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Alemanha, país da Reforma Protestante, é um dos menos religiosos do mundo

Wittenberg, cidade berço da reforma protestante, na Alemanha
Wittenberg, cidade berço da reforma protestante, na Alemanha

A Alemanha é o país com mais pessoas que se descrevem como não religiosas ou ateias, abaixo apenas da China nesse quesito. O apontamento é de uma pesquisa da Statista Global Consumer Survey.

Segundo a Medien Magazine, pessoas de oito países foram questionadas sobre suas crenças religiosas. De acordo com isso, a religião tem a maior influência sobre a população da Índia.

Segundo a pesquisa, 23% da população alemã se descreve como não religiosa. Onze por cento dizem que ser ateus. A República Popular da China é a pioneira em termos de estatísticas. No país, onde a liberdade religiosa há muito é difícil, 74% dos entrevistados dizem que não são religiosos ou ateus.

O oposto é o caso de acordo com a pesquisa na Índia. Dos 1,4 bilhão de indianos, apenas 2% se consideram não religiosos ou ateus. No meio das estatísticas estão a Itália, a Rússia e os EUA.

Na Itália, onde fica a sede do catolicismo, um em cada quatro se coloca em uma das duas categorias. Nos EUA e na Rússia, esse número é de 22%.

Foram coletados dados para o Brasil (17 por cento) e África do Sul (9 por cento). As estatísticas são baseadas em pesquisas de 12.000 a 55.000 residentes com idades entre 18 e 64 anos. Eles foram entrevistados entre outubro de 2021 e setembro de 2022.

Reforma Protestante

Em um comentário sobre a pesquisa na Alemanha, leitor diz que “o mais triste é provavelmente que os ‘não religiosos’ muitas vezes nem sabem o que realmente rejeitam e o que estão perdendo em termos de alegria de viver”.

A pessoa destacou ainda, citando uma outra matéria, o fato de haver uma grande “necessidade” entre os alemães “demonstrada pelos 15 a 25 bilhões de euros gastos em esoterismo no país todos os anos”.

Em resposta, outro leitor escreveu:

“Não preciso de seres invisíveis e sobrenaturais para minha felicidade na vida. Pensar por mim mesmo e explorar o mundo com lógica e bom senso é algo que prefiro aos mitos antigos.”

A pessoa que se disse incrédula foi rebatida por outro comentário: “Sem esse ‘ser invisível e sobrenatural’ você não estaria vivo. (Ou você acha que é um produto do acaso?)”.

A Alemanha foi palco da Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero em 1517, há pouco mais de 500 anos, que impactou o mundo cristão com sua nova visão sobre a fé.

As principais ideias da Reforma giravam em torno da “purificação da Igreja” e do acesso dos fiéis à Bíblia, para que a palavra de Deus e não a tradição fosse a única fonte de autoridade espiritual.

Fonte: Guia-me com informações de Medien Maagazine

Mais da metade dos evangélicos acha justificável o vandalismo em Brasília por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro

Plenário do STF destruído por vândalos bolsonaristas em 08 de janeiro de 2023 (Foto: Carlos Moura/STF)
Plenário do STF destruído por vândalos bolsonaristas em 08 de janeiro de 2023 (Foto: Carlos Moura/STF)

Mais da metade dos evangélicos acha justificável o vandalismo após a invasão do Congresso Nacional, do Planalto e do STF por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. É o que revela pesquisa Atlas/Intel.

Dois terços dos evangélicos afirmam que Lula não ganhou a eleição do ano passado e concordam que uma intervenção militar deveria invalidar o resultado da eleição presidencial.

O número de evangélicos que acham justificáveis os ataques é quase 13% maior do que a média geral dos entrevistados. Somando os que acham a invasão completamente justificada (17%) e os acham justificada em parte (33,5%), mais da metade dos evangélicos (50,5%) achou justificável a invasão do Congresso Nacional, do Planalto e do STF por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro.

Os números retratam um abismo de percepções entre os evangélicos e a opinião pública em geral. Enquanto a maior parte dos entrevistados reconhece que Lula venceu a eleição presidencial de 2022 – 56,4% ao todo – entre os evangélicos, apenas 28,1% concordam com tal afirmação. Em contrapartida, 67,9% dos evangélicos não acreditam que Lula obteve mais votos que o ex-presidente Jair Bolsonaro, número 28% superior à média geral dos entrevistados.

