhou o poder e graça de Deus em sua vida.
Templo de uma Igreja Presbiteriana (Imagem: Reprodução / Facebook Igreja Presbiteriana do Brasil)
A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) rejeitou uma proposta de criar uma comissão interna para orientar seus pastores sobre “a contradição entre o marxismo e suas variantes” versus o “cristianismo bíblico”. Também era parte da proposta determinar que as pastorais orientasse os “declarados ‘cristãos de esquerda ou progressistas’ de suas inconsistências”.
A ideia era que os fiéis fossem orientados a se afastar do “comunismo” e do que os líderes classificam como “nefasta influência do pensamento de esquerda”. A proposição foi vista internamente como uma tentativa de inibir que seus fiéis votassem em candidatos de esquerda.
A decisão rejeitando a proposta para criar uma comissão “antiesquerda” foi tomada nesta sexta-feira (29), durante o Supremo Concílio da IPB, realizado em Cuiabá. O Supremo Concílio é o órgão máximo de deliberação da igreja, realizado a cada quatro anos.
Com o risco de o documento original ser aprovado, o pastor Cid Pereira Caldas apresentou na manhã de sexta-feira (29) um relatório substitutivo sobre o assunto.
No texto, Caldas diz que a “IPB tem mantido equidistância de radicalismos” e defende que “não é finalidade da IPB manifestar-se sobre partidos políticos”.
O relatório substitutivo foi aprovado pelo Supremo Concílio, na sexta, por 738 votos contra 538.
Cid Pereira Caldas é presidente do Conselho de Administração do Instituto Presbiteriano Mackenzie e pastor da Igreja Presbiteriana de Botafogo. Ele é próximo do presidente do Supremo Concílio da IPB, Roberto Brasileiro.
Três membros da cúpula da IPB e interlocutores de Cid afirmaram à Folha de S. Paulo, sob reserva, que o relatório inicial tinha potencial para rachar a igreja como ocorreu na década de 1970, durante a ditadura militar.
Na época, a Igreja Presbiteriana do Brasil apoiava o governo militar. Indignados, pastores decidiram romper com a liderança da instituição e criaram a Igreja Presbiteriana Unida.
Na deliberação, o Supremo Concílio reafirmou “a incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica bem como os símbolos de fé da IPB”, mas decidiu “não nomear comissão para análise política de partidos, por não ser finalidade da Igreja Presbiteriana do Brasil”.
Outra definição tomada nesta sexta foi permitir que seus ministros participem de partidos políticos. Mas, para se candidatarem a cargos públicos eletivos, os religiosos deverão pedir licença, sem qualquer ônus para a igreja.
Após a derrota no Supremo Concílio, Osni Ferreira, relator da proposta e que defendeu voto em Bolsonaro no púlpito da igreja, afirmou que a discussão jamais tratou sobre perseguir cristãos de esquerda.
“Toda vez que eu respondia a uma pergunta, eu falava que não estávamos tratando de candidato A ou B. Claro que você tem um candidato, claro que eu tenho. Isso é uma liberdade do pastor. O voto é secreto, é da consciência. O que nós estamos falando é que o cristão ou o presbiteriano não deve votar em nenhum candidato que defende princípios que a Bíblia é contra”, disse na sexta ao canal da Sexta Igreja Presbiteriana de Uberlândia.
IPB contra “fiéis de esquerda”
Após vazar a informação de que a IPB estava orientando os pastores contra os “fiéis de esquerda”, o presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), Roberto Brasileiro Silva, afirmou, na semana passada, que os pastores e membros da instituição têm liberdade para se posicionarem politicamente, apesar do relatório interno que recomenda orientar fiéis a se afastar da esquerda.
“A igreja não apoia este ou aquele candidato e não destoa deste ou daquele candidato. Nós damos liberdade aos nossos pastores e aos nossos membros nos seus posicionamentos políticos”, disse o reverendo à reportagem. Ele evitou comentar o conteúdo do relatório, que fala em afastar os crentes do “comunismo” e da “nefasta influência do pensamento de esquerda”.
