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Argélia reprime igrejas domésticas e prende pastores em meio à guerra Israel-Hamas

Igreja vazia na Argélia
Igreja vazia na Argélia

O governo da Argélia intensificou a sua repressão às igrejas domésticas, impondo um limite estrito de 10 pessoas por reunião, de acordo com um relatório, que afirma que vários líderes religiosos argelinos foram recentemente condenados à prisão.

A aplicação da lei inclui não apenas a limitação de reuniões, mas também a condenação de vários líderes religiosos à prisão, afirma o órgão de vigilância da perseguição com sede nos EUA, International Christian Concern (ICC).

Esta repressão coincide com o aumento das tensões após a guerra Hamas-Israel, durante a qual o governo argelino percebeu os cristãos como simpatizantes de Israel, associando-os assim a influências estrangeiras e ocidentais que alegadamente ameaçam a unidade islâmica da nação, explica a ICC.

Marrocos, um importante concorrente regional da Argélia, estabeleceu laços diplomáticos com Israel em 2020 como parte dos Acordos de Abraham, facilitados pelos Estados Unidos. Esta normalização foi em troca do reconhecimento pelos EUA da soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental, uma questão territorial à qual a Argélia se opõe.

O ministério Voz dos Mártires (VOM) destaca o contexto histórico do país, o que aumenta a complexidade desta situação.

Antes do surgimento do Islã no século VII e da subsequente invasão árabe-muçulmana, a Argélia era predominantemente habitada por berberes, afirma. Hoje, os berberes, que residem principalmente na região montanhosa da Cabília, no norte da Argélia, estão experimentando um ressurgimento da fé cristã.

Este renascimento remonta às primeiras raízes cristãs da região, exemplificadas por figuras como Agostinho de Hipona, um berbere da Argélia. Apesar de séculos de domínio muçulmano, que quase apagou o culto cristão público, muitos berberes estão agora recuperando a sua herança cristã.

O renascimento levou a um dos maiores movimentos de conversão de muçulmanos ao cristianismo em todo o mundo, particularmente dentro desta comunidade. O rápido crescimento das igrejas e a ousada aproximação dos cristãos argelinos aos seus compatriotas muçulmanos incitaram o aumento da perseguição num clima político já instável.

Quase todos os cristãos argelinos vêm do grupo étnico cabila, que tem um histórico de busca pela independência do governo central. Isto complica ainda mais a sua situação, uma vez que os esforços do governo para manter a unidade nacional cruzam-se frequentemente com questões religiosas.

O governo e as famílias dos convertidos muitas vezes sujeitam estes novos cristãos à perseguição. Além disso, a comunidade local impõe-lhes diversas dificuldades, acrescenta a VOM.

A ICC também observa que, em 2022, as autoridades argelinas encerraram pelo menos 16 igrejas, dando continuidade a uma tendência que começou com os confinamentos devido à COVID-19 em 2020.

Os cristãos enfrentam um maior escrutínio e restrições, embora as igrejas estejam tecnicamente autorizadas a reunir-se abertamente.

Apesar destas adversidades, os cristãos berberes formaram uma voz coletiva através de uma associação evangélica, defendendo os seus direitos e liberdades religiosas, acrescenta a VOM. O seu compromisso em partilhar o Evangelho, mesmo em regiões próximas dos campos terroristas da Al Qaeda, demonstra a sua resiliência.

Embora a prisão por crenças religiosas não seja comum, ocorreram casos, como o encarceramento de um crente por causa de uma publicação nas redes sociais.

A Sociedade Bíblica na Argélia, por exemplo, enfrenta desafios significativos na impressão e importação de Bíblias, com o governo monitorando, limitando e controlando de perto estas atividades.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

Bispo é preso por envolvimento na morte da cantora gospel Sara Mariano

Corpo da cantora Sara Mariano foi encontrado carbonizado na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube TV Shalom)
Corpo da cantora Sara Mariano foi encontrado carbonizado na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube TV Shalom)

Foi preso na noite dessa terça-feira (14), o segundo suspeito na morte da cantora gospel Sara Mariano. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) pelo delegado responsável pelo caso, Euvaldo Costa.

O suspeito foi identificado como Bispo Zadoque, que atua em algumas igrejas evangélicas da região metropolitana de Salvador. O suspeito foi conduzido para delegacia de Dias D’Ávila.

O terceiro suspeito de envolvimento na morte da cantora gospel Sara Mariano foi preso também nesta quarta-feira (15), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

O homem foi identificado Gideão Duarte, e teria dirigido o carro em que a vítima estava momentos antes de desaparecer, em 24 de outubro.

Gideão foi encontrado por policiais na casa onde mora, por voltadas 7h. Durante a investigação do caso, ele foi apontado como um motorista por aplicativo que teria feito uma corrida para Sara.

De acordo com o site Mídia Bahia, o bispo Zadoque confessou participação no assassinado de Sara Mariano. A revelação de que ele teria confessado e envolvido mais pessoas é do advogado Carlos Augusto Vaz, que defende o motorista Gideão Duarte. Bispo Zadoque e Gideão, tiveram mandados de prisão expedidos pela justiça e cumpridos no feriado.

O que diz a investigação

O Sistema de Inteligência da Polícia Civil já conseguiu descobrir que Ederlan deu dinheiro para o suposto líder religioso e os demais integrantes. A policia tenta entender até onde foi a participação de cada um. Laudos periciais são aguardados para terminar de elucidar o caso, que está sob os cuidados do delegado Euvaldo Costa.