Talvez, por esse motivo, os evangélicos sejam o grupo religioso mais simpático à proposta de intervenção militar para invalidar o resultado da eleição presidencial. Nesse sentido, seis em cada dez evangélicos (64,3%) afirmam ser favoráveis à intervenção militar, enquanto menos de um terço deles (29,5%) se dizem contra. No geral, porém, 54,1% dos entrevistados afirmam ser contrários a uma intervenção militar e apenas 36,8% a favor.

Coincidência ou não, os evangélicos são também os religiosos com maior tolerância à ideia de uma ditadura militar no país. Embora 71% dos evangélicos sejam contrários à proposta, 15,5% deles se mostram favoráveis.

Na comparação entre religiões, o número dos evangélicos que aprovam a instauração de um regime autoritário no Brasil é 5% maior do registrado entre católicos e quase 10% a mais do encontrado entre ateus e agnósticos.

Não por acaso, os evangélicos são o grupo que mais aprovou a ação de manifestantes bolsonaristas que ocuparam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF no último dia 8 de Janeiro. Em números proporcionais: 31,2% dos evangélicos aprovaram as invasões, cifra 17% maior que a encontrada entre católicos e quase duas vezes acima da média geral dos entrevistados (18,4%). A maior parte dos entrevistados (75,8%), contudo, desaprova os atos.

A pesquisa Atlas/Intel foi realizada com 2.200 pessoas entre os dias 8 e 9 de janeiro de 2023.

Fonte: Congresso em Foco (Observatório Evangélico) por Rafael Rodrigues da Costa*

* Rafael Rodrigues da Costa é sociólogo pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Pesquisador visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente Professor de Psicologia Social na Faculdade Fecaf.

Ucrânia: mais de 90 pessoas são batizadas, em meio à guerra

Mulher é batizada na Ucrânia (Foto: União Ucraniana)
Mulher é batizada na Ucrânia (Foto: União Ucraniana)

O ano de 2022 terminou, e, apesar dos eventos perturbadores da guerra na Ucrânia, muitas pessoas ouviram a voz do Salvador Jesus Cristo.

Há quase um ano a Rússia invadiu a Ucrânia, desencadeando destruição, mortes e deslocamentos do povo ucraniano que fugia da devastação da guerra. Os que não conseguiram sair, precisaram conviver com uma profunda crise humanitária.

Nas cidades de Kiev, Dnipro, Odesa, Vinnytsia, Sumy, Boyarka, Chernihiv, a Igreja Adventista ucraniana levou ajuda humanitária e distribuiu alimentos aos moradores. A maioria dos recém batizados conheceram o Evangelho através dessas ações.

Em Odesa, cinco ucranianos foram batizados pela igreja, iniciando uma nova vida com Cristo.

Dias depois, em Dnipro, 55 pessoas desceram às águas, testemunhando sua fé em Jesus. Os novos convertidos vieram das regiões de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhya e Donetsk, incluindo assentamentos da linha de frente.

Na capital Kiev, uma campanha evangelística, no Centro Espiritual Left Bank com o evangelista Viktor Begas, resultou em oito vidas salvas que decidiram pelo batismo.

Liderada pelo pastor local Yevhen Budza, a Festa do Batismo nas Águas foi realizada na cidade de Vinnytsia, onde 16 ucranianos nasceram de novo, no dia 17 de dezembro. A pessoa mais velha batizada tinha 83 anos, e a mais nova tinha 12 anos.

Um dos batizados testemunhou que ouviu o Evangelho enquanto esperava para receber comida, em uma ação social da igreja.

Na comunidade de Sribne, na região de Chernihiv, cinco pessoas também foram batizadas, no mesmo dia.

Na região de Sumy, congregações adventistas testemunham quebrantamento e salvações durante o conflito.

As igrejas ficaram lotadas de pessoas sedentas pela Palavra de Deus e muitas delas se arrependeram e entregaram suas vidas a Cristo.

