Pastor e cantor Valdomiro Silva morreu aos 92 anos em 17 de abril de 2023 (Foto: Reprodução)
A música evangélica brasileira perdeu hoje o cantor e pastor Valdomiro Silva, aos 92 anos, que faleceu na manhã desta segunda-feira, 17, vítima de um infarto. Ele era considerado um dos pioneiros do gênero e deixou um legado importante na música cristã contemporânea.
Valdomiro Gomes da Silva nasceu em 8 de agosto de 1930 em Pedrinhas, Sergipe. Com mais de 50 anos de carreira, ele lançou 38 álbuns e é considerado um dos pioneiros do gênero gospel no país.
Sua conversão ao cristianismo ocorreu em 1956, quando passou a dedicar sua vida à música e ao ministério pastoral.
Seu primeiro LP, “Mãos ao Arado”, foi gravado em 1968 e lançou seus maiores sucessos, “Cântico da Liberdade” e “Fonte de Água Viva”. Em 2018, uma biografia do cantor foi publicada em comemoração aos 50 anos de carreira.
Além de sua carreira musical, Valdomiro Silva era um pastor evangélico e pregava a palavra de Deus por todo o país. Seu trabalho era marcado por sua humildade, carisma e generosidade, e sempre foi muito querido por seus fãs e colegas de trabalho.
Valdomiro Silva deixa um legado importante na música cristã brasileira. Suas músicas continuarão inspirando e tocando os corações de muitas pessoas por muitas gerações. A música cristã se despede de um ícone, mas sua música e mensagem de amor e esperança nunca serão esquecidas.
Discografia:
1968: Mão ao Arado (compacto) 1969: Ordem e Progresso (compacto) 1970: Fonte de Água Viva (compacto) 1971: Cântico da Liberdade (LP) 1971: Fonte de Água Viva (LP) 1972: Jesus Maravilhoso (LP) 1973: Sorrindo e Cantando (LP) 1976: Salmo 91 1976: Eu e Minha Casa Livre para Cantar 1977: Desse Jeito Não Vai (LP) 1977 : Vitória Na Cruz 1978: Sinais de Alerta 1979: Reverência 1980: Lançando a Rede 1980: Só Jesus Merece 1983: Provai e Vede 1984: A Batalha Não Parou 1986: Tudo Tem Seu Tempo 1987: Eu Creio 1989: O Grande Prêmio 1990: É Mistério 1990: Povo Feliz Cantem comigo 1998: Bíblia Não Há Segredo 2007: Vou Voar 2012: Oração e Louvor 2014: Herdeiros de Deus 2015: Hinos de Recordação
Bandeira dos EUA e a torre de uma igreja (Foto: Divulgação)
Um novo relatório revelou que 63 igrejas nos Estados Unidos foram atacadas, nos primeiros três meses de 2023.
Segundo o relatório da Family Research Council (Conselho de Pesquisa da Família — grupo ativista evangélico americano que promove o que considera como valores familiares), janeiro foi o mês com o maior número de ataques a igrejas, com um total de 43 incidentes. Quatorze atos de vandalismo foram registrados em fevereiro e 12 em março.
O documento classificou os ataques em cinco categorias: vandalismo, incêndio criminoso e/ou incêndio, incidentes com armas de fogo, ameaças de bomba e “outros”.
No primeiro trimestre deste ano, ocorreram 53 vandalismos, 10 incêndios criminosos e três incidentes com armas de fogo. Ameaças de bomba foram três e incidentes classificados como “outros” foram dois.
Os ataques aconteceram em 29 estados americanos, com a Carolina do Norte sofrendo a maioria dos incidentes, totalizando sete. Ohio, Tennessee, Flórida, Missouri e Califórnia estão entre os estados afetados.
Tiroteios e mensagens políticas
Os exemplos de ataques citados pelo relatório da Family Research Council incluem a depredação do templo Jesus Is Alive World Center em Reading, Pensilvânia, que causou mais de R$ 370 mil em danos.
Os danos causados à igreja Jesus Is Alive incluíram vitrais, bancos, televisão e teclas de piano quebradas, além de manchas extensas no carpete causadas por uma substância desconhecida em pó branco.
