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Como é se tornar cristão no Irã

Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Irã sobre a capital Teerã (Foto: Canva Pro)

Recentes revoltas, repressões violentas e tensões crescentes com os EUA trouxeram mais atenção internacional para o Irã, uma nação de 93 milhões de pessoas, a maioria das quais são muçulmanos xiitas.

Embora o regime iraniano tenha sido repressivo para a maioria de seus cidadãos, as condições são ainda mais precárias para sua minoria cristã. E não há tolerância alguma para iranianos de origem muçulmana que optam por se tornar cristãos.

Mas muitos estão fazendo isso.

“Darius” é um deles.

Ele é um seguidor atencioso e dedicado de sua fé cristã adotada (e, para ele, altamente ilegal).

Ele também está entre a minoria de iranianos convertidos que escolheram o cristianismo ortodoxo. Embora haja um número significativo de igrejas ortodoxas no Irã, basicamente todos os envolvidos com elas são de uma minoria étnica de antiga linhagem cristã.

Como pessoa de origem muçulmana iraniana, Darius não pode simplesmente entrar e se juntar a elas.

As autoridades monitoram essas igrejas. E o regime iraniano aplica punições severas (a pena de morte é tecnicamente possível, mas é muito mais provável que se receba uma longa pena de prisão) não apenas para os convertidos de origem muçulmana, mas também para aqueles que são vistos como auxiliando na conversão ou sendo receptivos a ela.

Pelo que Darius pode perceber, o clero cristão ortodoxo no Irã “não ousa responder a nenhum muçulmano” que deseja se converter.

Portanto, a maioria dos cristãos convertidos no Irã escolhe o protestantismo. Darius disse que esses cristãos se juntam ou estabelecem igrejas clandestinas ou então deixam o país, muitas vezes indo para a vizinha Turquia, onde “mantêm sua fé em segredo”.

Se você conseguir manter um perfil discreto o suficiente, converter-se ao cristianismo no Irã tornou-se mais fácil em pelo menos um aspecto importante: Darius disse que não precisa se esforçar para fingir que ainda é muçulmano porque, neste momento, poucas pessoas ao seu redor frequentam mesquitas, recitam o Alcorão ou fazem qualquer manifestação visível de fé.

A adesão religiosa ao islamismo no Irã diminuiu significativamente nas últimas décadas.

“Hoje em dia, as mesquitas estão quase vazias”, disse Darius, acrescentando que, em grande parte, “apenas idosos e apoiadores do regime vão lá”. Ele também observou que o consumo de álcool, embora oficialmente proibido, cresceu em popularidade.

“Só preciso tomar cuidado com o que digo e não falar nada sobre o cristianismo”, comentou.

Enquanto isso, ele lê a Bíblia e ora. Ele também pertence a uma comunidade ortodoxa online — moderada por uma mulher iraniana — que oferece orações, lições e conselhos. (Com muita experiência como muçulmano orando em árabe, ele já entendia os cantos ortodoxos árabes.) Ele conheceu outro iraniano convertido ao cristianismo ortodoxo através do Instagram.

Darius gostaria de ir para a Europa, para poder “escapar deste inferno [sua terra natal tão sofrida] e ter um futuro”. Ele também quer “ser batizado mais facilmente e sem medo”.

Ele acrescentou que, neste momento, até mesmo a maioria dos muçulmanos religiosamente devotos no Irã passou a detestar o regime.

Embora as autoridades do regime, juntamente com alguns apoiadores fervorosos e nacionalistas diversos, sejam tão hostis quanto se pode imaginar, Darius disse que a maioria dos iranianos não odeia o Ocidente nem tem uma opinião forte sobre o cristianismo.

E, de fato, um número significativo o considera cada vez mais atraente. Muitos meios de comunicação têm noticiado que o Irã tem a comunidade cristã que mais cresce no mundo.

“As pessoas aqui se familiarizam com o cristianismo por diferentes meios”, disse Darius.

“Costumava haver alguns anúncios no YouTube apresentando Jesus”, lembrou ele. Ele também mencionou que algumas pessoas se interessam pelo cristianismo por meio de sonhos e experiências espirituais. Um exemplo disso envolveu um conhecido seu que “disse ter visto Jesus quando foi preso pelo regime”.

O próprio Darius já foi um muçulmano xiita devoto. Ao mesmo tempo, ele tinha a “mente aberta” e “sempre questionava [suas] crenças”.

Ele finalmente decidiu que não acreditava mais em sua própria religião.

“Depois que deixei o islamismo, me senti perdido e estava procurando um guia para minha vida”, disse ele. Ao mesmo tempo, ele não havia desistido de Deus.

Ao visitar a família em Isfahan, ele fazia uma viagem à lendária Catedral de Vank (como um turista comum, não como um aspirante a convertido).

“Eu ficava e ainda fico impressionado com suas pinturas”, disse Darius.

Ele também era fã do músico Johnny Cash, que tinha muitas canções com temas religiosos e “realmente me fez interessar pelo cristianismo”.

Certa noite, ele teve um sonho em que viu ícones dos 12 apóstolos e três santos ortodoxos.

“Quando acordei, soube que Jesus havia me chamado”, disse ele.