Folha Gospel com informações de Guia-me e Notícias Adventistas

Um terço dos americanos parou de ir à igreja, revela pesquisa

Igreja com poucos fiéis (Imagem representativa)
Igreja com poucos fiéis (Imagem representativa)

Os bloqueios pandêmicos interromperam a participação religiosa de milhões de americanos, observa o estudo, intitulado “ Fé após a pandemia: como o COVID-19 mudou a religião americana ”, conduzido pela Pesquisa sobre a vida americana, um projeto do American Enterprise Institute.

O estudo descobriu que cerca de um em cada três americanos agora diz que parou de frequentar os serviços religiosos.

No verão de 2020, apenas 13% dos americanos relataram frequentar cultos presenciais, que aumentaram para 27% na primavera de 2022, mas as taxas de frequência ao culto ainda eram menores do que antes da pandemia e dos bloqueios subsequentes. acrescenta.

Na primavera de 2022, 33% dos americanos relataram que nunca frequentam serviços religiosos, em comparação com 25% que relataram isso antes da pandemia, conforme a pesquisa, que esclarece que apenas alguns entre os americanos mais engajados religiosamente fazem parte desse grupo.

As maiores quedas de frequência foram observadas entre adultos com menos de 50 anos, adultos com diploma universitário ou menos, católicos hispânicos, protestantes negros e protestantes brancos tradicionais, explica.

No entanto, os maiores aumentos de frequência durante esses dois períodos foram observados entre adultos de 30 a 49 anos, adultos com menos de um diploma universitário e protestantes negros.

Conservadores, adultos com 50 anos ou mais, mulheres, adultos casados ​​e aqueles com diploma universitário eram mais propensos a comparecer do que outros grupos em ambos os períodos.

“Grande parte desse declínio no comparecimento foi devido à abstenção total das pessoas do culto”, diz a pesquisa.

Nacionalmente, a identidade religiosa entre os adultos americanos permaneceu amplamente consistente durante a pandemia, com evidências mínimas de mudança religiosa durante esse período, acrescenta o estudo.

Enquanto 19% dos adultos mudaram sua identificação religiosa durante a pandemia, incluindo 6% que não eram afiliados antes da pandemia, mas relataram uma identidade religiosa na primavera de 2022, 5% que relataram uma religião antes da pandemia não eram afiliados na primavera de 2022.

Geração Z

A edição de agosto passado do relatório “State of the Bible: USA 2022” da American Bible Society descobriu que 40% dos adultos da Geração Z com 18 anos ou mais frequentavam a igreja “principalmente online”.

No entanto, o relatório sugere que entre a Geração Z e os millennials que assumiram um compromisso significativo com Jesus, cerca de 66% não frequentam a igreja pessoalmente ou online pelo menos uma vez por mês.

Em novembro passado, a Lifeway Research divulgou os resultados de uma pesquisa por telefone com 1.000 pastores protestantes realizada de 6 a 30 de setembro de 2022, que mostrou que, enquanto as igrejas estavam retomando a maioria de seus cultos presenciais, em média, a frequência às suas igrejas em agosto de 2022 foi de 85% de seus níveis de frequência aos domingos em janeiro de 2020.

Ainda assim, esses níveis de frequência foram os mais altos em mais de dois anos.

A igreja média relatou 63% de sua frequência presencial pré-pandêmica em setembro de 2020. Em agosto de 2021, esse número subiu para 73% e saltou outros 12 pontos em 2022, de acordo com o estudo.

“Embora haja um punhado de exceções, podemos dizer definitivamente que as igrejas nos EUA reabriram”, disse o diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, em um comunicado na época. “Embora as máscaras tenham começado a desaparecer rapidamente em muitos ambientes em 2022, os fiéis não reapareceram tão rápido”.

Em março passado, o Pew Research Center divulgou um relatório mostrando que a porcentagem de americanos que disseram ter participado de serviços religiosos no mês anterior se estabilizou à medida que mais igrejas e locais de culto suspenderam várias restrições de reuniões e precauções de segurança do COVID-19.

Sam Rainer, presidente da Church Answers e pastor da West Bradenton Baptist Church na Flórida, disse ao The Christian Post na época que acreditava que “há momentos e épocas na vida da igreja em que um platô não é um lugar ruim para ser.”