O primeiro suspeito preso foi o marido da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano. A prisão dele ocorreu no dia 28 de outubro, quatro dias após o desaparecimento da vítima.

O corpo da cantora gospel Sara Mariano, estava desaparecida desde o dia 24 de outubro, foi encontrado na tarde de sexta-feira (27), em uma área de mata às margens da BA-093, região metropolitana de Salvador.

O marido da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano, foi preso após confessar à polícia que matou a esposa. De acordo com o delegado, o suspeito teria planejado o crime há um mês.

O delegado responsável pelo caso, Euvaldo Costa, relatou que o casal teria passado por um desentendimento e há indícios de que o marido da cantora estaria planejando o feminicídio desde o dia 24 de setembro.

“O planejamento da morte da cantora começou um mês antes da execução, então, se começou um mês antes, é bem possível que tenha mais autores responsáveis pelo crime”, destacou o delegado Euvaldo Costa.

Fonte: Portal Tucumã e Mídia Bahia

Família cristã é perseguida por dez anos no México

Cristãos são expulsos de vila mas encontram socorro e abrigo no México
Cristãos são expulsos de vila mas encontram socorro e abrigo no México

Desde 1996, a Unesco escolheu 16 de novembro para ser o Dia Internacional da Tolerância. A data serve para lembrar ao mundo a importância do respeito às diferenças culturais. A intolerância religiosa é um empecilho que atinge 360 milhões de cristãos hoje.

Por mais de uma década, Adolfina e sua família enfrentaram as consequências desse tipo de intolerância. Eles viviam em uma comunidade indígena no Sul do México e por seguir a Jesus eram vistos como traidores.

Destruição do templo

Em 2010, o pastor Imeldo, marido de Adolfina, foi preso por organizar cultos dominicais no vilarejo. “Não queremos outra religião aqui, então é melhor vocês irem para outra cidade”, as autoridades disseram ao pastor Imeldo. Enquanto estava detido, o templo da igreja foi destruído. A ação causou grande dor para o casal, que levou anos para construir o edifício e não tinha recursos para reerguê-lo.

Quando saiu da prisão, o pastor foi expulso do vilarejo. Ele procurou a ajuda de autoridades de uma cidade vizinha para defender seus direitos e Adolfina ficou sozinha no vilarejo. Como estava só, as pessoas foram até a casa de Adolfina e à casa de outros membros da igreja para gritar contra eles e pressioná-los a renunciar à fé em Jesus. Caso não obedecessem, todos os serviços básicos, como saúde, seriam cortados.

Adolfina não aguentou ficar sozinha no vilarejo. Ela e as filhas deixaram todos os pertences e a casa da família para trás e fugiram para encontrar o pai na cidade. Mesmo com documentos que garantiam que a família poderia retornar ao vilarejo em 2011, as autoridades não aceitaram a família nem os documentos que apresentaram.

Apoio da Portas Abertas

A família de Adolfina clamou a Deus por uma solução durante quase um ano. Em 2012, eles encontraram a Portas Abertas e abriram um processo para que fossem ressarcidos pelos danos causados pela intolerância religiosa. O processo foi lento e teve muitos altos e baixos. Durante todo o período, a família foi assistida financeira e juridicamente pelos parceiros de campo da Portas Abertas.

Em 2020, o pastor Imeldo faleceu de COVID-19 e não pôde ver a justiça se cumprir, mas a filha do casal continuou com o processo. Apenas este ano, em 2023, um novo líder local concordou em cumprir a medida que a corte estabeleceu. A expectativa é que em janeiro de 2024, o valor para cobrir os prejuízos ao templo e à família de Adolfina sejam totalmente pagos.

Atualmente, a única fonte de renda da cristã são as galinhas que cria em casa e vende todos os dias de manhã. Ela teve que enfrentar a morte do marido, a perda da igreja e da casa, mas enfrenta todas as provações com coragem e força do Espírito Santo e espera que um dia possa usufruir da liberdade religiosa no México.

Fonte: Portas Abertas

Justiça absolve parlamentar cristã acusada de “crime de ódio” por tuitar a Bíblia contra o orgulho LGBT

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen
A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen

A parlamentar cristã Päivi Räsänen foi inocentada das acusações de “discurso de ódio” por citar versículos bíblicos, em uma decisão unânime dos três juízes do Tribunal de Recurso de Helsinque, na Finlândia.

“Estou profundamente aliviada. O tribunal aprovou e manteve totalmente a decisão do Tribunal Distrital, que reconheceu o direito de todos à liberdade de expressão”, disse Räsänen em comunicado, conforme a CBN News.

E acrescentou: “Não é crime twittar um versículo bíblico ou participar de um discurso público com uma perspectiva cristã”.

Nesta terça-feira (14), Räsänen falou em uma coletiva de imprensa no Tribunal de Recurso de Helsinque, após saber do veredito.

“Sou grata a Deus, ao meu advogado e a todos os meus apoiantes. É um privilégio defender a liberdade de expressão. Agradeço a decisão do tribunal e estou orgulhosa do meu país”, segundo citações compartilhadas pela repórter finlandesa Karoliina Rauhio-Pokka com o Evangelical Focus.

Päivi enfrentava o segundo julgamento em uma batalha judicial de quatro anos. A ex-líder do Partido Democrata Cristão da Finlândia já tinha sido absolvida pelo Tribunal Distrital de Helsinque em 2022.