O presidente da IPB tentou afastar as declarações do posicionamento oficial da igreja. “Cada pastor é responsável por aquilo que ele fala, por aquilo que ele pronuncia, e responde ao seu conselho e também ao presbitério. Quando a igreja faz um posicionamento oficial é através da minha pessoa, e nós não fizemos nenhum pronunciamento”, afirmou Roberto Brasileiro Silva.
A Igreja Presbiteriana tem proximidade com o governo Jair Bolsonaro. Há dois pastores fortemente ligados ao presidente da República, como Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação que foi preso pela Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em um suposto esquema para liberação de verbas do Ministério da Educação, e o ministro do STF “terrivelmente evangélico”, André Mendonça.
Folha Gospel com informações de G1, Folha de S. Paulo e O Antagonista
O papa Francisco afirmou que pode chegar o momento em que ele precise avaliar a possibilidade de renúncia à chefia da Igreja Católica – e que o faria caso sua saúde o impeça de servir o cargo do modo necessário. Mas não é algo em que pense no momento, disse ele.
“A porta (à renúncia) está aberta – é uma opção normal. Mas até hoje eu não bati nessa porta. Não senti a necessidade de pensar nessa possibilidade. O que não quer dizer que daqui a dois dias eu não possa começar a pensar a respeito”, ele afirmou.
Os comentários foram feitos ao final de uma viagem ao Canadá, na qual pediu desculpas a indígenas pelo papel da Igreja em antigas escolas cuja função era assimilar povos originários e destruir suas culturas e idiomas nativos.
Foi uma viagem de programação extensa e cansativa.
Francisco, de 85 anos, reforçou que pretende seguir com suas funções – e disse que será guiado por Deus no que diz respeito à renúncia, na eventualidade de ela acontecer.
“Não é uma catástrofe mudar de papa, não é um tabu”, ele disse a jornalistas, sentado em uma cadeira de rodas, no avião papal, voltando do Canadá a Roma.
Em meses recentes, Francisco sofreu com um problema no joelho que impactou sua mobilidade. Ele passou boa parte da turnê no Canadá na cadeira de rodas.
Mas ele havia reforçado que não tem problemas de saúde mais sérios, embora reconheça as limitações impostas pela idade.
“Esta viagem foi intensa”, disse ele aos jornalistas. “Não acho que eu consiga continuar a viajar com o mesmo ritmo que antes, na minha idade, com as limitações deste joelho. Ou me poupo um pouco para continuar a servir a Igreja, ou preciso começar a considerar a possibilidade de sair.”
O papa – cujo antecessor, Bento 16, renunciou em 2013 – afirmou ainda que pretende visitar a Ucrânia, mas antes vai se aconselhar com seus médicos.
Valdemiro Santiago é líder e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus
A operadora Claro está processando a TV Mundial e cobrando cerca de R$ 8,8 milhões em dívidas referentes ao aluguel de um canal (ou banda) do seu satélite StarOne C2.
Segundo informações do UOL, é por meio do canal do satélite que a TV de Valdemiro Santiago chega a todo país. De acordo com a ação obtida pelo UOL, o contrato foi assinado em 20 de maio de 2018.
O documento determinava que a TV Mundial pagaria R$ 560 mil mensais pelo aluguel de uma banda do satélite. A duração do contrato era de 36 meses.
Em dezembro de 2018, porém, a TV de Valdemiro já estava em atraso, segundo a ação. A empresa afirma que, nesse momento, a igreja deveria ter desligado sua transmissão via satélite.
“Caberia à ré proceder à imediata suspensão da transmissão do sinal ao satélite da autora, haja vista que rompido os laços obrigacionais existentes entre as partes”, diz a operadora.
A Claro explica que a transmissão é feita do solo para o satélite, que apenas reproduz o sinal enviado e que o equipamento em órbita não tem condições de rejeitá-lo ou interrompê-lo.
Portanto, como firmado em contrato, no caso de não pagamento ou falência da TV, cabia à Mundial cessar a transmissão.
Porém, a operadora diz que as transmissões continuaram até pelo menos junho de 2019.
Nesse período, a Claro ainda tentou receber os valores devidos amigavelmente. Já a igreja de Valdemiro fez uma contraproposta de r$ 1,897 milhão divididos em 36 parcelas.