“Se você está se mantendo com o público agora, se está estável no público, vejo isso como uma vitória porque tem sido mais difícil atrair novas pessoas durante esta temporada”, disse Rainer.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post

Tragédia: Pastor e esposa morrem afogados ao tentar salvar filho em praia na Paraíba

Pastor e esposa morrem afogados tentando salvar filho em praia na Paraíba
Pastor e esposa morrem afogados tentando salvar filho em praia na Paraíba

O pastor da Igreja Assembleia de Deus Felizberto Almeida Sampaio e sua esposa Inalda Ribeiro Sampaio morreram ao tentar salvar o filho, de 13 anos, de um afogamento na manhã desta terça-feira (10), na Praia de Camaçari, em Lucena, no Litoral Norte da Paraíba.

O casal estava na faixa de areia quando percebeu que o filho estava se afogando e entrou no mar para salvar o adolescente; moradores também ajudaram a resgatar o rapaz mas o casal não conseguiu sair da água. A família de Campina Grande, no Agreste do estado, passava férias no litoral quando o acidente aconteceu.

A morte do casal de pastores foi lamentada pela Convenção Geral de Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil.

Equipes das polícias Civil e Militar foram acionadas. Segundo a delegada Andreia Melo, o filho do casal, de 13 anos, foi ao mar quando se afogou.

O Corpo de Bombeiros também esteve no local. As vítimas foram retiradas do mar e colocadas na faixa de areia para realização da perícia. O garoto inicialmente não corre risco de morrer.

Felizberto era obreiro filiado a Convenção, foi dirigente na congregação Quixaba por 12 anos, e atualmente era coordenador e professor da EBD, tesoureiro e secretário da igreja. Sua esposa Inalda era a segunda coordenadora do campo e regente do conjunto de irmãs.

O sepultamento será realizado no distrito de Catolé de Boa Vista, em Campina Grande, na Paraíba.

Fonte: Comunhão com informações de Portal do Trono e Portal T5

Igreja Anglicana pede perdão ao mundo por vínculos econômicos na escravidão

Justin Welby, líder da Igreja Anglicana
Justin Welby, líder da Igreja Anglicana

A Igreja Anglicana pediu perdão ao mundo pela participação econômica na escravidão, nesta terça-feira (10/1). A instituição e o próprio Reino Unido lucraram muito com o tráfico negreiro durante os séculos 16 e 17. Segundo o historiador David Richardson, navios britânicos levaram cerca de 3,4 milhões de africanos capturados para as Américas.

O Church Commissioners’ (Comissários da Igreja, em tradução literal) também anunciou um fundo de investimentos de £ 100 milhões, o equivalente a quase R$ 635 mil. A quantia será destinada à um programa de investimento, pesquisa e engajamento utilizados nos próximos nove anos, a partir de 2023.

Segundo os comissários, essa decisão da Igreja vai “tentar resolver alguns dos erros do passado”. O dinheiro financiará projetos de impacto para melhorar a vida de sociedades afetadas negativamente escravidão, além de impulsionar pesquisas, combater a escravidão moderna, violação dos direitos humanos e as desigualdades.

No comunicado, a Igreja Anglicana admite que “tinha ligações históricas com a escravidão transatlântica”. O pedido de desculpas segue uma série de descobertas compartilhadas em um anúncio interino publicado, em junho de 2022.

Figuras religiosas compartilharam suas desculpas. Entre elas, o líder espiritual da Igreja Anglicana, o arcebispo de Canterbury, Justin Welby. Ele escreveu nas redes sociais que “sente muito por essas ligações”. “Somente abordando nosso passado com transparência podemos enfrentar nosso presente com integridade”, declarou.

Welby diz que “agora é hora de agir para lidar com nosso passado vergonhoso”. Além da instituição religiosa, a Holanda também pediu desculpas pelos 250 anos de participação no tráfico de escravos.

O Church Commissioners’ reponsabiliza a origem das doações ligadas a escravidão ao financiamento do Queen Anne’s Bounty (“A recompensa da rainha Anne”, em tradução literal), esquema para aumentar a renda do clero mais pobre da Inglaterra, estabelecido em 1704.

De acordo com o anúncio, um novo grupo de supervisão será formado em 2023 com participação significativa de comunidades impactadas pela escravidão.