Mais tarde, ele teve um encontro estranho em uma área movimentada de Teerã (capital do Irã), onde encontrou uma mulher vendendo a Bíblia em persa, a principal língua do Irã, também conhecida como farsi.

Darius disse que a comprou por um “preço razoável” e que a mulher também vendia um livro sagrado do zoroastrismo, uma importante religião pré-islâmica na região e que tem visto um número crescente de convertidos iranianos.

“Ela é apenas uma muçulmana de mente aberta que tenta ganhar algum dinheiro”, disse Darius sobre a vendedora de livros. Ele acrescentou que nunca viu a Bíblia sendo vendida em nenhum outro lugar em seu país.

Vender Bíblias no Irã é uma atividade perigosa. Comprar uma também não é seguro.

Darius entende que sua jornada espiritual o colocou em risco considerável. Mas ele parece ter aceitado as circunstâncias, dizendo: “O caminho verdadeiro nem sempre é o caminho que queremos e gostamos”.

Folha Gospel – Texto original em inglês escrito por R. Cavanaugh via ICC

Morre Ron Kenoly, ícone mundial da música gospel, aos 81 anos

Ron Kenoly, um dos líderes de louvor do mundo (Foto: Reprodução)
Ron Kenoly, um dos líderes de louvor do mundo (Foto: Reprodução)

O cantor e líder de louvor Ron Kenoly, um dos nomes mais influentes da música gospel mundial, morreu nesta terça-feira, 3 de fevereiro, aos 81 anos. Segundo pessoas próximas à família, o artista faleceu enquanto dormia, em sua residência. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, mas Kenoly havia relatado recentemente, em suas redes sociais, que enfrentava problemas respiratórios.

Reconhecido internacionalmente por conduzir grandes momentos de adoração, Ron Kenoly ganhou projeção a partir da década de 1990, quando suas canções passaram a ser entoadas em igrejas de diferentes denominações e países. Seu estilo de louvor congregacional marcou gerações e influenciou pastores, músicos e ministérios ao redor do mundo.

Entre seus maiores sucessos estão músicas como “Ancient of Days” e “Jesus Is Alive”, que ultrapassaram barreiras culturais e linguísticas, sendo traduzidas para diversos idiomas e incorporadas à liturgia de igrejas em vários continentes. Para líderes cristãos, Kenoly ajudou a consolidar um modelo de louvor vibrante, focado na exaltação e na presença de Deus.

Ao longo da carreira, o cantor costumava resumir sua missão ministerial de forma direta. “Quero que as pessoas encontrem a presença de Deus através do louvor”, afirmou em uma de suas declarações mais conhecidas. Essa visão o levou a participar de conferências, congressos e grandes eventos cristãos ao redor do mundo, incluindo passagens marcantes pelo Brasil, onde suas músicas se tornaram frequentes em cultos e encontros evangélicos.

A morte, ocorrida de forma tranquila durante o sono, encerra uma trajetória dedicada à fé e à música, mas deixa um legado que continua vivo por meio de canções entoadas diariamente por milhões de cristãos.

Repercussão entre artistas brasileiros

A notícia da morte de Ron Kenoly repercutiu fortemente no meio gospel brasileiro. Um dos primeiros artistas a se manifestar foi o cantor Eli Soares, que publicou um vídeo em homenagem ao líder de louvor em seu perfil no Instagram.

Na legenda, Eli escreveu: “Hoje nos despedimos de um gigante da adoração. Ron Kenoly marcou gerações, influenciou o mundo e apontou milhões para Jesus. Tive a honra de conhecê-lo. Sua voz se cala na terra, mas o legado de adoração ecoa na eternidade. Obrigado por tudo. Descanse em glória.” O cantor também citou o texto bíblico “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos”, do Salmo 116, versículo 15.

Sobre Ron Kenoly

Ron Kenoly nasceu em Coffeyville, no estado do Kansas, em 6 de dezembro de 1944. Antes de se dedicar integralmente ao ministério cristão, serviu na Força Aérea dos Estados Unidos. A partir do final dos anos 1980, passou a atuar de forma mais intensa como ministro de louvor e, pouco depois, ganhou destaque na Jubilee Christian Center, na Califórnia.

Na igreja, ficou conhecido por liderar cultos com grandes corais, bandas ao vivo e ampla participação da congregação. Sua obra alcançou reconhecimento internacional nos anos 1990, especialmente com álbuns como “Lift Him Up” e “God Is Able”, considerados referências na música cristã contemporânea.

Últimas publicações

Três dias antes de sua morte, Ron Kenoly fez uma publicação em suas redes sociais que ganhou novo significado após o falecimento. Em seu perfil no Instagram, o cantor compartilhou uma foto ao lado de amigos e colaboradores próximos e escreveu:

“Tenho 81 anos e estou no meu 48º ano de ministério. Estas são algumas das pessoas que me ajudaram a chegar a mais de 123 nações ao redor do mundo nos últimos 20 anos”.

Assista ao DVD completo Sing out full completo e legendado em português no youtube: 

Folha Gospel com informações de Comunhão e Instagram

Igrejas na Ucrânia sofrem perseguição e ataques da Rússia

Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)
Igreja destruída na Ucrânia (Foto: Reprodução)

As autoridades russas continuam a realizar batidas em cultos religiosos em partes do leste da Ucrânia, alertando as congregações de que igrejas não registradas podem sofrer repetidas interrupções caso não cumpram a lei russa.