Também foram listados o tiroteio recente na The Covenant School, uma escola cristã em Nashville, a ataque de 50 tiros na igreja menonita no Missouri, e um tiroteio na Igreja Batista Praise Temple em Shreveport, Louisiana, que feriu quatro pessoas.
Outros atos de vandalismo destacados no documento possuíam uma mensagem política. Na Igreja Católica de St. Joseph, no Missouri, uma pixação de spray no prédio dizia: “TRANS PWR”. A frase expressa apoio à agenda LGBT.
Já em uma igreja em Riverview, na Flórida, um pixador escreveu “Corpo da mulher, escolha da mulher”, defendendo o aborto.
Vandalismo na Páscoa
Uma igreja na zona rural da Virgínia, nos EUA, foi alvo de vandalismo no domingo de Páscoa, quando vândalos quebraram janelas e pintaram com spray palavrões e imagens vulgares no exterior e no interior do local de culto.
A Igreja Batista Konnarock do Condado de Washington viu as consequências deixadas para trás em quatro dos cinco quartos do prédio. Apenas o santuário ficou ileso, de acordo com a afiliada da NBC News WCYB em Bristol.
Uma das mensagens ofensivas pintadas com spray nas paredes da igreja era “Acredite em Satanás”, além de um pentagrama e o número 666.
Aumento da intolerância
O número de ataques de 2023 representa um aumento da intolerância religiosa a templos nos EUA, em relação aos incidentes ocorridos no primeiro trimestre dos últimos cinco anos.
“Os primeiros três meses de 2023 viram aproximadamente três vezes o número de atos de hostilidade praticados contra igrejas no mesmo período do ano passado”, escreveu Arielle Del Turco, diretora do Centro de Liberdade Religiosa do Conselho de Pesquisa da Família.
Em 2018, a Family Research Council registrou 15 ataques contra igrejas nos primeiros três meses do ano. Em 2019, foram 12 no mesmo período.
Não foram registrados ataques a igrejas no primeiro trimestre de 2020, enquanto em 2021, foram 14. No ano seguinte, em 2022, foram listados 22.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Daniel Ortega na frente da bandeira da Nicarágua (Foto/Montagem: Canva Pro e Folha Gospel)
Duas freiras que trabalhavam em uma casa de repouso na Nicarágua foram expulsas do país esta semana, em meio a uma repressão de longo alcance contra líderes da oposição, jornalistas e a Igreja Católica por parte do governo do presidente Daniel Ortega.
O presidente autoritário mirou no clero de seu país, chamando os bispos da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN) de “terroristas”. Ortega acusa a Igreja Católica de apoiar protestos antigovernamentais em 2018, que seu governo rotulou de “tentativa de golpe”.
As freiras, ambas cidadãs costa-riquenhas, chegaram à Costa Rica na quarta-feira (12), segundo a Diocese de Tilarán-Libéria.
As irmãs Isabel e Cecilia Blanco Cubillo, da congregação Dominicas de la Anunciata, administravam uma casa de repouso na Nicarágua, segundo o bispo Manuel Eugenio Salazar Mora.
Salazar Mora pediu aos apoiadores que orassem pela igreja e por um bispo da Nicarágua chamado Rolando Álvarez, que foi preso em fevereiro.
O sistema de justiça da Nicarágua condenou Álvarez, um crítico veemente do governo, a mais de 26 anos de prisão por crimes como minar o Estado e a sociedade nicaraguense e por supostamente espalhar notícias falsas.
Sem defesa, o bispo não conseguiu refutar as acusações.
Na quarta-feira, um grupo de freiras trapistas da Nicarágua, que deixou o país no final de fevereiro, também disse que o governo havia confiscado seu mosteiro e o entregou ao Instituto Nicaraguense de Tecnologia Agropecuária.
Perseguição
Ortega e seu governo desencadearam uma campanha de terror político no país.
Dezenas de milhares de nicaraguenses fugiram de sua terra natal para evitar a perseguição desde 2018, quando o governo de Ortega reprimiu protestos generalizados contra o regime, matando centenas de pessoas, ferindo milhares e detendo muitas arbitrariamente, de acordo com a Human Rights Watch.