Fonte: Metrópoles

Kleber Lucas critica pastores que apoiaram atos criminosos em Brasília

Kleber Lucas é pastor cantor gospel
Kleber Lucas é pastor cantor gospel

O cantor e pastor Kleber Lucas se manifestou sobre os vandalismos e atentados antidemocráticos ocorridos neste domingo, 8, em Brasília, quando milhares de bolsonaristas extremistas invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

O artista, que é líder da Igreja Batista Soul, publicou um comunicado em suas redes sociais, afirmando que a sua denominação se “opõe veementemente a movimentos evangélicos de alguns pastores, alguns cantores e alguns empresários que apoiam e financiam atos criminosos contra o Estado Democrático de Direito”.

Kleber Lucas também criticou o silêncio de muitos líderes religiosos e cantores gospel, que, segundo ele, estão mais preocupados em perder seus salários, cachês e dízimos.

O cantor chamou de fundamentalistas os pastores que apoiam atos criminosos contra a democracia e pediu para que os fiéis abandonassem as igrejas desses líderes.

Leia o comunicado na íntegra:

“A Igreja Batista Soul se opõem veementemente a movimentos evangélicos de alguns pastores, alguns cantores e alguns empresários que apoiam e financiam atos criminosos contra o Estado Democrático de Direito, que não reconhecem o resultado das urnas de uma eleição limpa e que , ainda promovem o ódio e a destruição do patrimônio público.
De igual modo a conveniência de algumas lideranças que preferem se silenciar diante das atrocidades das quais todos somos testemunhas e que chocou o mundo , no domingo dia 08/01/2023.
Sobre alguns líderes de igrejas e cantores gospel mais preocupados em perder seus salários , cachês e dízimos digo : o seu silêncio é político e conivente com o mal. É um silêncio histórico de púlpitos manchados de sangue. É o mesmo silêncio que grita diante das destruições de comunidades de terreiros que têm sido recorrente no Brasil e a boa parte da Igreja evangélica se silencia, mesmo tendo amigos e parentes que fazem parte desses espaços de fé e experiência religiosa. É o mesmo silêncio sepulcral diante das ofensas sofridas pelas comunidades LGBTQIA+ . É o mesmo silêncio de alguns líderes diante das atrocidades e extermínios que ocorrem nas favelas do Brasil e vcs insistem em fazer arminha com a mão em nome de Jesus. Vocês sabem que não estou generalizando, até porque sei do papel que as igrejas de base cumprem nas favelas porque eu mesmo sou nascido, criado é convertido na favela.
A Igreja Batista Soul se une milhares e milhares de Igrejas e lideranças pela vida, que respeitam à Democracia e a Liberdade.
A Igreja Batista Soul é uma Comunidade aberta para todos que amam a vida e a liberdade e quer compartilhar vida e liberdade e que faz parte da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.
Não aceitamos discurso de ódio, racistas, misógino e não acreditamos em “messias de armas na mão”

Pr. Kleber Lucas
Igreja Batista Soul: “É proibido a entrada de pessoas perfeitas”.”

Fonte: Fuxico Gospel

Evangélica é amarrada em árvore e espancada por causa da sua fé, no México

Mulher no México. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas).
Mulher no México. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas).

Uma mulher foi amarrada a uma árvore e espancada devido a sua fé evangélica, no estado de Hidalgo, no México.

Segundo a Christian Solidarity Worldwide (CSW), que monitora a perseguição no mundo, Maria Concepcion Hernández Hernández, membro da Igreja Batista da Grande Comissão, foi agredida pelos líderes de sua aldeia de maioria católica, na comunidade de Rancho Nuevo, em Huejutla de los Reyes.

No dia 21 de novembro, Maria foi atacada depois de visitar a área de sua propriedade, pois um vizinho pediu que ela removesse duas árvores do local.

Durante o ataque, seu pastor, Rogelio Hernández Baltazar, pediu socorro à polícia local, mas ele acabou detido e agredido pelas autoridades.

Os líderes locais ainda exigiram que Baltazar entregasse as escrituras de dez lotes de terras, que pertencem a membros da igreja batista.

Desde 2015, cristãos protestantes foram proibidos pelas autoridades de acessar ou usar suas próprias terras para o cultivo.

Evangélicos são perseguidos há anos

Em Rancho Nuevo, evangélicos têm sido perseguidos pela maioria católica há anos. Os aldeões expulsam os protestantes ou os obrigam a participarem de atividades católicas.