Em 25 de janeiro, a polícia e as autoridades militares russas realizaram incursões coordenadas contra cultos dominicais conduzidos por duas congregações batistas do Conselho de Igrejas na cidade de Krasnodon (conhecida na Ucrânia como Sorokyne), na região ocupada de Luhansk, na Ucrânia.

De acordo com líderes religiosos, alguns dos policiais estavam equipados com armas de fogo automáticas.

O pastor Vladimir Rytikov disse que policiais entraram na sala de oração durante o culto, ordenaram que os homens presentes se levantassem e registraram a identidade de vários participantes, segundo informações do Forum 18 .

Posteriormente, ele foi levado a uma delegacia e interrogado sobre a recusa da igreja em se registrar de acordo com a lei russa.

“Eles disseram que, se não nos registrarmos, eles virão a todos os cultos e impedirão que aconteçam”, disse o pastor Rytikov.

Uma segunda congregação batista em uma aldeia próxima, Teple, foi alvo de uma operação policial simultânea realizada por agentes da unidade policial encarregada de combater o extremismo.

As operações de janeiro fazem parte de um padrão mais amplo de ações coercitivas contra comunidades religiosas em áreas da Ucrânia ocupadas pela Rússia.

Entre julho e dezembro de 2025, ocorreram pelo menos sete incursões contra reuniões religiosas em áreas ocupadas pela Rússia nas regiões de Donetsk e Luhansk. A maioria envolveu congregações batistas do Conselho de Igrejas, que operam sem registro estatal por princípio, segundo o Forum 18.

Cinco líderes religiosos foram multados após essas operações, de acordo com a legislação “antimissionária” da Rússia, que penaliza atividades religiosas realizadas sem autorização oficial.

As autoridades de ocupação russas insistem que todas as comunidades religiosas devem se registrar de acordo com a lei russa ou notificar formalmente as autoridades sobre sua existência. Os líderes também são obrigados a possuir cidadania russa. As comunidades que se recusam — ou que mantêm vínculos com estruturas religiosas ucranianas — são tratadas como operando ilegalmente.

O Conselho de Igrejas Batistas há muito tempo recusa o registro em qualquer país onde atuem. Autoridades russas, no entanto, alegam que reuniões não registradas constituem atividade missionária ilegal.

Os tribunais russos têm reiteradamente confirmado multas contra pastores na Ucrânia ocupada com base nesse argumento, mesmo em casos em que os cultos eram realizados em residências particulares ou em casas de oração tradicionais.

As Nações Unidas criticaram repetidamente as restrições à liberdade religiosa no território ucraniano ocupado pela Rússia e apelaram às autoridades russas para que permitam às comunidades religiosas praticar livremente a sua fé.

Em um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Secretário-Geral António Guterres afirmou: “Nenhum indivíduo deve ser processado criminalmente ou detido simplesmente por praticar sua religião, inclusive em formas de culto coletivo e proselitismo, de acordo com o direito internacional dos direitos humanos.

“Os grupos religiosos nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia devem ter acesso aos seus locais de culto e poder reunir-se livremente para orações e outras práticas religiosas.”

Organizações de direitos humanos afirmam que as ações coercitivas contra igrejas e outras comunidades religiosas fazem parte de uma campanha de pressão mais ampla nos territórios ocupados, incluindo o fechamento ou a apreensão de igrejas e outros locais de culto, a substituição de líderes religiosos por figuras consideradas leais a Moscou e a detenção ou remoção de clérigos que se recusam a cumprir as ordens.

Ex-detentos e investigadores de direitos humanos afirmam que alguns líderes religiosos foram submetidos a graves abusos enquanto estavam sob custódia, incluindo espancamentos, isolamento prolongado e outras formas de maus-tratos físicos e psicológicos.

O Centro de Análise de Políticas Europeias (CEPA) relata que, em vários casos, padres e pastores desapareceram por semanas ou meses após serem levados para interrogatório, enquanto outros foram forçados a fugir ou a aceitar a remoção de seus cargos.

Observadores afirmam que líderes religiosos são frequentemente alvos não por ofensas específicas, mas sim pelo que representam.

“Nos territórios ocupados, as igrejas estão entre as poucas instituições que ainda detêm autoridade moral independente do Estado”, afirmaram Mitzi Perdue e Nicole Monette, da CEPA.

Organismos internacionais alertam que essas medidas — juntamente com processos judiciais “antimissionários”, censura à literatura religiosa e campanhas de desinformação — representam um esforço sistemático para suprimir a vida religiosa independente e impor lealdade política.

Ao pedirem “sanções direcionadas” contra os perpetradores, Perdue e Monette prosseguiram: “O que está acontecendo com o clero na Ucrânia ocupada é mais do que apenas mais um subproduto trágico da guerra.”

“Trata-se de uma estratégia de governança deliberada, que visa remover a autoridade moral independente e substituí-la por figuras leais a Moscou. A obediência é imposta por meio do terror.”