Na época, os manifestantes e suas famílias às vezes buscavam refúgio de ataques de forças pró-governo dentro das igrejas e catedrais do país.
Os bispos da Conferência Episcopal também participaram como mediadores do diálogo nacional, reunindo diferentes setores sociais com o governo na tentativa de buscar uma solução pacífica para o conflito político.
Ortega reivindicou um quinto mandato como presidente em 2021. Em junho daquele ano, seu governo começou a usar uma vaga lei de segurança nacional como justificativa para prender candidatos presidenciais da oposição, líderes da oposição, jornalistas, ativistas de direitos humanos e outros antes das eleições de novembro.
Em fevereiro, o governo da Nicarágua libertou mais de 200 presos políticos, muitos dos quais chegaram aos Estados Unidos.
Reverendo Dr. Hkalam Samson é pastor e ex-presidente da Convenção Batista Kachin, em Mianmar (Foto: Reprodução/CSW)
O pastor Hkalam Samson, ex-presidente da Associação Batista de Kachin, foi sentenciado à prisão em Myitkyna, capital do estado de Kachin, Mianmar, na sexta-feira, 7 de abril. Depois de quatro meses esperando a decisão da corte, o pastor foi condenado a seis anos de prisão.
O julgamento aconteceu em uma corte interna, contando com a presença do advogado do pastor e poucas testemunhas. O pastor de 65 anos não pôde ver a família. O último encontro com a esposa, Zung Nyaw, aconteceu no tribunal quando ela foi convocada como testemunha. O advogado fará apelo da sentença, mas tem poucas esperanças.
Zung disse ao jornal New York Times que o marido esteve sob interrogatório severo durante 24 dias após a prisão. Ela também contou que “ele é um homem que conhece e ama a Deus. É um pregador. Não tem inimigos. É uma pessoa que sacrifica a si mesmo em favor dos outros”.
“Estamos com medo até de respirar”
O pastor Hkalam já havia sido detido em dezembro do ano passado quando estava no aeroporto a caminho de um tratamento médico na Tailândia. As acusações levantadas contra ele foram de terrorismo, associação ilegal e incitação à oposição ao atual regime que domina Mianmar há dois anos.
A prisão aconteceu por causa de uma reunião online de oração organizada pelo pastor em que citou a Bíblia e disse que a juventude poderia “reconstruir a nação”. A decisão foi baseada na seção 505 do Código Penal de Mianmar que “proíbe falas que induzam as pessoas a perturbarem a ordem pública”. Essa medida é usada para censurar arbitrariamente jornalistas, advogados e ativistas.
“Seis anos é muito tempo para manter uma pessoa inocente presa. Eles não estão ameaçando apenas a liberdade de expressão. Estamos com medo até de respirar”, disse a filha do pastor Hkalam.
O pastor Teslay Yihdego morreu após desenvolver um tumor fatal na prisão na Eritreia (foto representativa)
O pastor Teslay Yihdego, que liderava a igreja Meserete Kristos Church, na Eritreia, faleceu na manhã do dia 9 de abril aos 58 anos de idade.
Após ser diagnosticado com um tumor maligno no cérebro, que ele desenvolveu enquanto estava na prisão e era irreversível pelo diagnóstico tardio, Teslay foi liberado para voltar para casa, onde faleceu.
O pastor Teslay se formou em Teologia na Etiópia e serviu a igreja etíope durante alguns anos. Em 1988, ele foi para a Eritreia e serviu fielmente a igreja local até 2013, quando foi preso em uma das séries de detenção de cristãos que o governo eritreu estabeleceu na época.
Sepultamento impedido
Teslay ficou preso durante dez anos e dois meses. Parceiros da Portas Abertas disseram que muitos líderes cristãos contraem doenças fatais quando submetidos a longos períodos na prisão, pois as condições de saneamento e alimentação nos presídios são insalubres.
O caso do pastor Teslay não é isolado. Muitos cristãos morrem na prisão ou após sentenças longas na prisão. Tudo porque eles seguem a Jesus em uma nação que olha o cristianismo como uma religião suspeita.
A família ainda aguarda a autorização para sepultá-lo. O enterro foi planejado para acontecer em um vilarejo perto da capital da Eritreia, Asmara, mas a decisão está envolvendo uma grande burocracia e estresse para a família enlutada.