Em novembro de 2019, o valor atualizado da dívida era, segundo a Claro, de R$ 8,8 milhões. Não há prazo para o fim desse processo.
A Igreja Mundial, disse, ao UOL, que ainda não foi notificada a respeito.
Netflix inclui romance lésbico no desenho infantil "Jurassic Word"
A quinta e última temporada da série infantil “Jurassic World: Acampamento Jurássico” entrou na agenda da ideologia de gênero. Com produção da Netflix, a atração para crianças a partir de 7 anos exibe um romance e um beijo entre duas mulheres.
A plataforma de streaming está recebendo críticas por inserir conteúdo de gênero para crianças ainda sem discernimento sobre temas sexuais e homossexuais.
A série segue um grupo de adolescentes abandonados na Ilha Nublar depois que ela foi evacuada após os eventos do primeiro filme Jurassic World, de 2015.
A última temporada da série foi lançada em 21 de julho, revela o romance entre duas protagonistas, Yaz e Sammy, personagens que ao longo da série forjam uma amizade.
No episódio 8, Yaz revela a Sammy o que sente por ela, ambas se beijam enquanto uma música romântica é tocada e seus companheiros celebram a união lésbica.
Críticas nas redes sociais
Dezenas de usuários do Twitter e Facebook criticaram o conteúdo da série animada, considerando-a imprópria para crianças.
“Acabei de terminar o Acampamento Jurássico com meus filhos! Eles tiveram que terminar a temporada com um relacionamento LGBT e um beijo lésbico! Eu não queria ter essa conversa com meus filhos”, escreveu no Twitter, uma mãe de família da Flórida, Estados Unidos.
“Por que isso está em toda parte nos programas infantis? Agora eu tenho que assistir tudo antes de deixá-los assistir a programas infantis”, concluiu a mulher.
Ray Velazquez, uma cristã do México, escreveu no Facebook que é “preocupante a falta de sensibilidade de apresentar tais narrativas adultas em um material apresentado em uma plataforma que tem como audiências as crianças. As mentes mais influenciáveis”.
“A ideologia de gênero busca contaminar as mentes mais vulneráveis. Supervisionar o que nossos filhos veem não é uma opção. Educá-los para distinguir os valores da casa e aqueles que não são é vital. Não é porque um aplicativo tenha uma opção ‘Infantil’ significa que seu conteúdo é adequado, recomendado ou saudável para nossos filhos”, alertou.
Anaythé Reyes, uma mãe da Guatemala, afirmou no Facebook que ficou surpresa com a reação de seu filho de 10 anos ao assistir o capítulo de Jurassic World: Acampamento Jurássico com o romance gay.
“Meu filho se virou para me ver e disse: ‘Que decepção, mãe, e agora por que eles têm que colocar esse problema em tudo se vai contra o que Deus criou?'”, contou.
“A partir desse episódio, começa a ‘doutrinação’ para que as crianças passem a aceitar e normalizar as questões de gênero; há cenas em que elas estão felizes e se chamam de ‘namoradas’, cenas de aprovação de amigos, familiares que demonstram felicidade por elas e que expressam o quão ‘legal’ é o relacionamento delas”, disse Reyes.
Segundo Reyes, é necessário “continuar defendendo como pais a educação dos nossos filhos, a família, as crianças, a vida; continuar nos treinando e informando; criar canais de comunicação abertos com nossas crianças para falar sobre os temas que são bombardeados, sem tabus, de modo a dar-lhes segurança ao pensar diferente no mundo de hoje, para que aprendam a defender seu ponto de vista”.
Netflix impróprio para crianças
Não é a primeira vez que a Netflix inclui conteúdo inadequado dentro da faixa etária infantil.
A série infantil Cuphead, que estreou em fevereiro deste ano na Netflix, tem 12 episódios de cerca de 15 minutos. A animação acompanha os irmãos Xicrinho e Caneco em uma viagem a um parque de diversões, quando eles, sem querer, vendem a alma para o diabo.