Depois da perseguição violenta, Maria Concepcion foi internada com ferimentos internos graves e permanece em estado crítico. A cristã foi proibida de receber visita de outros aldeões no hospital.

De acordo com a CSW, mesmo depois do crime ser denunciado à Comissão de Direitos Humanos do Estado de Hidalgo e à Procuradoria do Estado de Hidalgo, os agressores não foram presos.

“A vida de uma mulher está em jogo e uma comunidade vive com medo porque, apesar de amplas evidências de graves violações da liberdade de religião em Rancho Nuevo por mais de sete anos, as autoridades mexicanas não conseguiram intervir”, afirmou Anna Lee Stangl, chefe de defesa da CSW.

“Em vez disso, funcionários do governo do estado de Hidalgo, sob o governo anterior, há anos negam publicamente a existência de casos de intolerância religiosa no estado”.

Anna declarou que as autoridades também são responsáveis pelo ataque e pediu que o governo aja para punir os agressores e acabar com a perseguição na aldeia.

“Pedimos ao governador Julio Ramón Menchaca Salazar que assegure que seu governo tome medidas rápidas para levar à justiça os responsáveis ​​por este ataque brutal e pelas ameaças contínuas contra membros da minoria religiosa em Rancho Nuevo”, solicitou ela.

Rancho Nuevo é uma comunidade indígena de língua náuatle, regida pela Lei de Usos e Costumes. Entretanto, a constituição do México garante a liberdade religiosa e direitos humanos em todo o seu território.

Cristãos perseguidos no México

A perseguição contra cristãos aumentou no México, devido à violência do cartel de drogas, perseguição por católicos tradicionalistas e discriminação violenta por grupos de esquerda anticristãos.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2022, da Missão Portas Abertas, que relaciona os países mais perseguidos, o México ficou na 43ª posição.

Fonte: Guia-me com informações de CBN News

Morre George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano acusado de pedofilia, aos 81 anos

Cardeal católico australiano George Pell
Cardeal católico australiano George Pell

Morreu ontem, terça-feira, 10, o cardeal australiano George Pell, ex-assessor financeiro do papa Francisco que foi acusado de abuso sexual infantil.

O religioso, que tinha 81 anos de idade, faleceu em decorrência de complicações cardíacas após uma cirurgia no quadril. As informações foram fornecidas por Peter Comensoli, sucessor de Pell como arcebispo de Melbourne.

De acordo com o Estadão, o ex-assessor do papa passou mais de 400 dias em confinamento solitário até que suas condenações, referentes a abusos que teriam ocorrido na década de 1990, fossem anuladas. Entretanto, o religioso ainda enfrentava um processo civil na Austrália, movido pelo pai de um ex-coroinha que teria sido vítima do arcebispo.

Contrário às reformas de Francisco, o religioso era, no entanto, mais moderado do que outros cardeais conservadores.

Apesar de se opor abertamente a diversas propostas do pontífice, Pell foi incluído por ele no conselho de cardeais, grupo que é responsável por auxiliar o papa no governo da Igreja. Além disso, foi nomeado prefeito da Secretaria de Economia (ministério das finanças), órgão criado com a finalidade de dar transparência às contas da Santa Sé.

“Caberá aos historiadores avaliar seu impacto na vida da igreja na Austrália e além, mas foi considerável e será duradouro”, disse o arcebispo católico de Sydney, Anthony Fisher, de acordo com a fonte.

“Para muitas pessoas, especialmente da fé católica, este será um dia difícil”, declarou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

Fonte: UOL com informações de Estadão

Pastores e líderes evangélicos que apoiaram Bolsonaro condenam vandalismo em Brasília; Malafaia diverge

Bolsonaristas radicais invadem e destroem Congresso, Palácio do Planalto e STF em Brasília. (Foto: Reprodução/YouTube)
Bolsonaristas radicais invadem e destroem Congresso, Palácio do Planalto e STF em Brasília. (Foto: Reprodução/YouTube)

Milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em manifestação na praça dos Três Poderes, em Brasília, na manhã deste domingo (8); entretanto, no início da tarde, criminosos romperam os bloqueios e invadiram as sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.