Parceiros locais da Portas Abertas explicaram que autoridades usam essa estratégia contra cristãos para tornar o luto, que já é difícil, ainda mais desgastante.
A Portas Abertas pede a todos os cristãos no Brasil que orem pela família e a igreja do pastor Teslay e por todos os cristãos que continuam presos na Eritreia.
Lula com as mãos postas e olhos fechados (Foto: Reprodução)
A Frente Parlamentar Evangélica, conhecida como Bancada Evangélica, está em campanha contra uma lista de normas afirmativas editadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre elas a que instituiu o programa de equidade de gênero e raça no SUS e a que criou grupo para o enfrentamento da discriminação contra religiões de matriz africana.
Os deputados que estão a frente da bancada evangélica dizem que o governo está usurpando a função do Congresso para legislar sobre esses temas, incluindo a “ideologia de gênero” cunhada por grupos religiosos de direita para atacar ações em defesa da comunidade LGBTQIA+.
Uma das normas criticadas pela bancada está na portaria 230/2023 do Ministério da Saúde, que instituiu o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS (Sistema Único de Saúde).
A portaria, que foi lançada na véspera do Dia Internacional da Mulher (8 de março), estabelece, entre outras diretrizes, “promover a equidade de gênero e raça no Sistema Único de Saúde buscando modificar as estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde”.
A portaria foi criticada pelos poíticos evangélicos principalmente por conter, em seu anexo, diretrizes como o “enfrentamento do machismo cultural, das formas de misoginia, sexismo discriminação étnico-racial, religiosa, geracional, orientação sexual e identidade de gênero ou quaisquer outras formas de preconceito”; e a “inclusão da temática da orientação sexual e identidade de gênero nos processos de educação permanente desenvolvidos pelo SUS”.
“Esse [a portaria], para mim, é o mais grave, porque ele deixa em aberto, o que nunca existiu numa portaria, a questão de ideologia de gênero. Ela botou todo o arcabouço da ideologia de gênero nos anexos, e aí eu acho que isso é gravíssimo”, afirma o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
“Abre um precedente e tem financiamento público na formação de médicos, de enfermeiros, fisioterapeutas, toda área da saúde com dinheiro do SUS para esse tipo de política pública”, completa.
Sóstenes presidiu a frente evangélica em 2022 e atualmente é o segundo vice-presidente da Câmara.
Ele disse ainda que, na reunião, o líder do governo se mostrou surpreso com a extinção da Senapred (Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas).
Guimarães teria afirmado na ocasião desconhecer esse ato, acrescentando destinar emendas parlamentares para comunidades terapêuticas conveniadas à Senapred, cujo acolhimento geralmente é baseado no isolamento, abstinência e religiosidade.
Após pressão de setores evangélicos, o governo Lula criou o Departamento de Apoio a Comunidades Terapêuticas, embora o governo diga que o modelo está sob revisão.
Religiões de matriz africana
Outro ponto que a bancada evangélica é contra é a criação, por decreto, de um grupo interministerial para elaborar políticas de enfrentamento à discriminação contra religiões de matriz africana.
“Nós respeitamos todas as religiões e queremos que todas as religiões sejam respeitadas. Porém nós não podemos fazer uma ação de uma religião em detrimento da outra. Acho que todas, de igual modo, têm a mesma liberdade, até para fazer preleções a favor ou em detrimento uma da outra”, afirma o atual presidente da frente, o deputado Eli Borges (PL-TO).
Além da portaria e do decreto, o documento entregue pela bancada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), contém outras 11 normas baixadas pelo governo em março, com o título “decretos com gênero”.
Entre eles, estão: 1) o que instituiu o grupo de trabalho para a elaboração do Programa Nacional de Ações Afirmativas; 2) o que cria uma cota para negros no preenchimento de cargos em comissão na máquina federal; 3) o que institui o Programa Mulher Viver sem Violência; 4) e o que estabelece procedimentos para acesso à Terra Indígena Yanomami —que contém a proibição “do exercício de quaisquer atividades religiosas junto aos povos indígenas”.