Porém, o promotor pediu que seu caso fosse reaberto e apelou do veredito de inocência em abril do ano passado.

Relembre o caso

Em 2019, a política cristã foi acusada de discurso de ódio e processada por defender o ensinamento bíblico sobre sexualidade publicamente em três momentos: em um tuíte, em um panfleto religioso em 2004 e em uma entrevista de rádio em 2019.

Paivi foi investigada pela polícia por um livreto intitulado “Homem e mulher, Ele os criou”, publicado por ela 15 anos antes, e comentários feitos em um programa de rádio.

Ela também enfrentou acusações criminais por um tweet, onde criticou a liderança da Igreja Luterana Finlandesa por apoiar o mês do orgulho LGBT.

Ameaça à liberdade de expressão

O diretor executivo da ADF International (que defendeu a cristã no caso), Paul Coleman, expressou sua preocupação com a liberdade de expressão e com a ameaça de censura na Europa.

“Quando uma parlamentar finlandesa de longa data e respeitada é julgada duas vezes por compartilhar suas crenças profundamente arraigadas em um tweet há quatro anos, você sabe que o respeito pela liberdade de expressão na Europa atingiu um novo nível”, ressaltou Coleman.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus e FaithWire

Multidão destrói igrejas e casas de cristãos no Paquistão

Multidão queimou Bíblias e outros objetos durante ataque a igrejas no Paquistão (Foto representativa: Portas Abertas)
Multidão queimou Bíblias e outros objetos durante ataque a igrejas no Paquistão (Foto representativa: Portas Abertas)

As multidões furiosas de fanáticos religiosos não são problemas apenas na Índia, elas também estão presentes nos Países do Golfo, como Paquistão. Asad* viu sua casa e igreja serem destruídas pela intolerância religiosa.

Pela manhã, o cristão de 50 anos costumava acompanhar a filha até o ponto de ônibus, para que ela fosse em segurança para a faculdade. Na volta, parava na tenda onde era sua igreja, varria o chão e orava para começar o dia.

Em 16 de setembro, Asad cumpriu sua rotina e voltou para casa, quando ouviu gritos e alguém dizendo: “A multidão está chegando e eles estão com raiva!”. O cristão se escondeu atrás de um muro e viu uma igreja próxima ser atacada. “Eles pegaram tudo que pudesse ser vendido e carregaram em caminhões. Em seguida, derramaram ácido sobre outros itens. Eu os vi pisotear as cruzes e as Bíblias. Parecia que eles não tinham nenhum sentido – apenas ódio cego. Eles despejaram combustível e incendiaram as Bíblias e as observaram queimar, só foram embora quando ficaram satisfeitos”, testemunha o cristão.

A tenda onde Asad se reunia com outros cristãos ficou intacta, até seu vizinho Atif* chamar os homens de volta para destruir o local. “Eles voltaram, derrubaram nossa linda e preciosa tenda de oração e adoração e jogaram tudo no fogo. Normalmente, não guardamos as Bíblias lá, mas tudo o que encontraram, eles trouxeram e queimaram cruelmente”, lamenta o paquistanês.

Asad viu as igrejas e casas serem queimadas e temeu pela segurança da filha. Mas ouviu a voz da jovem chamando por ele e sentiu-se melhor por tê-la em seus braços. A garota soube do ataque e foi para casa de uma tia, depois pediu para encontrar com o pai. “Hoje não tenho nada. Vi minha casa e meu local de culto queimarem diante dos meus olhos. Eu estava indefeso. Vi meus vizinhos nos trair. Nunca lhes fizemos mal algum; sempre os respeitamos”, explica Asad.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

Ativista muçulmana que se tornou ateia, Ayaan Hirsi Ali, diz que agora é cristã

Ayaan Hirsi Ali é uma ex-muçulmana que se tornou ateia e agora é cristã (Foto: ayaanhirsiali.com/editada por FolhaGospel)
Ayaan Hirsi Ali é uma ex-muçulmana que se tornou ateia e agora é cristã (Foto: ayaanhirsiali.com/editada por FolhaGospel)

A escritora Ayaan Hirsi Ali, uma ex-muçulmana e renomada crítica do Islã, revelou sua conversão ao Cristianismo, descrevendo sua jornada do Islã ao ateísmo e, finalmente, ao Cristianismo.

Ayaan publicou um artigo para o site UnHerd, do Reino Unido, comentando sobre sua decisão de se tornar cristã e apontando o Cristianismo como a solução para enfrentar os desafios sociais do mundo pós-moderno.

A história de Ayaan, nascida no Quênia, na África, tem muitas mudanças, pois na adolescência ela chegou a ser uma extremista religiosa depois de conhecer a Irmandade Muçulmana. Foi com este grupo que ela aprendeu a odiar os “infiéis”, que são todos aqueles que não seguem o Islã, e principalmente a odiar os judeus.

Tudo mudou após o atentado em Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 11 de setembro de 2001, quando a jovem muçulmana passou a discordar da religião, abraçando então o secularismo e o feminismo, até se identificando como ateia.

Assim, a pesquisadora do Instituto Hoover, da Universidade de Stanford, na Califórnia, se tornou uma profissional respeitável, atuou em pautas feministas e publicou vários livros.