Em outubro de 2021, estreou na Netflix a série Um Conto Sombrio dos Grimm, “A Tale Dark & Grimm”, que conta a história de João e Maria de uma forma bem diferente. E em cada um dos dez episódios são incorporados novos personagens de outras aventuras escritas pelos Irmãos Grimm.
Com classificação indicativa de 10 anos, a série trata de assuntos muito sensíveis e expõe um enredo que envolve decapitação de crianças, canibalismo – com mãe comendo o filho -, ida ao inferno, feitiçaria e violência.
Em julho de 2021, a Netflix adicionou em seu catálogo um desenho animado com adoção de linguagem neutra e ideologia de gênero para crianças em idade pré-escolar. “Ridley Jones – a Guardiã do Museu” conta com um personagem não binário e uma família de múmias com dois pais. O personagem não binário é o búfalo Fred, que é referenciado pelos demais colegas por meio da linguagem neutra.
Ainda em julho de 2021, a Netflix lançou uma série infantil com um garoto de 9 anos que foi transformado pelos pais em menina interpretando uma personagem também transgênero. A produção é o remake de um conhecido programa de TV dos anos 90 nos EUA, “The Baby-Sitters Club” (“O Clube das Babás”).
A criança nasceu do sexo masculino com o nome de Joseph. Porém, com apenas 5 anos de idade, os pais do garoto nascido do Texas insistiram que seu filho era na verdade uma “garota trans” e deveria ter permissão para usar o banheiro das meninas. Atualmente, Joseph se identifica como uma garota e adotou o nome de Kai Shappley.
Netflix promove abuso sexual, sexo explícito e palavrões para menores
Um proeminente grupo de vigilância da mídia em defesa da família alegou, em setembro de 2021, que a popular série da Netflix “Big Mouth” “prepara crianças para abuso sexual” e está pedindo às autoridades que investiguem a série por potencialmente violar as leis de pornografia infantil.
Em um relatório, o Conselho de Televisão e Mídia de Pais (PTC, sigla em inglês) expressou preocupação com a série de TV animada para adultos que se concentra em alunos do ensino médio passando pela puberdade e retrata crianças de 12 e 13 anos em situações sexuais e se engajando no diálogo sexual.
O relatório contém capturas de tela gráficas e lista exemplos de “conteúdo sexualmente exploratório ou de exploração sexual envolvendo crianças” nos 10 episódios da quarta temporada do programa.
O PTC descobriu que em todas as 4,5 horas de programação que compunham a quarta temporada de “Big Mouth”, cada minuto de programação apresentava “quase 4 instâncias de sexo, violência e linguagem profana, indecente ou obscena.”
Em maio de 2020, um outro relatório do PTC – Parents Television Council (Conselho de Televisão dos Pais, em tradução livre) já mostrava que o serviço de streaming Netflix promove programas sexualmente explícitos e que têm palavrões severos para menores.
O relatório, “A TV aberta para adolescentes pode ser vulgar … mas coisas estranhas estão acontecendo na Netflix”, descobriu que metade dos 255 títulos designados pela Netflix como adequados para adolescentes tinham como classificação etária R ou TV-MA, significando “Audiência madura — não recomendado para menores de 17 anos” por conter violência, linguagem inapropriada e conteúdo sexual.
“Esta é uma notícia profundamente preocupante para as famílias, já que o uso da Netflix aumentou com o bloqueio do coronavírus”, disse Tim Winter, presidente do Conselho de Televisão dos Pais.
“Palavrões explícitos são quase onipresentes na programação para adolescentes da Netflix, revelando uma aparente desconexão entre o que a Netflix considera apropriado para os telespectadores adolescentes e o que os pais comuns podem considerar apropriados.”
Mais conteúdo inapropriado
Outros exemplos de programação da Netflix com conteúdo inapropriado para crianças e adolescentes incluem “Desire”, um filme que “retrata uma menina de 9 anos brincando de ‘cavalo’ se acomodando em um travesseiro e chegando ao orgasmo.” Outro exemplo é uma série da Netflix chamada “ Sex Education ”, que apresenta adolescentes“ envolvidos em cenas de sexo explícito com diálogos tão explícitos que se poderia esperar encontrá-los em filmes pornográficos”.