No início de 2026, centenas de comunidades religiosas em regiões ocupadas já haviam se registrado sob a lei russa, enquanto outras permaneciam impossibilitadas ou relutantes em fazê-lo.

Comunidades ligadas a estruturas da igreja ucraniana, incluindo muitos grupos protestantes, católicos e ortodoxos, estão entre as mais frequentemente visadas.

Fiéis locais afirmam que o resultado é um clima de incerteza no qual o culto continua sob a constante ameaça de inspeção, multas ou fechamento.

Autoridades russas contatadas por jornalistas se recusaram a explicar a justificativa legal ou de segurança para o envolvimento de múltiplas agências estatais — incluindo polícia, promotores e serviços de segurança — em batidas em locais de culto.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Família foge de casa após se converter ao cristianismo na Somália

Família cristã na Somália (Foto: Reprodução)
Família cristã na Somália (Foto: Reprodução)

Uma mãe de três filhos na Somália fugiu de casa depois que seu marido muçulmano descobriu que ela havia se convertido ao cristianismo, mas ele também se converteu posteriormente e agora toda a família está em risco, disseram eles.

Fatuma Juma, residente de Kismayo, disse ter tido um profundo encontro pessoal com Cristo em novembro de 2024. Como a apostasia é punível com a morte na Somália, ela inicialmente manteve sua fé em segredo.

Durante uma reunião clandestina de uma irmandade religiosa, na qual participava com suas duas filhas no dia 25 de abril do ano passado, ela estava ouvindo uma mensagem de áudio e começou a chorar incontrolavelmente, disse Juma. Suas filhas, de 7 e 9 anos, alarmadas com o estado emocional da mãe, voltaram para casa e contaram ao pai, Ibrahim Mohammed.

Mohammed enviou seu filho de 13 anos para trazê-la de volta.

“Quando cheguei, minha mãe não estava bem”, disse ele ao Morning Star News. “Ela parecia confusa e continuou chorando até o fim do encontro.”

Quando Juma não voltou para casa imediatamente, Mohammed foi até o local e a confrontou furiosamente. Ele exigiu uma explicação e tentou obrigá-la a voltar, mas Juma, fisicamente fraca e emocionalmente abalada, pediu permissão para falar, disseram testemunhas.

Então Juma orou em voz alta, dizendo: “Ó Senhor Jesus, perdoe meus pecados passados. Agora que nasci de novo, não te desobedecerei a partir de hoje”, disseram eles.

O marido dela saiu, chocado e confuso. Fontes disseram que o líder da igreja clandestina pediu calma e perdão antes de ir embora.

Desde então, o medo e o isolamento têm marcado a vida de Juma. Seu marido a proibiu de frequentar cultos cristãos, forçando-a a praticar sua fé em segredo. Com o tempo, ela passou a ansiar desesperadamente pela liberdade de praticar sua fé abertamente.

“Minha vida mudou completamente”, disse ela. “Eu estava cansada de adorar em segredo.”

Em 15 de agosto, Juma fugiu de casa com seus três filhos e se mudou para um local não divulgado. Seu marido permaneceu na casa, mas continuou a contatá-la por telefone.

Mohammed ficou angustiado com a separação e, em 20 de outubro, perguntou a ela se poderia se juntar à esposa e aos filhos, disse Juma. Ele prometeu que, se ela o deixasse ir, viveria em paz com ela e a deixaria adorar Jesus livremente.

“Aceitei o pedido dele”, disse Juma ao Morning Star News por telefone. “Meu marido veio até onde eu estava hospedada.”

Um mês depois, no dia de Natal, Mohammed converteu-se ao cristianismo, disse ela. Anteriormente, ele havia informado aos parentes que sua esposa havia deixado o islamismo para se tornar cristã, deixando ambos em risco de represálias. Juma disse que é impossível retornar a Kismayo devido às ameaças e ao medo de violência.

O casal está agora apelando por orações e ajuda, dizendo que precisa de apoio financeiro para matricular seus filhos na escola enquanto procura emprego estando escondido.

“Por favor, orem por nós”, disse Juma. “Só queremos viver em paz e adorar a Deus livremente.”

A Somália ocupa o segundo lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da organização cristã Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão. A constituição do país estabelece o Islã como religião oficial e proíbe a propagação de qualquer outra religião, segundo o Departamento de Estado dos EUA. Ela também exige que as leis estejam em conformidade com os princípios da sharia (lei islâmica), sem exceções para não muçulmanos.

A pena de morte por apostasia faz parte da lei islâmica, de acordo com as principais escolas de jurisprudência islâmica. Um grupo extremista islâmico na Somália, o Al Shabaab, é aliado da Al Qaeda e adere aos seus ensinamentos.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

Cuba: Igrejas domésticas se multiplicam em meio à repressão

Igreja doméstica em Cuba. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)
Igreja doméstica em Cuba. (Foto: Reprodução/Portas Abertas)

Desde 1959, é proibido construir templos cristãos em Cuba. Em meio à repressão, milhares de cristãos têm encontrado refúgio espiritual nas chamadas igrejas domésticas. Mesmo sob vigilância constante, essas pequenas congregações continuam crescendo e se tornando essenciais para a sobrevivência da fé na ilha.