No meio dos invasores estavam muitos que se diziam cristãos/evangélicos, que até chegaram a cantar hinos quando estavam entrando ou já dentro dos prédios.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, Mari Santos, uma pastora manauense que não só participou do vandalismo que tomou Brasília no domingo (8), como postou cada passo seu numa rede social, escreveu: “Máscara, vinagre, óculos de natação… E Deus será nosso escudo”. Naquele momento, ela saía do quartel-general da capital rumo à Esplanada dos Ministérios.

O cantor gospel Salomão Vieira já havia aparecido em vídeo convocando o que chamou de patriotas para estar no Distrito Federal neste fim de semana. Salomão, que é acusado de ter aplicado um golpe em mais de 70 pessoas, totalizando quase R$ 1 milhão, foi banido das redes sociais.

Segundo informações que constavam na bio do perfil de Salomão no Instagram, ele é da cidade de São Paulo, membro da Assembleia de Deus e canta desde os 8 anos de idade, diz o site Fuxico Gospel.

Antes de ter sua rede social derrubada, Salomão Vieira gravou um vídeo, no qual afirmou que não depredou nada em Brasília. O cantor criou um perfil reserva para divulgar a gravação em que tenta se isentar do vandalismo ocorrido na capital do país.

Ana Marita Terra Nova, casada com uma das maiores lideranças evangélicas do país, o apóstolo Renê Terra Nova, reproduziu em suas redes um chamado para ação. “Dois meses nos quartéis: valeu muito, sim! Agora… É parar e dizer mesmo: intervenção militar!”, dizia a mensagem que compartilhou na véspera da tentativa de golpe.

Após a repercussão nas rede sociais de sua suposta participação convocando pessoas para os atos golpistas em Brasília, Terra Nova publicou uma nota de repúdio em seu perfil no Instagram.

“Como ministra da palavra de Deus há 40 anos, dentro e fora do ambiente eclesiástico, sempre fui pautada na verdade e observância estrita aos princípios judaico-cristãos, da moral e dos bons costumes e jamais incentivei, por qualquer meio, muito menos em meus perfis sociais, atos de barbárie, lesão a patrimônio público ou vandalismo ou qualquer outro ato ilegal.”, disse Ana Maurita.

O portal Fuxico Gospel descreveu cenas de fiéis entoando louvores durante o vandalismo que depredou prédios dos Três Poderes.

O apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo e da Marcha para Jesus, apoiador de Bolsonaro, disse à Folha de S. Paulo que repudia “essa forma grotesca e antidemocrática” de protestar, “porque Deus nos deu a paz de Cristo”.

“A manifestação somente é legítima quando é pacífica. Fora isso, torna-se o vandalismo que estamos presenciando. Minha oração é que Deus tenha misericórdia do Brasil.”

Depois, durante um culto à noite, disse em púlpito que “esse não é o caminho da democracia, não é o caminho da vontade de Deus”.

“Infelizmente as pessoas radicalizam e esquecem que só existe um caminho, que é o da oração”, pregou. “Oramos para que Deus interfira segundo a sua vontade. Nós repudiamos completamente o que está acontecendo hoje em Brasília.”

César Augusto, apóstolo da igreja Fonte da Vida, que assim como Estevam Hernandes, participou de atos de campanha de Bolsonaro, também desaprovou a trama antidemocrática.

“Como pastor, sacerdote e ministro do Evangelho, não posso aceitar nenhum tipo de ação de violência, em hipótese alguma”, disse.

Agora é hora, segundo Augusto, de “pensar muito antes de falar, para não incendiar o que já está pegando fogo”. Uma boa oportunidade para “pessoas que sabem valorizar o diálogo, que pensam na nação, não pensam nas ideologias, entrarem em cena e apaziguarem o país”.

Em nota, o bispo Eduardo Bravo, presidente da Unigrejas, braço da Igreja Universal, disse que o caos na Praça dos Três Poderes “deslegitima os movimentos que, até então, vinham colocando suas pautas dentro dos limites da lei e ordem”.

Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, falou em “manifestação do povo” e criticou o que enxerga como “dois pesos e duas medidas” no tratamento dado a manifestações bolsonaristas e de movimentos da esquerda.

“Cansei de ver o MST invadir prédio público e ficar acampado dois, três dias. A militância do PT pode fazer isso, e ninguém diz que é ato antidemocrático. Que conversa é essa? Ou será que nós estamos em que planeta? Em que país nós estamos? Ou será que o povo, a imprensa, os políticos têm amnésia?”