Em 2018, após diversas polêmicas, a Netflix decidiu cancelar a animação brasileira Super Drags. Um grupo de parlamentares chegou a apontar que o desenho era nocivo a crianças e adolescentes.
Os parlamentares também afirmam que “ao contrário do que diz a Netflix, os filhos podem sim assistir sem a autorização dos pais, sobretudo porque é possível um menor de idade criar uma conta na plataforma sem o prévio conhecimento dos responsáveis legais”.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), instituição sem fins lucrativos que defende os interesses dos médicos de crianças e adolescentes, de seus pacientes e famílias, chegou a emitir, umanota oficial contra a série “Super Drags”.
A SBP diz, na nota, que “vê com preocupação o anúncio de estreia de um desenho animado cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”.
Folha Gospel com informações de Guia-me, The Christian Post e ACI Digital
Mark Grenon é acusado de vender alvejante como promessa de cura contra doenças graves
Extraditado da Colômbia para os Estados Unidos, o americano Mark Grenon, de 64 anos, fez sua primeira aparição em um tribunal federal, nesta quinta-feira, para responder às acusações de fraude por vender um alvejante tóxico de uso industrial como cura para doenças diversas, entre elas Covid-19, câncer, diabetes, Alzheimer e autismo.
O julgamento do homem, no entanto, só deverá acontecer em setembro. Ele estava desde de 2020 preso na Colômbia a pedido da Justiça americana.
Os três filhos do americano, Jordan, Jonathan e Joseph, respondem pelo mesmo crime. A família, da cidade de Bradenton, na Flórida, vendia um produto batizado de Miraculosa Solução Mineral (MMS, na sigla em inglês). A substância contém cloreto de sódio e água destilada, que, se misturados conforme mandam as instruções do pastor, produzem dióxido de cloro, alvejante tóxico de uso industrial.
Diarreia, pressão baixa, vômito estão entre os efeitos provocados pela ingestão do produto. O Departamento de Saúde dos EUA afirma ter recebido relatos de hospitalizações e mortes causadas pelo consumo de MMS.
De acordo com a denúncia apresentada pelo ministério da Justiça dos EUA, dezenas de milhares de caixas do produto foram vendidas no país. As vendas eram feitas através da Igreja Genesis II da Saúde e da Cura, entidade criada pela família para comercializar o produto sem ter de responder a legislação americana sobre o uso de MMS.
A substância era fabricada pela família em uma cabana no quintal da casa de Jonathan Grenon em Bradenton. Milhares de caixas de MMS foram encontradas no local pelas autoridades americanas.
Segundo o próprio site da Igreja, a entidade era descrita como “uma igreja não-religiosa”. A solução química era obtida através de doações feitas para a instituição a partir de valore pré-determinados.
Templo de uma Igreja Presbiteriana (Imagem: Reprodução / Facebook Igreja Presbiteriana do Brasil)
O teólogo Flávio Macedo Pinheiro, presbítero da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil), foi afastado do cargo após ser acusado de criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e ter “posições esquerdistas”.
A informação é do jornal Estadão.
No dia 12 de dezembro de 2019, o reverendo Ageu Magalhães, um dos líderes da IPB, já havia mandado um recado para Pinheiro “mudar o pensamento”, caso contrário deveria “renunciar”.
“Ou você muda teu pensamento, abandonando as posições esquerdistas e todo o conteúdo marxista cultural que vem com elas, ou você deve, diante de Deus, renunciar ao Presbiterato. Esta relação está altamente incompatível”, lê-se na mensagem.
Segundo o jornal, o presbítero frequentava a igreja em Cidade Dutra, zona sul da capital paulista, já faziam 19 anos. Atualmente, Pinheiro frequenta uma outra igreja também em São Paulo, na região do Butantã – mas sem nenhuma posição de liderança na estrutura.
Na decisão de seu afastamento, a minuta afirma que os pastores devem orientar os fiéis a se afastarem da “nefasta influência do pensamento de esquerda”.
Pinheiro também foi demitido de seu emprego no Colégio Mackenzie após vitória de Bolsonaro em 2018. O teólogo acredita que as críticas que fez ao presidente motivaram o afastamento do colégio também.