Eli Borges afirma haver pontos positivos e negativos em todas essas medidas, mas que elas deveriam ser tratadas pelo Congresso, não por normas editadas pelo governo sem participação do Legislativo.
“Quando se olha a lista de decretos do presidente Lula e de portarias que vêm de ministérios, nós percebemos que ele está em um esforço hercúleo para governar através de decretos e portarias, sem respeitar o Poder Legislativo. Parte desses decretos tem a política que nós discordamos dela. A política afirmativa, que tem que nascer do Parlamento”, diz o deputado.
A bancada evangélica reúne mais de 100 dos 513 deputados da Câmara e, historicamente, tem se colocado como adversária dos partidos do campo da esquerda.
O que dizem os ministérios
O Ministério da Saúde afirmou considerar fundamental o debate entre os Poderes, mantendo constante diálogo com o Congresso.
“Sobre o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras do Sistema Único de Saúde (SUS), a iniciativa trata do enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, discriminação e preconceito de qualquer tipo de violências a trabalhadoras e trabalhadores de saúde”, disse a pasta, acrescentando que as mulheres representam 74% da força de trabalho no SUS.
“As ações previstas pelo programa vão ampliar as condições necessárias à prática da equidade.”
O ministério deu uma resposta inicial que, posteriormente, afirmou ter sido enviada de forma equivocada. O texto foi atualizado.
O Ministério da Igualdade Racial afirma que é preciso “apresentar uma solução para os crescentes casos de invasões a terreiros de candomblé, umbanda e outras religiões de matriz africana”.
De acordo com dados enviados pela pasta, de 2015 a 2018 foram registrados 3.288 casos de racismo religioso, “sem contar que os homicídios (seis, em 2016 no Pará) e a expulsão de lideranças religiosas dos territórios de favelas e bairros periféricos não têm sido contabilizados”.
“O decreto faz-se necessário nesse momento. Não impedindo então, de qualquer forma, que a matéria seja foco de discussão no Congresso Nacional a partir da sociedade. Inclusive, acreditamos que no futuro o Estado brasileiro possa aprovar um projeto de lei que promova mecanismos de combate ao racismo religioso e promoção da liberdade de crenças e religiões no Brasil.”
Os cantores gospel Aline Barros e Anderson Freire estão confirmados para se apresentarem no São João de Caruaru, uma festa junina a céu aberto, realizada no município de Caruaru, em Pernambuco. Entretanto, a participação dos dois cantores já é motivo de críticas entre os evangélicos, que consideram a festa pagã.
Muitos criticaram os cantores por sua ida ao evento, alegando que eles só querem dinheiro e fama, e que não compreendem os Evangelhos de Jesus. “É nítido que é por dinheiro, ah, e não pode adorar santos, dizem os evangélicos! Mas pode ganhar dinheiro em festa de santos né”, questionou um internauta.
Outros evangélicos foram além e afirmaram que a participação de Aline Barros e Anderson Freire no São João de Caruaru é uma afronta aos valores cristãos. Para eles, a festa é uma celebração pagã que não tem qualquer relação com os ensinamentos de Jesus.
No entanto, também houve quem defendesse a escolha dos artistas gospel em participar do evento. Segundo eles, o São João de Caruaru reserva espaço para atrações gospel e católicas justamente para oferecer uma programação diversificada, que agrade a todos os públicos.
A Prefeitura de Caruaru anunciou uma programação de 65 dias de festa, que começa em 28 de abril e termina em 1º de julho, com mais de mil apresentações no período festivo.
Além de Aline Barros e Anderson Freire, outros nomes da música secular como Ivete Sangalo, Simone Mendes, Gusttavo Lima, Luan Santana e Zé Vaqueiro foram confirmados no evento.
Com a onda de ataques a escolas em diversas partes do país nas últimas semanas, muitos pais estão assustados e receosos quanto à rotina dos filhos nas unidades de ensino. Outra situação que tem gerado alarde e insegurança são as mensagens de apologia à violência e ameaças a colégios que circulam nas redes sociais.
As informações são do portal Comunhão.