Mas, recentemente, ela passou por uma nova mudança em sua vida, abandonando o ateísmo para abraçar a fé cristã. Ao falar sobre essa decisão, a escritora cita as maiores ameaças da civilização ocidental: o ressurgimento do autoritarismo, a ascensão do islamismo global e a ideologia woke. Para ela, essas três forças só podem ser vencidas pelo legado da tradição judaico-cristã.

“Esse legado consiste num conjunto elaborado de ideias e instituições concebidas para salvaguardar a vida, a liberdade e a dignidade humanas – desde o Estado-nação e o estado de direito até as instituições de ciência, saúde e aprendizagem. Como Tom Holland mostrou no seu maravilhoso livro Dominion, todos os tipos de liberdades aparentemente seculares – do mercado, da consciência e da imprensa – encontram as suas raízes no Cristianismo”, pontuou Ayaan.

Em outro ponto de seu artigo, ela diz que nem o Islã, nem o ateísmo trouxeram-lhe respostas para os dilemas sociais que só o Cristianismo poderá resolver.

“Ao contrário do Islã, o Cristianismo ultrapassou a sua fase dogmática. Tornou-se cada vez mais claro que o ensinamento de Cristo implicava não apenas um papel circunscrito para a religião como algo separado da política”, escreveu Ayaan.

E continuou:

“Achei a vida sem qualquer consolo espiritual insuportável – na verdade, quase autodestrutiva. O ateísmo não conseguiu responder a uma pergunta simples: qual é o significado e o propósito da vida? (…) Neste vácuo niilista, o desafio que temos diante de nós torna-se civilizacional. Não poderemos resistir à China, à Rússia e ao Irã se não conseguirmos explicar às nossas populações por que é importante que o façamos. Não podemos combater a ideologia woke se não pudermos defender a civilização que ela está determinada a destruir. E não podemos combater o Islamismo com ferramentas puramente seculares. Para conquistar os corações e mentes dos muçulmanos aqui no Ocidente, temos de lhes oferecer algo mais do que vídeos no TikTok.”

LEIA O ARTIGO COMPLETO:
Porque Agora sou Cristã, de Ayaan Hirsi Ali para o UnHerd

Em 2002, descobri uma palestra de 1927 de Bertrand Russell intitulada “Por que não sou cristão”. Enquanto o lia, não me passou pela cabeça que um dia, quase um século depois de ele o ter entregue à sucursal da Sociedade Secular Nacional no sul de Londres, eu seria obrigada a escrever um ensaio precisamente com o título oposto.

No ano anterior, eu tinha condenado publicamente os ataques terroristas dos 19 homens que sequestraram aviões de passageiros e os lançaram contra as torres gêmeas de Nova Iorque. Eles fizeram isso em nome da minha religião, o Islã. Eu era muçulmana na época, embora não fosse praticante. Se eu realmente condenasse suas ações, então onde isso me deixaria? Afinal, o princípio subjacente que justificou os ataques foi religioso: a ideia da jihad ou Guerra Santa contra os infiéis. Seria possível para mim, tal como para muitos membros da comunidade muçulmana, simplesmente distanciar-me da ação e dos seus resultados horríveis?

Na altura, havia muitos líderes eminentes no Ocidente – políticos, acadêmicos, jornalistas e outros especialistas – que insistiam que os terroristas eram motivados por razões diferentes daquelas que eles e o seu líder Osama Bin Laden tinham articulado tão claramente. Portanto, o Islã tinha um álibi.

Esta desculpa não foi apenas condescendente para com os muçulmanos. Também deu a muitos ocidentais a oportunidade de recuar para a negação. Culpar os erros da política externa dos EUA foi mais fácil do que contemplar a possibilidade de sermos confrontados com uma guerra religiosa. Temos assistido a uma tendência semelhante nas últimas cinco semanas, à medida que milhões de pessoas simpatizantes da situação dos habitantes de Gaza procuram racionalizar os ataques terroristas de 7 de outubro como uma resposta justificada às políticas do governo israelita.

Quando li a palestra de Russell, percebi que minha dissonância cognitiva diminuiu. Foi um alívio adotar uma atitude de ceticismo em relação à doutrina religiosa, descartar a minha fé em Deus e declarar que tal entidade não existia. O melhor de tudo é que eu poderia rejeitar a existência do inferno e o perigo do castigo eterno.

A afirmação de Russell de que a religião se baseia principalmente no medo ressoou em mim. Eu vivi por muito tempo aterrorizada por todos os castigos horríveis que me aguardavam. Embora eu tivesse abandonado todas as razões racionais para acreditar em Deus, aquele medo irracional do fogo do inferno ainda persistia. A conclusão de Russell foi, portanto, um alívio: “Quando eu morrer, apodrecerei”.

Para entender por que me tornei ateia há 20 anos, primeiro você precisa entender o tipo de muçulmano que eu fui. Eu era adolescente quando a Irmandade Muçulmana penetrou na minha comunidade em Nairobi, no Quênia, em 1985. Penso que nem sequer tinha compreendido a prática religiosa antes da chegada da Irmandade. Eu tinha suportado os rituais de abluções, orações e jejuns como tediosos e inúteis.

Os pregadores da Irmandade Muçulmana mudaram isto. Articularam uma direção: o caminho reto. Um propósito: trabalhar para a admissão no paraíso de Alá após a morte. Um método: o manual de instruções do Profeta sobre o que fazer e o que não fazer – o halal e o haram. Como um suplemento detalhado do Alcorão, o hadith explica como colocar em prática a diferença entre o certo e o errado, o bem e o mal, Deus e o diabo.