As igrejas domésticas são grupos cristãos que se reúnem e fazem cultos dentro das casas de pastores e membros da comunidade cristã. Segundo dados da associação ASCE Cuba, existem entre 20 mil e 30 mil igrejas domésticas ativas no país. Elas funcionam sem placas, sem autorização e, muitas vezes, sob risco de repressão.

Igrejas oferecem apoio material e social em Cuba

Aarón* e Alicia*, líderes de uma dessas igrejas, enfrentaram intimidação logo no início do ministério. Após uma simples atividade infantil, um desconhecido fotografou o casal de líderes cristãos e, dias depois, autoridades do Departamento de Assuntos Religiosos os visitaram. “Ficamos com medo, mas sabíamos que era obra do Senhor”, diz Aarón.

A legislação cubana não proíbe igrejas domésticas por escrito, mas, na prática, elas são monitoradas e frequentemente reprimidas.

“O governo insiste que as atividades religiosas devem ocorrer apenas em edifícios de igrejas oficiais. Mas o problema é que essas igrejas precisam estar sob controle do governo”, Armando, voluntário em Cuba.

Com o colapso do sistema educacional estatal e a crise social crescente, igrejas domésticas se tornaram centros de apoio espiritual e material. Em zonas rurais, muitos pastores ensinam de valores cristãos até higiene básica.

“Se a igreja não ensinar valores, a necessidade espiritual e moral nunca será suprida”, afirma Abraham*, líder de uma igreja doméstica no campo. Apesar da intimidação, Alicia e Aarón se recusaram a parar. “Todo sábado, continuamos. Ensinamos a Bíblia, ajudamos com tarefas escolares e até ensinamos higiene básica. Mas o risco é enorme”, diz Aarón. 

Cuba é o 24º país da Lista Mundial da Perseguição 2026.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Grammy Awards 2026: conheça os vencedores nas categorias da música gospel

Grammy Awards 2026 (Foto: reprodução)
Grammy Awards 2026 (Foto: reprodução)

A música gospel voltou a chamar atenção no maior palco da indústria fonográfica. Em uma noite marcada por grandes estrelas do pop e do rap, artistas que transformam fé em música ganharam espaço na 68ª edição do Grammy Awards 2026, realizado no domingo, 1º de fevereiro, nos Estados Unidos. O Grammy reconhece os principais lançamentos musicais do último ano em 96 categorias. A cerimônia aconteceu na Crypto.com Arena, em Los Angeles.

O prêmio, criado em 1958 pela Recording Academy, reconheceu produções gospel e cristãs que impactaram igrejas e públicos ao redor do mundo ao longo do último ano. A criação das categorias gospel e cristãs no Grammy, nos anos 1970, ajudou a mudar a forma como esse tipo de música era visto pela indústria. Antes concentrada quase exclusivamente nas igrejas e em eventos religiosos, a produção gospel passou a circular em outros espaços, ganhando distribuição, investimento e atenção da mídia, mostrando que era possível alcançar o mercado musical sem abandonar suas convicções.

Entre os destaques da noite esteve CeCe Winans, que venceu na categoria Melhor Performance ou Canção Gospel com “Come Jesus Come”. A música, que conta com a participação de Shirley Caesar, resgata a força do gospel tradicional e aposta em letras que falam de perseverança e esperança. “Essa canção nasceu da oração e continua sendo uma oração”, afirmou CeCe ao receber o prêmio.

Na música cristã contemporânea, o reconhecimento foi para “Hard Fought Hallelujah”, de Brandon Lake em parceria com Jelly Roll. A colaboração surpreendeu parte do público ao unir um dos principais nomes do louvor atual com um artista conhecido fora do circuito cristão, Jelly. O resultado foi uma canção marcada por vulnerabilidade e fé em meio às dores da vida, ampliando o alcance da mensagem.

O Grammy de Melhor Álbum Gospel ficou com “Heart of Mine”, projeto de Darrel Walls e PJ Morton. O disco une raízes da igreja com arranjos modernos e mostra como o gospel segue se renovando sem perder sua essência. Já Israel & New Breed venceram na categoria Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea com “Coritos Vol. 1”, um trabalho que celebra a adoração coletiva e a diversidade cultural presente nas igrejas ao redor do mundo.

Na categoria dedicada ao gospel mais tradicional, o prêmio foi para o The Brooklyn Tabernacle Choir, com o álbum ao vivo “I Will Not Be Moved”. Conhecido por suas apresentações intensas e corais potentes, o grupo reafirmou a relevância da adoração congregacional em uma indústria cada vez mais focada no individual.

Mesmo em um evento dominado por tendências comerciais e gêneros urbanos, as vitórias nas categorias gospel mostram por que a música cristã continua encontrando espaço e ouvintes. Mais do que troféus, os prêmios reforçam o papel dessas canções na vida espiritual de milhões de pessoas, dentro e fora das igrejas.

Quem são os vencedores do Grammy 2026

CeCe Winans
Uma das vozes mais respeitadas do gospel mundial, CeCe Winans soma décadas de carreira e múltiplos Grammys. Sua música nasce da vivência na igreja e alcança públicos diversos, sempre com letras centradas na fé, na esperança e na adoração.