Estamos falando, afirmou o pastor ao jornal, de uma “manifestação do povo”.

“E aí? Usa dois pesos, duas medidas? Quando é a cambada de esquerda, é ato de livre manifestação. Quando são os outros, é ato antidemocrático? Isso é uma vergonha.”

Mais tarde, em vídeo, Malafaia listou tentativas de invasão do Movimento dos Sem Terra, como uma empreendida contra o Supremo Tribunal Federal em 2014, que deixou policiais feridos.

Emendou dizendo que foi “contra quebra-quebra de petistas” e continua “contra quebra-quebra” em geral. E vaticinou: “Não brinque nem massacre com o povo, que tem revolta popular”.

Presidente da bancada evangélica e membro da mesma Vitória em Cristo, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) usou estratégia similar de comparar protestos distintos.

Postou na internet montagem com uma foto de manifestantes ocupando a cobertura do Congresso nos protestos de 2013, que começaram na esquerda e resvalaram para uma miscelânea ideológica, e o ato deste domingo, que devastou várias áreas internas do Executivo, do Judiciário e do Legislativo.

“Na democracia TODA manifestação tem um recado claro”, disse. “O que é inaceitável é a violência e depredação do patrimônio público, não compactuo com esses atos! Que a ordem seja retomada.”

A reprovação veio escoltada por uma crítica a Lula. “Ver um descondenado virar presidente causa revolta!!! Deus tenha misericórdia do Brasil!”

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP), outro apoiador de Bolsonaro, afirmou ver como legítima “a revolta popular, que é quando um grupo de pessoas se organizam para protestar”. Mas as depredações provocadas por “ânimos acirrados” ultrapassaram o sinal, segundo ele.

“Por causa delas, os manifestantes serão chamados de baderneiros e criminosos. O que vem a seguir será uma repressão sem limites.”

“Estarei com o presidente @jairbolsonaro para o que der e vier! Onde ele estiver, lá eu estarei! Sempre!”, diz Feliciano em um tweet que está fixado na sua conta.

O pastor Jorge Linhares, líder da Igreja Batista Getsêmani, publicou um vídeo em que fala sobre os atos de vandalismo protagonizados por bolsonaristas no último domingo (8).

Na gravação, Linhares condenou a violência e disse que a igreja tem que orar. No entanto, em contradição, ele declarou que a revolta bolsonarista estava prevista devido às ações que não ficaram claras nas últimas eleições, além das perseguições.

Desse modo, para ele, diz o site Fuxico Gospel, a invasão em Brasília foi uma “explosão de uma revolta de uma série de ações contra pessoas que amam o Brasil”. 

O pastor bolsonarista Júnior Trovão cobrou a punição dos envolvidos nos ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília, no último domingo (08/01).

“Que todos os que arquitetaram isso sejam presos, seja de direita ou esquerda”, declarou ele nas redes sociais.

Trovão já havia cobrado a prisão das pessoas que vandalizaram Brasília, assim que o grupo invadiu os prédios públicos e começou a depredar tudo o que via pela frente.

“Que sejam presos todos aqueles que causaram os danos ao patrimônio público”, disse ele no Instagram.

O pastor Marcos Galdino, presidente da Assembleia de Deus em Santo Amaro (ADSA-Brasil), repudiou o extremismo e o exagero por parte dos manifestantes, mas lembrou que, apesar de inaceitável, a manifestação é fruto de “decisões inconstitucionais” por parte do judiciário.

O apostolo Agenor Duque, líder e fundador da Igreja Apóstolica Plenitude Trono de Deus (IAPTD), lembrou que as manifestações são legítimas e constitucionais. Por outro lado, declarou que “depredações e invasões de patrimônio públicos, como as que aconteceram no último dia 08 (domingo) são uma verdadeira vergonha para a nação brasileira”.

Duque também disse que “o atual presidente do país, mais uma vez, faz aquilo que lhe é próprio: mente descaradamente. Desta vez, teve coragem de afirmar que a esquerda e o PT jamais agiram de forma semelhante. Não é isso que a história registra”.

Fonte: Folha de S. Paulo, UOL, Fuxico Gospel

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