O pastor Valdir Steuernagel afirma ser natural que os pais estejam muito inseguros e nervosos com os ataques recorrentes nas escolas nesses últimos dias no país. Segundo ele, os acontecimentos mostram uma espécie de iceberg quanto às crianças e à segurança. “Na montanha de gelo, a gente só vê a ponta, mas há a parte escondida. A nossa sociedade está violenta e enraivecida a tal ponto que não há fronteiras respeitadas. Quando escolas passam a ser invadidas é sinal que a sociedade está muito doente”, avalia o autor do livro “Fazendo Teologia de Olho na Criança”, da Mundo Cristão, e embaixador da Visão Mundial no Brasil.
Valdir diz que a sociedade precisa set tratada de várias formas e ações. Uma delas, segundo o pastor, está relacionada ao papel das igrejas, que devem ser agentes de paz, espaços de cuidado e uma espécie de faróis, que identificam sinais de alerta e perigo. Ele salienta ainda que a sociedade, assim como os cristãos, precisa participar da construção de grupos, de comissões, de encontros com o objetivo de criar uma proteção para crianças e adolescentes. “A visão Mundial tem um programa chamado de Comissões de Proteção na Escola. Essas comissões precisam ser criadas, sustentadas e multiplicadas”.
Medo X liberdade
Diante do atual cenário de violência e ameaças, o pastor Rodolfo Capler também considera natural que os pais e mesmo as própria crianças sejam dominadas pelo medo. “Alias. quando o poder público não resguarda os cidadãos, o pânico se alastra e consequentemente as pessoas se afastam de suas atividades, buscando se livrar das inseguranças”, diz o autor do livro “Geração Selfie”, Editora Quitanda.
Ele cita o filosofo polonês Zygmunt Bauman, autor da obra “Confiança e Medo na Cidade, ao afirmar que “afastar-se de tudo por causa do medo é arriscar-se a própria liberdade”. Os criminosos e os perpetradores, de acordo com Rodolfo, desejam justamente causar terror e tirar a liberdade das pessoas.
“Por isso, os pais devem permanecer com suas rotinas mesmo diante do medo e da insegurança, levando os filhos à escola. Medo gera mais medo. Portanto, o único caminho é confiar em Deus e evocar a segurança do Estado”, assevera o pastor da Igreja Batista Alternativa, em Piracicaba (SP), que finaliza: “Enfrentar o medo é uma clara mensagem de resistência aqueles que desejam instalar o terror. A vida continuará. Nada é mais precioso do que a nossa liberdade”.
Prudência e vigilância
Dentro desse contexto, no último dia 4 de abril, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que o governo federal disponibilizará uma verba de R$ 150 milhões a estados e municípios para o fortalecimento de rondas policiais escolares. Ele afirmou ainda que o contingente de policiais federais que monitoram as redes sociais e outros ambientes virtuais, em busca de ameaças, foi aumentando de 10 para 50 agentes.
“A palavra de Deus fala que precisamos ser prudentes e que em vão vigia o sentinela se Deus não guardar a cidade. É claro que nos precisamos ter prudência para enviá-los a escola e recomendo que você envie, mas, que a escola tenha segurança. O governo tem projetos para reforçar a segurança nas escolas e isso vai nos dar mais tranquilidade”, afirma o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Igreja Renascer em Cristo.
De acordo com ele, “não podemos nos ausentar do mundo. Temos armas espirituais para nos dar livramentos. Todos os dias, não deixe de ungir seu filho, o abençoe, peça proteção a Deus e o envie em paz e segurança”.
Estevam também cita a passagem bíblica de Salmos 91.1, que diz: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” E completa com Salmos 91.7: “Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.”
Para concluir, o apóstolo prega: “Seguindo esses princípios, você pode levar seu filho à escola, sim, e nós vamos lutar para que o governo aumente a segurança e possamos ter algumas regras definidas não só nas escolas particulares, mas também nas escolas públicas, porque estamos à mercê dessas contas nas redes sociais com essa ignorância, brutalidade dessa bestialidade. Isso vai acabar em nome de Jesus.
Imagem do manuscrito com a tradução do Novo Testamento. (Foto: Reprodução/OeAW)
Através de uma técnica de captação de imagem por luz, um cientista descobriu uma tradução bíblica antiga de 1.750 anos que estava escondida.