Os pregadores da Irmandade não deixaram nada à imaginação. Eles nos deram uma escolha. Esforce-se para viver de acordo com o manual do Profeta e colha as recompensas gloriosas no futuro. Enquanto isso, nesta Terra, a maior conquista possível foi morrer como mártir por causa de Alá.

A alternativa, entregar-se aos prazeres do mundo, era merecer a ira de Alá e ser condenado a uma vida eterna no fogo do inferno. Alguns dos “prazeres mundanos” que eles condenavam incluíam ler romances, ouvir música, dançar e ir ao cinema – coisas que eu tinha vergonha de admitir que adorava.

A qualidade mais marcante da Irmandade Muçulmana foi a sua capacidade de transformar a mim e aos meus colegas adolescentes de crentes passivos em ativistas, quase da noite para o dia. Não apenas dissemos coisas ou oramos por coisas: fizemos coisas. Quando meninas, vestimos a burca e abandonamos a moda e a maquiagem ocidentais. Os meninos cultivaram os pelos faciais o máximo possível. Eles usavam o tawb branco usado nos países árabes ou tinham as calças encurtadas acima dos tornozelos. Operamos em grupos e oferecemos nossos serviços de caridade aos pobres, aos idosos, aos deficientes e aos fracos. Instamos os companheiros muçulmanos a rezar e exigimos que os não-muçulmanos se convertessem ao Islã.

Durante as sessões de estudo islâmico, partilhávamos as nossas preocupações com o pregador responsável pela sessão. Por exemplo, o que deveríamos fazer com os amigos que amávamos e aos quais nos sentíamos leais, mas que se recusaram a aceitar o nosso dawa (convite à fé)? Em resposta, fomos repetidamente lembrados da clareza das instruções do Profeta. Disseram-nos, em termos inequívocos, que não poderíamos ser leais a Alá e a Maomé e ao mesmo tempo manter amizades e lealdade para com os incrédulos. Se rejeitassem explicitamente o nosso apelo ao Islã, iríamos odiá-los e amaldiçoá-los.

Aqui, um ódio especial foi reservado a um subconjunto de incrédulos: os judeus.
Amaldiçoamos os judeus várias vezes ao dia e expressamos horror, repulsa e raiva pela litania de ofensas que eles supostamente cometeram. O judeus traíram nosso Profeta. Eles ocuparam a Mesquita Sagrada em Jerusalém. Eles continuaram a espalhar a corrupção do coração, da mente e da alma.

Você pode ver por que, para alguém que passou por tal educação religiosa, o ateísmo parecia tão atraente. Bertrand Russell ofereceu uma fuga simples e a custo zero de uma vida insuportável de abnegação e assédio de outras pessoas. Para ele, não havia nenhum caso crível para a existência de Deus. A religião, argumentou Russell, estava enraizada no medo: “O medo é a base de tudo – medo do misterioso, medo da derrota, medo da morte”.

Como ateia, pensei que iria perder esse medo. Também encontrei um círculo de amigos inteiramente novo, tão diferente dos pregadores da Irmandade Muçulmana quanto se poderia imaginar. Quanto mais tempo eu passava com eles – pessoas como Christopher Hitchens e Richard Dawkins – mais confiante eu sentia de ter feito a escolha certa. Pois os ateus eram espertos. Eles também eram muito divertidos.

Então, o que mudou? Por que me considero cristã agora?

Parte da resposta é global. A civilização ocidental está sob a ameaça de três forças diferentes, mas relacionadas: o ressurgimento do autoritarismo e do expansionismo das grandes potências sob as formas do Partido Comunista Chinês e da Rússia de Vladimir Putin; a ascensão do islamismo global, que ameaça mobilizar uma vasta população contra o Ocidente; e a propagação viral da ideologia woke, que está a corroer a fibra moral da próxima geração.

Esforçamo-nos por afastar estas ameaças com ferramentas modernas e seculares: esforços militares, econômicos, diplomáticos e tecnológicos para derrotar, subornar, persuadir, apaziguar ou vigiar. E, no entanto, a cada ronda de conflito, perdemos terreno. Ou estamos a ficar sem dinheiro, com a nossa dívida nacional na casa das dezenas de bilhões de dólares, ou estamos a perder a liderança na corrida tecnológica com a China.

Mas não podemos combater estas forças formidáveis a menos que possamos responder à pergunta: o que é que nos une? A resposta de que “Deus está morto!” parece insuficiente. O mesmo acontece com a tentativa de encontrar consolo na “ordem internacional liberal baseada em regras”. A única resposta crível, creio eu, reside no nosso desejo de defender o legado da tradição judaico-cristã.

Esse legado consiste num conjunto elaborado de ideias e instituições concebidas para salvaguardar a vida, a liberdade e a dignidade humanas – desde o Estado-nação e o Estado de direito até às instituições de ciência, saúde e aprendizagem. Como Tom Holland mostrou no seu maravilhoso livro Dominion, todos os tipos de liberdades aparentemente seculares – do mercado, da consciência e da imprensa – encontram as suas raízes no Cristianismo.

E então percebi que Russell e meus amigos ateus não conseguiram ver a floresta por trás das árvores. A madeira é a civilização construída na tradição judaico-cristã; é a história do Ocidente, com verrugas e tudo. A crítica de Russell a essas contradições na doutrina cristã é séria, mas também tem um alcance demasiado limitado.