“É uma inquisição porque perseguem alguém entendendo que essa pessoa é um perigo espiritual para a igreja e é também uma perseguição política porque entendem que uma certa visão política não é aceitável para aquele grupo”, disse.
A decisão e os motivos
A decisão foi revertida pela última instância de julgamento da igreja por erros processuais.
De acordo com a reportagem, o teólogo foi taxado como comunista e marxista, afastado por defender que mulheres não devem ser consideradas inferiores aos homens, falar em direitos da comunidade LGBTQ+ e divulgar um evento do PSOL sobre o pensamento do educador Paulo Freire.
Documentos da igreja, acessados pelo Estadão, afirmam que os pastorais devem apontar inconsistências em “declarados cristão de esquerda ou progressistas”. Além disso, defendem que preguem contra ideais de esquerda em púlpitos e escolas dominicais, seminários e congressos.
A partir de agora, com a aprovação de uma resolução do Supremo Concílio, a orientação pode se tornar oficial. A minuta da resolução indica que os pastores devem orientar os fiéis a se afastarem da “nefasta influência do pensamento de esquerda”.
“Eu fico triste porque a igreja não é para isso. A igreja não deveria usar o púlpito para defender nem quem é de esquerda nem quem é de direita. A política é menos importante, há temas muito mais importantes para tratar”, diz o teólogo Flávio Macedo Pinheiro.
Autor da denúncia contra Pinheiro, o reverendo Ageu Magalhães tem um pensamento conservador. Em 2018, declarou voto em Bolsonaro e publicou uma foto nas redes sociais com a legenda “PT não”.
A nova pesquisa da Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (28), aponta uma alteração no cenário político de junho para julho. O ex-presidente Lula (PT) tem 18 pontos de vantagem sobre o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
O levantamento mostra que o ex-presidente tem cerca de 47% das intenções de voto, não muito diferente da última pesquisa, já o atual presidente oscilou para 29%.
A margem de erro do levantamento da pesquisa, realizada nesta quarta (27) e quinta (28), é de 2 pontos percentuais.
Após Lula e Bolsonaro vem Ciro Gomes (PDT), com o mesmo número da última pesquisa, 8%. A senadora Simone Tebet segue abaixo de 2%, assim como os outros candidatos.
O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 183 cidades. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01192/2022
Voto evangélico e das mulheres
Datafolha mostrou que o Presidente Jair Bolsonaro ganhou terreno com as eleitoras, passando de 21% para 27%. Embora ele ainda esteja muito atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, este é um sinal positivo para a campanha eleitoral de 2022 de Bolsonaro. Seus estrategistas o têm incitado a apelar para as mulheres eleitoras, e ele parece estar fazendo progressos.
Bolsonaro está liderando Lula no voto evangélico em 43% a 33%. Entretanto, Lula lidera Bolsonaro entre as mulheres católicas em 52% a 25%. A campanha de Bolsonaro tem insistido para que Michelle participe mais dos eventos eleitorais. Eles acreditam que as críticas de que ela é subserviente a seu marido são de mulheres eleitoras da esquerda que já estão fora de alcance para o presidente.
Na última pesquisa do instituto, Lula ampliou sua vantagem sobre Bolsonaro entre os homens. Ele ganhou quatro pontos percentuais sobre o índice de junho, enquanto o presidente perdeu o mesmo número. Lula agora tem 48% dos votos masculinos, comparado a 32% para Bolsonaro. Os homens representam 48% da população medida pelo instituto Datafolha.
Jovens evangélicos
Em relação aos jovens evangélicos entre 16 e 29 anos, em 12 capitais do País a pesquisa mostrou um empate técnico entre o Bolsonaro e Lula.
Bolsonaro tem 36% das intenções de voto e Lula 30%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para cima ou para baixo, o que mostra o cenário equilibrado entre ambos.
Para o levantamento, foram ouvidos 935 jovens e adolescentes entre 16 e 29 anos em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia, Brasília, Manaus e Belém.
A pesquisa entre os jovens foi realizada entre os dias 20 e 21 de julho e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 05688/2022.