O fragmento contém partes do livro de Mateus, no Novo Testamento, que pode ser o único “resto do quarto manuscrito que atesta a versão siríaca Antiga” dos Evangelhos, produzido no século III e copiado no século VI.
Os pesquisadores, incluindo o medievalista Grigory Kessel da Academia Austríaca de Ciências, (OeAW) sigla em inglês, usaram a chamada fotografia ultravioleta para encontrar a tradução antiga escondida sob três camadas de texto.
Grigory conseguiu tornar as palavras perdidas neste manuscrito em camadas duplas, chamadas de “palimpsesto”, descobertas no Mosteiro de Santa Catarina no Monte Sinai. As páginas individuais legíveis, foram recentemente identificadas em um curso do “Projeto Palimpsestos do Sinai”.
Segundo o Christian Post, o estudo publicado no mês passado na revista New Testament Studies, apresenta uma interpretação de Mateus 11:30 ao capítulo 12:26, originalmente traduzido como parte das traduções siríacas antigas há quase 1.500 anos.
Importância do manuscrito na língua siríaca
De acordo com a Biblioteca Britânica em Londres, onde um desses fragmentos é mantido, desde o primeiro século até a Idade Média, o siríaco era um dialeto do aramaico oriental usado pela Igreja na Síria e em vários países do Oriente Médio.
Embora tenha sido escrito no mesmo alfabeto que o hebraico, a língua siríaca tem seus próprios caracteres distintos.
Segundo a OeAW, cerca de 1.300 anos atrás, um escriba na Palestina apagou um livro do Evangelho inscrito com texto siríaco para reutilizá-lo. O pergaminho era escasso no deserto na Idade Média, então os manuscritos eram frequentemente apagados e reciclados.
“A tradição do cristianismo siríaco conhece várias traduções do Antigo e do Novo Testamento. Até recentemente, apenas dois manuscritos eram conhecidos por conter a antiga tradução siríaca dos evangelhos”, afirmou Grigory.
O fragmento identificado pelo medievalista oferece uma “porta de entrada” para uma fase inicial da “transmissão textual” dos Evangelhos.
“Por exemplo, enquanto o grego original de Mateus capítulo 12, versículo 1 diz: ‘Naquele tempo, Jesus passou pelas searas no sábado; e seus discípulos ficaram com fome e começaram a colher as espigas e comer’, a tradução siríaca diz : “[…] começou a colher as espigas, esfregá-las nas mãos e comê-las”, explicou um comunicado divulgado pela OeAW.
Junção de novas tecnologias
Claudia Rapp, diretora do Instituto de Pesquisa Medieval da OeAW, elogiou Grigory pela descoberta e seu “profundo conhecimento” de textos siríacos antigos e suas características de escrita.
Claudia informou que a tradução siríaca foi produzida pelo menos um século antes de alguns dos mais antigos manuscritos gregos sobreviventes, como por exemplo o Codex Sinaiticus, um texto completo dos Evangelhos que acredita-se ser mais antigo do que o século IV.
“Esta descoberta prova o quão produtiva e importante pode ser a interação entre as tecnologias digitais modernas e a pesquisa básica ao lidar com manuscritos medievais”, concluiu ela.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post
Enterro de cristãos em uma aldeia na Nigéria. (Foto: Reprodução/Facebook/Morning Star News)
De acordo com o relatório intitulado “Cristãos Mártires na Nigéria”, publicado pela Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety), sediada no leste da Nigéria, cerca de 52.250 pessoas foram mortas nos últimos 14 anos no país africano por serem cristãs.
Desde a chegada do presidente Muhhamadu Buhari ao poder em 2015, o relatório indica que 30.250 cristãos foram assassinados. O relatório atribui a responsabilidade dessas mortes ao que chama de “islamismo radical” de Buhari. Além disso, aproximadamente 34.000 muçulmanos moderados também foram vítimas de massacres ou assassinatos no mesmo período.
Infelizmente, o relatório indica que a situação em 2023 não apresentou melhora, pois nos primeiros 100 dias do ano (de 1º de janeiro a 10 de abril), 1.041 “cristãos indefesos” foram massacrados e sequestrados.