Por exemplo, ele deu sua palestra em uma sala cheia de cristãos (ex-ou pelo menos duvidosos) em um país cristão. Pense em como isso era único há quase um século e em como ainda é raro em civilizações não-ocidentais. Poderia um filósofo muçulmano apresentar-se diante de qualquer audiência num país muçulmano – naquela época ou agora – e proferir uma palestra com o título “Por que não sou muçulmano”? Na verdade, existe um livro com esse título, escrito por um ex-muçulmano. Mas o autor publicou-o na América sob o pseudônimo de Ibn Warraq. Teria sido muito perigoso fazer o contrário.

Para mim, esta liberdade de consciência e de expressão é talvez o maior benefício da civilização ocidental. Isso não é algo natural para o homem. É o produto de séculos de debate nas comunidades judaica e cristã. Foram estes debates que fizeram avançar a ciência e a razão, diminuíram a crueldade, suprimiram as superstições e construíram instituições para ordenar e proteger a vida, garantindo ao mesmo tempo a liberdade ao maior número de pessoas possível. Ao contrário do Islã, o Cristianismo ultrapassou a sua fase dogmática. Tornou-se cada vez mais claro que o ensinamento de Cristo implicava não apenas um papel circunscrito para a religião como algo separado da política. Também implicava compaixão pelo pecador e humildade pelo crente.

No entanto, eu não seria sincera se atribuísse a minha adesão ao Cristianismo apenas à compreensão de que o ateísmo é uma doutrina demasiado fraca e divisiva para nos fortalecer contra os nossos inimigos ameaçadores. Também me voltei para o Cristianismo porque, em última análise, achei a vida sem qualquer consolo espiritual insuportável – na verdade, quase autodestrutiva. O ateísmo não conseguiu responder a uma pergunta simples: qual é o significado e o propósito da vida?

Russell e outros ateus ativistas acreditavam que com a rejeição de Deus entraríamos numa era de razão e humanismo inteligente. Mas o “buraco de Deus” – o vazio deixado pelo recuo da Igreja – foi meramente preenchido por uma confusão de dogmas irracionais e quase religiosos. O resultado é um mundo onde os cultos modernos atacam as massas deslocadas, oferecendo-lhes razões espúrias para ser e agir – principalmente através do envolvimento em teatro de sinalização de virtude em nome de uma minoria vitimizada ou do nosso planeta supostamente condenado. A frase frequentemente atribuída a GK Chesterton transformou-se numa profecia: “Quando os homens escolhem não acreditar em Deus, depois disso não acreditam em nada, tornam-se então capazes de acreditar em qualquer coisa”.

Neste vácuo niilista, o desafio que temos diante de nós torna-se civilizacional. Não poderemos resistir à China, à Rússia e ao Irã se não conseguirmos explicar às nossas populações por que é importante que o façamos. Não podemos combater a ideologia woke se não pudermos defender a civilização que ela está determinada a destruir. E não podemos combater o islamismo com ferramentas puramente seculares. Para conquistar os corações e mentes dos muçulmanos aqui no Ocidente, temos de lhes oferecer algo mais do que vídeos no TikTok.

A lição que aprendi nos meus anos com a Irmandade Muçulmana foi o poder de uma história unificadora, incorporada nos textos fundamentais do Islã, para atrair, envolver e mobilizar as massas muçulmanas. A menos que ofereçamos algo tão significativo, temo que a erosão da nossa civilização continue. E, felizmente, não há necessidade de procurar alguma mistura de medicação e atenção plena da nova era. O Cristianismo tem tudo.

É por isso que não me considero mais uma apóstata muçulmana, mas um ateia decaída. É claro que ainda tenho muito que aprender sobre o Cristianismo. Descubro um pouco mais na igreja todos os domingos. Mas reconheci, na minha longa jornada através de um deserto de medo e de dúvidas, que existe uma maneira melhor de gerir os desafios da existência do que o Islã ou a descrença tinham para oferecer.

Fonte e tradução: Pleno.News

Yudi Tamashiro diz que continua amando e orando por Priscilla

Yudi Tamashiro e Priscilla (Reprodução)
Yudi Tamashiro e Priscilla (Reprodução)

Nesta segunda-feira (13), Yudi Tamashiro, de 31 anos, usou suas redes sociais para enviar uma mensagem pública para a cantora Priscilla, de 27 anos. Nos últimos dias ele passou a ser cobrado por alguns evangélicos. Logo depois, passou a circular um recorte de vídeo em que ele chama a amiga de “desviada”.

O cantor, que dividiu palco com a artista no programa Bom Dia e Cia, exibido no SBT, afirmou que segue “admirando, respeitando e orando” a colega.

“Priscilla, saiba que como antes continuo admirando você e respeitando suas decisões. Amo você e oro por você como oro pela minha família!”, publicou Yudi, no Instagram.

E continuou:

“Mesmo que estejam tentando forçar uma tensão que não existe, eu creio que Deus nos chamou para sermos pacificadores”, disse.

Por fim, Yudi citou dois versículos bíblicos: “Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus‬ ‭5‬:‭9 ‬- ‭NVT‬)‬. “E aqueles que são pacificadores plantarão sementes de paz e ajuntarão uma colheita de justiça” (‭‭Tiago‬ ‭3‬:‭18‬ – NVT).