Governo reprovado
Segundo a pesquisa Datafolha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem seu governo reprovado por 45% dos brasileiros. Apenas 28% aprovam seu governo.
Este é o pior desempenho de um postulante à reeleição a esta altura do mandato desde que o instrumento foi criado, em 1997.
Segundo o instituto, que ouviu 2.556 pessoas e teve a pesquisa registrada com o número BR-01192/2022 no Tribunal Superior Eleitoral, a reprovação oscilou negativamente desde o levantamento anterior, de 22 e 23 de junho.
Naquela aferição, Bolsonaro tinha 47% de avaliação ruim ou péssima. Achavam o governo ótimo ou bom 26%, índice que oscilou para 28% agora. Seguem achando a gestão regular 26%.
A avaliação de governo é importante para medir as chances do incumbente na eleição presidencial.
Rejeição
O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue como o candidato mais rejeitado pelo eleitorado brasileiro. Dizem que não votariam de forma alguma nele 53% dos ouvidos pela pesquisa.
O petista Luiz Inácio Lula da Silva vem a seguir no ranking dos rejeitados, com 36% dos brasileiros dizendo que nunca votariam nele.
O ex-ministro e ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT), aparece em terceiro lugar entre os mais rejeitados, com 25% do eleitorado brasileiro dizendo que não votariam nele de forma alguma.
O Datafolha entrevistou 2.556 eleitores em 183 cidades, e a margem de erro de seu levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Folha Gospel com informações de UOL, NE10 e Folha de S. Paulo
Cristãos protestam contra chapa presidencial muçulmana na Nigéria (Foto: Reprodução/YouTube/Channels Television)
Mais de 10 mil cristãos protestaram contra uma chapa presidencial totalmente muçulmana, na capital da Nigéria.
Os manifestantes expressaram sua preocupação com o aumento da intolerância religiosa no país africano, onde igrejas e crentes já vêm sofrendo uma onda de ataques extremistas.
No dia 15 de julho, uma multidão marchou na Villa Presidencial, em Abuja, contra a candidatura dos mulçumanos Bola Ahmed Tinubu e Kashim Shettima, do partido All Progressives Congress (APC), para as próximas eleições presidenciais, que acontecerão em fevereiro de 2023.
Os manifestantes também enviaram uma carta de protesto ao governo federal da Nigéria.
Moses Adams, líder da Comunidade de Todos os Cristãos do Norte da Nigéria (CAN) que organizou o protesto, afirmou que a ausência de um candidato cristão à vice-presidente na chapa de Bola Tinubu era “inaceitável e uma receita para criar divisões acentuadas entre os muçulmanos e os cristãos no país”.
Segundo Moses, desde 1999, há uma tradição nas eleições presidenciais da Nigéria em ter um cristão e um muçulmano na composição partidária de todos os partidos.
O costume se deve ao fato de que a população nigeriana é metade cristã e metade islâmica. Para Adams, a formação de uma chapa totalmente muçulmana é um desrespeito à comunidade cristã.
Kayode Fayemi, um governador que apoia o partido dos candidatos muçulmanos, pediu que a CAN apresentasse suas opiniões ao APC, em vez de protestar contra a composição da chapa presidencial.
“A liderança cristã deve usar este desafio atual como uma oportunidade para apresentar uma carta de demandas a todos os candidatos políticos, especialmente nosso partido (APC), delineando as condições mínimas irredutíveis aceitáveis para os cristãos”, afirmou Fayemi, ao Premium Times Nigeria.
Onda de perseguição violenta
Nos últimos anos, a Nigéria tem sofrido com uma onda de violência, devido a ascensão de grupos islâmicos como o Boko Haram e a Província da África Ocidental do Estado Islâmico. Milhares de nigerianos já foram mortos e deslocados.
O país africano foi o lugar onde mais cristãos morreram em 2021, registrando 4.650 mortes, segundo o relatório da Portas Abertas. O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500.
“A situação na Nigéria continua a se deteriorar. O fracasso total do governo nigeriano em reinar no extremismo criou um ambiente em que os extremistas se sentem justificados para atacar os cristãos”, declarou David Curry, CEO da Portas Abertas.
Na Lista Mundial da Perseguição de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post