Brandon Lake
Nome forte da música cristã atual, Brandon Lake se destaca por unir louvor congregacional a elementos do pop e do rock. Suas canções falam de vulnerabilidade, restauração e fé, especialmente entre o público jovem.

Jelly Roll
Conhecido fora do cenário cristão, o artista levou ao Grammy uma colaboração marcada por experiências pessoais e linguagem sobre dor e transformação. A parceria mostrou como a fé pode atravessar estilos e alcançar novos ouvintes.

Darrel Walls
Cantor, compositor e pastor, Walls mantém forte ligação com o gospel tradicional. Seu trabalho valoriza a espiritualidade da igreja e a força vocal como instrumento de adoração.

PJ Morton
Músico premiado e reconhecido no soul e no R&B, PJ Morton carrega o gospel como base de sua identidade artística. Seus projetos transitam entre gêneros sem perder a conexão com a fé.

Israel & New Breed
Grupo internacionalmente conhecido no louvor e adoração, liderado por Israel Houghton. Suas músicas refletem diversidade cultural, unidade e expressão coletiva da fé cristã em diferentes partes do mundo.

The Brooklyn Tabernacle Choir
Referência no gospel coral congregacional, o grupo é conhecido por apresentações ao vivo intensas e voltadas à adoração comunitária. A vitória no Grammy reforça a permanência do gospel clássico no cenário atual.

Fonte: Comunhão

Justiça rejeita tutela de urgência em ação que acusa Claudia Leitte de intolerância religiosa

Cantora de Axé Claudia Leitte (Foto: reprodução)
Cantora de Axé Claudia Leitte (Foto: reprodução)

A Justiça da Bahia negou o pedido de tutela de urgência apresentado no processo que apura denúncia de intolerância religiosa contra a cantora Claudia Leitte. A ação, movida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), solicita a condenação da artista ao pagamento de R$ 2 milhões por dano moral coletivo. A decisão foi divulgada na quinta-feira, 29 de janeiro.

O caso teve origem em uma apresentação realizada em 2024, quando Claudia Leitte alterou a letra da música Caranguejo, substituindo a referência à divindade de matriz africana Iemanjá pelo nome Yeshua, em alusão a Jesus. A canção é de autoria de Durval Luz, Nino Balla, Luciano Pinto e Alan Moraes.

Na decisão, a magistrada responsável pelo caso afirmou que não há elementos que indiquem risco iminente ou evidências suficientes de que a substituição feita pela cantora configure, de forma automática, ato de racismo, discurso de ódio ou apropriação indevida do patrimônio cultural das religiões de matriz africana.

“A substituição de um termo por outro, mesmo que motivada por convicção religiosa pessoal da intérprete, não conduz à conclusão automática de que há um discurso de ódio ou uma violação à dignidade da coletividade afro-religiosa que autorize intervenção nas apresentações artísticas”, destacou a juíza no despacho.

Apesar da negativa da tutela de urgência, o processo seguirá em tramitação na Justiça baiana. A decisão também autorizou a inclusão do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) no polo ativo da ação.

À época da denúncia, o IDAFRO solicitou ao MPBA que Claudia Leitte fosse impedida de se apresentar no Carnaval de Salvador em 2025. No entanto, com a decisão judicial, a cantora permanece confirmada na programação do evento na capital baiana.

Procurada, a equipe da artista informou que não irá se manifestar sobre a nova movimentação do processo. O espaço segue aberto para posicionamento.

Silas Câmara articulou acordo entre INSS e entidade investigada por fraude, diz O Globo

Pastor e deputado federal Silas Câmara. (Foto: Agência Câmara)
Pastor e deputado federal Silas Câmara. (Foto: Agência Câmara)

O deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso Nacional, participou da articulação e da assinatura de um acordo de cooperação entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). A entidade passou a ser investigada posteriormente por suspeitas de fraudes em descontos aplicados diretamente sobre benefícios previdenciários.

A partir do acordo, firmado inicialmente por meio de um protocolo de intenções em 2021 e efetivado em julho de 2022, a CBPA recebeu cerca de R$ 221 milhões em repasses do INSS entre março de 2023 e abril de 2025, período anterior à deflagração da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades no sistema.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

A relação de Silas Câmara com a CBPA antecede a formalização do acordo. No início de 2021, ainda durante o governo Jair Bolsonaro, o parlamentar acompanhou o presidente da confederação, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, em reuniões com a cúpula do INSS. Em maio daquele ano, Silas participou da cerimônia que marcou a assinatura do protocolo de intenções entre o instituto e a entidade, autorizando descontos de até 2,5% nos benefícios de associados da confederação, conforme publicado no Diário Oficial.

Após a cerimônia, realizada na sede do INSS, o deputado celebrou publicamente a iniciativa, afirmando que o acordo traria “um novo momento para mais de 1 milhão de pescadores e pescadoras artesanais do país”.

Embora o acordo tenha sido firmado ainda no governo Bolsonaro, os descontos começaram a ser aplicados somente em março de 2023, já no governo Lula. Em poucos meses, a CBPA ampliou de forma acelerada sua base de associados com descontos ativos. Entre junho e julho de 2023, o número de filiados passou de cerca de 35 mil para mais de 220 mil. Com isso, a arrecadação mensal da entidade saltou de aproximadamente R$ 30 mil para R$ 7,5 milhões, alcançando R$ 9,5 milhões mensais no início de 2025.