Ele explicou ainda que se negou a falar com “páginas de fofoca”. De acordo com o artista, suas falas antigas foram distorcidas.

“Eu não dei nenhuma entrevista a essas páginas de fofoca, e portanto não falei nada do que está na matéria. Algum jornalista simplesmente distorceu minhas falas de uma antiga entrevista e trouxe isso tudo ao público sem nenhum fundamento”, desabafou.

Fonte: Fuxico Gospel e Pleno News

Cerca de 20 igrejas foram destruídas após terremoto que matou mais de 150 no Nepal

Igrejas detruídas após terremoto no Nepal (Foto: GFA World)
Igrejas detruídas após terremoto no Nepal (Foto: GFA World)

Várias igrejas desabaram no Nepal depois de um terremoto devastador de magnitude 6,4 atingir partes remotas do oeste do país do sul da Ásia na semana passada, causando destruição generalizada e mais de 150 mortes, disseram grupos cristãos.

O terremoto, que ocorreu pouco antes da meia-noite, horário local, de 3 de novembro, afetou principalmente os distritos de Jajarkot e West Rukum, cerca de 480 quilômetros a oeste da capital, Katmandu. Os tremores foram sentidos em cidades distantes, incluindo Delhi, na vizinha Índia, segundo relatos da mídia.

Danos significativos às estruturas religiosas foram relatados pelas agências missionárias internacionais cristãs sediadas nos EUA, GFA World e Barnabas Aid.

KP Yohannan, fundador da GFA World, disse num comunicado que várias igrejas parceiras nas áreas afetadas pelo terramoto estão “destruídas”. O grupo relatou que só numa aldeia, três membros da igreja foram mortos.

A GFA World disse que os seus esforços se concentraram na mobilização de membros da igreja local para operações de resgate e socorro, fornecendo suprimentos essenciais como alimentos, cobertores e tendas aos milhares de pessoas afetadas.

Devido às localizações remotas de muitas aldeias afetadas, inacessíveis por veículos regulares, os trabalhadores da igreja recorreram a motorizadas para chegar e ajudar estas comunidades. A GFA World estima que até 90% das habitações simples de barro e tijolo em algumas áreas ruíram.

A Barnabas Aid também descreveu a situação crítica enfrentada pelos cristãos após o terremoto, dizendo que um parceiro local estima que mais de 18 mil casas e pelo menos 20 igrejas foram destruídas.

Tanka, um parceiro do projeto no oeste do Nepal, disse que a grave escassez de alimentos e as péssimas condições de vida se seguiram à perda de casas. As pessoas estão expostas a temperaturas congelantes, acrescentou.

Um pastor local, identificado apenas como Judha, perdeu cinco membros da família – sua filha e quatro netos – no terremoto, segundo Tanka.

Os esforços de ajuda do governo não se estendem à reconstrução da igreja, deixando a comunidade cristã necessitando urgentemente de assistência externa.

Um trabalhador da Barnabas Aid, identificado como Mahon, transmitiu a gratidão daqueles que recebem ajuda de organizações internacionais neste momento de crise.

O hospital local em Jajarkot continua lotado de feridos, o que levou as autoridades a transportar algumas vítimas de avião para Katmandu para tratamento.

A sobrevivente Geethakumari Bista compartilhou sua experiência angustiante com a BBC. Sua família foi enterrada sob os escombros de sua casa desabada, levando à trágica perda de sua filha mais nova, enquanto a filha mais velha era resgatada.

Os esforços de busca e salvamento enfrentam obstáculos significativos, uma vez que os deslizamentos de terra, provocados pelo terramoto, bloquearam muitas estradas, relata a BBC.

Após o terremoto inicial de 3 de novembro, três tremores adicionais foram sentidos em uma hora. Usuários das redes sociais e meios de comunicação locais transmitiram imagens da destruição, mostrando cidadãos procurando desesperadamente por sobreviventes.

Em 2015, o Nepal foi atingido por terremotos devastadores, que mataram 9 mil pessoas e feriram outras 22 mil. Estes acontecimentos sísmicos tiveram um impacto profundo nas infraestruturas do país, tendo a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) relatado que mais de 800.000 casas, principalmente nos distritos ocidentais e centrais, foram destruídas ou danificadas.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

Museu de Arqueologia Bíblica é inaugurado em São Paulo

Museu de Arqueologia Bíblica da América Latina (MAB) - Foto: Reprodução internet/Divulgação
Museu de Arqueologia Bíblica da América Latina (MAB) - Foto: Reprodução internet/Divulgação

Foi inaugurado neste domingo (12), em São Paulo, o primeiro Museu de Arqueologia Bíblica da América Latina (MAB), localizado na Universidade Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. São 1.500m², em um acervo com mais de 3 mil peças, que remontam 4.500 anos de história, do período do bronze até o século XVI depois de Cristo.

Com um investimento superior a R$ 6 milhões, oriundos em sua maioria de doações de empresários e de 30 mil estudantes, o museu oferece uma verdadeira imersão nos tempos bíblicos. “O que queremos oferecer a vocês é a experiência. O museu não está aqui para ser visitado, mas experimentado, te levar a pensar”, afirmou o doutor Rodrigo Silva, curador do MAB, durante a cerimônia de inauguração.