O relatório da Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety) também revela que sob a presidência de Buhari, cerca de 18.000 igrejas e 2.200 escolas cristãs foram incendiadas na Nigéria.
Além disso, o relatório destaca que os ataques aos cristãos na Nigéria resultaram em sérios problemas de deslocamento forçado. Mais de 50 milhões de cristãos, principalmente no norte do país, enfrentam “sérias ameaças jihadistas por serem cristãos professos”, e cerca de “14 milhões foram desenraizados e 8 milhões forçados a fugir de suas casas para evitar serem mortos a golpes”.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição de 2023 da Portas Abertas, divulgada em janeiro, a Nigéria é um dos lugares mais perigosos para os seguidores de Jesus. O relatório diz que a Nigéria é responsável por 89% dos cristãos martirizados em todo o mundo.
Refugiados
Cerca de “5 milhões foram deslocados e forçados a ir para campos de pessoas deslocadas internamente (PDI) na Nigéria e campos de refugiados nas fronteiras regionais e sub-regionais”.
O grande número de cristãos e muçulmanos moderados mortos ou deslocados tem sido motivo de grande preocupação para muitas pessoas, incluindo Andrew Boyd, porta-voz da Release International, organização que atua em defesa da igreja perseguida em cerca de 30 países. Ele descreveu as descobertas do relatório como “um número impressionante de mortes”.
“É absolutamente chocante que tantos cristãos sejam perseguidos por sua fé e mortos na Nigéria, enquanto o governo nigeriano parece ficar parado e deixar isso acontecer. Não é menos chocante que a comunidade internacional pareça satisfeita em ficar à margem e assistir”, disse ele à OSV News.
Enquanto isso, a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), em seu próprio relatório, deu voz aos milhares de cristãos perseguidos por sua fé na Nigéria.
Violência e sofrimento
Apenas com 7 anos, Maryamu Joseph foi vítima do ataque do Boko Haram, uma organização extremista jihadista, que invadiu sua comunidade em Bazza, levando-a e outras 21 pessoas à força para a floresta de Sambisa, onde ela permaneceu por nove anos. Foi somente em julho de 2022 que Maryamu conseguiu escapar e compartilhar sua história com a Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).
“Nove anos vivendo em cativeiro! Nove anos de tortura! Nove anos de agonia! Sofremos muito nas mãos dessas pessoas sem coração e implacáveis”, disse ela à ACN.
“Durante nove anos, vimos o derramamento de sangue inocente de meus irmãos cristãos, mortos por pessoas que não valorizam a vida. Eles assassinaram sem remorso, como se fosse uma coisa normal de se fazer, e em um piscar de olhos. Palavras não podem fazer justiça ao que eu passei.”
Andrew Boyd disse que sua organização identificou a Nigéria como “um país de particular preocupação”. Mas os números daqueles que foram mortos em dezenas de milhares, e os testemunhos desanimadores de sobreviventes como Maryamu Joseph, “gritam mais claramente do que jamais poderíamos”, disse Boyd. Ele disse que as estatísticas eram sem dúvida terríveis, mas não surpreendentes.
“Release International tem reportado ano após ano sobre o alvo de cristãos na Nigéria por militantes islâmicos. Não apenas os cristãos da Nigéria enfrentam massacres nas mãos do Boko Haram e do Estado Islâmico, eles estão sendo mortos diariamente por extremistas Fulani bem armados”, disse Boyd à OSV News, referindo-se aos pastores Fulani que se juntaram a grupos extremistas islâmicos.
Traumas
Ele alertou que poderia haver “um êxodo em massa de cristãos do país mais populoso da África, a menos que o novo presidente nigeriano tome medidas urgentes para proteger os cristãos da violência desses jihadistas”.
Ele disse que sua organização estava trabalhando com parceiros na Nigéria “para fornecer apoio aos cristãos que sofrem”. Isso inclui aconselhamento de trauma.
“Tantos perderam membros de suas famílias e suas casas. Estamos trabalhando com parceiros de confiança para trazer algum conforto e apoio. Estamos levantando suas vozes e suas preocupações em todo o mundo. E continuaremos a fazê-lo”, enfatizou Boyd.
Fonte: Guia-me com informações de Detroit Catholic