No momento em que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) iniciaram as investigações, a CBPA contava com 442 mil associados com descontos em seus benefícios. Auditoria da CGU realizada em 2024 entrevistou 32 beneficiários vinculados à entidade, e nenhum deles afirmou ter autorizado os descontos. Segundo o órgão, a confederação não conseguiu esclarecer nenhuma das situações analisadas.

As suspeitas levaram o caso à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, especialmente após o depoimento de Abraão Lincoln, em novembro. Documentos encaminhados à comissão indicam que, desde o fim de 2023, a CBPA firmou contratos com empresas ligadas a familiares de Silas Câmara, com repasses que somam cerca de R$ 1,8 milhão.

Entre os contratos, está um acordo com a empresa Network Multimídia, que recebeu R$ 30 mil para divulgar o evento “Grito da Pesca”, realizado em agosto de 2023, no qual o deputado atuou como uma das principais lideranças. Em seguida, entre julho de 2024 e março de 2025, a CBPA transferiu R$ 1 milhão para a Network Filmes, empresa que tem como sócia Kethlen Brito, cunhada de Heber Câmara, filho do parlamentar. Heber se apresenta como CEO do chamado “Network Group”. A Network Multimídia está registrada em nome de Maria Soraia Costa, sogra de Heber.

Ainda em 2024, a confederação repassou R$ 30 mil à Rádio Morena FM, então dirigida por Elienai Câmara, outro filho do deputado. Houve também um contrato com a Conektah Estratégias Digitais, empresa que constou na prestação de contas da campanha de Silas Câmara em 2022. A CBPA pagou R$ 800 mil à empresa, sob a justificativa de veiculação de programas radiofônicos sobre a entidade no Amazonas.

Procurado pelo O Globo, Silas Câmara não se manifestou. Em ofício enviado à CPMI do INSS, a defesa do parlamentar afirmou que “não há qualquer base fática ou indício mínimo” de irregularidade e sustentou que relações familiares, por si só, não configuram ilegalidade.

A CBPA também contratou para seu setor jurídico a advogada Milena Ramos Câmara, filha do deputado, que já atuou como coordenadora jurídica da bancada evangélica, presidida por Silas Câmara em 2019 e novamente em 2023.

O caso ganhou novos desdobramentos após declarações públicas da deputada federal Antonia Lucia (Republicanos-AC), ex-esposa de Silas Câmara, de quem se separou em 2024. Em publicações nas redes sociais, ela acusou o ex-marido de utilizar recursos de forma ilícita e mencionou sua atuação política para manter entidades como a CBPA na intermediação do seguro-defeso, benefício pago pelo INSS durante o período de proibição da pesca.

O próprio deputado também divulgou, em redes sociais, sua articulação com Abraão Lincoln para alterar uma medida provisória do governo Lula que transferia às prefeituras a responsabilidade pelo cadastro do seguro-defeso. Em 2025, o Amazonas concentrava cerca de 83 mil beneficiários do programa, muitos deles registrados pela CBPA e por associações ligadas à confederação.

Fonte: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/01/lider-da-bancada-evangelica-apoiou-acordo-do-inss-com-entidade-acusada-de-fraude-que-recebeu-r-221-milhoes.ghtml

Cristãos temem avanço do Estado Islâmico no Iraque 

Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)
Bandeira do Iraque (Foto: Canva Pro)

Autoridades iraquianas enviaram reforços para a fronteira após relatos de que mais de 100 militantes ligados ao Estado Islâmico escaparam de uma prisão anteriormente controlada pelas forças curdas na cidade síria de al‑Shaddadi. As incertezas causadas pelos confrontos no Nordeste da Síria repercutiram imediatamente no Iraque, reacendendo temores antigos.

Tanto o exército sírio quanto as forças curdas trocam acusações sobre quem seria responsável pela fuga. Enquanto isso, o Iraque informou ter capturado um líder de alto escalão do grupo extremista que teria atravessado a fronteira recentemente.

A população iraquiana também respondeu aos acontecimentos. Protestos reuniram multidões em cidades como Erbil, Duhok e Sulaymaniyah. Alguns em apoio aos curdos na Síria, outros expressando medo da possível retomada de ataques extremistas no Iraque.

Cristãos que vivem no Norte do Iraque dizem estar preocupados. Um deles, que prefere permanecer anônimo por questões de segurança, descreveu a sensação atual como “tensão e temor” e pediu oração pela estabilidade dos dois países: “As pessoas estão com medo que os militantes voltem e tragam mais violência. Oramos pela segurança e pela paz no Iraque”.

Como é a perseguição aos cristãos no Iraque?

Igrejas históricas e evangélicas no Iraque enfrentam ameaças de violência, intolerância e discriminação, especialmente de extremistas islâmicos e líderes não cristãos. Elas também sofrem discriminação por parte de órgãos governamentais. Cristãos iraquianos que se convertem do islã enfrentam pressão da família e da sociedade e correm risco de violência e perda de direitos.