Quem visitar o local poderá conferir artefatos raros como: pregos originais usados em crucifixões, manuscritos do Mar Morto, tabletes cuneiformes que narram o dilúvio, originais de Ur dos Caldeus da época de Abraão, escudo grego e espadas persas ainda com marcas de combate, lamparinas datadas de 2 mil anos antes de Cristo, múmias, carruagem utilizada no período em que Faraó perseguiu os hebreus na fuga do Egito, entre outras peças que vieram de regiões como Síria, Jordânia, Líbano, Inglaterra, Itália, Portugal, Iraque, Grécia e Israel.

Também há uma Vulgata Latina de 1542, uma das primeiras Bíblias publicadas no ocidente depois da prensa de Gutenberg, além de uma torá, moedas, vasos cananitas e outras cerâmicas. No rol de entrada do MAB foi recriado o piso como era no Templo na época de Jesus.

Além disso, o museu se preocupou em reproduzir peças de artefatos históricos, fiéis e de tamanho original do Código de Hamurabi, de 1.750 antes de Cristo e que traz as leis do reino da Babilônia, uma réplica do sarcófago do faraó Tutancâmon, estátuas de animais mitológicos do palácio de Seraqueribe, na Síria, da época de Ezequiel, o selo cilíndrico de Ciro e a Pedra de Roseta, que permitiu a tradução da linguagem dos hieróglifos egípcios.

Junto a alguns artefatos, há um QR Code para que o visitante possa, por meio do seu celular, conseguir mais informações da peça em exposição. O museu também recriou um campo arqueológico, inclusive, com imagens de alta tecnologia projetadas no ambiente, mostrando o nascer e o pôr do sol no Oriente Médio, proporcionando total imersão do visitante.

Do lado de fora do MAB foi construído um jardim dos tempos bíblicos, com 42 espécies de árvores mencionadas na bíblia como oliveiras, acácias, ciprestes, videiras e papiro egípcio. No centro do jardim há uma oliveira de 300 anos, uma prensa de azeitonas em tamanho natural, um moinho de trigo, um poço, um altar de sacrifício e um túmulo vazio, todos elementos que compõem um cenário das principais histórias da Bíblia. Haverá um guia explicando cada parte.

A inauguração contou com a participação de diversas autoridades religiosas, políticas, músicos e cantores que deram um tom especial no culto de dedicação do museu a Deus. “Desde 1983 esse campus existe para servir a Deus e ao Estado. Sempre seguiremos como parceiros do bem e da educação”, afirmou o reitor do Unasp, Martin Kuhn.

Representando Governo de São Paulo, o Secretário de Estado, Gilberto Kassab, falou da importância de obras como essa não apenas para o estado paulista como também para o Brasil. “O museu que hoje abre as suas portas é uma oportunidade para que possamos levar o texto bíblico a todos os cantos do país. Precisamos mostrar para a humanidade que existe um caminho para um mundo melhor. E esse caminho é a Bíblia”, ressalta o secretário.

No mês de novembro, a entrada no MAB será gratuita, mas depois será necessário adquirir um ingresso, cujo valor arrecadado será para a própria manutenção do museu. Também é necessário agendar as visitas.

Para mais informações acesse:

Site: MAB

Instagram: MAB 

Site: Unasp

Atendimento: 0800 948 0048

E-mail: atendimento.ec@unasp.edu.br

Endereço MAB: Estrada Municipal Pastor Walter Boger, S/N – Lagoa Bonita, Eng. Coelho – SP, 13448-900

Por dentro do Museu de Arqueologia Bíblica:

Fonte: Comunhão

“Estamos comprometidos com o chamado de Deus”, diz pastor na Venezuela

Cristãos orando na Venezuela (Foto ilustrativa: Portas Abertas)
Cristãos orando na Venezuela (Foto ilustrativa: Portas Abertas)

A vida de pastores que procuram cumprir o chamado de Deus é desafiadora e Aldier Uzacátegui aprendeu isso quando tinha apenas 10 anos. Sem aviso prévio, seu pai Tomás foi convidado a se retirar da igreja que liderava e da casa onde morava, na Venezuela.

“Esta igreja foi o ambiente em que fomos criados, onde crescemos e onde passei toda a minha infância. Foi um momento difícil para nós como família”, testemunha.

Mas a decepção não foi capaz de impedir que o pastor Tomás cumprisse seu chamado. Em menos de uma semana, a família se instalou em uma nova casa e já começou a frequentar outra igreja. Quatro meses na nova comunidade cristã, o pai de Aldier foi convidado a plantar uma nova igreja.

O acontecimento foi tão impactante, que o filho também se sentiu chamado por Deus para pastorear. “O fato do meu pai nunca ter deixado de reconhecer sua vocação nos mostrou que devemos fazer o que Deus nos chamou para realizar, independentemente das circunstâncias. Isso moldou a minha fé”, testemunha Aldier.

Hoje o pastor Aldier lidera 400 cristãos em Valência e seu pai pastoreia a igreja onde o filho foi chamado por Deus. Apesar da insegurança no território causada pelo crime organizado e controle governamental dos líderes cristãos, Aldier continua pregando a palavra de Deus.

Desde março de 2023, o pastor Aldier é um dos 106 líderes cristãos participantes do treinamento de fortalecimento da Portas Abertas. Ele está aprendendo a desenvolver seu ministério e enfrentar a crise econômica na Venezuela. “Apesar de vivermos em circunstâncias difíceis, estamos comprometidos com o chamado de Deus para nós e continuamos a acreditar Nele”, conclui.

Fonte: Portas Abertas

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