A principal pressão sobre os cristãos iraquianos vem de milícias xiitas apoiadas pelo Irã. Operações militares turcas e iranianas no Curdistão iraquiano, visando o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), danificaram severamente vilas cristãs, expulsando muitos cristãos de suas casas.

Em algumas partes do Iraque, mulheres e meninas cristãs usam véus por segurança, pois estar sem véu pode levar a assédio ou apedrejamento público. Há impunidade geral para violações contra cristãos, seja sequestro ou abuso sexual. Convertidas do islã são vulneráveis a prisão domiciliar, espancamentos, casamento forçado, assédio sexual e até “crimes de honra”.

Homens cristãos, especialmente os de origem muçulmana, enfrentam discriminação no trabalho, particularmente no setor público. Eles podem sofrer pressão para deixar seus cargos, ter dificuldade para conseguir emprego ou enfrentar exploração no local de trabalho. Como os homens são geralmente os principais provedores da família, a perda de emprego impacta todo o lar.

Convertidos do islã são particularmente vulneráveis à rejeição da família, ameaças ou mortes. Em uma cultura que preza pela honra, esses arriscam serem rejeitados pelos parentes, sofrerem ameaças ou serem mortos. Cristãos, independentemente do contexto de origem, também enfrentam ameaças de extremistas islâmicos. Esses perigos podem levar homens a deixar o país, o que afeta famílias e enfraquece as igrejas locais ao reduzir seu potencial de liderança.

O Iraque está em 18º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, que relaciona os piores países para os cristãos.

Como ajudar os cristãos perseguidos no Iraque? 

Além de orar por eles, você pode ajudar de forma prática doando para o projeto da Portas Abertas de apoio aos cristãos perseguidos que enfrentam maiores necessidades.  CLIQUE AQUI PARA AJUDAR 

Fonte: Portas Abertas

É Inconstitucional Resolução 34/24 do Governo Federal que Restringe a Liberdade Religiosa no Sistema Prisional Brasileiro

IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)
IAB, Dra. Elizabeth Nunes & Dr. Gilberto Garcia (Foto: Cortesia/Gilberto Garcia)

Compartilha-se, por oportuno, a posição do plenário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB/Nacional), aprovando o parecer, que pede a sanção do projeto de Decreto Legislativo (PDL) 229/24. Este objetiva sustar a Resolução 34/24 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, na qual está prevista a Proibição do Proselitismo Religioso nas Prisões do Brasil.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 229/2024

(Deputado Federal Eli Borges, (Partido Liberal/TO), com Parecer Favorável do Deputado Federal. Allan Garcêz (PP/MA). Susta, parcialmente, a Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º. Ficam sustados, nos termos do art 49, inciso V da Constituição Federal, o inciso II do art. 1º, o inciso I do art. 4º e a expressão “vedado o proselitismo religioso por parte dos agentes do estado, garantindo-se a livre escolha de cada indivíduo” do inciso I do art. 19, ambos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública. (…)”

O presente Projeto de Decreto Legislativo tem o objetivo de sustar os efeitos da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que define diretrizes e recomendações referentes à assistência socio-espiritual e à liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade.

As disposições supracitadas poderiam violar a liberdade religiosa das pessoas privadas de liberdade, em particular, os incisos II do art. 1º o inciso I do art. 4ºe o inciso I do art. 19º, que tratam do proselitismo religioso por parte do Estado e de seus agentes, bem como da participação de servidores públicos, empregados privados ou profissionais liberais como voluntários religiosos em espaços de privação de liberdade nos quais tenham atuação profissional direta.

A sustentação do presente PDL encontra amparo na importância de respeitar a liberdade individual de crença e a não discriminação religiosa. O proselitismo religioso por parte do Estado ou de seus agentes pode comprometer essa liberdade e causar constrangimento aos cidadãos. Da mesma forma, a participação de profissionais em atividades religiosas em espaços de privação de liberdade pode gerar conflitos de interesse e violar a neutralidade do Estado em questões religiosas.

Portanto, justifico a necessidade de sustar tais disposições da Resolução Nº 34, DE 24 DE ABRIL DE 2024, a fim de assegurar o princípio da laicidade do Estado, garantir a igualdade de condições para todos os grupos religiosos e proteger a liberdade de crença e a autonomia individual dos cidadãos.”, Fonte: Câmara de Deputados, Brasília/DF.

O PL foi Aprovado pelaComissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, tendo Sido Encaminhado para Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), e sendo Aprovado seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e após para Apreciação do Senado Federal, o qual, certamente, será Aprovado, Revertendo-se a Inconstitucionalidade do Governo Federal.

Segue Parecer da Comissão de Direito Religioso-IAB/Nacional, presidida pelo Dr. Gilberto Garcia, que designou como Relatora Dra. Maria Elizabeth da Silva Nunessobre o ‘Projeto de Decreto Legislativo 229/2024’, que Declara Inconstitucional a Resolução 34/2024 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, com fundamento legal, alusivo a temática da Liberdade de Expressa Religiosa no País.

Continue lendo o artigo do Dr. Gilberto Garcia na sua coluna “DIREITO NOSSO”. Clique aqui.

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